Um homem com 32 anos de idade, casado, trabalhador informal, com dois filhos,
sofreu um acidente automobilístico que resultou no esmagamento da parte distal
do membro inferior esquerdo e em escoriações por todo corpo, sem outros
traumas graves. Foi atendido pela equipe de urgência do município e levado para o
hospital de referência, onde foi submetido à amputação do referido membro na
altura do joelho. Encontra-se no terceiro dia de internação na unidade de clínica
cirúrgica, consciente, orientado e pouco comunicativo. O paciente está em
soroterapia, com acesso venoso periférico em membro superior direito e sem
sinais de infecção, estável do ponto de vista clínico e hemodinâmico. Ferida
operatória encontra-se sem sinais flogísticos, com presença de dreno de penrose
apresentando exsudato serossanguinolento em pequena quantidade. Durante a
visita da enfermeira, o paciente relatou dor e preocupação com seu retorno ao
trabalho, referindo sentir-se um “peso” para sua família.Considerando esse caso
clínico hipotético e as questões biológicas, psicológicas e sociais que ele suscita,
aça o que se pede nos itens a seguir.
A-Indique cinco diagnósticos de enfermagem para o caso clínico apresentado.
1-Integridade tissular prejudicada relacionada ao procedimento cirúrgico
(amputação) evidenciada por ferida operatória com dreno e exsudato
serossanguinolento.
2. Dor aguda relacionada a lesão tecidual secundária à cirurgia, evidenciada por
relato verbal de dor.
3. Risco de infecção relacionado à ferida cirúrgica e presença de dreno.
4. Baixa autoestima situacional relacionada à perda de parte do corpo
(amputação) e à alteração na imagem corporal, evidenciada por verbalização de
sentir-se um “peso” para a família.
5. Ansiedade relacionada à preocupação com o retorno ao trabalho e às
mudanças no estilo de vida após a amputação.
b) Apresente uma intervenção de enfermagem para cada diagnóstico de
enfermagem indicado no item
Diagnóstico: Integridade tissular prejudicada
Intervenções:
Avaliar diariamente as condições da ferida operatória (cor, odor, presença de
exsudato, sinais flogísticos).
Realizar curativos conforme prescrição e técnica asséptica.
Manter o dreno de penrose em posição adequada e observar permeabilidade e
aspecto do conteúdo.
Orientar o paciente sobre cuidados com o coto e higiene local.
Diagnóstico: Dor aguda
Intervenções:
Avaliar intensidade, localização e características da dor utilizando escalas
apropriadas.
Administrar analgésicos conforme prescrição médica.
Promover posicionamento adequado e conforto físico.
Ensinar técnicas não farmacológicas de alívio da dor (respiração profunda,
relaxamento).
Diagnóstico: Risco de infecção
Intervenções:
Realizar higienização rigorosa das mãos antes e após o cuidado com o
paciente.
Manter técnica asséptica durante troca de curativos e manipulação do dreno.
Monitorar sinais de infecção (febre, hiperemia, edema, secreção purulenta).
Orientar o paciente e familiares sobre sinais de alerta para infecção e
importância da higiene corporal.
Diagnóstico: Baixa autoestima situacional
Intervenções:
Estimular o paciente a expressar seus sentimentos e preocupações.
Oferecer escuta ativa e apoio emocional.
Encorajar o envolvimento da família no processo de reabilitação.
Encaminhar para acompanhamento psicológico, se necessário.
Reforçar capacidades e potencialidades do paciente, promovendo
autoconfiança.
Diagnóstico: Ansiedade
Intervenções:
Identificar fatores geradores de ansiedade e permitir que o paciente verbalize
seus medos.
Fornecer informações claras sobre o tratamento, recuperação e reabilitação.
Promover ambiente calmo e acolhedor durante os cuidados.
Estimular o paciente a participar do próprio cuidado e decisões relacionadas à
sua recuperação.
Encaminhar para o serviço social e equipe multiprofissional para suporte sobre
reinserção laboral e reabilitação física.Administrar analgésicos conforme
prescrição
Uma mulher de 42 anos de idade, em união estável há quinze anos, possui
diagnósticos de hipertensão Arterial sistêmica (HAS), câncer de mama e história
obstétrica de duas gestas, sendo dois partos (um parto Normal e uma cesárea) e
nenhum aborto. Os dois filhos gestados estão vivos. Ela relata desconhecer
Antecedentes familiares e nega alergia a medicamentos e alimentos. Foi admitida
no hospital há cinco Dias para realizar mastectomia total de mama direita, antes
da qual fez 12 seções de quimioterapia, de 15 em 15 dias. Encontra-se
comunicativa, respondendo às solicitações verbais, em repouso, normotensa,
Normocorada, acianótica e anictérica. Relata incômodo no local cirúrgico,
afetando o sono, e refere Apetite e ingesta hídrica diminuídos. As eliminações
urinárias estão preservadas e observa-se ausência De evacuações há dois dias.
No momento, faz uso de medicamentos para controle da HAS, analgésico e
Antimicrobiano. A limpeza da ferida cirúrgica é realizada com soro fisiológico 0,9%
e é colocado curativo à Base de gaze que se apresenta limpo e seco. MMSS:
perfusão periférica normal, sem edema, com punção Periférica no MSE e equipo
de duas vias salinizado. Pressão arterial (PA): 120 x 70 mmHg; frequência Cardíaca
(FC): 87 bpm; frequência respiratória (FR): 25 irpm; temperatura axilar (Tax.): 36
°C.Com base nas informações apresentadas, faça o que se pede nos itens a
seguir.
a) Indique cinco diagnósticos de enfermagem de acordo com o caso clínico
apresentado.
1. Dor aguda relacionada ao trauma cirúrgico evidenciada por relato de
incômodo no local da cirurgia.
2. Constipação intestinal relacionada à diminuição da ingesta hídrica e
à inatividade física evidenciada por ausência de evacuação há dois
dias.
3. Risco de infecção relacionado à ferida cirúrgica e ao uso de
antimicrobiano profilático.
4. Imagem corporal perturbada relacionada à perda de parte do corpo
(mama direita) evidenciada por cirurgia recente de mastectomia.
5. Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais
relacionada à diminuição do apetite e à ingesta alimentar reduzida.
b) Cite cinco cuidados de enfermagem
Diagnóstico: Dor aguda
Avaliar a intensidade, localização e características da dor utilizando
escala numérica.
Administrar analgésicos conforme prescrição médica.
Proporcionar posicionamento confortável no leito e ambiente tranquilo.
Incentivar técnicas de relaxamento e respiração profunda.
Diagnóstico: Constipação intestinal
Cuidados de enfermagem:
Avaliar o padrão intestinal (data, consistência, frequência das evacuações).
Incentivar a ingesta hídrica adequada, se não houver contraindicação médica.
Orientar sobre a importância de alimentação rica em fibras (frutas, verduras,
cereais integrais).
Estimular a deambulação precoce conforme tolerância.
Notificar o médico se persistir ausência de evacuação para possível uso de
laxante prescrito.
Diagnóstico: Risco de infecção
Realizar higienização das mãos antes e após o contato com a paciente.
Realizar troca do curativo conforme prescrição e técnica asséptica.
Observar sinais de infecção na ferida (hiperemia, calor, secreção purulenta,
odor).
Manter controle rigoroso da punção venosa, trocando equipo e observando
sinais flogísticos.
Diagnóstico: Imagem corporal perturbada
Estimular a paciente a expressar seus sentimentos em relação à cirurgia e à
imagem corporal.
Oferecer apoio emocional e escuta ativa.
Encorajar o envolvimento do companheiro e familiares no processo de
aceitação.
Orientar sobre opções de reabilitação estética (prótese mamária,
reconstrução, grupos de apoio).
Diagnóstico: Nutrição desequilibrada: menor que as necessidades corporais
Avaliar o consumo alimentar diário e a aceitação das refeições.
Oferecer pequenas refeições com alimentos de fácil digestão e alta densidade
nutricional.
Monitorar peso corporal e sinais de desnutrição.
Estimular a ingesta hídrica regular.
Encaminhar ao nutricionista para avaliação e plano alimentar individualizado.