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Garcia Rela

O relatório detalha a visita técnica ao Projeto Mineiro Tchitengo Mining, realizada por estudantes de Geologia da Universidade Lueji A’Nkonde, onde foram observadas atividades de sondagem e análise de amostras em um contexto prático de mineração. O projeto abrange 1.022 km² e inclui 32 corpos kimberlíticos, com foco em práticas de segurança e rigor científico. A experiência proporcionou um aprendizado significativo sobre a geologia aplicada e os desafios do setor mineral em Angola.

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O relatório detalha a visita técnica ao Projeto Mineiro Tchitengo Mining, realizada por estudantes de Geologia da Universidade Lueji A’Nkonde, onde foram observadas atividades de sondagem e análise de amostras em um contexto prático de mineração. O projeto abrange 1.022 km² e inclui 32 corpos kimberlíticos, com foco em práticas de segurança e rigor científico. A experiência proporcionou um aprendizado significativo sobre a geologia aplicada e os desafios do setor mineral em Angola.

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UNIVERSIDADE LUEJI A‘NKONDE

INSTITUTO POLITÉCNICO DA LUNDA-SUL


DEPARTAMAENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO DE ENGENHARIA

Relatório de Visita técnica

Por: Sebastião Garcia Cabendo

SAURIMO, 04/06/2025
UNIVERSIDADE LUEJI A‘NKONDE
INSTITUTO POLITÉCNICO DA LUNDA-SUL
DEPARTAMAENTO DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO DE ENGENHARIA

Projeto mineiro Tchitengo Mining

Sebastião Garcia Cabendo.


Curso: Geologia 3º ano

Orientado por:
____________
Eng. Olga Horácio
RESUMO

O presente relatório apresenta os principais pontos observados durante a


visita técnica ao Projeto Mineiro Tchitengo Mining, realizada pelos estudantes do
3.º ano do curso de Geologia da Universidade Lueji A’Nkonde. O projeto cobre
uma área de 1.022 km² e contempla 32 corpos kimberlíticos, um dos quais já se
encontra em fase avançada de avaliação.

Durante a visita, foram observadas diversas atividades em campo e


laboratório, como furos de sondagem, análise de amostras, medição de
densidade, uso de EPIs, organização de litotecas e práticas laboratoriais. A
litologia local é composta por solos lateríticos e kimberlitos piroclásticos
encaixados em gnaisse.

A visita proporcionou um aprendizado prático sobre a rotina e os desafios


da geologia aplicada à mineração, permitindo aos estudantes conhecerem as
técnicas utilizadas, a importância do rigor científico nas análises e o papel
fundamental da segurança no trabalho. A experiência reforçou a relevância das
visitas de campo na formação de geólogos mais preparados e conscientes da
realidade do setor mineral em Angola.
. Introdução
A formação em Geologia exige não apenas conhecimento teórico, mas também
uma vivência prática que permita aos estudantes compreenderem os processos
envolvidos nas diversas fases de um projeto de prospecção e exploração mineral.
Nesse contexto, a Universidade Lueji A’Nkonde, por meio do curso de Geologia –
3.º ano, organizou uma visita técnica ao Projeto Mineiro Tchitengo Mining,
localizado no nordeste de Angola, abrangendo os municípios de Saurimo (Lunda
Sul) e Lucapa (Lunda Norte).

A atividade, realizada no dia 04 de junho de 2025, teve como finalidade


proporcionar aos estudantes uma imersão no ambiente real de trabalho de um
projeto de exploração de kimberlitos, rochas com potencial diamantífero. Durante
a visita, os participantes puderam observar os métodos de sondagem em campo,
o manuseio e análise das amostras geológicas, o funcionamento das litotecas e
laboratórios, além da aplicação de normas de segurança e uso de equipamentos
de proteção individual.

Esta experiência prática foi fundamental para consolidar os conteúdos abordados


em sala de aula, como litologia, prospecção geofísica e geoquímica, análise
mineralógica e práticas de higiene e segurança no setor mineiro. Além disso,
tivemos a oportunidade de interagir com profissionais da área, o engenheiro Jose
Quinanga, geólogo sênior do projeto, e entender o funcionamento integrado de
um projeto mineral desde a fase de pesquisa até a avaliação dos recursos.

Objetivos da Visita
 Como estudantes de geologia, tivemos como principal objetivo
compreender cada etapa de desenvolvimento do projeto, desde os
trabalhos de campo até a análise laboratorial, com destaque para:
 Tipos de furos de sondagem utilizados;
 Análise, secagem, pesagem e medição de densidade das amostras;
 Medição da declinação magnética;
 Compreensão da importância das litotecas (armazéns de amostras);
 Utilização de equipamentos de trabalho e de proteção individual (EPIs);
 Noções de higiene e segurança no trabalho mineiro.

Metodologias:
 As metodologias usadas foram centradas na observação direta, medições,
coletas de amostras e revisões bibiograficas.
 Os equipamentos utilizados, foram com base a orientação das normas de campo e
obedecendo os parâmetros de proteção coletiva e individual.

Ocorrências:
Durante o percurso de ida, enfrentamos um imprevisto com o transporte, que
atolou na areia, resultando em uma paragem de aproximadamente 30 minutos.
Apesar disso, conseguimos cumprir os objetivos da visita.

A nossa chegada ao projeto foi por volta das 11h, posto ao acampamento da
Tchitengo mining, fomos orientados a entrar na sala de visitas, onde tivemos uma
palestra e apresentação do projeto, nos foi orientado a preencher uma ficha de
emergência, em caso de alguém estiver a passar mal, para que a equipa de
primeiro socorro tivesse uma informação medica do sujeito.

Durante a visita, alguns colegas mostraram desgaste físico, tendo sido retirado da
equipa e evacuado uma colega em estado de gestação.

Depois de conhecermos todas etapas realizados no projeto, já no final tivemos


uma concentração de considerações e agradecimentos por ambas partes, onde
também nos foi chamado atenção sobre uso rigoroso dos equipamentos de
proteção individual.(EPI), porque durante a visita, as equipas de segurança
constataram irregularidades nos visitantes, relativamente ao EPIS,( muitos de
vocês não estão a usar capacetes, a zona tem presença de serpentes que só
atacam a região da cabeça, uma das vossas colegas, descalçou as botas
isso é fatal )- equipa da segurança da Tchitengo mining. A visita terminou por
volta das 16h, onde nos concentramos para tirar a foto de família e assim
partirmos para o regresso. Tendo retornado à instituição por volta das 18h.
Breve historial do projeto tchitengo mining.
As raízes da Lipari brotaram no nordeste do Brasil, com o desenvolvimento
da mina de diamantes Braúna, de propriedade integral de nossa subsidiária
brasileira Lipari Mineração Ltda. A mina Braúna é a maior produtora de
diamantes naturais do Brasil, representando 87% da produção nacional de
diamantes naturais em 2023.

Em 2012, a Vaaldiam foi adquirida pela Osisko Gold Royalties, e a


propriedade da mina Braúna foi transferida para o atual grupo de gestão em
troca de um royalty de 1% sobre a futura produção de diamantes. Após essa
transação, foram investidos US$ 61 milhões no desenvolvimento e
construção. O empreendimento iniciou a produção comercial em julho de
2016. Até 31 de dezembro de 2024, a mina produziu 1.188.767 quilates de
diamantes brutos naturais. A produção da mina a céu aberto no depósito
Braúna 3 foi concluída em maio de 2023, com a produção de diamantes para
o restante de 2023 proveniente do minério armazenado em estoque. Em
2024, a Lipari iniciou a transição da operação de céu aberto para uma
operação de mineração subterrânea, projetada para estender a vida útil da
produção de diamantes por pelo menos mais 4 anos.

Em fevereiro de 2023, a Lipari concluiu a aquisição de uma participação


acionista de 75% da propriedade Tchitengo, situada ao longo da divisa entre
as províncias de Lunda Norte e Lunda Sul, no Nordeste de Angola. A
propriedade abrange 30 kimberlitos, incluindo 2 em estágio avançado de
desenvolvimento: O kimberlito Tchiuzo, com 10,6 hectares, foi desenvolvido
pela Sociedade Mineira de Catoca entre os anos de 2006 e 2013, e o
kimberlito Tchegi-38, com 10 hectares, foi descoberto pela BHP Billiton em
2008 e desenvolvido até a fase de amostragem de grande volume.

Como parte da transação para aquisição da propriedade Tchitengo, a Lipari


também adquiriu o projeto de diamantes Jaibaras, localizado no estado do
Pará, Brasil, que compreende quatro pipes kimberlíticos e diques
associados.

Propriedade de Diamante Tchitengo


Máquina de sondagem em operação, e no lado direito temos o acampamento do
projecto Tchitengo mining. Fonte: lipari.

A propriedade Tchitengo está situado na província de Lunda, no Nordeste de


Angola, a 945 quilômetros da capital Luanda. A propriedade abrange 30
kimberlitos, incluindo os kimberlitos Tchiuzo e Tchegi – dois depósitos em estágio
avançado. Tchitengo está localizado no coração do principal distrito diamantífero
do país:

 30 km de distância do kimberlito Luele (Luaxe), de classe mundial,


propriedade da Sociedade Mineira do Luele, que foi inaugurado em
novembro de 2023 e deverá produzir entre 3 a 4Mct/ano até o final de 2024;
 15 km ao norte do kimberlito Chiri, atualmente a ser perfurado e amostrado
em massa pela Rio Tinto;
 15 km ao norte da Mina Catoca, da propriedade da Sociedade Mineira de
Catoca (“SMC”), a maior produtora de diamantes de Angola em Mcts/ano e
a and
 5 km ao sul da mina de Camachia, uma mina mais antiga e bem
estabelecida que produz ~100kct/ano.
Area da concessão do projeto Tchitengo mining.

A Propriedade Tchitengo abrange 30 kimberlitos. Entre 2006 e 2013, a SMC


explorou a parte sul da Propriedade Tchitengo e descobriu o kimberlito Tchiuzo de
10,6 hectares, investindo 35.6 milhões de dólares em trabalhos de exploração e
desenvolvimento. Durante 2006 e 2011, uma joint venture entre a BHP Billiton e o
Banco Espírito Santo explorou a parte norte da área de propriedade Tchitengo e
descobriu 29 dos kimberlitos, registrando um investimento de cerca de 25 milhões
de dólares na exploração dentro da área de concessão. No total, foram gastos
mais de 60 milhões de dólares na exploração e desenvolvimento da Propriedade
Tchitengo, resultando na descoberta de 30 depósitos de kimberlito, avançando um
deles para a fase de desenvolvimento de pré-viabilidade.
O kimberlito Tchiuzo
O kimberlito Tchiuzo, de 10,6 hectares, é o depósito diamantífero em estágio mais
avançado da propriedade. A SMC desenvolveu-o até o estágio de pré-viabilidade.
Em 2009, a empresa relatou recursos para o mesmo, declarados de acordo com
os padrões russos (Código NAEN), resumidos pela SRK Consulting (Canada) Inc.
da seguinte forma:

Ao longo de 2024, a Lipari realizou um programa de sondagem confirmatória no


corpo kimberlítico Tchiuzo com o objetivo de verificar os volumes e as tonelagens
anteriormente reportados pela SMC. Os resultados desse programa de sondagem
são esperados no primeiro trimestre de 2025.

Kimberlito Tchegi-38

O kimberlito Tchegi-38 é uma das 18 ocorrências de kimberlito descobertas pela


joint venture BHP Billiton/ESCOM dentro dos limites da propriedade Tchitengo. A
BHP Billiton avançou-o para o estágio de desenvolvimento de definição de
recursos, completando 18 furos de grande diâmetro que resultaram na
recuperação de 834 toneladas de kimberlito para processamento.

A porção central do kimberlito Tchegi-38 compreende um depósito aflorante, bem


delimitado por perfurações de grande diâmetro. O processamento das 834
toneladas de kimberlito lavrados nesse programa resultou na recuperação de
214,69 quilates de diamantes, com um teor de 24,7 cpht. Sondagens adicionais
serão necessárias para delimitar com precisão o corpo de minério, assim como
uma amostragem em grande escala para confirmar o teor e o valor dos diamantes.
Trabalhos realizados pela equipe técnica da Tchitengo mining para constatar a
veracidade das informações adquiridas pela sociedade mineira do catoca.
Geologia local
Rochas intrusivas do Arqueano e protorozoico inferior (gnaisse quartzo-
biotitico-feldespato, xisto quartzo-biotita, granito biotitico e gnaisse quartzo-
epidoto.)

Sequencia plana de rochas sedimentares das eras protorozoico tardia,


paleozoica, mesozoica e cenozoica.

As intrusões de kimberlitos Tchiuzo e Tchezi, controlados por um sistema de


falhas secundarias NW-SE que coincide com as falhas relacionadas á
fronteiras da Bacia do congo ( Araujo et al, 1992). A datação por idade de
Zircão U-pb do kimberlito Tchitenco rendeu uma idade de colocação de
121Ma.
Mapa geológico do projecto Tchitengo com a distribuição das anomalias
kimberliticas (Tchitengo mining 2024). Fonte: Eng. Jose Quinanga.

Topografia e Hidrografia
A área da conceção Tchitengo esta situada em zonas que apresentam uma media
de relevos de 950m, sendo que os mais altos encontram-se nas zonas periféricas
da conceição ( parte oeste e este), onde atingem aproximadamente 1050m,
enquanto que as zonas mais baixas encontram-se na linha do rio chicapa, de ate
sensivelmente 882m.

Os rios chicapa e luó representam as redes hidrográficas de maior ordem, e outros

canais tributários como o luemba, tondueji, caichepa, tchegi, tchicalegi, lapi,


tchiuzo que desagua no rio chicapa e, itengo.

Mapa topográfico da concessão Tchitengo. Fonte: ENG. Jose Quinanga.


Trabalhos realizados pelo Catoca
Segundo o relatório de Antonyuk, B, et al (2009), Catoca realizou entre 2006 á
2009 um cumulativo de cerca de 10 mil metros de sondagens, num total de 72
poços, concretizados em 7 momentos e agrupados em 5 etapas;

1. Busca e avaliação;
2. Primeira etapa de prospecção;
3. Segunda etapa de prospecção;
4. Segunda etapa de prospecção através de poços inclinados;
5. Poços geotécnicos.

A estimativa histórica de recursos minerais para o kimberlito Tchiuzo, realizada em


julho de 2009 pela Sociedade Mineira de Catoca (SMC), indicou a presença de
mais de 53,5 milhões de toneladas de recursos minerais contendo
aproximadamente 23,3 milhões de quilates de diamantes extraíveis. Essa
estimativa foi baseada em estudos de pré-viabilidade conduzidos pelo Instituto
Técnico Yakutniproalmaz da ALROSA entre 2008 e 2013. No entanto, devido a
uma queda no mercado internacional de diamantes em 2015, o desenvolvimento
do depósito foi suspenso na época.
Unidades litológicas – Kimberlito Tchiuzo
BVRS referem-se ao tipo de rocha presente nas amostras de sondagem:

BVRS = Brecha Vulcanoclástica com Xenólitos de Rocha Sedimentar

B: Brecha

V: Vulcanoclástica

R: Rocha

S: Sedimentar

Trata-se de uma brecha vulcanoclástica (fragmentada por atividade vulcânica)


com alto teor de xenólitos (fragmentos de outras rochas) de origem sedimentar —
mais de 75%.

Descrição técnica:

Litologia: Kimberlito tufítico

Profundidade indicada: 18,80 m

Xenólitos crustais: <15% (fragmentos de rochas incorporados durante a ascensão


do magma kimberlítico)

Textura: Fragmentada e homogênea, típica de depósitos piroclásticos.

Observações importantes:

O testemunho está relativamente intacto, com algumas fraturas naturais.

Indica boa preservação, essencial para análises patológicas, geoquímicas e


eventualmente para avaliação diamantífera.
Testemunhos de sondagem rotativa da rocha Xenotuff Breccia (XTB), uma
variedade de TKB (tuffisitic kimberlite breccia), rica em xenólitos de rochas
sedimentares.

Interpretação:

Cor avermelhada: indica alteração (oxidação) ou matriz rica em finos.

Textura brechoide: fragmentos de várias rochas (xenólitos) imersos em matriz


kimberlítica.

Presença de xenólitos claros: típicos de arenitos ou siltitos incorporados durante a


intrusão do kimberlito.

Finalidade:

Estes testemunhos ajudam a:

Reconhecer o tipo de kimberlito.

Avaliar a presença de fragmentos encaixantes (sedimentares).

Compreender a história de intrusão e transporte do kimberlito.

Análise Geral:

Tipo de rocha: A textura indica que é um kimberlito brechado — ou seja, um


kimberlito com fragmentos (clastos) de várias cores e tamanhos, indicando
processos explosivos ou fraturamento interno.

Cor predominante: Tons avermelhados e esbranquiçados, típicos da matriz


kimberlítica com xenólitos ou clastos de outras rochas.

Estado do testemunho: Relativamente íntegro, com alguns fragmentos soltos na


parte inferior.

Observações para registro:

Litologia: Kimberlito brechado.

Estrutura: Maciça com matriz bem compactada e clastos angulosos.


Alterações visíveis: Possível alteração hidrotermal ou meteórica (oxidação
aparente).

Análise Visual do Testemunho TKB

Tipo de Rocha: Kimberlito — rocha ígnea intrusiva, hospedeira de diamantes.

Textura: Porfirítica a brechada — observa-se matriz fina avermelhada com


fragmentos maiores (xenólitos ou nódulos).

Cor predominante: Vermelho-rosado, indicando possível alteração (ferruginização


ou oxidação).

Estrutura: Alguns fragmentos estão fraturados ou ligeiramente deslocados, o que é


comum em testemunhos longos.

Utilidade do Testemunho:

Identificar a litologia e variação vertical do corpo kimberlítico.

Avaliar presença de minerais acessórios (ex: olivina, piroxena).

Coletar dados para análises: geoquímica, petrografia, densidade e teor de


diamantes.
Trabalhos realizados e resultados alcaçados pela
Tchitengo mining.
Depois da concessão do projeto, os técnicos da área de geologia da Tchitengo
mining, embora já tendo informações da existência do deposito kimberlitico do
Tchiuzo e Tchezi, tiveram que fazer uma novam pesquisa de confirmação das
informações obtidas pela sociedade mineira do catoca.

Os trabalhos feitos pelos geólogos e técnicos envolvem; geofísica,


sondagem rotativa, abertura das vias de acesso, analises laboratoriais, descrição
macroscópica e microscópica dos carotes ou testemunhos, modelagem 3D,
calculo de volume, analise dos impactos ambientais, analise geotécnico,
geoquímica etc.

Geofísica: A os métodos geofísicos são muito importantes na pesquisa e


investigação do sobsolo, graças aos seus métodos indiretos, e possível conhecer
e dimensionar os corpos intrusivos nas profundezas da terra. No caso dos
trabalhos realizados no projeto Tchitengo, foi utilizado o método gravimétrico e
magnético, na qual foi possível constatar anomalias magnéticas e gravimétricas
consideráveis, que culminou na descoberta de 30 corpos kimberliticos, mais dois
já em estágios avançados.

Tipos de furos de sondangem realizados no


kirmberlito Tchiuzo.
A sondagem geológica, é a espinha dorsal da exploração de kimberlitos,
fornecendo dados crucial sobre a geologia subterrânea. Três tipos principais de
furos sondagem são realizados, cada um com objetivos e aplicação distintas,
adaptados as diferentes fases e requisitos da campanha exploratórias.
Furos Verticais
Os furos verticais são frequentemente utilizados nas fases iniciais de
exploração. Seu principal objetivo é a prospecção e avaliação geral da geologia
em uma área-alvo. Eles permitem identificar a presença de corpos de kimberlitos
em profundidade e obter uma primeira estimativa da estratigrafia e litologias
associadas. O custo por metro desses furos pode variar significativamente, de
R500 a R1500, dependendo da profundidade a ser atingida, da complexidade
geológica do terreno e da logística envolvida. Apesar de sua simplicidade
operacional, são essenciais para uma triagem rápida e econômica de grandes
áreas.

Furos Inclinados
Os furos inclinados são empregados para amostragem em profundidade e
para interceptar estruturas geológicas específicas, como condutos de kimberlitos
ou zonas de contato. A inclinação permite um melhor controle da interseção com
corpos mineralizados que podem ter mergulho pronunciado, otimizando a
recuperação de amostras representativas. Essa técnica é particularmente
vantajosa quando o objetivo é delinear a forma e o tamanho do corpo de kimberlito
em uma direção específica ou investigar a continuidade lateral de zonas
mineralizadas previamente identificadas pelos furos verticais.

Furos Direcionais
Os furos direcionais representam o ápice da precisão na sondagem.
Utilizam tecnologia avançada para controlar a trajetória do furo no subsolo,
permitindo contornar o corpo do kimberlito e mapear sua geometria tridimensional
com alta exatidão. Técnicas de imageamento de furo, como sondagens acústicas
ou ópticas, são frequentemente empregadas para orientar a perfuração em tempo
real. Essa abordagem é crucial para o planejamento detalhado da lavra,
otimização da extração de minério e minimização da remoção de estéril,
resultando em operações de mineração mais eficientes e economicamente
viáveis.

Importacia da bussula na sondagem


Conclusão
A visita ao Projeto Tchitengo Mining proporcionou um aprendizado valioso sobre a
prática da geologia aplicada à mineração, permitindo a observação direta das
técnicas utilizadas na pesquisa mineral e na caracterização de corpos
kimberlíticos. A experiência também reforçou a importância da segurança, do
trabalho em equipa e da preparação técnica dos profissionais da área.
Referencias bibiografica
endiamaimprensa.com, endiama.co.ao
liparidiamondmines.com, ceo.ca
stockwatch.com, miningstockeducation.com, liparidiamondmines.com
miningstockeducation.com
liparidiamondmines.com
Eng. Jose Quinanga, geólogo sênior.
Livros: geologia de Angola/ geologia e técnicas de prospecção.
ANEXOS

TKB (tuffisitic kimberlite breccia), rica em xenólitos de rochas sedimentares.

Testemunhos de sondagem rotativa da rocha Xenotuff Breccia (XTB), uma


variedade de TKB (tuffisitic kimberlite breccia), rica em xenólitos de rochas
sedimentares
. Brecha Vulcanoclástica com Xenólitos de Rocha Sedimentar.
rocha de cobertura.

Maquina de sondagem do projeto tchiuzo.

Estudantes do 3º ano do curso de geologia, ajudando a


remover área para continuar com o percurso.
Estufa de secagem das amostras.

microscópio petrógrafico de análise das amostras

Balança de pesagem das amostras húmidas e secas.


Balança de pesagem do projeto tchitengo mining.

Engenheira Olga Horácio, professora da universidade, Lueji A


´nkonde,
Litoteca, local do armazenamento das amostras de
sondagens do projeto Tchitengo mining.
Engenheiro Jose Quinaga, geólogo sênior do projeto mineiro,
Tchitengo mining. A explicar a importância da bússola na
determinação da direção e mergulho.

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