ENSINO DE
HISTÓRIA E
GEOGRAFIA:
METODOLOGIA E
PRÁTICA
UNIDADE II
Relação entre Espaço, Tempo e
Sociedade nos Processos de Ensino-
aprendizagem Alinhados à Base
Nacional Comum Curricular - BNCC
Carolina Cunha Seidel
Relação entre Espaço, Tempo e Sociedade
nos Processos de Ensino-aprendizagem
Alinhados à Base Nacional Comum
Curricular - BNCC
Introdução
Nesta leitura, você vai compreender como as relações entre espaço, tempo e sociedade
são essenciais para o ensino de História e Geografia, conforme orienta a BNCC. Serão
trabalhados conceitos como tempo histórico, permanências, mudanças, ordenação,
simultaneidade e relações espaciais — topológicas, projetivas e euclidianas —, além
do uso de documentos, fontes históricas e da valorização do patrimônio cultural. O
material também convida à reflexão sobre o espaço geográfico vivido pelos estudantes
como cenário de experiências e transformações. Bons estudos!
Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:
• Compreender os conceitos temporais na História, analisando diferentes
temporalidades, permanências e mudanças, além da ordenação, duração e
simultaneidade dos acontecimentos históricos.
• Compreender o uso de documentos e fontes históricas no ensino, explorando
lugares de memória, História Oral e patrimônio cultural.
• Compreender os conceitos espaciais na Geografia, incluindo relações
topológicas, projetivas e euclidianas, além da representação e orientação
espacial.
• Analisar o espaço geográfico como cenário de mudanças e permanências,
considerando o lugar, a paisagem e a vivência cotidiana dos alunos
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História: Conceitos Temporais
No ensino de História, os conceitos temporais ajudam os estudantes a se situar no
tempo e a compreender transformações e permanências na vida social. Esses conceitos
devem ser trabalhados a partir das vivências dos alunos, ampliando gradualmente sua
percepção sobre diferentes temporalidades.
A BNCC orienta que esse processo seja contínuo e conectado às experiências sociais
e históricas, superando a simples sucessão de datas. Assim, os estudantes passam a
se reconhecer como parte de uma história coletiva, desenvolvendo uma leitura crítica
do mundo (Carneiro; Almeida, 2022).
Diferentes Temporalidades na História: Permanências e Mu-
danças, Tempo Histórico
A noção de tempo histórico constitui-se como uma elaboração interpretativa, vivida e
contada de maneiras distintas por diferentes segmentos sociais.
Atenção
Compreender as diferentes temporalidades deve ser um dos eixos
centrais no ensino de História, pois o tempo histórico não é linear
nem único; ele varia conforme os contextos sociais e culturais,
envolvendo permanências e mudanças (Bittencourt, 2020).
O desenvolvimento dessas noções possibilita que os estudantes percebam que
existem conexões entre suas experiências contemporâneas e os modos de vida de
outras épocas, favorecendo a construção de um olhar crítico tanto do presente quanto
do passado.
Conceitos Temporais: Ordenação, Duração e Simultaneidade
Os conceitos de ordenação, duração e simultaneidade constituem instrumentos
fundamentais para que os estudantes possam construir uma compreensão mais
refinada do tempo histórico.
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Ordenação
Organizar fatos em ordem cronológica ajuda os estudantes a entender o que
ocorreu antes, durante e depois. Esse conceito é essencial para construir a linha
do tempo e compreender a sucessão dos eventos históricos.
Duração
A duração diz respeito ao tempo que um evento leva para acontecer, podendo
ser curta ou longa. Sua compreensão permite distinguir entre acontecimentos
pontuais e processos históricos mais amplos.
Simultaneidade
A simultaneidade permite perceber que diferentes fatos podem acontecer ao
mesmo tempo em lugares distintos. Isso amplia a compreensão histórica,
mostrando que há múltiplas experiências ocorrendo simultaneamente no mundo.
A introdução desses conceitos deve ser feita de modo contextualizado, considerando
o cotidiano dos alunos e suas experiências temporais − como rotinas familiares, rituais
escolares e tradições culturais.
O Uso de Documentos/Fontes no Ensino da História
No ensino de História, os documentos e as fontes são recursos essenciais para a
construção do conhecimento histórico. Eles permitem que os estudantes tenham
contato direto com vestígios do passado, desenvolvendo habilidades de leitura,
interpretação e análise crítica. (Leite; Borges; Szlachta Júnior, 2022).
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Fontes históricas
Fontes são registros que ajudam a conhecer e interpretar o passado, podendo
ser escritas, orais, visuais, materiais ou digitais. Usar fontes em sala de aula
aproxima os alunos da prática do historiador.
Fontes históricas
Fonte: ©Freepik (2025).
#pratodosverem: imagem de várias cartas manuscritas antigas espalhadas sobre uma superfície. Os papéis apre-
sentam sinais de envelhecimento, como bordas desgastadas, manchas, dobras e tons amarelados.
Leitura crítica
Trabalhar com fontes envolve mais do que observar ou ler: é necessário
contextualizar, analisar intenções, identificar silêncios e pensar criticamente
sobre o que está sendo contado e o que foi omitido.
Leitura crítica
Fonte: ©Freepik (2025).
#pratodosverem: imagem de duas pessoas manuseando fotografias antigas em preto e branco, sobre um álbum
aberto apoiado em uma superfície de madeira. Algumas fotos já estão posicionadas no álbum, enquanto outras
estão sendo analisadas, indicando um processo de seleção ou organização.
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Diversidade de linguagens
É importante explorar diferentes tipos de fonte, como cartas, fotografias, relatos
orais, músicas ou mapas. Isso permite aos estudantes acessar múltiplas vozes
e ampliar sua compreensão sobre as formas de narrar o passado.
Diversidade de linguagens
Fonte: ©Freepik (2025);
#pratodosverem: imagem de duas pessoas manuseando fotografias antigas em preto e branco.
A BNCC destaca a importância de diversificar os tipos de fontes trabalhadas em sala
de aula, incluindo não apenas documentos escritos, mas também imagens, objetos,
músicas, mapas, relatos orais, obras artísticas e registros audiovisuais (Carneiro;
Almeida, 2022).
Lugares de Memória: Arquivos, Bibliotecas, Museus
Arquivos, bibliotecas e museus são espaços que preservam vestígios do passado e
ajudam a construir a memória coletiva, permitindo que as pessoas possam vivenciar
a história de forma concreta, colaborando com a compreensão sobre diferentes
experiências sociais e culturais.
Atenção
A Resolução CNE/CP n. 4/2024, ao definir diretrizes para a formação
de professores, reforça a importância de práticas pedagógicas que
valorizem a diversidade histórica e cultural brasileira. Inserir os
lugares de memória na formação e na prática docente contribui
para a construção de uma educação crítica, sensível às identidades
plurais e comprometida com a cidadania (Brasil, 2024).
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A noção de “lugares de memória” remete à ideia de que esses espaços não são
neutros nem apenas repositórios de informações, mas sim construções sociais que
expressam valores, disputas e escolhas sobre o que deve ou não ser lembrado.
Lugares de memória
Espaços que
preservam vestígios
do passado
Guardam
Lugares de memória documentos, objetos,
relatos e obras
Conectam memória
individual e coletiva
Fonte: adaptado de Castellar (2019).
Visitar arquivos, bibliotecas e museus, seja presencialmente ou por meio de recursos
digitais, oferece aos estudantes a oportunidade de experimentar a história de forma
mais concreta, valorizando o patrimônio cultural e colaborando com a compreensão
das múltiplas formas de narrar o passado.
As Possibilidades da História Oral
A História Oral é uma metodologia que valoriza as memórias de sujeitos muitas vezes
silenciados pelas narrativas oficiais. Ao trabalhar com relatos de vida e entrevistas,
amplia-se a construção do conhecimento histórico e o reconhecimento de diferentes
vozes como fontes legítimas (Bittencourt, 2020).
Na escola, propostas como essa aproximam os estudantes da história viva, presente no
cotidiano, permitindo vínculos afetivos com os conteúdos e exercício da escuta ativa.
Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural
O patrimônio histórico, artístico e cultural reúne bens materiais e imateriais que
expressam valores, saberes e modos de vida de diferentes grupos ao longo do tempo.
No ensino de História, trabalhar com o patrimônio permite aos estudantes reconhecer
e valorizar a diversidade cultural presente em seus territórios.
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Patrimônio histórico
Fonte: ©Freepik (2025)
#pratodosverem: imagem da vista interna de uma antiga construção em ruínas,
provavelmente uma igreja ou mosteiro de estilo gótico.
A BNCC preconiza que essa abordagem inclua identidades diversas e memórias
marginalizadas, indo além dos monumentos oficiais. Atividades como registros,
entrevistas e investigações locais tornam a história mais concreta e próxima do
cotidiano dos alunos (Carneiro; Almeida, 2022).
Geografia: Conceitos Espaciais
Os conceitos espaciais são fundamentais para o ensino de Geografia, pois oferecem
instrumentos para que os estudantes compreendam como o espaço é produzido,
organizado e vivido pelas sociedades. Diferentemente da ideia de espaço como algo
neutro ou apenas físico, a Geografia escolar propõe uma abordagem que considera
o espaço como uma construção social, atravessada por relações de poder, cultura,
economia e meio ambiente (Damasceno; Silveira, 2024).
Ao trabalhar com conceitos como território, paisagem, lugar e região, os alunos são
convidados a refletir sobre as dinâmicas que estruturam o mundo em que vivem e as
interações entre os diferentes elementos que o compõem.
Para isso, o ensino deve permitir que os estudantes visualizem as conexões entre
suas próprias vivências e os conteúdos escolares, favorecendo a compreensão dos
conceitos espaciais de forma prática e simbólica e contextualizada.
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Relações Espaciais: Topológicas, Projetivas e Euclidianas
Essas três formas de relação com o espaço não se excluem, complementando-se no
processo de construção do pensamento geográfico. Acompanhe:
Relações topológicas
Proximidade e conexão. As relações topológicas tratam da posição dos objetos
no espaço, considerando se estão perto, longe, dentro ou fora. São as primeiras
relações espaciais desenvolvidas pelas crianças e não exigem medidas exatas.
Relações projetivas
Posição relativa. Esse tipo de relação permite identificar posições como frente,
atrás, esquerda e direita. As relações projetivas ajudam na orientação espacial
e são fundamentais para ler e produzir representações do espaço.
Relações euclidianas
Medidas e localização exata. As relações euclidianas envolvem noções de
distância, área e localização com precisão. São utilizados instrumentos como
régua, escala e coordenadas, sendo essas relações essenciais para a leitura e
a interpretação de mapas.
Para favorecer essa aprendizagem, o professor pode propor atividades que envolvam
a exploração do ambiente escolar, a produção de desenhos e maquetes, o uso de
jogos de localização e deslocamento, além de experiências com mapas e outros
instrumentos de representação espacial.
Representação e Orientação Espacial
A representação e a orientação espacial são competências que permitem que os
estudantes compreendam e se localizem no espaço em que vivem, interpretando mapas,
croquis e imagens, além de utilizarem pontos cardeais e referências geográficas.
Essas habilidades devem ser desenvolvidas a partir da vivência dos alunos, com
atividades como o desenho de trajetos e a leitura de mapas simples, avançando para
noções mais complexas. Segundo a BNCC, esses conteúdos devem estar ligados à
análise do espaço vivido e das dinâmicas territoriais (Carneiro; Almeida, 2022).
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O Espaço Geográfico como Local das Mudanças
e Permanências
Compreender o espaço como um campo de mudanças e permanências é fundamental
para que os estudantes desenvolvam a capacidade de analisar as transformações
ocorridas no território onde vivem e perceber como essas mudanças afetam suas
vidas cotidianas (Castellar, 2019).
Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que certos elementos do espaço
permanecem, resistem e se ressignificam, compondo paisagens que expressam
múltiplas temporalidades.
Mudanças no espaço
Ações e transformações. O espaço geográfico está em constante transformação.
Obras, ocupações e usos diversos alteram paisagens, criando novos significados
e formas de organização do território.
Permanências
Marcas do passado no presente. Nem tudo muda rapidamente; certos elementos,
como construções antigas, práticas culturais ou formas de organização local,
permanecem no tempo e ajudam a contar a história do lugar.
Leitura crítica
Analisar o espaço onde vivemos com atenção às mudanças e permanências
permite compreender as relações sociais, os conflitos e as desigualdades que
estruturam a realidade cotidiana.
No ensino de Geografia, essa abordagem pode ser trabalhada por meio da comparação
entre imagens de diferentes épocas, do estudo da história local, da observação
direta de transformações na paisagem e da análise de documentos cartográficos
(Damasceno; Silveira, 2024).
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O Lugar e a Paisagem
O lugar e a paisagem são conceitos fundamentais da Geografia escolar, pois
estabelecem uma conexão direta entre o estudante e o espaço em que ele vive.
O lugar é compreendido como o espaço vivido, aquele com o qual as pessoas mantêm
relações afetivas, simbólicas e sociais, e que traz consigo significados particulares,
marcados pelas experiências cotidianas dos sujeitos.
Já a paisagem é a expressão visível dessas relações no espaço, composta pelos
elementos naturais e culturais que podem ser observados, sentidos e interpretados.
Por ser dinâmica, ela registra as marcas do tempo, o que torna visível os processos de
transformação e de permanência.
Quando exploramos com os alunos as mudanças que ocorrem na paisagem de seu
entorno, como a construção de prédios, a modificação de áreas verdes ou a presença
de monumentos, contribuímos com a compreensão do espaço como resultado da
ação humana e de condições naturais.
A Cidade, o Bairro e a Rua
A cidade, o bairro e a rua constituem recortes do espaço urbano que, por sua proximidade
com a vivência cotidiana dos estudantes, oferecem oportunidades privilegiadas para o
ensino de Geografia. Esses espaços, embora muitas vezes naturalizados no cotidiano,
são construídos historicamente e refletem as dinâmicas sociais, econômicas, culturais
e políticas que organizam a vida nas sociedades urbanas.
A observação da rua onde se vive, do bairro em que se está inserido ou das
transformações na paisagem urbana da cidade contribui para que os estudantes
desenvolvam habilidades de leitura crítica do espaço.
Por meio de mapeamentos afetivos, caminhadas investigativas, entrevistas com
moradores antigos ou análise de fotografias e mapas, é possível estimular o olhar
atento para o que é visível e também para o que está ausente ou silenciado nas
paisagens urbanas.
A Realidade Vivida pelo Aluno: o Local e o Cotidiano
A realidade vivida pelo aluno constitui o ponto de partida privilegiado para o processo
de ensino-aprendizagem em Geografia e História, especialmente nos anos iniciais.
Trabalhar com o local e o cotidiano significa valorizar as experiências concretas dos
estudantes, reconhecendo seus saberes, suas trajetórias e seus modos de viver como
elementos legítimos na construção do conhecimento escolar.
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A BNCC indica que o ensino esteja ancorado nas vivências dos estudantes,
promovendo a articulação entre o espaço vivido e as escalas mais amplas de análise.
Isso implica compreender que o cotidiano é atravessado por processos históricos e
geográficos complexos, que se manifestam nas práticas sociais, nos usos do território,
nas relações de trabalho, nas manifestações culturais e nas dinâmicas ambientais
(Carneiro; Almeida, 2022).
Ao investigar o entorno da escola, o trajeto diário, os modos de morar, consumir,
circular e interagir, os alunos são levados a perceber que a realidade em que vivem é
atravessada por permanências, transformações e conflitos que podem, e devem, ser
compreendidos, discutidos e transformados.
Saiba mais
Para saber mais, clique no ícone e leia o artigo:
“Memória e lugar nas representações espaciais”.
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Conclusão
Neste conteúdo, você aprendeu que tempo e o espaço são construções sociais que
ajudam a compreender a realidade histórica e geográfica. Ao explorar conceitos
temporais, espaciais e o uso de fontes, foi possível reconhecer o valor da vivência
cotidiana na construção do conhecimento. Essa compreensão contribui para uma
leitura crítica do mundo e para a atuação do estudante como sujeito ativo na sociedade.
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Referências
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2020.
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Brasília, 29 maio 2024. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-
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