Ultra IHM - SEDUCRS
Ultra IHM - SEDUCRS
ULTRAIHM
O resumo ultradetalhado das 30 habilidades de Linguagens
Prof. Felipe Pereira
d) Uma a duas questões de cada habilidade que exemplificam essas formas clássicas
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Competência 1 – Sistemas de
comunicação e gêneros textuais
HABILIDADE 1
Identificar as diferentes linguagens e seus recursos expressivos como elementos de caracterização dos
sistemas de comunicação.
Palavras-chave: recursos e caracterização dos sistemas de comunicação (ou dos gêneros textuais)
Primeiro Padrão Clássico h1: pelas características do texto, a que gênero ele pertence? Bastante frequente
cair resenha ou teatro, porém aparecem também muitos gêneros aleatórios. Confia na prova, ela te dá as
informações necessárias desde que você se concentre na instalação da habilidade 01.
A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao
perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939
a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o
subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispões a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto
e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar
ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.
A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica
celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve
e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso
absoluto – e raro – de crítica e público.
Disponível em: www.odevoradordelivros.com. Acesso em: 24 jun. 2014.
Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse fragmento é
um(a)
A reportagem, pois busca convencer o interlocutor da tese defendida ao longo do texto.
B resumo, pois promove o contato rápido do leitor com uma informação desconhecida.
C sinopse, pois sintetiza as informações relevantes de uma obra de modo impessoal.
D instrução, pois ensina algo por meio de explicações sobre uma obra específica.
E resenha, pois apresenta uma produção intelectual de forma crítica.
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Segundo Padrão Clássico h1: já é informado o gênero a que pertence o texto, e a pergunta quer saber
quais as características do texto que justificam o fato de pertencer a este gênero.
Considerando os elementos constitutivos dos gêneros textuais circulantes na sociedade, nesse fragmento de
resenha predominam
A caracterizações de personalidades do contexto musical brasileiro dos anos 1960.
B questões polêmicas direcionadas à produção musical brasileira nos anos 1960.
C relatos de experiências de artistas sobre os festivais de música de 1967.
D explicações sobre o quadro cultural do Brasil durante a década de 1960.
E opiniões a respeito de uma obra sobre a cena musical de 1967.
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HABILIDADE 2
Recorrer aos conhecimentos sobre as linguagens dos sistemas de comunicação e informação para resolver
problemas sociais.
Palavras-chave: problemas sociais
Padrão Clássico h2: questões da h2 não parecem ser de Linguagens, por conta de os assuntos abordados
serem aleatórios. O foco é justamente o problema social ao qual a linguagem se refere, por isso importa
menos a linguagem do que a problemática que ela aborda. Basicamente você precisa se perguntar qual é
o problema social abordado e qual a proposta para entendê-lo ou resolvê-lo.
Os meios de comunicação podem contribuir para a resolução de problemas sociais, entre os quais o da violên-
cia sexual infantil. Nesse sentido, a propaganda usa a metáfora do pesadelo para
A informar crianças vítimas de abuso sexual sobre os perigos dessa prática, contribuindo para erradicá-la.
B denunciar ocorrências de abuso sexual contra meninas, com o objetivo de colocar criminosos na cadeia.
C dar a devida dimensão do que é o abuso sexual para uma criança, enfatizando a importância da denúncia.
D destacar que a violência sexual infantil predomina durante a noite, o que requer maior cuidado dos responsáveis
nesse período.
E chamar a atenção para o fato de o abuso infantil ocorrer durante o sono, sendo confundido por algumas crianças
com um pesadelo.
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HABILIDADE 3
Relacionar informações geradas nos sistemas de comunicação e informação, considerando a função social
desses sistemas.
Palavras-chave: função social de um sistema de comunicação ou de um gênero
Padrão Clássico h3: atenção aqui! O foco NÃO é o conteúdo do texto, e sim a função do gênero ao qual
o texto pertence. Muito clássico cair um texto COMENTANDO UM LIVRO, e a função deste texto será
COMENTAR O LIVRO, independentemente do assunto abordado no livro. Releia essa explicação e veja a
questão abaixo.
Ela era linda. Gostava de dançar, fazia teatro em São Paulo e sonhava ser atriz em Hollywood. Tinha 13 anos
quando ganhou uma câmera de vídeo – e uma irmã. As duas se tornaram suas companheiras de experimentações.
Adolescente, Elena vivia a criar filminhos e se empenhava em dirigir a pequena Petra nas cenas que inventava. Era
exigente com a irmã. E acreditava no potencial da menina para satisfazer seus arroubos de diretora precoce. Por
cinco anos, integrou algumas das melhores companhias paulistanas de teatro e participou de preleções para filmes
e trabalhos na TV. Nunca foi chamada. No início de 1990, Elena tinha 20 anos quando se mudou para Nova York
para cursar artes cênicas e batalhar uma chance no mercado americano. Deslocada, ansiosa, frustrada após alguns
testes de elenco malsucedidos, decepcionada com a ausência de reconheci mento e vitimada por uma depressão
que se agravava com a falta de perspectivas, Elena pôs fim à vida no segundo semestre. Petra tinha 7 anos. Vinte
anos depois, é ela, a irmã caçula, que volta a Nova York para percorrer os últimos passos da irmã, vasculhar seus
arquivos e transformar suas memórias em imagem e poesia.
Elena é um filme sobre a irmã que parte e sobre a irmã que fica. É um filme sobre a busca, a perda, a saudade,
mas também sobre o encontro, o legado, a memória. Um filme sobre a Elena de Petra e sobre a Petra de Elena,
sobre o que ficou de uma na outra e, essencialmente, um filme sobre a delicadeza.
VANUCHI, C. Época, 19 out. 2012 (adaptado)
O texto é exemplar de um gênero discursivo que cumpre a função social de
A narrar, por meio de imagem e poesia, cenas da vida das irmãs Petra e Elena.
B descrever, por meio das memórias de Petra, a separação de duas irmãs.
C sintetizar, por meio das principais cenas do filme, a história de Elena.
D lançar, por meio da história de vida do autor, um filme autobiográfico.
E avaliar, por meio de análise crítica, o filme em referência.
Centro das atenções em um planeta cada vez mais interconectado, a Floresta Amazônica expõe inúmeros dile-
mas. Um dos mais candentes diz respeito à madeira e sua exploração econômica, uma saga que envolve os muitos
desafios para a conservação dos recursos naturais às gerações futuras.
Com o olhar jornalístico, crítico e ao mesmo tempo didático, adentramos a Amazônia em busca de histórias e
sutilezas que os dados nem sempre revelam. Lapidamos estatísticas e estudos científicos para construir uma sín-
tese útil a quem direciona esforços para conservar a floresta, seja no setor público, seja no setor privado, seja na
sociedade civil.
Guiado como uma reportagem, rica em informações ilustradas, a obra Madeira de ponta a ponta revela a di-
versidade de fraudes na cadeia de produção, transporte e comercialização da madeira, bem como as iniciativas de
boas práticas que se disseminam e trazem esperança rumo a um modelo de convivência entre desenvolvimento e
manutenção da floresta.
VILLELA, M.; SPINK, P. In: ADEODATO, S. et al. Madeira de ponta a ponta: o caminho desde a floresta até o consumo. São Paulo: FGV RAE, 2011 (adaptado)
A fim de alcançar seus objetivos comunicativos, os autores escreveram esse texto para
A apresentar informações e comentários sobre o livro.
B noticiar as descobertas científicas oriunda da pesquisa
C defender as práticas sustentáveis de manejo da madeira.
D ensinar formas de combate à exploração ilegal de madeira.
E demonstrar a importância de parcerias para a realização da pesquisa.
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HABILIDADE 4
Reconhecer posições críticas aos usos sociais que são feitos das linguagens e dos sistemas de comunicação
e informação.
Palavras-chave: posições críticas aos usos DA LINGUAGEM.
Primeiro Padrão Clássico h4: haverá uma charge que apresenta uma visão crítica, diferenciada, que fuja ao
senso comum, em relação a algum aspecto social.
O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em oposição às outras e representa a
A opressão das minorias sociais.
B carência de recursos tecnológicos.
C falta de liberdade de expressão.
D defesa da qualificação profissional.
E reação ao controle do pensamento coletivo.
Segundo Padrão Clássico h4: haverá um uso social da linguagem. Exemplos: publicações que idealizam a
vida real nas redes sociais, cantigas infantis de uma determinada época, formas de usar a linguagem na
internet. Após identificar qual o uso da linguagem em questão, cabe a você reconhecer qual a posição
crítica que está sendo defendida em relação a este uso.
Álvaro, me adiciona
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.” Espan-
ta que Álvaro de Campos tenha dito isso antes do advento das redes sociais. O heterônimo parece estar falando da
minha timeline: “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?”. Humblebrag é uma palavra que
faz falta em português. Composta pela junção das palavras humble (humilde) e brag (gabar-se), seria algo como a
gabação modesta. Em vez de simplesmente gabar-se: “Ganhei um prêmio de melhor ator no Festival de Gramado”,
você diz: “O Festival de Gramado está muito decadente. Para vocês terem uma ideia, me deram um prêmio de me-
lhor ator.” Atenção: se todo post é vaidoso, toda coluna também. Percebam o uso de palavras em inglês, a citação
a Fernando Pessoa. Tudo o que eu mais quero é que vocês me achem o máximo. “Então sou só eu que sou vil e
errôneo nessa terra?”. Não, Álvaro. Me adiciona.
DUVIVIER, G. Caviar é uma ova. São Paulo: Cia. das Letras, 2016 (adaptado).
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O texto traz uma crítica ao uso que as pessoas fazem da linguagem nas redes sociais. Qual passagem exem-
plifica linguisticamente essa crítica?
A “Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo’.”
B “‘O heterônimo parece estar falando da minha timeline: ‘Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente
no mundo?’”.
C “Humblebrag é uma palavra que faz falta em português. Composta pela junção das palavras humble (humilde) e
brag (gabar-se), seria algo como a gabação modesta.”
D “‘O Festival de Gramado está muito decadente. Para vocês terem uma ideia, me deram um prêmio de melhor
ator’.”
E “Tudo o que eu mais quero é que vocês me achem o máximo. ‘Então sou só eu que sou vil e errôneo nessa
terra?’. Não, Álvaro. Me adiciona.”
Terceiro Padrão Clássico h4: haverá um texto que pertence a um gênero mas apresenta características de
outro gênero. Exemplos: carta com traços poéticos, poema com traços de notícia, etc. Ou ainda haverá
um gênero que teve sua função original subvertida, transformada ou até invertida. A capacidade de
compreender esse processo é uma forma de desenvolver uma posição crítica/reflexiva a um uso específico
da linguagem, no caso o uso inovador dos sistemas de comunicação ou gêneros textuais.
O texto tem o formato de uma carta de jogo e apresenta dados a respeito de Marcelo Gleiser, premiado pesqui-
sador brasileiro da atualidade. Essa apresentação subverte um gênero textual ao
A vincular áreas distintas do conhecimento.
B evidenciar a formação acadêmica do pesquisador.
C relacionar o universo lúdico a informações biográficas.
D especificar as contribuições mais conhecidas do pesquisador.
E destacar o nome do pesquisador e sua imagem no início do texto.
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HABILIDADE 5
Associar vocábulos e expressões de um texto em LEM ao seu tema.
Padrão Clássico: O foco da questão sempre será uma palavra ou uma expressão específicas do texto. Isso
vai ficar claro já no enunciado. Pode confiar na prova; você não precisa conhecer a expressão previamente,
mas sim relacioná-la com o contexto e entendê-la a partir disso.
ESPANHOL INGLÊS
Millennials: Así es la generación que ya no recuerda BOGOF is used as a noun as in ‘There are some
cómo era el mundo sin Internet great bogofs on at the supermarket’ or an adjective, usu-
Algunos los llaman generación Y, otros “Millennials”, ally with a word such as ‘offer’ or ‘deal’ - ‘ there are some
generación del milenio o incluso “Echo Boomers”. great bogof offers in store’.
Nacieron y crecieron en una era de rápido desarro- When you combine the first letters of the words in a
llo de las nuevas tecnologías, y casi no recuerdan cómo phrase or the name of an organisation, you have an ac-
era el mundo sin Internet. ronym. Acronyms are spoken as a word so NATO (North
Son idealistas, impacientes y están bien preparados Atlantic Treaty Organisation) is not pronounced N-A-T-O.
académicamente. Muchos de ellos han tenido oportuni- We say NATO. Bogof, when said out loud, is quite comi-
dad de viajar por el mundo a una edad temprana, de cal for a native speaker, as it sounds like an insult, ‘Bog
estudiar en las mejores universidades y de trabajar en off!’ meaning go away, leave me alone, slightly childish
empresas multinacionales y extranjeras. and a little old-fashioned.
La generación Y se compone de este tipo de perso- BOGOF is the best-known of the supermarket mar-
nas que quieren todo a la vez. No están dispuestos a so- keting strategies. The concept was fisrt imported from the
portar un trabajo poco interesante y rutinario, no quieren USA during the 1970s recession, when food prices were
dejar las cosas buenas para luego. Lo que sí quieren es very high. It came back into fashion in the late 1990s, led
dejar su huella en la historia, vivir una vida interesan- by big supermarket chains trying to gain a competitive
te, formar parte de algo grande, crecer y desarrollarse, advantage over each other. Consumers were attracted
cambiar el mundo que les rodea, y no solo ganar dinero. by the idea that they could get something for nothing.
Who could possibly say ‘no’?
Disponível em: https://actualidad.rt.com. Acesso em: 4 dez. 2018.
Disponível em: www.bbc.co.uk. Acesso em: 2 ago. 2012 (adaptado).
O texto aponta características e interesses da “Ge-
ração Y”. Nele, a expressão dejar su huella refere-se a Considerando-se as informações do texto, a ex-
um dos desejos dessa geração, que é o de pressão “bogof” é usada para
A conhecer diferentes lugares. A anunciar mercadorias em promoção.
B fazer a diferença no mundo. B pedir para uma pessoa se retirar.
C aproveitar todas as oportunidades. C comprar produtos fora de moda.
D obter uma formação acadêmica de excelência. D indicar recessão na economia.
E conquistar boas colocações no mundo do trabalho. E chamar alguém em voz alta.
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HABILIDADE 6
Utilizar os conhecimentos da LEM e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de
acesso a informações, tecnologias e culturas.
Padrão Clássico: O foco da questão sempre será o conteúdo informativo, cultural e tecnológico do texto
na língua estrangeira. Em inglês, bastante comum aparecer textos sobre tecnologias. Em espanhol, textos
sobre ações políticas ou reflexões sociais e culturais.
ESPANHOL INGLÊS
HABILIDADE 7
Relacionar um texto em LEM, as estruturas linguísticas, sua função e seu uso social.
Padrão clássico: aqui o foco da questão serão estruturas linguísticas e seus usos sociais. Já caiu marcas de
1ªp, uso de um verbo específico num sentido metafórico, campanhas de conscientização social na língua
estrangeira.
ESPANHOL INGLÊS
HABILIDADE 8
Reconhecer a importância da produção cultural em LEM como representação da diversidade cultural e
linguística.
Padrão clássico: Foco sempre será a diversidade cultural e linguística no universo da língua estrangeira: já
caiu diferenças entre formas de criar crianças nos EUA, já caiu a realidade de imigrantes mexicanos nos
EUA, variedades do espanhol e do inglês. É maravilhoso.
HABILIDADE 9
Reconhecer as manifestações corporais de movimento como originárias de necessidades cotidianas de
um grupo social.
Padrão Clássico: a questão costuma ter uma abordagem da linguagem corporal a partir de uma determinada
manifestação artística: uma dança folclórica, um estilo musical. Manifestações corporais de movimento
e suas origens em um determinado grupo social. Também aparecem padrões de gênero que podem
ser mantidos ou rompidos a partir de casos em que mulheres praticam esportes convencionalmente
masculinos.
Ronda Jean Rousey definitivamente é uma daquelas mulheres que ficará marcada na história. Ela foi capaz
de fazer o que pouquíssimos conseguem: atrair o público normal, que não está acostumado a acompanhar o MMA
regularmente.
RESENDE, I. Disponível em: http://espn.uol.com.br. Acesso em: 31 ago. 2017.
Ronda Rousey é uma atleta de MMA (Mixed Martial Arts – Artes Marciais Mistas), campeã nessa modalidade.
Por seu desempenho na área das lutas, ela se contrapõe ao modelo de feminilidade normativo.
No contexto da sociedade contemporânea, no qual mulheres têm conquistado diferentes espaços, Ronda
A masculiniza-se em função das características necessárias a essa prática esportiva.
B aproveita-se do padrão estético para conquistar patrocínios e manter-se no esporte.
C submete-se aos elementos da identidade masculina para se manter no esporte.
D cruza uma fronteira de gênero ao se inserir numa área de reserva masculina.
E mantém sua feminilidade em detrimento de um alto desempenho esportivo.
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HABILIDADE 10
Reconhecer a necessidade de transformação de hábitos corporais em função das necessidades cinestésicas.
Padrão Clássico: a abordagem corporal aqui costuma envolver mudanças de hábitos corporais com fins
estéticos: alimentação, exercícios físicos, padrões de beleza construídos socialmente.
TEXTO I
TEXTO II
Imaginemos um cidadão, residente na periferia de um grande centro urbano, que diariamente acorda às 5h para traba-
lhar, enfrenta em média 2 horas de transporte público, em geral lotado, para chegar às 8h ao trabalho. Termina o expediente
às 17h e chega em casa às 19h para, aí sim, cuidar dos afazeres domésticos, dos filhos etc. Como dizer a essa pessoa
que ela deve praticar exercícios, pois é importante para sua saúde? Como ela irá entender a mensagem da importância
do exercício físico? A probabilidade de essa pessoa praticar exercícios regularmente é significativamente menor que a de
pessoas da classe média/alta que vivem outra realidade. Nesse caso, a abordagem individual do problema tende a fazer
com que a pessoa se sinta impotente em não conseguir praticar exercícios e, consequentemente, culpada pelo fato de ser
ou estar sedentária.
FERREIRA, M. S. Aptidão física e saúde na educação física escolar: ampliando o enfoque. RBCE , n. 2, jan. 2001 (adaptado)
O segundo texto, que propõe uma reflexão sobre o primeiro acerca do impacto de mudanças no estilo de vida
na saúde, apresenta uma visão
A medicalizada, que relaciona a prática de exercícios físicos por qualquer indivíduo à promoção da saúde.
B ampliada, que considera aspectos sociais intervenientes na prática de exercícios no cotidiano.
C crítica, que associa a interferência das tarefas da casa ao sedentarismo do indivíduo.
D focalizada, que atribui ao indivíduo a responsabilidade pela prevenção de doenças.
E geracional, que preconiza a representação do culto à jovialidade.
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HABILIDADE 11
Reconhecer a linguagem corporal como meio de interação social, considerando os limites de desempenho
e as alternativas de adaptação para diferentes indivíduos.
Padrão Clássico: nessa questão, a abordagem costuma ser esportiva. O papel do esporte na interação
social, o papel das brincadeiras na integração do indivíduo, práticas esportivas de uma determinada
origem que passam a se transformar. Também pode aparecer uma prática tradicional corporal que se
adapta e se torna uma prática esportiva.
Esporte e cultura: análise acerca da esportivização de práticas corporais nos jogos indígenas
Nos Jogos dos Povos Indígenas, observa-se que as práticas corporais realizadas envolvem elementos tradicio-
nais (como as pinturas e adornos corporais) e modernos (como a regulamentação, a fiscalização e a padronização).
O arco e flecha e a lança, por exemplo, são instrumentos tradicionalmente utilizados para a caça e a defesa da
comunidade na aldeia. Na ocasião do evento, esses artefatos foram produzidos pela própria etnia, porém sua es-
truturação como “modalidade esportiva” promoveu uma semelhança entre as técnicas apresentadas, com o sentido
único da competição.
ALMEIDA, A. J. M.; SUASSUNA, D. M. F. A. Pensar a prática, n. 1, jan.-abr. 2010 (adaptado).
A relação entre os elementos tradicionais e modernos nos Jogos dos Povos Indígenas desencadeou a
A padronização de pinturas e adornos corporais.
B sobreposição de elementos tradicionais sobre os modernos.
C individuação das técnicas apresentadas em diferentes modalidades.
D legitimação das práticas corporais indígenas como modalidade esportiva.
E preservação dos significados próprios das práticas corporais em cada cultura.
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Competência 4 - Arte
HABILIDADE 12
Reconhecer diferentes funções da arte, do trabalho da produção dos artistas em seus meios culturais.
Palavras-chave: funções da obra, funções do objeto artístico.
Padrão Clássico: O foco aqui é a função da obra em seu meio cultural: a função interativa de uma instalação
da qual o público participa, a função utilitarista de um adereço usado em um ritual, a função não utilitarista
de uma obra feita apenas pra ser contemplada. Também aparecem objetos do cotidiano que mudam de
função através da intervenção de um artista e assim se tornam obras.
TEXTO I
TEXTO II
As máscarqas não foram feitas para serem usadas;
elas se concentram apenas nas possibilidades antropo-
mórficas dos recepientes plásticos descartados e, ao
mesmo tempo, chamam a atenção para a quantidade PICASSO, P. Cabeça de touro. Bronze, 33,5 cm x 43,5
de lixo que se acumula em quase todas as cidades ou cm x 19 cm.
aldeias africanas. Musée Picasso, Paris. França, 1945.
FARTHINGS, S. Tudo sobre arte JANSON, H. W. Iniciação à história da arte. São Paulo: Martins Fontes, 1988.
Romuald Hazoumé costuma dizer que sua obra Na obra Cabeça de touro, o material descartado tor-
apenas manda de volta ao oeste o refugode uma socie- na-se objeto de arte por meio da
dade de consumo cada vez mais invasiva. A obra desse A reciclagem da matéria-prima original.
artista africano que vive no Benin denota o(a) B complexidade da combinação de formas abstratas.
A empobrecimento do valor artístico pela combinação C perenidade dos elementos que constituem a
de diferentes matérias-primas. escultura.
B reposicionamento estético de objetos por meio da D mudança da funcionalidade pela integração dos
mudança de função. objetos.
C convite aos espectadores para interagir e completar E fragmentação da imagem no uso de elementos
obras inacabadas. diversificados.
D militância com temas da ecologia que marcam o con-
tinente africano.
E realidade precária de suas condições de produção
artística.
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QUESTÃO 22 - ENEM 2017 – 1ª APLICAÇÃO – QUESTÃO 23 - ENEM 2016 – 1ª APLICAÇÃO
PROVA AMARELA – Q31)
HABILIDADE 13
Analisar as diversas produções artísticas como meio de explicar diferentes culturas, padrões de beleza e
preconceitos.
Palavras-chave: padrões de beleza, padrões estéticos
Padrão Clássico: Aqui a obra de arte será usada para explicar padrões culturais. Uma obra que é aceita
como bela por um grupo social mas não é aceita por outro. Também pode cair uma obra que traga uma
reflexão sobre o que é arte, apresentando sua proposta de padrão estético.
TEXTO I
A leitura comparativa das duas esculturas, separadas por mais de 2500 anos, indica a
A valorização da arte antiga por artistas contemporâneos.
B resistência da arte escultórica aos avanços tecnológicos.
C simplificação da forma em razão do tipo de material utilizado.
D persistência de padrões estéticos em diferentes épocas e culturas.
E ausência de detalhes como traço distintivo da arte tradicional popular.
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QUESTÃO 25 - ENEM 2023 – 1ª APLICAÇÃO
Texto I
SEGALL, L. Eternos caminhantes. Óleo sobre tela, 138 x 184 cm. Museu Lasar Segall. IbramMinc. São Paulo, 1919.
Texto II
Em 1933, a obra Eternos caminhantes ingressou em uma das primeiras edições das exposições de Arte Dege-
nerada, promovida por membros do partido nazista alemão. Nos anos seguintes, ela voltaria a ser exibida na mostra
denominada Exposição da Vergonha, promovida por pequenos grupos abastados. Em 1937, essa obra foi confis-
cada pelo Ministério da Propaganda daquele país, na grande ação nacional-socialista contra a “Arte Degenerada”.
SCHWARTZ, J. Perseguição à Arte Moderna em tempos de amarra São Paulo: Museu Lasar Segall, 2018 (adaptado)
Quase cinquenta obras de Lasar Segall foram confiscadas pelo regime totalitário alemão na primeira metade do
século XX, entre elas a obra Eternos caminhantes, considerada degenerada por
A representar uma estética tida como inconveniente para o ideário político vigente.
B manifestar um posicionamento político-cultural concebido por grupos de oposição.
C expressar a cultura artística por meio da representação parcial do corpo humano.
D apresentar uma composição que antecipa o imaginário artístico germânico.
E estimular discussões sobre o papel da arte na construção coletiva de cultura.
Em 1866, tendo encerrado seus estudos na Escola de Belas Artes, em Paris, Pedro Américo ofereceu a tela
A Carioca ao imperador Pedro II, em reconhecimento ao seu mecenas. O nu feminino obedecia aos cânones da
grande arte e pretendia ser uma alegoria feminina da nacionalidade. A tela, entretanto, foi recusada por imoral e li-
cenciosa: mesmo não fugindo à regra oitocentista relativa à nudez na obra de arte, A Carioca não pôde, portanto, ser
absorvida de imediato. A sensualidade tangível da figura feminina, próxima do orientalismo tão em voga na Europa,
confrontou-se não somente com os limites morais, mas também com a orientação estética e cultural do Império. O
que chocara mais: a nudez frontal ou um nu tão descolado do que se desejava como nudez nacional aceitável, por
exemplo, aquela das românticas figuras indígenas? A Carioca oferecia um corpo simultaneamente ideal e obsceno:
o alto – uma beleza imaterial – e o baixo – uma carnalidade excessiva. Sugeria uma mistura de estilos que, sem
romper com a regra do decoro artístico, insinuava na tela algo inadequado ao repertório simbólico oficial. A exótica
morena, que não é índia – nem mulata ou negra – poderia representar uma visualidade feminina brasileira e desfru-
tar de um lugar de destaque no imaginário da nossa “monarquia tropical”?
OLIVEIRA, C. Disponível em: http://anpuh.org.br. Acesso em: 20 maio 2015.
O texto revela que a aceitação da representação do belo na obra de arte está condicionada à
A incorporação de grandes correntes teóricas de uma época, conferindo legitimidade ao trabalho do artista.
B atemporalidade do tema abordado pelo artista, garantindo perenidade ao objeto de arte então elaborado.
C inserção da produção artística em um projeto estético e ideológico determinado por fatores externos.
D inserção da produção artística em um projeto estético e ideológico determinado por fatores externos.
E assimilação de técnicas e recursos já utilizados por movimentos anteriores que trataram da temática.
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HABILIDADE 14
Reconhecer o valor da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas
manifestações de vários grupos sociais e étnicos.
Palavras-chave: inter-relação de elementos, integração, correlação
Padrão Clássico: Nessa questão, geralmente aparece uma expressão artística musical, e a abordagem
sempre será para as inter-relações de elementos de diferentes vertentes e origens em uma mesma obra:
funk com trecho de música clássica ou um estilo musical onde predominam reggae e bumba-meu-boi
Competência 5 – Literatura
HABILIDADE 15
Estabelecer relações entre o texto literário e o momento de sua produção, situando aspectos do contexto
histórico, social e político.
Palavra-chave: aspectos do contexto histórico
Primeiro Padrão clássico h15: o enunciado vai nos apontar claramente um período histórico, exigindo que
você identifique, no texto literário, marcas de aspectos sociais e políticos deste período.
HABILIDADE 16
Relacionar informações sobre concepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário.
Padrão clássico h16: o enunciado vai nos direcionar um procedimento textual que constrói uma perspectiva,
adotando o ponto de vista de uma personagem para descrever uma determinada cena (sempre partindo
da perspectiva particular de uma personagem específica)
Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas.
Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato
chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero [...].
Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver, mas então não pôde mais. O beijo rebentou
em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irre-
mediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa,
muito longa, deliciosamente longa.
ASSIS, M. A causa secreta. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
Acesso em: 9 out. 2015.
No fragmento, o narrador adota um ponto de vista que acompanha a perspectiva de Fortunato. O que singula-
riza esse procedimento narrativo é o registro do(a)
A indignação face à suspeita do adultério da esposa.
B tristeza compartilhada pela perda da mulher amada.
C espanto diante da demonstração de afeto de Garcia.
D prazer da personagem em relação ao sofrimento alheio.
E superação do ciúme pela comoção decorrente da morte.
Galinha cega
O dono correu atrás de sua branquinha, agarrou-a, lhe examinou os olhos. Estavam direitinhos, graças a Deus,
e muito pretos. Soltou-a no terreiro e lhe atirou mais milho. A galinha continuou a bicar o chão desorientada. Atirou
ainda mais, com paciência, até que ela se fartasse. Mas não conseguiu com o gasto de milho, de que as outras
se aproveitaram, atinar com a origem daquela desorientação. Que é que seria aquilo, meu Deus do céu? Se fosse
efeito de uma pedrada na cabeça e se soubesse quem havia mandado a pedra, algum moleque da vizinhança, aí…
Nem por sombra imaginou que era a cegueira irremediável que principiava.
Também a galinha, coitada, não compreendia nada, absolutamente nada daquilo. Por que não vinham mais os
dias luminosos em que procurava a sombra das pitangueiras? Sentia ainda o calor do sol, mas tudo quase sempre
tão escuro. Quase que já não sabia onde é que estava a luz, onde é que estava a sombra.
GUIMARAENS, J. A. Contos e novelas. Rio de Janeiro: Imago, 1976 (fragmento).
Ao apresentar uma cena em que um menino atira milho às galinhas e observa com atenção uma delas, o nar-
rador explora um recurso que conduz a uma expressividade fundamentada na
A captura de elementos da vida rural, de feições peculiares.
B caracterização de um quintal de sítio, espaço de descobertas.
C confusão intencional da marcação do tempo, centrado na infância.
D apropriação de diferentes pontos de vista, incorporados afetivamente.
E fragmentação do conflito gerador, distendido como apoio à emotividade.
24
HABILIDADE 17
Reconhecer a presença de valores sociais e humanos atualizáveis e permanentes no patrimônio literário nacional.
Palavras-chave: valores humanos
Padrão Clássico: Reconhecer a presença de valores humanos no trecho literário. Atenção! Os valores humanos
não são os seus, mas os valores das personagens. Tente entrar na cena descrita, visualizar as personagens e suas
ações, geralmente são textos literários que apresentam uma interação entre as personagens, e nessa interação se
expressam determinados valores, como esperança, solidão, saudade, crise existencial, etc.
A partida de trem
Marcava seis horas da manhã. Angela Pralini pagou o táxi e pegou sua pequena valise. Dona Maria Rita de
Alvarenga Chagas Souza Melo desceu do Opala da filha e encaminharam-se para os trilhos. A velha bem-vestida e
com joias. Das rugas que a disfarçavam saía a forma pura de um nariz perdido na idade, e de uma boca que outrora
devia ter sido cheia e sensível. Mas que importa? Chega-se a um certo ponto — e o que foi não importa. Começa
uma nova raça. Uma velha não pode comunicar-se. Recebeu o beijo gelado de sua filha que foi embora antes do
trem partir. Ajudara-a antes a subir no vagão. Sem que neste houvesse um centro, ela se colocara do lado. Quando
a locomotiva se pôs em movimento, surpreendeu-se um pouco: não esperava que o trem seguisse nessa direção e
sentara-se de costas para o caminho.
Angela Pralini percebeu-lhe o movimento e perguntou:
— A senhora deseja trocar de lugar comigo?
Dona Maria Rita se espantou com a delicadeza, disse que não, obrigada, para ela dava no mesmo. Mas parecia
ter-se perturbado. Passou a mão sobre o camafeu filigranado de ouro, espetado no peito, passou a mão pelo bro-
che. Seca. Ofendida? Perguntou afinal a Angela Pralini:
— É por causa de mim que a senhorita deseja trocar de lugar?
LISPECTOR, C. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira, 1980 (fragmento).
A descoberta de experiências emocionais com base no cotidiano é recorrente na obra de Clarice Lispector.
No fragmento, o narrador enfatiza o(a)
A comportamento vaidoso de mulheres de condição social privilegiada.
B anulação das diferenças sociais no espaço público de uma estação.
C incompatibilidade psicológica entre mulheres de gerações diferentes.
D constrangimento da aproximação formal de pessoas desconhecidas.
E sentimento de solidão alimentado pelo processo de envelhecimento.
25
HABILIDADE 18
Identificar os elementos que concorrem para a progressão temática e para a organização e estruturação
de textos de diferentes gêneros e tipos.
Palavras-chave: elementos, progressão, organização e estruturação
Primeiro Padrão Clássico H18: o enunciado vai nos direcionar a identificar elementos específicos do texto
e marcar a alternativa em que esses elementos, na organização do texto, se referem à mesma ideia/
conteúdo/pessoa.
Os velhos papéis, quando não são consumidos pelo fogo, às vezes acordam de seu sono para contar notícias
do passado.
É assim que se descobre algo novo de um nome antigo, sobre o qual já se julgava saber tudo, como Machado
de Assis.
Por exemplo, você provavelmente não sabe que o autor carioca, morto em 1908, escreveu uma letra do hino
nacional em 1867 — e não poderia saber mesmo, porque os versos seguiam inéditos. Até hoje.
Essa letra acaba de ser descoberta, em um jornal antigo de Florianópolis, pelo pesquisador independente Fe-
lipe Rissato.
“Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil:/ Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”, diz o
começo do hino, composto de sete estrofes em redondilhas maiores, ou seja, versos de sete sílabas poéticas. O
trecho também é o refrão da música.
O Pedro mencionado é o imperador Dom Pedro II. O bruxo do Cosme Velho compôs a letra para o aniversário
de 42 anos do monarca, em 2 de dezembro daquele ano — o hino seria apresentado naquele dia no teatro da cidade
de Desterro, antigo nome de Florianópolis.
Disponível em: www.revistaprosaversoarte.com. Acesso em 4 dez. 2018 (adaptado).
HABILIDADE 19
Analisar a função da linguagem predominante nos textos em situações específicas de interlocução.
Palavras-chave: função da linguagem predominante
Função emotiva/expressiva: foco no emissor/enunciador e nas suas percepções
Função apelativa/conativa: foco no receptor/interlocutor
Função fática: foco em testar o canal (início da comunicação)
Função poética: foco em construir uma mensagem esteticamente (importa mais a forma que o conteúdo)
*Função metalinguística: reflexão acerca do código da linguagem
*Função referencial: foco no referente/assunto/contexto de forma objetiva
(a linguagem tenta ser irmã de um fato)
Primeiro padrão clássico h19: o enunciado nos informa qual é a função da linguagem em destaque e exige
que você identifique qual a característica textual que explique
Lusofonia
rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena de café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar o
atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma
rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.
JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela
A discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.
B defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.
C abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.
D tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.
E valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.
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Segundo padrão clássico h19: o enunciado não vai nos direcionar para nenhuma função específica. Será
exigido que você analise qual a função predominante no texto da questão.
O Instituto de Arte de Chicago disponibilizou para visualização on-line, compartilhamento ou download (sob
licença Creative Commons), 44 mil imagens de obras de arte em altíssima resolução, além de livros, estudos e
pesquisas sobre a história da arte.
Para o historiador da arte, Bendor Grosvenor, o sucesso das coleções on-line de acesso aberto, além de demo-
cratizar a arte, vem ajudando a formar um novo público museológico. Grosvenor acredita que quanto mais pessoas
forem expostas à arte on-line, mais visitas pessoais acontecerão aos museus.
A coleção está disponível em seis categorias: paisagens urbanas, impressionismo, essenciais, arte africana,
moda e animais. Também é possível pesquisar pelo nome da obra, estilo, autor ou período. Para navegar pela ima-
gem em alta definição, basta clicar sobre ela e utilizar a ferramenta de zoom. Para fazer o download, disponível para
obras de domínio público, é preciso utilizar a seta localizada do lado inferior direito da imagem.
Disponível em: www.revistabula.com. Acesso em: 5 dez. 2018 (adaptado).
HABILIDADE 20
Reconhecer a importância do patrimônio linguístico para a preservação da memória e da identidade
nacional.
Palavras-chave: patrimônio linguístico, memória e identidade.
Primeiro padrão clássico h20: a abordagem da questão vai traçar uma linha histórica da formação do
português brasileiro, destacando o papel dos idiomas indígenas e africanos nesse processo.
A historiografia do país demonstra que foi necessário considerável esforço do colonizador português em im-
por sua língua pátria em um território tão extenso. Trata-se de um fenômeno político e cultural relevante o fato de,
na atualidade, a língua portuguesa ser a língua oficial e plenamente inteligível de norte a sul do país, apesar das
especificidades e da grande diversidade dos chamados “sotaques” regionais. Esse empreendimento relacionado à
imposição da língua portuguesa foi adotado como uma das estratégias de dominação, ocupação e demarcação das
fronteiras do território nacional, sucessivamente, em praticamente todos os períodos e regimes políticos. Da Colônia
ao Império, da República ao Estado Novo e daí em diante.
Tomemos como exemplo o nheengatu, uma língua baseada no tupi antigo e que foi fruto do encontro, muitas
vezes belicoso e violento, entre o colonizador e as populações indígenas da costa brasileira e de grande parte da
Amazônia. Foi a língua geral de comunicação no período colonial até ser banida pelo Marquês de Pombal, a partir
de 1758, caindo em pleno processo de desuso e decadência a partir de então. Foram falantes de nheengatu que
nominaram uma infinidade de lugares, paisagens, acidentes geográficos, rios e até cidades. Atualmente, resta um
pequeno contingente de falantes dessa língua no extremo norte do país. É utilizada como língua franca em regiões
como o Alto Rio Negro, sendo inclusive fator de afirmação étnica de grupos indígenas que perderam sua língua
original, como os Barés, Arapaços, Baniwas e Werekenas.
Disponível em: http://desafios.ipea.gov.br. Acesso em: 20 out. 2021 (adaptado).
Da leitura do texto, depreende-se que o patrimônio linguístico brasileiro é
A constituído por processos históricos e sociais de dominação e violência.
B decorrente da tentativa de fusão de diferentes línguas indígenas.
C exemplificativo da miscigenação étnica da sociedade nacional.
D caracterizado pela diversidade de sotaques e regionalismos.
E resultado de sucessivas ações de expansão territorial.
Segundo padrão clássico h20: o texto da questão vai apresentar um idioma específico (geralmente
pouquíssimo conhecido), e será exigido que você entenda que este idioma é um patrimônio linguístico que
preserva memória e identidade do povo que fala ou mesmo que integra a identidade nacional brasileira.
Muitos imigrantes de Hunsrück, localizada no sudoeste da Alemanha, chegaram ao Brasil no século 19 tra-
zendo consigo uma variante do alemão, o hunsrückisch. Em contato com o português, essa variante se fundiu com
algumas palavras, dando origem a uma nova língua falada no Brasil há quase 200 anos, considerada uma língua
de imigração.
A partir de 2007, línguas de imigração se tornaram línguas cooficiais em 19 municípios, sendo ensinadas nas
escolas municipais. Em 2012, o hunsrückisch se tornou patrimônio histórico e cultural do Rio Grande do Sul, falado
também em Santa Catarina e no Espírito Santo.
Disponível em: www.dw.com.Acesso em: 11 jun. 2019 (adaptado).
Ao informar que o hunsrückisch é falado em algumas regiões do país, o texto revela que o Brasil:
A foi subordinado à cultura alemã.
B é caracterizado pelo plurilinguismo.
C foi consagrado por sua diversidade linguística.
D foi beneficiado pelo ensino bilíngue em seu território.
E está sujeito a imposições linguísticas de outros povos.
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Competência 7 – Confronto
e análise de opiniões
HABILIDADE 21
Reconhecer em textos de diferentes gêneros, recursos verbais e não-verbais utilizados com a finalidade
de criar e mudar comportamentos e hábitos.
Palavras-chave: recurso verbal, recurso não verbal, comportamentos
Padrão clássico: É aquela clássica do verbal e não verbal. Atenção! Você vai associar a imagem ao texto e,
somente a partir dessa associação, vai chegar a alguma significação. Além disso, sempre fica atento ao fato
de que as imagens e as palavras estão sendo usados para mudar comportamentos e hábitos.
Essa campanha de conscientização sobre o assédio sofrido pelas mulheres nas ruas constrói-se pela com-
binação da linguagem verbal e não verbal. A imagem da mulher com o nariz e a boca cobertos por um lenço é a
representação não verbal do(a)
A silêncio imposto às mulheres, que não podem denunciar o assédio sofrido.
B metáfora de que as mulheres precisam defender-se do assédio masculino.
C constrangimento pelo qual passam as mulheres e sua tentativa de esconderem-se.
D necessidade que as mulheres têm de passarem despercebidas para evitar o assédio.
E incapacidade de as mulheres protegerem-se da agressão verbal dos assediadores.
31
HABILIDADE 22
Relacionar, em diferentes textos, opiniões, temas, assuntos e recursos linguísticos.
Padrão clássico: Geralmente são questões com dois textos sobre o mesmo assunto. Atenção! Nunca é um
sobre o outro, mas os dois tratam do mesmo tema. O desafio é analisar o que eles têm em comum e o que
têm de diferente.
TEXTO I
O Estatuto do Idoso completou 15 anos em 2018 e só no primeiro semestre o Disque 100 recebeu 16 mil de-
núncias de violação de direitos dos idosos em todo o País.
Para especialistas da área, o aumento no número de denúncias pode ser consequência do encorajamento dos
mais velhos na busca pelos direitos. Mas também pode refletir uma onda crescente de violência na sociedade e
dentro das próprias famílias.
Políticas públicas mais eficazes no atendimento ao idoso são o mínimo que um país deve estabelecer. O Brasil
está ficando para trás e é preciso levar em consideração que o País envelhece (tendência mundial) sem estar pre-
parado para arcar com os desafios, como criar uma rede de proteção, preparar os serviços de saúde pública e dar
suporte às famílias que precisam cuidar de seus idosos dependentes.
Disponível em: www.folhadelondrina.com.br. Acesso em: 9 dez. 2018 (adaptado).
TEXTO II
HABILIDADE 23
Inferir em um texto quais são os objetivos de seu produtor e quem é seu público-alvo, pela análise dos
procedimentos argumentativos utilizados.
Palavras-chave: objetivo do autor, linguagem adequada a um público-alvo específico.
Padrão Clássico: Foco no objetivo do autor e no seu público-alvo. Sempre vai haver informações suficientes
sobre o autor para poder observar, a partir do texto, qual é o seu objetivo ou a quem ele se dirige, seu
público-alvo. Muito comum cair textos de divulgação científica, que são textos sobre assuntos complexos
com linguagem simples, portanto destinados ao público leigo.
HABILIDADE 24
H24 - Reconhecer no texto estratégias argumentativas empregadas para o convencimento do público, tais
como a intimidação, sedução, comoção, chantagem, entre outras.
Palavras-chave: estratégias argumentativas, recursos argumentativos
Padrão Clássico: Analise o assunto do texto, a opinião do autor e encontre quais estratégias argumentativas
que ele usou para defender sua opinião.
Entre as estratégias argumentativas utilizadas para sustentar a tese apresentada nesse fragmento, destaca-se
a recorrência de
A estruturas sintáticas semelhantes, para reforçar a velocidade das mudanças da vida.
B marcas de interlocução, para aproximar o leitor das experiências vividas pela autora.
C formas verbais no presente, para exprimir reais possibilidades de concretização das ações.
D construções de oposição, para enfatizar que as expectativas são afetadas pelo inesperado.
E sequências descritivas, para promover a identificação do leitor com as situações apresentadas.
34
HABILIDADE 25
Identificar, em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades
linguísticas sociais, regionais e de registro.
Palavra-chave: marcas, variedade, variação regional, variação de registro
Padrão Clássico: Identificar marcas linguísticas que caracterizam variedades. A questão vai te pedir que
identifique uma palavra ou expressão que caracterize uma variedade, ou então vai pedir que tu classifiques
qual a variedade linguística (social, regional ou de registro) está ocorrendo. Obs: variedade de registro é o
mesmo que variação no nível de formalidade. Pode ser exigido que você identifique marcas de linguagem
coloquial, aquela linguagem do dia a dia que se aplica em diálogos e situações informais.
HABILIDADE 26
Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social.
Palavra-chave: situação, uso social
Padrão Clássico: Aqui a variedade linguística será associada ao seu uso social. o foco da questão será exigir
que você observe como uma determinada situação influencia na eleição de uma ou outra forma de falar.
Também pode cair algo relacionado ao uso de variedade inadequada para uma situação, exemplo: uma
fala superformal em uma situação de conversa cotidiana.
Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada
ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se
veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo,
além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no
tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos
do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete
o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
BARRETO. L. Triste fim de Policarpo Quaresma. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 26 jun. 2012
Nessa petição da pitoresca personagem do romance de Lima Barreto, o uso da norma-padrão justifica-se pela
A situação social de enunciação representada.
B divergência teórica entre gramáticos e literatos.
C pouca representatividade das línguas indígenas.
D atitude irônica diante da língua dos colonizadores.
E tentativa de solicitação do documento demandado.
36
HABILIDADE 27
Reconhecer os usos da norma padrão da língua portuguesa nas diferentes situações de comunicação.
Palavra-chave: uso da norma padrão
Padrão Clássico: Reconhecer o uso da norma padrão. Ou o uso da norma padrão se justifica pela clareza,
objetividade e unicidade de sentido da mensagem ou então se justifica pela formalidade, solenidade,
caráter oficial do gênero textual em que a norma padrão está sendo empregada. Já caiu o uso da norma
padrão no hino nacional, o uso de conjugação verbal em um poema, a diferença entre norma padrão e
norma gramatical.
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
— “Paz no futuro e glória no passado.”
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste sole és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
Hino Nacional do Brasil. Letra: Joaquim Osório Duque Estrada. Música: Francisco Manuel da Silva (fragmento).
O uso da norma-padrão na letra do Hino Nacional do Brasil é justificado por tratar-se de um(a)
A reverência de um povo a seu país.
B gênero solene de característica protocolar.
C canção concebida sem interferência da oralidade.
D escrita de uma fase mais antiga da língua portuguesa.
E artefato cultural respeitado por todo o povo brasileiro.
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HABILIDADE 28
Reconhecer a função e o impacto social das diferentes tecnologias da comunicação e informação.
Palavras-chave: função e impacto social de uma nova tecnologia específica
Padrão Clássico h28: Reconhecer a função e o impacto social de uma determinada tecnologia. A questão
vai direcionar nosso olhar para a função convencional que uma tecnologia desempenha, ou então o modo
como essa tecnologia foi usada fora de sua função convencional. E também pode cair um direcionamento
para o impacto causado a partir do surgimento de uma determinada tecnologia.
Até que ponto replicar conteúdo é crime? “A internet e a pirataria são inseparáveis”, diz o diretor do instituto de
pesquisas americano Social Science Research Council. “Há uma infraestrutura pequena para controlar quem é o
dono dos arquivos que circulam na rede. Isso acabou com o controle sobre a propriedade e tem sido descrito como
pirataria, mas é inerente à tecnologia”, afirma o diretor. O ato de distribuir cópias de um trabalho sem a autorização
dos seus produtores pode, sim, ser considerado crime, mas nem sempre essa distribuição gratuita lesa os donos
dos direitos autorais. Pelo contrário. Veja o caso do livro O alquimista, do escritor Paulo Coelho. Após publicar, para
download gratuito, uma versão traduzida da obra em seu blog, Coelho viu as vendas do livro em papel explodirem.
BARRETO, J.; MORAES, M. A internet existe sem pirataria? Veja, n. 2 308, 13 fev. 2013 (adaptado).
HABILIDADE 29
Identificar pela análise de suas linguagens, as tecnologias da comunicação e informação.
Palavras-chave: análise da linguagem empregada nos textos escritos e publicados nas novas plataformas
tecnológicas de produção e compartilhamento.
Padrão Clássico: nessa questão será preciso analisar a linguagem empregada em uma determinada
tecnologia e, a partir disso, entender os PADRÕES da linguagem usados em determinadas plataformas.
Exemplos: já caiu o diálogo multifatorial e simultâneo do chat, as frases curtas do Twitter, as características
de um vírus on-line.
Segundo o texto, a ferramenta Farejador de Plágio alcança seu objetivo por meio da
A seleção de cópias integrais.
B busca em sites especializados.
C simulação da atividade docente.
D comparação de padrões estruturais.
E identificação de sequência de fonemas.
Se a interferência de contas falsas em discussões políticas nas redes sociais já representava um perigo para
os sistemas democráticos, sua sofisticação e maior semelhança com pessoas reais têm agravado o problema pelo
mundo.
O perigo cresceu porque a tecnologia e os métodos evoluíram dos robôs, os “bots” — softwares com tarefas
on-line automatizadas —, para os “ciborgues” ou “trolls”, contas controladas diretamente por humanos com ajuda
de um pouco de automação.
Mas pesquisadores começam agora a observar outros padrões de comportamento: quando mensagens não
são programadas, sua publicação se concentra só em horários de trabalho, já que é controlada por pessoas cuja
profissão é exatamente essa, administrar um perfil falso durante o dia.
Outra pista: a pobreza vocabular das mensagens publicadas por esses perfis. Um funcionário de uma empresa
que supostamente produzia e vendia perfis falsos explica que às vezes “faltava criatividade” para criar mensagens
distintas controlando tantos perfis falsos ao mesmo tempo.
GRAGNANI, J. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 16 dez. 2017.
De acordo com o texto, a análise de características da linguagem empregada por perfis automatizados contribui
para o(a)
A controle da atuação dos profissionais de TI.
B desenvolvimento de tecnologias como os “trolls”.
C flexibilização dos turnos de trabalho dos controladores.
D necessidade de regulamentação do funcionamento dos “bots”
E identificação de padrões de disseminação de informações inverídicas.
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HABILIDADE 30
Relacionar as tecnologias de comunicação e informação ao desenvolvimento das sociedades e ao
conhecimento que elas produzem.
Palavras-chave: tecnologias da informação e suas influências no desenvolvimento de comportamentos na
sociedade.
Padrão Clássico: Relacionar as tecnologias ao desenvolvimento das sociedades. A ideia aqui é perceber
certos comportamentos humanos que se desenvolvem a partir do uso de certas tecnologias, ou ainda
o desenvolvimento de legislação para regulamentar o uso de tecnologias, ou então a maneira como
passamos a aprender a partir do uso de tecnologias.
A tecnologia está, definitivamente, presente na vida cotidiana. Seja para consultar informações, conversar com
amigos e familiares ou apenas entreter, a internet e os celulares não saem das mãos e mentes das pessoas. Por
esse motivo, especialistas alertam: o uso excessivo dessas ferramentas pode viciar. O problema, dizem os especia-
listas, é o usuário conseguir diferenciar a dependência do uso considerado normal. Hoje, a internet e os celulares
são ferramentas profissionais e de estudo.
MATSUURA, S. O Globo, 10 jun. 2013 (adaptado).
O desenvolvimento da sociedade está relacionado ao avanço das tecnologias, que estabelecem novos padrões
de comportamento. De acordo com o texto, o alerta dos especialistas deve-se à
A insegurança do usuário, em razão do grande número de pessoas conectadas às redes sociais.
B a de credibilidade das informações transmitidas pelos meios de comunicação de massa.
C comprovação por pesquisas de que os danos ao cérebro são muito maiores do que se pode imaginar.
D subordinação das pessoas aos recursos oferecidos pelas novas tecnologias, a ponto de prejudicar suas vidas.
E possibilidade de as pessoas se isolarem socialmente, em razão do uso das novas tecnologias de comunicação.
40
Gabarito
18. B 38. D
39. C
Prof. Felipe Pereira (criador do Método IHM)
@prof.felipepereira (Instagram)
YouTube: professor Felipe Pereira