Provas - CC A
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de Oliveira
(UNISL)
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Prova N2 Bloco CC
2. Homem, 19 anos, D5 internação, com dreno de tórax D por hemotórax após trauma.
Evolui com T(39,3C), 19300 leucócitos, ausculta abolida e maciço em base D.
Débito zerado nas últimas 48hh. Qual conduta?
a. Repetir tc tórax
b. Retirar dreno, atb+Rx tórax
c. Toracocentese em 2 ei altura de escápula
d. Novo dreno + atb.
e. Remover dreno + alta.
Recurso:
4. Homem, 44 anos, com história de acidente de moto, com trauma abdominal fechado.
Hemodinamicamente estável, apresentando hematúria macroscópica. Realizou
cistografia que evidenciou extravasamento de contraste para a cavidade peritoneal.
Provável diagnóstico, lesão de:
a. Uretra anterior
b. Uretra posterior
c. Ureter distal
d. Parede vesical
e. Pelve renal
Recurso:
5. Crianca 1 ano choro por dor abdominal, vomitos biliosos, início abrupto. MEG,
hipocorado, taquipneico, toxemiado, dor contínua, abd distendido, massa palpável
dolorosa, sinais de irritação peritoneal
A) Divertículo de Meckel
B) Perfuração gástrica
C) Invaginação intestinal
D) Ma rotação intestinal e volvo de int. Médio
E) Adenite mesentérica
7. Gael é uma criança de 11 meses que foi trazido a emergência pela vizinha com
relatos de maus tratos pelo pai etilista. O relato é que o menino chora sem parar a
30 minutos após o pai ter levantado o menino repentinamente tracionando suas
mãos. No exame físico há intensificação do choro ao simples toque e a
movimentação passiva do cotovelo esquerdo. O diagnóstico provável e a conduta a
ser dotada são:
a) Pronação dolorosa e redução clinica
b) Luxação traumática do ombro e fisioterapia
c) Subluxacao da ulna e redução cirurgica
d) Fratura Galho Verde
e) Fratura de Colles
10. O modelo sugerido por Wells para TVP é baseado em sintomas, sinais e fatores de
risco. A probabilidade do paciente estar com TVP deve ser associado a
probabilidade clínica do paciente apresentar a TVP associado a algum exame
complementar.
Baseado no texto acima e seus conhecimentos sobre a TVP, assinale a alternativa
que contenha corretamente características clinicas baseada no escore de Wells
a) Sensibilidade localizada ao longo da distribuição do sistema venoso profundo
b) Edema de panturrilha pelo menos 5cm maior do que o lado assintomatico
c) Paciente acamado recentemente por 7 dias ou mais
d) Paciente oncológico com doença ativa ou curado
e) Imobilização de extremidades inferiores por mais de 6 meses
12. Tratamento indicado para uma fratura transtrocantérica de fêmur, de uma paciente
de 78 anos, sexo feminino, com diversas comorbidades:
a) osteossíntese
b) fixador externo
c) gesso pelvicopodálico
d) artroplastia
e) observação clínica
17. Um jovem foi vítima de ferimento por arma branca com orifício de entrada em
hipocôndrio direito e está sendo atendido em um hospital terciário com retaguarda.
Durante a avaliação inicial, a equipe decide como conduta a realização de
videolaparoscopia. Qual das afirmações abaixo contraindica tal procedimento?
A) Evisceração
B) Escala de Glasgow de 12
C) Estabilidade hemodinâmica
D) Presença de cirurgias prévias
E) Radiografia sem pneumotórax
19. Mulher, 60a, queda de 1,5m de altura. Glasgow 13, 3 episódios de vômitos. Foi
reavaliada 3h depois, com Glasgow ainda 13. Hemodinamicamente estável.
É correto afirmar:
TC leve e o fato de ter 60a indica TC
TCE leve e manteve ECG 13 após 3h, afastando a possibilidade de
neurocirurgia
TCE moderado co8 om indicação de TC
Apresenta indicacoes de TC, porém pelo caso descrito não apresenta risco
de lesões na TC
Apresenta indicações de TC, apresenta ainda alto risco para intervencao
cirúrgica
20) Entender bem a separação dos órgãos retroperitoneais das outras vísceras abdominais
é de extrema importância para o estabelecimento de diagnóstico diferencial no trauma.
Trauma retroperitonial como o real, pode condicionar sangramento nesses espaços. Qual o
sinal clínico de sangramento neste espaço nos homens? qual exame de imagem você, sem
restrições técnicas e financeiras, solicitaria a um paciente com queda de altura com
hematúria maciça?
a) resistencia (acho a tava escrito renitência) de parede abdominal. urotomografia
b) Hematoma em dorso, cintilografia dinâmica
c) hematoma escrotal; TC
d) giordano +; ecografia de abdominal
e) Punho percussão lombar dolorosa; RNM
22- O aumento da PIC decorrente de formação expansiva e do edema cerebral, pode levar
a isquemia por redução do fluxo sanguíneo encefálico e hérnias. Assinale os sinais e
sintomas clássicos do aumento da PIC em sua fase inicial:
A) Hipotensão arterial associada a alcalose metabólica
B) Extensão anormal membros superiores com rotação interna(descerebração)
C) Flexão dos membros superiores e rotação interna dos membros
inferiores(decorticação)
D) Respiração tipo cheyne-stokes sem rebaixamento do nível de consciência e poluiria.
E) Rebaixamento do nível de consciência, alteração do reflexo pupilar, cefaleia e
vômitos.
23. Paciente do sexo feminino 35 anos, da entrada no PS com queixa de dor lombar a
direita de início súbito de forte intensidade, no momento do exame físico encontra-se,
hidratada, corada, giordano positivo a direita, foram solicitamos alguns exames laboratoriais
e de imagem que evidenciaram hematúria sem leucocituria no sumário de urina,
leucograma normal, PCR normal, TC revelou cálculo de 4m na junção ureterovesical com
leve hidronefrose realizado analgesia com melhora significativa da dor, porém, mantendo
hematúria leve, no momento qual a melhor conduta?
A. Realizar nefrostomia.
B. Solicitação Ressonância nuclear magnética.
C. Alfabloqueador.
D. Ureterocistoscopia.
E. Passagem de cateter duplo J.
24. Bebê apresentando quadro de vômito biolioso e distensão abdominal , qual exame pedir
para verificar o quadro
A- radiografia abdominal
b - radiografia de trânsito intestinal
C- enema
d - cintilografia
E- teriografia
25. PCM, 35 anos, história de tosse, febre, prostração a 5 dias. Há 2 dias inicia dor toracica
esquerda, procurou atendimento e foi diagnosticado por TC com derrame pleural
parapneumonico. Assinale a correta sobre a conduta:
a) Toracostomia em tubo ou cateter está indicada em casos empiema, associada
a antibioticoterapia.
b) Considerando empiema, apenas toracostomia em tubo é suficiente.
c) Iniciamos antibioticoterapia imediata e não indicamos drenagem para pequenos
derrames não complicados.
d) Iniciamos antibioticoterapia imediata e não indicamos drenagem independente do
volume de imagem.
e) Somente indicamos uso de antibiótico após toda a propedêutica e drenagem
28) Homem, 22 anos, vítima de acidente automobilístico no qual permaneceu preso nas
ferragens do veículo em chamas até a chegada da equipe de resgate, apresenta rouquidão
e escarro carbonáceo, fratura de braço direito, apresenta ainda queimaduras de segundo e
terceiro grau. A area queimada envolve todo o membro superior direito, toda a parte anterior
do tronco, área genital e metade do membro inferior direito:
a) Segundo a regra dos noves, a SCQ é de 36%
b) Não apresenta indicacao de transferencia para centro de queimados, embora
apresente lesoes de 3 grau, pois o mesmo > 12 anos.
c) Paciente apresenta pelo menos 3 criterios que indicam necessidade de
internacao em centro de queimados.
d) Deve ser iniciado uso de corticoide e, se apos reavaliacao da corticoterapia, nao
houver melhora da rouquidao, deve-se proceder a IOT
e) O paciente deve ser estabilizado e então internado em leito de UTI, não havendo
inicialmente indicacao para transferencia para centro de queimados.
30) Indicação cirurgia bariátrica (qual não é uma indicação de cir. bariátrica)
a) IMC >= 40
b) IMC 35 - 39,9 com comorbidade relacionada a obesidade
c) no mínimo 1 ano de tto clínico
d) obesidade estável há 5 anos
e) motivação estética
AFYA Nota
MEDICINA - AFYA
Estudante:19207186 - IARA DE CARVALHO ALENCAR
Componente Curricular: ESTÁGIO EM ATENÇÃO AMBULATORIAL E
HOSPITALAR EM CLÍNICA CIRÚRGICA
Professor (es):
Turma: 9.38326 -
2023/2 - 1 - 11º
PERIODO MED
4.0 - ESTAGIO EM Data:
Período: 202302 ATENÇÃO 29/11/2023
AMBULATORIAL E
HOSPITALAR EM
CLINICA
CIRÚRGIC
1ª Questão (0.33)
Uma mulher, de 45 anos, multípara, com IMC de 35 refere dor em cólica no
hipocôndrio direito pós prandial que se iniciou há 2 horas após comer uma feijoada.
Ao exame clínico o Sinal de Murphy está presente e a suspeita é de cólica biliar.
Apresenta icterícia +/++++.
O exame de imagem a ser solicitado inicialmente é
a. colangiografia venosa.
b. tomografia computadorizada abdominal com contraste.
c. ultrassonografia do fígado, vesícula e vias biliares.
d. colangiorressonância nuclear magnética.
e. colecistograma oral em jejum.
2ª Questão (0.34)
Um ambulatório especializado em cirurgias de hérnias está realizando um estudo
sobre os resultados cirúrgicos da hernioplastia inguinal naquela instituição. Utilizam a
Classificação de Nyhus para fins de comparação dos resultados com a literatura. Um
paciente precisa ser incluído no estudo e ele apresenta uma hérnia inguinal direita
recidivada, aguardando reoperação.
Com qual tipo de hérnia ele deve ser classificado?
a. Tipo II.
b. Tipo I.
c. Tipo III A.
d. Tipo IV.
e. Tipo III B.
3ª Questão (0.33)
Senhora, de 70 anos, está em programação para ser submetida a colecistectomia
eletiva para tratar um cálculo único de 2,5 cm na vesícula biliar. Ela procurou a
Unidade de Pronto Atendimento devido quadro de abdome agudo obstrutivo
confirmado em rotina radiológica de abdome agudo. A tomografia de abdome e pelve
complementar não evidencia cálculo na vesícula biliar, mas presença de gás em seu
interior (aerobilia) associada a distensão de intestino delgado.
O diagnóstico provável é
4ª Questão (0.34)
Paciente masculino com 19 anos de idade, apresenta dor abdominal de início há 24
horas em região periumbilical que migrou para fossa ilíaca direita, associada a febre
de 38°C. Refere ainda que apresentou anorexia neste período. Nega náuseas e
vômitos mas não consegue se alimentar, porque perdeu a vontade de comer.
Ao exame físico seu abdome é plano, flácido, mas com sensibilidade aumentada e
com Sinal de Blumberg positivo na fossa ilíaca direita. O leucograma é de
17.000/mm3, sem desvio a esquerda.
a. 5 pontos.
b. 4 pontos.
c. 3 pontos.
d. 8 pontos.
e. 20 pontos.
5ª Questão (0.33)
Um homem, de 49 anos, chega ao pronto-socorro devido a dor abdominal recorrente
há 1 semana. A dor piora depois de comer e ele vomitou duas vezes nesse período.
Ele foi hospitalizado duas vezes por pancreatite aguda durante o ano passado, a
última há 2 meses. Não há histórico familiar de doença grave. Seu único medicamento
é um suplemento vitamínico. Ele costumava beber cinco cervejas por dia durante
vários anos, mas desistiu há 1 mês. Sua temperatura é de 37,1°C, o pulso é de 98/min
e a pressão arterial de 110/70 mm Hg. Ele parece desconfortável. O exame mostra
sensibilidade epigástrica à palpação; não há defesa ou rebote. A tomografia
computadorizada de abdome mostra uma coleção oval de baixa atenuação de 6 cm
com parede bem definida contígua ao corpo do pâncreas. Qual das alternativas a
seguir é o próximo passo, mais apropriado, no tratamento?
a. Pancreatectomia distal.
b. Observação e novos exames de imagem em 6 semanas.
c. Drenagem cirúrgica laparoscópica.
d. Drenagem endoscópica.
e. Colangiopancreatografia por ressonância magnética.
6ª Questão (0.33)
Um jovem entregador de fast food, sofreu um acidente motociclístico e foi levado por
paramédicos para uma unidade de saúde terciária especializada em trauma. Ele
estava estável hemodinamicamente e respirava normalmente. A sua pontuação na
Escala de Coma de Glasgow foi igual a 15. No exame secundário da cabeça;
estruturas bucomaxilofaciais, coluna cervical e pescoço, tórax, membros e pelve não
havia sinais de fraturas. Também não havia lesões no períneo ou no reto. Todavia, o
paciente instabilizou hemodinamicamente de forma súbita e passou a referir forte dor
abdominal.
Qual exame deve ser realizado nesta circunstância?
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a. FAST - Focused Assessment with Sonography in Trauma.
b. Lavado peritoneal diagnóstico.
c. Punção abdominal com agulha longa.
d. Tomografia computadorizada com contraste.
e. Videolaparoscopia diagnóstica.
7ª Questão (0.34)
Uma paciente, de sessenta anos de idade, foi ao pronto-socorro com queixa de dor
abdominal associada à distensão abdominal difusa, vômitos e diminuição da
eliminação de flatos. Já não evacuava havia quatro dias. História patológica pregressa
de hipertensão leve controlada e amigdalectomia na infância; negava alergias.
Ao exame físico evidenciou-se:
Foi realizado:
8ª Questão (0.33)
Uma mulher, de 52 anos, chega ao consultório trazendo uma ultrassonografia que
mostra um cálculo na vesícula biliar. Ela nega dor abdominal e qualquer alteração
relacionada à alimentação. Ela tem 160 cm de altura e pesa 88 kg; O IMC é de 34
kg/m2. O exame abdominal não mostra sensibilidade à palpação. Os estudos
laboratoriais, incluindo testes de função hepática, estão dentro dos intervalos de
referência. A ultrassonografia abdominal mostra um cálculo biliar de 4,5 cm; a
espessura da parede da vesícula biliar é normal. Não há dilatação dos ductos intra-
hepáticos ou extra-hepáticos. A paciente pergunta sobre as opções a necessidade de
cirurgia para sua condição atual. Qual das alternativas a seguir é a recomendação
mais adequada para essa paciente?
9ª Questão (0.33)
Uma mulher, de 57 anos, procura o médico para um exame de rotina. Ela se sente
bem. Seu histórico médico mostra diabetes mellitus tipo 2 e hiperlipidemia. Ela fez
uma hemicolectomia esquerda por câncer de cólon há 3 anos. Ela não fuma nem bebe
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álcool. Os medicamentos atuais incluem metformina e sinvastatina. Ela tem 165 cm
de altura e pesa 85 kg; O IMC é de 31 kg/m2. A temperatura é de 36,6°C, o pulso é de
88/min e a pressão arterial é de 136/89 mm Hg. O exame abdominal mostra uma
cicatriz bem cicatrizada no quadrante inferior esquerdo. O abdômen está flácido e
indolor, não há massas ou visceromegalias. Os estudos laboratoriais, incluindo
hemoglobina, testes de função hepática e antígeno carcinoembrionário, estão dentro
da faixa de referência. Uma tomografia computadorizada do abdômen não mostra
evidência de recorrência ou câncer de cólon metastático; há um cálculo na vesícula
biliar medindo 1 cm de diâmetro. A conduta recomendada para o caso é:
a. colecistectomia eletiva.
b. litotripsia extracorpórea por ondas de choque.
c. terapia com ácido ursodeoxicólico.
d. extração do cálculo guiada por CPRE.
e. dieta com baixo teor de gordura e exercícios regulares.
Dentre os mediadores abaixo, qual é o que não se eleva na REMIT de médio e grande
porte?
a. Cortisol.
b. Glucagon.
c. Noradrenalina.
d. Insulina.
e. GH.
a. ASA I.
b. ASA V.
c. ASA III.
d. ASA IV.
e. ASA II.
Você é chamado para um parecer pela cirurgia. Com base no caso apresentado, o
procedimento indicado e a avaliação do líquido pleural provavelmente mostrará o
seguinte achado:
a. Hemangioma hepático.
b. Carcinoma hepatocelular.
c. Adenoma hepático.
d. Hamartoma hepático.
e. Hiperplasia nodular focal.
1. da anastomose colorretal;
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2. do defeito herniário paracolostômico;
3. a pele;
4. da aponeurose da incisão mediana.
1. Nylon 4-0;
2. Polipropileno 1-0;
3. Categute cromado 0;
4. Polipropileno 4-0;
5. Nylon 0.
a. Macrófagos.
b. Células endoteliais.
c. Miofibroblastos.
d. Fibroblastos.
e. Neutrófilos.
fronte
pálpebra superior direita
nariz
queixo
0
2-0
3-0
4-0
5-0
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NOTA FINAL
CURSO DE MEDICINA - AFYA
Aluno:
Componente Curricular: Estágio em Atenção Ambulatorial e Hospitalar em Clínica
Cirúrgica
Professor (es):
Período: 202302 Turma: Data: 29/11/2023
1ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Estima-se que mais de 259 mil pacientes foram internados em hospitais brasileiros por colelitíase ou
colecistite no ano de 2017. Pacientes com cólica biliar ou quadro de colecistite aguda necessitam de
investigação por métodos de imagem. O quadro da paciente é compatível com cólica biliar ou colecistite (a
evolução dirá), com compressão por edema das vias biliares extra-hepáticas ou com coledocolitíase.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 10 - Capítulo 55 – Sistema biliar – anatomia e fisiologia, considerações gerais sobre
fisiopatologia das vias biliares, doença biliar benigna e maligna.
2ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Pela Classificação de Nyhus (Nyhus LM, Stevenson JK (1959) Preperitoneal herniorrhaphy. West J Obstet
Gynecol 148:499–512), a hérnia recidivada deve ser classificada como tipo IV.
Referências:
3ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O íleo biliar é a obstrução do delgado por um cálculo biliar volumoso (mais de 2,5 cm) que foi parar no
intestino através de uma fístula entre a vesícula e o duodeno. Com bastante frequência, admite-se que o
evento que dá origem à fístula seja uma colecistite aguda, embora apenas 30% dos casos revelem uma
história compatível. Quando penetra no intestino, o cálculo desce até achar uma região suficientemente
estreita para se impactar, e isso se dá mais comumente no íleo terminal.
O diagnóstico é dado na radiografia de abdome, pela associação de alças de delgado distendidas + níveis
hidroaéreos e à presença de ar nas vias biliares (aerobilia) ou cálculo na luz intestinal.
Em pacientes muito idosos ou de risco cirúrgico elevado, pode ser recomendada enterotomia isolada e
acompanhamento de eventuais sintomas biliares, em uma tentativa inicial de não realizar a colecistectomia.
O íleo biliar é mais comum do que pode parecer, representando cerca de 25% dos casos de obstrução
intestinal em pacientes com mais de 65 anos.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 Section 45 - Acute Abdomen - Russell G. Postier and Ronald Squires. Section 54 - Biliary
System. Ravi S. Chari and Shimul A. Shah.
4ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
4-6 pontos: diagnóstico provável → observação por 12 horas/ exames de imagem. Se o escore se mantiver
ou se elevar, considerar a cirurgia.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Section 45 - Acute Abdomen - Russell G. Postier and Ronald Squires.
5ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Nesse paciente, com dor epigástrica, náuseas, vômitos e história de múltiplos episódios de pancreatite
aguda, a coleção de líquido pancreático isolado na TC sugere a presença de um pseudocisto pancreático.
A drenagem é indicada para pacientes com pseudocistos pancreáticos sintomáticos (isto é, pacientes com
dor abdominal, náuseas, vômitos) ou aqueles que desenvolvem complicações (por exemplo, infecção,
hemorragia). A drenagem endoscópica (por exemplo, drenagem transmural guiada por ultrassom
endoscópico) é considerada a abordagem de primeira linha. A drenagem percutânea é normalmente
reservada para pacientes nos quais a drenagem endoscópica não é tecnicamente viável ou não teve
sucesso anteriormente, pois a drenagem percutânea está associada a uma taxa maior de efeitos adversos
(por exemplo, formação de fístula cutânea pancreática) do que a drenagem endoscópica.
O manejo expectante (isto é, observação com um cronograma definido para reimagem) é apropriado para
pacientes com pseudocistos pancreáticos com sintomas mínimos ou nenhum sintoma e nenhuma
evidência de complicações.
Referência:
BMJ Best Practice. Pancreatite crônica. Última atualização em: 10 de agosto de 2023.
6ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O exame FAST avalia o pericárdio e três potenciais espaços dentro da cavidade peritoneal para fluido
patológico. O quadrante superior direito (quadrante superior direito visualiza o recesso hepatorrenal, também
conhecido como Espaço de Morrison, a goteira paracólica direita, a área hepatodiafragmática e a borda
caudal do lobo hepático esquerdo.
A ultrassonografia abdominal focalizada para trauma FAST tornou-se o padrão de tratamento para o
diagnóstico rápido de hemorragia intra-abdominal e deve ser usada para todos os pacientes instáveis com
risco de lesão abdominal. Com a experiência, apenas 200 cc de hemoperitônio podem ser identificados de
forma confiável em até 3 minutos sem sair do compartimento do trauma. A sensibilidade para hemoperitônio
é de 73% a 88%. Como modalidade diagnóstica para triagem cavitária, lesões com menos de 200 cc de
sangramento são improváveis de ser a causa de instabilidade hemodinâmica e podem ser facilmente
identificadas na TC no paciente estável. Sabe-se que o FAST não é confiável para lesão de víscera oca e
não pode graduar a lesão de órgão sólido, e, como tal, não é benéfico para o paciente estável com trauma,
embora seu uso seja frequentemente encorajado para melhorar a velocidade e a confiabilidade do operador.
O lavado é útil, porém mais demorado e pode apresentar falso positivo superior ao dos outros métodos. A
videolaparoscopia é contraindicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica.
Referências:
Assessment and Resuscitation in Trauma Management. Stephen Gondek, MD, MPH*, Mary E. Schr. Surg
Clin N Am 97 (2017) 985–998. http://dx.doi.org/10.1016/j.suc.2017.06.001
7ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A situação descrita sugere provavelmente uma paciente com hérnia femoral encarcerada, o que se poderia
confirmar com ultrassonografia ou tomografia contrastada.
Não devemos insistir em tentar qualquer manobra para reduzir esta hérnia. A paciente está sem evacuar há
quatro dias, as alças estão dilatadas na radiografia, a hérnia foi dada como irredutível e dolorosa ao exame
de admissão. Esses são sinais de que já pode haver sofrimento isquêmico (estrangulamento). A pressão
exercida localmente para que a redução da hérnia ocorra pode fazer com que essa se rompa contaminando
a cavidade e o canal femoral a piorando em muito o prognóstico.
Não se deve ter conduta expectante em pacientes com hérnia encarcerada. Essa é uma situação diferente
das obstruções por brida, em que o tratamento conservador inicial é desejável, na maioria das vezes. Aqui
existe o risco do sofrimento vascular, necrose e perfuração iminentes. Todo tempo conta.
A conduta deve ser cirúrgica. Não há a necessidade de se realizar de início uma laparotomia (nem
xifopubiana, nem infraumbilical), porque a hérnia pode não ter sofrimento, podemos corrigir o defeito
perfeitamente pela inguinotomia e a grande incisão seria pior para a paciente (mais dor, maior risco de
infecção e hérnia incisional).
Deve-se realizar inicialmente uma inguinotomia sobre a hérnia, abrir o saco herniário e observar o aspecto
da alça intestinal. Se não houver sofrimento ela poderá ser reduzida para a cavidade e o defeito herniário
fechado com tela, pela inguinotomia.
No caso de sofrimento vascular (isquemia / necrose / perfuração), deve-se proceder a laparotomia para
melhor resolução do quadro (enterectomia e correção da hérnia), o que permitirá exame adequado das
alças intestinais.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 10 - Capítulo 46 – Hérnias – Hérnias inguinais - Hérnias femorais Problemas
especiais Hérnias ventrais Hérnias incomuns. Capítulo 47 – Abdome agudo.
8ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os pacientes que têm colelitíase sem sintomas geralmente não precisam de tratamento; na maioria das
pessoas, o risco de complicações cirúrgicas supera o risco de não tratar os cálculos biliares. É
recomendável realizar o acompanhamento anual dos pacientes assintomáticos.
A colecistectomia profilática pode ser considerada nos indivíduos assintomáticos se houver alto risco de
carcinoma da vesícula biliar (por exemplo, cálculos biliares >3 cm, múltiplos cálculos biliares ou um cálculo
biliar "de porcelana" parcialmente calcificado) ou se o risco de formação de cálculos biliares e suas
complicações for alto (por exemplo, em indivíduos com doença falciforme). Em geral, a colecistectomia
profilática não é rotineiramente recomendada para pacientes obesos submetidos a uma cirurgia para perda
de peso. Em vez disso, a colecistectomia deve ser reservada para os pacientes obesos que se tornarem
sintomáticos após a cirurgia.
Referência:
9ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Modificações no estilo de vida são o tratamento de primeira linha para colelitíase assintomática. A grande
maioria dos indivíduos afetados permanece assintomática, portanto o foco do tratamento é prevenir o
desenvolvimento de colelitíase e, assim, reduzir o risco de desenvolver complicações (por exemplo,
colecistite aguda, pancreatite). Fatores de risco modificáveis (por exemplo, obesidade, tabagismo,
medicação litogênica) devem ser minimizados. As modificações no estilo de vida incluem dieta com baixo
teor de gordura, perda de peso, exercícios regulares e evitar medicamentos litogênicos (por exemplo,
clofibrato, contraceptivos orais).
A colecistectomia eletiva pode ser considerada em pacientes assintomáticos que apresentam um risco
aumentado de desenvolver câncer de vesícula biliar (por exemplo, pólipos da vesícula biliar, vesícula biliar
de porcelana), um risco aumentado de desenvolver complicações (por exemplo, múltiplos cálculos biliares)
e/ou um risco aumentado de se tornarem sintomáticos (por exemplo, doença hemolítica).
Distratores:
A terapia com ácido ursodeoxicólico dissolve cálculos biliares e reduz o risco de desenvolver complicações
de colelitíase. Esta terapia é mais comumente indicada no tratamento de pacientes com colelitíase
sintomática que não estão aptos para cirurgia. Esse procedimento não é recomendado em pacientes com
colelitíase assintomática.
A extração guiada por CPRE normalmente é realizada apenas em pacientes com doença do cálculo biliar
com suspeita de colangite ou coledocolitíase, ambas manifestadas com icterícia e dor abdominal. Este
procedimento não é recomendado em pacientes com colelitíase assintomática.
A litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) é mais comumente usada no tratamento de
nefrolitíase e cálculos pancreáticos. Seu papel no tratamento da colelitíase é incerto, pois esta técnica está
associada a altas taxas de complicações (por exemplo, recorrência de cálculos, cólica biliar). Atualmente, a
LECO não é recomendada rotineiramente no tratamento da colelitíase, especialmente em pacientes
assintomáticos.
Referência:
10ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A infecção da ferida operatória é rara nas cirurgias limpas, como a hernioplastia (1%). Os sinais locais de
infecção da ferida são: calor, rubor, dor e saída de secreção. O tratamento adequado deve ser feito com a
retirada de um ponto para se promover a drenagem efetiva das secreções, permitir acesso para irrigações e
utilizar antibioticoterapia sistêmica, oral ou venosa, conforme a gravidade do caso. Não há a necessidade da
retirada de todos os pontos, bem como do desbridamento da ferida nessa fase inicial de tratamento. O uso
de antibiótico tópico ou colagenase está contraindicado atualmente.
Referência:
11ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Dor ao redor do local da incisão com leve vermelhidão e inchaço três dias após uma laparotomia indica uma
ferida que está cicatrizando por intenção primária.
A ferida cirúrgica deste paciente está cicatrizando por intenção primária (fechamento primário da ferida), o
que ocorre em 4 fases (ver tabela “Fases da cicatrização da ferida”). As primeiras 3 fases (exsudativa,
reabsortiva, proliferativa) ocorrem durante aprox. 1 semana e a última fase (maturação) prossegue ao longo
de semanas a meses. Durante a fase de reabsorção, ocorre vasodilatação devido à liberação de citocinas e
fatores de crescimento (por exemplo, PDGF, TGF-β) pelas células inflamatórias, o que leva a leve
sensibilidade e vermelhidão. Um ligeiro aumento na contagem de leucócitos e marcadores inflamatórios
também pode ocorrer após a cirurgia.
Referência:
Towsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da prática
cirúrgica moderna. 2Vol. 20a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
12ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A combinação de cirurgia de alto risco (cirurgia intra-abdominal de grande porte) e múltiplos fatores de risco
cardiovascular (diabetes mellitus insulinodependente, dislipidemia) indica alto risco de infarto do miocárdio
nos períodos intra e pós-operatório.
O objetivo do teste de estresse cardíaco pré-operatório (CST) é identificar pacientes que possam necessitar
de revascularização cardíaca antes de cirurgias não emergentes. A TCS pré-operatória deve ser
considerada para um paciente com alto risco de evento cardíaco adverso grave e capacidade funcional
baixa ou desconhecida. A CST é realizada por meio de ECG ou imagens cardíacas (por exemplo,
ecocardiografia sob estresse, imagens de perfusão miocárdica). Um teste ergométrico pode ser realizado
se o paciente for capaz de atingir ≥ 5 equivalentes metabólicos usando a modalidade de exercício escolhida.
Para pacientes que não conseguem fazê-lo, o teste de estresse farmacológico (isto é, com adenosina,
dipiridamol, regadenosona ou dobutamina) é a opção mais apropriada. Se um teste de estresse for anormal,
a revascularização pré-operatória (intervenção coronária percutânea ou cirurgia de revascularização do
miocárdio) pode ser considerada para diminuir o risco de eventos cardíacos adversos importantes.
Distratores:
A monitorização ambulatorial do ECG é indicada quando o ECG padrão não fornece informações sobre
sintomas como palpitações ou síncope inexplicável, mas não é usado para avaliar o risco cardíaco pré-
operatório. Além disso, este paciente não tem histórico de anormalidades de ritmo ou condução.
A ecocardiografia sem estresse não é indicada rotineiramente para avaliação pré-operatória de pacientes
submetidos a cirurgia não cardíaca, mas pode ser realizada se houver indicações específicas para o
exame, como insuficiência cardíaca, novo início (ou exacerbação) de sintomas cardíacos ou doença
cardíaca valvular conhecida.
A dosagem seriada de troponina é importante quando há suspeita de síndrome coronariana aguda (SCA)
em um paciente, mas não desempenha nenhum papel na avaliação de risco pré-operatória para pacientes
assintomáticos sem evidência de SCA. Embora o peptídeo natriurético B seja um biomarcador cada vez
mais utilizado para avaliar o risco perioperatório, sua medição é normalmente realizada em pacientes com
doença cardiovascular conhecida ou com suspeita de insuficiência cardíaca.
Referência:
Gualandro DM, Yu PC, Caramelli B, Marques AC, Calderaro D, Luciana S. Fornari LS et al. 3a Diretriz de
Avaliação Cardiovascular Perioperatória da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol 2017;
109(3Supl.1):1-104.
13ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O abscesso anal é uma cavidade em que se forma secreção purulenta na região anal ou perianal. Em geral,
é causado pela infecção de pequenas glândulas situadas no fundo das criptas do canal anal, conhecidas
como glândulas anais de Chiari. Alguns abscessos podem também ser originados de uma fissura infectada
no canal anal. Existem causas menos comuns para o surgimento de um abscesso como, por exemplo,
ferimento local por fragmentos de ossos ou espinhas de peixe deglutidos. O abscesso produz dor (contínua
e/ou latejante) e inchação na região que se apresenta quente e avermelhada. Também podem acompanhar
febre, calafrios e prostração.
Referência:
14ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Muitas condições podem estar associadas a hipertensão portal, mas a sua principal causa é a cirrose
hepática. A pressão da veia porta é geralmente definida entre 5 e 10 mmHg. Contudo, quando a pressão da
porta aumenta para mais de 12 mmHg podem surgir complicações, como ascite e varizes.
As varizes formam-se quando o gradiente de pressão venosa hepática (HVPG) excede 10 mmHg e
geralmente sangram quando excede os 12mmHg.
Todas as alternatias podem confirmar a hipertensão portal direta ou indiretamente, contudo a forma mais
simples e mais útil para o paciente é se realizando uma endoscopia digestiva alta. A simples presença de
varizes de esôfago já confirma que a pressão portal está acima do normal e os cordões varicosos podem
ser tratados com ligadura elástica ou esclerose.
Sendo as varizes gastroesofágicas uma das principais complicações da hipertensão portal, é imperativo o
estadiamento endoscópico em todos os doentes com cirrose hepática de forma a atuarmos
profilaticamente; ou seja a profilaxia primária para pacientes com risco de hemorragia por ruptura de varizes.
BIBLIOGRAFIA :
file:///C:/Users/Asus/Downloads/HIPERTENSAO_PORTAL MEIOS_AUXILIARES_DE_DIAGNOSTICO.pdf
Lebrec D, De Fleury P, Rueff B, et al. Portal hypertension, size of the esophageal varices and variceal
bleeding in alcoholic cirrhosis. Gastroenterology 1980 79: 1139-44 (26)
Garcia Tsao G, Groszmann RJ, Fisher RL, et al. Portal pressure, presence of gastroesophageal varices and
variceal bleeding. Hepatology, 1985 5:419-24
ISBN: 978-1-4160-3675-3
15ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
No processo inicial da resposta endócrino metabólica, alterações neuroendócrinas por ativação do eixo
hipotálamo-hipófise-adrenal ocorrem, gerando gliconeogênese, hiperglicemia e vasoconstrição numa
resposta de ação inflamatória.
Esses resultados podem ser obtidos por aumento de catecolaminas, aumento de hormônio
adrenocorticotrófico, aumento de aldosterona, aumento de hormônio do crescimento (GH), aumento de
glucagon e redução de insulina.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 4 - Mediators of the Inflammatory Response Louis H. Alarcon and Mitchell P. Fink.
16ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O diagnóstico de apendicite aguda é clínico. Porém, em algumas situações, por exemplo com score
Alvarado entre 4 e 6 pontos, pode ser necessário a aquisição de exames de imagem para o diagnóstico.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21st Edition - January 8,
2021. Acute Abdomen. Russell G. Postier and Ronald Squires.
17ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
ASA I é utilizado para pessoas saudáveis, sem doenças crônicas ou graves e que não adotam
comportamentos de risco, como fumar e consumir álcool em excesso.
ASA II classifica indivíduos com patologias sistêmicas leves a moderadas.
ASA III revela uma doença sistêmica grave, que envolve limitações, porém não incapacita o
paciente.
ASA IV assinala patologia grave e incapacitante.
ASA V é usado para identificar um paciente que, provavelmente, não sobreviverá por mais de 24
horas sem que a cirurgia seja realizada.
ASA VI indica a operação para uma pessoa que teve morte encefálica, e terá os órgãos retirados
para doação.
Referência:
18ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O tumor de reto é o responsável pelo quadro clínico do paciente. A retossigmoidoscopia é um exame que
pode diagnosticar a presença do tumor e a colonoscopia tem a vantagem de estudar todo o cólon e o íleo
terminal, quando o tumor não é totalmente obstrutivo. Os achados de hiperplasia linfóide reacional no íleo
terminal são bastante frequentes e podem representar a resposta imunológica do organismo a presença de
parasitas, dentre outras causas, e não é de tratamento cirúrgico. Os divertículos colônicos são um achado
benigno e não têm indicação cirúrgica, exceto nas diverticulites complicadas e sangramentos profusos com
origem comprovada nos mesmos. Os pólipos colônicos mais encontrados são classificados como
hiperplásicos/inflamatórios, adenomatosos e serrilhados. Esses dois últimos guardam maior relação com a
eventual transformação maligna e devem ser retirados sempre. Os pólipos foram retirados pela
colonoscopia, o laudo foi de hiperplasia e não necessitam complementação cirúrgica. O tumor de reto pode
ser do tipo ulcerado, ulcerado e infiltrante, infiltrante ou vegetante e o tipo histológico mais comum é o
adenocarcinoma. O tratamento do tumor de reto avançado, como no caso descrito é cirúrgico, podendo
receber tratamento neoadjuvante ou somente adjuvante, conforme o estadiamento e a estratégia escolhida.
A ressecção do reto é chamada de ressecção anterior do reto porque é feita por via anterior (laparotomia).
Referências:
21st Edition - January 8, 2021 - Colon and Rectum. Robert D. Fry, Najjia Mahmoud, David J. Maron, Howard
M. Ross, and John Rombeau.
19ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Em pacientes com trauma contuso na cabeça e pescoço, uma lesão na coluna cervical deve ser assumida
até prova em contrário. O fato deste paciente não responder verbalmente às perguntas apesar de estar
consciente levanta a preocupação de que sua via aérea esteja comprometida. Este paciente necessita de
um colar cervical para imobilizar a coluna cervical, garantindo proteção de suas vias aéreas contra maiores
danos. Esta etapa aborda a parte “A” (avaliação e proteção das vias aéreas) da abordagem ABCDE para o
manejo de pacientes traumatizados.
Para diagnosticar ou excluir lesão da coluna cervical, são realizadas radiografias e tomografia
computadorizada, bem como um exame físico na forma de palpação da coluna cervical para sensibilidade.
Distratores:
A toracostomia com agulha é indicada para pneumotórax hipertensivo que causa comprometimento
respiratório. Embora esse paciente provavelmente tenha pneumotórax (hiperressonância à percussão e
diminuição dos sons respiratórios ao exame), ele atualmente não apresenta sinais de desconforto
respiratório agudo grave resultante de pneumotórax hipertensivo (por exemplo, distensão venosa jugular,
desvio traqueal, cianose). A proteção das vias aéreas deve ser realizada antes do manejo de um potencial
pneumotórax hipertensivo que não esteja causando comprometimento respiratório. Também é indicado
monitoramento rigoroso da deterioração, para a qual a toracostomia com agulha pode ser necessária.
A intubação endotraqueal é indicada para pacientes com pontuação na Escala de Coma de Glasgow (ECG)
de 8 ou menos porque esses pacientes muitas vezes não conseguem manter as vias aéreas. Este paciente
tem ECG 11: abre os olhos espontaneamente (abertura ocular = 4), obedece a comandos localizando a dor
(resposta motora = 6) e não responde verbalmente às perguntas (resposta verbal = 1). Embora este
paciente atualmente não necessite de intubação para proteção das vias aéreas, ele ainda corre o risco de
sofrer uma lesão que comprometa ainda mais suas vias aéreas; portanto, a parte “A” da abordagem
ABCDE precisa ser abordada primeiro.
Um exame neurológico é apropriado uma vez que o estado das vias aéreas, respiratório (respiração) e
circulatório deste paciente tenha sido abordado (partes “A” a “C” da abordagem ABCDE para o manejo de
pacientes com trauma). O exame neurológico faz parte “D” da abordagem ABCDE para avaliação da
incapacidade neurológica.
Eventualmente, será necessária uma radiografia nesse paciente para ajudar a identificar possíveis fraturas
de costelas e condições pulmonares, como pneumotórax e/ou hemotórax. Como esse paciente
provavelmente sofreu traumatismo contuso grave na cabeça e no pescoço, ele pode ter sofrido uma lesão
que comprometeu as vias aéreas. Tal lesão deve ser tratada, adequadamente, antes da obtenção de um
raio-X.
Referência:
20ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A história deste paciente de tosse produtiva e febre que progrediu para falta de ar e dor torácica pleurítica
sugere pneumonia complicada por derrame parapneumônico.
A colocação de dreno torácico (ou seja, toracostomia com dreno) é indicada para pacientes com pH do
líquido pleural < 7,20 e glicose < 60 mg/dL. Esses achados sugerem que o derrame parapneumônico
progrediu para empiema pleural, que provavelmente não se resolverá espontaneamente. Além da
toracostomia tubular, todos os pacientes com empiema pleural devem receber antibioticoterapia empírica.
Se a drenagem do tubo for ineficiente (por exemplo, devido à septação do líquido pleural), tratamentos
adicionais, como administração intrapleural de agentes fibrinolíticos, desbridamento toracoscópico e
pleurectomia com decorticação pulmonar, podem ser necessários.
Distratores:
A furosemida intravenosa é usada para resolver o derrame pleural transudativo devido à insuficiência
cardíaca congestiva (ICC). Este paciente apresenta derrame parapneumônico, que é um exsudato, não um
transudato. Além disso, este paciente não apresenta sinais de ICC (por exemplo, noctúria, galope S4/S3).
A desoxirribonuclease (DNase) é um agente mucolítico que reduz a viscosidade do líquido pleural e previne
ou dissolve loculações. A administração intrapleural de DNase pode ser usada para facilitar a drenagem de
derrames parapneumônicos complicados, mas não é considerada terapia de primeira linha e não é
recomendada como monoterapia.
A decorticação pleural é um procedimento invasivo que envolve a remoção cirúrgica de camadas restritivas
de tecido fibroso que recobrem o pulmão para permitir melhor complacência e expansão pulmonar. A
decorticação pleural está indicada em pacientes com derrames recorrentes ou refratários a técnicas menos
invasivas. Este paciente deve primeiro ser tratado com uma opção de tratamento menos invasiva.
A administração intrapleural de ativador de plasminogênio tecidual (tPA) ou outros agentes fibrinolíticos pode
ser usada para facilitar a drenagem de derrames parapneumônicos complicados e para prevenir a formação
de septos na cavidade pleural. O tPA intrapleural não é considerado uma intervenção de primeira linha e não
é recomendado como monoterapia. É reservado para derrame loculado e/ou empiema que não pode ser
completamente resolvido.
Referência:
BMJ Best Practice. Derrame pleural. Última atualização em: 25 de maio de 2021.
21ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A análise do líquido pleural deste paciente é consistente com derrame exsudativo (LDH do líquido pleural >
200 U/L, relação LDH do líquido pleural/LDH sérica > 0,6, ver também critérios leves).
Tosse, sintomas sistêmicos (febre, diminuição do apetite, suores noturnos) e linfadenopatia hilar neste
paciente imunocomprometido (histórico de HIV e uso de álcool) com histórico de exposição potencial à
tuberculose (residente em um abrigo para moradores de rua) são todos sugestivos de tuberculose
pulmonar. Além disso, dor pleurítica (aguda, penetrante) e derrame pleural exsudativo unilateral com
predominância de linfócitos e altos níveis de adenosina desaminase são marcadores altamente específicos
e sensíveis para pleurisia tuberculosa, que normalmente ocorre concomitantemente com tuberculose
pulmonar.
A análise de amostras de escarro por cultura, microscopia e PCR é a maneira mais fácil e menos invasiva
de confirmar a suspeita de TB pulmonar ativa. Em pacientes com HIV, a sensibilidade dos estudos
microbiológicos iniciais de rotina pode ser baixa e, se disponível, deve ser realizada baciloscopia
fluorescente de BAAR. Se houver suspeita de infecção ativa, os pacientes devem ser isolados e iniciada
terapia combinada que consiste em isoniazida, rifampicina, pirazinamida e etambutol durante os primeiros 2
meses.
Distratores:
Uma história de alcoolismo combinada com uma possível infecção por hepatite (devido ao uso de drogas
intravenosas) coloca o paciente em alto risco de cirrose, que também pode causar derrame pleural, mal-
estar e diminuição do apetite. Entretanto, a ausência de outros sinais como edema, icterícia, prurido e
ascite, e o fato do derrame pleural ser exsudativo e não transudativo, tornam o diagnóstico improvável. Além
disso, este paciente não apresenta dor no quadrante superior direito ou fígado firme e aumentado ao exame,
e seus valores laboratoriais (AST, ALT, AP normais) não indicam dano hepatocelular. Seu GGT ligeiramente
elevado é provavelmente devido ao consumo de álcool.
Pacientes com artrite reumatoide (AR) também podem apresentar derrame pleural exsudativo com
predominância linfocítica, febre e dor pleurítica. No entanto, seria incomum ter derrame pleural como
primeiro sinal de AR; muito mais típico é a dor e o inchaço nas articulações. A AR em pacientes com AIDS
também é bastante rara.
Como usuário de drogas intravenosas, o paciente apresenta alto risco de endocardite infecciosa (EI), que
também pode se manifestar com febre, sudorese noturna, diminuição do apetite, dor torácica pleurítica,
tosse e derrame pleural devido à descompensação cardíaca aguda. No entanto, os derrames pleurais
seriam transudativos e não exsudativos, e seriam esperados mais sinais de EI, como sopro cardíaco,
lesões de Janeway ou sinais de ICC (por exemplo, dispneia, edema).
A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) também pode causar derrame pleural e tosse, e a história de uso
de drogas e HIV apontam para possíveis etiologias para ICC. No entanto, febre e suores noturnos (embora
possam ser atribuídos ao próprio HIV), exame cardiovascular normal, natureza exsudativa do líquido
pleurítico (normalmente transudado na ICC) e ausência de edema e sinais de ICC na radiografia de tórax
fazem o diagnóstico. menos provável.
Referência:
BMJ Best Practice. Derrame pleural. Última atualização em: 25 de maio de 2021.
22ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
O velamento do ângulo costofrênico neste paciente indica derrame pleural. O início subagudo de sintomas e
febre sugere uma causa infecciosa, o que significa que seria esperado líquido exsudativo na toracocentese.
Febre, dor torácica pleurítica, tosse e aumento da frequência respiratória indicam pneumonia. A radiografia
de tórax do paciente mostra derrame pleural, apoiando o diagnóstico de derrame parapneumônico. Um
derrame exsudativo infeccioso (derrame parapneumônico) é caracterizado por invasão bacteriana que induz
uma resposta inflamatória local. A presença de bactérias no espaço pleural resulta no aumento do
metabolismo da glicose e, portanto, na diminuição dos níveis de glicose.
Distratores:
A linfocitose do líquido pleural está associada à tuberculose e a certas doenças malignas, por exemplo,
linfoma, que também pode apresentar febre, tosse e dispneia, como observado neste paciente. No entanto,
na tuberculose ou na malignidade, também seria de esperar perda de peso, suores nocturnos, fadiga e
linfadenopatia. A apresentação deste paciente é mais sugestiva de derrame parapneumônico devido a
pneumonia, que resulta em infiltração neutrofílica.
No derrame pleural exsudativo, o acúmulo de ácido láctico devido ao metabolismo bacteriano normalmente
reduz o pH do líquido pleural.
Níveis aumentados de triglicerídeos no espaço pleural podem ser observados em um quilotórax, que pode
ocorrer devido a uma ruptura do ducto torácico. As causas mais comuns de quilotórax incluem trauma na
parede torácica e/ou cirurgia torácica, nenhuma das quais ocorreu neste paciente.
Os achados clínicos deste paciente de febre, tosse e aumento da frequência respiratória indicam
pneumonia, o que torna o derrame exsudativo mais provável. Não é esperada diminuição da concentração
de sódio em derrame pleural.
Referência:
BMJ Best Practice. Derrame pleural. Última atualização em: 25 de maio de 2021.
23ª QUESTÃO
Resposta comentada:
O hemangioma hepático é o tumor mais comum encontrado em necrópsias. Ele costuma ser
assintomático, predomina em mulheres, é benigno e não necessita de biópsia ou tratamento, exceto em
situações sintomáticas excepcionais. O comportamento típico do hemangioma numa TC com contraste é
de uma lesão nodular hipodensa, homogênea e bem definida na fase sem contraste e que apresenta realce
globular periférico centrípeto na fase portal após a injeção do contraste, tendendo a homogeneizar nos
cortes mais tardios, como o da presente questão. A hiperplasia nodular focal é uma lesão benigna que,
geralmente, exibe uma cicatriz central; o adenoma e o CHC são lesões arterializadas sem enchimento
centrípeto; o hamartoma é um tumor benigno mais comum em crianças e não costuma aparecer após o 5º
ano de vida, sendo uma massa cística ou heterogênea com áreas císticas.
Referências:
Blumgasrt`S Surgery of the Liver, Pancreas and Biliary Tract . 5th Ed. 2012 https://doi.org/10.1016/C2011-1-
00123-6. ISBN 978-1-4377-1454-8.
Sabiston Textbook of Surgery. The Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21st Edition - January 8,
2021 -The Liver .Michael D`Angelica and Yuman Fong.
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24ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Gabarito: “hemorroida interna de 3º grau” – As hemorroidas externas têm como principal sintoma a dor local
e as internas dor e sangramento à evacuação. As externas ocorrem pela dilatação varicosa do plexo
hemorroidário externo, que drena para a circulação sistêmica, através do plexo subcutâneo. As hemorroidas
internas são dilatações varicosas do plexo hemorroidário interno, que drena para as veias do reto e
mesentérica superior. Quando sangram sem exteriorização pela borda anal são classificadas como de 1º
grau; no segundo grau ocorre exteriorização do botão hemorroidário e retorno espontâneo do mesmo.
Quando o prolapso hemorroidário necessita de redução digital é classificado como um 3º grau. No quarto
grau nem a manobra digital consegue reduzir a hemorroida prolapsada.
Referência:
25ª QUESTÃO
Resposta comentada:
As anastomoses gastrointestinais devem ser realizadas com fios inabsorvíveis monofilamentares finos (três
zero ou quatro zero) com agulhas cilíndricas. Polipropileno é um material recomendado. Fios absorvíveis
como a poliglactina também são indicados para anastomoses gastrointestinais por serem de absorção lenta
(56 e 70 dias), mas não constavam entre as opções disponíveis no caso. A correção de hérnias e a sutura
do plano aponeurótico das laparotomias medianas deve ser feita com fio inabsorvível, com espessura
suficiente para suportar estresse mecânico por tempo prolongado e evitar o surgimento de novas hérnias,
como o fio de polipropileno 1. O fio de nylon é provido de agulha cortante, o que pode rasgar a aponeurose,
se utilizado.
Referência:
26ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
Os tumores do reto e cólon podem dar metástases para os linfonodos epicólicos, paracólicos e centrais;
para as circulações esplâncnica e sistêmica alcançando órgãos distantes como o pulmão, fígado e ossos.
Podem ainda produzir implantes peritoneais (carcinomatose).
A forma correta e ideal de estadiamento do tumor de reto é por meio da ressonância nuclear magnética do
reto, para avaliar o grau de invasão da gordura e dos vasos mesorretais, bem como o acometimento de
linfonodos; tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve com contraste venoso para se bem
avaliar a presença de metástases pulmonares, hepáticas, linfonodais, peritoneais etc. O exame sem
contraste é inferior por deixar passar metástases isodensas e a ressonância de pulmão é inferior à
tomografia para detectar metástases pulmonares.
Referências:
Tratado de Oncologia – Figueiredo, Oliveira & Correia. Ed. Revinter, Rio de Janeiro, 2013. ISBN
9788537205389.
21st Edition - January 8, 2021 - Colon and Rectum Robert D. Fry, Najjia Mahmoud, David J. Maron, Howard
M. Ross, and John Rombeau.
27ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A contração da ferida ocorre durante a fase proliferativa da cicatrização da ferida. Esse processo não é
apenas facilitado por um tipo especial de célula, mas também é mediado pela secreção de
metaloproteinases.
Os miofibroblastos, derivados dos fibroblastos, geram uma força contrátil que une as bordas da ferida. Eles
estão presentes no estágio proliferativo da cicatrização da ferida (dias 3 a 7) e são perdidos por apoptose
quando a cicatrização da ferida está completa. No entanto, a proliferação excessiva e a persistência de
miofibroblastos levam à fibrose patológica e à contratura, o que causa comprometimento funcional, como é
o caso aqui.
Distratores:
Os neutrófilos são observados durante o estágio inflamatório inicial da cicatrização de feridas (dias 1–3).
Eles ajudam a digerir bactérias, detritos estranhos e tecido necrótico, secretando enzimas lisossomais. Os
neutrófilos não estão envolvidos na contração da ferida.
Os macrófagos, que são derivados principalmente de monócitos recrutados, são observados nos estágios
inflamatório (dias 1–3) e proliferativo (dias 3–7) da cicatrização de feridas. Eles auxiliam na defesa do
hospedeiro, na remoção de células apoptóticas e na promoção da proliferação celular e angiogênese
através da secreção de citocinas como o VEGF. No entanto, os macrófagos não estão envolvidos na
contração da ferida.
Os fibroblastos são derivados de células-tronco mesenquimais locais ou migram da derme próxima para a
ferida em resposta a citocinas e fatores de crescimento (por exemplo, TGF-β) secretados por plaquetas e
macrófagos na ferida. Eles produzem colágeno e outros componentes da matriz extracelular e, portanto,
desempenham um papel importante durante o estágio de reabsorção (dias 1–3), estágio proliferativo
(formação de tecido de granulação; dias 3–7) e fase de maturação (formação de cicatriz e remodelação do
tecido conjuntivo). tecido; 1 semana a 1 ano) do processo de cicatrização da ferida. No entanto, outro tipo de
célula é especializado na contração das bordas da ferida.
Referência:
Towsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da prática
cirúrgica moderna. 2Vol. 20a. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
28ª QUESTÃO
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Resposta comentada:
A resposta endócrino metabólica é proporcional ao porte cirúrgico, sendo a região traumatizada responsável
pela ativação do arco aferente da resposta metabólica com o sistema nervoso que é contra regulada pela
via eferente.
A resposta eferente também é realizada por citocinas pró-inflamatórias como TNF, interleucinas 1 e 6.
A manutenção da REMIT se dá através da ação das citocinas pró-inflamatórias (TNF, IL-1, IL-6 e IL-8) e da
ação oxidante das espécies reativas de oxigênio.
IL-1, IL-6, FNT-a são responsáveis por indução de febre, neutrofilia, com aumento da adesividade entre
neutrófilos e miócitos e/ou endotélio, e agem de forma sinergética estimulando a produção de outras
interleucinas pelos monócitos e leucócitos (IL-6, IL-8).
Referências:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 4 - Mediators of the Inflammatory Response Louis H. Alarcon and Mitchell P. Fink.
file:///C:/Users/Asus/Downloads/235-Texto%20Artigo-610-1-10-20210711%20(1).pdf
29ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Cenários específicos, como síndrome compartimental abdominal ou víscera perfurada, requerem cirurgia
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urgente, mas não a necrosectomia.
Cirurgias precoces para necrosectomia estão associadas a desfechos ruins e devem ser reservadas para
necrose infectada em um paciente gravemente deteriorado, o que não é o caso da questão.
Cada vez mais é usada uma abordagem escalonada para adiar ou evitar a necessidade de cirurgia. Foi
demonstrado que a colocação de drenos pode retardar a necessidade da cirurgia e permitir a diminuição da
mortalidade.
Uma revisão sistemática da DRENAGEM PERCUTÂNEA (DP) como tratamento primário para necrose
pancreática incluiu 11 estudos envolvendo 384 pacientes. Setenta por cento dos pacientes tinham necrose
infectada e uma média de dois cateteres separados foram colocados, com uma taxa de sucesso geral de
56%.
A drenagem percutânea por cateter, os métodos endoscópicos e laparoscópicos são abordagens viáveis
para o tratamento da necrose infectada. Abordagens combinadas podem ser úteis em pacientes
selecionados com necrose peripancreática extensa. As evidências atuais favorecem a necrosectomia
endoscópica ou a drenagem percutânea por cateter precocemente, em um esforço para retardar a cirurgia
seguida de uma abordagem escalonada de necrosectomia, se necessário.
O paciente hipotético da questão apresenta pancreatite aguda biliar com necrose pancreática com boa
evolução clínica inicial que infecta posteriormente após 3 semanas, confirmada na TC pela presença de gás,
e tem sinais de sepse.
Dito isso, vale agora lembrar como podemos classificar essa coleção:
Com < 4 semanas, uma COLEÇÃO AGUDA e com conteúdo heterogêneo, é caracterizada como
COLEÇÃO NECRÓTICA AGUDA. A questão fornece indicativos como “bolhas de ar, associado a uma
clínica de sepse”, sendo, portanto uma COLEÇÃO NECRÓTICA AGUDA INFECTADA.
Após feito o diagnóstico, devemos tratar esse paciente. E qual a melhor conduta diante a um paciente com
necrose pancreática infectada e sinais de sepse, porém estável? Drenagem percutânea e antibioticoterapia.
A abordagem da necrose infectada, como era feita há décadas com necrosectomia, estava associada a
altíssima morbimortalidade, da ordem de 75%, quando realizada nas primeiras 2 semanas do início da
pancreatite.
Desde 2010, com a publicação do artigo "A Step-up Approach or Open Necrosectomy for Necrotizing
Pancreatitis", no New England Journal of Medicine, foi comprovada uma redução significativa da
morbimortalidade com a utilização de uma abordagem menos invasiva.
Neste contexto, o que é realizado na maioria dos centros de referência mundiais é a drenagem percutânea
ou endoscópica da coleção associado ao uso de antibioticoterapia com boa penetração no tecido
pancreático: carbapenêmicos (preferencialmente Imipenem).
Referências:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 10 - Capítulo 47 – abdome agudo / Capítulo 56 – Pâncreas exócrino.
Tratamento cirúrgico da necrose pancreática. Uma diretriz de gestão prática da Associação Oriental para a
Cirurgia do Trauma. Disponível em:
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http://journals.lww.com/jtrauma/Abstract/2017/08000/Surgical_management_of_pancreatic_necrosis___A.17.aspx
30ª QUESTÃO
Resposta comentada:
Resultados cosméticos ideais podem ser alcançados usando a sutura mais fina possível, dependendo da
região do corpo, espessura da pele e tensão da ferida. Em geral, uma sutura 3–0 ou 4–0 é apropriada no
tronco, 4–0 ou 5–0 nas extremidades e couro cabeludo e 5–0 ou 6–0 na face. Dentre as opções disponíveis,
o fio cinco zero (5-0) é o mais indicado por ser o mais fino e oferecer melhor resultado estético. O tempo
ideal para retirada dos pontos na face varia entre 3 e 5 dias.
As alternativas "4-0 na fronte, nariz e queixo; 5-0 na pálpebra. Retirar com 7 dias." e "3-0 na fronte e nariz. 4-
0 no queixo e pálpebra. Retirar com 6 dias" passam desse intervalo de tempo ideal e as opções "0 (zero) no
queixo e fronte; 5-0 pálpebra e nariz. Retirar em 4 dias." e "2-0 no queixo, 4-0 na fronte e 5-0 na pálpebra e
nariz. Retirar em 3 dias." estão dentro do prazo possível, mas as espessuras dos fios não são apropriadas
quando se quer obter o melhor resultado estético.
Fonte: https://periodicos.furg.br/vittalle/article/download/11496/8838/42378
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21st Edition - January 8,
2021 - Plastic Surgery -John L. Burns and Steven J. Blackwell.
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NOTA FINAL
CURSO DE MEDICINA - AFYA
Aluno:
Professor (es):
1ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente do sexo masculino, 45 anos de idade, com histórico de consumo excessivo de álcool,
apresenta-se no pronto-socorro com intensa dor abdominal e vômitos recorrentes há 2 dias. O paciente
relata uma história recente de consumo excessivo de álcool. Ao exame físico, o paciente apresenta-se
agitado, com dor abdominal difusa intensa à palpação. A pressão arterial está diminuída e a frequência
cardíaca elevada. Os exames laboratoriais mostram aumento significativo das enzimas pancreáticas,
como a amilase e a lipase. A tomografia computadorizada abdominal revela inflamação pancreática
grave com evidências de necrose e hemorragia na região pancreática adjacente.
I. Paciente necessita de ressuscitação volêmica, utilizando coloides, com prioridade para a solução de
albumina.
II. O paciente necessita de intervenção cirúrgica, com desbridamento de área necrótica e controle de
sangramento local.
III. Deve ser instituída antibioticoterapia de amplo espectro, dando ênfase a patógenos Gram positivos e
negativos, e anaeróbios.
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
II e III.
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Resposta comentada:
I. Proposição incorreta. A reposição volêmica deve ser instituída, priorizando o uso de cristaloides, com
a Solução fisiológica e Ringer com lactato.
II. Proposição correta. Paciente necessita de intervenção cirúrgica, para abordagem de tecido necrótico
e hemostasia.
Referência:
Doherty, G.M. et al. Current Cirurgia, 14ª edição, 2017. Pâncreas, pág. 620.
2ª QUESTÃO
Enunciado:
II. Se trata de infecção de ferida operatória, recomenda-se abertura dos pontos da ferida operatória para
drenagem e antibioticoterapia.
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
II está correta.
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Resposta comentada:
I. Incorreta. A presença de uma coleção uniloculada na goteira parieto-cólica direita não sugere
necessariamente fístula da sutura do ceco. Além disso, a colectomia direita e ileostomia terminal não
seriam as primeiras escolhas de tratamento para uma coleção pós-apendicectomia.
II. Incorreta. A descrição da coleção na tomografia computadorizada não é consistente com uma
infecção de ferida operatória. A abertura dos pontos da ferida operatória pode não ser suficiente para
tratar a coleção intra-abdominal, e a drenagem percutânea guiada por imagem é frequentemente mais
indicada.
III. Correta. A presença de uma coleção uniloculada na goteira parieto-cólica direita, associada ao
quadro clínico de febre, taquicardia, e dor abdominal, é sugestiva de um abcesso intra-abdominal. A
drenagem cirúrgica percutânea guiada por exames de imagem, como a tomografia computadorizada, é
uma abordagem adequada para o tratamento, juntamente com antibioticoterapia.
Referências:
TOWNSEND, C.; BEAUCHAMP, R. D.; EVERS, B. M. et al. Sabiston - Tratado de cirurgia: as bases
biológicas da prática cirúrgica moderna. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
ROHDE, Luiz; OSVALDT, Alessandro Bersch. Rotinas em cirurgia digestiva. 2. ed. Porto Alegre:
ArtMed, 2015. 1 recurso online. ISBN 9788536325798. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/books/9788536325798. Acesso em: 06 mar. 2024.
3ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente masculino, de 56 anos, procura atendimento referindo afilamento das fezes associado a
sangramento durante as evacuações.
Foi submetido a colonoscopia completa que demonstrou um pólipo hiperplásico de 5 mm no ceco e uma
lesão ulcerada de 2 cm no sigmoide, a 17 cm da borda anal. O laudo histopatológico da lesão do
sigmoide foi de adenocarcinoma bem diferenciado.
Dentre as alternativas abaixo, quais exames devem ser realizados para o estadiamento e seguimento
regular pós-tratamento?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Tomografia de tórax, abdome, pelve e dosagem do CEA.
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Resposta comentada:
Para um paciente que apresenta alteração do hábito intestinal associado a sangramento durante as
evacuações, além de um bom exame físico e uma anamnese eficaz faz-se necessário a investigação
com colonoscopia. Vale ressaltar que o rastreamento de câncer colorretal inicia-se a partir dos 50 anos
de idade com colonoscopia, de 10 em 10 anos. O último guideline defende o início mais precoce, com
45 anos.
Outras alterações clínicas que merecem avaliação do trato gastrointestinal são: alteração do hábito
intestinal, hemorragia digestiva, anemia ferropriva e fezes em fita.
O diagnóstico do câncer colorretal é feito após a realização de colonoscopia com biopsia e envio de
material a histopatologia. Feito o diagnóstico, submete-se o paciente a um primeiro estadiamento clínico.
Nessa fase, os exames preconizados são: um exame de imagem do tórax (tomografia de tórax ou
radiografia de tórax), um exame de imagem do abdome e pelve (TC, RNM), e ainda, a dosagem
do antígeno carcinoembrionário CEA. Vale ressaltar que o CEA não tem valor diagnóstico, pela sua
baixa sensibilidade (negativo em mais de 50% dos casos) e especificidade (positivo em outras
neoplasias malignas ou mesmo em doenças benignas). Os níveis de CEA podem estar elevados nas
seguintes condições: tabagismo, cirrose hepática, neoplasias do ovário e neoplasias do pâncreas.
O antígeno carcinoembrionário (CEA) é provavelmente o marcador tumoral mais estudado e seu uso
clínico principal é para pacientes com câncer colorretal.
O livro Sabiston, em sua página 713, descreve que níveis elevados de CEA costumam refletir a carga
do tumor presente, nos tumores secretores do marcador. O grau de elevação do CEA se correlaciona
com estádio avançado da doença e, portanto, os níveis de CEA têm valor prognóstico. O CEA sérico
pré-operatório é um preditor independente de sobrevida – quanto mais alto o nível sérico pré-operatório,
pior o prognóstico. Esse efeito persiste mesmo após os pacientes serem estratificados para
ressecabilidade e extensão da invasão local do tumor. A sobrevida de cinco anos é significativamente
pior em pacientes com elevados níveis de CEA pré-operatório em comparação com aqueles com um
nível CEA pré-operatório normal.
Segundo a American Society of Clinical Oncology guidelines: “For patients with stage II and stage III
colorectal cancer who are candidates for surgery or chemotherapy, post-operative/post-treatment CEA
measurement should be done every three months for at least two years along with annual CT scans,
followed by every six months for five years”.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 10 - Capítulo 52: Cólon e reto Embriologia do cólon e do reto Anatomia do cólon,
do reto e do assoalho pélvico Fisiologia do cólon Preparo intestinal antes da operação Doença
diverticular Volvo colônico Obstrução e pseudo-obstrução do intestino grosso. Doença intestinal
inflamatória Colite infecciosa Isquemia colônica.
4ª QUESTÃO
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Enunciado:
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Abscesso intra-abdominal; tratamento com drenagem percutânea e antibióticos.
Resposta comentada:
Hemorragia interna geralmente apresenta instabilidade hemodinâmica e sinais de choque, o que não foi
relatado no caso.
Uma hérnia incisional não se desenvolve tão rapidamente no pós-operatório e não está associada a
febre ou leucocitose.
Infecção de sítio cirúrgico superficial apresentaria sinais inflamatórios na incisão, que não foram
observados.
Íleo paralítico é uma paralisia temporária do intestino que pode ocorrer após a cirurgia, mas não é
acompanhado por febre ou leucocitose, e não há acúmulo de líquido intra-abdominal.
Referência:
Silva, A.C., et al. (2019). Complicações pós-operatórias em cirurgias abdominais: uma revisão
sistemática. Revista da Associação Médica Brasileira, 65(9), 1234-1242. DOI:10.1590/1806-
9282.65.9.1234.
5ª QUESTÃO
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Enunciado:
Homem dá entrada em UPA, trazido pelo SAMU, com relato de ter sido encontrado desacordado em
seu domicílio por sua companheira, a qual relata que no chão próximo havia uma grande quantidade de
sangue. Informa que paciente possui, como comorbidade conhecida, cirrose hepática secundária a
etilismo.
À entrada paciente Glasgow 8, PA: 64x37mmHg, FC: 140 bpm, Sat O2: 87% com cateter alto fluxo,
extremidades frias e pegajosas, pulsos finos. Abdômen: globoso, algo ascitico, presença de circulação
colateral e indolor a palpação.
Considerando que você é o médico plantonista, pela sala de emergência, qual seria sua conduta no
caso em questão, visando a estabilização clínica mais eficaz ao paciente.
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
Transfusão de hemoconcentrados tipo O negativo, intubação orotraqueal e passagem de balão de
Sengstaken-Blakemore na sala de emergência, o qual deverá ser retirado em 24 horas, se possível sob
visão direta em exame de Endoscopia Digestiva Alta.
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Resposta comentada:
Paciente com indicativos clínicos de hipertensão portal hepática do tipo sinusoidal secundária a cirrose
de etiologia alcoólica.
Dá entrada em pronto socorro com quadro de instabilidade hemodinâmica grave por apresentar
hemorragia digestiva alta provavelmente secundária a varizes esofagianas.
Trata-se então de paciente grave, com quadro clínico que, caso não conduzido de forma adequada pode
ter desfecho desfavorável.
Importante frisar a indicação do balão nesse paciente, a qual deve ser realizada em sala de emergência
por plantonista médico. O mesmo deverá ser desinsuflado em 24h, por conta do risco de necrose
esofágica. Salientar sobre a importância da intubação orotraqueal nesse paciente grave, com sinais de
rebaixamento do nível de consciência.
Esses pacientes não devem ser negligenciados e considerados somente como pacientes com
indicativos de libação alcoólica momentânea.
Referência:
SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19.ed. Saunders.
Elsevier.
6ª QUESTÃO
Enunciado:
Com base no caso clínico apresentado, qual das seguintes afirmações é a mais correta?
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
Resposta comentada:
Referência:
American College of Surgeons. (2012). Advanced Trauma Life Support (ATLS®) Student Course
Manual. 9th ed. Chicago, IL: American College of Surgeons.
7ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma estudante de medicina do 1º período, com 20 anos de idade e com IMC de 35kg/m2 será
submetida a colecistectomia videolaparoscópica. Em sua segunda consulta pré-operatória, ela diz que
fez uma busca em sites de pesquisa sobre a cirurgia e questiona você sobre “a REMIT”. Você explica
melhor o que é REMIT e adiciona que realizar a cirurgia por vídeo tem por objetivo justamente diminuir a
REMIT. Ela está impressionada com a "REMIT" e quer saber mais sobre a prescrição pós-operatória.
Considerando que a prescrição pós-operatória deve estar ajustada à reação metabólica ao trauma
cirúrgico (REMIT), é correto afirmar que
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Resposta comentada:
No momento da incisão cirúrgica, fibras aferentes sinalizam ao SNC que está ocorrendo um trauma. A
partir daí, todo o corpo se mobiliza para disponibilizar glicose para suprir o aumento da demanda
metabólica provocada pelo trauma. Este estímulo ao SNC provoca a liberação de hormônios contra
insulínicos, como cortisol, catecolaminas, GH e glucagon, além de hormônio antidiurético (ADH) e
aldosterona.
Estes hormônios são liberados no intuito de fornecer água e glicose para o paciente, mas eles também
produzirão: íleo adinâmico, oligúria funcional, alcalose mista, hiperglicemia, elevação discreta da
temperatura, anorexia.
Hormônio antidiurético: o ADH (vasopressina) promove reabsorção de água nos túbulos distais e
coletores, promovendo oligúria funcional. Além disso, o ADH tem efeito deletério quando em excesso:
vasoconstrição esplâncnica que pode favorecer a translocação bacteriana.
A resposta imune ao trauma é caracterizada por liberação de várias substâncias com potencial imune,
principalmente as Interleucinas (IL). Os macrófagos que migram para a área de trauma produzem o
fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), também chamado de caquexina. Quanto maior a incisão
cirúrgica, maior a resposta imune. A IL-1 é a responsável pela discreta hipertermia (37.8ºC)
Precisamos incluir propranolol, porque a frequência cardíaca aumenta nas primeiras 48 horas. O
aumento da FC, quando ocorre, é fisiológico em resposta à dor e à liberação de catecolaminas; não há
necessidade de realizar bloqueio beta sistemático nos pacientes por esta razão.
Precisamos fazer antibiótico terapêutico por 7 dias, porque a febre nas primeiras 24 horas indica
infecção. A hipertermia ou até mesmo febre em geral representam a ação de interleucinas e o antibiótico
indicado é profilático, ainda na indução anestésica, somente.
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Anti-inflamatório para 7 dias porque o cortisol sanguíneo aumenta somente nas primeiras 48 horas. O
uso de analgésicos e anti-inflamatórios tem como principal objetivo o controle da dor pós operatória e
não deve ser prolongado desnecessariamente.
Devemos incluir diurético, porque a diurese retrai nas primeiras 24 horas. De forma alguma devemos
prescrever diurético preventivamente no pós operatório de pacientes sem indicação precisa. A oligúria
pós operatória, se ocorrer, deve ser em princípio fisiológica, por ação do hormônio antidiurético.
Precisamos indicar hemoglucoteste periódico porque a REMIT pode alterar a glicemia. Sim, a
realização de hemoglucoteste ou a dosagem sérica da glicemia deve ser feita regularmente nos pós
operatórios de médio e grande porte, devido ao risco de variações para mais ou para menos.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Capítulo 6 - Metabolismo em pacientes cirúrgicos.
8ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, 63 anos, diabética, deu entrada no Hospital Terciário em capital da região Amazônica com
história de diabetes mellitus descompensada e história de uma descoberta acidental, em exames de
rotina, de colelitiase. Ao ser questionada a respeito de dor abdominal, a paciente nega qualquer episódio,
refere descoberta de colelitiase há cerca de 3 anos, porém sem qualquer sintoma associado. Aos
exames realizados na unidade apresenta os seguintes: ultrassonografia de abdome total com evidência
de pólipo em vesícula associado a imagem em sombra acústica posterior apresentando a maior
imagem com cerca de 3cm de diâmetro. Laboratoriais com hemoglobina de 11 g/dL (VR 12.0 a 16.0
g/dL), leucócitos de 7.860 µL (VR 4000 a 11000/µL), Hba1c de 8,5% (VR 4% a 6%), Fosfatase Alcalina
de 220 U/L (VR 40 U/L a 150 U/L), Gama GT de 85 U/L (5 a 27 U/L). Refere uso irregular de metformina
e glibenclamida além de uso eventual de polivitaminicos. Diante do quadro, a equipe de endocrinologia
solicitou avaliação para colecistectomia da equipe da cirurgia geral:
Analise as informações e identifique a alternativa que contempla a conduta mais apropriada a ser
adotada pela equipe de cirurgia:
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
O quadro assintomático associado à diabetes, pólipo de vesícula e cálculo acima de 2 centímeros
indicam colecistectomia profilática.
Resposta comentada:
Grande parte da literatura internacional recomendada para colecistectomia profilática os pacientes com
colelitiase assintomática quando os pacientes preenchem os seguintes critérios: expectativa de vida
superior a 20-30 anos, cálculos com mais de 2cm de diâmetro, cálculos menores que 3mm com ducto
cistico patente, cálculo calcificado, pólipos na vesícula biliar, doenças crônico-degenerativas severes
(especialmente o diabetes), vesícula biliar não funcionante, habitantes de regiões com alta incidência de
câncer de vesícula (américa do sul), vesícula calcificada, pacientes candidatos a transplante renal ou
hepático.
REFERÊNCIAS
NUNES, S.I., et al, Colelitiase assintomática: quando operar? HU Rev, Juiz de Fora, v.33, p. 69-73, jul.
2007.
9ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, obesa, 35 anos, admitida no pronto-atendimento com queixa de dor abdominal em faixa,
associada a vômitos. Histórico de litíase biliar em acompanhamento clínico.
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Alternativas:
(alternativa E) (CORRETA)
É sugerida pela ultrassonografia evidenciando litíase biliar.
Resposta comentada:
A presença de uma ultrassonografia evidenciando litíase biliar sugere a origem biliar da pancreatite
aguda. Icterícia e colangite geralmente não estão associadas à pancreatite biliar. A tomografia de
abdome com contraste é útil na avaliação de complicações da pancreatite como necrose, porém, é
muito inespecífica nas primeiras 24h. A antibioticoterapia não deve ser realizada de rotina, sendo
indicada somente em casos suspeitos de infecção relacionada a coleções ou necrose pancreática. O
diagnóstico de coledocolitíase pode ser feito através da colangiorressonância, colangiografia
perioperatória, não sendo necessariamente indicada a CPRE.
Referência:
10ª QUESTÃO
Enunciado:
Um jovem, de 32 anos, sofreu uma colisão automobilística. Ele está estável hemodinamicamente, sem
ferimentos aparentes e sem déficit neurológico, mas com dor abdominal. A tomografia de abdome e
pelve com contraste evidencia trauma intraperitoneal de bexiga com extravasamento de contraste para
a cavidade peritoneal. A equipe corretamente indica exploração cirúrgica para reparo da lesão
supracitada.
Dentre as opções abaixo, qual tipo de fio cirúrgico e agulha seriam os mais indicados para a rafia
vesical?
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Polidioxanona; agulha cilíndrica.
Resposta comentada:
Em vias urinárias, uma grande preocupação é a formação de cálculos (litíase) urinários no pós-
operatório. Por esse motivo, apesar de mais resistentes e delicados, evitamos fios inabsorvíveis, como
o polipropileno (prolene®) e algodão (polycot®). Os mais utilizados são a polidioxanona (PDS®),
poliglactina (vicryl®) e categutes. Por esse motivo, melhor resposta seria a "Polidioxanona; agulha
cilíndrica". A agulha cortante é utilizada somente para a sutura de pele. Para as demais utilizamos
agulhas cilíndricas.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 – Capítulo 11 – Princípios de pré-operatório e transoperatório.
11ª QUESTÃO
Enunciado:
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pancreas que pode ser devido a diversas causas,
tendo os cálculos biliares e o abuso de alcool as principais causas. Dentre as opções abaixo, determine
qual escala é comumente utilizada para estratificação de risco em pacientes com pancreatite aguda?
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Índice de Ranson.
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Resposta comentada:
O Índice de Ranson é uma das escalas amplamente utilizadas para estratificação de risco em pacientes
com pancreatite aguda. Esta escala inclui critérios como idade, contagem de leucócitos, nível de
glicose, nível de LDH (desidrogenase láctica), nível de AST (aspartato aminotransferase) e nível de
bilirrubina no momento da admissão, bem como mudanças em alguns desses parâmetros nas
primeiras 48 horas após a admissão. O Índice de Ranson ajuda a prever a gravidade da pancreatite
aguda e a identificar pacientes com maior risco de complicações graves.
Towsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da prática
cirúrgica moderna. 2Vol. 20ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
12ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma mulher, de 28 anos, chega ao pronto-socorro devido a história de dor abdominal, febre, vômitos e
diminuição do apetite há 6 dias. Sua dor começou fraca e difusa, mas progrediu para uma dor aguda no
lado direito. Ela não procurou atendimento médico antes porque não quis ir ao hospital e “estava
esperando a dor passar”. Ela não tem histórico de doença grave. Ela é sexualmente ativa com um
parceiro masculino e usa preservativo de forma consistente. Sua temperatura é de 38,2°C, o pulso é de
88/min, a respiração é de 18/min e a pressão arterial é de 125/75 mm Hg. O exame abdominal mostra
sensibilidade à palpação do quadrante inferior direito. Sua concentração de hemoglobina é de 13,6 g/dL,
a contagem de leucócitos é de 16.500/mm3 e a contagem de plaquetas é de 215.000/mm3. Um teste
sérico de gravidez é negativo. A tomografia computadorizada de abdome mostra apêndice edemaciado
com coleção líquida periapendicular de 5 cm. A paciente é colocada em repouso intestinal e iniciado o
tratamento com fluidos intravenosos. Além da administração de antibióticos intravenosos, qual das
alternativas a seguir é o próximo passo mais apropriado no tratamento?
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Antibiótico intravenoso e drenagem percutânea.
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Resposta comentada:
Pacientes com abscessos periapendiculares grandes (> 4 cm) devem ser tratados com medidas não
cirúrgicas (isto é, antibióticos intravenosos, fluidos e repouso intestinal) e drenagem percutânea do
abscesso. Embora a apendicectomia possa ser considerada em pacientes cujo abscesso apendicular
não é elegível para drenagem percutânea e em pacientes com abscessos pequenos, a apendicectomia
de emergência geralmente deve ser evitada em pacientes com abscessos apendiculares devido ao alto
risco de complicações cirúrgicas devido à reação inflamatória aguda na área ao redor do abscesso. A
apendicectomia de intervalo de 6 a 8 semanas após o tratamento conservador, com ou sem drenagem
percutânea, costumava ser realizada rotineiramente como parte do tratamento padrão de pacientes com
abscessos apendiculares, mas atualmente não há evidências que apoiem essa abordagem. O
procedimento ainda pode ser considerado em pacientes com sintomas persistentes ou recorrentes que
foram inicialmente tratados de forma conservadora e em pacientes com > 40 anos de idade se houver
preocupação com um tumor apendicular subjacente.
A apendicite perfurada é mais comum em pacientes que só vão ao médico vários dias após o início dos
sintomas da apendicite. Pacientes com apendicite perfurada podem ter uma perfuração livre (ou seja,
diretamente na cavidade abdominal) ou uma perfuração oculta (ou seja, um abscesso apendicular).
Referência:
BMJ Best Practice. Apendicite aguda. Última atualização em 05 de dezembro de 2023. Disponível em:
https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/290. Acesso em: 06 mar. 2024.
13ª QUESTÃO
Enunciado:
Homem, 65 anos, ex-tabagista, possui doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e hipertensão
arterial em tratamento clínico, encontra-se em programação cirúrgica para colectomia devido a
neoplasia de cólon.
Em relação aos exames pré-operatórios necessários a serem solicitados para esse paciente, assinale a
alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
Devem ser solicitados eletrocardiograma, RX de tórax e espirometria.
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Resposta comentada:
Para o paciente supracitado em enunciado, a avaliação pulmonar deve fazer parte do pré-operatório
considerando o fato de ser ex-tabagista e suas comorbidades. Dentre os exames pré-operatórios,
devem ser solicitados eletrocardiograma, RX de tórax e espirometria, além de coagulograma,
hemograma, avaliação da função renal, glicemia de jejum, entre outros. A idade e o porte da cirurgia
também influenciam na definição de exames a serem solicitados. O RX de tórax não avalia a função
pulmonar, sendo necessária neste caso a espirometria. Considerando que o paciente possui
hipertensão arterial, e muito provavelmente faz uso de medicamentos anti-hipertensivos, é aconselhável
solicitar a dosagem de íons como sódio e potássio, além da avaliação da função renal do paciente.
Referência:
14ª QUESTÃO
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Enunciado:
Uma mulher, de 58 anos, procurou o pronto-socorro por causa de uma história de 2 dias de piora da dor
no abdome superior. Relata náuseas e vômitos, sendo incapaz de tolerar a ingestão oral. Ela parece
desconfortável. Sua temperatura é de 38,1°C, pulso é de 92/min, respirações são de 18/min e pressão
arterial é de 132/85 mm Hg. O exame físico mostra coloração amarelada da esclera. O abdome é
sensível no quadrante superior direito. Não há distensão abdominal ou visceromegalia. Estudos
laboratoriais mostram:
Hemoglobina 13 g/dL
Soro
Creatinina 2 mg/dL
Bilirrubina
Total 6 mg/dL
A ultrassonografia do quadrante superior direito mostra ductos biliares intra e extra-hepáticos dilatados e
múltiplas esferas hiperecoicas no interior da vesícula biliar. O pâncreas não é bem visualizado.
Ressuscitação volêmica intravenosa e antibioticoterapia com ceftriaxona e metronidazol são iniciadas.
Doze horas depois, o paciente apresenta-se agudamente doente e não está orientado no tempo. Sua
temperatura é de 39,1°C, pulso é de 105 bpm/min, respiração de 22 irpm/min e pressão arterial é de
112/82 mm Hg.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.
Resposta comentada:
Se a CPRE não for possível nessa paciente, o próximo passo seria a drenagem biliar trans hepática
percutânea, pois drenaria toda a árvore biliar de forma mais confiável.
Referência:
Clínica cirúrgica / editores Joaquim José Gama-Rodrigues, Marcel Cerqueira Cesar Machado, Sarnir
Rass lan. - Barueri, SP: Manole, 2008.
15ª QUESTÃO
Enunciado:
Lactente deu entrada na emergência pediátrica com história de pneumonia bacteriana há 5 dias, já em
uso de amoxicilina + clavulanato em domicílio, porém sem boa resposta. Após primeiro atendimento
verificou-se que a criança estava dispneica, gemente, irritada, sua temperatura era 38,5°C, murmúrios
vesiculares diminuídos e era visível tiragem intercostal. Sobre o caso, qual a melhor conduta?
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Internação hospitalar, exame de imagem do tórax e considerar drenagem.
Resposta comentada:
Lactente com pneumonia, apresentando sinais de insuficiência respiratória, em uso de antibiótico que
não apresenta boa resposta e alterações importantes na ausculta pulmonar condizentes com derrame
pleural, sugerem pneumonia complicada. A internação hospitalar é imperativa, assim como exames de
imagem e a drenagem torácica por provável empiema pleural.
Referência:
SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19. ed. Saunders.
Elsevier.
16ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente idoso, hipertenso, tabagista (um maço por dia, por 20 anos), cessou vício após diagnóstico de
aneurisma de aorta abdominal em exames de rotina, no último mês. Após avaliação do angiologista e
indicação de tratamento cirúrgico, foi encaminhado ao anestesista.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
Visto se tratar de cirurgia de grande porte, deverá ser encaminhado para exames complementares,
estudo de capacidade pulmonar e orientações com o pneumologista.
Resposta comentada:
Paciente com diagnóstico de aneurisma de aorta, idoso, hipertenso e tabagista, será submetido a
cirurgia de grande porte, anestesia geral (intubação orotraqueal), ventilação mecânica e risco de
sangramento, e aumento de demanda endócrino metabólica.
A cirurgia não é de urgência, mas sim eletiva, tendo sido encaminhado para avaliação pré-anestésica.
A cirurgia abdominal de grande porte interfere na dinâmica ventilatória, com alta incidência de atelectasia
e pneumonia no idoso.
Referência:
17ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma paciente, com 60 anos de idade, diabética, encontra-se em tratamento hospitalar de pneumonia
grave, recebendo antibioticoterapia venosa, hidratação, insulina e broncodilatadores há 3 dias. Todavia,
vem evoluindo com febre e piora do quadro clínico nas últimas 24 horas. Realizou tomografia de tórax
que evidenciou um derrame pleural volumoso e a toracocentese diagnóstica desta manhã deu saída
imediata de secreção purulenta.
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Realizar drenagem pleural em selo d’água.
Resposta comentada:
O empiema pleural (pus na cavidade pleural) decorre de derrame pleural parapneumônico complicado.
O tratamento inicial neste caso é a drenagem torácica em selo d’água devido ao aspecto purulento
evidenciado na toracocentese.
Um empiema ocorre tipicamente após um derrame pleural reativo em consequência de uma infecção
pulmonar. Historicamente, no passado, a etiologia mais comum era pneumonia estreptocócica ou
pneumocócica; atualmente, no entanto, organismos Gram-negativos e anaeróbicos são causas comuns
de empiema. Empiema tuberculoso também pode ocorrer. Empiema pode ocorrer após trauma ou
cirurgia torácica (a partir de um espaço pleural residual ou fístula broncopleural), contaminação
hematogênica do espaço pleural, ruptura de um abscesso pulmonar ou mediastinal ou perfuração
esofágica. Os sintomas tipicamente incluem sintomas constitucionais de febre, mal-estar geral, perda
de apetite e perda de peso. Tosse e dispneia são comuns se houver infecção pulmonar. A avaliação
inclui uma radiografia de tórax, em incidência póstero-anterior e em perfil, além de TC do tórax e
abdome superior.
Tratamento do empiema depende da extensão da doença e sua localização. Drenagem completa da loja
empiemática é necessária. Antibióticos e cuidados de suporte (p. ex., líquidos, nutrição, cuidados com a
pele) são geralmente iniciados no diagnóstico. Uso local de agentes fibrinolíticos, como ativadores do
plasminogênio tecidual, pode ser eficaz em casos com leves loculações.
Uma drenagem completa e eficaz do empiema é necessária para um resultado bem-sucedido. Esta
Caso a drenagem mostrasse apenas líquido, sem evidencia de material purulento, poderíamos aventar
a possibilidade de apenas a presença de um exsudato decorrente de um derrame parapneumônico.
Neste caso, deveríamos solicitar a dosagem da DHL, glicose e pH do líquido pleural no intuito de se
confirmar realmente que estamos de exsudato.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 – Capítulo 58 – pulmão, parede torácica, pleura e mediastino.
18ª QUESTÃO
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Enunciado:
Mulher, 72 anos, obesa, diabética de longa data, chega ao pronto socorro relatando leve dor em
epigástrio associada a plenitude gástrica e náuseas com início após a ceia de Natal na qual consumiu
alimentos com alto teor de gorduras e bebidas alcoólicas. No exame físico, a paciente relata leve
desconforto à palpação profunda do epigástrio e icterícia leve. Ao questionar a paciente sobre a icterícia,
a resposta é que já está presente há 3 dias e já apresentou outros episódios semelhantes, alguns
seguidos de febre (não aferida), com resolução espontânea, e perda ponderal de 15% da massa
corporal em 6 meses devido a regime e atividade física. Relata não ter se preocupado com esse sinal
pois já o apresentou na infância e houve resolução espontânea após o uso de “chá de picão”.
Imediatamente o plantonista informa sobre a possibilidade de colecistolitíase mas a paciente relata que
já fez colecistectomia há 3 anos. Foi submetida a ultrassonografia abdominal com achado de distensão
gasosa de alças intestinais, ausência de vesícula biliar e dilatação leve do colédoco e ducto hepático
comum.
Com base no caso clínico acima, assinale a etiologia mais provável do quadro atual, o melhor método
diagnóstico para o caso e a conduta terapêutica.
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Coledocolitíase, CPRE (colangiopancreatografia endoscópica retrógrada), papilotomia endoscópica.
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Resposta comentada:
No enunciado é apresentado o caso de uma paciente com fatores de risco para litíase biliar (idosa,
obesa, perda ponderal importante em pequeno período de tempo) com quadro clínico evidenciando
icterícia flutuante e presença de dor abdominal inespecífica associada as náuseas relacionadas a
alimentação copiosa. Os achados ultrassonográficos, associados ao quadro clínico, são compatíveis
com coledocolitíase já que a paciente não possui vesícula biliar e apresenta imagem com sombra
acústica em colédoco.
Referências:
Charles Brunicardi, Dana K. Andersen, Timothy R. Billiar , David L. Dunn, John G. Hunter, Jeffrey B.
Matthews e Raphael E. Pollock. SCHWARTZ - TRATADO DE CIRURGIA, 10ª EDIÇÃO - Disponível
em:
https://ia800908.us.archive.org/23/items/SchwartzsPrinciplesOfSurgery10thEdition/Schwartz%27s%20P
rinciples%20of%20Surgery%2C%2010th%20Edition.pdf. Acesso em: 5 fev. 2024.
19ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, 25 anos, vítima de politraumatismo, trazido pelo SAMU ao pronto atendimento. Relato de fuga
de incêndio e o paciente pulou do 2o andar tendo queda de nível. Ao exame – paciente agitado, pálido,
sudoreico, pulsos finos. Verbaliza dor abdominal em flanco direito. FC – 125 bpm. PA – 80 x 40 mmHg.
FR 26 irpm. Apresenta ainda, ferimento corto contuso em flanco direito com 5cm, com exposição da
musculatura da parede abdominal (sem exposição de vísceras ou evisceração do epiplon). Diante do
caso, sobre o uso do FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) leia as afirmativas a
seguir e marque a opção correta.
II. Apesar do trauma penetrante na região abdominal, não existe contraindicação de ser realizado o
exame FAST neste paciente, visto a instabilidade hemodinâmica deste paciente.
III. Os ferimentos no flanco/parede abdominal posterior são melhores avaliados por exame de
tomografia computadorizada, sendo a melhor opção neste caso por permitir avaliar melhor as lesões de
órgãos retroperitoneais.
IV. A melhor opção neste paciente é o lavado peritoneal diagnóstico considerando a instabilidade
hemodinâmica do paciente. A presença do ferimento abdominal não interfere na realização do lavado
peritoneal diagnóstico, sendo que nesses casos se realiza o procedimento por incisão mediana supra
umbilical.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
II, apenas.
Resposta comentada:
O exame FAST é um exame que avalia 6 regiões, ajuda a determinar quais pacientes precisam de
laparotomia emergente e quais podem ser monitorados ou aguardar estudos que demandam mais
tempo e definitivos. Pacientes com instabilidade hemodinâmica devem ser submetidos aos FAST.
Cerca de 80% das lesões traumáticas são contusas, sendo a maioria das mortes secundárias ao
choque hipovolêmico. Destes sangramentos intraperitoneais ocorrem em 12% dos traumas contusos,
justificando a importância do uso do FAST para avaliação de pacientes politraumatizados.
No contexto da emergência, o FAST está indicado para avaliar pacientes com trauma abdominal ou
torácico contuso ou penetrante, com choque ou hipotensão sem causa óbvia, contraindicado apenas
em casos onde a cirurgia é inevitável.
Referência:
ATLS - Advanced Trauma Life Support for Doctors. American College of Surgeons. 10 a. Ed. 2018.
20ª QUESTÃO
Enunciado:
Qual das seguintes medidas pré-operatórias visa diminuir e tornar menos deletéria a Resposta
Endócrino Metabólica ao Trauma (REMIT), em pacientes com comorbidades?
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
Otimização do estado nutricional do paciente.
Resposta comentada:
Uma das medidas pré-operatórias que visa diminuir e tornar menos deletéria a Resposta Endócrina
Metabólica ao Trauma (REMIT) em pacientes com comorbidades é a otimização do estado nutricional
dos pacientes. O paciente em bom estado nutricional tem menos risco de apresentar complicações no
pós-operatório como infecções, deiscências, maior tempo de internação e dificuldade na cicatrização.
Referência:
Towsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da prática
cirúrgica moderna. 2Vol. 20ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
21ª QUESTÃO
Enunciado:
Um paciente, de 40 anos, deu entrada no pronto atendimento com quadro de dor em abdome superior,
com irradiação para dorso, náuseas, vômitos e queda do estado geral há 1 dia. Apresenta ainda
histórico de colelitíase sintomática. Está desidratado. Após algum tempo, você recebe os resultados
dos exames laboratoriais e vê-se elevação da amilase e da lipase para 5 vezes o normal; sendo
considerada a hipótese de pancreatite aguda. A tomografia com contraste realizada em seguida
demonstra somente colelitíase, aumento da cabeça do pâncreas e densificação da gordura
peripancreática; sem necrose ou coleções.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
Manter em dieta zero por 12-24 h para observaçao; hidratação e analgesia.
Resposta comentada:
A amilase costuma se elevar já no primeiro dia do quadro clínico (2-12h após o início dos sintomas),
mantendo-se alta por 3-5 dias. Sua sensibilidade é de 85-90% entre 2-5 dias. Sua especificidade é de
70-75%. O normal da amilase sérica geralmente é abaixo de 160 U/L. A especificidade aumenta muito
quando considerados níveis acima de 500 U/L e, principalmente, 1.000 U/L! A amilase pode estar
normal nos casos de pancreatite crônica avançada agudizada (como na pancreatite alcoólica), pois o
parênquima pancreático já está destruído, exaurido de suas enzimas.
A Lipase se eleva junto com a amilase na pancreatite aguda, porém, permanece alta por um período
mais prolongado (7-10 dias). Possui sensibilidade igual à da amilase (85%), sendo mais específica
(80%). A lipase também existe dentro do lúmen intestinal e as mesmas condições abdominais que
fazem aumentar a amilase também podem fazer aumentar a lipase – em geral, essas condições
também não aumentam mais que três vezes o limite da normalidade (normal: até 140 U/L; 3x o normal:
> 450 U/L, variando conforme o método laboratorial usado.
Não indicamos mais antibioticoprofilaxia aos pacientes com pancreatite aguda, nem mesmo para
aqueles com pancreatite aguda grave e > 30% de necrose do pâncreas (como era feito antigamente),
pois não parece haver nenhum benefício, aumentando inclusive o risco de infecções fúngicas. A
antibioticoterapia, por outro lado, fica indicada aos pacientes com necrose infectada.
Um paciente que estava vomitando por tempo prolongado e que se encontra desidratado não deve
receber alimentação oral ou por SNE ou SNG, mas ser hidratado e receber antieméticos e pro-cinéticos
inicialmente. Somente após um breve período de observação (12-24 horas) podemos perceber como
está sendo a evolução do caso e decidir entre alimentar por via oral, enteral ou parenteral.
A CPRE pode ser realizada nos casos de pancreatite biliar comprovada, com coledocolitíase, mas a
colecistectomia só deve ser realizada após um período de tempo maior que 24 h, que tenha permitido
confirmar a boa evolução do caso.
Referência:
Sabiston Textbook of Surgery. The. Biological Basis of Modern Surgical Practice. 21th ed. Philadelphia:
Elservier. 2022 - Seção 10 - Capítulo 47 – abdome agudo / Capítulo 56 – Pâncreas exócrino.
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22ª QUESTÃO
Enunciado:
Traumatismo cranioencefálico(TCE) constitui uma emergência médica com alta morbimortalidade,
resultando em grandes impactos socioeconômicos. Dentre as alternativas abaixo, qual mostra a
primeira prioridade no manejo clínico de um paciente com traumatismo cranioencefalico?
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA)
Estabilização das vias aéreas, respiração e circulação(ABC).
Resposta comentada:
De acordo com o Protocolo ATLS 10ª edição, a primeira prioridade no manejo clínico de um paciente
com traumatismo cranioencefálico (TCE) leve, moderado ou grave é a estabilização das vias aéreas,
respiração e circulação (ABC). Garantir uma adequada oxigenação e perfusão cerebral é fundamental
para prevenir a hipóxia e a hipotensão, que podem agravar o dano cerebral. Portanto, a ABC deve ser
priorizada antes de outras intervenções no paciente com TCE.
23ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, 72 anos, deu entrada no ambulatório apresentando quadro de aumento do volume da bolsa
escrotal à esquerda segundo ele há tanto tempo que não lembra mais. O mesmo relata que tem sentido
dores mas que não está com qualquer outro sintoma. Ao analisar o paciente é visto que a hérnia toca a
lateral do dedo na palpação do anel inguinal é que o mesmo não se apresenta dilatado.
Para correção da hérnia, desse paciente, foi escolhida uma técnica sem tensão. Assinale a alternativa
como o nome desse procedimento?
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Alternativas:
(alternativa E) (CORRETA)
Lichtenstein.
Resposta comentada:
Das técnicas acima apenas Lichtenstein é sem tensão, as outras são com uso de tensão para o reforço
da parede posterior.
Referências:
24ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente do sexo masculino, branco, 36 anos, operário industrial, procurou o serviço queixando-se de
um "caroço" nas costas com mais de 10 anos de evolução. A lesão era assintomática, e seu tamanho
estava aumentando progressivamente desde o aparecimento. Negava história de trauma local. Ao
exame, observou-se na região dorsal inferior direita um tumor de configuração ovoide, 10cm x 8cm,
pouco móvel e de consistência firme e elástica.
De acordo com as alternativas abaixo, qual é a provável hipótese diagnóstica que mais se encaixa com
o caso?
Alternativas:
(alternativa E) (CORRETA)
Hérnia de Petit.
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Resposta comentada:
Hérnia de Spighel está localizada na parede anterior entre a borda lateral do músculo reto abdominal e a
linha semilunar, abaixo da linha arqueada de Douglas.
Hasselbach não é hipônimo de hérnia e sim do trígono onde se localiza as hérnias inguinais, que é
formado pelo ligamento inguinal, vasos epigástricos inferiores e bainha do músculo reto do abdome.
Referência:
SABISTON, JR., D. C., TOWNSEND, M. C. Tratado de cirurgia. 20ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2019.
25ª QUESTÃO
Enunciado:
O trauma cirúrgico é capaz de induzir alterações conhecidas como resposta endócrino metabólica e
imunológicas ao trauma. A avaliação pré-operatória é fundamental para evitar resposta exacerbada e
deletéria após cirurgias eletivas. Entendendo a importância da avaliação ambulatorial pré-operatória,
analise as situações clínicas e condutas ambulatoriais e assinale a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
Paciente em programação de implante de cateter duplo J. Além do exame simples de urina precisará
realizar urocultura.
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Resposta comentada:
Incorreta a alternativa “Paciente faz uso a dois meses de corticoide oral. Deve suspender o uso de
corticoides 48 horas antes da cirurgia de prostatectomia radical.” O paciente que utiliza de forma crônica
corticoides orais deve continuar o uso e realizar uma adaptação parenteral enquanto persistir a
necessidade de jejum e retornar o uso assim que possível.
Incorreta a alternativa: “Paciente hipertenso e faz uso de propranolol. Deve suspender o uso da
medicação 48 horas antes do procedimento colecistectomia videolaparoscópica.” Não é indicado a
interrupção de beta bloqueadores visto o risco de abstinência se interrupção. Caso necessário será
indicada via parenteral.
Incorreta a alternativa: “Paciente diabética que faz uso de metformina. Deve manter o uso da medicação
até 8 horas antes da cirurgia histerectomia.” A metformina não deve ser administrada na noite e na
manhã que precedem a cirurgia. Deve ser adotado protocolo para controle glicêmico com insulinas.
Incorreta a alternativa: “Paciente em uso de sinvastatina a um mês. Deve interromper o uso por 7 dias
antes da cirurgia de hernioplastia.” Não há evidencias de benefício na interrupção do uso das estatinas
no pré-operatório.
Referência:
26ª QUESTÃO
Enunciado:
Assinale a alternativa que indica a complicação que se observada neste paciente e que seria a
indicação mais forte para a colocação de um shunt portossistêmico intra-hepático transjugular (TIPS).
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Hemorragia digestiva alta recorrente por varizes.
Resposta comentada:
A hemorragia recorrente por varizes esofágicas decorrente da hipertensão portal é uma indicação
para a colocação de TIPS. O TIPS pode aliviar a alta pressão venosa portal contornando
o fígado congestionado através de um shunt da veia porta para a veia hepática. Este procedimento
também é usado em pacientes com hemorragia aguda por varizes se o tratamento farmacológico e
endoscópico de primeira linha não conseguir parar o sangramento.
Referência:
Clínica cirúrgica / editores Joaquim José Gama-Rodrigues, Marcel Cerqueira Cesar Machado, Sarnir
Rass lan. - Barueri, SP: Manole, 2008.
27ª QUESTÃO
Enunciado:
A classificação de Nyhus para as hérnias de parede abdominal tem o propósito de promover uma
linguagem comum e permitir comparações apropriadas entre os tipos de hérnias.
Sobre o tema de hérnias da parede abdominal e a classificação de Nyhus, assinale a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa E) (CORRETA)
As hérnias tipo IIIC são as hérnias femorais.
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Resposta comentada:
As hérnias tipo II são as hérnias inguinais indiretas com anel inguinal interno dilatado.
Fonte: TOWNSEND, C.; BEAUCHAMP, R. D.; EVERS, B. M. et al. Sabiston: Tratado de cirurgia: a
base biológica da prática cirúrgica moderna. 19. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 2 v.
28ª QUESTÃO
Enunciado:
A compreensão da fisiopatologia da hipertensão portal pode ter implicações terapêuticas, pois esses
fatores podem representar alvos para o tratamento. Consciente desta premissa analise as seguintes
informações:
I - Estudos mostraram que o uso da somatostatina e seu análogo, o octreotide, tem resposta inferior
comparado ao tratamento endoscópico nos casos de hemorragia aguda varicosa.
II - A causa mais comum da hipertensão portal pré-hepática é a trombose da veia porta.
III - Nos casos de hipertensão portal esquerda (trombose da veia esplênica), a esplenectomia isolada é
o tratamento de escolha para reverter o problema.
IV - Nos casos de hipertensão portal com hemorragia varicosa, o tratamento de emergência deve ser
conservador ( não cirúrgico).
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA)
II, III e IV.
Resposta comentada:
Estudos mostram que, nos casos de hemorragia varicosa, o uso da somatostatina ou o octeotride deve
ser feito antes mesmo da endoscopia e tem resultado análogo no controle da hemorragia.
Referência:
29ª QUESTÃO
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Enunciado:
Mulher, 26 anos, portadora de Lúpus, realizando tratamento contínuo com corticoides. Estava
retornando da casa de seus avós quando sofreu um grave acidente automobilístico na estrada, sendo
encaminhada a um pronto atendimento e necessitando de laparotomia exploradora para enterectomia
com anastomose primaria, rafia de mesodelgado e esplenectomia. Cirurgia crítica com duração de
cerca de 6 horas. Foi encaminhada para pós-operatório em leito de UTI e em ventilação mecânica.
Alternativas:
(alternativa E) (CORRETA)
em cenário de choque hipovolêmico refratário, cursando com hipotensão constante, deve-se introduzir
suplementação com cortisona.
Resposta comentada:
A paciente, em questão, a despeito de ser jovem, possui comorbidade crônica com necessidade de uso
crônico de corticoide. Soma-se ao fato de que a mesma foi submetida a cirúrgica de urgência. Podemos
então pontuar alguns cenários presentes na situação de REMIT.
Sabe-se que, logo após o trauma, inicia-se a ação dos hormônios glucagon, glicocorticoides e
epinefrina. Ativa-se então o eixo simpaticoadrenal, visando manter a pressão arterial e o fluxo
sanguíneo, necessários para a normalidade do sistema cardiovascular.
Referências:
Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 19. ed. Saunders. Elsevier.
Medeiros, Aldo & Filho, Antonio. (2017). Resposta metabólica ao trauma. JOURNAL OF SURGICAL
AND CLINICAL RESEARCH. 8. 56. 10.20398/jscr.v8i1.13036.
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30ª QUESTÃO
Enunciado:
O Colangiocarcinoma é um tumor incomum que pode ocorrer em qualquer parte ao longo da árvore
biliar intra ou extra-hepática.
Qual das seguintes opções descreve uma abordagem terapêutica comum para o colangiocarcinoma?
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA)
Transplante hepático como opção terapêutica para paciente com colangiocarcinoma intra-hepático, em
estágio avançado.
Resposta comentada:
O transplante hepático é uma opção terapêutica para pacientes com colangiocarcinoma intra-hepático
em estágio avançado e sem evidência de metástases extra-hepáticas. Esta abordagem pode oferecer
uma chance de cura em alguns casos selecionados, especialmente quando a ressecção cirúrgica não é
possível devido à extensão da doença ou a comorbidades subjacentes. O transplante hepático pode ser
considerado em pacientes cuidadosamente selecionados, após uma avaliação abrangente e discussão
multidisciplinar do caso.
Referência:
Towsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da prática
cirúrgica moderna. 2 vol. 20ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
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NOTA FINAL
CURSO DE MEDICINA - AFYA
Aluno:
Componente Curricular: Estágio em Atenção Ambulatorial e Hospitalar em Clínica
Cirúrgica
Professor (es):
Período: 202401 Turma: Data: 13/03/2024
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Questões CC provas antigas - Temas A
N2 2023 1 Rot 1
25- PCM, 35 anos, com história de tosse, febre e prostração há 5 dias. Há 2 dias inicia dor
torácica esquerda, procurou atendimento e foi diagnosticado pela TC de tórax com derrame
pleural parapneumonico. Assinale a alternativa correta sobre a conduta terapêutica.
a. Toracostomia em tubo ou cateter esta indicada em casos de empiema, associado a
antibioticoterapia.
b. Considerando empiema, apenas toracostomia em tubo é suficiente.
c. Iniciamos antibioticoterapia imediata e não indicamos drenagem para pequenos derrames
não complicados.
d. Iniciamos antibioticoterapia imediata e não indicamos drenagem independente do volume
na imagem.
e. Somente indicamos uso de antibióticos após toda a propedêutica e drenagem pleural.
N2 2023 2 Rot 1
1.Paciente da entrada na UPA do interior de uma pequena cidade do estado do Rio Janeiro
referindo dor importante em região glútea de início há 48h sem melhoras com analgesia
convencional. Durante o exame físico é notado hiperemia o mesmo não consegue sentar na
maca, preferindo manter-se de pé ou deitado e em região peri anal é notado área com
sinais flogístico intensos associado a flutuação. Diante do quadro clínico apresentado, qual
a provável diagnostico e melhor conduta:
a) Fissura anal, analgesia e orientações domiciliares
b) Hemorroida externa trombosada, antibioticoterapia e orientações
c) Hemorroida externa trombosada, internação hospitalar e abordagem cirúrgica de
urgência
d) Abscesso peri anal, antibiótico terapia e orientações
e) Abscesso peri anal, antibiótico terapia e abordagem cirúrgica
2. Mulher, 20 anos de idade, é trazida no centro de referência em trauma, vítima de
agressão interpessoal com arma branca no lado esquerdo do abdome. Nega uso de bebida
alcoólica e perda de consciência. No atendimento inicial, apresenta-se instável com PA de
90×70mmlIg. FC de 130bpm, FR de 26irpm e oximetria de pulso de 94% em ar ambiente. O
tórax estava sem alterações. O abdome apresentava ferimento de 3cm, profundo em fossa
ilíaca esquerda, com dor à palpação em região perilesional, O toque retal mostrou presença
de sangue vermelho-vivo em dedo de luva. Qual é a conduta imediata?
A) Suplementação de oxigênio em máscara; protocolo de transfusão maciça e
ultra-som FAST na sala vermelha.
B) Intubação orotraqueal; radiografia de tórax e abdome deitado.
C) Intubação orotraqueal; exploração do ferimento com anestesia local.
D) Tomografia de abdome e pelve sem contraste.
E) Radiografia de abdome com contraste oral e retal.
11. Paciente com 35 anos sexo feminino, chega ao consultório do cirurgião, encaminhado
pelo médico clínico, com suspeita diagnóstica de colelitiase. A paciente revela que não
apresenta nenhum sintoma de dor abdominal ou vômitos, relatando que descobriu os
cálculos na vesícula após realizar um exame de ultrassonografia de abdome de rotina.
Sobre a colelitíase assintomática, analise as assertivas abaixo:
I - Não são raros os casos de colelitíase assintomática. Na verdade, esse achado clínico
está se tornando cada vez mais frequente, pois as pessoas desenvolvem as pedras na
vesícula, mas não sentem nenhum tipo de incômodo.
II - Todos os pacientes portadores de colelitíase, mesmo que assintomáticas, devem ser
submetidos a colecistectomia por via laparoscópica.
III - São candidatos a colecistectomia: pacientes com risco aumentado de neoplasia,
pacientes submetidos a cirurgia intra-abdominal por outra patologia e após desejo explícito
do paciente ao analisar riscos e benefícios.
É correto apenas o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) l e II.
c) l e III.
d) II e III.
e) III.
12. Homem, 68 anos da entrada no serviço de emergência referindo dor abdominal de forte
intensidade em andar superior do abdome, associado a vômitos intensos de início há 4 dias.
Foi solicitado amilase com valor de 4350 e proteína C reativa de 32. No exame físico
apresentava dor a palpação superficial e profunda em região epigástrica, assim como,
sinais de desidratação. Suspeitando- se do diagnóstico de pancreatite, realizou tomografia
com contraste de abdome superior revelando necrose de aproximadamente 60% do
pâncreas e coleção peri pancreática, sem presença de gás. Com base no caso, assinale a
alternativa correta:
a) Trata-se um paciente com pancreatite aguda leve
b) Trata-se de paciente com pancreatite aguda leve, classificada como Balthazar C
c) Trata-se de um paciente com pandreatite aguda leve, porém está indicato tratamento em
unidade de terapia intensiva
d) Trata-se de um paciente com pancreatite aguda grave, classificada como Balthazar E
e) Trata-se de um paciente com pancreatite aguda grave, classificada como Balthazar
D
13. Paciente, 56 anos, vem notando nos últimos meses alteração do hábito intestinal com
maior dificuldade para evacuar, associado a fezes finas e por alguns vezes sangramento
associado. Diz não ter dor durante a evacuação nem ardência da… Não notou sida de
nenhuma “bola” pelos anus. Diante do caso e provável diagnostico , quais exames são
indicados para condução do caso?
a) Toque retal deve ser realizado, complementando com tomografia e colonoscopia
b) Toque retal d eve ser realizado e a USG de abdome é um bom ---- diagnóstico e
condução do caso
c) Retosigmoidoscopia é o exame de escolha para o diagnóstico do caso ----
d) Ressonância magnética de pelve basta como exame complementar
e) Toque retal não está indicado, visto que não aprega informações pertinentes para o caso,
devendo ser solicitado uma ressonância magnética de pelve
14- Paciente masculino, 23 anos previamente hígido da entrada na emergência com relato
de quadro de náuseas. perda do apetite, desconforto abdominal em meso abdome e fezes
líquidas de início hoje pela manhã. No decorrer do dia evoluiu com febre baixa, piora da dor
abdominal que agora se localiza em quadrante inferior direito (QID). Os exames iniciais
demonstraram leucócitos 12.500/ul, 12% bastões, temperatura axilar 37.9 C°, hematúria
microscópica no EAS e a palpação de abdome apresentava desconforto intenso a palpação
de QID. Com base nas informações acima assinale a principal hipótese diagnostica do
paciente:
a) diverticulite aguda
b) pielonefrite aguda
c)apendicite aguda
d) gastroenterite aguda
e) colecistite aguda
15. Paciente masculino, negro, 38 anos foi submetido à exérese de um lipoma em dorso.
Evoluiu após 3 meses, com queloide. O cirurgião busca alternativas para a resolução do
quadro. Acerca das modalidades de tratamento de quelóide, julgue os itens a seguir:
I. Injeção de corticoide intralesional.
II. Uso de crioterapia.
III. Curativo de pressão com malha.
A alternativa que aborda possíveis modalidades de tratamento para o processo de
cicatrização anormal encontra-se na letra:
A) Itens I, II e III.
b) Itens I e II.
c) Itens I e III.
d)Itens II e III.
e) Somente item II.
16. Paciente de 55 anos, com histórico de cirrose hepática devido a hepatite C crônica.
Apresentando-se no departamento de emergência com relato de vômitos de sangue
vermelho vivo e fezes escuras nas ultimas horas. Ao exame físico a presenta palidez,
hipotensão e taquicardia. O abdome esta distenso e doloroso a palpação. Além disso, há
presença de de estigmas de cirrose com esplenomegalia e icterícia. Os exames
laboratoriais revelam anemia aguda com aumento das enzimas hepáticas sem distúrbios de
coagulação. Realizada transfusão com estabilização momentânea do paciente. Diante do
quadro clínico apresentado pelo paciente, são feitas as seguintes proposições
l - Submeter o paciente a Endoscopia Digestiva Alta com realização de escleroterapia ou
ligadura endoscópica de varizes
ll – Uso de análogo da somatostatina, com destaque para o octreotide, intravenoso por
período de 2 a 3 dias
lll – Abordagem radiológica intervencionista com realização de derivação portossistêmica
transjugular intra-hepática (TIPS) e que se afirma
a) l e ll
b) l e lll
c) ll e lll
d) Somente a l
e) l, ll e lll
17. Paciente de 42 anos da entrada no pronto socorro após trauma automobilístico grave,
sendo submetido a laparotomia exploradora, ressecção de 40cm de segmento de jejuno,
parte do cólon esquerdo confeccionado colostomia em porção de cólon transverso. Após
48h de pós operatório, evolui com distensão abdominal importante, associado a vômitos,
sem possibilidade de aceitação de dieta. O exame do abdome não revela irritação peritonial,
há hipertimpanismo e ausência de peristalse. Sobre o provável diagnóstico a melhor
conduta, é correto afirmar:
a) Trata-se de provável brida precoce, laparotomia exploradora.
b) Trata-se de provável Síndrome de Ogilvie, laparotomia exploradora.
c) Trata-se de provável fístula anastomotica, exames laboratoriais e cateter nasogastrico.
d) Trata-se de provável abscesso intraperitonial, antibióticos orais e cateter nasogástrico.
e) Trata-se de provável íleo paralítico, exames laboratoriais, cateter nasogástrico.
18. Mulher de 33 anos chega ao pronto socorro com desorientação importante e hemorragia
digestiva alta. PA aferida no momento 100x80mmHg. Fc: 115bpm, Sat O2 em ar ambiente
92%. Detectada presença de ascite volumosa e hepatoesplenomegalia. Além da reposição
volêmica, quais dentre as medicações devem ser prescritas?
a) Vasoconstrictor sistêmico e betabloqueador
b) Vasoconstrictor esplâncnico e antibioticoterapia
c) Inibidor de bomba de prótons e beta bloqueador.
d) Inibidor de bomba de prótons e vasoconstrictor sistêmico
e) Inibidor de bomba de prótons e beta bloqueador
20. Paciente com 60 anos e obesidade associada, chega a emergência com dor abdominal
tipo cólica, associado a distensão, vômitos parada da eliminação de fezes e flatos há 3 dias.
Solicitado exame radiológico (TC) que apresentou distensão do delgado, níveis hidroaéreos
e pneumobilia. A principal hipótese diagnóstica é:
a) Hérnia interna encarcerada
b) Íleo biliar
c) Coledocolitíase obstrutiva
d) Neoplasia de reto
e) Hérnia abdominal estrangulada
21. Paciente do sexo feminino, 30 anos de idade com histórico de câncer no pulmão células
não pequenas, está em acompanhamento oncológico. A paciente apresenta tosse
persistente, dispneia progressiva e dor torácica. Ao exame físico observa-se diminuição dos
murmúrios vesicular e som abafado a percussão em um dos lados do tórax. RX de tórax
evidencia velamento de seio costofrênico a direita. Qual o diagnóstico do paciente?
a) Neoplasia de Pulmão complicada com pneumonia
b) Neoplasia de Pulmão complicada com derrame pleural
c) Neoplasia de Pulmão com metástase óssea
d) Neoplasia de Pulmão com metástase cerebral
e) Neoplasia de Pulmão complicada com tuberculose
23. Homem, 66 anos de idade, hipertenso e diabético procurou atendimento por queixa de
dor abdominal há 5 dias, em flanco esquerdo e fossa ilíaca esquerda, associada a náuseas
e febre. Nega sintomas urinários. Ao exame clínico: regular estado geral, desidratado 2+/4+.
Frequência cardíaca = 110 batimentos/minuto; pressão arterial = 100 x 70 mmHg. Dor à
palpação difusa do abdome, com descompressão brusca positiva. Realizou tomografia
computadorizada que evidenciou múltiplos divertículos no cólon sigmoide, com sinais de
processo inflamatório local, assim como grande quantidade de líquido livre na cavidade. Em
relação ao caso, assinale a alternativa correta:
a) Trata-se de um caso de diverticulite aguda Hinchey II, e a conduta é drenagem abdominal
guiada por radiologia intervencionista.
b) A principal hipótese é de diverticulite complicada, Hinchey III e a conduta é
cirúrgica.
c) O achado de doença diverticular no cólon sigmoide é raro, sendo muito mais prevalente
no cólon direito.
d) Trata- se de um caso de diverticulite aguda complicada Hinchey l e a conduta nesse
momento é iniciar antibioticoterapia endovenosa e hidratação vigorosa.
e) A hipótese diagnóstica é de diverticulite aguda não complicada Hinchey IV e a conduta é
antibioticoterapia venosa e analgesia.
24. Paciente masculino com 54 anos de idade da entrada em hospital com quadro de dor
abdominal localizada na fossa ilíaca esquerda (FIE) há aproximadamente 12h. Nega febre
ou outros sintomas associados, os exames laboratoriais evidenciam uma leucocitose
(16.400), sem anemia ou outras alterações. O paciente foi submetido a tomografia
abdominal (TC) na qual se pode evidenciar doença diverticular em sigmoide e cólon
esquerdo com densificação de mesentério em topografia de sigmoide, além de um diminuto
abscesso pericólico no mesossigmoide. Correlacionando a Classificação de Hinchey com a
melhor conduta temos como alternativa correta
A) Hinchey l – laparotomia com drenagem de abscesso
B) Hinchey l – internação hospitalar para tratamento conservador com analgesia e
antibiótico
C) Hinchey ll – Drenagem percutânea associada
D) Hinchey ll – Laparotomia seguido de sigmoidectomia a Hartmann
E) Hinchey lll – Laparotomia com lavagem exclusiva da cavidade sigmoide com anastomose
primária e drenagem de cavidade.
26. Uma paciente do sexo feminino com 60 anos de idade da entrada no setor de
emergência com quadro de dor abdominal difusa, associada a distensão abdominal
náuseas e vômitos fecalóides. Realizado raio X simples de abdome com evidência de
distensão de todo o delgado e níveis hidroaéreos. Relatava que estava aguardando uma
cirurgia de colecistectomia devido a calculo biliar de 2,7 cm e que acha que o seu quadro
clínico tema ver com essa doença. Diante disso o plantonista de emergência solicitou um
novo ultrassom de abdome que não mais mostrou o cálculo, mas sim a presença de ar nas
vesículas biliares. O diagnóstico mais provável para esse quadro é?
a) doença ulcerosa péptica
b) Pancreatite
c) Íleo biliar
d)Diverticulite
e) Apendicite aguda
27. Paciente sexo feminino, 70 anos de idade, com histórico de câncer de pulmão de
células pequenas, apresenta-se com dispneia progressiva e dor torácica. A radiografia de
tórax revela derrame pleural a direita. A paciente é submetida a uma toracocentese
terapêutica para aliviar os sintomas e obter uma amostra do líquido pleural para análise.
Avalie as seguintes afirmativas:
l – Característica macroscópica do líquido pleural serossanguinolento
ll – Análise bioquímica de líquido pleural indicado trata-se de um transudato
lll – Avaliação citológica de líquido pleural com presença de células malignas
a) l e ll
b) l e ll
c) l e lll
d) l, ll e lll
e) Somente l
3- Paciente do sexo feminino, 73 anos, evoluindo com dor e distensão abdominal associada
a vômitos e parada da eliminação de fezes e flatos há 1 dia. Encontra-se desidratada 1+/4+,
normocorada, acianótica, anictérica, afebril. Refere internação há ? meses devido colecistite
aguda litiásica, sendo tratada apenas com suporte clínico. Nega cirurgia prévia. Realizou
radiografia simples de abdome que evidenciou sinais de obstrução intestinal mecânica com
distensão de delgado e sinais de aerobilia. Diante do caso clínico descrito, assinale a
alternativa que contém o diagnóstico mais provável.
a. Colangite aguda.
b. Neoplasia de cólon.
c. Ulcera gástrica perfurada.
d. Pancreatite aguda.
e. Ileo biliar.
4- Você é o plantonista de cirurgia geral em um hospital terciário e foi chamado para avaliar
uma paciente de 28 anos, com dor abdominal em hipocôndrio direito, que não melhorou
com medicação endovenosa prescrita pelo plantonista do pronto socorro. Ao examiná-la
você acredita tratar-se de um quadro de colecistite aguda litiásica e para confirmar seu
diagnóstico, solicita um ultrassom de abdome superior. Qual das alternativas abaixo
corresponde as alterações esperadas para esta patologia?
a. Vesícula biliar normodistendida, com imagem hiperecogênica no seu interior, projetando
sombra acústica posterior, móvel a mudança de decúbito, com hepatocoledoco medindo em
torno de 8mm, sem identificação de fator obstrutivo.
b. Vesícula biliar hipodistendida, de paredes aparentemente finas, com seu interior ocupado
por imagem hiperecogênica, provida de sombra acústica posterior, medindo em torno de
10mm.
c. Vesícula biliar normodistendida, com imagem hiperecogênica no seu interior,
projetando sombra acústica posterior, móvel a mudança de decúbito, medindo 2,5cm.
d. Vesícula biliar com imagem hiperecogênica no seu interior, projetando sombra
acústica posterior, móvel a mudança de decúbito, associada a espessamento da
parede da vesícula e líquido pericolecístico.
e. Vesícula biliar normodistendida, com imagem hiperecogênica no seu interior, sem
sombra acústica posterior, fixo a mudança de decúbito, medindo 10mm no maior diâmetro.
5- Paciente feminina, 37 anos, chega ao pronto atendimento com queixa de cefaleia de forte
intensidade, associado a astenia e formigamento em mãos. Não faz uso de medicamentos
contínuos. Realizou gastroplastia devido obesidade há 2 anos. Nega tabagismo ou etilismo.
Após prescrição de analgesia endovenosa, plantonista decide realizar alguns exames, nos
quais evidenciou anemia ferropriva, hipovitaminose de B12. Em ultrassom abdominal,
identificado colelitíase com cálculo grande, medindo em torno de 2,8cm, sem dilatação de
via biliar ou sinais de colecistite aguda. Paciente apresentou melhora dos sintomas com
medicação prescrita e na alta hospitalar foi orientada reposição de vitamina B12,
suplementação de ferro e retorno do acompanhamento clínico. Diante do quadro de
colelitíase, a qual a paciente negou sintomatologia, assinale a alternativa que consta a
melhor orientação para a mesma.
a. Devido anemia, paciente possui contra-indicação absoluta de realizar procedimento
cirúrgico. Contudo, a mesma deve ser orientada procurar pronto atendimento em caso de
sinais e sintomas de colecistite aguda.
b. Paciente tem indicação cirúrgica, mesmo assintomática, devido risco de carcinoma
de vesícula biliar.
c. A única causa que explica a formação do cálculo biliar desta paciente é a
hipercolesterolemia.
d. Nesse caso, devido sintomas não estarem relacionados a patologia, não há necessidade
de intervenção, sendo a mesma contraindicada devido presença de aderências
pós-operatórias.
e. Como a paciente é assintomática, orientar cuidados alimentares, sendo possível evitar
crises de cólica biliar e, consequentemente, a necessidade de colecistectomia.
a. Ileo paralítico.
b. Pancreatite necro hemorrágica.
c. Megacólon tóxico.
d. Exame sem alteração.
e. Pseudocistopancreático.
11- Paciente internado em UTI, cardiopata e com suspeita de tuberculose. Evoluiu com
derrame pleural a direita e dispneia moderada a severa em repouso. Diante do caso, foi
indicado realização de toracocentese diagnóstica. Sobre o procedimento é INCORRETO
afirmar que:
a. é um procedimento que pode ser feito a beira do leito, desde que se tome as medidas de
segurança necessárias.
b. é realizado preferencialmente com o paciente sentado, braços apoiados para frente
sobre um anteparo e procura-se tangenciar a borda inferior do arco costal para
reduzir as chances de lesão vascular.
c. a análise do líquido pleural, tantos em sua cor e celularidade são de grande importância.
d. para os pacientes em que o posicionamento sentado não pode ser obtido, sugere-se o
decúbito lateral do lado do derrame ou semi sentados no leito.
e. promove, na maioria dos casos, conforto respiratório após drenagem líquida e
re-expansão pulmonar.
12- Um senhor de 52 anos da entrada na emergência referindo não estar evacuando há 4
dias e nem eliminando flatos. Apresenta vômitos de início há 24 horas com resíduos
alimentares e de conteúdo biliar. Foi proposto colocação de cateter nasogástrico e
realização de tomografia de abdome que evidenciou intestino delgado pouco distendido,
ausência de gás no reto e ceco bastante dilatado, medindo em torno de 10cm. Sobre os
possíveis diagnósticos diferenciais, marque a alternativa correta com relação ao caso
descrito.
a. Tumor de ileo é o diagnóstico provável.
b. Tumor de reto com válvula íleo cecal competente é o provável diagnóstico.
c. O chamado ileo-biliar pode ser a causa da obstrução.
d. Tumor de sigmóide com válvula fleo cecal incompetente é o provável diagnóstico.
e. Trata-se de provável torção de jejuno.
13- Com relação aos fios de sutura e suas características, assinale a alternativa
INCORRETA.
a. Fios com agulha do tipo ponta cilíndrica possuem como símbolo um triângulo.
b. O fio de numeração 6-0 e mais fino do que o fio de numeração 1.
c. Fios conhecidos como V-Loc, são fios absorvíveis compostos por "farpas", onde evitam a
necessidade de realização de nós cirúrgicos.
d. Fios de Prolene possuem coloração azulado e são inabsorvíveis, indicado para o
fechamento de paredes abdominais.
e. Os fios de Nylon são monofilamentares e inabsorvíveis, muito utilizados para o
fechamento da pele.
15- Com relação ao tratamento das feridas e suas complicações, correlacione as colunas
com as respostas corretas.
(1) Alginato
(2) Oxigenioterapia hiperbárica
(3) Terapia com curativo a vácuo
(4) Pomada antibacteriana
(A) Bacitracina podendo aumentar a taxa de reepitelização em até 25%.
(B) São derivados de fibras de celulose, ideal para feridas com elevada taxa exsudativa.
(C) Indicado para feridas crônicas que não cicatrizam, retalhos ou enxertos, queimaduras,
embolia gasosa, entre outros. Consiste na oferta de oxigênio puro em ambiente
pressurizado.
(D) É composta por material de interface, e aplicado pressão subatmosférica para remoção
de exsudato.
a. 1-B; 2-D; 3- C; 4-A.
b. 1-A; 2-B; 3-C; 4-D.
c. 1-C; 2-B; 3- A; 4-D.
d. 1-B; 2-C; 3-D; 4-A.
e. 1-A; 2-C; 3- D; 4-B.
17- Um menino de 4 meses de idade é levado ao médico por sua mãe por causa de uma
história de 1 semana de uma protuberância indolor na virilha direita. Sua mãe diz que a
protuberância é visível apenas intermitentemente e aumenta de tamanho com a tosse. Ele
nasceu de cesariana com 32 semanas de gestação devido à ruptura prematura das
membranas. Ele não tem histórico de doença grave e não recebe medicamentos. Ele
parece bem. O crescimento e o desenvolvimento são adequados para a idade. Ele está no
percentil 50 para comprimento e peso. A temperatura é de 37,1°C, o pulso é de 130/min e a
respiração é de 40/min. O exame físico mostra uma massa inguinal direita indolor de 2 x 2
cm, redutível manualmente com pressão gradual. Assinale a alternativa que indica o passo
seguinte mais apropriado na condução desse caso.
a. Acompanhamento e indicação da cirurgia somente após 2 ano de idade.
b. Acompanhamento e indicação da cirurgia somente após 1 ano de idade.
c. Encaminhamento para um cirurgião pediátrico para realização de cirurgia eletiva.
d. Internação hospitalar para cirurgia de urgência imediata.
e. Realização de ultrassonografia da região inguinal para esclarecimento diagnóstico.
19- Paciente masculino com 45 anos de idade dá entrada no Setor de Emergência, vítima
de politrauma por acidente automobilístico. Durante o atendimento inicial foi observado que
o paciente respirava espontaneamente e com vias aéreas pérvias, edema e equimose no
quadril, instabilidade da bacia, frequência cardíaca de 120 BPM e PA = 90 x 50 mmHg;
Escore da Escala de Glasgow = 15. Considerando o caso clínico em questão, marque qual
a alternativa que contém duas etapas da avaliação primária do trauma (ABCDE), nas quais
encontramos alterações.
a. De B.
b. A e B.
C. E e A.
d. C e E.
е. B e C.
22- Mulher de 45 anos procurou atendimento médico para realizar exames de rotina, sendo
que um dos exames solicitados foi o US de abdome total que identificou colelitíase com 2
cálculos, um de 2,3 cm e outro de 3,1 cm. Demais exames da paciente não mostraram
alterações. Ao ser questionada, relatou não ter sintomas relacionados com a colelitíase.
Mesmo assintomática o médico assistente encaminhou ao cirurgião para realizar
colecistectomia. Qual das opções melhor justifica a indicação da colecistectomia nessa
paciente?
a. A idade da paciente.
b. A presença de quaisquer cálculos.
C. A quantidade de cálculos.
d. O formato do cálculos.
e. O tamanho dos cálculos.
23- Você está de plantão na emergência e é solicitado para avaliar um homem tabagista,
cardiopata, apresentando dispneia em repouso. Sat 02 em macro nebulização de 96%. No
exame físico é notado, murmúrio vesicular diminuído a direita, macicez a percussão e
redução do frêmito tóraco vocal. Qual o provável diagnóstico clínico?
a. Síndrome asmática.
b. Laringite.
c. Bronquioalveolite.
d. Derrame pleural.
e. Pneumotórax espontâneo.
24- Homem, de meia idade, dá entrada numa unidade básica de saúde referindo não
conseguir evacuar há 3 dias. Diz também ter notado emagrecimento importante nos últimos
3 meses de aproximadamente 20kg. Ao exame, o abdome estava bastante distendido, sem
sinais de irritação peritonial e no toque retal não havia fezes ou presença de gás. Foi
solicitado rotina de abdome agudo, já que na localidade não havia tomografia, e os achados
radiográficos eram: distensão de segmentos colônicos até cólon descendente, ausência de
gás no reto e intestino delgado sem alterações importantes. Qual o provável diagnóstico?
a. Tumor de cólon esquerdo.
b. Adenocarcinoma apendicular.
c. Neoplasia do cólon ascendente.
d. Síndrome de Olgivie.
e. Tumor de jejuno.
27- Paciente de 45 anos, masculino, obeso e sedentário, apresenta dor abdominal intensa
em hipocôndrio direito, sinal de Murphy, febre, náuseas e vômitos. Foi avaliado em pronto
socorro e submetido a ultrassonografia. Quais os achados ultrassonográficos que, em
conjunto, são compatíveis com a principal hipótese diagnóstica para o caso acima?
a. Cálculo biliar translúcido e espessamento da parede da vesícula.
b. Edema, enfisema e hiperemia das paredes da vesícula biliar.
c. Presença de sombra acústica e hiperemia das paredes externas da vesícula.
d. Espessamento da parede da vesícula biliar e presença de líquido no contorno.
e. Sinal da dupla parede e hiperemia das paredes externas da vesícula biliar.
28- Sr. João, 45 anos, sexo masculino, apresenta-se ao ambulatório de cirurgia geral com
queixa de protuberância na região ao nível da linha semilunar, um pouco ao lado do
músculo reto, através das aponeuroses combinadas dos músculos transversos do abdômen
e obliquo interno. O paciente queixa-se desses sinais e sintomas há cerca de 6 meses. Ele
relata que, inicialmente, percebeu uma pequena saliência que aparecia quando tossia ou
fazia esforço físico. Porém, nos últimos meses, a protuberância tem aumentado de tamanho
e se tornou dolorosa, principalmente após atividades físicas. Em relação ao caso acima,
marque a alternativa correta para o tipo de hérnia descrita.
a. Hérnia de Richter.
b. Hérnia de Spiegel.
c. Hérnia de Grynfelt.
d. Hérnia de Littré.
e. Hérnia do Obturador.
N2 2023 2 Rot 3
1- Uma mulher, de 45 anos, multipara, com IMC de 35 refere dor em cólica no hipocôndrio
direito pós prandial que se iniciou há 2 horas após comer uma feijoada. Ao exame clínico o
Sinal de Murphy está presente e a suspeita é de cólica biliar. Apresenta icterícia +/++++. O
exame de imagem a ser solicitado inicialmente é
a. colangiografia venosa.
b. tomografia computadorizada abdominal com contraste.
c. ultrassonografia do fígado, vesícula e vias biliares.
d. colangiorressonância nuclear magnética.
e. colecistograma oral em jejum.
6- Um jovem entregador de fast food, sofreu um acidente motociclístico e foi levado por
paramédicos para uma unidade de saúde terciária especializada em trauma. Ele estava
estável hemodinamicamente e respirava normalmente. A sua pontuação na Escala de
Coma de Glasgow foi igual a 15. No exame secundário da cabeça; estruturas
bucomaxilofaciais, coluna cervical e pescoço, tórax, membros e pelve não havia sinais de
fraturas. Também não havia lesões no períneo ou no reto. Todavia, o paciente instabilizou
hemodinamicamente de forma súbita e passou a referir forte dor abdominal. Qual exame
deve ser realizado nesta circunstância?
a. FAST - Focused Assessment with Sonography in Trauma.
b. Lavado peritoneal diagnóstico.
c. Punção abdominal com agulha longa.
d. Tomografia computadorizada com contraste.
e. Videolaparoscopia diagnóstica.
7- Uma paciente, de sessenta anos de idade, foi ao pronto-socorro com queixa de dor
abdominal associada à distensão abdominal difusa, vômitos e diminuição da eliminação de
flatos. Já não evacuava havia quatro dias. História patológica pregressa de hipertensão leve
controlada e amigdalectomia na infância; negava alergias.
Ao exame físico evidenciou-se:
• abdome distendido, hipertimpânico, com peristalse de luta, doloroso difusamente a
palpação profunda, mas sem sinais de peritonite;
• hérnia femoral à direita, dolorosa e não redutível.
Foi realizado:
• toque retal, com ausência de fezes em ampola retal;
• radiografias de abdome na posição em pé e deitada com sinal de empilhamento de moeda
e níveis hidroaéreos em delgado.
Com base no descrito, qual das alternativas corresponde à melhor conduta?
a. Realizar inguinotomia / reduzir a alça se não houver sofrimento ! realizar
laparotomia se houver perfuração ou necrose / corrigir o defeito herniário.
b. Realizar cateterismo nasogástrico / hidratar / iniciar nutrição parenteral total e colocar
bolsa de gelo sobre a hérnia e tentar a redução sem cirurgia.
c. Realizar laparotomia mediana xifopubiana / reduzir a hérnia / enterectomia se houver
perfuração ou necrose / corrigir o defeito herniário.
d. Realizar cateterismo nasogástrico / hidratar / iniciar nutrição parenteral total e aguardar
resolução clínica do quadro obstrutivo por até 12 horas.
e. Realizar laparotomia infraumbilical / reduzir a hérnia / enterectomia se houver perfuração
ou necrose / corrigir o defeito herniário.
8- Uma mulher, de 52 anos, chega ao consultório trazendo uma ultrassonografia que mostra
um cálculo na vesícula biliar. Ela nega dor abdominal e qualquer alteração relacionada à
alimentação. Ela tem 160 cm de altura e pesa 88 kg; O IMC é de 34 kg/m2. O exame
abdominal não mostra sensibilidade à palpação. Os estudos laboratoriais, incluindo testes
de função hepática, estão dentro dos intervalos de referência. A ultrassonografia abdominal
mostra um calculo biliar de 4,5 cm; a espessura da parede da vesícula biliar é normal. Não
há dilatação dos ductos intra-hepaticos ou extra-hepáticos. A paciente pergunta sobre as
opcões a necessidade de cirurgia para sua condição atual. Qual das alternativas a seguir é
a recomendação mais adequada para essa paciente?
a. Terapia oral de dissolução de ácidos biliares.
b. Colecistectomia eletiva.
c. Perda de peso rápida.
d. Litotripsia extracorpórea por ondas de choque.
e. Colecistectomia de emergência.
9- Uma mulher, de 57 anos, procura o médico para um exame de rotina. Ela se sente bem.
Seu histórico médico mostra diabetes mellitus tipo 2 e hiperlipidemia. Ela fez uma
hemicolectomia esquerda por câncer de cólon há 3 anos. Ela não fuma nem bebe álcool. Os
medicamentos atuais incluem metformina e sinvastatina, Ela tem …de altura e pesa 85 kg:
o IMC é de 31 kg/m2. A temperatura é de 36.6°C, o pulso é de 88/min e a pressão arterial é
de 136/89 mmHg. O exame abdominal mostra uma cicatriz bem cicatrizada no quadrante
inferior esquerdo. O abdômen está flácido e indolor, não há massas ou visceromegalias. Os
estudos laboratoriais, incluindo hemoglobina, testes de função hepática e antígeno
carcinoembrionario, estão dentro da faixa de referência. Uma tomografia computadorizada
do abdômen não mostra evidência de recorrência ou câncer de cólon metastático; há um
cálculo na vesícula biliar medindo 1 cm de diâmetro. A conduta recomendada para o caso é:
a. colecistectomia eletiva.
b. litotripsia extracorpórea por ondas de choque.
c. terapia com ácido ursodeoxicólico.
d. extração do cálculo guiada por CPRE.
e. dieta com baixo teor de gordura e exercícios regulares.
10- Um homem, de 50 anos, foi submetido a uma hernioplastia inguinal direita eletiva e teve
a pele suturada com pontos simples de nylon 4-0. No sexto dia, de pós-operatório, passou a
apresentar calor, rubor, dor e um abaulamento localizado com saída de secreção amarelada
pela ferida operatória. A conduta a ser tomada a seguir é
a. retirar um ponto para drenagem da ferida e antibioticoterapia sistêmica.
b. aplicar calor local e antibioticoterapia venosa.
c. manter todos os pontos e realizar expressão diariamente.
d. retirada de todos os pontos e antibioticoterapia tópica.
e. desbridamento da ferida operatória e aplicação de colagenase.
11- Três dias após uma colecistectomia eletiva, uma mulher, de 45 anos, é avaliada na
enfermaria devido a dor ao redor da área da incisão. A dor piora quando ela muda da
posição supina para sentada. Durante o fechamento da ferida, um dreno foi colocado no
espaço subcutâneo. A história médica não é digna de nota. Ela não toma medicamentos.
Sua temperatura é de 37,0°C, o pulso é de 88/min, a respiração é de 14/min e a pressão
arterial é de 118/80 mm Hg. O exame físico do abdome mostra uma incisão oblíqua de 7
cm, ferida com margens bem adaptadas. Há leve sensibilidade e eritema que se estende
por 1 cm ao redor do local da incisão, com inchaço mínimo, mas sem secreção. O dreno
coleta líquido seroso. O abdômen é macio, sem defesa ou rebote. sua concentração de
hemoglobina e de 13,4 g/dL, a contagem de leucócitos é de 8.400/mm3 e a velocidade de
hemossedimentação é de 20 mm/h. Qual das alternativas a seguir é o próximo passo mais
apropriado na condução do caso?
a. Cultura da secreção e inicie cefazolina intravenosa.
b. Aplicar mupirocina tópica e curativo asséptico.
c. Realizar ultrassonografia do abdome e ferida operatória.
d. Cubra a ferida com um curativo úmido e planeje a revisão cirúrgica.
e. Prescrever paracetamol e tranquilizar o paciente.
12- Um homem, de 69 anos, será submetido a uma pancreatectomia total em um mês. Ele
tem história de pancreatite crônica, diabetes mellitus, hiperlipidemia e osteoartrite grave em
ambos os joelhos. Ele não consegue subir escadas por causa de dores no joelho e só anda
dentro de casa. Ele tem dor abdominal intensa devido à pancreatite crônica, mas não relata
dor no peito, falta de ar ou tontura. Ele fumou um maço de cigarros e consumiu de 4 a 6
cervejas diariamente durante 25 anos, mas parou de fumar e de consumir álcool há 5 anos.
Os medicamentos atuais incluem insulina, metoprolol, lisinopril, rosuvastatina, ibuprofeno e
pregabalina. Sua temperatura é de 36,4°C, o pulso é de 90/min e a pressão arterial é de
136/88 mm Hg. O exame cardiopulmonar e o ECG de 12 derivações não mostram
anormalidades. Qual das alternativas a seguir é o próximo passo mais apropriado para
avaliar o risco cardíaco perioperatório desse paciente?
a. Monitoramento ambulatorial de ECG 24 horas.
b. Medição seriada de troponina e peptídeo natriurético.
c. Angiografia coronariana por tomografia computadorizada.
d. Teste de estresse cardíaco de perfusão miocárdica com adenosina.
e. Ecocardiografia sem estresse.
13- Um paciente, de 35 anos, é atendido na UPA com queixa de dor anal, associada a
abaulamento perianal direito e saída espontânea de pus achocolatado pelo orifício na pele.
Refere que já operou hemorroidas há 3 anos e que semana passada apresentou diarreia
aquosa por 24 horas. Ele apresenta queda do estado geral. O cirurgião de plantão realiza
drenagem cirúrgica com saída de abundante quantidade de pus e inicia antibioticoterapia
oral. O paciente pergunta o que causou este seu problema. A resposta a ser dada ao
paciente, quanto à etiologia do abscesso, é
a. infecção de uma das glândulas anais.
b. uso de papel higiênico.
c. cirurgia anal prévia.
d. diarreia prolongada.
e. síndrome de Fournier.
15- Um paciente, de 40 anos, foi vítima de trauma por queda numa plataforma de petróleo e
fraturou a bacia. Foi removido e levado a um hospital de trauma. Na admissão estava
acordado, orientado, com Glasgow 15 de hemodinamicamente estável, tendo recebido
Infusão endovenosa de 800 ml de Ringer. Ele negava comorbidades, inclusive diabetes
mellitus. Todavia apresentou picos de hiperglicemia no pós-operatório da cirurgia na bacia.
Na resposta endócrina e metabólica (REMIT) que se desenvolve após traumas de grande
intensidade como o deste paciente, múltiplas adaptações endócrinas ocorrem. Dentre os
mediadores abaixo, qual é o que não se eleva na REMIT de médio e grande porte?
a. Cortisol.
b. Glucagon.
c. Noradrenalina.
d. Insulina.
e. GH.
16- Um jovem, de 20 anos, refere dor abdominal inicialmente periumbilical, que depois de
algum tempo migrou para a direita, há 24 horas. Nega náuseas, vômitos ou febre, mas
perdeu completamente o apetite. Ao exame físico evidenciou-se dor à palpação profunda na
fossa ilíaca direita, sem irritação peritoneal franca. Os exames laboratoriais demonstraram
12.000 leucócitos com 4 bastões e função renal preservada. Com base no quadro clínico,
exames laboratoriais e nos achados da tomografia de abdome e pelve realizada (anexa), a
principal hipótese diagnóstica é
17- Um homem, de 25 anos, com diabetes tipo I compensado será submetido a uma
herniorrafia inguinal direita. Seu exame físico é normal, exceto pela hérnia não complicada.
O hemograma, a bioquímica e o coagulograma estão dentro da normalidade. Segundo a
Associação Americana de Anestesiologia (ASA), em qual categoria de risco pré-operatório
esse paciente se enquadra?
a. ASA I.
b. ASA V.
c. ASA III.
d. ASA IV.
e. ASA II.
18- Um homem, de 65 anos, com história recente de hematoquezia, afilamento das fezes e
tenesmo foi submetido a uma colonoscopia completa que estudou reto, cólons e parte do
íleo terminal. O laudo descrito do exame foi:
• mucosa do íleo terminal com aspecto de hiperplasia folicular linfoide;
• alguns poucos divertículos dispersos pelo cólon;
• três lesões polipoides medindo entre 3 e 5mm no colon transverso,
• lesão ulcerada e infiltrante, com bordas boceladas e fundo necrótico no reto a 11 cm da
margem anal.
Foram realizadas as 3 polipectomias e biópsias do íleo e do reto.
Os achados histopatológicos foram:
1. mucosa ileal com hiperplasia linfoide;
2. pólipos hiperplásicos no cólon;
3. adenocarcinoma moderadamente diferenciado no reto.
Considerando os achados da colonoscopia e do histopatológico, qual é a conduta cirúrgica
ideal neste caso?
a. Ressecção anterior de reto.
b. Ressecção do reto e diverticulectomias.
c. Proctocolectomia total.
d. Colectomia total e ressecção do reto.
e. Ileocolectomia parcial.
20- Um homem, de 61 anos, chega ao pronto-socorro por falta de ar e dor torácica no lado
direito há 3 dias. A dor é aguda e piora com a Inspiração profunda. Ele também teve febre e
tosse com expectoração amarela por 5 dias. Sua temperatura é de 38,1°C, o pulso é de
85/min, a respiração é de 22/min e a pressão arterial é de 132/85 mmHg. O exame físico
mostra macicez a percussão na base do pulmão direito; os sons respiratórios são
diminuídos nos lobos médio e inferior direitos. Uma radiografia de tórax mostra velamento
do ângulo costofrênico direito. O líquido pleural obtido por toracocentese diagnostica
apresenta pH de 7,1 e concentração de glicose de 55 mg/dL. Além dos antibióticos de
amplo espectro, qual das alternativas a seguir é o próximo passo mais apropriado no
tratamento?
a. Administração intrapleural de desoxirribonuclease.
b. Decorticação pleural.
c. Administração intrapleural de ativador de plasminogênio tecidual.
d. Furosemida intravenosa.
e. Drenagem pleural com dreno tubular.
21- Um homem, de 38 anos, procura o médico por causa de febre, mal-estar, tosse
produtiva e dor torácica no lado esquerdo há 2 semanas. Durante esse período, ele acordou
várias vezes com o travesseiro molhado pela manhã e não sentiu tanta fome como de
costume. Ele foi diagnosticado com infecção pelo HIV há 1 ano. Atualmente ele fica em um
abrigo para moradores de rua. Ele fuma um maço de cigarros por dia há 22 anos. Ele tem
histórico de uso de drogas ilícitas intravenosas. Ele bebe de 5 a 6 cervejas diariamente. Ele
está recebendo terapia antirretroviral combinada, mas às vezes falta doses. Sua
temperatura é de 38,6°C, o pulso é de 106/min e a pressão arterial é de 125/85 mm Hg. A
oximetria de pulso em ar ambiente mostra saturação de oxigênio de 94%. A ausculta mostra
diminuição dos sons respiratórios na base esquerda do pulmão. Há macicez à percussão na
parte inferior esquerda do tórax. Estudos laboratoriais mostram:
Hemoglobina 14 g/dL (13.5-17.5 g/dL)
Contagem de leucócitos 5.000/mm3 (4500-11,000/mmở)
Linfócitos T CD4+ 240/mm3 (>500/mm3)
Creatinina 0,9 mg/dL (0.6-1.2 mg/dL)
Y-Glutamiltransferase (GGT) 65 U/L (N = 5-50)
Aspartato aminotransferase (AST) 15 U/L (12-38 U/L)
Alanina aminotransferase (ALT) 19 U/L (10-40 U/L)
Fosfatase alcalina 40 U/L (25-100 U/L)
Lactato desidrogenase (LDH) 50 U/L (45-200 U/L)
Uma radiografia de tórax mostra derrame pleural do lado esquerdo e linfadenopatia hilar.
Você prontamente realizou uma toracocentese diagnóstica que mostrou a análise do líquido
pleural com leucocitose com predominância de linfócitos, alto teor de proteína, LDH de 500
U/L e adenosina desaminase elevada. Qual das alternativas, a seguir, é a causa mais
provável da condição deste paciente?
a. Insuficiência cardíaca congestiva.
b. Cirrose.
c. Tuberculose pulmonar.
d. Artrite reumatoide.
e. Endocardite infecciosa.
22- Um homem, de 49 anos, com hipertensão chega ao hospital devido a 4 dias de dor
torácica no lado esquerdo, tosse e febre. A dor no peito piora com a inspiração e a tosse.
Sua temperatura é de 38,5°C, o pulso é de 110/min, a respiração é de 29/min. Há macicez a
percussão na base esquerda do pulmão. Uma radiografia de tórax é mostrada.
Você é chamado para um parecer pela cirurgia. Com base no caso apresentado, o
procedimento indicado e a avaliação do líquido pleural provavelmente mostrará o seguinte
achado:
a. Drenagem pleural em selo d'água / Aumento da concentração de linfócitos.
b. Toracocentese / Diminuição da concentração de glicose.
c. Toracotomia exploradora / Diminuição da concentração de sódio.
d. Conduta conservadora / Aumento da concentração de triglicerídeos.
e. Drenagem com aspiração contínua / Aumento do pH.
23- Uma senhora, de 50 anos, assintomática e em bom estado geral, procurou seu clínico
para realizar exames de rotina, pela primeira vez na vida. Devido sua faixa etária, ele
solicitou uma ultrassonografia abdominal (USG), dentre outros exames. O laudo da USG
descreveu uma lesão única, de contornos bem definidos e hiperecóica no fígado. Ele então
solicitou uma tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve. O laudo da tomografia
descreveu uma lesão nodular hipodensa, homogênea e bem definida na fase sem contraste
(A), com realce globular periférico centrípeto após a injeção do contraste (B e C), que se
tornou mais homogênea nos cortes tardios (D), conforme a imagem abaixo.
Com base na tomografia, qual é a hipótese diagnóstica mais provável para este caso?
a. Hemangioma hepático.
b. Carcinoma hepatocelular.
c. Adenoma hepático.
d. Hamartoma hepático.
e. Hiperplasia nodular focal.
24- Um homem, de 55 anos, procura o médico devido a uma história de 2 dias de dor anal
intensa ao evacuar e sangue vivo nas fezes. Ao exame o toque retal é normal, exceto por
retornar com sangue no dedo de luva. A Manobra de Valsalva exteriorização de um botão
hemorroidário, que só se reduz com manobra digital. Com relação a esse caso, o
diagnóstico é de:
a. hemorroida interna de 1º grau.
b. hemorroida externa de 2° grau.
c. hemorroida interna de 3º grau.
d. hemorroida externa de 1° grau.
e. hemorróida interna de 2º grau.
26- Um homem, de 68 anos, com história recente de hematoquezia, afilamento das fezes e
tenesmo foi diagnosticado com um tumor de reto, do tipo adenocarcinoma pouco
diferenciado. Quais exames complementares devem ser realizados para o estadiamento
ideal?
a. Tomografia sem contraste de tórax, abdome e pelve e do reto.
b. Ressonância nuclear magnética do tórax, abdome e pelve.
c. Tomografia com contraste do tórax, abdome, pelve.
d. Radiografia de tórax, tomografia de abdome e ultrassonografia transretal.
e. Ressonância nuclear magnética do reto e tomografia computadorizada com
contraste do tórax, abdome e pelve.
28- Um paciente, de 56 anos, foi submetido a uma cirurgia trabalhosa, com 4 horas de
duração para correção de uma hérnia ventral antiga e complexa. Não houve contaminação
externa ou interna durante o procedimento e foi utilizado antibiótico profilático corretamente.
No pós-operatório imediato, ele apresenta temperatura axilar de 37,8 graus Celsius. Após
examinar o paciente e seus exames, o intensivista atribui isso a resposta endócrino
metabólica e imunológica ao trauma cirúrgico. Dentre as alternativas, quais são os
mediadores imunológicos mais provavelmente relacionadas à hipertermia do paciente?
8. IL18 e IL-4.
b. IL-7 e TGF-beta.
C. IL-10 e IL-15.
d. TNF e IL-1.
e. IL-2 e IL-3.
30- Uma mulher, de 19 anos, que trabalha como modelo de rosto sofreu um acidente
automobilístico e teve cortes regulares de 1 a 1,5 cm, comprometendo somente a derme
nas seguintes regiões:
• fronte
• pálpebra superior direita
• nariz
• queixo
Os tipos de fios de Nylon que estão disponíveis são:
•0
• 2-0
• 3-0
• 4-0
• 5-0
Correlacione o tipo de fio a ser utilizado em cada região e o intervalo de tempo para a sua
retirada, visando o melhor resultado estético.
a. 2-0 no queixo, 4-0 na fronte e 5-0 na pálpebra e nariz. Retirar em 3 dias.
b. 4-0 na fronte, nariz e queixo; 5-0 na pálpebra. Retirar com 7 dias.
c. 3-0 na fronte e nariz. 4-0 no queixo e pálpebra. Retirar com 6 dias.
d. 5-0 na fronte, nariz, queixo e pálpebra. Retirar em 5 dias.
e. 0 (zero) no queixo e fronte; 5-0 pálpebra e nariz. Retirar em 4 dias.
N2 2024 1 Rot 1
5- Homem dá entrada em UPA, trazido pelo SAMU, com relato de ter sido encontrado
desacordado em seu domicílio por sua companheira, a qual relata que no chão próximo
havia uma grande quantidade de sangue. Informa que paciente possui, como comorbidade
conhecida, cirrose hepática secundária a etilismo. À entrada paciente Glasgow 8, PA:
64x37mmHg, FC: 140 bpm, Sat 02: 87% com cateter alto fluxo, extremidades frias e
pegajosas, pulsos finos. Abdômen: globoso, algo ascitico, presença de circulação colateral
e indolor a palpação. Considerando que você é o médico plantonista, pela sala de
emergência, qual seria sua conduta no caso em questão, visando a estabilização clínica
mais eficaz ao paciente.
a. Reposição venosa hidroeletrolítica, realização de tomografia de abdômen e pelve com
contraste endovenoso, a fim de avaliar extravasamento de contraste que justifique o quadro
do paciente.
b. Transferir paciente com urgência para realizar Endoscopia Digestiva Alta, sem
necessidade de transfusão de hemoconcentrados ou reposição hídrica, visando evitar
atrasos no tratamento da patologia em questão.
c. Realizar glicemia capilar e suplementar com soro glicosado. Quadro apresentado é
decorrente de intoxicação exógena alcoólica, sendo resolvido com repouso e reposição
hídrica.
d. Transfusão de hemoconcentrados tipo O negativo, intubação orotraqueal e
passagem de balão de Sengstaken-Blakemore na sala de emergência, o qual deverá
ser retirado em 24 horas, se possível sob visão direta em exame de Endoscopia
Digestiva Alta.
e. Tipagem sanguínea, transfusão de hemoconcentrados de acordo com o tipo sanguíneo
do paciente e orientar à familiar para restringir a oferta de bebidas alcoólicas ao paciente.
Além disso, oferecer acompanhamento psiquiátrico.
7- Uma estudante de medicina do 1° período, com 20 anos de idade e com IMC de 35kg/m2
será submetida a colecistectomia videolaparoscópica. Em sua segunda consulta
pré-operatória, ela diz que fez uma busca em sites de pesquisa sobre cirurgia e questiona
você sobre "a REMIT". Você explica melhor o que é REMIT e adiciona que realizar a
cirurgia por vídeo tem por objetivo justamente diminuir o REMIT. Ela está impressionada
com a "REMIT" e quer saber mais sobre a prescrição pós-operatória.
Considerando que a prescrição pós-operatória deve estar ajustada à reação metabólica ao
trauma cirúrgico (REMIT), é correto afirmar que
a. precisamos incluir propranolol, porque a frequência cardíaca aumenta nas primeiras 48
horas.
b. precisamos incluir antiinflamatórios não hormonais por 5 dias, porque o cortisol
sanguíneo aumenta somente nas primeiras 48 horas.
c. precisamos realizar hemoglucotestes regulares, porque a REMIT pode alterar a
glicemia.
d. precisamos fazer antibiótico terapêutico, porque a febre nas primeiras 24 horas já indica
infecção.
e. devemos incluir diurético, porque a diurese retrai nas primeiras 24 horas.
8- Mulher, 63 anos, diabética, deu entrada no Hospital Terciário em capital da região
Amazônica com história de diabetes mellitus descompensada e história de uma descoberta
acidental, em exames de rotina, de colelitiase. Ao ser questionada a respeito de dor
abdominal, a paciente nega qualquer episódio, refere descoberta de colelitiase há cerca de
3 anos, porém sem qualquer sintoma associado. Aos exames realizados na unidade
apresenta os seguintes: ultrassonografia de abdome total com evidencia de polipo em
vesicula associado a imagem em sombra acústica posterior apresentando a maior imagem
com cerca de 3cm de diâmetro. Laboratoriais com hemoglobina de 11 g/dL (VR 12.0 a 16.0
g/dL), leucócitos de 7.860 uL (VR 4000 a 11000/uL), HbA1c de 8,5% (VR 4% a 6%),
fostafase alcalina de 220 U/L (VR 40 U/L a 150 U/L), gama GT de 85 U/L (5 a 27 U/L).
Refere uso irregular de metfomina e glibenclamida além de uso eventual de polivitaminicos.
Diante do quadro, a equipe de endocrinologia solicitou avaliação para colecistectomia da
equipe da cirurgia geral:
Analise as informações e identifique a alternativa que contempla a conduta mais apropriada
a ser adotada pela equipe de cirurgia:
a. O pólipo de vesícula e ausência de sintomas permitem a vigilância clínica, com
programação de colecistectomia após normalização de Hbalc.
b. A colecistectomia em pacientes acima de 60 anos torna-se restrita à quadros de
colecistite complicada ou associada à coledocolitiase.
c. O quadro assintomático associado à diabetes, pólipo de vesícula e cálculo acima
de 2 centimeros indicam colecistectomia profilática.
d. Devido ao quadro assintomático associado à pólipo de vesícula, a recomendação será
acompanhamento ambulatorial com seguimento anual.
e. Há contraindicação formal de colecistectomia visto quadro assintomático da paciente,
além de risco elevado pela idade e comorbidade.
10- Um jovem, de 32 anos, sofreu uma colisão automobilística. Ele está estável
hemodinamicamente, sem ferimentos aparentes e sem déficit neurológico, mas com dor
abdominal. A tomografia de abdome e pelve com contraste evidencia trauma intraperitoneal
de bexiga com extravasamento de contraste para a cavidade peritoneal. A equipe
corretamente indica exploração cirúrgica para reparo da lesão supracitada. Dentre as
opções abaixo, qual tipo de fio cirúrgico e agulha seriam os mais indicados para a rafia
vesical?
a. Polipropileno; agulha cortante.
b. Nylon; agulha cortante.
c. Polidioxanona; agulha cilíndrica.
d. Algodão; agulha cilíndrica.
e. Aço; agulha cilíndrica.
13- Homem, 65 anos, ex-tabagista, possui doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e
hipertensão arterial em tratamento clínico, encontra-se em programação cirúrgica para
colectomia devido a neoplasia de cólon. Em relação aos exames pré-operatórios
necessários a serem solicitados para esse paciente, assinale a alternativa correta.
a. Espirometria deveria ser solicitada mesmo se o paciente não fosse ex-tabagista e não
possuisse DPOC.
b. Dosagem de íons é dispensável, mesmo em casos de hipertensão arterial descontrolada.
c. RX de tórax é suficiente para garantir a avaliação pulmonar.
d. Devem ser solicitados eletrocardiograma, RX de tórax e espirometria.
e. Coagulograma e dosagem de ureia e creatinina são suficientes para a liberação da
cirurgia.
16- Paciente idoso, hipertenso, tabagista (um maço por dia, por 20 anos), cessou vício após
diagnóstico de aneurisma de aorta abdominal em exames de rotina, no último mês. Após
avaliação do angiologista e indicação de tratamento cirúrgico, foi encaminhado ao
anestesista. Sobre o pré-operatório, assinale a alternativa correta.
a. Apesar da carga tabágica elevada, não necessitará de exames complementares, visto
urgência cirúrgica.
b. Visto se tratar de cirurgia de grande porte, deverá ser encaminhado para exames
complementares, estudo de capacidade pulmonar e orientações pneumologista.
c. por se tratar de cirurgia abdominal, a avaliação e preparo do sistema respiratório não irá
impactar na redução do risco cirúrgico e morbimortalidade pós operatória.
d. Não há comprovação dos benefícios da fisioterapia respiratória no preparo pré-operatório
de pneumopatas, devendo esta ser indicada nos cuidados pós-operatórios imediatos.
e. A radiografia simples de tórax em duas incidências (PA e Perfil) é suficiente para
definição da capacidade pulmonar, bem como alterações sugestivas de doença pulmonar
obstrutiva crônica.
17- Uma paciente, com 60 anos de idade, diabética, encontra-se em tratamento hospitalar
de pneumonia grave, recebendo antibioticoterapia venosa, hidratação, insulina e
broncodilatadores há 3 dias. Todavia, vem evoluindo com febre e piora do quadro clínico
nas últimas 24 horas. Realizou tomografia de tórax que evidenciou um derrame pleural
volumoso e a toracocentese diagnóstica desta manhã deu saída imediata de secreção
purulenta. Diante o exposto, qual é a melhor conduta nesse momento?
a. Ampliar o espectro antimicrobiano.
b. Realizar pesquisa para tuberculose.
c. Realizar drenagem pleural em selo d'água.
d. Realizar biópsia pleural.
e. Solicitar DHL, glicose e pH do líquido pleural.
18- Mulher, 72 anos, obesa, diabética de longa data, chega ao pronto socorro relatando leve
dor em epigástrio associada a plenitude gástrica e náuseas com início após a ceia de Natal
na qual consumiu alimentos com alto teor de gorduras e bebidas alcoólica No exame físico,
a paciente relata leve desconforto à palpação profunda do epigástrio e icterícia leve. Ao
questionar a paciente sobre a icterícia, a resposta é que já estava presente há 3 dias e já
apresentou outros episódios semelhantes, alguns seguidos de febre (não aferida), com
resolução espontânea, e perda ponderal de 15% da massa corporal em 6 meses devido a
regime e atividade física. Relata não ter se preocupado com esse sinal pois já o apresentou
na infância e houve resolução espontânea após o uso de "chá de picão". Imediatamente o
plantonista informa sobre a possibilidade de colecistolitíase mas a paciente relata que já fez
colecistectomia há 3 anos. Foi submetida a ultrassonografia abdominal com achado de
distensão gasosa de alças intestinais, ausência de vesícula biliar e dilatação leve do
colédoco e ducto hepático comum.
Com base no caso clínico acima, assinale a etiologia mais provável do quadro atual, o
melhor método diagnóstico para o caso e a conduta terapêutica.
a. Hepatite alcoólica, biópsia hepática transparietal, repouso alimentar.
b. Pancreatite crônica agudizada, tomografia computadorizada de abdome superior,
repouso alimentar.
c. Coledocolitíase, CPRE (colangiopancreatografia endoscópica retrógrada),
papilotomia endoscópica.
d. Neoplasia de papila duodenal, colangiorressonância magnética, papilectomia ou
duodenopancreatectomia cefálica.
e. Pancreatite aguda, tomografia computadorizada do abdome superior, repouso alimentar.
21- Um paciente, de 40 anos, deu entrada no pronto atendimento com quadro de dor em
abdome superior, com irradiação para dorso, náuseas, vômitos e queda do estado geral há
1 dia. Apresenta ainda histórico de colelitíase sintomática. Está desidratado. Após algum
tempo, você recebe os resultados dos exames laboratoriais e vê-se elevação da amilase e
da lipase para 5 vezes o normal; sendo considerada a hipótese de pancreatite aguda. A
tomografia com contraste realizada em seguida demonstra somente colelitíase, aumento da
cabeça do pâncreas e densificação da gordura peripancreática; sem necrose ou coleções.
Marque a alternativa correta para a condução do caso.
a. Realizar CPRE e colecistectomia após 24 horas.
b. Manter em dieta zero por 12-24 h para observação; hidratação e analgesia.
c. Liberar dieta hipolipídica e iniciar antibioticoterapia.
d. Introduzir SNG e iniciar nutrição parenteral total e hidratação.
e. Iniciar nutrição enteral através da SNG e hidratação.
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AFYA
NOTA FINAL
CURSO DE MEDICINA - AFYA
Aluno:
Componente Curricular: Estágio em Atenção Ambulatorial e Hospitalar em
Clínica Cirúrgica
Professor (es):
Período: 202502 Turma: Data:
1ª QUESTÃO
Código da questão: 141956
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA Santa Inês) Homem de 65 anos, com histórico de perda ponderal não intencional,
fraqueza, alteração do hábito intestinal (alternância entre diarreia e constipação), e episódios de
hematoquezia há cerca de dois meses, procura atendimento ambulatorial. Ao exame físico,
encontra-se em bom estado geral, com discreta palidez cutaneomucosa e abdome indolor.
Exames laboratoriais revelam anemia normocítica normocrômica. Foi realizada colonoscopia, que
identificou lesão vegetante, infiltrativa e friável em sigmoide, com estenose luminal parcial.
Tomografia computadorizada de abdome com contraste demonstrou espessamento irregular da
parede do cólon sigmoide, com perda do plano gorduroso pericólico e presença de linfonodos
mesentéricos aumentados.
Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, qual é a hipótese diagnóstica mais
provável e a conduta adequada para confirmação diagnóstica?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Câncer colorretal; realizar biópsia da lesão durante a colonoscopia para confirmação histológica.
(alternativa B)
Doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa atípica); indicar colonoscopia com biópsias
múltiplas e iniciar tratamento conforme resultado histológico.
(alternativa C)
Colite isquêmica segmentar; indicar angiotomografia de abdome para avaliação vascular e
confirmação diagnóstica.
(alternativa D)
Doença diverticular complicada; solicitar colonoscopia diagnóstica com biópsia após resolução do
quadro inflamatório inicial.
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Grau de dificuldade: Fácil
Resposta comentada:
Correta: Câncer colorretal – Perda ponderal, alteração do hábito intestinal, anemia e lesão
vegetante infiltrativa com linfonodomegalia. Diretrizes NCCN/ESMO/SBCP indicam biópsia
endoscópica para confirmação histológica.
Doença diverticular complicada – Quadro não apresenta dor localizada, febre ou sinais
inflamatórios agudos; achado endoscópico incompatível.
Colite isquêmica segmentar – Lesão vegetante não é típica; colite isquêmica cursa com dor súbita
e alterações inflamatórias difusas.
Doença inflamatória intestinal (RCU atípica) – Padrão clínico e endoscópico não compatível;
ausência de inflamação difusa e lesões contínuas típicas.
Referência:
Feedback:
--
Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico diferencial
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA SANTA INÊS
[Habilidades]
Reconhecer achados sugestivos de malignidade em exames de
colonoscopia e tomografia, propondo hipóteses diagnósticas e
necessidade de confirmação histopatológica.
[Tema]
Câncer de cólon e reto (Diagnóstico clínico, laboratorial, radiológico
e Condução clínica)
2ª QUESTÃO
Código da questão: 141976
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
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Enunciado:
(AFYA - Santa Inês) Homem de 56 anos, etilista crônico, comparece ao ambulatório com queixas
de dor abdominal epigástrica recorrente, em queimação, irradiada para dorso, associada à
esteatorreia progressiva e perda ponderal de 8 kg nos últimos 4 meses. Refere melhora parcial da
dor com flexão do tronco. Nega vômitos ou icterícia.
Exames complementares:
Com base nesse quadro clínico e nos exames apresentados, qual é a conduta inicial mais
apropriada, considerando também os critérios para encaminhamento?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Iniciar enzimas pancreáticas e controle glicêmico, além de encaminhar para avaliação
especializada devido à dor e risco de complicações.
(alternativa B)
Solicitar ecoendoscopia para biópsia, iniciar antibiótico e suspender enzimas até confirmar
malignidade.
(alternativa C)
Encaminhar para cirurgia de cabeça de pâncreas devido à suspeita de neoplasia cística de alto
risco.
(alternativa D)
Repor hormônios como a insulina e manter seguimento ambulatorial com dosagem de enzimas
pancreáticas séricas a cada 3 meses.
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Resposta comentada:
Correta. O paciente apresenta quadro compatível com pancreatite crônica avançada, com
disfunção exócrina (esteatorreia, elastase fecal baixa), alterações estruturais (calcificações,
dilatação ductal) e dor crônica significativa. A conduta inicial inclui enzimas pancreáticas, controle
da glicemia e avaliação com especialista, especialmente se a dor for limitante ou houver
necessidade de procedimentos como descompressão ductal, bloqueio neural ou cirurgia.
Repor hormônios como a insulina e manter seguimento ambulatorial com dosagem de enzimas
pancreáticas séricas a cada 3 meses.
Incorreta. Embora haja necessidade de controle glicêmico, essa conduta ignora a insuficiência
pancreática exócrina grave evidenciada pela elastase fecal muito baixa. Amilase e lipase normais
não excluem disfunção exócrina, e o tratamento adequado exige reposição enzimática oral
imediata. Além disso, dosar enzimas séricas periodicamente não é útil para o acompanhamento
da pancreatite crônica avançada.
Solicitar ecoendoscopia para biópsia, iniciar antibiótico e suspender enzimas até confirmar
malignidade.
Encaminhar para cirurgia de cabeça de pâncreas devido à suspeita de neoplasia cística de alto
risco.
Incorreta. Neoplasia cística de alto risco não está descrita no laudo (não há lesão cística com
septos, nódulos ou comunicação ductal). Também não há indicação cirúrgica imediata.
Referência:
SANTOS, José de Jesus Camargo dos et al. Clínica Cirúrgica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para o manejo da pancreatite crônica. Brasília: MS, 2020.
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico e conduta
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA SANTA INÊS
[Habilidades]
Integrar dados clínico-laboratoriais em pacientes com dor
abdominal recorrente e disfunção exócrina pancreática, propondo
condutas iniciais e critérios de encaminhamento.
[Tema]
Afecções do pâncreas (Pancreatite aguda e crônica, pseudocisto,
neoplasias cís ticas, adenocarcinoma):
diagnós tico/tratamento/complicações
3ª QUESTÃO
Código da questão: 141257
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(UNINOVAFAPI) Uma paciente de 76 anos, acamada há 10 dias após cirurgia para correção de
fratura de fêmur, é avaliada durante a visita da equipe multiprofissional. Apresenta estado
nutricional comprometido, hipoalbuminemia (2,7 g/dL), incontinência urinária e escore de Braden
igual a 11. A enfermagem relata vermelhidão persistente na região sacral, sem lesão aberta. O
preceptor do internato solicita aos alunos a proposição de estratégias para evitar a progressão de
úlcera por pressão, considerando os fatores de risco e os princípios da cicatrização. Qual conduta
interdisciplinar deve ser priorizada neste caso para a prevenção da úlcera por pressão, de acordo
com os fatores de risco e evidências em cuidados cirúrgicos?
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Alternativas:
(alternativa A)
Iniciar reposição de albumina e posicionamento a cada 8 horas, com mobilização passiva diária.
(alternativa B)
Aplicar curativos com prata e iniciar antibioticoterapia oral, mesmo sem lesão aberta, para
prevenir infecção.
(alternativa C) (CORRETA)
Implementar mudanças de decúbito a cada 2 horas, associadas a cuidados com a pele, suporte
nutricional e mobilização conforme tolerância.
(alternativa D)
Realizar limpeza diária com solução antisséptica forte na região sacral para evitar erosão da pele.
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Resposta comentada:
Alternativa correta: A estratégia mais eficaz para prevenir úlcera por pressão em pacientes de
risco é a mudança frequente de decúbito (a cada 2 horas), cuidados com a integridade da pele,
mobilização ativa/passiva conforme tolerância e adequado suporte nutricional. A integração da
equipe multiprofissional (médico, enfermagem, fisioterapia e nutrição) é fundamental para prevenir
a progressão de lesão tecidual.
Distrator com curativos e antibiótico: Não há indicação de antibioticoterapia profilática sem lesão
infectada. O uso precoce de curativos com prata também é restrito a lesões contaminadas ou
infectadas.
Distrator que propõe antisséptico forte: O uso de soluções antissépticas fortes pode agredir a pele
íntegra e não previne úlceras. O foco deve ser na proteção da pele e alívio da pressão.
Referências:
AMATO, Alexandre Moraes. Procedimentos Médicos: técnica e tática. 2. ed. Rio de Janeiro:
Roca, 2016. p. 335-341. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527729949. Acesso em: ago. 2018.
MORETTI, Miguel Antônio; BAPTISTA FILHO, Mario Lúcio Alves (org.). Manual de cuidados
perioperatórios. São Paulo: Manole, 2014. p. 247-254. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520451663. Acesso em: 19 set. 2017.
Feedback:
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Filtros da questão: [Validação de autoria]
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[IES]
UNINOVAFAPI
[Habilidades]
Integrar ações multidisciplinares para prevenção de úlceras por
pressão, promovendo cuidados baseados em risco.
[Competências (Objetivos)]
Práticas, técnicas e procedimentos
[Tema]
Cicatrização
4ª QUESTÃO
Código da questão: 141863
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Qual das condutas antibióticas iniciais é mais adequada para este paciente?
Alternativas:
(alternativa A)
Ciprofloxacino como monoterapia, pois cobre a maioria das bactérias entéricas.
(alternativa B)
Amoxicilina + clavulanato via oral, pois é eficaz contra germes gram-negativos e anaeróbios e
pode ser usada ambulatorialmente.
(alternativa C)
Metronidazol como monoterapia, considerando o padrão entérico anaeróbico.
(alternativa D) (CORRETA)
Ceftriaxona IV associada a metronidazol IV, como cobertura empírica para gram-negativos
entéricos e anaeróbios.
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Resposta comentada:
Ciprofloxacino como monoterapia, pois cobre a maioria das bactérias entéricas. Incorreta.
Ciprofloxacino não cobre anaeróbios e não é indicado isoladamente.
Amoxicilina + clavulanato via oral, pois é eficaz contra germes gram-negativos e anaeróbios e
pode ser usada ambulatorialmente. Incorreta. Amoxicilina + clavulanato pode ser usada
ambulatorialmente em quadros leves, mas neste caso o paciente apresenta febre e achado
tomográfico com gás pericólico, sugerindo indicação de internação e tratamento IV.
Referências:
WEXNER, Steven D.; TOWNSEND, Courtney M.; BEAUCHAMP, R. Dan. Sabiston: tratado de
cirurgia: bases biológicas da prática cirúrgica moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022.
FEINGOLD, Daniel et al. The American Society of Colon and Rectal Surgeons Clinical Practice
Guidelines for the Treatment of Left-Sided Colonic Diverticulitis. Diseases of the Colon & Rectum,
Philadelphia, v. 63, n. 5, p. 728–747, 2020. DOI: 10.1097/DCR.0000000000001679. Disponível em:
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32282318. Acesso em: 16 ago. 2025.
BRANDT, Lawrence J.; WOLF, Barry R. Management of acute diverticulitis in adults. In:
UpToDate. WOLTERS KLUWER, 2025. Disponível em: https://www.uptodate.com. Acesso em:
16 ago. 2025.
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Cuidado em saúde
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
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[IES]
FACIMPA
[Habilidades]
Avaliar a necessidade de antibioticoterapia empírica, comparando
esquemas conforme o agente etiológico mais provável.
[Tema]
Abdome agudo inflamatório e suas complicações (apendicite,
colecistite, diverticulite)
5ª QUESTÃO
Código da questão: 141690
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
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Alternativas:
(alternativa A)
para a síntese aponeurótica, utiliza-se fio absorvível de curta duração, pois a cicatrização desse
plano tecidual ocorre de maneira rápida e segura.
(alternativa B)
para a síntese do peritônio, utiliza-se fio inabsorvível, pois esse material causa menor reação
inflamatória cicatricial e reduz a formação de aderências.
(alternativa C)
para a síntese do subcutâneo, quando indicada, utiliza-se fio inabsorvível, pois esse material
induz menor reação inflamatória local e possui maior resistência.
(alternativa D) (CORRETA)
para a síntese muscular, quando necessária, utiliza-se fio absorvível de curta duração, pois esse
plano tecidual não apresenta tensão significativa na cicatrização.
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Resposta comentada:
Para a síntese do subcutâneo, quando indicada, utiliza-se fio inabsorvível, pois esse material
induz menor reação inflamatória local e possui maior resistência. (Incorreto)
- O fechamento do tecido celular subcutâneo, por vezes, é indicado apenas para evitar espaço
morto, sem ter exatamente a função de contenção. Por isso, utilizam-se fios absorvíveis,
preferencialmente em médio espaço de tempo. O uso de fios inabsorvíveis, ainda que de
diâmetro pequeno, pode levar à formação de pequenas saliências sob a pele (nós cirúrgicos) e
causar incômodos para os pacientes.
Para a síntese muscular, quando necessária, utiliza-se fio absorvível de curta duração, pois esse
plano tecidual não apresenta tensão significativa na cicatrização. (Correto)
Para a síntese aponeurótica, utiliza-se fio absorvível de curta duração, pois a cicatrização desse
plano tecidual ocorre de maneira rápida e segura. (Incorreto)
- A aponeurose, geralmente, é um tecido espesso que tem por finalidade principal conter grupos
musculares ou estruturas articulares, estando submetido a linhas de força importantes, o que
acaba dificultando o processo cicatricial. Por isso, no fechamento aponeurótico das incisões
abdominais, para manter a união das bordas por período suficiente à sua cicatrização, devem ser
utilizados fios inabsorvíveis ou absorvíveis em longo espaço de tempo.
Para a síntese do peritônio, utiliza-se fio inabsorvível, pois esse material causa menor reação
inflamatória cicatricial e reduz a formação de aderências. (Incorreto)
Referências:
MARQUES, Ruy Garcia. Técnica operatória e cirurgia experimental. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2005.
FAGUNDES, Djalma J.; TAHA, Murched O. Técnica cirúrgica: princípios e atualizações. Barueri:
Manole, 2023. E-book. p. 238. ISBN 9788520464007. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520464007/. Acesso em: 16 ago. 2025.
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
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[IES]
UNIFIPMOC
[Habilidades]
Diferenciar fios absorvíveis e não absorvíveis, explicando suas
indicações em procedimentos cirúrgicos específicos.
[Competências (Objetivos)]
Práticas, técnicas e procedimentos
[Tema]
Tipos de fios, suturas e feridas
6ª QUESTÃO
Código da questão: 141415
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
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Alternativas:
(alternativa A)
Indicar colangiografia cirúrgica peroperatória, pois permite maior segurança diagnóstica em
pacientes com icterícia obstrutiva grave.
(alternativa B)
Indicar colangiografia transhepática percutânea, pois tem menor risco de complicações em
cálculos distais do colédoco.
(alternativa C) (CORRETA)
Indicar colangiografia por colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), pois é
simultaneamente diagnóstica e terapêutica para cálculos distais em paciente estável.
(alternativa D)
Adiar qualquer colangiografia e indicar colecistectomia eletiva, pois o quadro sugere icterícia que
se resolve espontaneamente.
Embora a colangiografia intraoperatória seja útil, não é o exame de escolha inicial em um paciente
estável com diagnóstico já estabelecido por imagem.
Além disso, não se trata de icterícia obstrutiva grave com instabilidade, nem há indicação
emergencial de cirurgia. A colangiografia cirúrgica está reservada para situações intraoperatórias
em que se detecta colédocolitíase durante colecistectomia, o que não é o caso.
Referência:
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Validação de autoria]
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[IES]
UNIGRANRIO BARRA
[Habilidades]
Comparar indicações e riscos de colangiografia endoscópica
versus cirúrgica, categorizando conforme o caso clínico.
[Competências (Objetivos)]
Conduta
[Tema]
Afecções da árvore biliar: colecistolítase, coledocolitíase, íleo biliar,
colangiocarcinoma
7ª QUESTÃO
Código da questão: 142040
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA Itabuna) Um homem de 54 anos, pedreiro, com histórico de tabagismo e DPOC leve,
procura atendimento ambulatorial relatando abaulamento intermitente na região inguinal direita há
8 meses, que aumenta ao realizar esforço físico e reduz espontaneamente em repouso. Nega dor
intensa, náuseas, vômitos ou febre. No exame físico, é possível reduzir manualmente o conteúdo
herniário, sem sinais inflamatórios locais ou encarceramento. O cirurgião assistente indica
hernioplastia eletiva.
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Alternativas:
(alternativa A)
Realizar herniorrafia convencional sem tela, uma vez que se trata de hérnia redutível e não
complicada, com risco mínimo de recidiva.
(alternativa B) (CORRETA)
Indicar correção cirúrgica com tela, pois se trata de hérnia inguinal primária em paciente adulto
com boa resposta imunológica e baixo risco de contaminação.
(alternativa C)
Postergar a cirurgia e indicar tratamento clínico, pois hérnias redutíveis e assintomáticas não
exigem abordagem cirúrgica em pacientes com comorbidades.
(alternativa D)
Evitar o uso de tela, pois o tabagismo e a DPOC aumentam o risco de infecção e complicações
relacionadas ao implante protético.
O uso de tela em hérnias inguinais primárias em adultos é o padrão ouro, inclusive em pacientes
com comorbidades controladas, pois reduz drasticamente a taxa de recidiva. A ausência de
sinais de infecção e a possibilidade de cirurgia eletiva favorecem essa abordagem.
Embora tabagismo e DPOC aumentem o risco de complicações, não contraindicam o uso de tela
quando não há infecção ativa ou contaminação.
Hérnias inguinais em adultos sintomáticos e com restrições funcionais devem ser operadas
eletivamente, mesmo se redutíveis, para evitar complicações futuras.
Referências:
Fitzgibbons, R. J. et al. Management of inguinal hernias. The New England Journal of Medicine, v.
372, n. 8, p. 756–763, 2015.
SABISTON, David C. Tratado de cirurgia: fundamentos biológicos da prática cirúrgica moderna.
21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022.
Sociedade Brasileira de Hérnia. Diretrizes para tratamento de hérnias da parede abdominal. SBH,
2021.
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico e conduta
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
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[IES]
AFYA ITABUNA
[Habilidades]
Reconhecer o papel do uso de telas na correção de hérnias,
descrevendo os fatores clínicos que influenciam essa decisão.
[Tema]
Hérnias de Parede Abdominal
8ª QUESTÃO
Código da questão: 141407
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(FASA - Vic) Um homem de 46 anos procura atendimento médico por apresentar sangramento
anal intermitente há dois meses, sempre visível no papel higiênico, associado à dor intensa
durante e após a evacuação. Relata também sensação de “corte” e prurido anal. Nega perda de
peso, alterações no hábito intestinal ou história familiar de câncer colorretal. No exame físico,
observa-se hipertonia esfincteriana e uma lesão linear dolorosa na linha média posterior do canal
anal.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Tratar como fissura anal aguda, com medidas clínicas locais.
(alternativa B)
Indicar antibiótico oral e drenagem cirúrgica precoce da fístula anal.
(alternativa C)
Iniciar tratamento tópico para hemorroidas e solicitar colonoscopia.
(alternativa D)
Prescrever anti-inflamatórios para o abscesso perianal e retorno em 7 dias.
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Resposta comentada:
Resposta correta: Tratar como fissura anal aguda, com medidas clínicas locais.
Segundo o Sabiston, fissuras anais agudas são comuns, dolorosas e associadas à hipertonia do
esfíncter. O tratamento inicial é clínico: banhos de assento, laxativos, analgésicos locais e
pomadas com nitrato ou bloqueadores de canal de cálcio. A colonoscopia só é indicada na
persistência dos sintomas ou se houver critérios de alarme.
Referência:
TOWNSEND, Courtney M. et al. Sabiston tratado de cirurgia: a base biológica da prática cirúrgica
moderna. 20. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Feedback:
--
Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico diferencial
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
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[IES]
FASA VIC
[Habilidades]
Relacionar sintomas proctológicos à necessidade de avaliação
proctológica, explicando critérios de alarme.
[Tema]
Doenças orificiais: Doença hemorroidária, fissura anal, fístula anal,
abscesso anorretal
9ª QUESTÃO
Código da questão: 141563
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Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(UNIDEP) Paciente do sexo feminino, 34 anos, sem comorbidades conhecidas, não tabagista,
apresenta um achado incidental em ultrassonografia abdominal: nódulo hepático solitário de 4 cm,
bem delimitado, localizado no lobo direito, com ecogenicidade homogênea. Não refere sintomas
clínicos significativos. Na avaliação complementar com ressonância magnética (RM), observa-se
lesão com características hipervascularizadas na fase arterial e preenchimento completo na fase
portal, sem invasão de estruturas vizinhas. Durante a consulta, ela relata o uso de
anticoncepcional oral há mais de 7 anos. Considerando as características clínicas, radiológicas e
epidemiológicas relatadas, avalie o diagnóstico mais provável para esse nódulo hepático.
Alternativas:
(alternativa A)
Metástase hepática.
(alternativa B)
Hemangioma hepático.
(alternativa C)
Carcinoma hepatocelular.
(alternativa D) (CORRETA)
Adenoma hepático.
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Resposta comentada:
Adenoma hepático.
O diagnóstico mais provável é o de adenoma hepático, que é uma neoplasia benigna do fígado
frequentemente associada ao uso de anticoncepcionais orais. O adenoma hepático é
caracterizado por um nódulo solitário bem delimitado, geralmente de ecogenicidade homogênea,
como descrito no enunciado. Na ressonância magnética, a lesão hipervascularizada na fase
arterial e o preenchimento completo na fase portal são típicos do adenoma hepático, uma vez que
o tumor tem uma alta vascularização, mas não apresenta invasão de estruturas vizinhas, como
no caso relatado.
Outras alternativas:
Hemangioma hepático: O hemangioma hepático é o tumor hepático benigno mais comum, mas
ele geralmente tem características de hipervascularização nas fases mais tardias (fase portal) e
não nas fases arteriais, o que o diferencia do adenoma hepático. A imagem descrita na
ressonância magnética, com alta vascularização na fase arterial, é mais sugestiva de adenoma.
Referências:
STREEP, M. A., & JOHNSON, E. A. (2020). Adenoma hepático: diagnóstico por imagem e
manejo clínico. Revista Brasileira de Hepatologia, 31(2), 123-130.
PETRINI, M., & BRUSCO, A. (2021). Imagens em hepatologia: diagnóstico e gestão de lesões
hepáticas benignas. J. Clin. Hepatology, 8(1), 45-51.
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico diferencial
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
UNIDEP
[Habilidades]
Descrever características clínicas e radiológicas de nódulos
hepáticos hiperplásicos, adenomas e hepatocarcinoma,
reconhecendo situações que exigem referência especializada.
[Tema]
Afecções hepáticas: diagnós tico/tratamento/complicações
(Hipertensão portal; nódulos e abscessos hepáticos)
10ª QUESTÃO
Código da questão: 141350
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
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Alternativas:
(alternativa A)
Solicitar tomografia de abdômen com contraste para confirmar o diagnóstico de hemorragia intra-
abdominal.
(alternativa B)
Retardar a cirurgia e iniciar reposição volêmica com cristaloides e transfundir concentrado de
hemácias até estabilização hemodinâmica.
(alternativa C) (CORRETA)
Encaminhar imediatamente para laparotomia exploradora sem demora para exames adicionais.
(alternativa D)
Realizar punção abdominal diagnóstica e aguardar resultado laboratorial antes de intervenção
cirúrgica.
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Resposta comentada:
Incorreta. A reposição volêmica é importante, mas não deve atrasar a cirurgia em pacientes com
sangramento ativo. O objetivo é permitir permissividade hipotensiva (pressão alvo ~90 mmHg
SBP) até o controle cirúrgico da hemorragia (SABISTON, 2022).
Alternativa: Encaminhar imediatamente para laparotomia exploradora sem demora para exames
adicionais.
Justificativa adicional:
Pacientes instáveis com trauma abdominal e FAST positivo têm indicação formal de laparotomia
emergencial (ATLS, 2022).
Referências:
ATLS (Advanced Trauma Life Support). 10ª ed. American College of Surgeons, 2022.
SABISTON, D. C. Tratado de Cirurgia: A Base Biológica da Prática Cirúrgica Moderna. 21ª ed.
Elsevier, 2022.
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico diferencial
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
UNIGRANRIO CAXIAS
[Habilidades]
Distinguir entre os componentes do exame primário e secundário,
relacionando cada etapa à estabilidade do paciente.
[Tema]
ATLS - Aspectos históricos, exame primário e secundário, fase de
cada um dos exames, aspectos intervencionistas no exame
primário e secundário
11ª QUESTÃO
Código da questão: 141590
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA - Ipatinga) Paciente masculino, 12 anos, procura a UPA com a mãe por dor abdominal há
2 dias. Relata início com cólica difusa, posteriormente localizada em fossa ilíaca direita. Refere
inapetência, náuseas, vômitos e febre (38,5 °C durante a madrugada). Sinais vitais: FC 98 bpm,
PA 110×70 mmHg, Temp 38 °C. Ao exame: corado, levemente desidratado, lúcido. Abdômen
plano, doloroso em fossa ilíaca direita, com plastrão palpável e sinal de descompressão brusca
positivo.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Apendicite aguda.
(alternativa B)
Adenite mesesentérica.
(alternativa C)
Intuscepção intestinal.
(alternativa D)
Gastroenterocolite aguda.
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Resposta comentada:
O caso descreve um paciente de 12 anos com dor abdominal inicialmente difusa, que migrou para
a fossa ilíaca direita, associada a febre, náuseas, vômitos, inapetência e presença de plastrão
palpável no exame físico, além de sinal de descompressão brusca positivo. Esse conjunto de
achados é altamente sugestivo de apendicite aguda, especialmente em idade pediátrica.
Anorexia – 1 ponto.
Total: 5 pontos, o que corresponde a risco moderado, justificando a avaliação cirúrgica imediata e
exames complementares (como hemograma, imagem abdominal, etc.).
Adenite mesentérica é uma causa comum de dor abdominal em crianças e pode mimetizar
apendicite. No entanto, geralmente está associada a um quadro viral prévio, como infecções de
vias aéreas superiores — o que não foi relatado no caso. Além disso, não costuma gerar plastrão
ou sinais de peritonite.
Gastroenterocolite aguda pode causar sintomas inespecíficos como febre, vômitos e dor
abdominal em cólica. No entanto, não apresenta dor migratória, plastrão palpável, nem sinais de
irritação peritoneal, o que afasta essa hipótese.
Conclusão:
A questão exige que o aluno reconheça um quadro clínico típico de apendicite aguda, integre os
achados ao escore de Alvarado e exclua os principais diagnósticos diferenciais com base nos
dados da história e exame físico. O objetivo é estimular o raciocínio clínico, reforçando a
importância de uma abordagem sistemática frente à dor abdominal em crianças.
Referência:
TOWNSEND, C. M. Jr. et al. Sabiston: tratado de cirurgia – a base biológica da prática cirúrgica
moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022.
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA IPATINGA
[Habilidades]
Identificar sinais clínicos de apendicite, colecistite ou diverticulite,
descrevendo suas manifestações mais comuns.
[Tema]
Abdome agudo inflamatório e suas complicações (apendicite,
colecistite, diverticulite)
12ª QUESTÃO
Código da questão: 141776
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(UNITPAC) Um homem de 38 anos, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro após colisão
frontal entre automóveis. Encontra-se consciente, agitado, com respiração ruidosa, uso de
musculatura acessória, saturação periférica de oxigênio em 88% em ar ambiente, pulso radial
fraco e tempo de enchimento capilar de 4 segundos. Apresenta fratura visível em membro inferior
esquerdo, sem sangramento ativo. A equipe inicia o protocolo de atendimento conforme as
diretrizes do ATLS. Com base nesse cenário e nos princípios do atendimento inicial ao trauma, é
correto afirmar que
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
a abordagem da via aérea e suporte ventilatório devem ser priorizados, mesmo que haja fratura
visível em outro segmento corporal.
(alternativa B)
a colocação de cânulas nasais para oxigenoterapia é suficiente, considerando a ausência de
sangramento ativo.
(alternativa C)
a fratura de membro inferior deve ser tratada inicialmente com imobilização e analgesia, como
prioridade absoluta.
(alternativa D)
o exame secundário deve ser realizado antes da reavaliação da via aérea, já que o paciente
encontra-se consciente.
Gabarito: A abordagem da via aérea e suporte ventilatório devem ser priorizados, mesmo que
haja fratura visível em outro segmento corporal.
Incorreta: O exame secundário nunca deve preceder a resolução de ameaças imediatas à vida.
Incorreta: Cânulas nasais são insuficientes para hipoxemia e trabalho respiratório aumentado.
Incorreta: Fraturas são tratadas na fase secundária, após estabilização das funções vitais.
Correta: Reflete o princípio fundamental do ATLS: salvar a vida antes de tratar lesões ortopédicas.
Referências:
Advanced Trauma Life Support (ATLS®): Suporte Avançado de Vida no Trauma. 10ª edição –
American College of Surgeons.
Feedback:
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Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
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[IES]
UNITPAC
[Habilidades]
Identificar intervenções imediatas (toracotomia, cricotomia) em
contexto de trauma grave, defendendo a escolha terapêutica.
[Competências (Objetivos)]
Práticas, técnicas e procedimentos
[Tema]
ATLS - Aspectos históricos, exame primário e secundário, fase de
cada um dos exames, aspectos intervencionistas no exame
primário e secundário
13ª QUESTÃO
Código da questão: 141562
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(UNIDEP) Um homem de 55 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica controlada e
sobrepeso, comparece à unidade de emergência relatando dor abdominal intensa no quadrante
superior direito, com irradiação para o dorso, de início há 8 horas. Ele descreve episódios prévios
de dor semelhante, porém menos intensos e de menor duração, desencadeados após refeições
gordurosas. Refere febre (38,5ºC) e náuseas, sem vômitos. Ao exame físico, apresenta-se
taquicárdico (112 bpm), com icterícia conjuntival, dor à palpação no hipocôndrio direito. O
hemograma revela leucocitose com desvio à esquerda e as enzimas hepáticas mostram
elevação de ALT (145U/L), AST (132U/L), FA (400U/L) e bilirrubinas (bilirrubina total: 4 mg/dL,
sendo 2,9 mg/dL de bilirrubina direta). A ultrassonografia abdominal evidenciou vesícula biliar
distendida, com parede com 4 mm de espessura e presença de cálculos no interior da vesícula e
colédoco dilatado (11 mm). Baseando-se no quadro clínico e nos exames complementares
apresentados, assinale a alternativa que representa o diagnóstico mais provável.
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Alternativas:
(alternativa A)
Colecistite aguda.
(alternativa B)
Pancreatite aguda.
(alternativa C) (CORRETA)
Colangite aguda.
(alternativa D)
Coledocolitíase sem colangite.
A colangite aguda é uma infecção bacteriana do sistema biliar, geralmente associada à obstrução
do ducto biliar, frequentemente causada por cálculos (como observado na ultrassonografia),
estase biliar ou alterações anatômicas. Os principais sinais clínicos incluem dor abdominal no
quadrante superior direito, febre, icterícia, taquicardia e sinais de inflamação sistêmica, como
leucocitose com desvio à esquerda. O quadro descrito no enunciado, com dor abdominal irradiada
para o dorso, febre, icterícia e aumento das enzimas hepáticas (ALT, AST, FA e bilirrubinas),
associado à presença de cálculos no colédoco dilatado, é característico de colangite aguda.
Outras alternativas:
Pancreatite aguda: A pancreatite aguda pode ser uma causa de dor abdominal e aumento das
enzimas hepáticas, mas a dor geralmente é mais difusa e a ultrassonografia não mostra cálculos
biliares ou dilatação do colédoco, o que exclui essa possibilidade.
Coledocolitíase sem colangite – Presença de cálculos no colédoco com colestase, mas sem
infecção associada. No caso, febre e leucocitose indicam processo infeccioso, configurando
colangite aguda e afastando o diagnóstico isolado de coledocolitíase.
Referência:
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico diferencial
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
UNIDEP
[Habilidades]
Relacionar achados clínicos e laboratoriais às diferentes afecções
da árvore biliar, explicando o raciocínio diagnóstico.
[Tema]
Afecções da árvore biliar: colecistolítase, coledocolitíase, íleo biliar,
colangiocarcinoma
14ª QUESTÃO
Código da questão: 141412
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Toracocentese diagnóstica no 7º-8º espaço intercostal, na linha axilar posterior ou escapular
média, com punção tangenciando a borda superior da costela inferior.
(alternativa B)
Inserção de agulha no 5º espaço intercostal anterior sem anestesia, pois a dor indica
posicionamento adequado.
(alternativa C)
Realização de punção aspirativa no espaço intercostal mais baixo possível, independentemente
da imagem.
(alternativa D)
Drenagem imediata por tubo torácico no 2º espaço intercostal anterior, devido ao risco iminente de
colapso pulmonar.
Drenagem imediata por tubo torácico no 2º EIC anterior: esse local é reservado para pneumotórax
hipertensivo. Um derrame pleural não septado não requer drenagem imediata, mas sim
toracocentese diagnóstica inicial.
Inserção de agulha no 5º EIC anterior sem anestesia: inaceitável. Realizar punção sem anestesia
é antiético, doloroso e perigoso. Além disso, o 5º EIC anterior não é o local ideal para derrames
livres.
Punção no espaço intercostal mais baixo possível: errado e arriscado. Punções abaixo do 9º EIC
aumentam o risco de perfuração de órgãos abdominais (baço, fígado, diafragma). A escolha do
espaço deve ser guiada por imagem ou anatomia, não aleatória.
Referências:
Townsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da
prática cirúrgica moderna. 2 Vol. 20ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Interpretação de exames
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Torácica
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
IESVAP
[Habilidades]
Executar técnicas assépticas e seguir princípios anatômicos,
realizando a toracocentese de forma segura.
[Tema]
Condutas intervencionistas em derrame pleural - Toracocentese
15ª QUESTÃO
Código da questão: 141630
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA Ipatinga) Homem, 62 anos, obeso, tabagista, é submetido a laparotomia exploradora após
trauma abdominal, sendo realizada enterectomia com anastomose término-terminal. No 2º dia de
pós-operatório, evolui com taquipneia (FR 26 irpm), leve dessaturação (SpO₂ 92% em ar
ambiente) e ausculta com murmúrio vesicular diminuído na base pulmonar direita, sem ruídos
adventícios.
Não apresenta febre. Hemograma sem leucocitose. Solicitada radiografia de tórax, que evidencia
aumento da trama reticular principalmente em base à direita, associada a desvio de traqueia
ipsilateral e sem imagem de broncogramas aéreos.
Considerando o quadro clínico e os achados radiológicos, qual é a conduta mais apropriada neste
momento?
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Alternativas:
(alternativa A)
Iniciar oxigenoterapia com FiO₂ elevada e realizar gasometria arterial imediata para intubação
orotraqueal.
(alternativa B) (CORRETA)
Estimular deambulação, otimizar fisioterapia respiratória e analgesia adequada, mantendo
vigilância clínica.
(alternativa C)
Indicar broncoscopia diagnóstica e aspirativa para liberação de secreções e coleta de amostras
para cultura.
(alternativa D)
Iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e solicitar tomografia de tórax para afastar pneumonia
nosocomial.
O paciente apresenta quadro clássico de atelectasia basal pós-operatória, uma das complicações
respiratórias mais comuns em grandes cirurgias abdominais, especialmente em pacientes
obesos, tabagistas e submetidos a laparotomia. O segundo dia pós-operatório é o período de pico
para atelectasias, e os achados clínicos e radiológicos corroboram esse diagnóstico:
RX de tórax com aumento da trama reticular e desvio de traqueia ipsilateral, sem broncograma
aéreo (sugestivo de colapso alveolar e não consolidação);
Conduta correta: medidas conservadoras, com deambulação precoce, incentivo respiratório e boa
analgesia. Essas intervenções restauram a expansão pulmonar e evitam progressão para
pneumonia.
A pneumonia pode surgir no pós-operatório, porém cursa com quadro infeccioso, apresentando
febre, leucocitose, secreção purulenta e achado de broncograma aéreo ao RX. Não há critérios
clínicos para iniciar antibiótico neste momento.
Oxigenoterapia com FiO₂ elevada e gasometria imediata são indicadas em casos de hipoxemia
grave ou sinais de insuficiência respiratória, o que não ocorre no caso (SpO₂ de 92% em ar
ambiente é tolerável neste contexto).
Referência:
TOWNSEND, C. M. Jr. et al. Sabiston: tratado de cirurgia – a base biológica da prática cirúrgica
moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022.
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Feedback:
--
Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Cuidado em saúde
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA IPATINGA
[Habilidades]
Aplicar condutas preventivas no pós-operatório imediato,
promovendo segurança e recuperação funcional.
[Tema]
Complicações e cuidados pós-operatórios; Infecção em cirurgia -
Hematoma - Seroma - Deiscência - Evisceração
16ª QUESTÃO
Código da questão: 141410
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Qual ação mais adequada deve ser considerada nesse momento, visando reduzir o risco de
ressangramento e melhorar a sobrevida hospitalar?
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Alternativas:
(alternativa A)
Administração de vasodilatadores esplâncnicos e transfusão liberal visando hemoglobina ≥ 13
g/dL.
(alternativa B) (CORRETA)
Uso precoce de agentes vasoativos específicos e indicação de endoscopia digestiva alta nas
primeiras 12 horas.
(alternativa C)
Lavagem gástrica seguida de cirurgia eletiva para derivação portossistêmica.
(alternativa D)
Início de inibidores de bomba de prótons em altas doses como medida prioritária, associado a
endoscopia em 48 horas.
Alternativa correta: Em pacientes com suspeita de sangramento por varizes esofágicas, o uso
precoce de agentes vasoativos — como terlipressina ou octreotida — é essencial para reduzir o
fluxo portal e controlar o sangramento. A endoscopia digestiva alta deve ser realizada o quanto
antes, idealmente nas primeiras 12 horas, após estabilização inicial, para diagnóstico e tratamento
endoscópico das varizes. Esta abordagem reduz o ressangramento e melhora a sobrevida. Já o
uso isolado de IBP, transfusão liberal ou adiamento da endoscopia não são estratégias adequadas
neste contexto.
IBPs em altas doses são indicados para sangramentos não varicosos (ex.: úlceras pépticas). O
intervalo de 48h para endoscopia é muito longo e contraindicado em sangramento agudo.
Lavagem gástrica perdeu papel atual e cirurgia de derivação portossistêmica (como TIPS) não é
de primeira linha — só indicada se falha do tratamento clínico/endoscópico.
Transfusão liberal (alvo Hb ≥ 13 g/dL) está contraindicada — pode aumentar a pressão portal e
piorar o sangramento. O alvo em sangramento varicoso é Hb entre 7-8 g/dL. Vasodilatadores
esplâncnicos (como nitratos) não são indicados nesse contexto.
Referência:
Townsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da
prática cirúrgica moderna. 2 Vol. 20ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
IESVAP
[Habilidades]
Avaliar condutas frente à hemorragia digestiva alta por varizes
esofágicas, justificando uso de vasoconstritores e endoscopia.
[Competências (Objetivos)]
Conduta
[Tema]
Afecções hepáticas: diagnós tico/tratamento/complicações
(Hipertensão portal; nódulos e abscessos hepáticos)
17ª QUESTÃO
Código da questão: 141420
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Sobre a escolha da técnica e do fio para esse fechamento cutâneo, considerando controle de
infecção, estética e biomecânica, qual conduta é mais apropriada?
Alternativas:
(alternativa A)
Realizar pontos subdérmicos absorvíveis profundos apenas, sem sutura de pele.
(alternativa B)
Fechar com sutura contínua superficial não absorvível grossa (ex.: nylon 2-0).
(alternativa C)
Usar sutura contínua intradérmica com fio absorvível (ex.: monocryl 4-0).
(alternativa D) (CORRETA)
Suturar com pontos simples interrompidos usando fio monofilamentar não absorvível fino (ex.:
nylon 3-0).
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Grau de dificuldade: Médio
Resposta comentada:
Feridas traumáticas limpas, após desbridamento e irrigação adequados, podem ser fechadas
com pontos simples interrompidos utilizando fios não absorvíveis monofilamentares finos, como o
nylon. Essa técnica permite boa aproximação, menor risco de infecção e melhor controle caso
surjam complicações.
Suturas contínuas subdérmicas devem ser evitadas em feridas com risco de contaminação, pois
dificultam a drenagem e removem a possibilidade de descontinuação seletiva.
Embora o fio não absorvível seja apropriado, o calibre 2-0 é excessivo para pele delicada como o
dorso da mão. Além disso, sutura contínua superficial não é recomendada em feridas com risco
de infecção, pois não permite retirada seletiva e aumenta o risco de inflamação e marcas
cicatriciais.
Pontos subdérmicos são úteis como complemento, mas não substituem a sutura cutânea em
feridas abertas traumáticas. Além disso, deixar a pele sem oclusão mecânica.
Referência:
Feedback:
--
Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
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revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
UNIGRANRIO BARRA
[Habilidades]
Selecionar o tipo de sutura e a técnica de fechamento, adequando-
se ao tipo e à localização da ferida.
[Competências (Objetivos)]
Práticas, técnicas e procedimentos
[Tema]
Tipos de fios, suturas e feridas
18ª QUESTÃO
Código da questão: 142032
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
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Enunciado:
(AFYA - Itabuna) Um paciente de 56 anos, etilista crônico, com diagnóstico prévio de pancreatite
aguda há 6 semanas, evolui com dor abdominal persistente, febre intermitente e perda ponderal. A
tomografia de abdome mostra coleção encapsulada de 9 cm na região pancreática, com conteúdo
líquido e áreas sugestivas de necrose. A função renal está preservada e os exames laboratoriais
mostram leucocitose com elevação de proteína C reativa.
Alternativas:
(alternativa A)
iniciar antibioticoterapia intravenosa e aguardar melhora clínica, postergando qualquer
procedimento invasivo por pelo menos mais 4 semanas.
(alternativa B) (CORRETA)
programar drenagem da coleção por via endoscópica guiada por imagem, pois há sintomas
persistentes e sinais de infecção associados à coleção encapsulada.
(alternativa C)
indicar cirurgia de Whipple, pois o tamanho da lesão e a febre sugerem neoplasia de cabeça de
pâncreas com infecção secundária.
(alternativa D)
manter conduta expectante, uma vez que a maioria das coleções pancreáticas se resolve
espontaneamente após 8 semanas.
Coleções encapsuladas com sinais de infecção e sintomas persistentes após mais de 4 semanas
de pancreatite indicam drenagem, preferencialmente por via endoscópica transgástrica guiada por
imagem, devido ao menor risco e boa eficácia.
A conduta expectante só é válida na ausência de sintomas e sinais infecciosos. Neste caso, a dor
e a febre sugerem complicação.
A cirurgia de Whipple é indicada para tumores ressecáveis de cabeça de pâncreas, e não deve
ser indicada com base apenas em imagem sugestiva de coleção.
Referências:
BANKS, Peter A. et al. Classification of acute pancreatitis - 2012: revision of the Atlanta
classification and definitions by international consensus. Gut, 62(1), p. 102–111, 2013.
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Feedback:
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Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
AFYA ITABUNA
[Habilidades]
Analisar indicações de intervenção endoscópica ou cirúrgica em
complicações da pancreatite, justificando a conduta.
[Competências (Objetivos)]
Conduta
[Tema]
Afecções do pâncreas (Pancreatite aguda e crônica, pseudocisto,
neoplasias cís ticas, adenocarcinoma):
diagnós tico/tratamento/complicações
19ª QUESTÃO
Código da questão: 141382
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(FMIT) Durante a avaliação de um paciente politraumatizado nas primeiras horas após o evento,
observam-se as seguintes alterações laboratoriais: hiperglicemia, leucocitose com neutrofilia,
hipocalemia leve e elevação do cortisol plasmático. Qual dessas opções melhor explica a
presença dessas alterações neste paciente?
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Alternativas:
(alternativa A)
Sugerem falência orgânica iminente e indicam mau prognóstico imediato, independente do tipo ou
extensão do trauma.
(alternativa B)
Representam alterações relacionadas à restrição hídrica e ao jejum prolongado, comuns em
pacientes pós-trauma.
(alternativa C) (CORRETA)
Indicam ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e resposta simpática, características da
resposta endócrino-metabólica ao trauma.
(alternativa D)
Essas alterações são compatíveis com infecção secundária, muito comum em pacientes
politraumatizados.
- Embora leucocitose com neutrofilia possa ocorrer em infecções, no contexto agudo do trauma
essas alterações refletem primariamente a ativação da resposta inflamatória e neuroendócrina —
não necessariamente uma infecção. A hiperglicemia, o aumento do cortisol e a hipocalemia leve
são todos compatíveis com a resposta ao estresse e à ativação do eixo hipotálamo-hipófise-
adrenal. Subestimar isso compromete a avaliação da gravidade. Resposta incorreta.
- Alternativa erra ao atribuir os achados à restrição alimentar ou hídrica. Embora tais fatores
possam afetar o metabolismo, o perfil apresentado (especialmente hiperglicemia e elevação de
cortisol) é típico da resposta ao estresse agudo, e não de jejum prolongado. A leucocitose com
neutrofilia e hipocalemia leve também não são alterações esperadas apenas pela restrição
alimentar. Resposta incorreta.
Referência:
Feedback:
--
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Interpretação de exames
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
FMIT
[Habilidades]
Interpretar alterações laboratoriais associadas à resposta
endócrino-metabólica ao trauma, relacionando com gravidade e
evolução clínica.
[Tema]
Resposta endócrino metabólica ao trauma
20ª QUESTÃO
Código da questão: 141418
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(UNIGRANRIO - Barra) Um homem de 54 anos é admitido com dispneia leve, mas estável, e
opacificação basal direita na radiografia. A ultrassonografia confirma derrame pleural moderado
livre. Apresenta INR 2,8, plaquetas 60.000/mm³ e sinais de púrpura difusa em membros
inferiores. Está consciente, estável hemodinamicamente e saturando 92% em ar ambiente.
Em relação à toracocentese diagnóstica neste paciente, qual conduta é mais apropriada e por
quê?
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Alternativas:
(alternativa A)
Conduta conservadora, pois derrames pleurais livres em pacientes estáveis não necessitam de
amostragem para investigação diagnóstica.
(alternativa B)
Prosseguir apenas se houver ventilação mecânica, pois ela reduz o risco de sangramento durante
toracocentese.
(alternativa C)
Prosseguir imediatamente com toracocentese sem ajuste algum, pois a estabilidade clínica
descarta risco hemorrágico significativo.
(alternativa D) (CORRETA)
Adiar o procedimento para corrigir coagulopatia e trombocitopenia, pois sangramento
descontrolado é contraindicação relativa que exige preparo prévio.
A estabilidade clínica não exclui o risco de sangramento. Um INR de 2,8 e plaquetas de 60.000
representam um estado de alto risco hemorrágico para procedimentos invasivos, mesmo que o
paciente esteja normotenso e oxigenando.
A ventilação mecânica não reduz o risco de sangramento; pelo contrário, ela pode até dificultar a
toracocentese pela alteração na mobilidade pleural e risco de lesão pulmonar em ventilação
positiva.
Todo derrame pleural de etiologia incerta, especialmente moderado ou importante, deve ser
investigado por toracocentese, exceto se houver contraindicação absoluta ou urgência
respiratória. O fato de ser um derrame “livre” não isenta da investigação, ainda mais em um
paciente com dispneia progressiva e sem causa definida.
Referência:
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Cuidado em saúde
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Torácica
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
UNIGRANRIO BARRA
[Habilidades]
Analisar possíveis complicações da toracocentese, propondo
medidas preventivas e de tratamento.
Avaliar contraindicações relativas e absolutas do procedimento,
defendendo sua aplicação ou adiamento.
[Tema]
Condutas intervencionistas em derrame pleural - Toracocentese
21ª QUESTÃO
Código da questão: 141417
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
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Alternativas:
(alternativa A)
Prosseguir com a cirurgia imediatamente para evitar progressão da hérnia, sem ajustes, pois o
risco anestésico sobrepõe o risco de infecção.
(alternativa B) (CORRETA)
Corrigir primeiro a hiperglicemia e o estado nutricional, pois diabetes mal controlado e desnutrição
aumentam o risco de deiscência e infecção de ferida operatória.
(alternativa C)
Apenas otimizar a hidratação intravenosa no dia anterior, pois não há influência significativa de
glicemia ou nutrição na cicatrização tecidual.
(alternativa D)
Iniciar antibiótico profilático prolongado por 10 dias antes da cirurgia para prevenir complicações
infecciosas sem necessidade imediata de corrigir as comorbidades.
Pacientes com diabetes mellitus descompensado apresentam maior risco de infecção de ferida
operatória, deiscência, complicações pulmonares e cardiovasculares e estado nutricional
inadequado, particularmente a deficiência proteica, que compromete a cicatrização de feridas,
resposta imune e aumenta a suscetibilidade a infecções.
Apesar de a hérnia eventualmente poder evoluir, o paciente não apresenta sinais de urgência ou
encarceramento. Em cirurgias eletivas, as comorbidades devem ser otimizadas antes da
operação para reduzir o risco de complicações graves.
O uso de antibiótico profilático prolongado é contraindicado e não substitui a correção dos fatores
predisponentes, como hiperglicemia e desnutrição. O protocolo correto é a profilaxia antibiótica de
curta duração (1 dose pré-operatória), quando indicada.
Referência:
Feedback:
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Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
UNIGRANRIO BARRA
[Habilidades]
Reconhecer fatores locais e sistêmicos, compreendendo sua
interferência na cicatrização de feridas cirúrgicas e traumáticas.
Analisar o impacto de comorbidades como diabetes e desnutrição
na cicatrização, justificando ajustes no plano terapêutico.
[Competências (Objetivos)]
Conduta
[Tema]
Cicatrização
22ª QUESTÃO
Código da questão: 141725
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA - Santa Inês) Homem, 61 anos, com dor abdominal, distensão e ausência de eliminação
de fezes e gases há 5 dias. Refere constipação crônica e uso prolongado de laxativos, com piora
nos últimos 3 meses. Ao exame: estado geral comprometido, desidratado, abdome distendido e
doloroso, sem sinais de peritonite; toque retal revela lesão vegetante circunferencial a 4 cm da
borda anal, sem fezes em ampola. TC abdominal mostra distensão colônica e espessamento do
reto médio/distal com linfonodomegalia em mesorreto. Qual é a melhor conduta neste caso?
Alternativas:
(alternativa A)
Neoadjuvância seguida de proctocolectomia parcial, com margens livres e linfadenectomia.
(alternativa B)
Proctocolectomia parcial, com linfadenectomia e sutura mecânica colorretal.
(alternativa C) (CORRETA)
Colostomia em alça.
(alternativa D)
Cirurgia de Hartmann, com linfadenectomia colônica e retal.
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Resposta comentada:
Justificativa: Envolve ressecção com anastomose imediata, o que não é indicado neste contexto:
paciente desidratado, distendido, em urgência. Anastomose nesse cenário tem alto risco de
deiscência e complicações.
Justificativa: Em câncer de reto distal com obstrução aguda, a conduta de escolha é derivação de
urgência (colostomia em alça) para descompressão do cólon. Isso estabiliza o paciente e permite
que seja submetido posteriormente ao tratamento oncológico ideal (quimiorradioterapia
neoadjuvante + ressecção com margens e linfadenectomia) em condições adequadas.
Justificativa: Embora seja o tratamento definitivo ideal para câncer de reto médio/distal
(quimiorradioterapia neoadjuvante + cirurgia), não pode ser iniciado agora porque o paciente está
com obstrução grave e precisa primeiro de descompressão intestinal.
Referência:
Cláudio. Manual de clínica cirúrgica: cirurgia geral e especialidades. 2. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2012.
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico diferencial
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
AFYA SANTA INÊS
[Habilidades]
Reconhecer achados sugestivos de malignidade em exames de
colonoscopia e tomografia, propondo hipóteses diagnósticas e
necessidade de confirmação histopatológica.
[Tema]
Câncer de cólon e reto (Diagnóstico clínico, laboratorial, radiológico
e Condução clínica)
23ª QUESTÃO
Código da questão: 141632
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA - Ipatinga) Mulher, 52 anos, com obesidade grau III (IMC 42 kg/m²) e diabetes mellitus tipo
2, comparece à consulta pré-operatória para realização de gastroplastia videolaparoscópica.
Refere uso regular de metformina 850 mg duas vezes ao dia. Exames laboratoriais e avaliação
clínica pré-operatória não apresentam alterações, função renal preservada. A cirurgia está
agendada para o dia seguinte.
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Alternativas:
(alternativa A)
Suspender a metformina apenas se houver uso de contraste iodado durante o ato anestésico-
cirúrgico.
(alternativa B) (CORRETA)
Suspender a metformina 24 horas antes da cirurgia devido ao risco de acidose lática em contexto
de jejum e estresse metabólico.
(alternativa C)
Substituir a metformina por insulina de ação rápida na véspera da cirurgia, mesmo sem
descontrole glicêmico.
(alternativa D)
Manter a metformina no dia da cirurgia para evitar hiperglicemia perioperatória e complicações
cirúrgicas.
Por isso, a suspensão da metformina 24 horas antes do dia do procedimento é uma conduta
amplamente recomendada em protocolos de segurança perioperatória.
- Apesar de ajudar no controle glicêmico, a metformina não deve ser mantida no dia de cirurgias
maiores por risco metabólico em jejum prolongado.
- A troca por insulina de ação rápida não é necessária nem segura de forma rotineira,
especialmente em pacientes compensados. Essa decisão deve ser individualizada e feita
preferencialmente com suporte endocrinológico.
Referências:
TOWNSEND, C. M. Jr. et al. Sabiston: tratado de cirurgia – a base biológica da prática cirúrgica
moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022.
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Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Cuidado em saúde
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA IPATINGA
[Habilidades]
Analisar critérios de suspensão ou manutenção de medicamentos
no pré-operatório, fundamentando-se em evidências científicas.
[Tema]
Cuidados pré-operatórios; Risco cirúrgico (ASA - Goldman)
24ª QUESTÃO
Código da questão: 141966
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA Cruzeiro do Sul) Paciente do sexo feminino, 62 anos, previamente hígida, procura
atendimento por dor abdominal leve em hipocôndrio esquerdo e perda de 5 kg nos últimos 3
meses. Nega consumo de álcool. Sem histórico de pancreatite. Exames laboratoriais mostram
amilase e lipase normais, CA 19-9 dentro dos limites da normalidade. A tomografia
computadorizada (TC) contrastada de abdome mostra lesão cística de 5,5 cm na cauda do
pâncreas, com conteúdo homogêneo hipodenso, sem calcificações, mas com espessamento
discreto da parede e septações finas internas, sem nódulos murais visíveis.
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Alternativas:
(alternativa A)
IPMN (Intraductal Papillary Mucinous Neoplasm) de ducto secundário – acompanhamento clínico-
radiológico, pois a ausência de nódulos murais permite conduta conservadora.
(alternativa B) (CORRETA)
Neoplasia mucinosa cística – indicação cirúrgica devido ao potencial maligno, especialmente em
mulheres e lesões > 4 cm.
(alternativa C)
Pseudocisto pancreático – acompanhar com exames de imagem seriados, uma vez que a
paciente está assintomática e sem histórico de pancreatite.
(alternativa D)
Cistoadenoma seroso – conduta expectante, por ser lesão benigna com baixo risco de
complicações.
Referência:
Townsend, Courtney M., Jr.; Beauchamp, R. Daniel; Evers, B. Mark; Mattox, Kenneth L. (Eds.)
Sabiston Textbook of Surgery: The Biological Basis of Modern Surgical Practice, 21.ª ed.,
Elsevier/Saunders, Philadelphia, 2021. ISBN 978‑0323640633.
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Interpretação de exames
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA CRUZEIRO DO SUL
[Habilidades]
Interpretar exames de imagem (TC, USG, RNM) em casos de
pseudocisto pancreático, diferenciando de neoplasias císticas.
[Tema]
Afecções do pâncreas (Pancreatite aguda e crônica, pseudocisto,
neoplasias cís ticas, adenocarcinoma):
diagnós tico/tratamento/complicações
25ª QUESTÃO
Código da questão: 141414
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Alternativas:
(alternativa A)
Aumento da secreção de insulina e estimulação da captação de glicose pelos tecidos periféricos.
(alternativa B)
Inibição da proteólise muscular, preservando a massa magra e reduzindo a disponibilidade de
aminoácidos.
(alternativa C)
Supressão da ação do glucagon sobre o fígado, reduzindo a glicogenólise.
(alternativa D) (CORRETA)
Estimulação da gliconeogênese hepática e redução da captação periférica de glicose.
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Resposta comentada:
Referência:
Townsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da
prática cirúrgica moderna. 2 Vol. 20ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Cuidado em saúde
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
IESVAP
[Habilidades]
Correlacionar os efeitos da resposta inflamatória sistêmica com
complicações como hiperglicemia, catabolismo e
imunossupressão.
[Tema]
Resposta endócrino metabólica ao trauma
26ª QUESTÃO
Código da questão: 141974
Tipo da questão: Múltipla Escolha
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Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA Santa Inês) Uma mulher de 54 anos, obesa (IMC 34), hipertensa e diabética tipo 2, foi
submetida a histerectomia abdominal total eletiva. No 5º dia pós-operatório, relata dor intensa em
ferida operatória, acompanhada de leve febre (T 37,9 °C) e presença de abaulamento e rubor em
região inferior da incisão.
No exame físico, observa-se ferida cirúrgica com eritema local, calor, flutuação central e saída de
secreção serossanguinolenta sob leve pressão. A paciente apresenta também dor à palpação do
local, mas está hemodinamicamente estável e sem sinais de peritonite.
Com base nesse quadro clínico, qual a conduta mais adequada em relação à antibioticoterapia e
ao manejo da dor?
Alternativas:
(alternativa A)
Utilizar anti-inflamatórios não esteroidais para controle da dor e iniciar antibioticoterapia de amplo
espectro por via intravenosa.
(alternativa B)
Administrar analgésicos opioides fortes para controle da dor e observar a evolução clínica antes
de iniciar a antibioticoterapia.
(alternativa C)
Indicar curativos locais, prescrever analgésico simples para controle da dor e iniciar
antibioticoterapia oral por período reduzido.
(alternativa D) (CORRETA)
Realizar drenagem da coleção subcutânea, instituir analgesia combinada (dipirona e opioide leve)
e iniciar antibiótico direcionado à cobertura de pele e partes moles.
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Resposta comentada:
Realizar drenagem da coleção subcutânea, instituir analgesia combinada (dipirona e opioide leve)
e iniciar antibiótico direcionado à cobertura de pele e partes moles.
Administrar analgésicos opioides fortes para controle da dor e observar a evolução clínica antes
de iniciar a antibioticoterapia.
Incorreta. Opioides fortes não são a primeira escolha em pacientes com dor localizada e
controlável. Além disso, a presença de sinais inflamatórios locais (rubor, calor, secreção) indica
infecção estabelecida, e não é adequado “aguardar” sem iniciar tratamento.
Utilizar anti-inflamatórios não esteroidais para controle da dor e iniciar antibioticoterapia de amplo
espectro por via intravenosa.
Indicar curativos locais, prescrever analgésico simples para controle da dor e iniciar
antibioticoterapia oral por período reduzido.
Incorreta. Não aborda de forma completa a infecção, nem garante analgesia efetiva, podendo
levar à piora do quadro. O tratamento deve ser terapêutico e direcionado.
Referências:
SABISTON, David C. Tratado de cirurgia: a base biológica da prática cirúrgica moderna. 21. ed.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
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Filtros da questão: [Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA SANTA INÊS
[Habilidades]
Analisar estratégias de controle de dor e antibioticoterapia no pós-
operatório, justificando as escolhas clínicas.
[Competências (Objetivos)]
Conduta
[Tema]
Complicações e cuidados pós-operatórios; Infecção em cirurgia -
Hematoma - Seroma - Deiscência - Evisceração
27ª QUESTÃO
Código da questão: 141260
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Com base no caso apresentado e nos conceitos anatômicos e clínicos das hérnias da parede
abdominal, qual é a classificação correta da hérnia descrita e qual exame complementa o
raciocínio clínico na suspeita de complicações?
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Alternativas:
(alternativa A)
Hérnia epigástrica; o exame clínico é suficiente para avaliar risco de encarceramento.
(alternativa B)
Hérnia umbilical; a classificação deve ser feita com base apenas em achado físico e medida do
anel herniário.
(alternativa C) (CORRETA)
Hérnia incisional; a tomografia é útil para avaliação do conteúdo herniado e riscos de
estrangulamento.
(alternativa D)
Hérnia periumbilical direta; a ecografia é o método padrão-ouro para diagnóstico e planejamento
cirúrgico.
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Resposta comentada:
Alternativa correta: A descrição do caso é compatível com hérnia incisional, que ocorre no sítio de
cicatriz cirúrgica prévia. A tomografia de abdome é o exame de imagem mais útil para identificar
conteúdo herniado, presença de alças, grau de compressão e sinais de estrangulamento
(espessamento parietal, realce, líquido livre ou pneumoperitônio). Além disso, auxilia no
planejamento operatório, principalmente em hérnias volumosas ou múltiplas.
Distrator que propõe hérnia epigástrica: Hérnias epigástricas ocorrem na linha média entre o
apêndice xifoide e a cicatriz umbilical, não em áreas de cicatriz cirúrgica. Não envolvem
geralmente alças intestinais e seu risco de complicação é baixo, mas a tomografia é mais precisa
que o exame físico em casos duvidosos.
Distrator que aponta hérnia inguinal direta: Não há referência a abaulamento em região inguinal.
Além disso, o caso descreve abaulamento periumbilical em cicatriz mediana, típico de hérnia
incisional. A ecografia é útil, mas não é padrão ouro para avaliação de complicações em hérnias
incisionais.
Distrator que menciona hérnia umbilical: A hérnia umbilical ocorre na linha média em pacientes
sem cirurgia prévia, enquanto hérnias em cicatrizes cirúrgicas são consideradas incisionais,
mesmo que próximas ao umbigo. A classificação exige imagem para avaliar o tamanho do defeito
e o conteúdo herniado.
Referências:
AMATO, Alexandre Moraes. Procedimentos Médicos: técnica e tática. 2. ed. Rio de Janeiro:
Roca, 2016. p. 173–179. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527729949. Acesso em: ago. 2018.
TOY, Eugene C.; LIU, Terrence H.; CAMPBELL, André R. Casos clínicos em cirurgia. 4. ed. Porto
Alegre: AMGH, 2013. p. 167–174. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580552607. Acesso em: 19 set. 2017.
ROHDE, Luiz; OSVALDT, Alessandro B. Rotinas em Cirurgia Digestiva. 3. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2018. p. 378–384. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714713. Acesso em: 20 jun. 2022.
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Interpretação de exames
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
UNINOVAFAPI
[Habilidades]
Aplicar a classificação das hérnias inguinais e incisionais,
explicando critérios clínicos e anatômicos.
[Tema]
Hérnias de Parede Abdominal
28ª QUESTÃO
Código da questão: 141403
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Com base nos dados clínicos, qual deve ser a conduta imediata?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Laparotomia exploradora de urgência, devido à presença de sinais de peritonite e instabilidade
hemodinâmica.
(alternativa B)
Alta hospitalar com prescrição de antibiótico oral, analgesia e retorno ambulatorial em 48 horas
para reavaliação clínica.
(alternativa C)
Colonoscopia com sedação e preparo intestinal para confirmação diagnóstica antes de definir
abordagem cirúrgica.
(alternativa D)
Internação para antibioticoterapia venosa, hidratação e observação clínica, com possível
drenagem percutânea se houver piora do quadro.
Colonoscopia com sedação e preparo intestinal para confirmação diagnóstica antes de definir
abordagem cirúrgica.
A colonoscopia está contraindicada na fase aguda da diverticulite complicada devido ao risco de
perfuração, além de atrasar o tratamento cirúrgico em um paciente instável.
Alta hospitalar com prescrição de antibiótico oral, analgesia e retorno ambulatorial em 48 horas
para reavaliação clínica.
Essa conduta é indicada em casos muito leves de diverticulite sem sinais sistêmicos. Neste
caso, há sinais clínicos e tomográficos de complicação grave, além de instabilidade
hemodinâmica, o que contraindica o manejo ambulatorial.
Referência:
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Diagnóstico
Diagnóstico e conduta
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
FASA VIC
[Habilidades]
Indicar o encaminhamento urgente para cirurgia, fundamentando a
conduta diante de sinais de peritonite ou instabilidade
hemodinâmica.
[Tema]
Abdome agudo inflamatório e suas complicações (apendicite,
colecistite, diverticulite)
29ª QUESTÃO
Código da questão: 141972
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
(AFYA - Santa Inês) Um homem de 68 anos, ex-tabagista (40 anos-maço), com diagnóstico de
DPOC moderado e hipertensão arterial controlada, é avaliado em consulta pré-operatória
ambulatorial para colecistectomia videolaparoscópica eletiva. Refere dispneia aos esforços
habituais, mas sem ortopneia, dor torácica ou síncope. Está em uso regular de tiotrópio e
losartana.
Ao exame físico:
Com base na avaliação clínica e nos achados complementares, qual das condutas abaixo é a
mais adequada para garantir a segurança perioperatória?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA)
Adiar o procedimento e solicitar avaliação pneumológica, devido à dispneia e saturação borderline.
(alternativa B)
Encaminhar para avaliação cardiológica com teste ergométrico, devido à idade e ao histórico de
hipertensão.
(alternativa C)
Indicar ecocardiograma e avaliação cardiológica, pois o paciente possui idade avançada e ECG
normal não exclui isquemia.
(alternativa D)
Liberar o paciente para cirurgia, pois sua condição clínica é estável e a cirurgia é de baixo risco.
Liberar o paciente para cirurgia, pois sua condição clínica é estável e a cirurgia é de baixo risco.
Incorreta. Apesar de a cirurgia ser de baixo risco cardiovascular, o paciente apresenta sinais de
possível instabilidade clínica respiratória (dispneia habitual e saturação de 91%). Isso exige
investigação adicional, especialmente em um ex-tabagista com DPOC.
Encaminhar para avaliação cardiológica com teste ergométrico, devido à idade e ao histórico de
hipertensão.
Incorreta. A avaliação cardiológica pode ser necessária em outros contextos, mas não é prioritária
aqui, pois o paciente não apresenta sintomas cardíacos ativos, nem risco cardiovascular elevado.
A principal limitação está no sistema respiratório.
Correta. O paciente apresenta doença pulmonar com potencial risco perioperatório, manifestada
por dispneia aos esforços habituais e saturação limítrofe, mesmo sem exacerbação aguda. A
avaliação pneumológica especializada pode indicar ajustes terapêuticos, reabilitação pré-
operatória ou até adiamento do procedimento, aumentando a segurança da intervenção.
Indicar ecocardiograma e avaliação cardiológica, pois o paciente possui idade avançada e ECG
normal não exclui isquemia.
Incorreta. Embora o ecocardiograma possa ser útil em outras situações, não há sinais clínicos ou
laboratoriais que apontem para disfunção cardíaca neste caso. O foco deve ser a função
pulmonar.
Referências:
GOLDMAN, Lee; AUSIELLO, Dennis. Medicina Interna. 24. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022.
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Interpretação de exames
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
USO DE IA - Este conteúdo foi criado usando ferramentas de
Inteligência Artificial (IA). Profissionais especialistas humanos
revisaram este conteúdo antes da sua publicação.
[IES]
AFYA SANTA INÊS
[Habilidades]
Identificar o encaminhamento para avaliação especializada
(cardiologia, pneumologia), promovendo segurança no ato
cirúrgico.
[Tema]
Cuidados pré-operatórios; Risco cirúrgico (ASA - Goldman)
30ª QUESTÃO
Código da questão: 141413
Tipo da questão: Múltipla Escolha
Unidade de avaliação: N2 INTERNATO
Enunciado:
Após confirmação clínica de abscesso perianal, qual conduta inicial se alinha às melhores
práticas para esse paciente?
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Alternativas:
(alternativa A)
Internação hospitalar para observação clínica e analgesia, indicando drenagem apenas após
evidência de flutuação mais pronunciada.
(alternativa B) (CORRETA)
Incisão e drenagem imediata em centro cirúrgico, associada a antibioticoterapia intravenosa de
amplo espectro.
(alternativa C)
Incisão e drenagem no pronto-atendimento sob anestesia local, associando antibioticoterapia oral
e orientando retorno em 48 h.
(alternativa D)
Antibioticoterapia endovenosa isolada durante 48 h, reservando drenagem apenas se não houver
melhora.
Incisão e drenagem no pronto-atendimento sob anestesia local, com antibiótico oral e retorno em
48 h. Inadequada: o imunossuprimido com febre e leucopenia requer drenagem em centro
cirúrgico e antibioticoterapia intravenosa. Manejo ambulatorial com antibiótico oral é insuficiente e
arriscado.
Internação para observação e analgesia, drenando apenas após flutuação pronunciada. Incorreta:
o abscesso já confirmado deve ser drenado imediatamente; aguardar flutuação adia o tratamento
e aumenta o risco de complicações, especialmente no imunossuprimido.
Referência:
Townsend, Beauchamp, Evers, Mattox KL. SABISTON: tratado de cirurgia - a base biológica da
prática cirúrgica moderna. 2 Vol. 20ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.
Feedback:
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Filtros da questão: [Competências (Objetivos)]
Cuidado em saúde
[Subáreas de Conhecimento]
Cirurgia Geral
[Validação de autoria]
SEM USO DE IA. Este conteúdo foi criado sem o uso de
ferramentas de Inteligência Artificial (IA).
[IES]
IESVAP
[Habilidades]
Reconhecer o impacto de comorbidades como imunossupressão
no manejo de doenças anorretais, sugerindo adequações à
conduta clínica.
[Tema]
Doenças orificiais: Doença hemorroidária, fissura anal, fístula anal,
abscesso anorretal
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