Cuidado de enfermagem em saúde mental nos
o
dispositivos da rede de atenção em saúde: Rede
m
de Atenção Psicossocial (RAPS).
co
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
o
Importância dos conceitos de rede, território e autonomia na
construção da rede de atendimento
m
co
A rede de atenção à saúde mental brasileira é parte integrante do Sistema
Único de Saúde (SUS), rede organizada de ações e serviços públicos de
te
saúde, instituída no Brasil por Lei Federal na década de 90.
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
O que são redes de saúde?
o
m
co
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Redes de Saúde são arranjos de serviços de saúde que se organizam para
o
oferecer atendimento integral a uma população. São formadas por
diferentes pontos de cuidado, que são coordenados para que o paciente
m
receba o tratamento adequado.
co
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Cr
ia
do
ffi co
ce m
S ui o
te
A rede de atenção à saúde mental, composta por: Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), Centros
de Convivência, Ambulatórios de Saúde Mental e Hospitais Gerais.
o
m
co
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
A construção de uma rede comunitária de cuidados é fundamental para a
consolidação da Reforma Psiquiátrica.
o
A articulação em rede dos variados serviços substitutivos ao hospital
m
psiquiátrico é crucial para a constituição de um conjunto vivo e concreto
co
de referências capazes de acolher a pessoa em sofrimento mental.
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Para a organização desta rede, a noção de território é
especialmente orientadora.
o
m
Mas o que é território?
co
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
O território é a designação não apenas de uma área geográfica, mas das
pessoas, das instituições, das redes e dos cenários nos quais se dão a vida
o
comunitária.
m
Trabalhar no território não equivale a trabalhar na comunidade, mas a
co
trabalhar com os componentes, saberes e forças concretas da comunidade
que propõem soluções, apresentam demandas e que podem construir
te
objetivos comuns.
do
ui
Trabalhar no território é resgatar todos os saberes e potencialidades dos
ia
S
recursos da comunidade, construindo coletivamente as soluções, a
Cr
ce
multiplicidade de trocas entre as pessoas e os cuidados em saúde mental.
ffi
O papel estratégico dos CAPS
o
É função dos CAPS prestar atendimento clínico em regime de atenção diária,
m
evitando assim as internações em hospitais psiquiátricos; promover a inserção
social das pessoas com transtornos mentais através de ações intersetoriais;
co
regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de
atuação e dar suporte à atenção à saúde mental na rede básica.
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Os CAPS devem ser substitutivos, e não complementares ao hospital
psiquiátrico.
o
Cabe aos CAPS o acolhimento e a atenção às pessoas com transtornos
mentais graves e persistentes, procurando preservar e fortalecer os laços
m
sociais do usuário em seu território.
co
De fato, o CAPS é o núcleo de uma nova clínica, produtora de autonomia,
te
que convida o usuário à responsabilização e ao protagonismo em toda a
do
trajetória do seu tratamento.
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
São serviços de saúde municipais, abertos, comunitários, que oferecem
atendimento diário às pessoas com transtornos mentais severos e
o
persistentes, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção
social destas pessoas através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos
m
direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.
co
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Os CAPS se diferenciam pelo porte, capacidade de atendimento, clientela
o
atendida e organizam-se no país de acordo com o perfil populacional dos
municípios brasileiros. Assim, estes serviços diferenciam-se como:
m
co
CAPS I
CAPS II
te
CAPS III
do
CAPSi
ui
CAPSad.
ia
S
Cr
ce
ffi
Os CAPS I são os Centros de Atenção Psicossocial de menor porte, capazes de
oferecer uma resposta efetiva às demandas de saúde mental em municípios
o
com população entre 20.000 e 50.000 habitantes.
m
Estes serviços têm equipe mínima de 9 profissionais, entre profissionais de
co
nível médio e nível superior, e têm como clientela adultos com transtornos
mentais severos e persistentes e transtornos decorrentes do uso de álcool e
te
outras drogas. Funcionam durante os cinco dias úteis da semana, e têm
do
capacidade para o acompanhamento de cerca de 240 pessoas por mês.
ui
ia
Médico psiquiatra ou médico com formação em saúde mental
S
Enfermeiro
Cr
ce
Psicólogo
Assistente social
ffi
Terapeuta ocupacional
Os CAPS II são serviços de médio porte, e dão cobertura a municípios com
mais de 50.000 habitantes - cerca de 10% dos municípios brasileiros, onde
residem cerca de 65% da população brasileira.
o
A clientela típica destes serviços é de adultos com transtornos mentais
m
severos e persistentes. Os CAPS II têm equipe mínima de 12 profissionais,
co
entre profissionais de nível médio e nível superior, e capacidade para o
acompanhamento de cerca de 360 pessoas por mês. Funcionam durante os
te
cinco dias úteis da semana.
do
ui
ia
Médico psiquiatra, neurologista ou pediatra com formação em saúde mental
S
Enfermeiro; Psicólogo;Assistente social;Terapeuta
Cr
ce
ocupacional;Fonoaudiólogo; Pedagogo
ffi
Os CAPS III são os serviços de maior porte da rede CAPS. Previstos para
dar cobertura aos municípios com mais de 200.000 habitantes, os CAPS
III estão presentes hoje, em sua maioria, nas grandes metrópoles
o
brasileiras.
m
Os CAPS III são serviços de grande complexidade, uma vez que
co
funcionam durante 24 horas em todos os dias da semana e em feriados.
te
Com no máximo cinco leitos, o CAPS III realiza, quando necessário,
do
acolhimento noturno (internações curtas, de algumas horas a no máximo
ui
7 dias). A equipe mínima para estes serviços deve contar com 16
ia
S
profissionais, entre os profissionais de nível médio e superior, além de
Cr
ce
equipe noturna e de final de semana. Estes serviços têm capacidade para
realizar o acompanhamento de cerca de 450 pessoas por mês.
ffi
Os CAPSi, especializados no atendimento de
crianças e adolescentes com transtornos mentais,
o
são equipamentos geralmente necessários para dar
resposta à demanda em saúde mental em
m
municípios com mais de 200.000 habitantes.
co
Funcionam durante os cinco dias úteis da semana,
te
e têm capacidade para realizar o acompanhamento
do
de cerca de 180 crianças e adolescentes por mês.
ui
ia
S
A equipe mínima para estes serviços é de 11
Cr
ce
profissionais de nível médio e superior.
ffi
Os CAPSad, especializados no atendimento de pessoas que fazem uso
prejudicial de álcool e outras drogas, previstos para cidades com mais de
200.000 habitantes, ou cidades que, por sua localização geográfica
o
(municípios de fronteira, ou parte de rota de tráfico de drogas) ou cenários
epidemiológicos importantes, necessitem deste serviço para dar resposta
m
efetiva às demandas de saúde mental.
co
Funcionam durante os cinco dias úteis da semana, e têm capacidade para
te
realizar o acompanhamento de cerca de 240 pessoas por mês. A equipe
do
mínima prevista para os CAPSad é composta por 13 profissionais de nível
ui
médio e superior.
ia
S
Cr
ce
ffi
Centros de Convivência e Cultura
Os Centros de Convivência e Cultura são dispositivos públicos que compõe a rede
o
de atenção substitutiva em saúde mental e que oferecem às pessoas com
m
transtornos mentais espaços de sociabilidade, produção cultural e intervenção na
cidade.
co
te
Estes Centros, através da construção de espaços de convívio e sustentação das
do
diferenças na comunidade, facilitam a construção de laços sociais e a inclusão das
ui
pessoas com transtornos mentais.
ia
S
Cr
ce
ffi
Os Centros de Convivência e Cultura não são, portanto,
equipamentos assistenciais e tampouco realizam atendimento médico
ou terapêutico.
o
m
São dispositivos públicos que se oferecem para a pessoa com
transtornos mentais e para o seu território como espaços de
co
articulação com a vida cotidiana e a cultura.
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Programa de inclusão social pelo trabalho
A Economia Solidária, hoje política oficial do Ministério do Trabalho e Emprego, é
um movimento organizado de resposta à exclusão por gênero, raça, idade, estilo de
o
vida e instrução, entre outros fatores, das pessoas do campo do trabalho.
m
A economia solidária e a saúde mental estão relacionadas por
meio de uma luta contra a exclusão social e econômica, e pela
co
busca de uma sociedade mais justa e solidária.
te
do
Como a economia solidária pode ajudar a saúde mental?
ui
Combate o estigma
Promove a autonomia e a emancipação
ia
S
Oferece uma estratégia de inclusão social pelo trabalho
Cr
ce
Possibilita a inserção de pessoas com sofrimento psíquico
Promove a distribuição do dinheiro de forma mais justa
ffi
Exemplos de ações que articulam a
economia solidária e a saúde mental:
o
m
Projetos de extensão universitária
co
Oficinas de formação, organização e
mobilização de coletivos e entidades.
te
do
ui
Acompanhamento e apoio técnico às
ia
S
ações em defesa da Reforma Psiquiátrica
Cr
ce
e da luta antimanicomial
ffi
Atenção Residencial de Caráter Transitório
o
As Unidades de Acolhimento e o Serviço de Atenção em Regime
Residencial são pontos de atenção do componente de Atenção
m
Residencial de Caráter Transitório (BRASIL, 2017).
co
As Unidades de Acolhimento oferecem cuidados contínuos de
te
saúde, com funcionamento 24 horas, em ambiente residencial, para
do
pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e
ui
outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada
ia
S
vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento
Cr
ce
terapêutico e protetivo de caráter transitório cujo tempo de
permanência é de até seis meses.
ffi
Atenção Residencial de Caráter Transitório
o
Unidades de acolhimento adulto: destinados a pessoas que fazem uso
de crack, álcool e outras drogas, maiores de 18 anos.
m
co
Unidades de acolhimento infantojuvenil: destinadas a adolescentes e
jovens (de 12 até 18 anos incompletos).
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Atenção hospitalar
Entre os pontos de atenção do componente atenção hospitalar destacam-se os leitos
o
de saúde mental em hospital geral e o serviço hospitalar de referência para atenção às
m
pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso
de crack, álcool e outras drogas no hospital geral (BRASIL, 2017).
co
Os leitos de saúde mental em hospital geral oferecem tratamento hospitalar para
te
casos graves relacionados aos transtornos mentais e ao uso de álcool, crack e outras
do
drogas, em especial de abstinências e intoxicações severas (BRASIL, 2017).
ui
ia
S
Cr
ce
Não deve exceder 15% do total de leitos do
ffi
hospital geral, com um máximo de 25 leitos.
Atenção de Urgência e Emergência
Os pontos de atenção de urgência e emergência são responsáveis, em seu
o
âmbito de atuação, pelo acolhimento, classificação de risco e cuidado nas
situações de urgência e emergência das pessoas com sofrimento ou
m
transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool
co
e outras drogas.
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Ambulatórios especializados em saúde mental
o
Os Ambulatórios de Saúde Mental prestam assistência às
pessoas com diversos tipos de transtornos mentais por meio
m
de atendimento individual, atendimento grupal, orientação,
atividades de sala de espera, atividades educativas em saúde,
co
visitas domiciliares por profissional de nível médio ou
superior e atividades comunitárias.
te
do
ui
Refere-se ao nível secundário de assistência, sendo parte
importante da rede de saúde mental ao oferecer assistência
ia
S
aos sujeitos que não necessitam de tratamento intensivo ou
Cr
ce
semi-intensivo do CAPS ou internação hospitalar no nível
terciário.
ffi
A Portaria/SNAS n 224 – de 29 de janeiro de 1992 dispõe as
normas para o atendimento ambulatorial especializado e
o
especifica que equipe seja multiprofissional e inclua as
diferentes categorias de profissionais especializados (médico,
m
psiquiatra, médico clínico, psicólogo, enfermeiro,
assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo,
co
neurologista e pessoal auxiliar).
te
do
A Portaria GM no 175, de 7 de fevereiro de 2001, define que
ui
os serviços ambulatoriais especializados em saúde mental
ia
possuam, no mínimo, um profissional médico e dois
S
profissionais de nível médio com experiência e/ou capacitação
Cr
ce
para reabilitação psicossocial (BRASIL, 2004).
ffi
Saúde Mental na atenção primária:
articulação com o programa de saúde da
família
o
Por sua proximidade com famílias e comunidades, as equipes da Atenção
m
Básica se apresentam como um recurso estratégico para o enfrentamento de
importantes problemas de saúde pública, como os agravos vinculados ao uso
co
abusivo de álcool, drogas e diversas outras formas de sofrimento psíquico.
te
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
A responsabilização compartilhada dos casos exclui a lógica do encaminhamento, pois
visa aumentar a capacidade resolutiva de problemas de saúde pela equipe local.
o
No caso de municípios maiores, onde estão implantados CAPS ou outros equipamentos
m
da rede de atenção à saúde mental, a lógica do apoio matricial é a mesma: a equipe do
co
CAPS, juntamente com membros das equipes dos outros equipamentos, apóiam as
diferentes equipes de Atenção Básica através de ações de supervisão, atendimento
te
conjunto e específico e capacitação.
do
ui
ia
S
Cr
ce
ffi
Cr
ia
do
ffi co
ce m
S ui o
te