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Tipos de Textos

O documento aborda a prática de expressão escrita e a estruturação gramatical da Língua Portuguesa, destacando sua importância no ensino e aprendizagem da comunicação. Ele explora os diferentes tipos de textos, suas estruturas e elementos, além de discutir a interdependência entre escrita e gramática. A metodologia utilizada foi bibliográfica, fundamentando-se em diversas obras para construir um quadro teórico sólido.
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O documento aborda a prática de expressão escrita e a estruturação gramatical da Língua Portuguesa, destacando sua importância no ensino e aprendizagem da comunicação. Ele explora os diferentes tipos de textos, suas estruturas e elementos, além de discutir a interdependência entre escrita e gramática. A metodologia utilizada foi bibliográfica, fundamentando-se em diversas obras para construir um quadro teórico sólido.
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3

Índice
CAPÍTULO I: CONSTRUÇÃO TEÓRICA...............................................................................5

1. Introdução............................................................................................................................5

1.1. Objectivos........................................................................................................................6

1.1.1. Objectivo geral.........................................................................................................6

1.1.2. Objectivos específicos..............................................................................................6

1.2. Metodologia.....................................................................................................................6

1.2.1. Método bibliográfico................................................................................................6

CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.....................................................................6

2. Prática de expressão escrita e estruturação gramatical da língua portuguesa......................6

2.1. A expressão escrita na Língua Portuguesa.......................................................................6

2.2. Estruturação gramatical da Língua Portuguesa............................................................7

2.2.1. Fonologia..............................................................................................................7

2.2.2. Morfologia............................................................................................................7

2.2.3. Sintaxe..................................................................................................................8

2.2.4. Semântica..............................................................................................................8

2.2.5. Pragmática............................................................................................................8

2.3. Interdependência entre expressão escrita e estruturação gramatical............................9

2.4. Tipos de textos – Estrutura e elementos...........................................................................9

2.4.1. Textos literários............................................................................................................9

[Link]. Conceito................................................................................................................9

[Link]. Estrutura dos Textos Literários...........................................................................10

[Link]. Elementos dos Textos Literários.........................................................................10

2.4.2. Textos Normativos.....................................................................................................10

[Link]. Conceito..............................................................................................................10

[Link]. Estrutura e elementos..........................................................................................11

[Link]. Tipo de linguagem...............................................................................................11


4

2.4.3. Textos específicos.......................................................................................................11

[Link]. conceito...............................................................................................................11

[Link]. Estrutura dos textos específicos..........................................................................12

[Link].1. Elementos dos textos específicos........................................................................12

2.4.4. Textos Narrativos.......................................................................................................12

[Link]. Conceito..............................................................................................................12

[Link]. Estrutura do texto narrativo................................................................................13

[Link]. Elementos do texto narrativo..............................................................................13

[Link]. Discursos: Direto, Indireto e Indireto Livre........................................................14

2.4.5. Textos Multiusos........................................................................................................14

[Link]. Textos expositivo-explicativo.............................................................................14

[Link].1. Conceito..........................................................................................................14

[Link].2. Organização do texto /estrutura.......................................................................15

[Link].3. Tipo de linguagem...........................................................................................15

[Link].4. Funções do texto expositivo- explicativo........................................................15

[Link]. Textos expositivos-argumentativos.....................................................................15

[Link].1. Estrutura..........................................................................................................16

[Link].2. Tipos de argumentos.......................................................................................16

[Link].3. Características linguísticas..............................................................................16

CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................17

3. Conclusão..........................................................................................................................17

Referências bibliográficas.........................................................................................................18
5

CAPÍTULO I: CONSTRUÇÃO TEÓRICA

1. Introdução
A prática de expressão escrita e a estruturação gramatical da Língua Portuguesa
constituem pilares fundamentais no processo de ensino e aprendizagem da comunicação. A
escrita, além de ser um instrumento de expressão e de construção de conhecimento, é também
uma forma de organização do pensamento e de partilha de ideias. Através dela, o indivíduo
demonstra o domínio da língua, a capacidade de articular ideias e de empregar corretamente
as estruturas gramaticais, elementos indispensáveis para a clareza e coerência do discurso.
Assim, a prática da escrita e o estudo da gramática não se limitam à aplicação de regras, mas
contribuem para o desenvolvimento integral da competência comunicativa.

Dito isto, no presente trabalho iremos debruçar-nos sobre a prática de expressão escrita e a
estruturação gramatical da Língua Portuguesa, bem como sobre os tipos de textos – a sua
estrutura e os seus elementos. Assim sendo, temos por objetivo central compreender a prática
de expressão escrita e da estruturação gramatical, bem como os diferentes tipos de textos e as
suas características fundamentais. O estudo procura ainda destacar como o domínio das
normas gramaticais e textuais favorece uma produção escrita mais consciente, eficaz e
adequada aos diversos contextos comunicativos.

O trabalho aborda vários elementos essenciais que sustentam o uso e a compreensão da


Língua Portuguesa. São destacados tópicos como a expressão escrita, a estruturação
gramatical e os seus componentes, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática,
bem como a interdependência entre escrita e gramática. Posteriormente, são analisados os
tipos de textos, entre os quais se destacam os textos literários, normativos, específicos,
narrativos e multiusos, sendo este último subdividido em expositivo-explicativo e expositivo-
argumentativo. Cada um desses tipos é apresentado com as suas estruturas, funções e
características linguísticas, de modo a permitir uma compreensão global e aprofundada das
suas particularidades.

Em termos estruturais, o trabalho apresenta-se em três partes principais. O primeiro


capítulo diz respeito à construção teórica, onde se encontram a introdução, os objetivos e a
metodologia que orientaram a elaboração do estudo. O segundo capítulo corresponde à
fundamentação teórica, na qual se desenvolvem os fundamentos e conceitos teóricos que
sustentam a análise da prática de expressão escrita, da estruturação gramatical e dos tipos de
textos. Por fim, nas considerações finais, são apresentadas as conclusões do trabalho,
6

1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
 Compreender a prática de expressão escrita e da estruturação gramatical, bem como os
diferentes tipos de textos e as suas características;

1.1.2. Objectivos específicos


 Descrever a prática de expressão escrita na língua portuguesa;
 Apresentar as características de estruturação gramatical da língua portuguesa;
 Identificar os diferentes tipos de textos existente;
 Caracterizar os diferentes tipos de textos identificados;

1.2. Metodologia
1.2.1. Método bibliográfico
No presente trabalho foi utilizado o método bibliográfico, que consistiu na pesquisa,
seleção, análise e interpretação crítica de obras e fontes escritas relacionadas com a Língua
Portuguesa, a expressão escrita, a estruturação gramatical e os diferentes tipos de textos. Este
método permitiu reunir informações teóricas relevantes, possibilitando a construção de um
enquadramento conceptual sólido e a fundamentação das análises realizadas. A investigação
bibliográfica tornou-se essencial para compreender os conceitos, as práticas e as
características dos diversos géneros textuais, bem como a interdependência entre escrita e
gramática.

Para o efeito, foram consultados os seguintes autores: Antunes (2003); Marcuschi (2008);
Bagno (2011); Bechara (2009); Cunha e Cintra (2013); Geraldi (1997); Koch e Elias (2010);
Travaglia (2009); Todorov (1979); Culler (2000); Fiorin (1999); Andrade e Henriques (1999);
Garcia (1978); MINEDH (2019); PESD (2010); Victor (2025).
7

CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2. Prática de expressão escrita e estruturação gramatical da língua portuguesa

2.1. A expressão escrita na Língua Portuguesa


A expressão escrita é uma das formas mais elaboradas de manifestação linguística e
constitui um instrumento de comunicação e de organização do pensamento. Segundo Antunes
(2003, p. 25), “escrever é uma prática social e linguística que envolve a construção de
sentidos e a utilização consciente dos recursos da língua”. A escrita permite que o sujeito
organize ideias, produza raciocínios e materialize o discurso de forma permanente e
estruturada.

Conforme Marcuschi (2008, p. 39), a escrita distingue-se da oralidade por exigir


planificação, coesão e coerência, além de um maior controlo dos recursos gramaticais e
discursivos. Trata-se de uma atividade cognitiva complexa, que envolve o planeamento do
texto, a seleção lexical e a adequação das estruturas sintáticas ao propósito comunicativo. A
clareza e a coerência do texto escrito dependem, assim, do domínio linguístico e da
capacidade de expressar conceitos de forma precisa.

Bagno (2011, p. 42) observa que a escrita é um fenómeno cultural e social que reflete a
diversidade linguística e o modo como os sujeitos utilizam a língua para interagir e
representar o mundo. A expressão escrita, portanto, não se reduz a um conjunto de regras
formais, mas constitui uma prática que revela a identidade e a visão de mundo de quem
escreve. É um processo de elaboração simbólica que organiza o pensamento e possibilita a
transmissão de conhecimento através da linguagem.

2.2. Estruturação gramatical da Língua Portuguesa


A estrutura gramatical da Língua Portuguesa é composta por diversos níveis de
organização, que atuam de forma interdependente e sistemática para garantir o funcionamento
da língua. Essa estrutura compreende camadas hierárquicas, desde os sons até à construção de
textos complexos. Segundo Cunha e Cintra (2013, p. 14), a gramática organiza-se em
“subsistemas que se articulam e se completam, formando o corpo estrutural do idioma”. Esses
subsistemas são: fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática.

2.2.1. Fonologia
A fonologia constitui o nível mais básico da estrutura gramatical e é responsável pelo
estudo dos sons da língua e das suas combinações. Bechara (2009, p. 29) afirma que “a
8

fonologia se ocupa das unidades sonoras distintivas, isto é, dos fonemas, e das regras que
determinam sua articulação e oposição”. O sistema fonológico português é formado por
vogais, semivogais e consoantes, organizadas em sílabas e acentuação. Exemplo: a distinção
entre pato e bato deve-se à oposição fonológica /p/ e /b/.

2.2.2. Morfologia
A morfologia é o nível que trata da estrutura interna das palavras, da sua formação e
flexão. Segundo Cunha e Cintra (2013, p. 53), a morfologia portuguesa analisa “as unidades
mínimas dotadas de significado, os morfemas, e os processos de derivação e composição”.A
palavra é, portanto, uma unidade central do sistema gramatical. A morfologia divide-se em:

 Formação de palavras: processos de derivação (ex.: feliz → infeliz) e composição


(ex.: guarda-chuva).
 Flexão: variação de gênero, número, tempo, modo e pessoa (ex.: menino/menina;
canto/cantamos).
 Classes gramaticais: substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, pronome, artigo,
numeral, preposição, conjunção e interjeição.

2.2.3. Sintaxe
A sintaxe trata da organização das palavras em frases e orações, estabelecendo relações de
dependência e função. Bechara (2009, p. 121) define a sintaxe como “a parte da gramática
que estuda as combinações das palavras e a sua disposição na oração”. A estrutura sintática da
Língua Portuguesa compreende:

 Oração: unidade com verbo e sentido completo.


 Frase: enunciado com valor comunicativo, podendo conter ou não verbo.
 Termos da oração: sujeito, predicado, complementos verbais, adjuntos e aposto.
 Ordem canónica: Sujeito + Verbo + Complemento, podendo ser alterada por razões
estilísticas ou enfáticas.
 Relações de concordância e regência: responsáveis pela harmonia gramatical entre os
elementos.

2.2.4. Semântica
A semântica ocupa-se do sentido das palavras e das frases. Para Travaglia (2009, p. 74), “a
semântica estuda os valores significativos e as relações de sentido entre as unidades
linguísticas”. A estrutura semântica está ligada à escolha lexical, à polissemia e às relações de
sinonímia, antonímia, hiponímia e homonímia. Além disso, a semântica articula-se à sintaxe
9

para garantir coerência e sentido global do texto, permitindo que as estruturas formais
transmitam mensagens compreensíveis.

2.2.5. Pragmática
A pragmática é o nível que trata da relação entre a linguagem e o contexto de uso.
Segundo Marcuschi (2008, p. 46), “a pragmática considera o funcionamento da língua nas
situações concretas de comunicação e a intenção comunicativa do falante”. Assim, o
significado das estruturas gramaticais depende também da situação discursiva, do interlocutor
e do propósito comunicativo. Exemplo: a frase “podes fechar a janela?” possui estrutura
interrogativa, mas tem valor pragmático de pedido.

2.3. Interdependência entre expressão escrita e estruturação gramatical


A expressão escrita e a estruturação gramatical mantêm uma relação intrínseca, uma vez
que a escrita requer o domínio das estruturas linguísticas que lhe conferem sentido e
coerência. Koch e Elias (2012, p. 19) afirmam que “a competência textual resulta da
articulação entre o conhecimento linguístico, a organização discursiva e a intencionalidade
comunicativa”. Assim, a gramática atua como base para a elaboração do discurso escrito,
enquanto a escrita constitui o espaço onde as estruturas gramaticais se concretizam.

Segundo Antunes (2009, p. 66), a expressão escrita é o campo de realização da gramática


em uso, onde as regras linguísticas se articulam à construção dos significados. Essa
interdependência evidencia que a correção gramatical não é um fim em si, mas um meio de
garantir a clareza e a precisão do texto. O equilíbrio entre forma e conteúdo é o que
caracteriza a eficácia da comunicação escrita.

Geraldi (1997, p. 49) considera que a linguagem é um instrumento de interação simbólica


e que o uso adequado das estruturas linguísticas permite ao indivíduo comunicar-se de modo
coerente, objetivo e esteticamente apurado. Assim, a estruturação gramatical e a expressão
escrita são dimensões complementares da língua: a primeira assegura a ordem e a coerência
do discurso, enquanto a segunda concretiza a intenção comunicativa através da materialidade
textual.
10

2.4. Tipos de textos – Estrutura e elementos

2.4.1. Textos literários


[Link]. Conceito
A definição de textos literários varia conforme a abordagem teórica adotada. Segundo
Todorov (1979), o texto literário é aquele que apresenta uma linguagem artística, cujo
objetivo é criar mundos imaginários ou reconstruir experiências humanas por meio da ficção e
da narrativa estilizada.

De acordo com Culler (2000), textos literários são textos que apresentam uma função
estética primária, destacando-se pelo uso especial da linguagem, que provoca sensações,
reflexões e experiências intelectuais no leitor.

[Link]. Estrutura dos Textos Literários


Embora varie de acordo com o gênero literário, a estrutura do texto literário geralmente
inclui:

 Introdução: apresenta o ambiente, os personagens ou o contexto inicial da narrativa.


 Desenvolvimento: expõe o conflito, as ações dos personagens, as ideias centrais ou os
temas explorados.
 Clímax: ponto de maior tensão ou emoção, onde ocorre o conflito principal ou a
virada narrativa.
 Desfecho ou conclusão: resolução dos conflitos, fechamento da narrativa ou efeito de
reflexão deixado ao leitor.

[Link]. Elementos dos Textos Literários


Os elementos essenciais de um texto literário incluem:

 Personagens: seres humanos, animais ou seres imaginários que participam da


narrativa.
 Enredo: sequência de eventos ou ações que estruturam a história.
 Espaço: cenário ou ambientação em que a narrativa se desenrola.
 Tempo: período em que se passam os acontecimentos, podendo ser cronológico,
psicológico ou simbólico.
 Narrador/Foco narrativo: perspectiva a partir da qual a história é contada (primeira
pessoa, terceira pessoa, narrador onisciente ou limitado).
11

 Linguagem literária: uso de figuras de linguagem, metáforas, ritmo, sonoridade e


outros recursos estilísticos que caracterizam a estética do texto.

2.4.2. Textos Normativos


[Link]. Conceito
Segundo MINEDH (2019, p. 6), textos normativos são aqueles que regulam as normas de
funcionamento de uma organização ou instituição.

A definição apresentada por MINEDH (2019) destaca o caráter regulador dos textos
normativos, enfatizando sua função de organizar o funcionamento interno de instituições ou
organizações. Esse enfoque ressalta o aspecto funcional e administrativo desses textos,
mostrando que eles não apenas descrevem regras, mas estruturam relações e processos dentro
de um contexto específico. Corroborando com Victor (2025), que define texto normativo
como:

"Um texto que estabelece regras e diretrizes para orientar comportamentos


em diversas áreas, apresentando características como clareza, impessoalidade
e obrigatoriedade. Os principais tipos incluem leis, regulamentos, contratos e
normas técnicas, sendo essenciais para garantir direitos, organização social e
segurança."

Para PESD (2010, p. 15), o texto Normativo é um texto que trata de normas e
procedimentos, leis que orientam uma organização ou uma instituição. Por outras palavras,
são textos que obedecem e estipulam certas normas ou regras.

[Link]. Estrutura e elementos


Conforme PESD (2010, p. 16), quanto a mancha gráfica, o texto normativo apresenta na
sua estrutura organizacional os seguintes elementos:

I. O Preâmbulo é a parte inicial do texto, isto é, a introdução sobre o regulamento ou a


lei. Por outras palavras, o preâmbulo é a parte introdutória que explica os objectivos
do regulamento.
II. Partes ou secção é a parte que evoca a área da aplicação da norma, que é constituída
por capítulos.
III. Capítulos são as secções dos conteúdos normativos, que são constituídos por artigos.
12

IV. Artigos são as normas que evocam os direitos ou deveres (cada artigo trata de um
ponto específico). Os artigos são constituídos por parágrafos, nalguns casos o
parágrafo contém alíneas.

[Link]. Tipo de linguagem


A linguagem deve ser: - Simples, emprega termos ou palavras “familiares” para todos;
Clara, de modo que seja compreendida por todos, sem o recurso de vocabulário profundo, uma
linguagem percetível (que se percebe); Objectiva que não dá volta, isto é, chama as coisas pelo seu
nome e não suscita outra interpretação.

2.4.3. Textos específicos


[Link]. conceito
Segundo Marcuschi (2008), textos específicos são aqueles que apresentam características
linguísticas e estruturais próprias para atender a objetivos determinados, como instruir,
informar ou registrar procedimentos de forma clara e organizada.

De acordo com Koch e Elias (2010), textos específicos são produções discursivas que têm
como finalidade transmitir informações ou orientações precisas, empregando linguagem
objetiva e normas que garantam compreensão inequívoca.

Conforme Fiorin (1999), textos específicos caracterizam-se pela funcionalidade: cada


gênero textual direciona-se a uma situação comunicativa concreta, com escolhas linguísticas e
estruturais que favorecem a clareza e a eficiência do texto.

[Link]. Estrutura dos textos específicos


A estrutura dos textos específicos depende do gênero textual, mas geralmente inclui:

 Introdução ou apresentação: contextualiza o tema ou objetivo do texto.


 Desenvolvimento ou corpo: detalha informações, procedimentos, instruções ou
argumentos.
 Conclusão ou fechamento: sintetiza, orienta ou reforça a informação transmitida.

Exemplos de textos específicos incluem relatórios, manuais, artigos científicos, cartas


comerciais, receitas e instruções técnicas.

[Link].1. Elementos dos textos específicos


Os elementos essenciais desses textos incluem:

 Objetividade: foco na transmissão clara de informações ou instruções.


13

 Linguagem técnica ou especializada: uso de termos precisos e adequados ao


público-alvo.
 Organização lógica: estruturação sequencial e coesa das informações.
 Finalidade comunicativa: cada texto é produzido com um propósito específico, como
informar, instruir ou documentar.
 Recursos formais: tabelas, listas, gráficos, títulos e subtítulos, quando necessários,
para facilitar a compreensão.

2.4.4. Textos Narrativos


[Link]. Conceito
O texto narrativo é um tipo de composição textual estruturado a partir da narração de uma
história real ou imaginária. Conforme Andrade e Henriques (1999), a narração caracteriza-se
pela apresentação de uma sequência de fatos ou ações que se desenrolam em um determinado
tempo e espaço, envolvendo personagens e culminando em um clímax e desfecho. Assim, o
texto narrativo busca relatar um acontecimento, seja ele verídico ou ficcional, apresentando
uma relação temporal e causal entre os eventos narrados.

De acordo com Garcia (1978), o texto narrativo distingue-se por apresentar uma estrutura
organizada que visa despertar o interesse do leitor, conduzindo-o por meio das ações e
conflitos vivenciados pelas personagens.

[Link]. Estrutura do texto narrativo


Os textos narrativos podem ser estruturados conforme as seguintes partes:

 Introdução: é a parte inicial da narrativa. Nela são apresentadas as primeiras


personagens do texto e a ambientação, evidenciando o local e o tempo da história.
 Desenvolvimento: é a parte da narrativa em que o enredo se desenvolve. No
desenvolvimento, há foco nas ações e em situações conflituosas que modificam as
experiências, as relações e a vida das personagens. Além disso, o desenvolvimento dos
acontecimentos faz com que ocorra o ápice da narrativa, o clímax, em que o conflito
ou a maior mudança ocorre na vida das personagens.
 Desfecho: é a parte da narrativa que acontece após o clímax e em que são
evidenciadas as relações existentes entre os diferentes acontecimentos narrados no
texto e as suas consequências.
14

[Link]. Elementos do texto narrativo


Os principais elementos que compõem a estrutura do texto narrativo são o enredo, as
personagens, o tempo, o espaço, o foco narrativo e os discursos (Andrade & Henriques,
1999).

I. Enredo: O enredo corresponde à sequência de ações que formam a história, podendo


apresentar estrutura linear (com início, meio e fim) ou não linear, quando há quebras
na ordem cronológica.
II. Personagens: As personagens são os seres que participam da ação e vivenciam os
acontecimentos. Elas podem ser protagonistas, antagonistas ou secundárias,
dependendo de sua importância na trama (Garcia, 1978).
III. Tempo: O tempo refere-se à duração ou ao período em que se desenvolve a narrativa.
Pode ser cronológico (medido objetivamente) ou psicológico (ligado à percepção
interna das personagens).
IV. Espaço: O espaço, ou ambientação, corresponde ao local onde se desenrola a
narrativa. Ele contribui para a verossimilhança do enredo e influencia diretamente as
ações das personagens (Andrade & Henriques, 1999).
V. Foco Narrativo: O foco narrativo é a perspectiva adotada pelo narrador para contar a
história. Pode ocorrer em primeira pessoa, quando o narrador participa dos fatos, ou
em terceira pessoa, quando ele se coloca como observador externo.

[Link]. Discursos: Direto, Indireto e Indireto Livre


Os discursos são formas de representar a fala das personagens dentro da narrativa.
Segundo Andrade e Henriques (1999), existem três modalidades principais:

 Discurso direto: reproduz fielmente as palavras das personagens, geralmente


marcadas por travessões ou aspas, como se observa no conto Um Apólogo, de
Machado de Assis (1855).
 Discurso indireto: o narrador reproduz a fala do personagem de modo mediado,
utilizando orações subordinadas, como no conto Singularidades de uma rapariga loura,
de Eça de Queiroz (s.d.).
 Discurso indireto livre: mescla as vozes do narrador e do personagem sem uso de
marcações formais. Esse recurso é amplamente utilizado por José Saramago em O
conto da ilha desconhecida (1997).
15

2.4.5. Textos Multiusos


Distingue-se dois (2), tipos de textos, multiusos: Texto expositivo-explicativo e texto
expositivo-argumentativo.

[Link]. Textos expositivo-explicativo


[Link].1. Conceito
Segundo Fiorin (1999), o texto expositivo é aquele que tem como objetivo apresentar
informações e explicações sobre um determinado assunto, de maneira clara, objetiva e
organizada, buscando levar o leitor à compreensão do tema sem a intenção de convencê-lo.

De acordo com Marcuschi (2008), o texto expositivo caracteriza-se pela função de


transmitir conhecimentos e informações, explicando conceitos, ideias ou fenômenos de modo
didático, estruturado e imparcial.

Conforme Mulima e Tovela (2019, p. 16), texto expositivo-explicativo é um tipo de texto


que pretende dar a conhecer, de forma clara, uma determinada realidade a um leitor que se
supõe detentor de um saber insatisfatório.

[Link].2. Organização do texto /estrutura


Segundo Mulima e Tovela (2019, p. 16), o texto expositivo- explicativo tem três
momentos:

 Fase de questionar/exposição (introdução) – corresponde ao título ou a uma


interrogativa directa ou indirecta (apresentação do tema do texto ou da ideia central)
 Fase de resolução (desenvolvimento) – explicação, descrição, demonstração e
estabelecimento de lógica entre as ideias ou factos apresentados.
 Fase de conclusão (conclusão) – síntese das ideias apresentadas ou apresentação de
uma ideia conclusiva final.

[Link].3. Tipo de linguagem


No texto expositivo-explicativo utiliza-se uma linguagem que se caracteriza por um
discurso claro e objectivo com formas linguísticas próprias. A linguagem é
predominantemente referencial, pois, pretende comunicar informações (Ibidem, p. 17). Inclui:

 Frases passivas que permitem o apagamento do sujeito; contém paráfrases


(explicação mais desenvolvida do conteúdo);
16

 Utiliza articuladores (palavras ou expressões que estabelecem a relação entre duas


ideias. Podem ligar orações, períodos e até parágrafos). Exemplos: conjunções e
locuções coordenativas e subordinativas, advérbios, preposições e pronomes.

[Link].4. Funções do texto expositivo- explicativo


 Reduz um acontecimento ou facto a factos simples;
 Estabelece ligações entre os factos;
 Liga um determinado acontecimento a diversos factores: causas, efeitos,
consequências, finalidades;
 Coloca numa certa ordem aspectos ou partes de um todo;

[Link]. Textos expositivos-argumentativos


Segundo Mulima e Tovela (2019, p. 18), textos argumentativos é aquele que tem como
principais características, defender uma ideia, hipótese, teoria ou opinião com o objectivo de
convencer o leitor para que acredite nela, ou seja, esse tipo de texto tem o intuito de informar
e convencer o leitor.

Conforme o mesmo autor, argumentos, são as razões, as provas a que se recorre para a
defesa de um pensamento. Por vezes, o texto argumentativo faz uso dos argumentos
contrários à tese defendida. A refutação dos contra-argumentos contribui para reforçar a tese
defendida, embora origine um paradoxo, uma confusão ou contrariedade que depois é
resolvida. Os argumentos de um texto são facilmente localizados: identificada a tese, faz-se a
pergunta por quê? (Ex.: o autor é contra a pena de morte (tese). Porque ... (argumentos).

[Link].1. Estrutura
 Exposição da tese (1º parágrafo): expõe o ponto de vista, a ideia a defender, a ideia
principal ou tese.
 Argumentos (parágrafos intermédios): fundamentam ou desenvolvem a ideia
principal através de argumentos convincentes e verdadeiros.
 Conclusão (parágrafo final): que condensa e reforça o que foi apresentado. Tese - é a
ideia ou proposição que se pretende defender, necessariamente polémica, pois a
argumentação implica divergência de opinião.

[Link].2. Tipos de argumentos


 Argumento de autoridade: o auditório é levado a aceitar a validade da tese ou
conclusão pela credibilidade atribuída à palavra de alguém publicamente considerado
autoridade na área.
17

 Argumento por evidência: pretende-se levar o auditório a admitir a tese ou


conclusão, justificando-a por meio de evidências de que ela se aplica aos dados.
 Argumento por comparação (analogia): o argumentador pretende levar o auditório a
aderir à tese ou conclusão com base em factores de semelhança ou analogia,
evidenciados pelos dados apresentados.
 Argumento por exemplificação: o argumentador baseia a tese ou conclusão em
exemplos representativos, os quais, por si sós, já são suficientes para justificá-la.
Argumento de princípio: uma crença pessoal baseada numa constatação (lógica,
científica, ética, estética etc.) aceita como verdadeira e de validade universal.
 Argumento por causa e consequência: a tese ou conclusão é aceita justamente por
ser uma causa ou uma consequência dos dados.

[Link].3. Características linguísticas


 emprego de frases declarativas e interrogativas;
 uso de verbos no presente genérico;
 presença de verbos declarativos (afirmar, considerar, alegar, declarar, garantir,
afiançar, defender …);
 recurso a verbos indicadores da relação causa efeito (causar, motivar, originar,
provocar, ocasionar, gerar…);
 uso de marcadores e conectores discursivos;
 recurso a pronomes para evitar a repetição do nome;
 vocabulário variado e preciso.
18

CONSIDERAÇÕES FINAIS

3. Conclusão
Ao longo deste trabalho, tornou-se evidente que a prática de expressão escrita e a
estruturação gramatical são elementos indissociáveis da Língua Portuguesa e fundamentais
para uma comunicação clara, coerente e eficaz. A análise desenvolvida mostrou que a escrita
não é apenas uma habilidade técnica, mas um processo cognitivo e social que permite
organizar ideias, expressar pensamentos e transmitir conhecimentos de forma estruturada. O
domínio das regras gramaticais, por sua vez, constitui a base para a produção textual
adequada, garantindo a precisão e a correção do discurso.

O estudo dos diferentes tipos de textos permitiu compreender como a linguagem se adapta
a diversas finalidades comunicativas, sendo possível identificar características, estruturas e
elementos específicos de cada género textual. Textos literários, normativos, narrativos,
específicos e multiusos foram analisados quanto à sua função, organização e linguagem,
demonstrando que o conhecimento das particularidades de cada tipo de texto é essencial para
a competência comunicativa e para a interpretação adequada das mensagens transmitidas.
Além disso, a interdependência entre escrita e gramática evidencia-se na produção de textos
coerentes e significativos.
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