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Português - Dia 9

O documento aborda a compreensão e interpretação textual, destacando a importância de entender tanto o que é dito (compreensão literal e conhecimento linguístico) quanto o que está implícito (análise crítica e contexto histórico). Apresenta dicas de leitura, tipos de questões em provas, e diferenciações entre tipos e gêneros textuais, como narrativo, descritivo e dissertativo. Além disso, discute a coesão e coerência no texto, essenciais para uma comunicação eficaz.

Enviado por

Samara Saraiva
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Português - Dia 9

O documento aborda a compreensão e interpretação textual, destacando a importância de entender tanto o que é dito (compreensão literal e conhecimento linguístico) quanto o que está implícito (análise crítica e contexto histórico). Apresenta dicas de leitura, tipos de questões em provas, e diferenciações entre tipos e gêneros textuais, como narrativo, descritivo e dissertativo. Além disso, discute a coesão e coerência no texto, essenciais para uma comunicação eficaz.

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COMPREENSÃO E

INTERPRETAÇÃO
TEXTUAL
COMPREENSÃO (O QUE SE DIZ)
 Entendimento Literal: É a habilidade de
compreender claramente o que o texto diz,
identificando ideias principais e detalhes.
 Conhecimento Linguístico: Envolve saber o
significado das palavras, frases e estruturas
gramaticais para interpretar o texto.
 Contexto: Refere-se à análise do autor, público e
propósito do texto para uma compreensão mais
aprofundada.
INTERPRETAÇÃO (O QUE QUER DIZER)
 Análise Crítica: busca entender o que está por
trás do texto, como as intenções do autor e
significados escondidos.
 Contexto Histórico: leva em conta a cultura,
época e o lugar em que o texto foi escrito.
 Conclusões e Inferências: permite tirar
conclusões e fazer ligações com o que já se sabe
e com a realidade.
COMPREENSÃO X INTERPRETAÇÃO

• POSTO: Dito (ideias • PRESSUPOSTO: Não dito (


explícitas) ideias implícitas)

• Dica Ouro: Afirma-se/ Está • Dica Ouro: Infere-se/


evidente/ No texto Conclui-se/ Depreende-
se / Subentende-se
O BRASIL JÁ NÃO INVESTE EM
MÃO DE OBRA QUALIFICADA.

• POSTO: No presente, agora, hoje, o país não


investe.

• PRESSUPOSTO: No passado, o país investia


DICAS DE LEITURA
• Palavras repetidas;
• Sinônimos;
• Hipônimos e Hiperônimos;
• Pronome: Circule e aponte o termo
referente;
• Observar a fonte (assunto, gênero).
DICAS OURO
• Comece sua prova pelas questões de
Língua Portuguesa;

• Comece pelo comando da questão.


ESTRUTURA TÍPICA DA PROVA DA BANCA UPA

 As provas de interpretação de texto da UPA


geralmente apresentam:

- Textos curtos ou médios (entre 10 e 30 linhas);


- Questões diretas e indiretas;
- Ênfase em vocabulário contextual e coerência
textual;
- Cobrança de figuras de linguagem e intenção
do autor.
TIPOS COMUNS DE QUESTÕES DA BANCA
Ideia Principal: O tema central geralmente é expresso no
primeiro ou último parágrafo.
Inferência: Busque o significado implícito, considerando o
contexto e as entrelinhas.
Vocabulário em Contexto: Analise o contexto para
determinar o significado adequado.
Coesão e Coerência: Verifique a relação entre as partes do
texto e a função dos conectivos.
Figuras de Linguagem: Identifique recursos estilísticos
como metáforas, metonímias, hipérboles, etc.
TIPOS E
GÊNEROS
TEXTUAIS
TIPO TEXTUAL X GÊNERO TEXTUAL
• Estrutura base do texto. • Formatos de texto com
função social específica.
- Narração - Crônica
- Descrição - Conto
- Dissertação (expositivo) - Charge
- Dissertação(argumentativo) - Receita
- Injunção OBS: Possui formas
infinitas. Todo texto possui
um gênero textual.
NARRATIVO
Conta uma história que pode ser real, fictícia ou real e fictícia ao
mesmo tempo.

• Nesse tipo, encontramos alguns aspectos:


- Narrador (personagem, observador ou onisciente);
- Personagem (principal, secundário);
- Enredo ou trama (começo, meio e fim);
- Clímax;
- Tempo;
- Lugar.
- Gêneros: contos, crônicas, novelas, fábula, lenda, romance...

- DICA OURO: Identifique verbos no passado e sequência de ações.


DESCRITIVO
Caracteriza situações, objetos, ambientes, pessoas etc.
• Descrição pode ser:
- Objetiva: o foco está na coisa descrita, no objeto.
- Subjetiva: o foco está em quem descreve, no sujeito.
• Gêneros: biografia, diário, relato de viagem...

DICA OURO: Foca em características (detalhes de pessoas,


lugares, objetos) e usa muitos adjetivos.
DISSERTATIVO - EXPOSITIVO
Expõe ideias sem opinar. Apenas informa.

• ESTRUTURA:
- Introdução: Apresenta o tema e define o objetivo do
texto.
- Desenvolvimento: Explica e detalha o texto de forma
objetiva.
- Conclusão: Reafirma o tema e sintetiza as ideias
principais.
Gêneros: uma aula, reportagem, artigos científicos, palestras,
verbete.
DISSERTATIVO - ARGUMENTATIVO
Defende uma ideia (argumentação), ou seja, tenta
convencer o leitor de um determinado ponto de vista.

• ESTRUTURA:
- Introdução: apresenta o tema e a tese
- Desenvolvimento: apresenta argumentos que
sustentam a tese
- Conclusão: resume e reforça a tese.
- Gêneros: artigo de opinião, editorial, redação ENEM.
INJUNTIVO / INSTRUCIONAL
É o tipo de texto que dá ordens, instruções,
orientações ou conselhos com o objetivo de fazer
o leitor agir.

- Linguagem direta e objetivas


- Verbos no imperativo ou infinitivo.
- Linguagem apelativa (persuasiva)
- Gêneros: receitas, manuais, edital.
NA PROVA O TEXTO PODE SER:
• Essencialmente;
• Predominantemente;
• Ou preponderantemente.

Isso quer dizer que o texto não será totalmente narrativo,


descritivo, injuntivo ou dissertativo, mas que conterá
elementos de mais de um tipo textual.
GÊNEROS
TEXTUAIS
PROPAGANDA
• Objetivo: influenciar atitudes, ideias ou
comportamentos;
• Envolve: marcas, causas sociais, políticas, religiosas ou
ideológicas;
• Foco: formar opinião ou reforçar valores;
• Exemplo: Campanha contra o uso de drogas: “Drogas:
não destrua sua vida por uma escolha errada.”;
• A propaganda nem sempre vende algo material. Pode
vender uma ideia, um valor ou uma causa.

• DICA OURO:
• PROPAganda = PROPAgar ideias.
ANÚNCIO
• Objetivo: vender um produto, serviço ou marca;
• Envolve: apelo emocional ou racional;
• Foco: comercial e persuasivo;
• Exemplo: “Compre 1 shampoo e leve 2! Promoção válida
até domingo!”.
• O anúncio quer que você compre, contrate ou use algo.

• DICA OURO:
Anúncio = Ação de consumo.
CARTAZ
• Objetivo: Informar, alertar ou conscientizar
rapidamente;
• Linguagem: direta, visual e impactante;
• Uso: imagens, letras grandes, cores, slogans, e às vezes
ícones;
• Pode ser: educativo, preventivo, social ou comunicado
público e nem sempre visa vender algo;
• Exemplo: “Doe sangue. Salve vidas!” – Campanha de
saúde.

• DICA OURO: Cartaz = mensagem visual + impacto


imediato.
ARTIGO DE OPINIÃO
• Objetivo: defender um ponto de vista sobre um tema
atual;
• Baseado: em argumentos pessoais, mas pode usar
dados de apoio;
• Tom: subjetivo e opinativo;
• Autor: identificado;
• Exemplo: “A educação pública precisa de mais
investimento para garantir igualdade social.”

• DICA OURO: Opinião Pessoal + argumentação.


ARTIGO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
• Objetivo: explicar temas científicos de forma acessível
ao público leigo. (presença de termos técnicos);
• Baseado: em pesquisas e dados científicos reais;
• Tom: informativo e impessoal;
• Autor: Pode ou não ser identificado;
• Exemplo: “Estudos mostram que o aquecimento global
aumenta o risco de eventos climáticos extremos.”

DICA OURO: Explica uma descoberta científica = Ciência


traduzida para o público.
OFÍCIO
• Objetivo: Comunicação entre órgãos públicos ou entre
autoridade e cidadão;
• Linguagem: Formal, objetiva e direta;
• Estrutura fixa: Cabeçalho, destinatário, assunto, corpo,
despedida e assinatura com cargo;
• Exemplo: Um diretor de escola envia um ofício à
Secretaria de Educação solicitando verba para material
escolar.

• DICA OURO: Texto institucional com função


administrativa.
CARTA
• Objetivo: Comunicação entre pessoas (carta pessoal) ou
instituições/pessoas (carta formal);
• Linguagem: Pode ser formal ou informal, dependendo
do destinatário;
• Estrutura comum: Local e data, saudação, corpo do
texto, despedida e assinatura;
• Exemplo: Um aluno escreve uma carta para o jornal
expressando sua opinião sobre o transporte público.
TIPOS: pessoal, formal, do leitor, carta aberta, carta
argumentativa.
EDITORIAL
• Objetivo: expressar opinião oficial de um jornal, revista
ou portal sobre um tema atual;
• Autor: instituição;
• Linguagem: formal, argumentativa;
• Exemplo: Um editorial de jornal defendendo a
valorização dos professores.

• DICA OURO: opinião institucional + argumentação.


ESTRUTURA
TEXTUAL
ENUNCIADO
Enunciado é tudo aquilo que alguém diz ou escreve com
intenção de comunicar algo. É uma mensagem completa
dentro de um ato de comunicação.
FRASE
Frase é todo enunciado que tem sentido completo,
podendo conter ou não conter verbo.

Classificações:
• Verbal: tem verbo ou locução verbal
Exemplo: "A chuva caiu forte."
• Nominal: não tem verbo, mas expressa sentido
Exemplo: "Silêncio!", "Socorro!", "Parabéns!"
TIPOS DE FRASES
TIPO DE FRASE INTENÇÃO EXEMPLO

Informar, afirmar ou “Hoje é feriado.” / “Não


Declarativa
negar choveu.”

Interrogativa Perguntar “Você estudou?”

Ordenar, pedir, “Feche a janela.” /


Imperativa
aconselhar “Estude mais.”

Exclamativa Expressar emoção “Que dia maravilhoso!”

“Tomara que ele volte


Optativa Expressar desejo
logo.”
ORAÇÃO
É um enunciado que tem um verbo ou locução verbal.
- Se tem verbo → é oração.
- Cada verbo → uma oração.

TIPOS DE ORAÇÃO:
• Coordenada: independentes entre si.
Exemplo: “Estudei muito, mas não passei.”
• Subordinada: Uma oração depende da outra.
Exemplo: “Porque choveu, a prova foi adiada.”

DICA OURO: Toda oração é uma frase verbal, mas nem toda
frase é oração (porque pode faltar verbo.
PERÍODO
É o enunciado que contém uma ou mais orações. Começa com
letra maiúscula e termina com pontuação final (. ? !)

TIPOS DE PERÍODOS:
• Período simples: contém apenas uma oração.
Exemplo: "A menina correu."
• Período composto: contém duas ou mais orações.
Exemplo: "A menina correu e caiu."
DENTRO DO PERÍODO COMPOSTO, TEMOS:
• Coordenação: orações que se ligam, mas são independentes.
Exemplo: "Cheguei cedo, mas fui embora rápido."
• Subordinação: orações que se ligam de forma dependente.
Exemplo: "Quando cheguei, ele já havia saído."
PARÁGRAFO
É uma unidade de sentido dentro de um texto. Ele
organiza as ideias em blocos lógicos, facilitando a
leitura, a coesão e a compreensão do texto. Sua
estrutura possui:
Tópico frasal: É a frase principal do parágrafo. Traz
a ideia central.
Desenvolvimento: É a explicação ou
argumentação da ideia principal.
Conclusão ou transição: Encerramento do
raciocínio ou ponte para o próximo parágrafo.
A tecnologia moderna tem transformado
radicalmente a forma como comunicamos e
interagimos. As redes sociais, em particular, permitem-
nos conectar com pessoas de todo o mundo em tempo
real, mas também levam à perda de privacidade e à
disseminação de notícias falsas. É essencial encontrar
um equilíbrio entre as vantagens e os riscos da
tecnologia, promovendo um uso consciente e
responsável para evitar os impactos negativos.
PROGRESSÃO TEMÁTICA
Trata-se da organização lógica das ideias no texto. Um texto bem
estruturado tem começo, meio e fim com continuidade temática.

Tipos comuns de progressão temática:


• Progressão linear: a nova informação surge da anterior.
EX: O meio ambiente está ameaçado./ Essa ameaça é causada pela ação
humana./ A ação humana descontrolada pode ser irreversível.
• Progressão com tema constante: o mesmo tema é desenvolvido com
informações novas.
EX: O meio ambiente está em perigo./ O meio ambiente precisa de
cuidados urgentes./ O meio ambiente sofre com a poluição.
• Progressão com tema derivado: vários temas relacionados a um tema
central.
EX: O meio ambiente está ameaçado./A poluição dos rios é um problema
grave./ A devastação das florestas agrava o aquecimento global.
GRIPE
GRIPE

O QUE É
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
RISCOS

MEIOS DE CONTÁGIO
USO DE CELULAR EM SALA DE
AULA
TRATAMENTO
COESÃO
É o modo como as palavras, frases e parágrafos de um
texto se conectam entre si, criando uma estrutura textual
organizada.
Um texto coeso “cola” bem as ideias, usando:
• Conjunções
• Pronomes
• Repetições controladas
• Elipses
• Sinônimos
• Hipônimos e hiperônimos
TIPOS DE COESÃO
Coesão referencial: Usa pronomes ou expressões para
retomar termos anteriores, evitando repetições
desnecessárias.
Exemplo: “Ana chegou cedo. Ela foi a primeira da fila.”
Coesão lexical: Usa sinônimos, antônimos ou palavras
relacionadas para retomar ideias.
Exemplo: “O garoto chutou a bola. O menino parecia
empolgado.”
Coesão por elipse: O termo é omitido, mas entendido
pelo contexto.
Exemplo: “Maria gostava de cinema; João, de teatro.”
TIPOS DE COESÃO
Coesão por substituição: Troca de uma palavra por outra
equivalente.
Exemplo: “Comprei um celular novo. O aparelho é
excelente.”
Coesão sequencial (ou coesão por conectores): Usa
conjunções e advérbios para organizar ideias.
Aditivos: e, também, além disso
Adversativos: mas, porém, entretanto
Conclusivos: portanto, logo, assim
Explicativos: porque, pois, já que
Temporais: quando, depois que, enquanto
COERÊNCIA
Coerência é o sentido lógico do texto. É quando as
ideias fazem sentido, estão conectadas entre si e
respeitam o conhecimento do mundo e o
contexto.
Um texto coerente:
- Não se contradiz;
- Tem uma sequência de ideias lógicas;
- Está de acordo com o que se espera da
realidade.
COERENTE X INCOERENTE
Subi a porta e fechei a Subi a porta e fechei a
escada. Desliguei a cama e escada. Desliguei a cama e
deitei-me na luz. Tirei deitei-me na luz. Tirei
minhas orações e recitei minhas orações e recitei
meus sapatos. meus sapatos. Tudo
porque ele me deu um
beijo.
TIPOS DE COERÊNCIA
Coerência textual: As ideias estão organizadas
logicamente.
Exemplo: “Cheguei cedo, por isso perdi a reunião.”
incoerente
Coerência interna: As partes do texto concordam entre si
Coerência externa: O texto faz sentido com a realidade ou
com o tema proposto
Coerência pragmática: O texto considera o contexto da
situação, os interlocutores e o objetivo comunicativo
PONTUAÇÃO
A pontuação é como a sinalização do texto: ela organiza
as ideias, orienta a leitura e dá ritmo ao que está escrito,
ajudando o leitor a entender exatamente o que o autor
quis dizer.
São ferramentas essenciais para garantir:
- Clareza: o leitor entende a mensagem sem dúvidas.
- Coesão: as frases se conectam de forma lógica.
- Coerência: o texto faz sentido como um todo.
Além disso, alguns sinais também representam efeitos
da fala na escrita, como emoção, surpresa, hesitação ou
tom de pergunta — ou seja, eles "trazem voz ao papel".
SINAIS
• Vírgula;
• Ponto final;
• Ponto de exclamação;
• Ponto de interrogação;
• Ponto e vírgula;
• Dois-pontos;
• Aspas;
• Travessão;
• Parênteses
• Mudança de sentido:
-Vamos perder. Nada foi resolvido.
- Vamos perder nada! Foi resolvido!
• Ambiguidade:
- Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher
andaria de quatro à sua procura.
- Se o homem soubesse o valor que tem a mulher,
andaria de quatro à sua procura.
• Emoção e intenção
- Eu te amo!
- Eu? Te amo.
SIGNIFICADOS
DAS PALAVRAS
CONCEITUANDO...
 A semântica é a parte da gramática que estuda
não só o significado das palavras, como também
à interpretação dos significados das palavras,
frases ou expressões dentro de um determinado
contexto.
 Nessa área de estudos semânticos de nossa
língua, costuma-se classificar as relações
semânticas em sinonímia, antonímia,
homonímia, paronímia, polissemia, hiperônimos,
hipônimos e arcaísmo.
SINONÍMIA
• É a relação que se estabelece entre duas palavras ou
mais que apresentam significados iguais ou
semelhantes. Do grego, a palavra sinônimo significa
“semelhante nome”.
• A sinonímia plena não existe e, por isso, é preciso
analisar o quanto as palavras são próximas em
significado.
PERFEITAS: o sentido é igual em todos os contextos. Ex:
bonito/belo- língua/idioma- casamento/matrimônio.
IMPERFEITAS: o sentido é apenas semelhante: cidade-
município/cão-cachorro/feliz-alegre/gordo-obeso/ouvir-
escutar.
ANTONÍMIA
• É a relação que se estabelece entre duas palavras
ou mais que apresentam significados diferentes,
contrários.
• A antonímia é habitualmente estabelecida entre
palavras diferentes, com radicais diferentes, mas os
antônimos podem ser formados também por
prefixos de negação, como: im-, in-, des-.

• EXEMPLOS: produtivo/ improdutivo - feliz/ infeliz -


fazer/ desfazer - mal / bem- ausência / presença -
fraco / forte- claro / escuro - subir / descer - cheio /
vazio
POLISSEMIA
A palavra “polissemia” vem do grego: poli = muitos;
semia = sentido, significado. Desse modo, uma palavra
polissêmica nada mais é que aquela que possui
significados múltiplos, embora seja escrita e
pronunciada da mesma forma. Sua função é economizar
as entradas lexicais numa língua.

Exemplos: letra, ponto, linha, dama, cabeça, banco.

OBS: o antônimo (contrário) da polissemia é a


monossemia.
HOMONÍMIA
• Apresenta o prefixo “homo”, que significa “igual”,
e o sufixo “nímia”, que tem a ver com nome. •

• Diz respeito ao fenômeno semântico em que


palavras (raízes etimológicas distintas) possuem
a mesma pronúncia, a mesma grafia e muitas
vezes, a mesma grafia e a mesma pronúncia,
mas significação diferente.
TIPOS DE HOMÔNIMOS
• A homonímia refere-se à capacidade das palavras
serem:
- Homófonas heterográficas: mesmo som (pronúncia),
mas com grafia diferente. Ex: cerrar(fechar) / serrar
(cortar)- concerto(musical) / conserto(reparo).
- Homógrafas heterofônicas: mesma grafia, mas
pronúncia diferente. EX: começo(subs.) / começo
(verb.) / colher(subs.) /colher (verb.).
- Homógrafas homófonas: são iguais na escrita e na
pronúncia. Ex: são(subs.) / são(verb.) / são(adj) -
caminho(subs.) / caminho(verb.) - cedo(verb.) / cedo
(adv.) - canto (verb.) / canto (subs).
POLISSEMIA X HOMONÍMIA
• Ela só marcou um ponto. • Ele casa amanhã.
• O ponto de ônibus é logo • Ela vai para casa domingo.
ali. • A pata era branca.
• Eu levei um ponto na • O cachorro estava com a
cabeça. pata machucada a pata
• Ele ganhou um ponto no machucada.
exercício.
PARONÍMIA
Refere-se a palavras que são escritas e
pronunciadas de forma parecida, mas que
apresentam significados diferentes.
Exemplos:
- Comprimento (tamanho)/ Cumprimento
(saudação)
- Imigrar (entrar num novo país)/ Emigrar
(sair do seu país).
HIPERÔNIMO E HIPÔNIMO
• Hiperônimo: é uma palavra que possui
significado mais abrangente.
• Hipônimo: é um termo com significado mais
restrito.

EXEMPLO:
- material escolar (hiperônimo) / caneta
(hipônimo).
- ferramenta (hiperônimo) / serrote (hipônimo)
- político (hiperônimo) / vereador (hipônimo)
ARCAÍSMO
Arcaísmo é a utilização de palavras antigas, que
perderam seu uso na linguagem culta. Eram
utilizadas por pessoas de outras épocas e foram
substituídas por termos mais modernos, mas que
são sinônimos.
EXEMPLOS:
- Botica = farmácia.
- Ladroa = ladra.
- Vosmecê = você.
CONOTAÇÃO
E DENOTAÇÃO
CONCEITUANDO...
• Denotação e conotação referem-se a
diferentes sentidos que as palavras
podem ter.
DENOTAÇÃO
• A denotação é o uso das palavras no
sentido próprio, ou seja, no sentido do
dicionário, que chamamos de literal.
• Ela é objetiva e precisa.
• A sua intenção é transmitir uma
mensagem que não permita outras
interpretações.
• É a linguagem usada em notícias e
reportagens, bulas de remédios, manuais
de instrução e textos científicos.
CONOTAÇÃO
• A conotação é o uso das palavras no sentido
figurado.
• Ela é subjetiva.
• A sua intenção é transmitir uma mensagem que
permite interpretações diferentes, que vão além
do significado do dicionário.
• É a linguagem usada em textos literários
(poemas, crônicas, novelas), mensagens
publicitárias, charges e tirinhas, história em
quadrinhos.
DENOTAÇÃO X CONOTAÇÃO
• O homem foi picado por • Dizem que aquela mulher
uma cobra. é uma cobra.
• Piolin foi um palhaço • Ele não deixa ninguém
muito famoso. ficar triste. É um
• Alguém atirou uma pedra verdadeiro palhaço.
na janela. • Você tem um coração de
• O meu animal preferido é pedra!
o gato. • Aquele ator é um gato.
• Acende o fogo! • Essa matéria é fogo.
FIGURAS DE
LINGUAGENS
CONCEITUANDO...
• Também chamadas de figuras de estilo, são
recursos expressivos que se revelam pelo modo
não convencional com que as palavras são
trabalhadas, tornando a linguagem mais rica e
expressiva.
• As figuras se dividem em 4 grupos principais:
- Figuras de Palavras;
- Figuras de Pensamentos;
- Figuras de Construção (sintáticas);
- Figuras Sonoras (fonéticas);
FIGURAS DE PALAVRAS
• São as que envolvem mudança de
sentido. Elas adquirem um sentido
novo, diferente do convencional.

São elas:
METÁFORA
• Emprego de palavras no sentido conotativo.
• É um tipo de comparação implícita,
subentendida no texto.
• Se caracteriza por comparar sem termos
comparativos.

EXEMPLOS:
- Aquela menina é uma flor.
- Esta questão é apenas a ponta do “iceberg”.
COMPARAÇÃO
• É a aproximação de dois termos, ligados por
meio de um conectivo comparativo entre os
quais existe uma relação de semelhança. (como,
tal qual, assim como, que nem, igual).
• EXEMPLOS:
- O meu coração está igual a um céu acinzentado.
- O skate dele é rápido como um avião.
- O gato é preguiçoso assim como uma segunda-
feira.
METONÍMIA
Substituição de uma palavra por outra, com base em relações de
proximidade, associação lógica ou contiguidade (e não por
semelhança, como na metáfora).

O autor pela obra: Você já leu Shakespeare?


O continente pelo conteúdo: Ela bebeu dois copos de leite.
A parte pelo todo: Precisamos de mais braços na lavoura.
O singular pelo plural: O professor merece valorização.
O instrumento por quem o utiliza: O bisturi salvou uma vida hoje.
O abstrato pelo concreto: A juventude não pensa nos seus atos.
O efeito pela causa: Ele vive do seu trabalho.
A matéria pelo objeto: Os cristais tiniam na bandeja de prata.
A marca pelo produto: Comprei um Bombril.
CATACRESE
É o uso de uma metáfora desgastada, que já virou
expressão comum na língua. Ocorre pela falta de
uma palavra própria para nomear determinados
seres.

EXEMPLO:
• Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
• A asa da xícara quebrou-se.
• Acabei de embarcar no avião.
PERÍFRASE
Usar uma expressão descritiva no lugar do nome
próprio ou comum de algo. Para pessoas é
antonomásia.
EXEMPLO:
- A cidade maravilhosa acordou em festa. (Rio de
Janeiro)
- O astro-rei iluminava o céu. (Sol)
- O poeta dos escravos foi homenageado. (Castro
Alves)
- A Rainha dos Baixinhos conquistou o Brasil. (Xuxa)
SINESTESIA
Mistura de sensações de sentidos diferentes
(visão, audição, olfato, paladar, tato).

EXEMPLOS:
- Ouvi um perfume doce no ar.
- Ouvi uma voz áspera no telefone.
- O silêncio tinha um cheiro frio de abandono.
FIGURAS DE PENSAMENTO
• São figuras de linguagem que produzem
efeitos de sentido mais ligados às ideias do
que às palavras ou estruturas.

• Elas envolvem intenção, emoção, surpresa,


crítica, ironia, entre outros recursos.
IRONIA
• Afirma-se o contrário do que se quer dizer, com
intenção crítica, sarcástica ou cômica.

• Exemplo:
- Que aluno exemplar! Tirou zero em todas as
matérias.
- Parabéns! Chegou duas horas atrasado.
- Você é mesmo um gênio... esqueceu o próprio
nome!
HIPÉRBOLE
Uso de exagero intencional para enfatizar
uma ideia ou emoção.

Exemplo:
- Chorei um rio de lágrimas.
- Estou morrendo de fome!
- Esperei por você a vida inteira!
EUFEMISMO
Substituição de uma palavra ou ideia negativa,
dura ou ofensiva por uma expressão suave.

Exemplo:
- Ele partiu para um lugar melhor.
- A menina se desviou do bom caminho.
- A empresa fez um corte no quadro de
funcionários.
ANTÍTESE
Consiste na aproximação de termos de
sentido opostos, de antônimos.

EXEMPLOS:
- No meio do caos, buscava a paz.
- Entre o riso e a dor, seguiu seu destino.
- Era forte de corpo, mas fraco de espírito.
PARADOXO
Uso de ideias contraditórias no mesmo
enunciado, criando um choque de lógica.

Exemplo:
- É morrendo que se vive para a vida eterna.
- O silêncio gritava naquela sala.
- Ela chorava de alegria.
PROSOPOPEIA (PERSONIFICAÇÃO)
Atribuição de características humanas a
seres inanimados, animais ou abstratos.

Exemplo:
- As estrelas sorriam no céu.
- As árvores sussurravam segredos ao vento.
- A cidade acordou triste naquele dia.
APÓSTROFE
Interrupção do discurso para uma invocação
enfática a uma pessoa, ser ou ideia.

Exemplo:
- Ó Deus, por que me abandonaste?
- Senhor Tempo, por que passas tão rápido?
- Meu amor, onde estás que não me respondes?
GRADAÇÃO
Sequência de palavras ou ideias em ordem crescente
(clímax) ou decrescente (anticlímax).

Exemplo:
- Chegou, olhou, sorriu, abraçou, beijou, amou.
- Foi herói, exemplo, homem... depois, nada.
- Ela olhou, se aproximou, tocou, beijou.
PRETERIÇÃO
Consiste em afirmar que não se pretende mencionar
determinado fato, pessoa ou ideia, mas acaba-se
fazendo referência a isso de forma indireta ou
dissimulada. (dizer que não vai falar, mas fala)
EXEMPLOS:
- Não quero nem lembrar sua traição, mas ela ainda dói.
- Nem vou citar o seu comportamento vergonhoso
ontem à noite...
- Sem querer ofender, mas você foi extremamente
injusto.”
LILOTE
Afirma algo de forma indireta, usando a negação do
contrário daquilo que se quer dizer, criando um efeito de
suavidade, modéstia ou elegância.

Exemplo:
-Você não é burro.
- Ele não está errado.
- Esse lugar não é feio.
FIGURAS DE CONSTRUÇÃO ( SINTAXE)
• São figuras de linguagem que alteram a
estrutura habitual da frase, criando efeitos de
ênfase, ritmo, surpresa ou expressividade.

• Elas mexem na ordem das palavras, nas


repetições, nos termos elípticos ou
sobressalentes da construção sintática.
ELIPSE
Omissão de um termo facilmente identificado
pelo contexto.

Exemplos:
- Na sala, apenas silêncio.
- Comi demais. Estou cheio.
- Preferi não parar, estava com muita pressa.
ZEUGMA
Tipo específico de elipse, onde se omite um
termo que já apareceu antes.

Exemplos:
- Eu gosto de café; ela, de chá.
- João foi ao cinema; Pedro, ao teatro.
- Marcos comprou um livro; Carla, um caderno.
POLISSÍNDETO
Repetição intencional e enfática de conjunções
coordenativas (especialmente “e”, “nem”, “mas”)

Exemplos:
- E fala, e grita, e chora, e não se cala!
- Nem chuva, nem vento, nem trovão, só
escuridão.
- Ele tentou, mas não conseguiu, mas insistiu,
mas fracassou de novo.
ASSÍNDETO
Oposição ao polissíndeto. É a supressão das
conjunções, especialmente o “e”, entre orações
ou termos de uma lista.

Exemplos:
- Vim, vi, venci.
- Abriu a porta, entrou, sentou, ficou em silêncio.
- Chorava, tremia, suplicava perdão.”
ANACOLUTO
Quando o início da frase começa com um termo
que é abandonado, e a frase segue por outro
caminho, criando uma “quebra” na estrutura
lógica.

Exemplos:
- A minha mãe, eu não sei o que ela vai achar
disso.
- A vida, não se pode brincar com ela.
- Esses alunos, não sei o que fazer com eles.
HIPÉRBATO
Inversão da ordem direta dos termos na oração
(Sujeito + Verbo + Complemento).

Exemplos:
- Das estrelas, vinha a luz brilhante
- Triste estava a moça naquela manhã.
- Cheio de ódio estava o assassino.
PLEONASMO
Repetição de palavras com o mesmo sentido,
para reforçar a ideia. Quando bem usado, é
estilístico (não vício).

Exemplos:
- Vi com meus próprios olhos.
- Subir para cima.
- Gritou bem alto.
ANÁFORA (REPETIÇÃO)
Repetição intencional de uma ou mais palavras no
início de versos, frases ou orações consecutivas.

Exemplos:
- Se você grita, se você chora, se você ama, se você
sofre...
- Tudo era silêncio, tudo era sombra, tudo era
ausência.
- Quero paz, quero amor, quero esperança.”
SILEPSE
A concordância é feita com a ideia (sentido) e não
com a gramática literal da frase.

TIPOS:
- Silepse de número: O povo fugiram das
enchentes
- Silepse de pessoa: Os brasileiros somos alegres.
- Silepse de gênero: Vossa Excelência está
preocupado?
FIGURAS FONÉTICAS (SOM)
• São figuras que exploram efeitos sonoros
na linguagem para provocar musicalidade,
ritmo, emoção ou ênfase.
• Muito comuns na poesia, literatura de
cordel, músicas e textos orais.
ALITERAÇÃO
• Repetição intencional de consoantes iguais ou
semelhantes, criando efeito sonoro ou
expressivo.
Exemplos:
- O rato roeu a roupa do rei de Roma
- O vento varria as velhas folhas
- Gritava, gemia, gania o garoto
ASSONÂNCIA
Repetição intencional de sons vocálicos (vogais)
em palavras próximas, criando efeito sonoro ou
harmônico.

Exemplos:
- Ouço o rouco som do corvo louco.
- Noite fria, vida vazia e alma sombria.
- Ela vela e espera pela estrela.
ONOMATOPEIA
Uso de palavras que imitam sons da natureza, de
animais, de máquinas ou vozes humanas.

Exemplos:
- O tic-tac do relógio ecoava pela sala.
- O miau do gato acordou a casa.
- Bum! A bomba explodiu.
PARONOMÁSIA
Consiste na aproximação de palavras parecidas
no som, mas com significados diferentes.

Exemplos:
- O eminente juiz foi homenageado por seu papel
iminente na decisão.
- As palavras comprimento e cumprimento
medem mais do que você pensa.
- O cavaleiro, muito cavalheiro, conquistou a
donzela.

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