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Trabalho de Melasma

O documento revisa o melasma, uma hipermelanose que afeta principalmente mulheres, caracterizada por manchas acastanhadas na face devido à produção excessiva de melanina. O estudo destaca a importância de tratamentos como cremes clareadores, protetor solar e procedimentos estéticos, além de enfatizar que o melasma é uma condição crônica que requer cuidados contínuos e prevenção da exposição solar. Fatores como genética, hormônios e exposição solar são citados como principais desencadeantes do melasma.

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Trabalho de Melasma

O documento revisa o melasma, uma hipermelanose que afeta principalmente mulheres, caracterizada por manchas acastanhadas na face devido à produção excessiva de melanina. O estudo destaca a importância de tratamentos como cremes clareadores, protetor solar e procedimentos estéticos, além de enfatizar que o melasma é uma condição crônica que requer cuidados contínuos e prevenção da exposição solar. Fatores como genética, hormônios e exposição solar são citados como principais desencadeantes do melasma.

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MELASMA

Bárbara de Oms Dourado ¹


Daniela Maia Vargas
Ellen Meissner Francelino
Karen Cordeiro de Farias
Natalia Mourão da Silva
Kauana Pizzutti ²
RESUMO
O trabalho aborda o melasma, uma hipermelanose que acomete principalmente as
mulheres caracterizada por manchas acastanhadas na face, causadas pela produção
excessiva de melanina. O objetivo geral do estudo é realizar uma revisão bibliográfica
para compreender a fisiopatologia do melasma, seus fatores desencadeantes, controle e
tratamento. A metodologia utilizada é qualitativa, com base em uma revisão bibliográfica
que analisa e correlaciona informações sobre o melasma, coletadas de maio a junho de
2023 em portais eletrônicos, como Scielo e Google Acadêmico. Os resultados do estudo
destacam a importância do uso de tratamentos, como cremes clareadores, protetor solar,
procedimentos estéticos e dermatológicos, incluindo peelings químicos e laser, para
melhorar a aparência do melasma e a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, o
melasma pode ser uma condição crônica, exigindo cuidados contínuos e a prevenção da
exposição solar direta. Em conclusão, o melasma é uma condição de pele que afeta
principalmente mulheres e é influenciada por fatores como exposição solar, genética e
hormônios. O tratamento envolve medidas para clarear as manchas e prevenir
recorrências. Recomenda-se o uso regular de protetor solar, mesmo em dias nublados, e
medidas de proteção solar.
Palavras Chave: Melasma. Hipercromias de pele. Hiperpigmentação cutânea.

1. INTRODUÇÃO

O melasma é uma hipermelanose adquirida, que afeta ambos os sexos com maior
incidência em mulheres. É caracterizada por manchas acastanhadas e escuras, localizada
na face em região de malar, mandíbula e centro facial mais também pode ser encontradas
na região do tórax e pescoço , as manchas são classificadas por superficiais, profundas ou
mista. (PEREIRA; 2019)

Trata-se de uma doença dermatológica facilmente diagnosticada ao exame clínico,


mas parte de sua fisiopatogênica permanece desconhecida, havendo relação com fatores

1 Nome dos acadêmicos


2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (FLC10254BBI) – Prática do Módulo
V- 30/11/23
2

genéticos, hormonais, gravidez, uso de medicamentos, cosméticos, endocrinopatias e foto


exposição. (MIOT; 2009)

Diante da complexidade do melasma o presente trabalho tem como objetivo realizar


uma revisão bibliográfica, ressaltando os principais elementos para o desenvolvimento
do melasma, assim como seu controle e tratamento.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

“ A pele é o órgão com maior extensão do corpo humano e compreende cerca de


7% do peso de um indivíduo. Sendo composta por três camadas; a mais exposta é a
epiderme, a intermediária é a derme e a mais interna é a hipoderme.” (BRITO et. al 2022)

“Por servir como barreira, a pele possui diversas funções já que atua na regulação
da temperatura, é responsável pela proteção contra invasão de microrganismos e traumas.
Também é encarregada da produção de vitamina D e pela síntese de melanina
(BOHJANEN, 2017).

FIGURA 1 –CÉLULAS E ESTRUTURAS RESPONSÁVEIS PELA MELANIZAÇÃO

FONTE: Miot (2009).

A figura 1 retrata as estruturas que conferem pigmento da pele, entre elas os


melanócitos e os melanossomas.
3

Os melanócitos (Figura 1) são células que têm como função a síntese


de melanina. Antes de maduros, os melanócitos passam pelo estágio de
melanoblastos, que são células compostas por grânulos de melanina. Tais
células são derivadas da crista neural, que em sua fase embrionária migram
para diversos locais do organismo. (MIOT et al, 2009).

A relevância dos melanócitos está além do fato de pigmentar a pele,


pois também são indispensáveis para a sua proteção, já que estão diariamente
expostas a radiação ultravioleta. Por mais que estejam presentes na epiderme,
são transpassados até a derme, a produção de melanina se sucede em uma
estrutura que recebe o nome de melanossomas. (MIOT et al, 2009).

Os melanossomas são estruturas responsáveis por formar e armazenar


a melanina. Pessoas com fototipos mais altos tem como características
melanossomas maiores e mais maduros e são deteriorados de forma mais lenta
o que favorece a pigmentação alta. (MAGALHÃES, 2019).Por fim, temos a
melanina que é responsável por dar cor a pele e cabelos, porém, além disso,
também é considerada como uma forma de proteção contra a radiação solar.
(MIOT et al, 2009).

De acordo com Endlich e David (2014) melasma é uma hipermelanose comum,


adquirida, de natureza recorrente e distribuída simetricamente em áreas do corpo expostas
ao sol, especialmente face, fronte, têmporas e, menos comum, no nariz, pálpebras, mento
e membros inferiores. Podendo ser classificadas em superficiais, profundas ou mistas.

A etiopatogenia do melasma não é totalmente esclarecida, até porque os fatores


somados contribuem para o aparecimento da desordem. Dentre as causas descritas para o
aparecimento do melasma, pode-se citar como as principais a exposição a radiação
ultravioleta, os fatores hormonais e a genética. Já com relação ao papel dos hormônios no
aparecimento do melasma, fatores como gestação, o uso de métodos contraceptivos orais
ou com a terapia de reposição hormonal podem desencadear a patogênese (MIOT et al,
2009).

Steiner et. al (2009) descreve que o tratamento do melasma tem como principal
objetivo o clareamento das lesões e a prevenção e redução da área afetada, com o menor
número possível de efeitos adversos. Segundo Wanderley (2023) O ácido tranexâmico
(AT) faz parte do tratamento para o melasma e pode ser usado como cremes tópicos,
encapsulados, injeções intradérmicas e microagulhamento. Este, não só é um princípio
ativo capaz de reduzir a cascata inflamatória, mas também, consegue atuar favorecendo
o bloqueio da plasmina, enzima presente no sangue que degrada as proteínas plasmáticas,
sobretudo dissolvendo os coágulos de fibrina. Uso do ácido tranexâmico no tratamento
do melasma de plasminogênio em plasmina, reduz a ativação de mediadores inflamatórios
que energizam a produção de melanina, conforme mostra a figura 2.
4

FIGURA 2 – PACIENTE SUBMETIDO AO ÁCIDO TRANEXÂMICO ORAL (A) E COM MICROINJEÇÕES DE


ÁCIDO TRANEXÂMICO (B) ANTES E APÓS O TRATAMENTO

FONTE: Wanderley (2023).

Recomendações adicionais incluem descontinuação de pílulas anticoncepcionais,


suspensão do uso de produtos cosméticos perfumados e de drogas fototóxicas. Outras
formas de tratamento podem ser utilizadas, como peelings químicos, microdermoabrasão,
luz intensa pulsada e lasers. Tratamentos orais com suplementação Nutracêutica e
alimentares também tem se mostrado efetiva. (ENDLICH; DAVID, 2014)

3. METODOLOGIA

O estudo possui uma abordagem qualitativa e constitui uma revisão bibliográfica,


caracterizada por descrição, análise e correlação dos fatos e relatos acerca do tema
proposto. Esse tipo de revisão é a base que proporciona o avanço em um campo do
conhecimento, na qual conhece o que já foi realizado por outros pesquisadores, é o
momento em que são apresentados os referenciais teóricos e pesquisas relevantes para o
estudo, com o objetivo de expressar o sentido do artigo, reduzindo a distância entre o real
e a teoria (GIL, 2011, p. 21).
5

Este estudo foi realizado por meio de materiais já elaborados, possibilitando a


obtenção de diversas informações sobre o tema proposto. A pesquisa foi realizada entre
maio a junho de 2023 em portais eletrônicos retirados da seguinte base de dados : Scielo
e Google Acadêmico, no idioma português. As palavras chaves utilizadas foram:
Melasma, Hipercromias de pele, Hiperpigmentação cutânea.

Segundo Frainer (2020), esse método tem como objetivo sintetizar e analisar os dados
para desenvolver uma explanação mais completa e específica a partir da hipótese ou
análise dos estudos, com propósitos teóricos e/ou intervencionistas.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Nesse seminário foram analisados diversos artigos científicos sobre o referente


assunto em plataformas digitais como Google acadêmico, Scielo, referências
bibliográficas e casos clínicos.

Existem atualmente múltiplos tratamentos no mercado que melhoram a aparência da


área afetada e consequentemente a qualidade de vida do paciente, como por exemplo o
uso do ácido tranexâmico. Este foi avaliado nas diferentes vias de administração com
variações e concentrações utilizadas, os resultados obtidos formam satisfatórios tanto no
uso tópico quanto no intradérmico, que atua principalmente na redução da plasmina, a
qual é a substância responsável por ativar processos inflamatórios e a produção de
melanina.

5. CONCLUSÃO
Conforme biografias e pesquisas, podemos concluir que o melasma é uma condição
de pele caracterizada pelo surgimento de manchas escuras e irregulares na face,
principalmente nas bochechas, testa, nariz e lábio superior, essas manchas são resultado
de um aumento na produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele. É
mais comum em mulheres, especialmente durante a gestação, e o uso de contraceptivos,
fatores como exposição solar excessiva, predisposição genética e alterações hormonais
também podem contribuir para o desenvolvimento do melasma.
6

O tratamento do melasma geralmente envolve o uso de cremes clareadores, protetor


solar de amplo espectro com fator de proteção solar (FPS) elevado, procedimentos
estéticos e dermatológicos como peelings químicos, laser e microagulhamento também
podem ser utilizados para tratar o melasma. No entanto, é importante ressaltar que o
melasma pode ser uma condição crônica e recorrente, sendo necessário manter cuidados
contínuos para evitar o surgimento de novas manchas.

É recomendado que as pessoas com melasma evitem a exposição solar direta, usem
chapéus e óculos de sol, e apliquem protetor solar diariamente, mesmo em dias nublados.

REFERÊNCIAS

BRITO, Arlete; ARAÚJO, Nathálya; MACIEL, Elane. Fisiopatologia do melasma e


alguns tratamentos disponíveis (BIOMEDICINA). Repositório Institucional, v. 1, n.
1, 2022. Disponível em: http://revistas.icesp.br/index.php/Real/article/view/4217 Acesso
em 21 set. 2023.

BOHJANEN, K. Estrutura e funções da pele. Dermatologia Clínica. Seção I Bases para


diagnóstico e tratamento, 2017. Disponível em:
https://www.booki.pt/userfiles/files/loja/preview/9788580553796.pdf. Acesso em: 17
abr. 2022.

ENDLICH, L. Priscila; DAVID, B. Renata ; Melasma: uma abordagem nutricional.


Rev Bras Nutr Clin 2014; 29 (1): 86-90.

FRAINER, Juliana. Metodologia Científica. 2 .ed .Uniasselvi, Indaial; p.92, 2020.

GIL, Antônio Carlos. Metodologia do Ensino Superior. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2011.

MAGALHÃES. G. M. et al. Estudo duplo-cego e randomizado do peeling de ácido


retinoico a 5% e 10% no tratamento do melasma: avaliação clínica e impacto na
qualidade de vida. Surgical & Cosmetic Dermatology. Minas Gerais, v. 3, n. 1, p. 17-
22, jan.-mar., 2011. Disponível em:
https://www.redalyc.org/pdf/2655/265519582005.pdf. Acesso em: 21 set. 2022.
7

MIOT, L. D. B. et al. Fisiopatologia do melasma. Anais Brasileiros de Dermatologia,


São Paulo, v. 84, n.6, p. 623-635, 2009. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/abd/a/gnfdb3Lp8fzRWqptsjfYtqr/?format= pdf&lang=pt.
Acesso em: 21 set. 2023.

OLUWATOBI, A; OGBECHIE, Godec ; NADA, Elbuluk. Melasma: an Up-to-Date


Comprehensive Review. Dermatology and therapy, v. 7, p. 305-318, 2017.

PEREIRA, Maria de Fátima Lima. Recursos técnicos em estética, parte I, 2. ed. São
Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2019.

STEINER D, FEOLA C, BIALESKI N, et. al. Tratamento do melasma: revisão


sistemática. Surgical & Cosmetic Dermatology. 2009;1(2):87-94. Disponível em:
<https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=265520997008> Acesso em: 21 set.2023.

WANDERLEY, V. Felipe. Uso do ácido tranêxamico no tratamento do melasma. BWS


Journal v.6, e230400430: 1-12. Abril 2023.

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