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aulas de DIP ucp

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Faltei em 4 - mas 1 foi justificada

Aula 17/02
Conexão com várias ordens jurídicas 3 questões - qual é o direito aplicável,
qual é o tribunal internacionalmente competente; reconhecimento e
execução da sentença.

Várias ordens jurídicas que são potencialmente aplicáveis, o objetivo é


assegurar a segurança jurídica.

Perante uma situação completamente internacional, os intervenientes estão


numa situação de insegurança jurídica, estas situações nascem com esta
marca de indefinição, o direito internacional visa diminuir esta indefinição.

Exemplo de um contrato de compra e venda de um imóvel na Itália


realizado em PT por um PT e um IT - questões que podem se levantar:
validade formal, material, capacidade das partes, transmissão do direito real
etc.
Para cada uma das questões a lei resolve separadamente, a ideia é o
favorecimento da celebração do negócio, seguindo a lei menos exigente.

Art 46 CC - rege quanto aos direitos reais em situações internacionais. Não


existem direito de conflitos a escala global, não está unificada.

Regulamento Roma I - art 11

Capacidade jurídica - art 45 CC - a capacidade é definida pela lei pessoal


dos indivíduos, concretiza-se com o elemento de conexão que é a
nacionalidade. Não existindo um regulamento da união, aplica-se a lei PT
para o PT e para o IT a lei IT, mas existe uma norma especial em que se
afaste a lei pessoal, devendo aplicar a lei de onde está o imóvel caso esta
seja competente.

Art 41 CC não tem aplicação, sendo aplicado o regulamento Roma I - art 3 -


as partes escolher a lei aplicável. PP da autonomia da vontade das partes -
não é necessário um elemento de conexão? E o pp da não transatividade
(decorre da segurança jurídica)? A questão é que os intervenientes é que
escolheram a lei, logo a segurança jurídica está estabelecida. Existe a
possibilidade de travar a aplicação da lei escolhida pelas partes quando
excecionalmente se mostre uma violação da ordem jurídica internacional.
Ou seja, as partes podem escolher qualquer lei para ser aplicada ao seu
contrato, como as partes podem escolher, não existe uma ordem jurídica
que se imponha perante as outras, poderá aplicar qualquer uma, uma ou
outra, como não há um direito natural devido à inexistência de uma
conexão única. Por que não poderia ser outra lei? Logo, pode. Mas quando
coloque em causa a ordem pública internacional, há como a ordem jurídica
travar.

Fracionamento - direito de conflitos - as partes podem ir escolhendo por


partes a lei que desejam
Soluções mais justas nas situações internacionais - quais são as soluções?
uma das vias é procurar prosseguir a validade dos atos jurídicos celebrados
escolhendo uma das leis que está em contacto com o contrato, escolha da
lei com um determinado resultado positivo; O juiz tem a possibilidade de
escolher consoante qual seja a lei mais justa. legislador internacional
escolhe.

Uma das doutrinas que é possível invocar neste momento - uma das
doutrinas que foi avançada é a construção de critérios entre a porção de
sistema jurídicos com a escolha das soluções materiais. Ex entre uma lei
que diz que o negócio é invalido ou outra que diz que é valido, escolher pela
que mais favorece.
O prof acha que este critério não é prestável por diversas razões: pressupõe
que consigamos inventariar todas as soluções para os conflitos
internacionais que possam existir - critérios de preferência de um e outro -
inviável em termos gerais. O segundo problema é que se quisessem
desenhar este conjunto de critérios estaríamos a o fazer com base em juízos
do direito PT, estaríamos a estabelecer os critérios de aplicabilidade das leis
que são mais próximas da PT. 3º problema é que quando olhamos para a
validade de um contrato ou atribuição de algum direito - o que é preferível
estamos a esquecer a complexibilidade da vida. Fazer prevalecer sempre e
sem qualquer limite a lei menos exigente não é a solução mais adequada,
mas não pode ser um pp absoluto, se passarmos da forma externa para
outros domínios do contrato - capacidade pode haver razões válidas para o
fazer. O pp favor negoci tem limites.
A ideia de que a orientação em que devemos preferir certas soluções em
detrimento de outras não têm em conta a complexidade da vida social e
nem o equilíbrio social.
Prof Cavers

Segunda orientação - colocar nas mãos do juiz a escolha da opção mais


justa - encarregar o aplicador do direito a opção mais justa e mais
adequada. O problema é que a segurança jurídica é colocada em causa. Há
até uma inversão da escolha do legislador. Cada juiz aplicaria a sua ideia de
justiça sem qualquer controlo.

3ª orientação - intenção legislativa - No conflito de leis, perante situações


internacionais, teria que tomar em consideração as políticas legislativas
aplicáveis, se numa hipótese concreta tivessem várias ordens eram preciso
perceber o interesse dos estados na aplicação da lei no caso concreto. A
partir de cada lei, invés de partir da situação concreta, interrogar a ordem
jurídica aplicável. Iríamos ver quais são as ordens jurídicas aplicáveis e ver
se elas querem se aplicar ou não. A solução seria dada no conflito do
interesse do estado na sua aplicação.
O problema é saber se dessa política legislativa dá para saber qual é a
aplicação internacional da norma - normalmente não dá para saber. Esta
ideia de que se deve partir do interesse de cada estado na aplicação da sua
lei, não vai longe, pois no plano prático nem sempre é possível descobrir a
racio legis. Prof Currie

Direitos de conflitos - conflitos de lei no espaço.

4ª orientação - substancialista - teríamos que construir regras de direito


material apropriadas ao caráter material das situações não pode ser aceite,
apenas funciona com as situações que são naturalmente internacionais
(objetivas). Situações internacionais - pela sua internacionalidade exige
soluções diferentes das soluções internas. Pela natureza internacional das
questões, teríamos de ter soluções que fossem adequadas as estas
questões internacionais. Ex transporte do marítimo internacional vs interno -
soluções diferentes. Criar um direito espelho do direito interno, mas
adaptado para situações internacionais.
Na generalidade dos casos, as normas materiais internas são materialmente
adequadas a resolver situações internacionais. Ao contrário do que ocorre
no transporte marítimo de mercadorias etc - onde a natureza internacional
exige um tratamento distinto, estes casos são excecionais, na maior parte
dos casos não é o fato de ser internacional que leva que aceitemos a
construção de um direito internacional privado B, alternativo para situações
internacionais.

A conclusão é que as várias doutrinas alternativas ao modo de reger as


situações privadas internacionais ou são inviaveis ou são indesejáveis do
ponto de vista substancial, mas isto não significa que não possa haver
hipóteses em que faça sentido aproveitar estas doutrinas para resolver
problemas específicos. Alternativas ao método conflitual de resolução de
situações privadas internacionais.
Os primeiros autores são chamados estatutários - estatutos das cidades-
estado - a quem se aplica estes estatutos, partia-se da lei para os casos. Só
com Savigny que formulou as bases do modo de resolver os conflitos de leis,
na perspetiva de encontrar para cada situação jurídica a sua sede. Pp da
conexão mais estreita

Regras de conflitos de leis - o conjunto de regras e pps aplicáveis a


determinação da lei competente de situações absolutamente internacionais
é mais amplo do que a soma das regras de conflito, abrange diretrizes
gerais que complementam as regras de conflitos, que estabelecem limites
as regras de conflitos. Direito de conflitos é uma realidade mais ampla do
que a soma das normas de conflitos.
Reg roma 1 obrigações contratuais, roma 2 obrigações extra-contratuais,
roma 3 divorcio, reg dos regime matrimoniais, reg sobre os efeitos das
parcerias registadas, reg sucessões

O método conflitual tem como pp orientador o pp da conexão mais estrita,


mas também tem outros tal como o pp da proteção da parte mais fraca, pp
dos direitos adquiridos, pp do favor negoci.
Como olhar para as normas de conflitos?
Art 3 roma 1 - para a matéria das obrigações contratuais, a lei aplicável é a
lei escolhida pelas partes. Mas se pensarmos noutra matéria, na questão da
capacidade para celebrar o casamento, esta matéria não vem regulada em
lado nenhum, aplicamos o art 49 CC lei pessoal - elemento de conexão é a
nacionalidade.

Estrutura tripartida - normas de direito de conflito - ferrer correia e o prof


baptista machado – identifica um conjunto de conceitos que define a
matéria a qual vai aplicar a norma de conflitos. Todas as normas de conflito
têm um conjunto de conceitos que vão limitar o objeto da norma, este
conceito designa o objeto da norma, é referido como o conceito quadro da
norma de conflitos. O conceito quadro é chamado assim, pois estes
conceitos têm que ser amplos o suficiente para caber conceitos jurídicos
que podem integrar o direito de foro ou direitos estrangeiros - tem que ser
amplo para caber realidades jurídicas amplas. Este conceito, que em cada
norma de conflitos define o seu objeto, o âmbito que a norma opera,
designa-se como conceito quadro da norma de conflitos.
Como indica as situações que vai ser aplicável? elemento de conexão -
elemento de facto ou de direito que o legislador escolhe ser decisivo para
encontrar a lei aplicável. O legislador escolhe a que entende ser a mais
adequada conforme a matéria que esta e causa - art 31/1 - nacionalidade
em PT, não deixando o direito PT reconhecer o papel relevante que é o da
residência habitual - nos regulamentos europeus normalmente. A regra de
conflitos tem estes 2 elementos estruturais - o conceito quadro (objeto da
conexão - delimita o âmbito de matérias as quais a norma se aplica); o
elemento de conexão de cada norma de conflitos (nacionalidade, residência,
vontade das partes etc); e ainda a consequência jurídica.
Consequência jurídica - atribuição de competência a uma certa ordem
jurídica.

Pp da paridade de tratamento - a aplicabilidade dos direitos estrangeiros


deve depender dos mesmos fatores a que depende a aplicação do direito PT.
Não deve ser privilegiado a aplicação do direito PT. A aplicabilidade das
ordens estrangeiras está dependente dos mesmos fatores a que depende a
aplicabilidade do direito de foro.

A construção por cada estado de normas de conflito unilaterais - cada


estado define quais são as condições necessárias para que a sua ordem
jurídica se aplique. Teriam duas fases: 1. saber se as normas de conflito
unilaterais do foro definem como aplicável o direito PT, se não deverá olhar
as outras normas que tem elementos de conexão. Aplicaremos um direito
estrangeiro se este se considerasse aplicável. Seria um sistema
unilateralista.
A primeira fase é saber se a lei de foro considera aplicável o direito material
2 fase é averiguar se as outras normas jurídicas consideram aplicável as
suas normas nacionais
Objeções - nenhuma ordem jurídica poderá se considerar aplicável.
Tribunais alemães confrontados em saber qual é a lei aplicável, os tribunais
aplicaram analogicamente a norma de conflitos unilateral. Transformando
em norma bilateral - no caso de ter havido uma lacuna. A jurisprudência
usou o mesmo elemento de conexão para aplicar a lei estrangeira
Art 28/1 CC - norma de conflitos unilateral.
Ex de normas de conflitos unilateral - pessoas com residência habitual em
PT no caso de divórcio seguem a lei PT.
Normas de conflitos bilaterais …
Normas de conflitos imperfeitamente bilaterais - art 51 CC - desvios quanto
a norma do art 50 - traduz a aplicabilidade do direito PT e do direito
estrangeiro, mas é imperfeita, pois não abrange todas as hipóteses, apenas
aquelas hipóteses que se relacionem com a ordem PT através do local da
celebração ou aos casos em sejam celebrados no estrangeiro por
portugueses.
As doutrinas unilateralistas não conseguem resolver de forma satisfatória,
pois surgem conflitos negativos de nenhuma lei se considerar aplicável ou
há um favorecimento a ordem do foro. Estas normas unilaterais servem para
a tutela de certos valores materiais do foro, através das normas de
aplicação imediata.
Dentre as leis aplicáveis a situação, os critérios de resolução nem sempre
estão centrados no elemento de conexão, mas o critério de solução material
- regras de conflito localizadoras.
Nem sempre as regras de conflitos tem um carácter rígido, podem ser
flexíveis, por vezes, o pp da conexão mais estreita pode levar a utilização de
regras de conflito flexíveis. Coloca nas mãos do aplicador do direito a
escolha da lei mais estritamente convencionada.

Reg roma 1 - art 4 - se as partes não escolherem a lei aplicável, existem


critérios que estabelecem os critérios de determinação da lei aplicável
consoante o tipo de contrato em causa, mas o artigo 4 tem algumas regras
que são relevantes. O legislador indica um elemento de conexão, mas dá a
possibilidade do aplicador do direito de afastar a lei em pp competente, e
aplicar a lei mais estreitamente conexionada. Os critérios definidos no n1 e
n2 podem não ser adequados a certos tipos de contratos -
escambo/permuta de imóveis cada 1 em 1 pais, para este contrato não é
adequada o n1, também não serve o n2, pois existem 2 coisas que são
caracterizadoras do contrato. O aplicador do direito escolhe qual é a lei que
se aplica, tudo visto e ponderado.
As regras de conflitos podem ser bilaterais, unilaterais ou imperfeitamente
bilaterais, rígidas ou flexíveis, ou podem ser regras localizadoras ou com
caracter substancial desde que incorporem justiça substancial.
Regras de conflito de conexão ….
Regras de conflito de conexão múltipla alternativa – art 36/1CC – aplicação
alternativa ou da lei do local de celebração ou a da lei aplicável a substância
do negócio. Neste caso o aplicador do direito tem que aplicar a lei que
conduza a validade do negócio.
Art 11/1 do Reg Roma 1 – uma solução que diz ser alternativamente
aplicável basta que o negócio seja formalmente valido para ser considerado
valido formalmente. Esta estrutura de norma pode ser aplicada a tutela de
outros valores/pps, não necessariamente pelo favor negotti.
Art 45 – não é aplicável
Art 45/2 CC – exemplo do acidente que acontece em PT, mas a pessoa
apenas morre em ES, se em PT não se responsabilizar a morte, mas a lei ES
responsabiliza, então deverá aplicar a lei ES. Pp do ressarcimento do dano.
Art 45/3 CC – conexão subsidiária – primeiro é a nacionalidade comum das
partes, depois é a residência habitual comum e depois volta para o art 45/1.
Art 52 – norma de conflitos de conexão subsidiária – relações entre os
cônjuges.
Art 31/1 – lei pessoal que é caracterizada pela nacionalidade no caso o
sujeito possuir uma nacionalidade. A norma de 32/1 surge como uma norma
de conexão múltipla subsidiária.
A subsidiariedade pode aparecer na mesma norma ou dispersa por outras
normas.
Norma de conexão múltipla cumulativa – a produção de um determinado
efeito jurídico pode ser a constituição, extinção etc esta dependente da
concordância da 2 ou mais leis. O efeito jurídico só é produzido se duas leis
concordarem com a produção deste efeito. Ao contrário da alternativa em
que temos 2 elementos de conexão, mas aplicamos apenas 1. Nesta
aplicamos ambas as leis. O mesmo efeito jurídico esta em causa – a
constituição de uma relação (no caso deste exemplo)
No caso do art 60/1 – a lei pessoal do adotado e do adotante – ambas as leis
têm que estar em concordância com a constituição da adoção. Estes casos
podem originar a constituição de situações jurídica coxas, tem assento num
ordenamento jurídico, mas não no outro, podendo criar problemas práticos.
Não há uma intenção de restringir, mas há uma intenção de blindar esta
constituição para ser reconhecida em ambos os estados. Esta aplicação
cumulativa destas leis é criticada por certos autores, mas porquê? Pq
promete muito ao dizer que vai aplicar ambas, mas na verdade vai apenas
aplicar a lei que for mais exigente. O legislador não utiliza esta modalidade
de conexão múltipla cumulativa senão no caso do art 60.
Cumulação de conexões – na conexão cumulativa aplicamos
simultaneamente duas leis, na cumulação de conexões aplicamos 1 única
lei, mas na condição de sobre ela incidirem pelo menos duas conexões, mais
do que 1 elemento de conexão. Ex – qualquer de regra de conflitos que
mande aplicar o elemento da nacionalidade comum – 2 pessoas = 2
nacionalidades.
Regras de conflito de conexão múltipla distributiva – art 49 CC – distribui a
competência por 2 leis, vai utilizar o mesmo elemento de conexão, mas
reportando-se por duas leis distintas, a lei pessoal de 1 dos contraentes e a
lei do outro. Não é cumulativa, mas tem efeitos similares, porque cada uma
das leis está olhando para coisas diferentes (a capacidade de cada um dos
nubentes individualmente considerados).
Arts 15 a 24 – normas sobre direito de conflitos – são normas gerais de
direito de conflitos – não são normas de conflitos pois não tem elementos de
conexão. São normas gerais, normas que complementam o direito de
conflitos.
Art 25 a 66 – normas de conflitos – olhar para elas na relação com os Reg da
União e com o direito interno. Os regulamentos são aplicáveis
independentemente das conexões dos casos a regular e os estados da UE.
Ex de 2 empresas não europeias que submetam o contrato celebrado aos
tribunais PT, sem existir qualquer elemento de conexão que as liguem ao
espaço PT, as normas aplicáveis são as dos regulamentos. Tem
aplicabilidade universal, quando uma regra de conflitos da UE, ele afasta a
norma PT, mesmo que não tenha nada de europeu em relação às partes.
Muitas normas do CC são sobrepostas pelos regulamentos UE.
Uniões que correspondem a contratos que são formalizadas perante uma
autoridade publica que produz efeitos similares a um casamento, tem a
mesma natureza, mas é reduzido. Uma união não matrimonial que resulta
da vontade das partes que é formalizada perante um oficial publico. PACs.
Foi aprovado um reg para promover um favorecimento das parcerias
registadas. Reg sobre os regimes matrimoniais e o reg das parcerias
registadas. O legislador escolheu indicar as regras sobre competência
internacional.

Fui embora e o prof continuou a dar aula uns 20 min + 10 min atrasada na
aula prática.

Aula 25/02 – prática


Conceitos que tem todos o mesmo significado no âmbito do DIP europeu.
Existe a ideia de referência múltipla, significado uniforme em todos os
diplomas – regs. Considerando 6 do reg Roma 1 – o objetivo é garantir a
previsibilidade nestas matérias.
Tem que comprovar a aplicabilidade do regulamento. DIP europeu, começar
se o âmbito de aplicação esta verificado. Com o fazer isto com os
regulamentos? 3 Âmbitos:
1. Material (o conteúdo se encaixa nas especificidades do reg art 1 –
obrigações contratuais civis e comerciais).
a. Mas o que é um contrato para os Estados-Membros? O que é
essencial para o conceito de contrato é a vontade das partes
em se vincularem. Uma vinculação voluntaria de uma parte
para com a outra. Uma parte assumiu livremente uma
vinculação com a outra? Sim, então se aplica o Roma I
b. O art 1 2ª parte – delimita o que não se aplica – direito publico
quando o estado esteja agindo como um órgão publico.
c. Art 2 – matérias em que o Reg não se aplica - Ex: capacidade
não se aplica o reg – logo se aplica o art 25 + art 31 CC (PJ).
Cap PC – art 33 CC + art 3 CSC.
2. Espacial (se a situação esta espacialmente abrangida pelo âmbito do
reg) – art 2 – é indiferente quais são as conexões especificas que a
questão tenha com algum EM da UE, apenas importa saber o local
onde a questão é suscitada. Sem esta norma, o reg apenas se
aplicaria a conflito de leis dentro da União, então é por isto que o reg
estabelece a sua aplicação em todos os casos que sejam apreciados
num EM. Garantir que sempre que exista um conflito de leis em
matéria contratual se aplique o Roma 1 – se aplica o reg, logo não se
aplica o art 41 e 42 CC. Interessa saber qual é o tribunal competente.
3. Temporal (que situações estão temporalmente sujeitas ao Reg) – art
28 Reg.
Sabendo que o reg se aplica, como saber qual é a lei aplicável? art 3/1
Escolha das partes da lei aplicável - as partes podem escolher a lei
aplicável ao contrato celebrado. O pp da conexão mais estreita se
relaciona com a segurança jurídica do negócio, proteger as partes que
podem ter confiado razoavelmente que a lei aplicável seria a do local
onde celebraram, mas como as partes escolheram por livre vontade e
acordo, isto não coloca em causa a segurança das partes, não as
surpreende a aplicação de uma lei de um país que nada tem a ver, logo,
podem escolher qualquer lei para o caso concreto. Apenas se relaciona
com as leis estatais, mas os complexos normativos (fontes não estatais –
considerando 13) não podem ser escolhidos.
Escolha tácita ou expressa– a partir da leitura do contrato é possível
perceber qual é a lei que as partes quiseram submeter, mesmo que não
tenha sido expressamente escrito. Como? Dizem algum art de algum
código que o contrato é submetido, remetem para algum regime jurídico
que existe no ordenamento. A moeda ou a língua, dizem qual é o tribunal
competente etc. Nenhum dos indícios individualmente considerados
conseguem dar ilações conclusivas sobre a lei aplicável.
Desmembramento – pegar uma relação jurídica unitária e ir
desmembrando para a cada parte do contrato aplicar uma lei diferente.
É permitida as partes submeter partes diferentes do contrato a leis
distintas. Mas não é a vontadinha, tem que ser uma submissão a um
regime inteiro e não apenas alguma parte do regime.
Art 3/3 – caso esteja numa situação puramente interna e escolhem uma
lei estrangeira para reger o contrato. Quando temos um contrato interno,
as partes podem escolher uma lei estrangeira, no entanto, esta escolha
só é parcialmente eficaz, esta escolha apenas afasta as normas
supletivas do OJ com qual o contrato está estritamente conectado. Pq?
Para evitar a fraude a lei, forjar uma internacionalização artificial de uma
relação interna, para gerar o afastamento da aplicação de normas
imperativas. A escolha é válida, mas não é plenamente eficaz.
Art 3/4 – quando o contrato tenha conexões apenas com 1 ou mais EMs,
e as partes escolhem a lei de outro país não relacionado, ainda poderá
se aplicar a lei imperativa do país. A mesma lógica do art 3/3 só que num
conflito internacional. A versão que deve prevalecer é a lei do foro. – art
3/4 parte final.
Pode acontecer de aplicar a norma do art 3/3 e art ¾.
Aula 27/2
Analise das normas de aplicação imediata
Ordem publica internacional – art 22 CC, mas também nos reg da UE, via
para tutelar os pp fundamentais do estado do foro. É uma via utilizada
com limite, no final do processo, da lei aplicável.
Por vezes as ordens jurídicas tutelam certos valores e interesses da sua
ordem jurídica através de uma via diferente da ordem publica
internacional, que é uma via a posterioristica. Esta é uma via a priori, o
estado impõe a aplicabilidade desta norma independente da lei que
possa ser aplicável.
Regime das clausulas contratuais gerais – art 23 - independentemente
das leis escolhidas pelas partes para regular o contrato, a norma aplica-
se sempre que apresente uma conexão estrita com o território
português. São normas materiais dão resposta direta ao potencial
conflito de interesses em causa.
Estas normas que resultam em parte da transposição de diretivas
europeias. São normas imperativas no plano interno, o n1 diz que se
aplicam sempre que exista uma conexão mais estreita com o território
PT.
Temos um problema concreto de um contrato internacional celebrado a
partir de clausulas a qual a secção deste diploma seria aplicável, por
estar em contato com a situação. Supor que o reg diz que a lei aplicável
é estrangeira, se a lei pt for uma das leis com conexão estreita com a
situação, este irá prevalecer com a lei subsidiariamente aplicável.
Art 3 CVM – normas de aplicação imediata – manda aplicar as normas
imperativas do CVM, a todas as hips que tem conexão relevante com o
território PT. Exemplifica o que seria uma conexão relevante.
Art 145 – AV -RGICSF – é uma norma material, o legislador qualifica como
normas de aplicação imediata certas normas materiais. …
Direito real de habitação periódica – art 60 – situações internacionais
devido a comercialização deste tipo de produto. Muitas empresas que
comercializaram estes empreendimentos usaram meios agressivos de
comercialização. Estavam a vender unidades que não tinham as
características anunciadas, os adquiresntes ficavam com um direito que
não correspondiam com o que tinham comprado. O legislador europeu e
o PT estabeleceram normas de proteção do adquirente, podendo desistir
do contrato durante um prazo.
O que o diploma estabelece – esta proteção do consumidor é garantida
mesmo que a lei aplicável mesmo que a lei seja de estado 3º, desde que
se verifiquem certas condições – o bem esteja no EM ou a atividade de
comércio seja no EM.

O que se encontra é que o legislador vai em certos casos fazer questão


de que certo tipo de normas que pertencem ao seu direito material
sejam subtraídas ao jogo normal das normas de conflitos. O legislador
entende que certos fins que vai tutelar tem uma relevância tao
significativa que impõe a aplicação de certas normas com independência
do OJ determinado pelas normas de conflitos. Há certos objetivos
jurídicos que justificam a prevalência de certas normas sobre aquela
norma jurídica que seria aplicável. Estas normas materiais, que ganham
relevância por opção do legislador, são normas de aplicação imediata.
Estamos num domínio onde não há consensos na doutrina, a falta de
consenso abrange a designação do tipo de norma (normas de aplicação
imediata). Existem, pois, estamos a lidar com situações privadas, mas
mesmo neste domínio, existem normas que tem mais relevância do que
outras, a distinção essencial do que uma norma imperativa ou supletiva.
As partes podem escolher a aplicação de uma lei distinta, mas a tutela
de certos valores pode levar os estados a fixarem algumas normas que
são sempre imperativas, por mais que admitam que não tem
competência sempre – normas que devem se sobrepor aos valores que
dominam a determinação da lei aplicável.
Art 53 CRP – segurança no emprego – art fundamental – imagine um
contrato de trabalho em que foi escolhido a aplicação da norma da
nacionalidade do trabalhador, onde a lei deste país deixa despedir o
trabalhador mais facilmente. O que devem os tribunais fazer? Os
tribunais têm entendido que o art 53 CRP deve se aplicar
independentemente da lei competente regular o contrato, desde que se
verifique o seguinte: trabalhadores que prestem o seu trabalho
habitualmente em PT e trabalhadores PT que prestem serviços
habitualmente fora de PT. Por força das regras amplas.
Os tribunais têm entendido que o art 53 é aplicável, mesmo que o direito
PT não seja aplicável segundo as normas de conflito, desde que o
trabalhador fosse PT ou exercesse habitualmente o seu trabalho em PT.
Regras de conexão múltipla alternativa – negócio é favorecido, logo pode
ser celebrado com a forma menos solene em favor do pp favor negoci.
Art 36 CC – estabelece uma conexão múltipla alternativa – o legislador
indica mais do que 1 via de lei aplicável, remetendo para ordens
distintas, sendo a lei aplicável aquela que corresponder ao negócio
desejado pelo legislador. Se admite a validade do negócio pela do lugar
da celebração ou a da substância do negócio, mas isto não vale nos
casos em que a lei de substancia exija uma certa forma sob pena de
nulidade do negocio. Que esta exigência seja aplicável mesmo que o
negócio seja aplicável no estrangeiro, OU SEJA, é preciso que a norma
seja de aplicação imediata.
Art 11/5 – em relação a um contrato de CV de um bem imóvel, um direito
real sobre um imóvel. Um limite que é aplicável no caso de
cumulativamente ocorrer que exista uma norma da lei da situação do
imóvel que estabelece uma certa forma, mas que o faz através de uma
norma imperativa. Mas uma norma que seja aplicável
independentemente do lugar da celebrado e da lei para regular o
contrato.
Encontramos a norma, mas não a disposição acessória para assegurar a
sua aplicação imediata para o direito internacional.
Perspetiva do prof sobre a pergunta de saber se existem normas de
aplicação imediatas implícitas – o prof acha que estas normas existem, é
preciso dar um valor para o aplicador do direito, o que é mais correto é
pensar em que o aplicador do direito não se limita a uma obediência
cega a letra da lei, mas deve ir ver o seu espírito. Se isto é assim, não
pode ser afastada a hipótese de certo tipo de normas a partir do seu
rácio, dos interesses que tutelam, exige a sua aplicabilidade dos
interesses que tutelam na sua ordem jurídica. Por mais que isto possa
colocar em causa a segurança jurídica. O juiz pode reconstituir o
pensamento legislativo da ordem a que pertence.
O prof acha que sim, o interprete tem legitimidade para descobrir uma
norma de aplicação imediata que esteja implícita. 2º - acredita que o art
875 é uma norma de aplicação imediata pois exige que se aplique nos
imoveis em PT. Necessidade de formalizar por meio solene, o legislador
esta a pensar pelo menos nos casos em que o objeto do contrato esta
situado em PT.
Certas normas materiais são entendidas de tal modo relevante para a
tutela dos interesses que servem e pela necessidade desta tutela que
abrange pela oj que pertença. Estas normas ficam subtraídas ao jogo
normal das normas de conflitos. Elas não dependem da questão de saber
o OJ a que elas pertencem é aplicável ou não. Algumas normas têm
aplicabilidade por si só, resulta do seu rácio.
Se o legislador tem que obrigatoriamente declarar que se aplicam
independente das normas gerais de conflitos ou se é legitimo ao
intérprete, por interpretação, descobrir o seu caracter de aplicação
imediata.
Art 36 CC é uma norma de 1966 – as normas de conflito do cc sofrem
uma não aplicabilidade, uma delimitação negativa da sua aplicabilidade
por força da prevalência do direito da UE, sempre que um reg contenha
normas de conflitos, estas prevalecem sobre as outras. O art 36 ainda
esta em vigor, mas a sua aplicabilidade comprimiu-se muito. Pois o reg
roma 1 no art 11 regula esta matéria.
Exige que a exigência de forma abrange os negócios sobre CV de
imóveis mesmo que seja efetuado no estrangeiro. A exigência seja feita
em termos imperativos, independente da lei que seja aplicável ao
negócio. Se deduz que o que se refere o art 36/1 são as normas de
aplicação imediata.
É a mesma ideia que aparece no art 11 do Reg Roma 1- estabelece uma
norma de conflitos de conexão múltipla alternativa de teor semelhante
ao art 36. A validade formal do contrato é obtida alternativamente pela
lei da substância do contrato ou onde foi celebrado. Ou no caso de
estarem os contraentes em local distintos, basta a aplicação da lei de
pelo menos 2 países onde as partes se encontrem aquando da
celebração do contrato.
Art 11 – limite – aplica-se quando? Nos casos em que o contrato em
causa seja um contrato que tem por objeto bens imoveis e determina
que se a lei da situação do imóvel estabelecer certos tipos de forma e
estes foram estabelecidos por normas imperativas, mesmo que a lei do
local da celebração considere o negócio valido ou a lei escolhida pelas
partes ainda assim terá de respeitar esta exigência. Uma lei que seja
estabelecida com uma norma de aplicação imediata.
Distinguem as normas conforme os interesses que elas tutelam, estas
noções são tão vagas que são impossíveis de concretizar. A tentativa de
encontrar um conceito de norma de app imediata através do interesse
por elas protegido esta fadada ao insucesso.
Art 9 Reg Roma I – conceito de norma de app imediata – o prof não gosta
desta norma – todas as normas matérias tem um rácio, mas o que
caracteriza as normas de app imediata não são os tipos de interesse que
tutelam, a tutela dos interesses que visam independente do que seja,
estas exigem que sejam aplicadas independente do OJ que regule o
contrato. Esta noção não ajuda concretamente. A prova adicional vem de
uma norma paralela do art 16 do reg Roma II – aplicação da lei do pais
do foro que regulem imperativamente o caso concreto independente da
lei aplicável a obrigação em questão.
Norma de aplicação imediata - É uma norma material cuja o rácio impõe
a sua aplicabilidade independentemente da ordem jurídica competente
para regular a situação. A sua aplicabilidade depende não da regra geral
de conflitos, mas sim dos critérios gerais de conexão que esta norma
estabelece. Diretamente ou através de uma norma acessória.
Quando não acontece a aplicação da lei que as normas de conflito
determinaram– ordem jurídica internacional ou no caso das normas de
aplicação imediata. A aplicabilidade de certas normas constitucionais
pode depender da escolha da lei pelas partes.
Todas estas normas tem um campo de aplicação que o legislador as quis
dar, mas também podem ser aplicadas através da aplicação das regras
de conflitos, nada obsta que estas normas de aplicação imediatas sejam
aplicadas.

Normas espacialmente autolimitadas – normas materiais – enquanto


as normas de aplicação imediata impõem a sua aplicação quando exista
ligação com o OJ. As normas espacialmente autolimitadas excluem a sua
aplicação quando não existir a conexão que elas estabelecem.
Se falhar a conexão com o OJ nacional, a norma não se aplica. São
normas espacialmente autolimitadas. Podem ser de aplicação imediata
ou não, as normas de aplicação imediata podem ser ou não
espacialmente autolimitadas. Ideia dos 2 círculos que se mergem numa
parte.
Art 2223 CC – por força das leis gerais de conflitos as leis aplicáveis ao
testamento pode ser mais ou menos solene. Se o testamento for
celebrado por um PT no estrangeiro, em PT só vai produzir efeitos se
tiver sido feito solenemente. Norma material de aplicação imediata.
Impõe a exigência da forma solene quando for celebrado por um PT –
elemento de conexão nacionalidade.
Próxima aula – uso dos conceitos em casos práticos
Aula 6/3
Normas materiais ou substantivas – normas que dão resposta direta a
um conflito de interesses em causa. Distinguem-se das normas materiais
comuns, pela sua aplicação não depender das regras gerais de conflitos,
mas sim de uma vontade própria de aplicação que se deduz da
existência de uma regra de conflitos unilateral ad hoc. Regras de
conflitos especialmente elaboradas para definir o âmbito de aplicação,
unilateral, pois respeitam a norma do foro. Prevalecem segundo as
normas gerais de conflito. A norma de aplicação imediata prescinde de
uma definição dos objetivos que elas prosseguem, prescinde de
identificar estas normas como aquelas que prosseguem os
fins/interesses do estado. Uma matéria que existe pq o legislador dita
normas de aplicação imediata e o legislador conflitual se refe a este tipo
de normas em certas disposições – reg roma 1 art 11/5, 9.
A estrutura das normas de aplicação imediata tem a sua particularidade
– normas materiais – que tem um conteúdo material – descrevem os
fatos a que a estatuição se vai aplicar, tem uma estatuição material
(valoração da situação), tem um elemento de conexão ad hoc – uma
conexão ad hoc, uma dimensão conflitual que estas normas incorporam.
Como tutelam certos interesses e estes so podem ser protegidos quando
se verificar a ligação jurídica do foro. O legislador vai definir condições
suficientes para que estas se apliquem, mesmo quando as normas de
conflito divirjam.
Estas normas complementam o método de conflito, a norma de conflitos.
Comprimindo estas normas. As normas do foro onde a questão é
suscitada, a lei que vai ser aplicada é a escolhida pelas partes, mas esta
aplicabilidade é delimitada por esta normas materiais de aplicação
imediata quando queiram se aplicar – devido ao elemento de conexão ad
hoc.

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