História
O imperialismo europeu e a
partilha da África
4º bimestre Ensino Fundamental:
Aula 17 Anos Finais
● Identificar como se deu o processo
● Processo de partilha da África
de partilha da África;
segundo a ótica europeia.
● Analisar como países europeus
atuaram no processo de partilha da
África.
Relembre VIREM E CONVERSEM
Na última aula,
aprendemos sobre o
imperialismo e as suas
teorias raciais
legitimadoras.
Lembrando-se disso,
observe a imagem ao
lado e responda:
Quem são os
personagens da
charge e o que eles
representam?
Charge política de Victor Gillam, que
critica o “fardo do homem branco”.
Reprodução – WIKIWAND, [s.d.].
Disponível em:
[Link]
ostcolonial_international_relations#/med
ia/File:The_White_Man%27s_Burden.pn
g. Acesso em: 15 abr. 2025.
Foco no conteúdo
Neocolonialismo
● 1870: crise econômica afetou as
potências europeias;
● Governos viram como solução
possível iniciar um processo de
colonização de outros países para
explorá-los econômica e
politicamente;
● Potências imperialistas começaram
a colonizar territórios da África, da
Ásia e da Oceania;
● A dominação colonial dessas
O mapa indica uma mancha cor-de-rosa, o território que os portugueses
regiões ficou conhecida como pretendiam dominar ao sul do continente africano, ligando Angola e
Moçambique.
neocolonialismo, como parte
integrante do imperialismo. Reprodução – DOMINGUES, 2019. Disponível em: [Link]
conferencia-de-berlim-e-o-destino-da-africa/. Acesso em: 15 abr. 2025.
Foco no conteúdo
A partilha da África
● Para organizar a disputa por
territórios no continente africano, foi
realizada a Conferência de Berlim
(1884-1885);
● Nessa conferência, foram definidos:
● os territórios que seriam explorados
(e por quem),
● normas a serem seguidas por
todos.
Quem a obra ao lado representa participando
da Conferência de Berlim? O que isso nos
Cena da Conferência de Berlim com a participação de países como
Bélgica, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Portugal e Espanha. indica sobre a voz dos povos africanos frente
à partilha de seu continente?
Reprodução – RASMUS_SVENSKA/WIKIMEDIA COMMONS, 2008. Disponível em:
[Link] Acesso em:
15 abr. 2025.
Foco no conteúdo
Impactos da Conferência de Berlim
● Como resultado, o continente foi fragmentado e
novas fronteiras foram desenhadas, muitas em
linhas retas.
● A partilha levou em consideração apenas os
interesses das nações que participaram da
conferência.
● Observe o mapa ao lado que representa como a
divisão se deu.
A partilha da África não levou em consideração os
aspectos étnicos, culturais, sociais, políticos e
Divisão da África no século XIX.
econômicos existentes no continente. Como você acha
que isso impactou a rotina e convivência de Fonte: BERLARY2312, 2020.
Produzido pela SEDUC-SP.
diferentes grupos étnicos na prática?
Pause e responda
A Conferência de Berlim decidiu sobre:
Como promover o crescimento
Quais países europeus teriam
econômico das sociedades
direito de colonizar a África.
africanas.
Como estabelecer relações As punições para os países
amigáveis com os territórios africanos que não se aliassem à
africanos. Europa.
A Conferência de Berlim decidiu sobre:
Pause e responda
Como promover o crescimento
Quais países europeus teriam
econômico das sociedades
direito de colonizar a África.
africanas.
Como estabelecer relações As punições para os países
amigáveis com os territórios africanos que não se aliassem à
africanos. Europa.
Foco no conteúdo
Link para vídeo
África Equatorial Francesa 14 Colônias: como a França ainda mantém
um império na África
● No início do século XIX, os franceses
colonizaram a região norte da África;
● Na atual Argélia, uma campanha
militar teve início em 1830, com uma
guerra de colonização que durou 17
anos e vitimou cerca de 800 mil
argelinos;
● Lá, viviam diversos povos
muçulmanos, que foram subjugados
para servir aos interesses dos
colonizadores; O vídeo, do canal Capital Financeiro, demonstra um pouco mais
dessa imposição por parte da França e seus contextos de
dominação (e consequências) até os dias atuais.
● O governo francês também incentivou
a migração de franceses para a CAPITAL FINANCEIRO. 14 colônias: como a França ainda mantém um
império na África. Disponível em:
região, dando privilégios sobre as [Link] Acesso em: 15 abr. 2025.
populações locais.
Foco no conteúdo
Império britânico
● Os ingleses também iniciaram
o estabelecimento de um
império através de uma
campanha militar que
estabeleceu domínios na
África, Ásia, América e
Oceania;
● Uma das principais colônias
inglesas na África foi a África
do Sul;
● Os ingleses colonizaram a O império britânico era inteiramente conectado por cabos de telégrafo, como demonstrado no mapa
região no ano de 1806 e acima. O bordão dos imperialistas apresentava com orgulho a extensão territorial e mundial do domínio
britânico, apresentando-o como o “império em que o Sol nunca se punha”.
massacraram as populações
Reprodução – WIKIMEDIA COMMONS, 2019. Disponível em:
locais – entre elas, o reino zulu [Link] Acesso em: 15 abr. 2025.
e a etnia xossa.
Foco no conteúdo
Resumindo...
Fonte: BERLARY2312, 2020.
Produzido pela SEDUC-SP.
Na prática Atividade 1 Veja no livro! 2 minutos
(EINSTEIN 2019) Analise os mapas
Na prática Atividade 1 Veja no livro!
(EINSTEIN 2019) A partir de seus conhecimentos e da comparação entre os dois mapas,
pode-se afirmar que
A a partilha do continente africano ocorreu no início do século XIX, assegurando o
equilíbrio entre as áreas territoriais controladas pelas potências europeias.
B o processo de libertação da África do domínio colonial europeu desenvolveu-se no
decorrer do século XIX, a partir de acordos diplomáticos com as potências
europeias.
C a ocupação do centro africano ocorreu no decorrer do século XIX e reafirmou a
hegemonia das mesmas potências europeias que já colonizavam o litoral do
continente.
D a ocupação principal da África ocorreu no decorrer do século XIX, culminando com a
partilha do continente pelas potências europeias.
E o avanço da ocupação europeia para o centro do continente africano foi pacífico e de
natureza semelhante à dominação do litoral no princípio do século XIX.
Na prática
Correção
(EINSTEIN 2019) A partir de seus conhecimentos e da comparação entre os dois mapas,
pode-se afirmar que
A a partilha do continente africano ocorreu no início do século XIX, assegurando o
equilíbrio entre as áreas territoriais controladas pelas potências europeias.
o processo de libertação da África do domínio colonial europeu desenvolveu-se no
B decorrer do século XIX, a partir de acordos diplomáticos com as potências
europeias.
C a ocupação do centro africano ocorreu no decorrer do século XIX e reafirmou a
hegemonia das mesmas potências europeias que já colonizavam o litoral do continente.
D a ocupação principal da África ocorreu no decorrer do século XIX, culminando com a
partilha do continente pelas potências europeias.
E o avanço da ocupação europeia para o centro do continente africano foi pacífico e de
natureza semelhante à dominação do litoral no princípio do século XIX.
Na prática
Resolução
Ao longo do século XIX o domínio europeu sobre o continente africano aumentou, com
legitimações e partilhas oficiais entre as potências na Conferência de Berlim (1884-1885),
sem levar em considerações as vivências, questões étnicas, políticas e culturais dos
diferentes povos africanos.
Na prática
TODO MUNDO ESCREVE Querendo regular num espírito de boa
compreensão mútua as condições mais
Atividade 2 Veja no livro! 8 minutos favoráveis ao desenvolvimento do comércio e
da civilização em certas regiões da África, e
assegurar a todos os povos as vantagens da
Leia o trecho e, na sequência, livre navegação sobre os dois principais rios
responda às questões. africanos que se lançam no Oceano Atlântico;
desejosos, por outro lado, de prevenir os mal-
Explique como o trecho da entendidos e as contestações que poderiam
convocação da Conferência de Berlim originar, no futuro, as novas tomadas de posse
nas costas da África, e preocupados ao
(1884-1885) utiliza uma linguagem de mesmo tempo com os meios de crescimentos
“benefício mútuo” e “civilização” para do bem-estar moral e material das populações
mascarar os reais interesses das aborígines, resolveram sob convite que lhes
potências europeias no continente enviou o Governo Imperial Alemão, em
africano. Cite, pelo menos, dois concordância com o Governo da República
Francesa, reunir para este fim uma
elementos do texto que evidenciam
Conferência em Berlim [...].
essa contradição.
(BISMARCK et al., [s.d.])
Na prática
Correção
Explique como o trecho da convocação da Conferência de Berlim (1884-1885) utiliza uma
linguagem de “benefício mútuo” e “civilização” para mascarar os reais interesses das
potências europeias no continente africano. Cite, pelo menos, dois elementos do texto que
evidenciam essa contradição.
O texto emprega termos como “bem-estar moral e material das populações aborígines”
e “livre navegação” para apresentar uma imagem altruísta, enquanto o verdadeiro
objetivo era regular a exploração colonial. Dois elementos revelam isso: a menção à
prevenção de “contestações” por “tomadas de posse”, mostrando o foco na divisão
territorial entre europeus; e a ênfase no “desenvolvimento do comércio”, que, na
prática, significava o controle econômico pelos colonizadores, não pelos africanos.
Encerramento COM SUAS PALAVRAS
Observando o mapa moderno da
África representado ao lado,
responda:
1. Quais países europeus colonizaram o
continente africano? Como?
2. Quais foram os legados da partilha da
África e suas fronteiras artificiais ainda
visíveis hoje?
Produzido pela SEDUC-SP com imagens © Getty Images
Referências
BISMARCK, O. von. et al. Ata geral redigida em Berlim em 26 de fevereiro de 1885. Faculdade de
Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, [s.d.]. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 abr.
2025.
BERLARY2312. Imperialismo europeu no final do século XIX. Brainly, 22 maio 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 abr. 2025.
DOMINGUES, J. E. A Conferência de Berlim (1884-1885) e o destino da África. Ensinar História, 10
fev. 2019. Disponível em: [Link]
Acesso em: 15 abr. 2025.
DOMINGUES, J. E. “O fardo do homem branco”: exaltação do imperialismo. Ensinar História, 6 ago.
2020. Disponível em: [Link]
Acesso em: 15 abr. 2025.
FANON, F. Peles negras, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008. Disponível em:
[Link]
content/uploads/2014/05/Frantz_Fanon_Pele_negra_mascaras_brancas.pdf. Acesso em: 15 abr. 2025.
HERNANDEZ, L. L. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro,
2008.
Referências
HOBSBAWM, E. J. A era dos impérios: 1875-1914. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
LEMOV, D. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula. Porto Alegre: Penso,
2023.
MONAGREDA, J. K. A raça na construção de uma identidade política: alguns conceitos
preliminares. Mediações, v. 22, n. 2, jul./dez. 2017. p. 366-393. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 abr. 2025.
ROSENSHINE, B. Principles of instruction: research-based strategies that all teachers should know.
American Educator, v. 36, n. 1, Washington, 2012. p. 12-19. Disponível em:
[Link] Acesso em: 15 abr. 2025.
SAID, E. W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras,
2007.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista, 2019. Disponível em:
[Link]
Educa%C3%A7%C3%[Link]. Acesso em: 15 abr. 2025.
Identidade visual: imagens © Getty Images
Aprofundando
A seguir, você encontra uma seleção de exercícios extras,
que ampliam as possibilidades de prática, de retomada e
aprofundamento do conteúdo estudado.
Aprofundando
Veja no livro!
A África só começou a ser ocupada
(UNESP 2015 – Adaptada) A partilha da
África entre os países europeus, no final do pelas potências europeias
século XIX, exatamente quando a América se
tornou independente, quando o
A buscou conciliar os interesses de
antigo sistema colonial ruiu, dando
colonizadores e colonizados.
lugar a outras formas de
respeitou as divisões étnicas
enriquecimento e desenvolvimento
B
existentes no continente africano. das economias mais dinâmicas,
que se industrializavam e
ignorou os laços comerciais, ampliavam seus mercados
C políticos e culturais existentes no
consumidores. Nesse momento foi
continente africano.
criado um novo tipo de
privilegiou os países que haviam
D perdido colônias em outras partes
colonialismo, implantado na África
do mundo. a partir do final do século XIX [...].
afetou apenas as áreas litorâneas, (Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)
E sem interferir no centro e no sul
do continente africano.
Aprofundando
Correção
(UNESP 2015 – Adaptada) A partilha A África só começou a ser ocupada
da África entre os países europeus, no pelas potências europeias
final do século XIX, exatamente quando a América se
tornou independente, quando o
A buscou conciliar os interesses de
antigo sistema colonial ruiu, dando
colonizadores e colonizados.
lugar a outras formas de
respeitou as divisões étnicas
enriquecimento e desenvolvimento
B
existentes no continente africano. das economias mais dinâmicas,
que se industrializavam e
ignorou os laços comerciais, ampliavam seus mercados
C políticos e culturais existentes no
consumidores. Nesse momento foi
continente africano.
criado um novo tipo de
privilegiou os países que haviam
D perdido colônias em outras partes
colonialismo, implantado na África
do mundo. a partir do final do século XIX [...].
afetou apenas as áreas litorâneas, (Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano, 2007.)
E sem interferir no centro e no sul
do continente africano.
Aprofundando
Resolução
As potências imperialistas invadiram e subjugaram os povos africanos a partir do momento
em que o colonialismo nas Américas ruiu. Para essas divisões neocoloniais, divisões
territoriais como a de Conferência de Berlim não respeitaram os laços, culturas e etnias já
antes estabelecidos no interior do continente africano.
Aprofundando
Veja no livro!
(UFRGS 2016 – Adaptada)
Observando a charge ao lado, uma das
principais características destacadas é
o convívio pacífico entre africanos e
A europeus, com direitos políticos e
sociais.
B o processo de descolonização da África,
com apoio das potências europeias.
C a dominação de 10% de todo o território
africano pelas potências europeias.
a exploração econômica dos territórios
D em estruturas coloniais excludentes e
violentas.
a limitação do imperialismo europeu
E somente à Ásia e à Oceania pelas Otto Von Bismarck divide um bolo com o nome “África” entre os convidados da Conferência de Berlim.
Reprodução – JACKINTHELIGHT/WIKIMEDIA COMMONS, 2023. Disponível em:
potências em disputa. [Link] Acesso em: 15
abr. 2025.
Aprofundando
Correção
(UFRGS 2016 – Adaptada)
Observando a charge ao lado, uma das
principais características destacadas é
o convívio pacífico entre africanos e
A europeus, com direitos políticos e
sociais.
o processo de descolonização da
B África, com apoio das potências
europeias.
a dominação de 10% de todo o
C território africano pelas potências
europeias.
a exploração econômica dos
D territórios em estruturas coloniais
excludentes e violentas.
a limitação do imperialismo europeu
E somente à Ásia e à Oceania pelas Otto Von Bismarck divide um bolo com o nome “África” entre os convidados da Conferência de Berlim.
Reprodução – JACKINTHELIGHT/WIKIMEDIA COMMONS, 2023. Disponível em:
potências em disputa. [Link] Acesso em: 15
abr. 2025.
Aprofundando
Resolução
A Conferência de Berlim legitimou a partilha da África tal qual um bolo. Ou seja, sem uma
humanização, e a partir de uma violência física, psicológica e de direitos culturais e sociais
através da dominação de Estados europeus sobre diferentes povos africanos, visando a
exploração de recursos, mão de obra e de mercado.
Para professores
Slide 2
Habilidade: (EF08H123) Estabelecer relações causais entre as ideologias raciais e o
determinismo no contexto do imperialismo europeu e seus impactos na África e na Ásia.
(SÃO PAULO, 2019)
Slide 3
Dinâmica de condução: para dar continuidade à aula anterior sobre as teorias raciais e o
imperialismo, o foco agora é entender o processo de partilha da África e o comportamento
das potências europeias nesse contexto. Assim sendo, a seção Relembre busca retomar
as teorias raciais do século XIX, suas críticas e a legitimação com a qual tentou passar o
imperialismo. Faça uma leitura coletiva da imagem, buscando entender os personagens
envolvidos, bem como os escritos sob as pedras, que aludem a uma crítica ao fardo do
homem branco. Dê maior atenção ao grupo da esquerda, tendo em vista que se trata de
uma aula sobre o imperialismo europeu, e não americano.
Expectativas de respostas: “A charge faz apologia ao poema de Kipling mostrando um
britânico carregando seu fardo. Nos personagens, está escrito: Zulu, China, Egito e Índia.
As pedras no caminho do britânico trazem escrito: brutalidade, escravidão, ignorância,
canibalismo, crueldade.” Fonte: Joelza Ester Domingues, blog Ensinar História.
Aprofundamento:
DOMINGUES, J. E. “O fardo do homem branco”: exaltação do imperialismo. Ensinar
História, 6 ago. 2020. Disponível em: [Link]
branco-exaltacao-do-imperialismo/. Acesso em: 15 abr. 2025.
Slides 4 a 12
Dinâmica de condução: a aula deve abordar como as potências europeias, durante a
Conferência de Berlim (1884-1885), dividiram a África sem a participação de representantes
africanos, priorizando interesses econômicos e estratégicos. A historiografia atual foi
incluída para discutir os impactos da partilha, como a criação de fronteiras artificiais. Além
disso, o mapa mental que resume a aula de hoje, também presente nos materiais
impressos, pode ajudar a organizar as informações sobre as potências envolvidas, as
fronteiras impostas e as consequências geradas.
Aprofundamento:
DOMINGUES, J. E. A Conferência de Berlim (1884-1885) e o destino da África. Ensinar
História, 10 fev. 2019. Disponível em: [Link]
e-o-destino-da-africa/. Acesso em: 15 abr. 2025.
HERNANDEZ, L. L. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo:
Selo Negro, 2008.
Slides 12 a 17
Dinâmica de condução: as atividades de análise de textos históricos, como os relatos da
Conferência de Berlim, e as discussões em grupos ajudarão a aprofundar a compreensão.
As questões da seção Na prática tenderão a reforçar os conceitos sobre a violência da
partilha da África e estimular as análises e interpretações das fontes em diferentes
suportes, o que possibilita uma visão mais ampla e aprofundada, promovendo a análise
crítica. A depender do tamanho da turma, é possível que se faça tudo de forma conjunta, ou
dividindo em grupos menores para a leitura, análise e debate. Para tornar a aula mais
dinâmica e próxima da realidade dos estudantes, é essencial utilizar perguntas que os
envolvam e estimulem a reflexão crítica sobre o tema.
Slide 18
Dinâmica de condução: a atividade final da aula, na seção Encerramento, deve fazer
com que os estudantes reflitam sobre os legados da partilha da África, especialmente as
consequências das fronteiras artificiais ainda visíveis hoje. Tendo isso em vista, permita que
as estudantes dialoguem entre si e busquem suas próprias conclusões e lembranças da
aula. Estimule que as estudantes respondam, instigando-os com novas perguntas, bem
como corrigindo-os ao final, para pontuar e sanar possíveis dúvidas.
Expectativas de respostas:
1. Diversos países europeus colonizaram a África durante o período do imperialismo no
século XIX e início do século XX, incluindo os participantes da Conferência de Berlim, como
Reino Unido, França, Portugal, Bélgica, Espanha, Itália, Alemanha. A exploração ocorreu
por meio de acordos diplomáticos e, muitas vezes, de força militar, levando ao controle de
vastas áreas e à exploração de recursos naturais e mão de obra local.
2. A principal herança da partilha foi a imposição de fronteiras artificiais, sem consideração
pelas etnias, culturas ou estruturas políticas locais, o que gerou tensões e conflitos que
perduram até hoje. Isso é possível de se notar a partir do mapa oficial atual, em que muitas
linhas retas permaneceram. Além disso, a exploração colonial deixou legados como
desigualdade econômica, exploração de recursos e mudanças nas estruturas sociais e
políticas das nações africanas.