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Trabalho Da Cristina

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Introduçao

Quem é a pessoa idosa no Brasil? Pessoa idosa, no Brasil, é


quem tem 60 ou mais anos de vida. O número de pessoas
idosas vem aumentando de forma acelerada e, atualmente, o
País conta com mais de 30,2 milhões de idosos, o que
representa 14,6% da população (IBGE, 2018). Para o ano de
2070, estima-se que os idosos representem 35% do total de
brasileiros (IBGE, 2016). É importante destacar que,
atualmente, entre os idosos, a população que mais cresce é a
dos mais idosos, isto é, as pessoas de 80 anos e mais (IBGE,
2019).

É importante destacar que os brasileiros estão vivendo mais


tempo e que existem diferenças entre os homens e as
mulheres. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) de 2019, os homens têm uma expectativa
de vida de 73 anos; e as mulheres, de 80 anos. Existem
diferenças, também, entre as regiões. As pessoas idosas
vivem mais tempo e encontram-se em maior número no Sul e
no Sudeste. Na população idosa, as mulheres são a maioria,
fenômeno que acontece no mundo todo. No entanto, cabe
destacar que alguns estados da Região Norte do Brasil, tais
como Acre, Rondônia, Roraima e Tocantins, contam com
predominância de homens na população idosa (BRASIL,
2012).

1
O que é o processo de envelhecimento e a velhice? O
processo de envelhecimento é caracterizado por alterações
estruturais, bioquímicas, funcionais e psicológicas que
podem ocorrer no corpo humano, provocando
transformações que variam de um indivíduo a outro. É um
processo dinâmico e progressivo que, em cada organismo,
tem seu próprio ritmo, que se encontra influenciado por
fatores genéticos, condições de saúde física e mental e
condições ambientais e sociais, relacionados com o
desenvolvimento do ser humano ao longo da vida. Trata-se de
um fenômeno heterogêneo, porém natural e universal. O
maior desafio no processo de envelhecimento é não somente
viver mais, mas que seja também de forma saudável e com
qualidade de vida (MARI et al., 2016; PAPALÉO NETTO, 2017).
A velhice é considerada uma das fases da vida, assim como a
infância e a fase adulta. Além disso, a velhice deve ser
compreendida em sua totalidade e em suas múltiplas
dimensões, não só no que diz respeito às alterações
manifestadas no corpo, mas também nos aspectos sociais e
culturais, os quais também terão seu impacto (FREITAS;
QUEIROZ; SOUSA, 2010; PAPALÉO NETTO, 2017).

2
DESENVOLVIMENTO
Quais são os direitos da pessoa idosa? O grande marco
legal que busca garantir os direitos das pessoas idosas no
Brasil é o Estatuto da Pessoa Idosa, instituído pela Lei n.º
10.741, de 1º de outubro de 2003, que entrou em vigor em 1º
de janeiro de 2004. O Estatuto da Pessoa Idosa foi resultado
de diversas lutas e mobilizações iniciadas nos anos 70 do
século XX, no Brasil, e que culminaram na promulgação da
Lei n.º 8.842, de 4 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a
Política Nacional do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso
e dá outras providências, estabelecendo as bases para a
posterior elaboração da Lei n.º 10.741/2003. ART. 1º É
instituído o Estatuto da Pessoa Idosa, destinado a regular os
direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior
a 60 (sessenta) anos (BRASIL, 2003). Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm
No Brasil, conforme visto anteriormente, o Estatuto da
Pessoa Idosa define que a pessoa idosa é aquela com idade a
partir dos 60 anos, e reafirma a sua condição cidadã,
estabelecendo condições de prioridade em relação aos seus
direitos civis. Ele foi inspirado na Declaração Universal dos
Direitos Humanos (ONU, 1948), especialmente no que se
refere aos direitos fundamentais, tais como: o direito à vida, à
saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao
lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao
respeito e à convivência familiar e comunitária. O referido
estatuto também estabelece obrigações ou deveres para a
família do idoso, a comunidade e o Estado, no que se refere a
garantir direitos dos idosos. Ele previne a violência contra o
idoso, indicando o dever de comunicação, e estabelece

3
órgãos para zelar pelo cumprimento de direitos dos idosos,
que são os Conselhos do Idoso (nacional, estaduais,
municipais e distrital). O direito à vida é um direito
personalíssimo, e o Estado compromete-se a garantir a vida e
a saúde, mediante políticas sociais públicas que possibilitem
o envelhecimento com dignidade, liberdade e respeito.
Quais mudanças são esperadas no processo de
envelhecimento (senescência)? Envelhecer faz parte do
curso de vida, ou seja, é um processo natural dos seres
humanos. O processo de envelhecimento “normal” – ou a
senescência, como também é conhecido – caracteriza-se por
alterações físicas, funcionais e psicológicas que acontecem
de forma gradual e discreta no decorrer da vida de uma
pessoa (NERI, 2017; PAPALÉO NETTO, 2017).
Assim, os órgãos ou sistemas do corpo humano envelhecem
de forma diferenciada. Vários fatores podem interferir nesse
processo de envelhecer, como: alimentação, estilo de vida,
prática de atividade física, educação, fatores genéticos,
causas psicossociais, entre outros (MORAES, E.; MORAES, F.;
LIMA, 2010). Com o passar do tempo, algumas alterações
acontecem naturalmente e de forma individual nas pessoas,
podendo haver alguma alteração funcional, porém sem
interferir em relações e atividades pessoais, gerenciais e
executivas do dia a dia. Alguns sinais ou indicadores do
processo da senescência ou do envelhecimento, por
exemplo, podem ser: ter cabelos brancos, rugas, flacidez
muscular e alterações sensoriais, como alterações na
percepção do sabor e cheiro dos alimentos, mudanças na
visão e na audição (NERI, 2013). É importante reforçar que
essas alterações do processo de envelhecimento podem ser

4
minimizadas com um estilo de vida mais saudável.
O que é o envelhecimento saudável? O conceito de
envelhecimento saudável baseia-se no processo de
desenvolvimento individual, ou seja, ao longo da trajetória de
vida e na manutenção da capacidade funcional, que poderá
permitir o bem-estar geral em idades mais avançadas (OMS,
2015). A implementação de políticas e programas pode
promover um envelhecimento saudável (MASSI et al., 2018).
Algumas dicas importantes podem ser acessadas no link a
seguir: https://www.youtube.com/watch?v=nrWnNO95UmI
Com o passar dos anos, o avanço da tecnologia e a
mecanização de certos processos tomaram conta do
cotidiano, e, com isso, ocorreu redução nas atividades de
forma geral, no trabalho, em casa e no lazer (MOURÃO et al.,
2013).
O conceito de envelhecimento saudável vai além das
relações com a força física e está diretamente relacionado à
participação social do idoso, apontando para uma nova
concepção sobre a velhice, com maior engajamento social.
IMPORTANTE! Incentivar o deslocamento ativo entre pessoas
idosas: estimular, por exemplo, os deslocamentos a pé ou de
bicicleta ao sair de casa, em vez de utilizar o carro ou um
transporte público (MOURÃO et al., 2013).
E a vacinação? Quais cuidados devem ser tomados? A
vacinação é uma das melhores maneiras de prevenção de
doenças. Nessa nova era da desinformação e notícias falsas
(fake news), é importante reforçar que as vacinas são seguras
e eficazes ao combate de muitas doenças causadas por vírus
e bactérias. Elas são submetidas a testes rigorosos antes de
serem distribuídas para a população. Além disso, as possíveis

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reações são, na sua grande maioria, leves e de curta duração,
tais como dor no local da injeção e febre (BRASIL, 2014c,
2019a, 2019b). Agora, vamos conhecer as vacinas do
calendário do Plano Nacional de Imunizações do Ministério
da Saúde para as pessoas acima de 60 anos. VACINA
CONTRA A GRIPE (INFLUENZA) Deve ser tomada todos os
anos na campanha nacional de vacinação que se inicia antes
do invernoE a vacinação? Quais cuidados devem ser
tomados? A vacinação é uma das melhores maneiras de
prevenção de doenças. Nessa nova era da desinformação e
notícias falsas (fake news), é importante reforçar que as
vacinas são seguras e eficazes ao combate de muitas
doenças causadas por vírus e bactérias. Elas são submetidas
a testes rigorosos antes de serem distribuídas para a
população. Além disso, as possíveis reações são, na sua
grande maioria, leves e de curta duração, tais como dor no
local da injeção e febre (BRASIL, 2014c, 2019a, 2019b). Agora,
vamos conhecer as vacinas do calendário do Plano Nacional
de Imunizações do Ministério da Saúde para as pessoas
acima de 60 anos. VACINA CONTRA A GRIPE (INFLUENZA)
Deve ser tomada todos os anos na campanha nacional de
vacinação que se inicia antes do inverno
VACINA CONTRA DIFTERIA E TÉTANO (DUPLA ADULTO) As
pessoas que nunca foram vacinadas, ou as que não têm
como comprovar a vacinação, devem tomar três doses no
esquema 0-2-4 meses. E aquelas pessoas que têm o
esquema das três doses comprovadas? Devem receber uma
dose de reforço a cada dez anos. O tétano é uma doença
grave e letal. Em torno de quatro em cada dez pessoas que
contraem a doença morrem. A transmissão ocorre pelo

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ferimento com pregos, latas velhas, cacos de vidros, arame
ou mesmo com objetos que parecem limpos, como agulha,
tesoura ou espinho de planta.
VACINA CONTRA HEPATITE B As pessoas que nunca foram
vacinadas, ou as que não têm como comprovar a vacinação,
devem tomar três doses, no esquema 0-1-6 meses. Não é
necessária dose de reforço.
VACINA CONTRA FEBRE AMARELA A febre amarela tornou-
se uma doença de grande repercussão nacional devido à
epidemia ocorrida em 2017 e 2018 na Região Sudeste. A
vacinação é recomendada para pessoas que residem em
áreas onde há evidência de circulação do vírus da febre
amarela ou para viajantes que vão se deslocar para essas
localidades. Além dessa recomendação, a pessoa idosa, em
especial, deve passar por avaliação médica para que seja
autorizada ou não a tomada dessa vacina. Isso porque a
vacina é produzida com o vírus vivo enfraquecido que, em
casos raros, pode causar a própria doença.
A dose é única, e o efeito protetor para toda a vida ocorre em
torno de dez dias após a aplicação.
VACINA CONTRA SARAMPO, RUBÉOLA E CAXUMBA
(TRÍPLICE VIRAL) Em 2019, o Brasil passou por um surto de
sarampo, devido à baixa imunização dos brasileiros, que
deixaram de se vacinar e vacinar seus filhos nos últimos
anos. Os idosos não estão no grupo prioritário de imunização,
porém há necessidade de consultar um médico para melhor
avaliação de sua situação vacinal. No entanto, a vacina é
indicada para pessoas acima dos 60 anos que tenham
contato com um caso de sarampo, nunca tiveram a doença e
não sabem se foram vacinados no tempo recomendado.

7
VACINA CONTRA PNEUMONIA (PN 23) A vacina contra
pneumonia (Pn 23) está indicada para pessoas com 60 anos
ou mais em condições clínicas especiais (exemplos: doenças
neurológicas crônicas incapacitantes, diabetes e
pneumopatias crônicas), que estejam hospitalizadas ou que
residam em instituição de longa permanência. É
administrada uma dose, sendo necessária a revacinação uma
única vez, cinco anos após a dose inicial. As vacinas salvam
de dois a três milhões de pessoas por ano no mundo.
Programa Nacional de Imunizações (PNI) – Calendário
Normativo 2020:
https://www.saude.gov.br/images/pdf/2020/marco/04/Instru-
---o-NormativaCalend--rio-Vacinal-2020.pdf
Tipos de doenças que acometem na velhice
Alterações respiratórias
Alterações nos órgãos dos sentidos
Alterações na pele
Alterações no sono
Incontinências urinárias e intestinais
Alterações cognitivas.
O que é necessário saber sobre maus-tratos/ violência?
Passar por momentos positivos ou negativos depende, em
parte, do nosso olhar sobre a vida, mas, também, depende
fortemente do ambiente físico e social em que vivemos
(MINAYO, 2016). Quando as pessoas que fazem parte de
nossa vida têm os conhecimentos, as competências e as
condições necessárias para nos ajudar, mas não nos ajudam
adequadamente, podem acontecer situações de exposição a
riscos ou de maus-tratos
QUANDO EXISTE UMA SITUAÇÃO DE MAUS-TRATOS?

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Estatuto da Pessoa Idosa O Estatuto da Pessoa Idosa
estabelece que, caso seja uma pessoa idosa incapacitada,
tem o direito de receber ajuda para realizar atividades
essenciais da vida cotidiana. Essa assistência deve ser
fornecida por familiares, por membros da comunidade e por
profissionais que representam o Poder Público (BRASIL,
2003). Quando não recebe o apoio de que necessita ou o
recebe de forma inadequada, encontra-se em uma situação
de maus-tratos. Segundo a Organização Mundial da Saúde
(2002), os maus-tratos podem ser definidos como “ato único
ou repetido, ou ainda, ausência de ação apropriada que
cause danos, sofrimento ou angústia e que ocorra dentro de
um relacionamento de confiança” (OMS, 2002). Os maus-
tratos ocorrem com muita facilidade quando outras pessoas
acreditam que existem situações nas quais podem ignorar
suas necessidades, ou quando acreditam que o uso da
violência (verbal ou física) é aceitável (STRAUS, 2010). As
formas de maus-tratos (Quadro 2) incluem: negligência,
abandono, abuso patrimonial ou financeiro, abuso
psicológico, abuso físico, abuso sexual e autonegligência
(LOPES et al., 2018; MINAYO, 2016; PINTO; BARHAM;
ALBERQUERQUE, 2013).
Entre os tipos de maus-tratos descritos anteriormente, a
negligência é o problema mais frequente enfrentado por
pessoas idosas (BRASIL, 2013), ocorrendo tanto de forma
intencional quanto de forma não intencional. Identificar
situações em que possa estar sofrendo negligência ou outros
tipos de maus- -tratos é algo que exige cautela, para não ser
injusto com outra pessoa. No entanto, caso tenha a certeza
de que está tendo esse problema, deve-se alertar alguém de

9
confiança ou um profissional que possa ajudar.
Além disso, é importante lembrar que uma pessoa que
pratica maus-tratos pode estar se sentindo mal ou
sobrecarregada e, embora essa atitude não se justifique, é
importante saber que ela pode estar precisando de apoio ou
de ajuda também. Portanto, é preciso entender o motivo que
leva outras pessoas a agirem dessa forma. É necessário dizer,
para essas pessoas, suas dificuldades e explicar do que
precisa, ouvindo a resposta delas. Na impossibilidade de
falar com essas pessoas, deve-se tentar dividir essa
informação com alguém de confiança. Conversar sobre
dificuldades requer que você e as pessoas em volta
entendam os limites e as necessidades de cada um dos
envolvidos, para pensar em mudanças dentro de nosso
alcance. Na maioria dos casos, quando essas informações
são levadas em conta, é possível manter relacionamentos
saudáveis entre os membros da família.
O QUE POSSO FAZER DIANTE DE SITUAÇÕES DE
VIOLÊNCIA? Caso você, ou outra pessoa que conhece, esteja
passando por maus-tratos e não consiga resolver a situação,
e caso não haja outra pessoa de confiança que possa ajudar,
você pode buscar ajuda de profissionais, oferecidos via
serviços públicos. Para registrar sua necessidade, é preciso
que um profissional de saúde preencha uma Ficha de
Notificação Individual de Violência Interpessoal. O modelo
dessa ficha está disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/ficha_notificacao_viol
encia_domestica.pdf
Como explicado anteriormente, a referida ficha não é uma
denúncia, e sim uma forma de registrar informações sobre

10
situações de violências. As informações ajudam os
profissionais a acolher você e a começar a trabalhar no seu
caso. Um profissional da área de saúde vai ajudá-lo(a) a
encontrar pessoas e recursos para resolver os problemas que
estão acontecendo. As orientações das organizações são:
Conversar sobre dificuldades requer que você e as pessoas à
sua volta entendam os limites e as necessidades de cada um
dos envolvidos, para pensar em mudanças dentro do alcance
de todos. Na maioria dos casos, quando essas informações
são levadas em conta, é possível manter relacionamentos
saudáveis entre os membros da família.
Como garantir a segurança? Pensar em nossa segurança é
muito importante, tanto se moramos sozinhos quanto se
moramos acompanhados, e envolve tanto a nossa segurança
física quanto a segurança emocional e financeira. É
importante que conversemos sobre isso com alguma pessoa
de confiança, podendo ser uma pessoa da família, um amigo
ou algum profissional da saúde ou da assistência social.
SEGURANÇA FÍSICA E EMOCIONAL A nossa segurança física
e emocional também depende do comportamento de outras
pessoas, tanto de estranhos quanto de pessoas conhecidas
ou próximas (exemplos: familiares, cuidadores, profissionais
de saúde e vizinhos), que podem vir a nos causar algum tipo
de dor, desconforto ou mal-estar por meio de maus-tratos.
Nesses casos, e, principalmente, no caso de não conseguir
se comunicar ou de ter dificuldades para fazer isso, a pessoa
vítima de violência pode (NATIONAL INSTITUTE OF AGING,
[2019b]):
• Sentir-se deprimido ou confuso.
• Perder peso sem motivo.

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• Exibir sinais de trauma, como balançar para frente e para
trás.
• Ter atos agitados ou violentos.
• Isolar-se.
• Deixar de participar de atividades de que gosta.
• Ter hematomas, queimaduras ou cicatrizes inexplicáveis.
• Ter aparência descuidada, como cabelo sujo ou roupas
sujas.
• Desenvolver lesões por pressão ou outras condições
evitáveis.
Quaisquer tipos de abuso, violência física ou negligência,
como esses, são inaceitáveis e podem constituir crime.
SEGURANÇA FINANCEIRA Com o passar dos anos, pode ser
que tenhamos dificuldades em lidar com as próprias finanças
ou com dinheiro, como:
• Dificuldades para contar, enxergar ou reconhecer o
dinheiro.
• Não conseguir mais fazer compras por dificuldade de
acesso a locais como supermercado e farmácias.
• Ter falta de energia e interesse em gerenciar as finanças.
• Estar acidentalmente perdendo dinheiro, gastando-o em
excesso ou mesmo não lembrando onde guardou ou como o
usou.
• Sentir-se forçado a dar, emprestar ou ceder recursos
financeiros ou patrimoniais sem a sua vontade.
Nesses casos, é importante que isso seja conversado com
alguém de confiança para que você possa sentir-se e estar
seguro em relação às suas finanças. Podemos buscar ajuda
de alguém para gerenciar boletos, compras, dinheiro em si ou
contas em banco. Em alguns casos, simples mudanças no

12
arranjo ou na organização do seu dinheiro podem ajudar a
continuar a gerenciar as próprias finanças de forma
independente. Se não temos alguém em quem confiar,
podemos também pedir ajuda ao Conselho do Idoso,
Ministério Público ou a um profissional de saúde.
Em alguns casos, pode acontecer de outras pessoas tirarem
proveito das nossas dificuldades de forma a fazer uso de
nosso dinheiro sem o nosso consentimento ou de forma
abusiva contra a nossa vontade. Essas pessoas podem ser
próximas ou distantes do nosso convívio. Como dito antes,
isso também é inaceitável e pode constituir crime.
IMPORTANTE! Para a manutenção da sua segurança, ou se
você suspeita de que esteja sofrendo algum tipo de violência
física, psicológica, sexual, de negligência, patrimonial ou
outras, tenha sempre, de fácil acesso, os telefones de um
familiar, do Disque-Denúncia do Ministério da Mulher, Família
e Direitos Humanos (Disque-100), de alguém de confiança,
do Conselho do Idoso, da polícia, da sua Unidade Básica de
Saúde ou do Ministério Público. Esses órgãos públicos têm
uma ficha de notificação que é preenchida pelo profissional a
partir da suspeita ou do caso confirmado de violência. As
denúncias podem ser feitas de maneira completamente
anônima.
SAIBA MAIS! A denúncia anônima pode ser realizada por
qualquer pessoa no Disque-Denúncia, nas delegacias do
idoso, no Disque-100, nas delegacias em geral. A notificação
compulsória da violência contra a pessoa idosa é obrigatória
para os profissionais de saúde ou responsáveis por serviços
de saúde. É um direito seu estar e sentir-se seguro e bem
cuidado onde quer que você resida ou em quaisquer locais

13
que você frequente.
Quais profissionais podem estar relacionados aos
cuidados com a pessoa idosa?
Para a pessoa idosa que necessita de cuidados, é
imprescindível a atuação não apenas do cuidador, mas de
outros profissionais que possam contribuir para a melhoria
da qualidade de vida e da saúde. A figura a seguir (Figura 12)
mostra alguns dos possíveis profissionais que podem atuar
no cuidado com a pessoa idosa. No centro, estão não apenas
o idoso, mas também o cuidador e a família, pois a oferta dos
serviços em rede ocorre por meio da colaboração mútua de
todos os envolvidos nesse processo. Figura 12 – Exemplo de
profissionais que se relacionam com o cuidador da pessoa
idosa

O que é rede de apoio social? Ao longo da vida, as pessoas


se relacionam umas com as outras e, como resultado desses
relacionamentos, são formadas famílias, comunidades,
redes e grupos sociais em geral. Nesse contexto, pode-se
14
entender a rede de apoio social como o conjunto de
relacionamentos que cada pessoa mantém, ou seja, um
conjunto de pessoas, grupos ou instituições ligadas por
diferentes tipos de relações sociais (GOTTLIEB; BERGEN,
2010). A principal função de uma rede social é promover a
troca de apoio (ajuda) entre seus membros e, desse modo,
disponibilizar recursos para o enfrentamento de situações
adversas (BOWLING, 1997; COHEN; WILLS, 1985; O’REILLY,
1988; GOTTLIEB; BERGEN, 2010). Os principais tipos de apoio
são: emocional (demonstrações de amor, carinho e
compreensão); afetivo (demonstrações físicas de afeto,
como abraços, beijos, e estar sempre por perto); informativo
(esclarecimentos sobre questões cotidianas); e material ou
instrumental (ajuda com as atividades domésticas, com o
cuidado pessoal, ajuda financeira ou por meio de recursos
materiais diversos) (BOWLING, 1997). No que diz respeito à
saúde das pessoas, vários estudos têm demonstrado que
manter uma rede social em que há troca satisfatória de apoio
é tão importante para a saúde quanto realizar atividade física
regularmente e manter uma alimentação saudável (BRITO et
al., 2017, 2018; ELLWARDT et al., 2015; TAJVAR et al., 2013).
Por ser uma ferramenta de suporte cada vez mais importante,
é indispensável que cuidadores estabeleçam redes com
familiares, amigos, instituições de saúde e de assistência
social para atender às demandas de cuidado das pessoas
idosas (WU; SHENG, 2019). A rede de apoio social é o
conjunto de pessoas, grupos ou instituições com os quais
estabelecemos relações de ajuda.
O que é a rede de apoio social formal? A rede de apoio
formal é constituída por grupos formais de apoio social,

15
como instituições de saúde, de assistência social, defensoria
pública e Ministério Público, que são responsáveis por
fornecer, principalmente, apoio material ou instrumental na
forma de cuidados de saúde, proteção social básica e
especializada, além de acesso à Justiça e garantia de
direitos. Os cuidadores devem conhecer os serviços de
saúde e de assistência social, como as Unidades Básicas de
Saúde (UBS), os Centros de Referência de Assistência Social
(Cras) e os Centros de Referência Especializados de
Assistência Social (Creas), por exemplo, existentes na
comunidade onde moram, a fim de incluírem esses serviços
em suas redes de apoio (BRASIL, 2020).
Assim, é importante que você crie sua própria agenda sobre
os serviços presentes próximos à sua residência, como o
exemplo a seguir:
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é o benefício
mensal de um salário mínimo garantido por lei a pessoas com
65 anos ou mais, ou a pessoas com deficiência, que
comprovem não ter meios de prover seu sustento ou de tê-lo
provido por sua família.
Exemplos de iniciativas desses serviços que estimulam a
formação e a manutenção de redes de apoio social são os
centros-dia, grupos e centros de convivência (BRASIL, 2020;
MOURA; SOUZA, 2015; SÃO PAULO, 2014).

16
No caso de cuidadores de pessoas com transtornos
neurocognitivos, por exemplo, contamos com a Associação
Brasileira de Alzheimer (Abraz), que tem como objetivo
oferecer apoio social, emocional e informativo a familiares de
pessoas com a doença, além de promover atividades de
estimulação cognitiva e social para pessoas com doença de
Alzheimer, produzir e difundir conhecimento sobre a doença
e promover ações em benefício dos pacientes e cuidadores.
(ABRAZ, ©2019).
Procure a Secretaria de Saúde e/ou a Secretaria de
Assistência Social de seu município para obter mais
informações sobre grupos diversos de apoio a cuidadores.
Para saber mais sobre a Abraz, acesse o site:
http://abraz.org.br
A rede de apoio formal ao cuidador também pode incluir
grupos de ajuda mútua, nos quais é dada oportunidade aos

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cuidadores para partilharem experiências e conhecimentos,
o que contribui para aliviar a sobrecarga do cuidado e
melhorar a qualidade de vida e a satisfação com a tarefa de
cuidar (RIBEIRO et al., 2017; CHIEN et al., 2011). Atualmente,
além do apoio presencial, profissionais e instituições que
compõem a rede de apoio formal têm oferecido ajuda remota
aos cuidadores (por telefone ou pela internet), o que pode ser
positivo quando a distância geográfica é uma barreira ou em
situações em que os cuidadores têm dificuldade para sair de
casa (BOOTS et al., 2014; LINS et al., 2014). A rede de apoio
formal pode aliviar a sobrecarga do cuidado e melhorar a
qualidade de vida do idoso e de seu cuidador.
O que é a rede de apoio social informal? A rede de apoio
informal é constituída por familiares, amigos e vizinhos,
sendo o tipo de rede de apoio mais comum em nosso país.
Com o envelhecimento e, consequentemente, com o declínio
das condições físicas e psicológicas, as redes de apoio
informal tendem a se reorganizar estrategicamente, focando
em relacionamentos próximos que possam fornecer mais
apoio frente às demandas características dessa fase da vida
(LI; ZHANG, 2015). A rede de apoio informal é uma
importante provedora de ajuda para prestação de cuidados
pessoais e para realização de tarefas domésticas, o que
pode diminuir a sobrecarga do cuidador e melhorar a
qualidade do cuidado prestado. Além disso, os efeitos
benéficos da rede de apoio informal na saúde têm sido
atribuídos, especialmente, à oferta de apoio emocional, uma
vez que o bem-estar psicológico, resultante da troca desse
tipo de apoio, está diretamente relacionado à melhor saúde
física e mental (SHIBA; KONDO, N.; KONDO, K., 2016)

18
Assim, a manutenção de relacionamentos informais (com
familiares, amigos e vizinhos) é muito importante para o
cuidador, não só pela possibilidade de acessar recursos que
podem auxiliar no cuidado, mas também porque é na rede de
apoio informal que o cuidador, em especial o cuidador
familiar, poderá encontrar o suporte emocional e afetivo
necessário para o enfrentamento das dificuldades diárias. O
estabelecimento de vínculos com amigos e vizinhos é
extremamente importante, a fim de expandir as
possibilidades de troca de apoio para além dos familiares. Os
amigos têm o potencial de ser fonte de apoio para pessoas
idosas e cuidadores, especialmente para aqueles que
residem sozinhos, cujos familiares moram longe ou não estão
disponíveis devido ao trabalho fora de casa, por exemplo, ou
ainda quando os vínculos familiares estão rompidos devido a
situações de violência ou pelo óbito de familiares (MAIR,
2019). Além disso, com o avanço tecnológico e a
disponibilidade cada vez maior de recursos de informática, a
utilização de mídias sociais pode oportunizar a criação e a
manutenção de rede de apoio social informal. Tais mídias
podem favorecer a troca de informações e de apoio
emocional entre cuidadores que vivenciam situações
similares, além de facilitarem o acesso a informações
especializadas em saúde (GAGE-BOUCHARD et al., 2017).
A rede de apoio informal é uma importante provedora de
apoio emocional e ajuda na prestação de cuidados pessoais
e na realização de tarefas domésticas.

Conclusão:

19
A saúde do idoso é um tema de extrema relevância diante do
envelhecimento acelerado da população. Garantir qualidade
de vida na terceira idade vai muito além do tratamento de
doenças: envolve a promoção da autonomia, o acesso a
serviços de saúde humanizados, a prevenção de
enfermidades e o fortalecimento dos vínculos sociais e
familiares. Políticas públicas eficazes, aliadas a uma
abordagem multidisciplinar, são fundamentais para atender
às necessidades físicas, emocionais e sociais dessa parcela
da população. Portanto, investir na saúde do idoso é investir
em dignidade, respeito e no bem-estar coletivo.

REFERENCIAS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_cuidados_
pessoa_idosa.pdf

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SUMARIO:
INTRODUÇAO

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