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Resumo Período de Transição Antiga-Medieval

O documento discute a transição da Idade Antiga para a Idade Média com a invasão dos germânicos na Europa, destacando a romanização desses povos e a crescente influência da Igreja Católica. As interações entre os germânicos e romanos foram inicialmente pacíficas, mas se tornaram conflituosas com a chegada de novos invasores, como os Hunos e árabes. O texto também aborda o papel dos Visigodos, Vândalos e Ostrogodos na formação de estados europeus, enfatizando a importância da religião e das alianças políticas na consolidação de reinos na Europa medieval.
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Resumo Período de Transição Antiga-Medieval

O documento discute a transição da Idade Antiga para a Idade Média com a invasão dos germânicos na Europa, destacando a romanização desses povos e a crescente influência da Igreja Católica. As interações entre os germânicos e romanos foram inicialmente pacíficas, mas se tornaram conflituosas com a chegada de novos invasores, como os Hunos e árabes. O texto também aborda o papel dos Visigodos, Vândalos e Ostrogodos na formação de estados europeus, enfatizando a importância da religião e das alianças políticas na consolidação de reinos na Europa medieval.
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1- Os germânicos e a tomada da Europa ocidental.

Após a queda do grande Império Romano do ocidente e a instalação dos povos “bárbaros”
germânicos em território europeu, se inicia um período reconhecido por alguns historiadores como
“período de transição” entre dois grandes recortes da história mundial, Idade Antiga e Idade Média.
Baseando-se por exemplo na famosa “Tese de Pirenne”, a Idade Média só teria início de fato
com a conquista do território europeu pelos Muçulmanos, pois esse fato modificou as estruturas
sociais e o modo como as pessoas enxergavam suas realidades. Pirenne defende a romanização dos
Germânicos, que ao entrarem em contato com a cultura Romana se veem encantados e dessa forma
inserem muitos traços romanizados a suas respectivas culturas. Um belo exemplo dessa inserção é o
conceito de “Maré Nostrum” mantido pelos germânicos.
Tratando ainda do ponto de vista cultural, Pirenne defende que muitos romanos, com medo
da nova realidade assim como temendo perder seus cargos importantes, buscavam apoio na igreja
católica e dessa forma ela ganha inúmeros fiéis, não por crença, mas por interesse em sua proteção e
com isso concluímos que o povo era cristão, mas o estado era laico.
Ainda baseando em Pirenne e agora acrescentando teorias de Michel Banniard, os primeiros
contatos dos Romanos com os Germânicos (entre o Séc. 5 e 6) foi mais “pacífico”, como com os
Visigodos e Ostrogodos ou Vândalos, assim como Alanos, Celtas e Suevos. Já os contatos posteriores
dos então “povos locais” (frutos da fusão dos romanos com os primeiros invasores) com os novos
emigrantes asiáticos foi extremamente conflituoso e violento, como com os Hunos (Séc. 6 ao 8).
É notável lembrar que essas invasões ao território europeu não para por aí. Na metade do
Séc. 6 os árabes iniciam suas tentativas de conquistar o território europeu oriental com a sua Guerra
santa. Ao fim do Séc. IX o império carolíngio foi atacado por Suevos e Escandinavos pelo Norte e
Noruegueses pelo Oeste com o intuito de Pilhagem.

2- O expansionismo germânico na Europa.


Banniard e Pirenne defendiam que no momento em que nascem os grandes impérios
europeus, nasceu também a futura união europeia, ou seja, desde o momento de suas fundações até a
idade moderna e contemporânea, os reinos mantiveram grande parte de seus laços com aliados e
inimigos.
Os Visigodos na Espanha, federam-se com Roma e ajudam a expulsar os Vândalos. Ou seja,
desde antes da queda do império romano, os Visigodos já estavam aliados ao povo, quando o império
cai, se torna mais fácil a homogeneidade dos povos. Enfrentam a tentativa de tomada dos Francos e
dos Bizantinos. Apesar da constante pressão, a Espanha visigótica chega a quase se transformar em
uma “nação”. Sendo impedidos apenas pela expansão Islâmica.
Já os Vândalos, ao fugir dos Visigodos, se encaminham para a África, tomam Cartago, que
no momento é a região mais rica do ocidente. No entanto, entram em conflito religioso, pois são
arianos enquanto os locais são católicos apostólicos romanos. Sem o apoio da igreja, os vândalos não
possuem apoio do povo, povo esse que busca ajuda bizantina para combater os Vândalos.
Os Ostrogodos na Itália, constituem o dito estado “Romano-Gótico”, porém da mesma forma
que os Vândalos, eles são arianos e, portanto, se inicia uma crise religiosa. Posteriormente o território
da Itália, é violentamente visitado pelos Lombardos e chegam a fundar um reino no norte da Itália, que
é posteriormente convertido ao cristianismo.
Apenas a Gália nesse momento possui um reino inteiramente Católico-Romano, oque lhes dá
imensa vantagem sobre os estados ou reinos sem força de unidade. Primeiro Merovíngia depois
carolíngia, a Gália não está na mão de um povo e sim de duas Dinastia. Se tornando durante a Dinastia
Carolíngia o maior império da era medieval.

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