Relatório AJUS
Relatório AJUS
Local:
Centro de Desenvolvimento Agrário de Sábiè (CEDAS)
Estudantes:
Afonso Feliciano Manjate Kelven Arlindo Mauaie
Docentes:
Professor Ernesto Muheca
1.2 Objectivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
3 Revisão Bibliográca 8
3.1 Reconhecimento Topográco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3.3.1 GNSS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
3.4.2 Trena . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3.4.4 Irradiação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
4 Material e Metodologia 20
4.1 Material . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
4.2 Metodologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
1
4.2.2 Reconhecimento da Área e Identicação dos Elementos de Objectos Geográcos
a Levantar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
5 Resultados 35
5.1 Planta Topográca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
5.2 Webmap . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
6 Conclusão e Recomendações 37
6.1 Recomendações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
7 Bibliograa 38
8 Anexos 40
2
Lista de Tabelas
1 Principais fontes e efeitos dos erros envolvidos no GNSS. Fonte: Adaptado de Luz
(2019). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3
1 Introdução
1.1 Contextualização
O presente relatório resulta da actividade prática levada a cabo pelos Estudantes Finalitas do Curso
A actividade é um programa prático que envolve um conjunto diversicado de tarefas técnicas que
buscam proporcionar aos estudantes maior contacto directo com problemas reais ligados ao geoposi-
até elaboração de produtos cartográcos estáticos e dinâmicos, visando uma formação de técnicos
com visão adaptada às necessidades locais. A actividade também serve de inspiração para pesquisa
universitária.
na criação de mapas Web. Esta experiência permitiu aos estudantes aprofundar a compreensão so-
Sendo a Topograa o ramo da Matemática Aplicada que tem por nalidade determinar o con-
torno, dimensão, posição relativa de uma porção limitada da superfície terrestre, bem como o estudo
dos instrumentos e métodos usados para obter a representação gráca da mesma porção (Espartel
-1987 e Doubek -1989, citados por Veiga, Zanetti, e Faggion, 2012), o trabalho de campo efectuado
teve como objectivo primordial a descrição exacta e detalhada de uma porção geográca e os seus
constituintes.
A actividade que culminou com a produção do actual relatório, decorreu entre os dias 15 à 25 de
4
1.2 Objectivos
1.2.1 Objectivo Geral
Representar cartogracamente, bem como geospacialmente o Centro de Desenvolvimento Agrário de
Realizar a análise assim como manipular os dados levantados, assegurando que os resultados
Desenvolver uma Base de Dados Espacial bem como divulgar o resultado num mapa interativo
( Web map).
5
1.3 Estrutura do Relatório
Este trabalho está subdividido em seis capítulos dos quais (1) introdução, (2) área de estudo, (3)
revisão bibliográca, (4) material e métodos (5) apresentação e discussão dos resultados, (6) conclusão
e recomendações.
Capítulo 2 Neste capítulo faz-se a descrição da área de estudo incluindo a localização geográ-
6
2 Localização Geográca da Área de Estudo
2.1 Localização Absoluta
° °
Geogracamente, o CEDAS situa-se entre as latitudes aproximadas de 25 19'21S e 25 19'03S, e as
° °
longitudes de 32 15'45E a 32 16'6E, com referência ao sistema geodésico WGS84.
Centro de Saúde de Sábié, a cerca de 800m de distância. É limitado a Norte pela estrada de terra
batida R402, que se estende nas direções Nordeste e Noroeste; a Sul, pelo rio Incomati; a Oeste,
por um campo de futebol local; e a Este, por uma extensa área arborizada. O acesso ao centro é
7
3 Revisão Bibliográca
3.1 Reconhecimento Topográco
A primeira etapa de um projecto, seja de grande, médio ou pequeno porte é o reconhecimento
do terreno. Para adquirir esse reconhecimento é necessária a visita técnica ao local e também o
topográco é uma etapa essencial em qualquer levantamento topográco, sendo responsável pela
observação geral e análise inicial da área a ser mapeada. Essa fase visa a coleta de informações
pontos de interesse e quaisquer outros elementos que possam inuenciar a execução dos trabalhos
em campo.
Reconhecimento de Campo
Esta fase envolve a visita à área para:
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Instrumentos Utilizados no Reconhecimento
Durante o reconhecimento, diversos instrumentos podem ser empregados:
de informações detalhadas sobre todos os elementos físicos presentes na área de estudo (Silva &
Segantine, 2015).
pela necessidade de representar com elevada precisão todos os elementos naturais e articiais do
9
o efeito. Sendo composto por vários sistemas independentes desenvolvidos por grandes potências
económicas mundiais.
Os Sistemas de navegação global por satélite partilham do mesmo princípio geral de fucionamento,
em que o processo de obtenção da posição se assemelha a trilateração, que tem por base a medição
O Global Positioning System (GPS) é um sistema de navegação por satélite, desenvolvido pelo DoD
dos EUA, que utiliza uma constelação de satélites posicionada em órbitas do tipo MEO, projetado
com o objetivo de fornecer serviços áveis de posicionamento, navegação e medição do tempo para
utilizadores militares e civis numa base contínua global, por intermédio da transmissão de sinais na
banda L, para um recetor (Federal Aviation Administration citado por Mauricio, 2015).
declarado operacional em 1995, é o sistema global desenvolvido pela antiga URSS (União das Re-
públicas Socialistas Soviéticas) e atualmente mantido pela Rússia. De forma similar ao sistema
norte-americano, foi criado para ns militares e posteriormente expandido para uso civil, conforme
O Galileo é um sistema de navegação por satélite, desenvolvido pela União Europeia e a cargo da
European Space Agency (ESA), que utiliza uma constelação de satélites posicionada em órbitas do
tipo MEO, projetado com o objetivo de fornecer serviços áveis de posicionamento, navegação e
medição do tempo para utilizadores militares e civis, numa base contínua global, por intermédio da
transmissão de sinais na banda L, para um recetor (European Space Agency citado por Mauricio,
2015).
O BeiDou Navigation Satellite System (BDS ou BeiDou) é um sistema de navegação por satélite,
desenvolvido pelo Governo Chinês, que utiliza uma constelação de satélites posicionada em órbitas do
tipo GEO, MEO e IGSO, para fornecer serviços áveis de posicionamento, navegação e medição do
tempo para utilizadores militares e civis numa base contínua global, por intermédio da transmissão
média (MEO) que transmitem continuamente sinais de rádio. Cada satélite emite sinais que contêm
O funcionamento básico dos sistemas GNSS assenta numa constelação de satélites em órbita terrestre
média (MEO) que transmitem continuamente sinais de rádio. Cada satélite emite sinais que contêm
informações sobre a sua posição orbital (efemérides), o estado do relógio atómico a bordo e um código
de pseudodistância.
Para determinar a posição, o recetor GNSS necessita, no mínimo, de quatro satélites simultaneamente
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visíveis por uma antena (Seeber citado por Mauricio, 2015).
O sinal transmitido por cada satélite permite determinar o intervalo de tempo de propagação, a partir
do qual se calcula, o tempo horário e a posição geográca com um elevado grau de rigor, quando
comparado com outros métodos de posicionamento, entre a dezena de metros e alguns centímetros,
ser mitigados, eliminados, sendo estes erros ocasionados devido à factores estão relacionados aos
segmentos do GNSS. O mesmo autor acrescenta que os erros de posicionamento podem ter três
tipos: grosseiros, que tem relação com factores de fácil determinação, sistemático e os aleatórios, os
quais estão instalados no sistema e não podem ser impossibilitados. Para a obtenção de resultados
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Tabela 1: Principais fontes e efeitos dos erros envolvidos no GNSS.
Erro do relógio
Fase wind-up
Refração troposférica
Refração ionosférica
Propagação do sinal
Perdas de ciclos
Erro do relógio
Fase wind-up
Marés terrestres
Estação
Movimento do polo
Carga oceânica
Pressão da atmosfera
(Global Navigation Satellite Systems), que englobam não apenas o GPS americano, mas também
outros sistemas como GLONASS (russo), Galileo (europeu) e BeiDou/COMPASS (chinês) (Seeber,
2003). A distinção entre precisão e acurácia é crucial: a precisão refere-se à repetibilidade das
medições, enquanto a acurácia indica quão próximo o valor medido está do valor verdadeiro (Monico,
2008).
12
Efeitos Atmosféricos
A ionosfera e troposfera causam atrasos signicativos na propagação dos sinais GNSS. O intervalo
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(a) Mau DOP (b) Bom DOP
Figura 4: Fonte:[Link]
14
Tabela 2: Interpretação do valor do DOP
mais sensíveis.
25 Bom Representa um nível que marca o mínimo apropriado para tomar
510 Moderado As medições posicionais podem ser usadas para cálculos, mas a
>20 Pobre Nesse nível, as medições são imprecisas em até 300 metros com um
ser descartadas.
15
Figura 5: Esquema representativo de como ocorre o multicaminhamento
Componentes principais:
Teodolito Eletrônico: Para medição de ângulos horizontais e verticais com precisão angular
± ±
típica de 5"a 1"
e volumes
Acessórios Essenciais:
Tripé: O tripé é um acessório fundamental para a sustentação do equipamento topográco. Os
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Material: Alumínio ou bra de carbono para leveza e resistência
Prismas Topográcos: Para que haja o retorno do sinal é necessário a instalação dos chamados
prismas topográcos, que são alvos dotados de espelhos e com centro bem denido.
Tipos de prismas:
Prisma Circular: Diâmetro efetivo de 64 mm, proporciona ampla área de reexão garantindo
resultados precisos
°
Prisma de 360 : Permite visadas de qualquer direção
Bastão Telescópico: Bastão telescópico, leve, resistente com rosca 5/8"e ponteira. Caracterís-
ticas:
3.4.2 Trena
As trenas constituem instrumentos básicos para medição direta de distâncias em topograa, sendo
Tipos de Trenas:
Trenas de Aço: Mais leve e resistente à corrosão, é ideal para medições de grandes extensões em
terrenos e áreas externas. Pode atingir até 100 metros, sendo muito utilizada por agrimensores e
Precisão: ±
3mm em 30m sob condições normais
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Graduação: Divisões em milímetros e centímetros
Eletrônicas: Existem trenas eletrônicas que utilizam laser para medir distâncias com extrema
precisão, facilitando ainda mais o trabalho dos prossionais. Trenas a laser são indicadas para
Características:
Precisão: ±
1 a 3mm
Procedimento de Estacionamento:
Montagem do Equipamento:
Instalação do tripé com as pernas bem xas no terreno Montagem da estação total sobre o tripé
1. Centragem: Utilização do prumo ótico para posicionar o centro do instrumento sobre o ponto
topográco Ajuste através dos parafusos niveladores Precisão de centragem: ± 2mm para tra-
balhos de precisão
2. Nivelamento: Utilização dos níveis de bolha (circular e tubular) Ajuste através dos parafusos
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3. Medição da Altura do Instrumento: Medição vertical desde o ponto topográco até o eixo
Procedimento de Orientação:
3.4.4 Irradiação
Consiste em, a partir de uma linha de referência conhecida, medir um ângulo e uma distância. É
semelhante a um sistema de coordenadas polares. A distância pode ser obtida utilizando uma trena,
distanciômetro eletrônico ou estação total ou obtida por métodos taqueométricos. Este método é
formação pode ser consultada, alterada, apagada na totalidade ou parcialmente, a partir de uma
aplicação conhecida como Sistema de Gestão de Base de Dados (SGBD), também chamada simples-
mente de Base de Dados (BD). Ao contrário dos documentos de diversos tipos, em que a informação é
colocada conforme o utilizador entender, numa base de dados a informação encontra-se estruturada,
facilitando assim a utilidade e longevidade da informação, que de outra forma faria sentido para um
utilizador num dado momento, e assim poderá ser útil para muitos utilizadores num período mais
longo de tempo. Uma base de dados pode ter diversos modelos que denem como a informação é
organizada internamente. Os mais comuns são o modelo hierárquico, em que cada registo possui um
e um só pai, tal como os cheiros e pastas no computador, não podendo um registo possuir mais que
um pai, o modelo em rede, que é idêntico ao modelo hierárquico mas cada registo pode possuir mais
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4 Material e Metodologia
4.1 Material
Nesta secção são apresentados os materiais, equipamentos e ferramentas utilizadas durante a rea-
lização das actividades práticas. A identicação precisa destes elementos é essencial para garantir
a reprodutibilidade do trabalho, bem como para evidenciar os recursos necessários à execução das
tarefas desenvolvidas.
a seleção e vericação dos instrumentos a serem usados. Para tal foram selecionados os seguintes
instrumentos: três receptores GNSS da marca Garmin, com a referência GPSMAP 66S.
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Tabela 3: Especicações do Receptor GNSS
Especicação Detalhes
Dimensões físicas 2,5"x 6,4"x 1,4"(6,2 x 16,3 x 3,5 cm)
Tamanho do ecrã 1,5"(largura) x 2,5"(altura) (3,8 x 6,3 cm); 3"na diagonal (7,6 cm)
Precisão 3,00 m
Uma total da marca Trimble com a referência M1 DR 5" junto de dois prismas reetores e dois
bastões.
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Tabela 4: Especicações da Estação Total
Categoria Especicação
Precisão Angular 2"e 5"
Tempo de Medição Modo preciso: 1,8 sModo normal: 0,8 s (com prisma) / 1,0 s (sem prisma)
Campo de Visão °
1 20'
Sistema Operativo Teclado simples (face única ou dupla), visor gráco LCD retroiluminado
Neste estudo, como acessórios, foi usado um tripé de madeira para manter a Estação total nive-
lada durante as observações, dois bastões e dois prismas reectores para auxiliar na transmissão de
coordenadas, o prumo óptico para verticalizar a Estacão total no ponto desejado, uma ta métrica
de lona com comprimento de 100m com uma margem de erro de até 25cm para a medição da altura
do instrumento.
22
4.1.2 Material de Gabinete
Programas computacionais usados
O tratamento de dados espaciais requer a utilização de programas especícos que permitam a re-
Software Função
QGIS 3.36 Elaboração de Mapas, manipulação, vectorização e integração dos
GreSQL/PostGIS)
4.2 Metodologia
Esta secção descreve os procedimentos metodológicos adoptados ao longo das diferentes etapas do
trabalho. São aqui detalhadas as abordagens técnicas, os critérios de selecção e as fases seguidas,
com vista a garantir a abilidade dos resultados obtidos e a coerência entre os objectivos denidos e
as actividades executadas.
23
4.2.1 Fluxograma Metodológico
Figura 9: Fluxograma
24
4.2.2 Reconhecimento da Área e Identicação dos Elementos de Objectos Geográcos
a Levantar
O reconhecimento consistiu na avaliação do terreno para garantir uma compreensão clara dos factores
e condições que podiam inuênciar nos resultados, onde a princípio estudou-se o CEDAS por meio
vista a delimitar a mesma. Para tal foi destacada uma brigada e com recurso a um recetor GPS,
O reconhecimento teve início no portão principal do CEDAS, seguindo pela via SábièMagude, numa
dia.
DAS, em direção ao rio Incomati, nas suas proximidades. Seguindo o mesmo princípio posiciona-
mento sistemático, continuou-se a acompanhar a vedação virada para o rio Incomáti, numa extensão
de aproximadamente 394m.
Por m, a colecta de pontos foi concluída numa extensão restante de aproximadamente 294m, com-
Com o perímetro delimitado, avançou-se para a fase de identicação dos elementos e objectos geográ-
cos a serem levantados para representação espacial, tendo sido identicados os seguintes elementos:
Empresas Privadas;
Edifícios;
Postes;
Árvores;
Campos de Ensaio;
Tanques de Água;
Estação Meteorológica;
Vias de Acesso;
Vedação;
Caixas de Visita;
Áreas verdes.
25
4.2.3 Vectorização no software QGIS
A visualização inicial da camada de pontos importados foi sobreposta à imagem de referência (Ba-
seMap Google Satélite) para vericacão do alinhamento inicial com os dados colhidos em campo.
Activação da ferramenta Node Tool (Editar Nós) no painel de digitalização (Digitizing Toolbar).
Habilitação do Snapping (Settings > Snapping Options) Para selecionar com precisão os vec-
tores
Deslocamento manual de cada ponto para corresponder ao eixo da via de acesso visível na
±
( 3 metros).
Ampliação (zoom) em áreas críticas (curvas, interseções) para garantir que os pontos ajustados
Ativação da ferramenta Add Line Feature (Adicionar Feição de Linha) no painel de digitaliza-
ção.
26
Traçado de linhas ao longo do eixo central das vias de acesso, utilizando a imagem de referência
como guia visual. Cada linha foi criada clicando nos pontos ajustados ou em novos pontos
e evitando lacunas.
digitalização.
Delimitação dos contornos dos edifícios, clicando sobre os vértices visíveis na imagem de refe-
rência. Os polígonos foram desenhados cuidadosamente para representar com precisão a forma
Utilização do Snapping para alinhar os vértices dos polígonos, evitando sobreposições ou espaços
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Figura 12: Vectorizacao dos edicios no QGIS
Conversão dos cheiros de campo (normalmente em formato CSV, GPX ou shapele) para um
Utilização da ferramenta Adicionar Camada de Texto Delimitado (no caso de CSV) ou Adici-
onar Camada Vetorial para importar os dados de cada receptor GNSS, assegurando a correcta
Vericação visual dos pontos importados, assegurando que todos os dados foram correctamente
Vector Layers.
Selecção de todas as camadas importadas a partir dos receptores GNSS, garantindo que pos-
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Execução do processo de união, originando uma única camada consolidada contendo todos os
Vericação da camada nal para garantir que todos os dados foram correctamente fundidos e
altimétrica (camada elev ), proveniente dos receptores GNSS. Seguiram-se os seguintes passos:
Utilização do plugin Contour, disponível no QGIS, para a criação das curvas de nível. Este
plugin gera uma camada de linhas com base num atributo numérico de uma camada vectorial
Denição de uma equidistância de 20 metros entre curvas, permitindo uma representação ade-
as curvas geradas, reduzindo a rigidez dos segmentos e proporcionando uma representação mais
Vericação visual do resultado nal, assegurando a coerência das curvas com a topograa geral
29
Figura 14: Curvas de Nivel pelo software QGIS
no terreno, como árvores, caixas de visita, campo de ensaio, edifícios, empresas privadas, estação
meteorológica, placas, postes, ponto de telecomunicação (pt), tanques de água e vias de acesso.
Como cada edifício e empresa privada está associado a um proprietário, houve a necessidade de
Durante a análise de relações entre classes, constatou-se que campo de ensaio e estação meteorológicas
tem uma relação, um vez que, em cada campo de ensaio encontramos uma estação meteorológica.
Além disso todas as classes estão inseridas em um limite que é a nossa área de estudo, o que nos
levou a criação de uma entidade limites que está relacionada a todas as classes.
Com base nessas observações, a Base de Dados foi estruturada a partir das seguintes entidades com
30
caixa_visita (id, foto, estado, limite_id, geom)
;
31
Figura 15: Modelo Entidade Relacionamento
Dados no software PgAdmin. Por padrão, a extensão Postegresql já vem instalada na Base de Dados,
32
no entanto, como a nossa Base de Dados é espacial, foi necessário instalar a extensão PostGIS, que
permiti adicionar geometrias espaciais como pontos, linhas e polígonos. Após instalar a extensão,
foram criadas as tabelas referentes as classes denidas. Em seguida efectuou-se a conexão da Base de
Dados com o QGIS, o que permitiu importar as classes com geometria do tipo ponto para a Base de
Dados. Para classes com geometria do tipo linhas e polígonos, foi necessário realizar a digitalização
com base nos pontos adquiridos no trabalho de campo, de modo a gerar as tais geometrias.
geralmente no formato SQL e serve como uma cópia de segurança da base de dados, permitindo a
recuperação em caso de perda de dados, corrupção ou necessidade de migração para outro sistema.
Script:
pg_dump -U postgres -d mygisdb -F p -f "C:\Users\YourName\Documents\mygisdb_backup.sql"
estrutura e os dados originais. Permite a recuperação da base de dados a partir de um backup, seja
para restaurar uma base de dados corrompida ou para migrar para um novo ambiente.
Script:
psql -U postgres -d mygisdb -f "C:\Users\YourName\Documents\mygisdb_backup.sql"
Esses processos (Dump e Restore) foram realizados com o objectivo de migrar a base de dados
para outro computador e, consequentemente, optimizar o trabalho colaborativo. Esta estratégia visou
33
assegurar uma maior eciência operacional ao permitir a distribuição estruturada de tarefas entre os
34
5 Resultados
5.1 Planta Topográca
a planta topográca resultante dos trabalhos de levantamento e processamento dos dados geoespa-
ciais. A representação foi desenvolvida no software QGIS, com base nas coordenadas recolhidas em
campo e devidamente ajustadas. A planta inclui os principais elementos da área em estudo, tais
como limites, edicações, vias de acesso e outras feições relevantes. Todo o processo respeitou os
princípios de representação cartográca e teve como objectivo garantir uma leitura clara e precisa
5.2 Webmap
Para o desenvolvimento da WebMap, recorreu-se as linguagens HTML, CSS e JavaScript (biblioteca
Lea[Link]) para a criação da interface gráca. Ela tem como principal objectivo a visualização das
classes observadas na área de estudo, previamente organizadas e armazenadas numa Base de Dados
Espacial.
35
Figura 18: WebMap do Centro de Desenvolvimento Agrário de Sábiè.
A WebMap foi concebida para proporcionar uma experência de navegação intuitiva, incorporando
Alternância de mapas base , permite escolher diferentes mapas base, como a do OpenStre-
36
6 Conclusão e Recomendações
A realização do trabalho de campo permitiu alcançar os objectivos propostos, com destaque para a
várias etapas, em que a experiência tida revelou-se bastante enriquecedora do ponto de vista técnico
e académico, bem como sob perspectiva multicultural, pois proporcionou o contacto directo com
e saberes diversos. Além disso, permitiu consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso
Ausência de estacas previamente preparadas para implantação dos pontos, o que obrigou a
A interrupção temporária do levantamento devido à descarga da Estação Total, uma vez que
não se transportava o carregador do mesmo no momento, o que atrasou parte das actividades
previstas;
6.1 Recomendações
Com base nas diculdades enfrentadas, recomenda-se que para os futuros trabalhos de campo:
Prepare-se os materiais auxiliares como estacas, martelos e/ou marcadores ainda no planea-
e redistribuição de tarefas;
Seja feita uma vericação completa dos instrumentos e acessórios antes da saída, incluindo o
Seja promovido o uso de tecnologias de levantamento de alta precisão, para aumentar a eciência
e a cobertura.
37
7 Bibliograa
SILVA, João. Exemplo de Livro. Editora XPTO, 2020.
Casaca, J. M., Matos, J. L., & Dias, J. M. B. (2007). Topograa geral (4 ª ed.). Lisboa: Lidel.
Coelho, J.(2011). Introdução a Base de Dados Utilizando Microsoft Acces. São Paulo.
Comastri, J. A., & Tuler, J. C. (2007). Topograa: altimetria (3 ª ed.). Viçosa: UFV.
Hofmann-Wellenhof, B., Lichtenegger, H., & Wasle, E. (2008). GNSS - Global Navigation
Leick, A., Rapoport, L., & Tatarnikov, D. (2015). GPS satellite surveying (4 ª ed.). New
Jersey: John Wiley & Sons. Luz, V. J. (2019). Implantação de uma rede geodésica com GNSS
Marques, H. A., Pacheco, A. D., & Tanajura, E. L. (2016). Uma Aboedagem de Monitoramento
Alfeite.
McCormac, J., Sarasua, W., & Davis, W. (2012). Surveying (6 ª ed.). New Jersey: John Wiley
& Sons.
Silva, I., & Segantine, P. C. L. (2015). Topograa para engenharia: Teoria e prática de geo-
Geodésico - GNSS.
38
Silveira, L. C. (2007). Cálculo de coordenadas topográcas. Viçosa: CPT.
39
8 Anexos
40