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Ufcd 9650 PDF

O documento aborda estratégias interativas para apoiar crianças e jovens com Necessidades Educativas Específicas (NEE) em suas rotinas diárias, destacando a importância da educação inclusiva. Discute a evolução dos termos relacionados às necessidades educativas e a necessidade de adaptações curriculares para atender a diferentes tipos de NEE. Além disso, enfatiza a colaboração entre profissionais e a importância de garantir igualdade de oportunidades para todos os alunos.

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João Rodrigues
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O documento aborda estratégias interativas para apoiar crianças e jovens com Necessidades Educativas Específicas (NEE) em suas rotinas diárias, destacando a importância da educação inclusiva. Discute a evolução dos termos relacionados às necessidades educativas e a necessidade de adaptações curriculares para atender a diferentes tipos de NEE. Além disso, enfatiza a colaboração entre profissionais e a importância de garantir igualdade de oportunidades para todos os alunos.

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UFCD 9650 - Interação e Rotinas Diárias com

Crianças e Jovens com Necessidades


Educativas Específicas
Formadora: Susana Silva
Expectativas
Apresentação
relativamente
à formação
 Estratégias interativas com a criança e jovens
 Crianças e jovens com dificuldades alimentares
 Condições médicas
 Problemas oro-motores (mastigação/deglutição)
 Sensibilidade oral
Conteúdos  Seletividade alimentar
 Diferentes vias de alimentação
Programáticos  Necessidades nutricionais específicas
 Cuidados de higiene e bem estar para crianças e jovens
com mobilidade reduzida
 Higiene da pele
 Posicionamento
 Reconhecer formas de interação positiva no
contexto das rotinas diárias, promotoras do
desenvolvimento e bem estar da criança e do
jovem com necessidades educativas
Objetivos específicas.

 Apoiar as crianças e jovens com necessidades


educativas específicas nas suas rotinas diárias.
• VÍDEO:

Bem-vindo à Holanda! https://youtu.be/dNpuc2rjz2k


 Designação da UFCD:

I - Estratégias “Interação e Rotinas Diárias com Crianças e


Interativas
Jovens com Necessidades Educativas Específicas”
com Crianças e
Jovens
Mas será Necessidades Educativas Específicas ou
Necessidades Educativas Especiais?
 Necessidades Educativas Especiais (NEE)
 Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, alterado
pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio.
Evolução do  Conceito que foi extinto pelo novo regime de educação

termo NEE inclusiva.

 Necessidades Educativas Específicas (NEE)


 Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho.
 Conceito atual.
“Não há criança nenhuma que não queira aprender”

(Correia, 2013)

 Com esta máxima em mente, onde será que uma


criança com Necessidades Educativas Específicas
(NEE) aprende melhor?
 Numa escola regular (escola pública)?

 Numa escola especial (escola específica para crianças com


NEE)?

 Numa instituição particular de solidariedade social (IPSS) ou


numa escola privada?
 Uma criança com NEE (mesmo NEE significativas) deve
frequentar uma escola regular (escola pública) a tempo
inteiro, tendo em conta as suas caraterísticas individuais e
necessidades específicas.

Por exemplo:
 Um dos progenitores (mãe ou pai) ou outro responsável de uma
criança com problemas motores graves pode acompanhar o filho/a
dentro da sala de aula.

 Se for benéfico para a criança/jovem, esta/e pode frequentar a


escola apenas a tempo parcial.
Analisemos o seguinte caso:
 Uma criança de risco educacional (por
exemplo, pobreza extrema) pertence ao
grupo das crianças com Necessidades
Educativas Específicas?
Contexto Escolar

 Na escola, uma criança de risco educacional:


 Não pertence ao grupo das Necessidades
Educativas Específicas (NEE);

 Mas pertence ao grupo das Necessidades


Educativas (NE).
Necessidades Específicas

 Alunos com Necessidades Específicas:


 Há um conjunto de alunos cujas caraterísticas,
NE capacidades e necessidades obrigam muitas vezes
a que a escola se organize no sentido de melhor
poder elaborar respostas educativas eficazes, que
façam com que eles venham a experimentar
sucesso escolar.
NECESSIDADES
EDUCATIVAS
(NE)

NE NEE Sobredotação
Risco
Educacional
ALUNOS EM RISCO EDUCACIONAL

 Alunos que apresentam caraterísticas que podem facilmente conduzir a


problemas de aprendizagem ou de comportamento:
 Em risco de abandono escolar;
 Utilizadores de drogas/álcool;
NE  Provenientes de minorias étnicas;
 Ambientes socioeconómicos e sócio emocionais desfavorecidos;
 Gravidez na adolescência;
 Perdas significativas;
 Abusos;
 Outros (crianças nascidas com prematuridade, entre outros casos).

Fonte: Correia (2008); Smith (1995)


ALUNOS SOBREDOTADOS

 Critérios alternativos: (Renzulli e Reis, 1991)


 1-Capacidades superiores à média, incluindo inteligência
superior.
 2- Persistência nas tarefas, altos níveis de motivação e
NE capacidade de previsão.
 3- Níveis superiores de criatividade; capacidade para
encontrar novas ideias e aplicá-las à resolução de problemas.

QI

Criatividade Persistência
Fonte: Correia (2008)
 Tipos de Necessidades Educativas (NE), nas escolas:
1. Risco Educacional:
– Biológico (prematuridade, baixo peso, complicações pré-natais,
fatores de risco parentais…);

e/ou
NE
– Ambiental (fatores de risco contextuais, como pobreza,
isolamento, desorganização…).

2. Sobredotação (inteligência, criatividade, motivação e


persistência acima da média).

3. Necessidades Educativas Específicas (NEE).


NEE
“Há uma necessidade educativa específica quando um
problema (físico, sensorial, intelectual, emocional, social
ou qualquer combinação destas problemáticas) afeta a
NEE aprendizagem ao ponto de serem necessários acessos
especiais ao currículo, ao currículo especial ou
modificado ou a condições de aprendizagem
especificamente adaptadas para que o aluno possa
receber uma educação apropriada.”
(Correia, 2013)
Tipos de NEE nas Escolas

Alunos com Necessidades Educativas Específicas (NEE):


 Dificuldades de Aprendizagem Específica (DAE);
Tipos de NEE  Problemas de Comunicação;
nas Escolas  Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento (DID);

 Problemas de Comportamento;

 Outros (multideficiência, problemas motores, PEA, problemas


sensoriais (deficiência visual, auditiva…), PHDA…)
Tipos de NEE nas Escolas
 Permanentes (exigem adaptações generalizadas do
currículo escolar, devendo o mesmo ser adaptado às
Tipos de NEE caraterísticas do aluno, durante grande parte ou todo o
nas Escolas percurso escolar do aluno);

 Temporárias (exigem modificações parciais do currículo


escolar, adaptando-o às caraterísticas do aluno, num
determinado momento do seu desenvolvimento).
Tipos de NEE nas Escolas

Tipos de NEE:
Tipos de NEE
nas Escolas – Ligeiras (leves);

– Moderadas;

– Severas (significativas).
Dois grandes
grupos de NEE
Fora do Contexto Escolar
Fora do contexto escolar, podemos continuar a
usar as mesmas designação que se usa na
escola, ou seja, Necessidades Educativas
Específicas (NEE)?
 Fora do contexto escolar, não é
correto usar o termo NEE
Fora do (Necessidades Educativas
Contexto
Específicas).
Escolar
 Deve-se optar pelo termo NE
(Necessidades Específicas).
Prevalência
das NEE nas
Escolas
Prevalência
das NEE nas
Excolas
Outros Problemas de Saúde (1%)
 Desordem por défice de atenção/hiperatividade
(DDA/H);
 Sida;
 Diabetes;
 Asma;
 Hemofilia;
 Problemas cardiovasculares;
 Cancro;
 Epilepsia;
 Entre outros
O grupo das
NEE inclui as
seguintes
problemáticas:
• Dificuldades intelectuais;
• Dificuldades de Aprendizagem Específicas (dislexia, disgrafia, discalculia
e disortografia);
• Desordem por Défice de Atenção com/sem hiperatividade;

O grupo das • Problemas sensoriais - visuais/auditivos;


• Perturbações emocionais e/ou de comportamento;
NEE inclui as
• Problemas de Comunicação, linguagem e fala;
seguintes
• Problemas motores (paralisia cerebral, espinha bífida, distrofia muscular,
problemáticas: lesões medulares, lesões/amputação dos membros);
• Multideficiência;
• Perturbação do Espetro do Autismo;
• Cegos-surdos;
• Problemas de saúde.
Fonte: Correia (2008).
Dificuldades Intelectuais e de Desenvolvimento (DID):

Evolução do
termo:
Presente:
 Trissomia 21
Passado:
 Mongolismo;
Evolução do  Síndrome de Down.
termo:
Mongolismo: teoria racista e errada, que defendia que o
povo da Mongólia era intelectualmente inferior, dadas as
semelhanças faciais com as crianças com trissomia 21 –
daí a designação mongolismo atribuída às crianças com
trissomia 21.
No que respeita à adaptação de uma criança com
Necessidades Educativas Específicas (NEE), na
escola (pública ou privada), podemos falar de:
- Integração ou Inclusão?
Na escola, existe o ensino especial, a
educação especial ou a educação
inclusiva?

Qual o termo correto?


É errado dizer ensino especial ou
educação específica.

Deve dizer-se “educação inclusiva”


(em 2018, o termo “educação
especial” entrou em desuso).
Serviços de Educação Inclusiva
 Por serviços de educação inclusiva entende-se:
 “O conjunto de recursos que prestam serviços de apoio
especializado, do foro académico, terapêutico,
Educação
psicológico, social e clínico, destinados a responder às
Inclusiva
necessidades especiais do aluno com base nas suas
características e com o fim de maximizar o seu potencial”
(Correia, 2013: 45).

 Estes serviços devem efetuar-se na classe regular, sempre


que possível.
Educação Inclusiva

 O que é a Educação Inclusiva na escola?

Educação  A Educação Inclusiva é um trabalho


Inclusiva colaborativo, em equipa (nenhum técnico
trabalha isolado):

“Em cada escola é constituída uma equipa


multidisciplinar de apoio à educação inclusiva”
Educação Especial na Escola
 São elementos permanentes da equipa
multidisciplinar, na escola:
Educação
 Um dos docentes que colabora/auxilia o diretor;
Especial na
Escola  Um docente de educação especial;

 Três membros do conselho pedagógico com funções de


coordenação pedagógica de diferentes níveis de
educação e ensino;

 Um psicólogo
Educação Inclusiva na Escola
São elementos variáveis da equipa

Educação multidisciplinar:
Inclusiva na  O docente titular de grupo/turma ou o diretor de
Escola: turma do aluno, consoante o caso;

 Outros docentes do aluno, técnicos do Centro de


Recurso para a Inclusão (CRI) e outros técnicos
que intervêm com o aluno
Serviços de Educação Inclusiva
 Psicológicos;
 Sociais;
 Médicos;
 Terapêuticos;
 Educacionais (professores do ensino regular,
professores de educação especial e professores
de apoio escolar).

Medidas de Intervenção em Educação


Inclusiva:
 Prevenir, reduzir ou suprimir (acabar com).
Quem pode beneficiar dos SEI?
• Crianças/jovens referenciados pela escola em
colaboração com os pais (PEI e PIIP).

• As crianças/jovens de condições específicas


(trissomia, paralisia cerebral, com amputação de
membros, distrofia muscular, etc. – problemáticas
visíveis aos olhos) são automaticamente elegíveis
– não necessitam de referenciação.
Escolas com recursos humanos e
materiais especializados:
Escola de Lamaçães: Surdez;
Escolas de
Referência de Escola de Maximinos: Cegueira;
Braga
Escola de Gualtar: Perturbação do
Espetro do Autismo;

Escola André Soares: Multideficiência.


Lei da Educação Especial – Educação
INCLUSÃO Inclusiva:
 Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho
TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS

 Todos somos diferentes e as necessidades educativas são


apenas uma caraterística.
 As crianças com necessidades educativas específicas são
capazes de atingir os mesmo resultados, mas necessitam
de abordagens de ensino e formas de contactar distintas.
 Todos temos um papel ativo na sociedade e na forma como
a mesma procede à inclusão de crianças com necessidades
educativas específicas. Este papel passa por garantir a
igualdade de oportunidades para todos, de forma a atingir
o melhor resultado no expoente do potencial de cada um.

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