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Aula 4

O documento aborda conceitos fundamentais da luminotécnica, incluindo grandezas como fluxo luminoso, intensidade luminosa, iluminância e luminância, além de discutir diferentes tipos de lâmpadas e suas características. Também são apresentados aspectos técnicos sobre luminárias, reatores e normas de iluminação, como a NBR 5410. O conteúdo é voltado para estudantes de engenharia elétrica, proporcionando uma base teórica e prática sobre instalações elétricas e iluminação.

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pedro.dmae2023
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O documento aborda conceitos fundamentais da luminotécnica, incluindo grandezas como fluxo luminoso, intensidade luminosa, iluminância e luminância, além de discutir diferentes tipos de lâmpadas e suas características. Também são apresentados aspectos técnicos sobre luminárias, reatores e normas de iluminação, como a NBR 5410. O conteúdo é voltado para estudantes de engenharia elétrica, proporcionando uma base teórica e prática sobre instalações elétricas e iluminação.

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Faculdade de Engenharia Elétrica

Instalações Elétricas

Luminotécnica
Prof. Thales Lima Oliveira
Instalações Elétricas
Aula: Luminotécnica

Grandezas em Luminotécnica
Luz
- Radiação eletromagnética capaz de produzir uma sensação visual.
Natureza da onda eletromagnética:

Representação esquemática de uma onda eletromagnética. O campo elétrico, o campo magnético e o vetor de onda são
representados, respectivamente, em azul, vermelho e preto.

- Cada faixa de comprimento de onda da luz visível causa no olho humano uma impressão de cor.
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Grandezas em Luminotécnica

𝒗 = 𝝀. 𝒇
Velocidade de propagação Frequência da onda
Comprimento da onda
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Grandezas em Luminotécnica
Fluxo Luminoso (𝝓) – Unidade: Lúmen (lm)
- Expressa a quantidade total de luz emitida por segundo por uma fonte luminosa, sendo medido em lúmen (lm).

- Definição: 1 lúmen corresponde à quantidade de luz produzida em 1 segundo por uma radiação
eletromagnética com 𝜆 de 555 nm e fluxo radiante de 1/680 W.

Potência emitida em forma de radiação,


medida em Watt.

Emissão ou transporte de energia sob


a forma de ondas eletromagnéticas.
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Grandezas em Luminotécnica
Fluxo Luminoso (𝝓) – Unidade: Lúmen (lm)

- Exemplos de fluxos luminosos de diferentes tipos de lâmpadas:

- Lâmpada Bulbo LED de 15 W: 1500 lm

- Lâmpada Fluorescente Compacta de 25 W: 1500 lm

- Lâmpada Incandescente de 100 W: 1500 lm


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Aula: Luminotécnica

Grandezas em Luminotécnica
Eficiência Luminosa de uma Lâmpada – Unidade: lm/W
- A eficiência luminosa é obtida a partir da divisão entre o fluxo luminoso produzido pela
lâmpada e a potência elétrica consumida por ela. É dado por lm/W.

Vamos calcular as eficiências luminosas das lâmpadas dos exemplos anteriores:

- Lâmpada Bulbo LED de 15 W: 1500 lm Eficiência luminosa: 100 lm/W

- Lâmpada Fluorescente Compacta de 25 W: 1500 lm Eficiência luminosa: 60 lm/W

- Lâmpada Incandescente de 100 W: 1500 lm Eficiência luminosa: 15 lm/W


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Grandezas em Luminotécnica
Índice de Reprodução de Cor – IRC
- Indica a precisão com que as cores são reproduzidas sob a iluminação de uma lâmpada. O índice varia de 0 a
100%: quanto mais próximo de 100%, mais fielmente as lâmpadas reproduzem as cores do ambiente.

Fonte: Empalux
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Grandezas em Luminotécnica
Temperatura de Cor – Unidade: Kelvin (K)
- Indica a aparência cromática da luz emitida por uma lâmpada. Quanto maior for a temperatura de cor, mais
branca é a tonalidade da luz emitida. Por outro lado, quanto mais baixa for a temperatura de cor, mais amarela é
a tonalidade da luz.
Exemplos: Temperatura de cor da luz do dia ensolarado: 6000 a 6500 K
Temperatura de cor da chama de uma vela: 1800 K

Fonte: Empalux
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Grandezas em Luminotécnica
Intensidade Luminosa (I) – Unidade: Candela (cd)

- É uma grandeza base do sistema internacional. Pode-se entendê-la como a concentração de luz numa dada
direção específica, irradiada por segundo.

- Definição: 1 candela corresponde à intensidade luminosa de uma fonte esférica com emissão uniforme em
todas as direções, que emite um fluxo total de 12,56 lm.
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Grandezas em Luminotécnica
Iluminância (E) – Unidade: Lux (lx)

- É entendido como a razão entre o fluxo luminoso recebido por uma superfície, em torno de um ponto
considerado, e a área desta superfície.

- Definição: 1 lux é a iluminância de uma superfície de 1 m2 sobre a qual incide um fluxo luminoso de 1 lm,
uniformemente distribuído, advindo de uma fonte puntiforme situada a 1 metro de distância da superfície.
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Grandezas em Luminotécnica
Iluminância (E) – Unidade: Lux (lx)
Exemplos de Valores Gerais de Iluminância:

- Dia ensolarado de verão: 100000 lx

- Dia nublado de inverno: 3000 lx

- Noite de lua cheia: 0,25 lx


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Grandezas em Luminotécnica
Luminância (L) – Unidade: cd/m2
- A luminância é descrita pela razão entre a intensidade luminosa emitida na direção de observação e a área da
superfície aparente. Pode-se dizer que ela indica o quanto de energia luminosa pode ser percebida pelo olho
humano.
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Grandezas em Luminotécnica - Resumo


- Fluxo Luminoso (Símbolo: 𝝓 / Unidade: lm): é a quantidade total de luz emitida por segundo por
uma fonte luminosa, considerando todas as direções.

- Intensidade Luminosa (Símbolo: l / Unidade: cd): fluxo luminoso irradiado em determinada direção
específica.

- Iluminância (Símbolo: E / Unidade: lux): indica a quantidade de fluxo luminoso recebida por uma
superfície, por unidade de área. Relativa à luz incidente, não visível.

- Luminância (Símbolo: L / Unidade: cd/m2): intensidade luminosa emitida ou refletida por uma
superfície iluminada em direção ao olho humano. Relativa à luz refletida, visível.
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Grandezas em Luminotécnica - Resumo

Fonte: Empalux
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Tipos de Lâmpadas
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Lâmpada Incandescente Tradicional

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Lâmpada Incandescente Halógena

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Lâmpada Incandescente Halógena


• Luz mais branca, brilhante e
uniforme durante toda a vida;
• Maior eficiência energética (15
lm/W a 25 lm/W);
• Vida útil mais longa, variando de
2000 a 4000 horas;
• Dimensões menores, da ordem de
10 a 100 vezes.

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Lâmpadas a Descarga
As lâmpadas de descarga são constituídas por um tubo contendo gases ou
vapores, através dos quais se estabelece um arco elétrico. Os gases mais
utilizados são o argônio, o neônio, o xenônio, o hélio ou o criptônio e os vapores
de mercúrio e sódio com alguns aditivos.

a) Lâmpadas a Descarga de Baixa Pressão b) Lâmpadas a Descarga de Alta Pressão


• Lâmpadas fluorescentes • Lâmpada de Vapor de Mercúrio de Alta
• Lâmpadas de descarga de baixa Pressão
pressão de vapor de sódio • Lâmpada de Luz Mista
• Lâmpada de Vapor de Sódio de Alta Pressão
• Lâmpadas de Vapor Metálico
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Lâmpadas Fluorescentes

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Lâmpadas Fluorescentes

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Lâmpadas Fluorescentes

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Lâmpadas de Multivapores Metálicos

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Lâmpadas a Vapor de Mercúrio

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Lâmpadas a Vapor de Sódio

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Led (Lighting Emitting Diode – Diodo emissor de luz)

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Led (Lighting Emitting Diode – Diodo emissor de luz)

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Led (Lighting Emitting Diode – Diodo emissor de luz)

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Led (Lighting Emitting Diode – Diodo emissor de luz)


Pontos favoráveis: Pontos desfavoráveis:
• Elevada vida útil = menor manutenção; • Custo de aquisição ainda é
• Maior robustez mecânica resistindo a impactos e vibrações; elevado, o que limita a aplicação
• São alimentados com baixa tensão diminuindo o risco de mais ampla do produto;
choque elétrico; • Dissipação de calor.
• São isentos de radiação ultravioleta e infravermelha;
• São ecologicamente corretos por não utilizarem mercúrio ou
outros elementos agressores ao meio ambiente;
• Permite efeitos de luz, cores saturadas e composições em
todo o espectro cromático com o uso do vermelho, verde e
azul (RGB), permitindo acender, piscar, variar a luminosidade
e outros efeitos cromáticos.

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Eficiência

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Luminárias
- As luminárias possuem a função de:

- Proteger as lâmpadas;
- Orientar ou concentrar o feixe de luz;
- Reduzir ofuscamento;
- Decorar o ambiente.
% de fluxo luminoso (em relação ao
Classificação da plano horizontal)
Luminária
Para o teto Para o plano de trabalho
Direta 0-10 90-100
Semidireta 10-40 60-90
Indireta 90-100 0-10
Semi-indireta 60-90 10-40
Difusa 40-60 40-60
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Luminárias

D E

A – Iluminação direta
B – Iluminação semidireta
C – Iluminação difusa
D – Iluminação Indireta
E – Iluminação semi-indireta
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Luminárias
Curva de Distribuição Luminosa
- É a maneira utilizada para representar a distribuição luminosa em diferentes regiões. Trata-se de um diagrama
polar, em que a fonte é reduzida a um ponto no centro do diagrama, e as intensidades luminosas, em função do
ângulo formado com a vertical, são medidas e registradas.
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Luminárias
Curva de Distribuição Luminosa

Curvas de distribuição de Intensidades Luminosas no plano transversal e longitudinal para uma lâmpada
fluorescente isolada (A) ou associada a um refletor (B).
Fonte: Osram
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Reatores
- Os reatores apresentam a função de limitar a
corrente na lâmpada e garantir condições
propícias para o seu funcionamento.
- Os reatores mais antigos são conhecidos como
eletromagnéticos. São constituídos por bobina
com núcleo de ferro.
- Os ignitores são usados para iniciar a descarga.
Sozinhos ou em combinação com um reator
eletromagnético, os ignitores fornecem pulsos de
tensão, que facilitam a ionização do caminho da
descarga e provocam partida da lâmpada.
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Reatores
- Os reatores eletrônicos usam circuitos eletrônicos para regular a alimentação
da lâmpada, tanto para possibilitar a partida, como também para limitar a
corrente durante a operação da lâmpada (em comparação aos eletromagnéticos,
são mais leves, mais eficientes, são silenciosos e podem ser dimerizáveis).
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Previsão de carga de iluminação de acordo com a NBR 5410

No item [Link].2 da NBR 5410 encontramos:


- As cargas de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação da ABNT NBR
5413.

ABNT NBR 5413:1992 – Iluminância de Interiores cancelada


ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013 – Iluminação de Ambientes de Trabalho
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Previsão de carga de iluminação de acordo com a NBR 5410


No item [Link] da NBR 5410 temos, sobre habitações:
- Em cada cômodo ou dependência deve ser previsto pelo menos um ponto de luz fixo no
teto, comandado por interruptor.
- Na determinação das cargas de iluminação, como alternativa à aplicação da ABNT NBR 5413,
pode ser adotado o seguinte critério:
a) em cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m2, deve ser prevista uma
carga mínima de 100 VA;
b) em cômodo ou dependências com área superior a 6 m2, deve ser prevista uma carga
mínima de 100 VA para os primeiros 6 m2, acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m2
inteiros.
Nota-se que os valores postos correspondem à potência destinada à iluminação para efeito de dimensionamento
dos circuitos, e não necessariamente à potência nominal das lâmpadas.
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Exemplo: previsão de carga de iluminação de acordo com a NBR 5410


Cômodo do escritório de uma habitação:
(5,10 m x 2,20 m)

Área do escritório: 𝑨 = 𝟐, 𝟐𝟎 . 𝟓, 𝟏𝟎 = 𝟏𝟏, 𝟐𝟐 𝒎𝟐

𝟏𝟏, 𝟐𝟐 𝒎𝟐 = 𝟔 𝒎𝟐 + 𝟒 𝒎𝟐 + 𝟏, 𝟐𝟐 𝒎𝟐

𝟏𝟎𝟎 𝑽𝑨 𝟔𝟎 𝑽𝑨 𝟎 𝑽𝑨 𝟏𝟔𝟎 𝑽𝑨

Potência que deve ser prevista para


cargas de iluminação no cômodo.
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Métodos de Cálculo de Iluminação


- Os procedimentos mais usuais para calcular o número de lâmpadas/luminárias necessárias
para produzir determinado iluminamento são:

- Pelo método dos lúmens;

- Pelo método ponto a ponto;

- Softwares destinados a este fim.


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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

PRIMEIRA ETAPA

Em primeiro lugar, é necessário estabelecer a iluminância conveniente ao local, por tipo de


atividade.

Para isto, pode-se recorrer à norma vigente.


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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

SEGUNDA ETAPA

- O projetista deve escolher os tipos de lâmpadas, luminárias e reatores (se necessário) a


serem colocados no ambiente.

- A escolha deve ser feita levando em consideração alguns fatores fundamentais, como:
- Eficiência dos componentes;
- Características técnicas dos componentes (vida útil, temperatura de cor, IRC,
iluminação direta ou indireta, etc);
- Sintonia com o design e a decoração do ambiente;
- Gosto pessoal dos frequentadores do ambiente.
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

TERCEIRA ETAPA

- Nesta etapa, são colhidas informações importantes sobre os componentes escolhidos:

- Da lâmpada: é preciso conhecer o fluxo luminoso, em lúmen (lm).

- Da luminária: é preciso conhecer o fator de utilização, geralmente encontrado em


tabelas fornecidas nos catálogos dos fabricantes.
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

TERCEIRA ETAPA
- Dos dados da luminária, é preciso conhecer o fator de utilização.
Exemplo de uma parte de tabela fornecida por fabricante:
Teto (%) 70 50 30 0

Parede (%) 50 30 10 50 30 10 30 10 0

Piso (%) 10 10 10 0
K Fator de Utilização (x 0,01)

0,60 21 18 16 20 18 16 18 16 15

0,80 26 23 21 25 22 20 22 20 20

1,00 29 27 24 29 26 24 26 24 23

1,25 32 30 28 32 30 28 29 28 27
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

TERCEIRA ETAPA
Fatores de reflexão típicos de materiais iluminados com luz branca:
Material Reflexão Material Reflexão
Tinta branca a água 0,65 – 0,75 Madeira clara 0,55 – 0,65
Tinta branca a óleo 0,75 – 0,85 Imbuia 0,10 – 0,30
Tinta de alumínio 0,60 – 0,75 Jacarandá 0,10 – 0,30
Concreto novo 0,40 – 0,50 Cabriúva 0,20 – 0,40
Concreto velho 0,05 – 0,15 Cedro 0,20 – 0,40
Tijolo novo 0,10 – 0,30 Pau-marfim 0,20 – 0,40
Tijolo velho 0,05 – 0,15 Cerejeira 0,20 – 0,40
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

TERCEIRA ETAPA

Índice de reflexão típica:


Índice Reflexão Significado
1 10% Superfície escura
3 30% Superfície média
5 50% Superfície clara
7 70% Superfície branca
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

TERCEIRA ETAPA
Para interpretar as tabelas de fator de utilização fornecidas pelo fabricante é preciso calcular o
índice k.
Índice do Recinto (K): Onde:
Para iluminação direta:
𝒂. 𝒃 a: comprimento do recinto, em m;
𝒌=
𝒉. (𝒂 + 𝒃) b: largura do recinto, em m;

h: pé direito útil (pé direito total, menos a altura do plano


Para iluminação indireta: de trabalho, menos a altura do pendente da luminária);
𝟑. 𝒂. 𝒃
𝒌= ℎ′ : distância do teto ao plano de trabalho.
𝟐. 𝒉′ . (𝒂 + 𝒃)
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

QUARTA ETAPA
- Nesta etapa, é levantado o fator de depreciação ou de manutenção.

Este parâmetro se encontra relacionado à frequência de manutenção, que visa amenizar a


perda de eficiência ocasionada pelo acúmulo de poeira nos equipamentos de iluminação, e a
sujeira geral no ambiente.
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:
QUARTA ETAPA Fator de
Exemplo
Manutenção
Ambiente muito limpo, ciclo de manutenção de um ano, 2000 h/ano de vida até a
0,80 queima com substituição da lâmpada a cada 8000 h, substituição individual,
luminárias direta e direta/indireta com uma pequena tendência de coleta de poeira.
Carga de poluição normal no ambiente, ciclo de manutenção de três anos, 2000
h/ano de vida até a queima com substituição da lâmpada a cada 12000 h,
0,67
substituição individual, luminárias direta e direta/indireta com uma pequena
tendência de coleta de poeira.
Carga de poluição normal no ambiente, ciclo de manutenção de três anos, 2000
0,57 h/ano de vida até a queima com substituição da lâmpada a cada 12000 h,
substituição individual, luminárias com uma tendência normal de coleta de poeira.
Ambiente sujo, ciclo de manutenção de três anos, 8000 h/ano de vida até a queima
0,50 com substituição da lâmpada a cada 8000 h, substituição em grupo, luminárias com
uma tendência normal de coleta de poeira.
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

QUINTA ETAPA
- A partir de todos os parâmetros colhidos, a quantidade de lâmpadas necessárias pode ser
calculada a partir da expressão a seguir:
𝑬. 𝑨
𝒏=
𝝓. 𝑭𝒖 . 𝑭𝒅
n: número de lâmpadas necessárias;
E: iluminamento, em lx;
A: área do ambiente, em m2;
𝜙: fluxo luminoso da lâmpada, em lm;
𝐹𝑢 : fator de utilização;
𝐹𝑑 : fator de depreciação.
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Método dos Lúmens


- A seguir serão descritas seis etapas para aplicação do Método dos Lúmens:

SEXTA ETAPA
- O número total de luminárias necessárias é obtido dividindo-se o número de lâmpadas pela
quantidade de lâmpadas por luminária.
- Por fim, podem ser empregadas fórmulas para auxiliar o processo de decisão do
posicionamento das luminárias, para se obter um arranjo uniformemente distribuído:
𝑄𝑐 : quantidade de luminárias distribuídas ao
𝒄 𝒍 longo do comprimento do recinto;
𝑸𝒄 = 𝑸𝒍 = 𝑄𝑙 : quantidade de luminárias distribuídas ao
𝒄. 𝒍 𝒄. 𝒍 longo da largura do recinto;
𝑵 𝑵 𝑐: comprimento do recinto;
𝑙: largura do recinto;
𝑁: número total de luminárias.
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
(5,10 m x 2,20 m)
𝐴 = 2,20 . 5,10 = 11,22 𝑚2

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE O CÔMODO:


- Pé direito: 2,70 m;
- Altura do plano de trabalho: 0,80 m;
- Teto de cor branca, paredes de cor clara, plano de trabalho de cor média.
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
(5,10 m x 2,20 m)

PRIMEIRA ETAPA:
De acordo com a ABNT NBR ISO/CIE 8995-1:2013
Iluminação de Ambientes de Trabalho
𝑬𝒎 = 𝟓𝟎𝟎 𝒍𝒖𝒙
É importante avaliar a uniformidade da iluminância, entendendo que a uniformidade da iluminância é a relação
entre o valor mínimo e o valor médio da iluminância. A uniformidade da iluminância na tarefa não pode ser
menor que 0,7. A uniformidade da iluminância no entorno imediato não pode ser inferior a 0,5.
Instalações Elétricas
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
SEGUNDA ETAPA:
Escolha dos componentes:
Painel LED
Philips Lighting – CoreLine Panel
RC132V G4 LED36S/840 PSU W60L60 OC ELB3

Fluxo luminoso da lâmpada:


𝝓 = 𝟑𝟔𝟎𝟎 𝒍𝒎

[Link]
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
TERCEIRA ETAPA:
Determinação do fator de utilização

Índice do Recinto (K):


Para iluminação direta:
𝒂. 𝒃
𝒌=
𝒉. (𝒂 + 𝒃)
2,20 . 5,10
𝑘= = 0,81
(2,70 − 0,80). (2,20 + 5,10)
Instalações Elétricas
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
TERCEIRA ETAPA:
Interpretar as tabelas de fator de utilização
fornecidas pelo fabricante:

Considerando os seguintes dados:


𝑘 = 0,81
Refletâncias médias do ambiente:
- Teto (branco): 70%
- Paredes (claras): 50%
- Plano de trabalho (médio): 30%
𝑭𝒖 = 𝟎, 𝟔𝟔
Tabela retirada do catálogo da Philips
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
QUARTA ETAPA:
Fator de manutenção ou fator de depreciação:
Este parâmetro se encontra relacionado à frequência de manutenção, que visa amenizar a perda de eficiência
ocasionada pelo acúmulo de poeira nos equipamentos de iluminação, e a sujeira geral no ambiente.

𝑭𝒅 = 𝟎, 𝟖𝟎
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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
QUINTA ETAPA:
- A partir de todos os parâmetros colhidos, a quantidade de lâmpadas necessárias pode ser
calculada a partir da expressão a seguir:
𝐸𝑚 = 500 𝑙𝑢𝑥
𝑬. 𝑨 𝐴 = 11,22 𝑚2
𝒏= 𝜙 = 3600 𝑙𝑚
𝝓. 𝑭𝒖 . 𝑭𝒅
𝐹𝑢 = 0,66
𝐹𝑑 = 0,80

𝐸. 𝐴 500 . 11,22
𝑛= = = 2,95
𝜙. 𝐹𝑢 . 𝐹𝑑 3600 . 0,66 . 0,80

São necessários três painéis LED.


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Exemplo: cálculo luminotécnico usando o Método dos Lumens


Cômodo do escritório de uma habitação
SEXTA ETAPA:
𝒄 𝒍
- Para auxiliar a obtenção de um arranjo uniformemente distribuído: 𝑸𝒄 = 𝑸𝒍 =
𝑄𝑐 : quantidade de luminárias distribuídas ao longo do comprimento do recinto; 𝒄. 𝒍 𝒄. 𝒍
𝑄𝑙 : quantidade de luminárias distribuídas ao longo da largura do recinto; 𝑵 𝑵
𝑐: comprimento do recinto;
𝑙: largura do recinto;
𝑁: número total de luminárias.

5,10
𝑄𝑐 = = 2,64
5,10.2,20
3
2,20
𝑄𝑙 = = 1,14
5,10.2,20
3

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