0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações43 páginas

Peneiramento e Classificao

Bom livro para principiantes em geologia.

Enviado por

Ramosramalho
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações43 páginas

Peneiramento e Classificao

Bom livro para principiantes em geologia.

Enviado por

Ramosramalho
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Centro Territorial de Educação Profissional do Piemonte Norte do

Itapicuru – CETEP
Extensão: Colégio Estadual de Andorinha

Facilitador:
Fernando
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 2
Dos métodos mais antigos na área de
processamento mineral, até hoje, é usado
com aplicação em variedade de indústrias e
demais áreas.
Foi concebido tentando separar ou limpar os
metais que precisava, uma vez que os minerais de
interesse encontram dispersos na natureza ou
agregado, por exemplo, as partículas de ouro
nativo em rochas silicosas ou combinadas com
sulfetos.

Industrialmente Define-se: Processo de classificação de um material granular


pelo tamanho geométrico das partículas em duas ou mais
frações, mediante uma ou, mais superfícies perfuradas.
Denominada PENEIRA.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 3


Objetivo do Peneiramento:
É preparar o material para a venda ou para um processo a seguir,
método de análise físico (granulométrica) para o controle da eficiência de outras
operações básicas como a britagem, moagem, concentração e flotação de
minérios, assim como para padronização e retirada de impurezas.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 4


Tipos de peneiramento:
A seco – Quando é feito com material de máximo 5% umidade ou secadas previamente.

A úmido ou via úmida – Quando o material é alimentado na forma de polpa ou


recebe água adicionada através de sprays convenientemente dispostos sobre os decks de
peneiramento .

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 5


Produtos do Peneiramento:
Todo e qualquer peneiramento gera dois produtos distintos que são:

Undesize: (baixo-tamanho, passante, produto inferior, -) é a fração de material,


constituída por partículas de dimensões (Ø) inferiores à malha (abertura de
peneiramento). Ou seja material passante nas aberturas .

Oversize:(sobre-tamanho, retido, produto superior, +) é a classe de partículas cujos


tamanhos são maiores que a abertura ou malha. Simplistamente, o material que não
passou nas aberturas.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 6


Caracterização de partículas
As partículas sólidas interessantes têm diâmetros que vão desde os das rochas de
desmonte até os das partículas de fumo. Distinguem-se pelo tamanho 5 tipos de sólidos
particulados. Esta classificação pode ser descritiva:

>Pós - com partículas de 1µm até 0,5mm;


>Sólidos granulares - cujas partículas tem 0,5 a 10mm;
>Blocos pequenos - 1 a 5cm;
>Blocos médios - 5 a 15cm;
>Blocos grandes - maiores que 15cm

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 7


Superfícies de peneiramento*
A superfície de uma peneira é o médio que contém as aberturas para o
passo do material de sub-tamanho . Podendo ser:

Grelhas - constituídas por barras metálicas dispostas paralelamente, mantendo um


espaçamento regular entre si;

Crivos - constituídos por chapas metálicas planas ou curvas, perfuradas por um


sistema de furos de várias formas e dimensões determinadas;

Telas - constituídos por fios metálicos trançados geralmente em duas direções


ortogonais.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 8


*Essas Superfícies podem ser:
Fixas - A única força atuante é a força da gravidade e por isso esses equipamentos
possuem superfície inclinada.

→ Grelha Fixa - consistem de um conjunto de barras paralelas espaçadas por um


valor pré-determinado, e inclinadas na direção do fluxo da ordem de 35° a 45°. São
empregadas basicamente em circuitos de britagem para separação de blocos de 7,5 a
0,2 cm, em geral, sendo utilizados invariavelmente a seco.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 9


→ Peneiras Fixas - as peneiras fixas DSM introduzidas pela Dutch State Mines,
são utilizadas para desaguamento de suspensões e para uma separação precisa de
suspensões de partículas finas. . A alimentação é feita por bombeamento na parte
superior da peneira sendo distribuída ao longo de toda a extensão da peneira.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 10


Móveis – Atua sobre as superfícies uma força motriz gerando oscilações
(vibração, rotação) fazendo com que o material percorra toda sua extensão.

→Grelha Vibratória: são semelhantes às grelhas fixas, mas sua superfície está
sujeita a vibração. São utilizadas antes da britagem primária.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 11


→Peneiras rotativas (tromel): Estas peneiras possuem a superfície de peneiramento
cilíndrica ou ligeiramente cônica, que gira em torno do eixo longitudinal. O eixo possui
uma inclinação que varia entre 4° e 10°, dependendo da aplicação e do material nele
utilizado. Podem ser operadas a úmido ou a seco.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 12


24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 13
→Peneiras reciprocativas: estas realizam um movimento alternado praticamente
no mesmo plano da tela, tendo como resultante uma força positiva que faz com que
as partículas movam-se para frente. A amplitude de seu movimento varia entre 2 e
25 cm com uma frequência de 60 a 800 movimentos por minuto, respectivamente.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 14


→Peneira vibratória : o movimento vibratório é caracterizado por impulsos rápidos,
normais à superfície, de pequena amplitude (1,5 a 25 mm) e de alta frequência (600 a
3.600 movimentos por minuto).

Podem ser divididas em duas categorias: aquelas em que o movimento vibratório é


praticamente retilíneo, num plano normal à superfície de peneiramento (peneiras
vibratórias horizontais); e aquelas em que o movimento é circular ou elíptico neste
mesmo plano .
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 15
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 16
Numero de superfícies
Decks – Numero de superfícies de peneiramento pelo qual é submetido dado
material , sendo estas disposta decrescentemente em relação a abertura ou malha.
1 Deck 2 Decks

Deck
superior

Deck
inferior

1°Deck
2°Deck
3°Deck

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 17


Uma Superfície (peneira): Separa apenas duas frações que são
ditas não classificadas, porque só uma das medidas extremas de cada
fração é conhecida (a da maior partícula da fração fina e a menor da fração
grossa).

Várias superfícies (peneiras): Com mais peneiras será possível


obter frações classificadas, cada uma das quais satisfazendo as
especificações de tamanho máximo e mínimo das partículas.
Material 1
Material 1
1 peneira 2 peneiras Material 2
Material 2
Material 3
Material 1

3 peneira Material 2
Material 3
Material 4

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 18


Unidade de medida das aberturas
Convencionou-se a utilização de três unidades referente a abertura da malha de
peneiramento, são elas:

Polegada Medida aproximadamente correspondente ao comprimento


do segmento do dedo polegar onde fica a unha, equivalendo 25,40 mm, seu
símbolo é “

4”

4 x 25,40 = 101,6 mm ou 10,16cm

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 19


Mesh (malha) refere-se ao número de aberturas de uma mesma
dimensão contido num comprimento de 25,40 mm (polegada linear), é representada
pelo símbolo #, ou seja:

Peneira de 200#

1 polegada linear = 25,40mm lineares

200 Aberturas
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 20
Mesh (peneira) Abertura mm Mesh (peneira) Abertura mm
1 25,4 18 1,00
7/8 22,6 20 0,841
3/4 19,0 25 0,707
5/8 16,0 30 0,595
0,530 13,5 35 0,500
1/2 12,7 40 0,420
7/16 11,2 45 0,354
3/8 9,51 50 0,297
5/16 8,00 60 0,250
0,265 6,73 70 0,210
1/4 6,35 80 0,177
3 1/2 5,66 100 0,149
4 4,76 120 0,125
5 4,00 140 0,105
6 3,36 170 0,088
7 2,83 200 0,074
8 2,38 230 0,063
10 2,00 270 0,053
12 1,68 325 0,044
14 1,41 400 0,037
16 1,19
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 21
Micrómetro Definido como milionésimo de metro ( 1x 10⁻⁶), equivale
a um milímetro dividido por mil, seu símbolo é µm. Sendo assim:

1 µm

1mm / 1000= 0,001mm

710µm = 22 #
335µm = 44#
250µm = 60#
180µm = 85#
125µm = 120#

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 22


Peneiramento Laboratorial
Análise Granulométrica
É o processo que visa definir, para determinadas faixas pré-estabelecidas de tamanho
de grãos, a percentagem em peso que cada fração possui em relação à massa total da
amostra em análise.

A determinação das faixas de


tamanho das partículas é feita por
meio de uma série de aberturas de
peneiras que mantém entre si uma
relação constante.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 23


24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 24
Cálculos
Referente a analise granulométrica:

Massa retida na peneira


% Retido= X 100
Massa Total em analise

% Acumulado=
% Retida da Peneira + % Retido das Antecessoras

% Passante=
100% - % Acumulado

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 25


Eficiência do peneiramento

As peneiras podem apresentar problemas relativos ao equipamento ou ao


processo de peneiramento. Tais como :

>Materiais “finos” que não atravessam


>Matarias “grossos” que atravessam

Dentre as muitas fórmulas para determinação da eficiência da peneira uma das mais
comuns é:

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 26


Dimensionamento de peneira

Devem ser levados em consideração :


>Densidade do material
>Tamanho máximo da alimentação
>Forma da partícula

A fórmula mais simples e utilizada para dimensiona-la é:

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 27


A classificação e o peneiramento tem como objetivos comum, a separação de
um material em duas ou mais frações. Entretanto a classificação se baseia
invariavelmente em:

A separação é realizada tomando-se como base a


velocidade que os grãos atravessam um meio fluido,
ou seja, seu tempo de sedimentação.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 28


O que é um Meio fluido?
Método pelo qual se coloca o material em contato com corpo líquido (água) ou
gasoso (ar) em um recipiente fechado ou não.

Na mineração quando a classificação é realizada por meio fluido Água dar-


se o nome de: HIDROCLASSIFICAÇÃO.
E no meio fluido Ar denomina-se: AEROCLASSIFICAÇÃO

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 29


Fundamentos da Classificação

A mecânica de fluido exerce grande importância na classificação, alguns


dos parâmetros mais analisados são:
 Força, dada pela fórmula: F=m.a
 Densidade, dada por D=m/v, (esta tanto do sólido quanto do fluido)
 Aceleração da gravidade, 10m/s²
 Viscosidade do fluido
 Resistência do fluido

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 30


Produtos da classificação
O classificador é um aparelho que recebe uma alimentação, composta de partículas
de diferentes tamanhos e as separam em duas frações ou produtos.

Underflow (fluxo abaixo) Maior Proporção das partículas grosseiras,


mais densas . Que afunda e é retirada por baixo do equipamento.

Overflow (fluxo acima) Maior proporção das partículas finas, menos


densas. A corrente é descarregada pela parte superior do aparelho .

Overflow

Underflow

Overflow

Underflow
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 31
Tipos de classificadores
Os tipos mais importantes de classificadores usando água como meio fluido são:

Classificadores não mecânicos – Aproveita força da gravidade, vazão, força


centrifuga ;
Classificadores de sedimentação – As partículas sedimentam-se em
um corpo de água formado longe da área de alimentação ;

Classificadores Hidráulicos ou de leito fluidizado – as partículas


sedimentam-se contracorrente a um fluxo de água ascendente a pressão;

Ciclonagem – Realizado em ciclones com alimentação na firma de polpas, em


equipamentos chamados hidrociclones .

O termo deslamagem se refere à eliminação de lamas, indesejáveis para a operação


unitária subsequente (por exemplo, flotação ou separação em meio denso).

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 32


Equipamento
Hidrociclones
Aparelho de classificação opera continuamente, utiliza força centrífuga para acelerar
a taxa de deposição das partículas. É eficiente em classificação de partícula finas,
largamente usado em circuitos fechados de moagem, mas também possui outros
usos como deslamagem e espessamento.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 33


A polpa é injetada sobre pressão no aparelho, tangencialmente , criando um
redemoinho, com uma zona de baixa pressão ao longo de um eixo vertical. Um cone
de ar desenvolve ao longo deste eixo, normalmente conectado a atmosfera através
do Apex, mas parte criado pelo ar dissolvido que sai da solução na zona de baixa
pressão.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 34


24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 35
Partes do Hidrociclone

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 36


Classificadores Espiral
Os classificadores espiral são equipamentos extremamente simples e robustos,
utilizados para separações granulométricas na faixa de 20 a 325#. Constituem-se de:

Tanque - recebe a polpa e efetua a classificação, onde o material fino sai pelo
transbordo e o grosseiro afunda, sendo arrastado pela espiral descarrega como
underflow.

Eixo e Espirais - função de agitar a polpa dentro do aparelho e remover o


material afundado.

Acionamento - coroa e pinhão. Coroa colocada no eixo redutor e a transmissão do


motor para redutor através de correias em V. Pequena velocidade, motores de
pequena potência. Ex. classificador de 60”, 2,6 a 6,5 rpm, motor 7,5 hp
Acionamento
Eixo e
Caixa de Espirais
Tanque Alimentação

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 37


O classificador espiral é caracterizado pelo diâmetro da espiral, existindo no mercado
classificadores de 12 a 120 polegadas. São fabricados tipos diversos em função da
submergência da espiral no tanque de sedimentação:

•Tipo H - a hélice está 100 % submersa, são utilizadas para classificar em


granulometria relativamente grossa, entre 65# e 20#;
• Tipo S - está submersa entre 125 e 150%, utilizadas para classificação de material
na faixa de 200 a 65#

Em relação ao numero de espirais pode ser:


>Single Pith - Uma hélice enrolada no eixo (classificador pequeno)
>Double Pith - Duas hélices, dobro da capacidade de transporte de grossos (mais
comum)
>Triple Pith – Três hélices

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 38


Alimentação
Overflow

D E

C Underflow
B

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 39


Classificador de Arraste
Utilizados em operações de moagem em circuito fechado e na classificação de
produtos de lavagem de minérios ( Deslamagem e desaguamento ). Diferem dos
classificadores em espiral na forma de retirada do underflow em que neste é feita
pelo araste o rastelo

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 40


Classificadores Verticais
Hidroclassificador de fluxo ascendente

Os classificadores verticais levam em conta a densidade das partículas, seu processo


consiste na injeção de água à polpa de alimentação, estando o fluxo de água em sentido
contrario ao das partículas.

24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 41


24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 42
24 de Setembro de 2011 Peneiramento e Classificação 43

Você também pode gostar