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Exp. Laboratoriais II

O documento analisa a importância do microscópio no ensino de biologia, destacando sua relevância para a aprendizagem ativa e o desenvolvimento de competências investigativas. A pesquisa inclui uma experiência prática sobre a regulação do metabolismo celular, evidenciando a observação de fenômenos como difusão e osmose. O estudo conclui que o microscópio é uma ferramenta pedagógica essencial que aproxima a teoria da prática experimental.
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Exp. Laboratoriais II

O documento analisa a importância do microscópio no ensino de biologia, destacando sua relevância para a aprendizagem ativa e o desenvolvimento de competências investigativas. A pesquisa inclui uma experiência prática sobre a regulação do metabolismo celular, evidenciando a observação de fenômenos como difusão e osmose. O estudo conclui que o microscópio é uma ferramenta pedagógica essencial que aproxima a teoria da prática experimental.
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação à Distância

Importância do microscópio para experiências laboratoriais no ensino de biologia e


a sua influência na prática para o aprendizado activo da matéria

Jaimita António Raja


Código n°708236751

Nampula, Setembro de 2025

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Instituto de Educação à Distância

Importância do microscópio para experiências laboratoriais no ensino de biologia e a


sua influência na prática para o aprendizado activo da matéria

Jaimita António Raja


Código n°708236751

Curso: Licenciatura Em Ensino de Biologia


Disciplina: Exp. Laboratoriais II
Ano de frequência: 3º Ano
Turma: P

Nampula, Setembro de 2025

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Folha de Feedback
Classificação
Nota
Categorias Indicadores Padrões Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 2.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada ao
2.0
objecto do trabalho
 Articulação e domínio do
discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 3.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacionais
2.0
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.5
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e tamanho
Aspectos
Formatação de letra, paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre linhas
Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 2.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia

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Recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índice
Folha de Feedback ......................................................................................................... ii
Recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor ............................................ iii
Introdução ...................................................................................................................... 5
Objectivos: ..................................................................................................................... 5
Objectivo Geral ..............................................................................................................5
Objectivos Específicos ...................................................................................................5
1.2. Metodologia ............................................................................................................5
Parte I — Trabalho Teórico ............................................................................................ 6
1.1 Importância do microscópio nas experiências laboratoriais .......................................6
1.2 Partes constituintes de um microscópio óptico .......................................................... 6
1.2.1 Microscópio simples .............................................................................................. 6
1.2.2 Microscópio composto ........................................................................................... 7
1.3 Papel das técnicas de preparação microscópica ......................................................... 8
1.4 Técnicas de manuseamento e vantagens do seu domínio ...........................................8
Parte II — Trabalho Prático ............................................................................................ 9
2.1. Objectivo: ................................................................................................................ 9
2.2. Materiais: ................................................................................................................ 9
2.3. Procedimentos: ........................................................................................................9
2.4. Observações do Experimento ................................................................................. 10
2.5. Resultados e Discussão .......................................................................................... 11
2.6. Conclusões do experimento ................................................................................... 12
Considerações Finais .................................................................................................... 13
Referências Bibliográficas ............................................................................................ 14

iv
Introdução

O presente trabalho, com o tema “Importância do microscópio para experiências


laboratoriais no ensino de biologia e a sua influência na prática para o aprendizado
activo da matéria”, analisa o papel do microscópio no ensino-aprendizagem da Biologia,
abordando seus componentes, técnicas de preparação de amostras e formas adequadas de
manuseamento. Foi realizada também uma experiência prática sobre a regulação do
metabolismo celular, que permitiu observar fenómenos como transporte celular, difusão e
osmose, reforçando a compreensão de processos biológicos essenciais.

Dessa forma, o estudo evidencia a importância do microscópio como recurso pedagógico e


das práticas experimentais em geral, promovendo aprendizagem activa, desenvolvimento de
competências investigativas e aproximação da teoria à realidade prática no ensino de
Biologia.

Objectivos:
Objectivo Geral
 Analisar a importância do microscópio no estudo biológico e compreender, por meio
de uma experiência prática, os fenómenos de osmose em membranas semipermeáveis.
Objectivos Específicos
1. Identificar as partes constituintes de um microscópio e compreender sua função no
processo de observação;
2. Reconhecer a relevância das técnicas de preparação microscópica;
3. Realizar a experiência do ovo no vinagre e açúcar.

1.2. Metodologia
Adoptou-se uma abordagem mista, combinando pesquisa bibliográfica e experimental. A
pesquisa bibliográfica forneceu embasamento teórico sobre o microscópio, suas partes,
técnicas de preparação e relevância pedagógica (Gil, 1991). A pesquisa experimental
envolveu uma experiência sobre regulação do metabolismo celular, observando transporte,
difusão e osmose.
Estrutura: o estudo compõe-se, além da introdução é apresentada a metodologia de pesquisa.
Em seguida, o desenvolvimento que é designado pelo Fundamentação Teórica.
Posteriormente, elencam-se as conclusões. Por fim, apresentam-se e as referencias
bibliográficas.

5
Parte I — Trabalho Teórico

1.1 Importância do microscópio nas experiências laboratoriais

O microscópio é uma ferramenta indispensável para a compreensão dos mecanismos


bioquímicos e fisiológicos que sustentam a vida. Ele possibilita a observação de processos
como a divisão celular, a fotossíntese e a circulação de substâncias em organismos simples, o
que seria impossível a olho nu. De acordo com Alberts et al. (2006), “o microscópio revelou
um mundo de estruturas antes invisíveis, permitindo o estudo directo da organização celular e
de suas funções”(p.12).

No contexto do ensino, o microscópio contribui para a aprendizagem activa, pois aproxima o


estudante da realidade prática. Segundo Vieira (2008, p. 15), “a observação directa dos
espécimes desperta o interesse do aluno e estimula o desenvolvimento do raciocínio
científico”. Dessa forma, o aparelho não se limita a ser um recurso técnico, mas assume um
papel pedagógico essencial na formação de futuros profissionais.

1.2 Partes constituintes de um microscópio óptico

Os microscópios podem ser classificados em simples, quando possuem apenas uma lente, e
compostos, quando apresentam um sistema complexo de lentes e componentes de apoio. O
microscópio composto é o mais utilizado em laboratórios de ensino, por oferecer maior poder
de resolução e nitidez (Fernandes et al., 2017).

De acordo com Vieira (2008), o sistema mecânico do microscópio inclui a base, o braço, a
platina, o charriot e os parafusos de ajuste, garantindo estabilidade e posicionamento correcto
da amostra. O sistema óptico, por sua vez, é composto por oculares, objectivas, condensador
e diafragmas, que actuam na captação, direcionamento e ampliação da luz. Conforme Jordão
et al. (1998, p. 42), “o conhecimento das partes constituintes do microscópio é essencial para
evitar danos ao equipamento e garantir a eficiência na observação”.

1.2.1 Microscópio simples

O microscópio simples é considerado a forma mais básica de ampliação. Para Vieira (2008,
p. 12), “este tipo de microscópio utiliza uma única lente convergente para aumentar o
tamanho do objecto”. Seus principais componentes são:

6
1. Lente: única peça de ampliação, geralmente convexa;
2. Estrutura/Corpo: suporte que mantém a lente, fornecendo estabilidade durante a
observação.

1.2.2 Microscópio composto

O microscópio composto é um instrumento mais complexo, composto por partes mecânicas e


ópticas que permitem um maior grau de ampliação.

Parte mecânica:

1. Base e Braço: fornecem suporte ao aparelho e permitem transporte e manipulação;


2. Braço, corpo ou estativo: peça fixa à base que integra todas as outras partes do
microscópio;
3. Platina (ou mesa): plataforma onde se coloca a lâmina com a amostra;
4. Tubo ou canhão: parte superior que suporta os sistemas de lentes;
5. Revólver: disco giratório que sustenta as lentes objectivas, permitindo troca;
6. Diafragma de campo: controla a intensidade luminosa, podendo ser ajustado pelo
anel de controle;
7. Regulagem da intensidade luminosa: ajusta a luz emitida sobre a amostra;
8. Interruptor: liga a fonte luminosa, que pode ser uma lâmpada com filamento de
halogéneo ou um espelho que reflecte luz externa;
9. Parafusos de foco (macrométrico e micrométrico): ajustam a platina ou lente em
relação à amostra, permitindo obter imagem nítida.

Parte óptica:

1. Fonte de luz: lâmpada ou espelho que ilumina a amostra;


2. Condensador: sistema de lentes que concentra a luz sobre a amostra;
3. Diafragma: controla a intensidade da luz que atinge a amostra;
4. Lentes objectivas: localizadas próximas à amostra, realizam a maior parte da
ampliação inicial;
5. Ocular: lente onde o observador observa, ampliando a imagem formada pela
objectiva.

7
1.3 Papel das técnicas de preparação microscópica

A qualidade da observação microscópica depende directamente das técnicas de preparação


das amostras, que são fundamentais para evidenciar estruturas celulares e moleculares
(Brancalhão & Soares, 2004). Entre as principais técnicas, destacam-se:

1. Cortes histológicos finos: permitem observar a organização detalhada dos tecidos;


2. Colorações específicas: como azul-de-metileno, hematoxilina e eosina, que destacam
diferentes componentes celulares;
3. Montagem de lâminas temporárias: ideal para observações rápidas e experimentos
de curta duração;
4. Montagem de lâminas permanentes: proporciona preservação da amostra para
análises futuras e estudo detalhado.

Alberts et al. (2006, p. 119) afirmam que “as técnicas de coloração e preparação de amostras
permitem diferenciar organelas celulares e revelar detalhes da dinâmica celular, facilitando a
análise de processos como mitose, meiose, respiração celular e fotossíntese”. Dessa forma, a
aplicação adequada dessas técnicas melhora a visualização e contribui para a compreensão
dos conceitos biológicos, aproximando a teoria da prática experimental em laboratórios de
ensino de biologia.

1.4 Técnicas de manuseamento e vantagens do seu domínio

De acordo com Silva (2012), o domínio das técnicas de manuseamento do microscópio é


essencial para a obtenção de bons resultados e para a preservação do equipamento. Entre as
práticas básicas destacam-se:

1. Transporte correcto do aparelho;


2. Ajuste inicial com o parafuso macrométrico;
3. Utilização do parafuso micrométrico para foco fino;
4. Uso adequado das objectivas;
5. Limpeza e conservação das lentes.

A aplicação adequada dessas práticas contribui para obter imagens nítidas, evitar danos ao
microscópio e prolongar sua vida útil.

8
Segundo Vieira (2008, p. 24), “a maneira como o aluno manipula o microscópio influencia
directamente na qualidade da imagem obtida”. O conhecimento técnico assegura maior
precisão, reduz erros durante as actividades práticas e prolonga a durabilidade do
equipamento. Além disso, Fernandes et al. (2017) ressaltam que o domínio do manuseamento
promove autonomia científica, permitindo que os estudantes desenvolvam habilidades
investigativas e senso crítico frente aos fenómenos biológicos.

Parte II — Trabalho Prático

2.1. Objectivo:

 Realizar uma experiencia relacionada com a regulação do metabolismo celular,


identificando tipo de transporte nas células, tipo de difusão, tipo de membrana celular.

2.2. Materiais:

 Um ovo cru; Vinagre; um recipiente transparente (copo de vidro ou jarra); uma régua
de 30cm ou fita métrica; duas colheres de açúcar.
Fig. 1: Matérias e reagentes usados na experiencias

Fonte: Autora 2025

2.3. Procedimentos:

1. Medir o ovo com uma linha na vertical e horizontal em seguida pega a linha e coloque
sobre a régua e anote;
2. Coloque o ovo no recipiente e entorne o vinagre até cobrir o ovo;
3. Deixe o ovo no vinagre por 3 dias, observe e anote o fenómeno;
4. Retire o ovo devagar e deixe num prato na sobra por 20 minutos;
9
5. Volte a medir o ovo com uma linha na vertical e horizontal em seguida pega a linha e
coloque sobre a régua e anote;
6. Depois do ovo secar passa açúcar por cima do ovo usando a colher e observe.
7. Faça a síntese de todo o processo, desde a prática e a observação usando os métodos
de trabalho científico.

2.4. Observações do Experimento

O experimento foi acompanhado em intervalos de 24, 48 e 72 horas, registando-se as


alterações físicas e químicas do ovo submerso em vinagre. As observações encontram-se
resumidas na Tabela 1, complementadas pelas ilustrações nas Figuras 2, 3 e 4.

Tabela 1 – Registo das observações do ovo em vinagre

Tempo Diâmetro Diâmetro Observações qualitativas Imagem


horizontal vertical
(cm) (cm)
T0 Casca intacta; cor uniforme;
(antes) sem bolhas.
13 cm 15 cm

T1 (após – – Mal se juntou o vinagre ao


24 h no ovo, libertaram-se bolinhas
vinagre) de gás em redor da casca;
superfície coberta por
bolinhas de gás; casca a
dissolver-se; membrana
exposta; ovo mais “elástico”.

T2 (após – – Superfície do ovo cheia de


48 h no bolinhas de gás; ovo parece
vinagre) maior, inchado; espuma
esbranquiçada na superfície
do vinagre; casca quase
totalmente dissolvida,
restando película fina;
membrana translúcida;
superfície levemente
pegajosa.

10
T3 (após Casca totalmente
72 h no desaparecida; ovo com maior
vinagre dimensão, mas não muito
+ maior que no dia anterior;
açúcar) membrana visível e
14 cm 16 cm translúcida; interior (gema
cor de laranja e clara
amarelada) perceptível;
forma ovóide mantida e
íntegra; após secar e
adicionar açúcar, o ovo
encolheu-se, murchou e
surgiu uma película
açucarada; possível redução
de volume superficial.
Fonte: Autora (2025)

2.5. Resultados e Discussão

Durante o experimento observou-se, logo após a imersão do ovo em vinagre, a formação de


bolhas gasosas na sua superfície. Esse fenómeno deve-se à reacção química entre o ácido
acético do vinagre e o carbonato de cálcio da casca do ovo, resultando na libertação de
dióxido de carbono (Fogaça, 2025). A equação química que representa essa reacção é:

CaCO3(s)+2CH3COOH(aq)→Ca(CH3COO)2(aq)+H2O(l)+CO2(g)↑

À medida que a reacção prosseguiu, a casca foi gradualmente dissolvida, restando apenas a
membrana semipermeável, a qual não reage com o ácido acético (Silva, 2012). Essa
membrana manteve o conteúdo interno do ovo intacto, ainda que mais elástico.

Verificou-se também um aumento no tamanho do ovo após algumas horas de imersão. Esse
inchaço está relacionado ao fenómeno da osmose, em que moléculas de água atravessam a
membrana semipermeável, deslocando-se do meio menos concentrado (vinagre) para o
interior mais concentrado (conteúdo do ovo), até atingir o equilíbrio osmótico (Fogaça,
2025).

A espuma esbranquiçada observada na superfície do vinagre deve-se ao desprendimento


contínuo de CO₂, que arrasta pequenas partículas da casca em dissolução (Krelling, Orlandi
& de Sá, 2019). Após três dias, a casca já havia desaparecido por completo, deixando a
membrana translúcida exposta, permitindo a visualização da gema e da clara.

11
Quando o ovo sem casca foi posteriormente coberto com açúcar, observou-se o seu
encolhimento e murchamento. Tal fenómeno ocorre devido à osmose inversa: a água do
interior do ovo desloca-se para o meio externo hipertónico (açúcar), provocando perda de
volume e enrugamento da membrana.

Assim, o experimento confirmou não apenas a reacção ácido-carbonato de cálcio responsável


pela remoção da casca, mas também o comportamento osmótico característico das
membranas semipermeáveis.

2.6. Conclusões do experimento


A experiência do “ovo no vinagre e açúcar” permitiu demonstrar, de forma prática e
acessível, dois fenómenos fundamentais: Osmose em meio hipotónico e Osmose em meio
hipertónico

1. Osmose em meio hipotónico:

 Durante a imersão no vinagre, o ovo aumentou de volume, evidenciando a passagem


de moléculas de água para o interior do ovo através da membrana semipermeável,
caracterizando um meio hipotónico.

2. Osmose em meio hipertónico:

 Quando o ovo descalcificado foi exposto ao açúcar, ocorreu o efeito inverso: a água
saiu do interior para o exterior, levando ao encolhimento e murchamento do ovo,
próprio de um meio hipertónico.

Deste modo, conclui-se que a experiência exemplifica a acção de reacções químicas simples
e, sobretudo, comprova o princípio da osmose: a movimentação passiva da água através de
membranas semipermeáveis, sempre no sentido de equilibrar diferenças de concentração
entre meios.

12
Considerações Finais

O presente trabalho evidenciou a relevância do microscópio tanto no ensino como na


investigação científica, uma vez que possibilita a visualização de estruturas celulares
invisíveis a olho nu e contribui para a compreensão dos fenómenos biológicos. O domínio do
seu manuseamento, aliado às técnicas de preparação de amostras, constitui um recurso
indispensável para a formação prática em ciências biológicas.

No âmbito experimental, a experiência do ovo no vinagre e açúcar permitiu verificar a


dissolução da casca pela reacção entre o ácido acético e o carbonato de cálcio, bem como
observar o comportamento osmótico da membrana semipermeável em soluções hipotónicas e
hipertónicas. Tais observações reforçam conceitos fundamentais da biologia celular e da
química, como a interacção entre ácidos e carbonatos, e a dinâmica da passagem de água
através das membranas.

Assim, conclui-se que a integração entre estudo teórico e prático promove uma aprendizagem
mais completa e significativa, fortalecendo a relação entre teoria e aplicação, essencial para a
formação científica e pedagógica no ensino de biologia.

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Referências Bibliográficas

Alberts, B., Johnson, A., Lewis, J., Raff, M., Roberts, K., & Walter, P. (2006). Fundamentos
da biologia celular (2. ed.). Porto Alegre: Artmed.

Brancalhão, R. M. C., & Soares, M. A. M. (2004). Microtécnica em biologia celular.


Cascavel: Edunioeste.

Fernandes, M. G., et al. (2017). Práticas de biologia celular. Dourados, MS: Ed. UFGD.
(Colecção Cadernos Académicos).

Fogaça, J. R. V. (2025). O que acontece quando colocamos ovo no vinagre?. Recperado em:
[Link]
[Link]

Jordão, B. Q., et al. (1998). Práticas de biologia celular. Londrina: UEL.

Krelling, R. de C. M., Orlandi, E. M. & de Sá, V. C. S (2019). Manual de actividades


práticas de biologia. Palhoça: Autolabor

Silva, L. K. (2012). Prática de laboratório. Faculdade Integrada da Bahia. Recuperado de


[Link]

Vieira, F. S. (2008). Introdução à microscopia. São Cristóvão: Universidade Federal de


Sergipe – CESAD.

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