Música de conjunto/orquestra em contexto informal
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Dissertação apresentada à Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de
Castelo Branco para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre
em Ensino de Música- Instrumento e Música de Conjunto, realizada sob a orientação
científica do Professor Especialista Carlos Manuel Dinis Piçarra Alves, do Instituto Politécnico
de Castelo Branco.
Outubro de 2020
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Composição do júri
Presidente do júri
Professor Especialista Pedro Miguel Reixa Ladeira
Professor Adjunto da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico
de Castelo Branco
Vogais
Professor Doutor Manuel de Jesus da Conceição Jerónimo (arguente)
Professor na Escola Superior de Música de Lisboa do Instituto Politécnico de
Lisboa
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Professor Especialista Carlos Manuel Dinis Piçarra Alves (orientador)
Professor Adjunto da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico
de Castelo Branco
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Dedicatória
Para o meu querido irmão, Samuel…
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Agradecimentos
À Rosa.
Ao professor, orientador e amigo Professor Carlos Alves.
Aos diretores da Academia de Música de Costa Cabral, Dr. José Ferreira e Dr. Francisco
Ferreira.
Ao diretor do Agrupamento de Escolas Infanta Dona Mafalda, Dr. Laureano Valente.
Ao presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Infanta Dona Mafalda, Professor
Francisco Marcos.
Aos elementos da Orquestra Infanta Dona Mafalda e seus familiares.
Aos funcionários do Agrupamento de Escolas Infanta Dona Mafalda.
À minha família.
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Aos alunos e familiares da primeira turma do ensino articulado da EB 2,3 nº 2 de Rio Tinto.
Ao Sr. Fernando Peixoto
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Aos diretores de turma.
A todos os professores colegas e amigos.
A todos os meus professores.
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A todos os meus alunos.
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“Neste momento de música eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se
sentiram irmãos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e o
conforto da música.”
Capitães de Areia - Jorge Amado,1937
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Resumo
O presente trabalho é composto por duas partes: descrição da Prática de Ensino
Supervisionada de aulas individuais de dois alunos de clarinete e de aulas de classes de conjunto
de uma turma; e Projeto de Investigação acerca dos aspetos inerentes à organização, metodologia
e características pessoais que influenciam a motivação dos elementos da Orquestra Infanta Dona
Mafalda. Assim, pretende-se explanar a importância da motivação no processo de aprendizagem,
assim como o papel do professor na implementação de estratégias adequadas a cada contexto, a
fim de manter níveis motivacionais elevados.
Participaram no estudo 32 elementos da referida orquestra com idades entre os 10 e os 46
anos, tendo preenchido um questionário sociodemográfico, um questionário sobre a relação com
os alunos da orquestra e uma versão adaptada do questionário de motivação intrínseca versus
extrínseca de Harter. Foram também realizadas três entrevistas para análise qualitativa.
Globalmente, os resultados demonstram que a maioria dos participantes manifestam
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motivação intrínseca, nas várias dimensões abordadas: desafio (M=3,20), curiosidade (M=3,12),
mestria (M=2,89), julgamento (M=2,89) e critério (M=3,22), o que parece estar relacionado com
características metodológicas, pessoais e relacionais.
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Conclui-se que a relação do professor/maestro com os alunos/músicos é bastante positiva e
facilita a aprendizagem, criando sinergias entre todos os intervenientes. A Orquestra tem um
impacto muito significativo na comunidade educativa da escola a que pertence e a prática
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orquestral com um repertório mais próximo leva a que estudem mais instrumento, demonstrando
o papel importante da orquestra no desenvolvimento pessoal, social e técnico dos alunos.
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Palavras chave
Motivação Intrínseca; Motivação Extrínseca; Orquestra Infanta Dona Mafalda; Aprendizagem de
Música.
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Abstract
This work is divided in two parts: description of the Supervised Teaching Practice of individual
lessons by two clarinet students and music lessons in a group; and Research Project about the
aspects inherent to the organization, methodology and personal characteristics that influence the
motivation of the members of the Infanta Dona Mafalda Orchestra. Thus, it is intended to explain
the importance of motivation in the learning process, as well as the role of the teacher in the
implementation of strategies appropriate to each context, in order to maintain high motivational
levels.
32 members of the mentioned orchestra participated in the study, aged between 10 and 46
years, which completed a sociodemographic questionnaire, a questionnaire about the relationship
with the students of the orchestra and an adapted version of Harter's intrinsic versus extrinsic
motivation questionnaire. Three interviews were also conducted for qualitative analysis.
Overall, the results demonstrate that most participants manifest intrinsic motivation, in the
various dimensions addressed: challenge (M=3.20), curiosity (M=3.12), mastery (M=2.89),
judgment (M=2.89) and criterion (M=3.22), which seems to be related to methodological, personal
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and relational characteristics.
It is concluded that the relationship between the teacher/conductor and the
students/musicians is very positive and facilitates learning, creating synergies between all the
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players. The Orchestra has a very significant impact on the educational community of the school
which it belongs and the orchestral practice with a familiarity repertoire leads them to study more
instrument, demonstrating the important role of the orchestra in the personal, social and technical
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development of the students.
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Keywords
Intrinsic Motivation; Extrinsic Motivation; Infanta Dona Mafalda Orchestra; Music Learning.
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Índice geral
Introdução 1
Parte I – Reflexão sobre a Experiência Profissional 3
1. Caracterização da Academia de Música de Costa Cabral 3
1.1. Enquadramento geográfico 3
1.2. Contextualização histórica 4
1.3. Descrição das instalações 6
1.4. Comunidade Escolar 7
1.5. Projeto Educativo 8
1.6. Atividade Escolar no ano letivo 2013/2014 10
2. Caracterização da Classe Instrumental: Clarinete 10
2.2. Caracterização dos alunos
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2.1. Práticas gerais adotadas (planificações gerais) 10
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[Link]ção da disciplina de Classes de Conjunto: Orquestra 21
3.1. Caracterização dos alunos 22
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3.2. Práticas gerais adotadas (planificações gerais) 22
3.3. Parâmetros e Critérios de Avaliação 26
3.4 Planificações de aulas selecionadas 28
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3.5. Análise crítica da atividade docente 33
3.5.1 Aulas individuais 34
3.5.2 Aulas de música de conjunto 35
Parte II – Projeto de Investigação: Música de conjunto/orquestra em contexto Informal 37
1. A Música de Conjunto e a Orquestra 37
1.1. Música de conjunto 37
1.2. A Orquestra 40
1.2.1. Caracterização do funcionamento das Orquestras 42
1.2.2. A Orquestra enquanto modelo de ensino informal 45
2. Caracterização do agrupamento de Escolas Infanta Dona Mafalda 47
2.1. Enquadramento geográfico 47
2.2. Caracterização do AEIDM 48
2.3. Descrição das instalações 49
2.4. Comunidade Escolar 49
XV
2.5. Projeto Educativo 50
2.6. A Orquestra Infanta Dona Mafalda 50
3. A aprendizagem e a motivação 54
3.1 A Teoria da Aprendizagem de E. Gordon 54
3.2. A Teoria da Aprendizagem Relacional de Vygotsky 59
3.3. A motivação enquanto mediador no processo de aprendizagem 61
[Link] 66
4.1 Objeto de Investigação 66
4.2. Objetivos 67
4.3. Procedimentos de Investigação 67
4.3.1. Amostra 67
4.3.2. Materiais 68
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4.3.3. Procedimentos 70
5. Análise e Discussão dos Resultados 70
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5.1. Análise quantitativa 70
5.1.1. A motivação dos alunos da orquestra OIDM 70
5.1.2. Relação dos alunos com a orquestra 72
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5.1.3. Repertório selecionado na orquestra 74
5.1.4. Relação entre a orquestra e a aprendizagem do instrumento 75
5.1.5. Impacto da orquestra na vida dos alunos 78
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5.1.6. Relação com o professor/ maestro 80
5.1.7. A orquestra e a performance 81
5.1.8. Características individuais e a motivação 83
5.2. Análise qualitativa 85
6. Implicações e motivações ao estudo de projeto 90
7. Conclusões 91
Reflexão Final 94
Referências Bibliográficas 95
XVI
Índice de Figuras
Figura 1. Localização da AMCC e das escolas envolventes 4
Figura 2. Localização do Agrupamento de Escolas Infanta Dona Mafalda 48
Figura 3. Concerto solidário para angariação de fundos para uma unidade de Escuteiros 52
Figura 4. Um Concerto pela Margarida 52
Figura 5. Ensaio na cantina da escola (Dezembro de 2018) 54
Índice de Tabelas
Tabela 1. Quadro resumo das características da aluna B.B. 12
Tabela 2. Quadro resumo das características do aluno M.M. 13
Tabela 3. Domínios, competência, avaliação e ponderação relativas ao 1º grau 14
Tabela 4. Plano individual de aula da lição nº 10 do aluno M.M. 16
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Tabela 5. Plano individual de aula da lição nº 25 do aluno M.M. 18
Tabela 6. Plano individual de aula da lição nº 34 do aluno M.M. 20
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Tabela 7. Número de alunos por turma segundo a escola 21
Tabela 8. Sumários das aulas da turma do 8º ano 23
Tabela 9. Critérios de avaliação da disciplina Classe de Conjunto 27
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Tabela 10. Planificação das aulas de conjunto nº34 e 35 do 8º A (4ºgrau) 29
Tabela 11. Planificação das aulas de conjunto nº74 e 75 do 8º A (4ºgrau) 31
Tabela 12. Planificação das aulas de conjunto nº 93 e 94 do 8º A (4ºgrau) 32
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Tabela 13. Enumeração dos principais espaços físicos do AEIDM 49
Tabela 14. Etapas inerentes ao processo de audiaçao preparatoria nas crianças em
idade pre-escolar 57
Tabela 15. Abordagem cognitivista da motivaçao para a aprendizagem 63
Tabela 16. Relaçao entre a motivaçao e a atribuiçao causal 64
Tabela 17. Subescala, itens correspondentes e alfa de chronbach da escala 69
Tabela 18. Estatística descritiva para as dimensões do questionário de motivação 71
Tabela 19. Estatística descritiva para os indicadores da relação dos alunos com a
Orquestra 73
Tabela 20. Correlações entre motivação e a relação dos alunos com a orquestra 74
Tabela 21. Estatística descritiva para os indicadores relativos ao repertório da orquestra 75
Tabela 22. Estatística descritiva para os indicadores que estabelecem a relação entre a
orquestra e a aprendizagem do instrumento 76
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Tabela 23. Correlações entre a motivação e a influencia da orquestra na
aprendizagem do instrumento 78
Tabela 24. Estatística descritiva para os indicadores relativos ao impacto da orquestra
na vida dos alunos 79
Tabela 25. Correlação entre a motivação e o impacto da orquestra na vida dos alunos 80
Tabela 26. Estatística descritiva para os indicadores relativos à relação com o
professor/maestro 80
Tabela 27. Correlação entre motivação e a relação com o professor/maestro 81
Tabela 28. Estatística descritiva para os indicadores relativos à performance 81
Tabela 29. Correlação entre motivação e performance 83
Tabela 30. Diferença na motivação entre o género feminino e masculino 84
Índice de Gráficos
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Gráfico 1. Distribuição da amostra pela faixa etária 68
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Gráfico 2. Distribuição do número de alunos pelo número de concertos a que assiste
Anualmente 84
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Gráfico 3. Distribuição do número de alunos pelo número de anos que frequenta a
Orquestra 85
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Lista de anexos
Anexo A – Planificações Aluna 1: B.B.
Anexo B – Planificações Aluno 2: M.M.
XVIII
Lista de abreviaturas, siglas e acrónimos
AMCC - Academia de Música de Costa Cabral
AEIDM - Agrupamento de Escolas Infanta Dona Mafalda
OIDM - Orquestra Infanta Dona Mafalda
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Música de Conjunto/Orquestra em contexto informal
Introdução
O presente trabalho foi desenvolvido enquanto Projeto do Ensino Artístico do Mestrado em
Ensino de Música-Instrumento e Música de Conjunto, contemplando duas partes distintas:
Reflexão sobre a Experiência Profissional, e o Projeto de Investigação.
Na primeira parte pretende-se fazer uma descrição da Prática de Ensino Supervisionada
desenvolvida no ano letivo de 2013/2014, onde são analisados os percursos académicos de dois
alunos de clarinete e de uma turma de classes de conjunto. É feita uma caracterização da Academia
de Música de Costa Cabral nas suas várias vertentes e também uma caracterização dos alunos e
turma em causa. Identificada a escola, alunos e turma, são apresentadas as planificações
respetivas, critérios de avaliação, sumários, repertório e relatórios das aulas dadas. No final desta
parte é feita uma análise crítica sobre o trabalho desenvolvido nas aulas de instrumento e de
classes de conjunto e também sobre o meu percurso como docente desde o início dessa atividade
profissional.
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Na segunda parte é apresentado o Projeto de Investigação que foca o estudo na Orquestra
Infanta Dona Mafalda (OIDM) que, curiosamente é o seguimento da turma analisada na primeira
parte deste trabalho, ou seja, prevendo que a maioria dos alunos no final do terceiro ciclo iriam
abandonar a música e partem para o ensino secundário para outras áreas vocacionais, sentiu-se a
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necessidade de dar continuidade ao projeto da orquestra, agora fora do âmbito curricular.
Entretanto a orquestra cresceu e é constituída por um leque muito variado de idades e
proveniências. Esta diversidade traz desafios ao nível da motivação e organização da orquestra a
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acrescentar o caráter informal e lúdico que, em muitas situações não ajuda ao bom desempenho
da mesma. É feito um estudo sobre a orquestra formal e a sua evolução e funcionamento e é
descrito o contexto da ação da OIDM atualmente. Para melhor compreensão e suporte científico,
que muito nos ajuda a aprofundar a nossa postura e discernimento sobre o nosso caminho como
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educadores, é feita uma fundamentação teórica baseada em Gordon e Vygotsky de forma a ligar a
música com a aprendizagem, que pode ser em contexto social, e a motivação inerente a todo esse
processo. São feitos questionários e entrevistas aos elementos da orquestra OIDM, onde foram
tratados e analisados os dados recolhidos. Perante todo o processo, foi feita uma reflexão com
base na informação recolhida e que estratégias poderei implementar para obtenção de melhores
resultados nas várias vertentes musical, social, motivacional, organizacional e humana.
O facto de ter exercido a profissão de músico de orquestra profissional durante cerca de cinco
anos e a minha preocupação em melhorar os níveis de motivação de todos os elementos que
participam na OIDM, onde sou maestro, foram fatores decisivos para a escolha do tema deste
trabalho.
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Alberto Bastos
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Música de Conjunto/Orquestra em contexto informal
PARTE I - REFLEXÃO SOBRE A EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
1. Caracterização da Academia de Música de Costa Cabral
1.1. Enquadramento geográfico
Abraçado pelo rio Douro, o Porto é uma das mais antigas cidades da Europa, com um centro
histórico classificado desde 1996 pela Unesco como Património Cultural da Humanidade. A
cidade, cujo nome é conhecido universalmente graças ao famoso Vinho do Porto, conserva um
notável património histórico, bem visível nos seus monumentos medievais, barrocos, neoclássicos
e românticos. Com esta herança histórica e cultural sempre presente, o Porto modernizou-se
através dos centros de investigação da sua Universidade, concebeu espaços públicos de design
arrojado, como a Casa da Música, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Faculdade de
Arquitetura, colocando a cidade nos roteiros da Arquitetura Moderna. Paralelamente, criou novas
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infraestruturas e acessibilidades aptas a receber eventos à escala mundial. O Aeroporto do Porto
constitui-se hoje como um fator de desenvolvimento importante para a cidade, bem como os
cruzeiros e mesmo o turismo que chega por via rodoviária. A excelente rede de transportes, a rede
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hospitalar notável que possui, os níveis de segurança que apresenta e a sua dinâmica social e
cultural, fazem hoje do Porto uma cidade acolhedora e bastante atrativa, tendo sido em 2014 eleita
Melhor Destino Europeu (AMP, 2020).
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Com uma população de cerca de 237 mil habitantes, a cidade do Porto tem uma área de
aproximadamente 45 km2, é conhecida como a capital do Norte do país (fica localizada a noroeste
da Península Ibérica e de Portugal) e a segunda maior cidade de Portugal.
O Porto fica situado na margem norte do rio douro, com Vila Nova de Gaia a ocupar a margem
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sul. O rio serpenteia por vales profundos com altas encostas de cada lado. O lado norte tem muitas
colinas, por onde se distribui a riqueza arquitetónica da cidade, enquanto a margem sul leva até o
planalto sobranceiro às Caves do Vinho do Porto. A cidade cresce, assim, tendo como pano de
fundo o Rio Douro que, ao subir, fica ladeado por encostas verdejantes de vinhas e olivais,
plantadas e cuidadas desde há milhares de anos.
O Porto é uma cidade com uma localização geográfica de relevo e privilegiada, uma vez que
está beneficiada por uma vasta rede de comunicações que permitem uma fácil ligação com outros
pontos do país e da Europa. Isto sem contar que está a cerca de dez minutos de carro do Aeroporto
do Porto, de onde partem voos para os mais variados pontos da Europa e do mundo!
Esta cidade é, ainda, sede de município e capital do Distrito do Porto e da Área Metropolitana
do Porto (que conta com 18 concelhos, cerca de 1.300.000 habitantes e uma área total de quase
2400 km2). Esta cidade fica a 320 km de distância de Lisboa, a capital do país, e tem 7 freguesias
(Visitar Porto, 2020).
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Alberto Bastos
1.2. Contextualização histórica
A Academia de Música de Costa Cabral (AMCC) foi fundada em setembro de 1995, pela D. Ana
Maria Rodrigues Pereira Ferreira em colaboração com os seus filhos Francisco Pereira da Costa
Ferreira e José Pereira da Costa Ferreira.
Foi oficializada pelo Ministério da Educação em 2000, integrando a rede nacional de escolas
do ensino artístico especializado da música. Possui a autorização definitiva de funcionamento n.º
114/2003 de 25/09.
A AMCC tem a sua sede social na rua Costa Cabral, n.º 877, freguesia de Paranhos e está
enquadrada numa zona de características habitacionais (zona das Antas), cidade do Porto, com
um notável desenvolvimento de serviços e equipamentos.
No ano letivo de 2013/2014 a Academia de Música de Costa Cabral tinha protocolo com seis
escolas do ensino regular em regime articulado, todas situadas numa faixa que abrange a zona da
estrada da circunvalação: EB 2,3 de Pêro Vaz de Caminha (Amial); EB 2,3 Maria Manuela de Sá
(São Mamede Infesta); EB 2,3 de Pedrouços (Maia); EB 2,3 de S. Lourenço (Ermesinde); EB 2,3 nº
2 de Rio Tinto (Rio Tinto) e EB 2,3 de Gondomar (Gondomar). (Figura 1).
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Possui ainda uma extensão sita nos números 972 a 990 da mesma rua. Os edifícios da AMCC,
datados do início do século XX, apresentam um estilo arquitetónico ímpar.
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Figura 1. Localização da AMCC e das escolas envolventes
Fonte: Google Maps
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