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A Cidade Dos Cães

Este documento resume o romance A cidade e os cachorros de Mario Vargas Llosa em três capítulos. O Capítulo 1 apresenta uma biografia do autor e analisa elementos literários como o gênero, ambiente e personagens da obra. O Capítulo 2 explora o tema, mensagem e resumo da trama. O Capítulo 3 conclui o documento e lista referências bibliográficas.
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A Cidade Dos Cães

Este documento resume o romance A cidade e os cachorros de Mario Vargas Llosa em três capítulos. O Capítulo 1 apresenta uma biografia do autor e analisa elementos literários como o gênero, ambiente e personagens da obra. O Capítulo 2 explora o tema, mensagem e resumo da trama. O Capítulo 3 conclui o documento e lista referências bibliográficas.
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ÍNDICE

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I

[Link] DO AUTOR ......................................................................................................... 3

[Link]ÁLISE LITERÁRIA DA OBRA........................................................................................... 4

[Link]
1.3.1 7
1.3.2. Personagens Secundários

CAPÍTULO II......................................................................................................................... 9

Mensagem da obra ..................................................................................................................... 9

[Link] DA OBRA ................................................................................................................ 9

[Link] ........................................................................................................................... 10

[Link] DO AUTOR.......................................................................................................... 19

[Link]ÁRIOS ................................................................................................................... 19

CONCLUSION .................................................................................................................... 19

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASS .......................................................................................... 20

Anexos.............................................................................................................................. 20
ENAMM

INTRODUÇÃO

Como a literatura é uma forma de representação da cidade, constitui uma fonte de


enorme utilidade toda vez que é possível extrapolar juízos de valor semântico, a fim de
completar o conceito de cidade além da univocidade do termo e da metáfora. A
cidade de Lima, nesse sentido, tem sido palco de uma numerosa narrativa, como a do
escritor peruano Mario Vargas Llosa que en sua primeira novela A cidade e os cães nos
oferece uma visão complexa e representativa da cidade de Lima dos anos 50 e que,
dada sua importância e universalidade de conceitos, transcende até nossos dias (2012).

Que a diferença da profusa crítica literária realizada à obra vargasllosiana,


principalmente a A cidade e os cachorros, o presente artigo se inclina mais para um
exercício interpretativo do romance - deixando de lado toda análise narrativa,
tematológico ou estilístico – para extrair algumas ideias em torno da cidade de Lima,
expostas em forma de alegorias e símbolos ao longo do relato.

O título A cidade e os cachorros, que o autor nos propõe uma estrutura a priori de dois
elementos relacionados fortemente entre si por meio de uma conjunção copulativa, mas
que por momentos parece enfrentarlos. Por um lado a cidade de Lima que, a mediados
do século passado, sofria uma das mudanças mais importantes de sua evolução urbana: a de
a explosão demográfica, a imensa migração da serra para a costa e o consequente
nascimento de cinturões de pobreza de forma acelerada. Esta é a Lima que o escritor
peruano encontra ao chegar em 1947: emergente, mestiça, variada; com uma afluência de
raças e estratos sociais que mudariam completamente nas décadas seguintes a
fisonomia da cidade de Lima e abririam caminho para a cidade metropolitana.

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CAPÍTULO I

1.1. BIOGRAFIA DO AUTOR


Nascido na cidade peruana de Arequipa, em 1936, Mario Vargas Llosa não conheceu seu
pai até os dez anos. Seus pais estavam separados desde seu nascimento, e o
episódio do reencontro afetaria de forma definitiva o destino deste menino, que não
queria trocar os carinhos de sua mãe por uma disciplina rigorosa.
Esta circunstância lhe fez descobrir rapidamente algo que ele mesmo costuma considerar como

segundo grande móvel da sua existência: a ânsia de liberdade. (Anos mais tarde refletiria
magistralmente esses conflitos na novela que o deu a conhecer internacionalmente,
A cidade e os cães, com a qual obteria os prêmios Biblioteca Breve e de
Crítica, na Espanha, durante 1963).
As primeiras experiências com a escrita vieram através do seu trabalho como colunista
em vários jornais locais de Lima e de Piura, assim que terminei a escola.
Convencido de que o seu é o mundo das palavras, volta a Lima para estudar Letras
e Direito, na Universidade de San Marcos, em 1953.
Pouco depois, inicia um relacionamento amoroso com sua tia política, Julia Urquidi, com quem se
casa em 1955, e junto à qual viaja para a Europa em busca do terreno que considerava
mais estimulante para sua já decidida carreira de escritor.
Mencionar esses dados biográficos tem o interesse de que todos eles contribuíram em
grande medida nas tramas, personagens e argumentos de algumas de suas grandes novelas,
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como A casa verde (1966), ambientada na atmosfera sórdida e surpreendente ao redor


de um bordel de Piura; Conversação na Catedral (1969), que recria a opressão da
ditadura de Odría nos ambientes estudantis, e A tia Julia e o escribidor (1977), uma
polémica ficção autobiográfica sobre seu primeiro casamento.
Mario Vargas Llosa chegava à Espanha em 1958 com uma bolsa de estudos. Mas seu objetivo era
Paris, onde se instalou um ano depois. Após seis anos nesta cidade e já separado de
Julia Urquidi, Mario Vargas Llosa se casa em Lima com sua prima Patricia Llosa, em 1965, e
com ela embarca novamente na viagem para a Europa. Paris, Londres e Barcelona foram, até
1974, seus lugares de residência. O autor continua preferindo o anonimato que Londres lhe proporciona.

procura para prosseguir sua pontual tarefa de escrever.


Vargas Llosa continua exercendo como crítico literário, colunista de imprensa e autor
teatral. Alguns de seus livros mais preciosos neste campo são suas análises literárias:
Gabriel García Márquez: história de um deicídio (1971), A orgia perpétua: Flaubert e
Madame Bovary (1975) e Carta de batalha por Tirant lo Blanc (1991); as coleções de
artigos, Contra vento e maré e Desafios à liberdade (1994), e seu livro de memórias El
peixe na água (1993).
Atualmente, após sua participação como candidato à presidência do Peru em 1990,
Vargas Llosa se dedica plenamente à literatura, que combina eventualmente com os
artigos que publica no El País.
Entre as mais importantes distinções que recebeu, apenas entre as concedidas a
literatura em língua espanhola figuram o prêmio Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe de
Astúrias (1986), compartilhado com Rafael Lapesa o Planeta (1993), com o romance Lituma em
os Andes, e o Cervantes (1994).
Nacionalizado espanhol em 1993, Mario Vargas Llosa acrescenta, desde janeiro de 1996, a sua

atividade como escritor plural a de membro da Real Academia, onde havia ingressado
com um discurso sobre Azorín. Desde então, sua presença na Espanha se faz a cada dia
mais habitual.

1.2. ANÁLISE LITERÁRIA DA OBRA

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Gênero literário
O gênero deste livro corresponde à Épica, dentro da Épica o classificaríamos dentro
do apartado da Prosa, e dentro desta no gênero de Novela.

Ambiente
Físico: A novela se desenrola em uma escola militar na cidade de Lima, Peru. O colégio
está junto ao mar. Existem vários edifícios no recinto, enquanto mais novos os cadetes,
mas longe da estátua de Leoncio Prado estão seus dormitórios.

Psicológico: Os jovens da escola militar Leoncio Prado estavam sob constante pressão,
pelas notas, o que os obrigava a fazer coisas como roubar os exames. Também os
alunos buscam demonstrar sua virilidade submetendo os mais fracos.

Social: Os rapazes que frequentam esta escola militar são jovens de classe social
baja e média, que na sua maioria foram enviados para a escola como um castigo imposto por
seus pais.

Narrador:
Neste livro existe uma fusão entre os tipos de narrador, uma vez que em momentos o
o narrador era de tipo protagonista e em outros era de tipo testemunha, em ambos os casos o

narrador participa nos fatos.

Recursos temporales
O tempo do narrador e o tempo do narrado não coincidem: O narrador se localiza no
presente o futuro e narra fatos ocorridos em um passado próximo ou distante. O romance

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utiliza uma técnica chamada Flash Back, que é quando a lembrança é breve.

Contexto Histórico:
O que influenciou Vargas Llosa a escrever este livro foi o fato de que depois de
anos de separação de seus pais, Llosa voltou a conviver com seu pai, um homem
extremamente rigoroso.

Motivos do relato:
A autoridade: No livro, a autoridade desempenha um papel importante, pois no final da obra;
está se põe contra Esclavo, Alberto e o tenente Gamboa, até o ponto de
mudar seus destinos.

A vingança: Quando o Jaguar sacrifica um escravo, ele o faz para vingar seu amigo
expulsado da escola.

A amizade: Ou a falta dela. Neste caso, a vingança foi motivada pelo sentimento de
amizade e também um sentimento de remorso. A falta de amizade pode ser vista
quando Alberto "se apaixona" por Teresa, apesar de saber os sentimentos que ela tem
escravo para esta.

Idea principal
A ideia principal deste romance é o assassinato de Ricardo Arana (escravo), o resto da
A obra gira em torno a este fato. Arana é detido e destituído dos permissos de saída.
para os fins de semana, devido a que se recusa a dizer quem é o culpado pelo roubo de um
exame de química; depois de um par de semanas, o escravo não resiste mais ao castigo e
decide denunciar o culpado, este é expulso da escola e seu melhor amigo decide
vengar-se matando-o.

Contexto:

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Este romance é muito atual porque, na minha opinião, isso é o que realmente acontece internamente

das escolas militares. Os jovens são completamente leais entre si, uma vez que
são praticamente uma família, são a única coisa que tem lá dentro, e é tudo o que terão
em muito tempo.

Crítica:
A temática do livro é um pouco forte, pois se fala de temas que comumente se
trata de esconder a opinião pública; que neste caso é o assassinato e a maneira como
o alto comando de alguma forma tenta escondê-lo, por isso em Gamboa recai esta
situação. Acho interessante a maneira como Vargas Llosa apresenta os
acontecimentos, e como os reforça transportando o leitor a fatos do passado na
vida dos cadetes.

1.3. PERSONAGENS

1.3.1. Personagens principais


- Jaguar: Jefe do grupo que se havia formado ao qual o chamavam "o Círculo", filho de
obreros e de família humilde, tinha caráter forte e o respeitavam, não gostava
os traidores nem os medrosos.
-Porfirio Cava: Eles o chamavam de "serrano", um cadete de personalidade muito negativa e

pertence ao 'círculo'. Ele foi expulso da escola por roubar um exame de


química, o Jaguar quer se vingar de sua expulsão já que foi por um sopro.
- Boa: É um cadete cruel e sádico, tem relações com uma cadela. Fazia parte do grupo
do Jaguar, e fazia tudo o que ele mandasse. Vendia cigarros e licor dentro da
Escola.
- Rulos: Outro integrante do Círculo e executor dos mandatos do Jaguar.

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- Poeta: Alberto Fernández, é o narrador da história. Ele não gosta da vida militar, e
é o personagem que mais se dá conta das injustiças que cometem seus
companheiros, entre eles mesmos, e também os erros cometidos pelo exército.
Ele tem o apelido de "O Poeta", porque para conseguir algum dinheiro, escreve novels.
eróticas e cartas de amor para as namoradas de seus colegas.
- Esclavo: Ricardo Arana. Era um jovem tímido e medroso, muito calado, não gostava
procurar problemas com os outros; é assassinado por trair o grupo. Estava
enamorado de Teresa.

1.3.2. Personagens Secundários


- Tenente Gamboa: Instrutor da Escola Militar, era muito rígido e estrito, não acredita
em nada nem em ninguém. No romance representa a honestidade. Eles o transferem para a Puna

por defender as declarações de Alberto sobre o assassinato do Esclavo.


- Teresa: Ela foi apaixonada por um tempo pelo poeta. Ela estava saindo com o escravo.

quem se apaixonou por ela, mas no final fica com o Jaguar que havia sido seu
enamorado 6 anos atrás.
- Capitão Garrido: Tente limpar o nome da Escola, mesmo que isso signifique
não resolver a morte de um cadete.
- Marcela: Moça que pertence a uma família abastada, se apaixona pelo
poeta com quem tem um relacionamento estável, estuda nos EUA e só se encontra com
Alberto na época de férias.
- Tenente Remigio Huarina: Instrutor da Escola, representa na novela Al
burócrata
- Flaco Higueras: Amigo de bairro do Jaguar, ele vai se tornar seu amigo mais
perto de sair da escola.
- Negro Vallano: compañero da Escola Militar, era o alvo das zombarias e ironias
por sua cor.

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CAPÍTULO II

Mensagem da obra

a. Mensagem explícita da obra


A mensagem externa foi que o simples fato de ter uma posição superior, ou apenas por ser
militar, não me faz mais homem, e que não há necessidade de chegar ao extremo de matar alguém

por vingança, já que a vingança não me faz maior que o outro, nem mais homem, há
que deixar de associar a violência com a virilidade, porque, não têm relação.

b. Mensagem implícita da obra


A mensagem implícita da obra mostra mais uma realidade de intrigas e traições, de
injustiças e impunidades que movem o chão no reconhecimento do terrível que
pode ser a permanência em uma Escola Militar.

2.1. TEMA DA OBRA


Os sistemas autoritários do ensino militar.
O tema gira em torno da vida no Colégio Militar Leoncio Prado, que implicava
literalmente um início escolar de "cães". Acontecem "batismos", brigas, relações de
poder, amizade, lealdade e deslealdade, etc. Mostram-se as armadilhas e misérias que são um
secreto a vozes muito bem resguardadas pela rigidez da disciplina militar.

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2.2. RESUMO
A Cidade e os Cachorros

PRIMEIRA PARTE

Começa a ação nos banheiros de uma 'quadro' (dormitório) da escola Leoncio


Prado, internado em que se segue um regime militar: Jaguar, Cava, Rulos e Boa
eles fazem sorteios entre si para roubar o exame de Química. Cava é o escolhido. Ele rouba o
exame, mas deixa um vidro quebrado. Dá para ver que o Jaguar domina o grupo e dá as ordens.

Alberto está de imaginação na noite do roubo. Vai pensando enquanto passeia. Quer
conseguir vinte soles. Em seu monólogo interior, imagina a forma de consegui-los:
escrever cartas ou novelinhas para outros cadetes, roubar nos armários, ... Ele se surpreende com

oficial Huarina, descrito como um sapo, fora de lugar. Busca uma desculpa: “quero
fazer uma consulta, meu tenente... eu tenho um problema..." "Vá fazer consultas
morais a seu pai ou a sua mãe!... Você é um idiota... E agradeça que não lhe
consigno". Continua andando e encontra outro cadete de imaginária, o Esclavo, ao
que todos dominam e não sabem se defender. Chora porque não poderá sair no sábado, lhe
roubaram uma peça, o "sacón". Alberto lhe aconselha: "... aqui você é militar embora
não queira. E o que importa no exército é ser bem macho ... ou come ou te comem,
não há mais remédio”. Alberto rouba um casaco para ele. Uma amizade se inicia. Alberto lhe
pede emprestados os vinte soles em troca de cartas para sua 'namorada'. Seguem outros
incidentes que describen uma camaradagem entre alunos baseada em tarefas, brincadeiras e
cinismo.

Novamente o grupo dos quatro, denominado o Círculo: Jaguar, Cava, Rulos e Boa. Em
este episódio fala Boa; está na primeira pessoa. Em seus comentários, de traços
breves, entrecortados, impulsivos e emocionais se reflete a degeneração do grupo e

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o ambiente que reina entre os cadetes dessa seção.

Dia do exame de Química. Diana. Formação dos cadetes no pátio. O café da manhã.
Segue a descrição do ambiente da seção através de pequenos incidentes: tratamento
abusivo, domínio da força, brincadeiras feridas. Alberto descobre através do Esclavo
que Cava roubou o exame e que algo aconteceu. Relata-se o exame. Aparece a
personalidade do tenente Gamboa, seu prestígio perante os cadetes: "os cadetes a seus
ordens se orgulham”. O Escravo é surpreendido passando respostas do exame para
Alberto. Queda consignado sábado e domingo.

Em um corte e volta atrás na história, conta-se o primeiro dia que chegaram à escola.
esses alunos. Agora estão no 5° ano, então era o 3° e eram novos, "cães", e
sofreram o "batismo" com trotes abusivos e brutais por parte dos do quarto ano
ano. Conta-se a novatada ao Escravo. Nessa noite, consternados, decidem se unir em
vingança e em defesa. Forma-se o Círculo. Arróspide parece o chefe, mas logo
surge como líder o Jaguar. Descoberto o Círculo pelo tenente Gamboa ficou
reduzido ao grupo dos quatro, mas no início era formado por toda a seção e
atuava dando "golpes". Alberto pensa em um de seus típicos monólogos interiores
que se não tivesse sido reduzido o Círculo, o ambiente não teria se degradado tanto:
Sim, pelo menos não tão rápido, me ocorre que se o Círculo não for descoberto a
seção não teria se tornado um lixão, estaríamos vivos e coleando, não tão
rápido”. Por um incidente casual o Jaguar lutou com o Esclavo, que não se defende: “Me
dá asco. Você não tem dignidade nem nada. Você é um escravo.

Em outra volta atrás, relata-se um acontecimento ocorrido quando os protagonistas estavam em


quarto ano. Fazem trotes com os "cachorros" com a mesma crueldade que receberam. Um
perde um dedo, arrancado em uma queda. Mas a rivalidade continua sendo com os de
quinto. O evento que é narrado é uma briga contra este curso no cinema; depois, a
espera tensa daquela noite, temendo um ataque, e a festa do dia seguinte. Em
a competição de cabo de guerra acaba em batalha campal diante do público e as
autoridades convidadas. No relato desses acontecimentos, o narrador é Boa.

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Em episódios separados, conta-se a infância de alguns protagonistas. A de Alberto, um


chico da boa sociedade que vive na rua Diego Ferré, no bairro elegante de
Miraflores. A do Esclavo, superprotegido por sua mãe; a fraqueza de seu caráter
desgosta o pai, que o trata com dureza; também dele recebe golpes... Ricardo
Arana, o Esclavo, é uma vítima. Conta-se a história de outro personagem que
permanece sem se identificar até muito avançada a novela, menino em um bairro pobre de
Lima —Lince—, que adora com candor a sua pequena vizinha, Teresa, também
candorosa e inocente. É o mesmo Jaguar; mas esta criança e o idílio terno e limpo que
sostiene com Teresa em nada se parece ao Jaguar que já conhecemos. Daí que não se
mencione seu nome, está escrito em primeira pessoa; parecem dois personagens
distintos.

Retorna à linha principal dos acontecimentos, após o exame de Química.


Seguimos agora os passos de Alberto em um dia de saída. Ele vive em outro bairro, não é a rua
Diego Ferré que conhecemos pelo episódio de sua infância. A mãe, abandonada por
seu marido, mudou muito: de mulher mundana a vítima de seu marido e algo
beata. Llega Alberto. En una fugaz visita se presenta el padre. Discute el matrimonio.
Alberto está na frente, impaciente para sair. Ele precisa levar a Teresa uma mensagem do
Escrava. Trata-se da mesma menina que já conhecemos pelo relato da infância de
Jaguar. Ricardo Arana, o Esclavo, é seu vizinho e está apaixonado por ela. Nesse dia ficou
em levá-la ao cinema, mas está consignado. Finalmente, Alberto sai de casa. No caminho
encontra os antigos amigos da rua Diego Ferré. Eles são retratados como crianças
bem da classe social de Alberto.

Teresa, no papel de adolescente ingênua e candorosa, como aparece na


história de Jaguar, espera que Ricardo Arana a leve ao cinema e em seu lugar aparece
Alberto com a mensagem. Teresa vive com sua tia em dois quartos. De condição
modesta. Ela tinha se arrumado para sair. Alberto, traindo seu amigo, leva ao cinema a
Teresa, gastando o dinheiro que havia recebido dele em empréstimo, e combinam de sair
o dia seguinte. Quando volta para casa, encontra-se com as lamentações de seu

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mãe e com cinquenta sóis que seu pai deixou. Com esse dinheiro, ela vai a uma
casa de má nota. Para isso queria os vinte soles. Com o dinheiro do Escravo ele tira a
namorada e com o dinheiro de seu pai segue seus mesmos passos. Em todos os pequenos
acontecimentos do romance se encerram chaves simbólicas como esta.

Se descreve a Perlita, uma barraca da escola, onde Paulino, um homenzinho vil e


degenerado, vende cocas e caramelos para os cadetes, e, por baixo dos panos, álcool (pisco) e

tabaco. Em sua sala dos fundos se reúnem secretamente os cadetes que sobraram
consignados os dias de saída. Lá vão um domingo Alberto e o Escravo. Levam
consignados há um mês com todos os que estavam de imaginação na noite do roubo do
exame. Descreve-se a relação de amizade entre os dois: a fraqueza e o isolamento do
Escravo, e a condescendência cínica e verdadeira ao mesmo tempo de Alberto para com Ricardo:
em público o defende e a sós o provoca e humilha. Não lhe diz que o levou ao cinema a
Teresa. O Esclavo vive afundado, quer sair para ver Teresa, mas está consignado,
en tanto que Cava, autor do roubo, pode fazê-lo porque não foi descoberto. Se
continuam intercalando episódios da infância dos protagonistas: de Jaguar e Teresa,
em uma ocasião em que ele foi buscá-la na saída da escola; de Ricardo Arana e
sua mãe, na qual se aprofunda sobre a relação materno-filial que origina a fraqueza
do Esclavo.

O Esclavo sobrecarregado pela humilhação e pela solidão, sem permissões de saída, sente-se
encerrado na escola e em si mesmo. Quer sair. Não suporta sua situação. Quer
sair para ver Teresa e levá-la ao cinema, mas na verdade quer se livrar de si mesmo.
Se diz simbolicamente: “Somente a liberdade lhe interessava agora para lidar com sua solidão
a seu capricho...”. O Escravo delata o autor do roubo, Cava, em troca da permissão para
sair. Depois da conversa delatora com o tenente Huarina, tropeça com Alberto
e fala com ele; esconde sua delação, mas Alberto a descobrirá pouco depois. Alberto
não assiste à aula naquela tarde e se ocupa em escrever novelinhas pornográficas. Depois se
entera de que Cava foi preso e a consigna que pesava sobre os imaginários
da noite do roubo está suspensa. Além disso, o Escravo saiu; dizem que

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sua mãe está doente, mas Alberto percebe e fica cheio de ciúmes. Decide "jogar
contra” (escapar-se). O relato da saída se intercala com fragmentos de monólogo
interior de Alberto, como el siguiente: “Corre, atraviesa uma chacra pisoteando os
sembríos. Seus pés afundam em uma terra macia; sente nos tornozelos as pontadas
das ervas. Alguns talos se quebram sob seus sapatos. E que brutamontes, qualquer um
pôde me ver e me dizer e a cristina, e as ombreiras, é um cadete que está
escapando”. Alberto chega à casa de Teresa e encontra que o Esclavo não ha
ido. Teresa declara que apenas o conhece.

Continua a narrativa da infância de Jaguar e sua relação com Teresa: uma relação
delicada, com detalhes de ternura finamente narrados. Descreve-se como Teresa se
arruma-se com poucos vestidos, seu par de sapatos desgastados que disfarça com giz. O
Jaguar compra uma caixa de giz e a oferece como algo que casualmente tem e não
le hace falta. Se menciona a su amigo Higueras.

Em outro episódio de Boa fala-se sobre Jaguar: "Não acho que o diabo exista, mas o
Jaguar me faz duvidar às vezes”. Jaguar adivinha o sussurro e o toma como um assunto

pessoal: "essa me fizeram, não sabem com quem estão mexendo". Visto de Boa,
o Jaguar aparece na prepotência quase animal do seu caráter. Dão-se outros dois
episódios sobre a infância de Alberto—seus amigos da boa sociedade e Helena,
que forma parte do grupo—e outro sobre a infância do Esclavo.

Relata-se um exercício militar de campanha que os cadetes realizam sob as ordens do


capitão Garrido—o Piraña—e dos tenentes Gamboa, Huarina, Pitaluga e Calzada.
A manobra consiste na assalto de um morro, avançando em linhas de dez em dez.
metros e despliegue em leque. A primeira linha se estende, a segunda dispara, avança
E se estica no chão e depois a terceira. Os disparos passam por cima da vanguarda.
Se descreve os oficiais: a qualidade humana de Gamboa—“como sempre era o
primeiro a se levantar"... "eu estudo quando estou de serviço" ... "tu és o oficial
modelo", etc. —, o caráter ruín de Huarina, a preguiça do suboficial Pezoa. A os
oficiais, menos Gamboa, são vistos como arrastados por suas obrigações e sem interesse.
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Esta descrição piora à medida que os eventos se sucedem. A campanha termina


com um acidente em que o Escravo fica gravemente ferido.

O Conselho de oficiais decretou o caso Cava e será expulso, arrancando-lhe as


insígnias em ato público. Cava era o único do Círculo que pretendia continuar a carreira
militar.

SEGUNDA PARTE

Alberto quer ver o Esclavo e não o deixam passar. Na porta da enfermaria se


encontre com o pai que diz: “Não nos deixam vê-lo ... Não têm direito”. Alberto
acompanha o pai, que expande seu sentimento de culpa com ele. O pai lhe
ingressou na escola—segundo foi contado em um episódio da infância—para tirar-lhe a
debilidade. Recrimina sua esposa; discutem. Os pais recebem um tratamento distante e frio.
Trata-se de ocultar o acidente. A versão oficial é que a espingarda disparou; sem
embargo, a bala entrou por detrás. Os alunos ficam sabendo da morte antes mesmo que seus
padres. Com este e outros detalhes se mostra a falta de humanidade.

Este capítulo contém três episódios de Boa. Relata a expulsão de Cava em um


passagem penetrada de emotividade. Pela primeira vez sabemos algo de sua infância, se
fala de um irmão, que é retratado como bêbado e brigão; assim como o pai, que um
o dia se foi de casa e não voltaram a saber dele. A mãe foi com outro, pai de
Good, to the one who kicked out of the house the older brother, Ricardo.

Outro episódio da infância de Alberto com seus amigos de Miraflores e com Helena.
Ela rejeita isso. As notas de Alberto não são boas. O pai fica irritado. Por tradição
familiar sempre ocuparam os primeiros lugares e decide colocá-lo no Leoncio
Prado. Alberto diz que entrou na escola por uma desilusão amorosa e para salvar o
honra da família.

Funeral de Ricardo Arana. A figura do coronel se desenha. Ele é o Diretor da escola.


preocupado com seus interesses, com a aparência das coisas. Ordena aos oficiais:

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Quero que o 5° dê a impressão de sentir muito a morte do cadete. O exame


do acidente revela que a bala veio de trás, mas deve-se sustentar que foi um erro
cometido pelo próprio cadete. A reação dos alunos diante da morte: primeiro
risos entrecortados e brincadeiras; apenas Alberto reage cortando esse ambiente; apenas ele se

emociona. Chora.

Seguem episódios da vida de Jaguar. Sua relação com um padrinho, com Teresa, com o
flaco Higueras, o amigo do seu irmão Perico, ambos delinquentes. Inicia-se em o
robo. O leitor não consegue compreender completamente o que ocorreu no acidente.

Alberto anda por Lima, muito afetado pela morte do Esclavo. Encontra-se com
Teresa. Começa a despedida: “talvez não nos vejamos por um tempo”. Segue
andando. Llama por teléfono a Gamboa. Delata el crimen: Jaguar matou o Esclavo
porque não suporta os delatores. E lhe revela a vida da seção: o Círculo,
roubo e venda de exames, roubo de uniformes, jogo, "contras", álcool. Nada disso
conhecem os oficiais. Contam o caso do Escravo que todos "fregavam" (faziam
faenas). Gamboa apenas o conhecia.

Conta-se a infância de Teresa: o pai chegava em casa aos sábados, bêbado.


Então a mãe saía de casa e voltava na segunda-feira. Quando o pai morre, a
mãe leva Teresa para a casa da tia com quem ela vive e ela se vai.

Avança a história da Jaguar: seu primeiro roubo com Higueras.

Outros episódios de Boa falam sobre a mudança que está ocorrendo: Alberto parece como
idiota e Jaguar anda irritado e solitário. Acredita Boa que é a expulsão de Cava, mas por
Outra parte, o leitor sabe que Alberto denunciou um assassinato.

Gamboa põe em marcha a investigação. Situa Alberto na prevenção. Vai em busca de


Jaguar e o reclui também. O capitão Garrido, ao saber da denúncia, interroga a
Alberto, que não tem provas; só pode dizer que está seguro. Tenta persuadi-lo.
para que retire a acusação; não quer confusão, mas Gamboa quer esclarecer a verdade e

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siga em frente. Verifique se o Jaguar estava logo atrás do Escravo nos exercícios
de campanha. Diferenças entre Garrido e Gamboa. Ele avisa que arruinará sua carreira.
“Um militar não arruina sua carreira cumprindo com seu dever”, replica Gamboa. Se
humaniza sua figura com alguns detalhes: recém-casado, espera o primeiro filho, ...

Acompanhe a infância de Jaguar: ele participa de um roubo com Higueras e outros criminosos. Luta

com alguns que cortejam Teresa.

Como consequência da denúncia de Alberto, Gamboa monta uma operação de


registro de todos os armários do setor. Isso é relatado através do
monólogo da Boa, com seu sotaque peculiar. Os alunos compreendem que houve
uma delação e acusam o Jaguar disso, pois ele disse que "se lhe estouravam, ele estourava"

todos”. Arróspide, o líder anulado pelo Jaguar, recupera momentaneamente esse papel e
acusa ao Círculo e, em especial, ao Jaguar. Enquanto isso, o Jaguar está na cadeia. Lá ele
interroga Gamboa sobre o assassinato. "Alguém te denunciou". Nega tão friamente
que a acusação de Alberto pode parecer ao leitor como imaginação deste. Segue a
intriga sobre este fato, com certo ar de romance policial. O capitão Garrido teve
que registrar a denúncia, mas o superior a impede. Ninguém está interessado em descobrir a
verdad. Gamboa se enfrenta com ele. Sua postura diante dos comandos da escola se torna
difícil.

A história do Jaguar continua a partir do episódio anterior.


Jaguar chega em casa de manhã, sua mãe lhe diz: “... você está perdido. Tomara que você
murieras... É melhor pedir desculpas a Deus... Embora eu não saiba se vale a pena. Já está.

condenado”. Outra vez, em uma briga com os que acompanhavam Teresa, acaba na
delegacia. Lá lhe dão uma surra e "nunca mais voltou para casa"; vai com Higueras. A
A personalidade de Jaguar na escola se esclarece com estes fatos. Sua história como
delinquente explica já seu liderança na escola, a superioridade que lhe dá seu
experiência. Leva para a escola as formas da banda. Por isso, o delator é para ele o pior.
que há e se explica o crime.

A CIDADE E OS CÃES 17
ENAMM

No curso da denúncia intervém o coronel disposto a parar a questão. Não lhe


importa a verdade dos fatos, mas sim as consequências e o desprestígio. Convoca a
Alberto a su despacho y allí le llama “espíritu pervertido, escoria”. Alberto vuelve a la
prevenção e agora o colocam na cela do Jaguar. Alberto o provoca diretamente:
“tu mataste o Esclavo”. Jaguar continua negando tão friamente que o leitor não sabe a
o que esperar. A cena termina em uma briga onde Alberto sai mal parando.

Prossegue a história criminosa de Jaguar. Conta-se que Perico e Higueras tinham


trabalhado com o Rajas, a quem “encanaram” por cinco anos. Agora ele saiu e está planejado
um golpe. Mas o autor do golpe, Carapulca, lhes armou uma armadilha e detêm o
Rajas e Higueras. O jaguar escapa e volta com sua mãe, mas ela não está em casa; já
morreu.

Dá-se o ponto final à denúncia e Gamboa perde. Alberto e Jaguar saem de


a prevenção, passando pela enfermagem, e Gamboa informa que se enterra o
assunto e que devem guardar discrição absoluta. Alberto, embora tenha retirado a
denúncia, mantém a acusação. Jaguar continua negando-a. Gamboa adverte que
qualquer indiscrição terá represálias.

Conclui a história da infância do Jaguar. Ao escapar dos "cachacos" (a polícia) e


não encontrar sua mãe, ele se dirige à casa do padrinho. Este o acolhe e lhe dá trabalho em
sua bodega. Mas a mulher do padrinho consegue que o coloquem no Leoncio Prado.

Regressam Alberto e Jaguar à 'quadra' da enfermaria. Os alunos, por sua vez,


sofreram o registro de Gamboa. Arróspide, o brigadeiro da seção, que ficou
ensombrecido por Jaguar, acusa-o de informante. Após um pequeno tumulto, toda a seção
se volta contra ele. Não se defende dizendo que foi Alberto. No epílogo se explica
essa conduta: o delator é o ser mais vil para Jaguar, mas Alberto o fez por
vingar um amigo e isso o justifica. No entanto, ser acusado de dedurar o
humilha e despreza a todos. Ele os havia ensinado a ser homens.

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ENAMM

2.3. MENSAGEM DO AUTOR


Se baseará nas experiências que teve o próprio autor quando estudou nesse
colegio, começa falando sobre o tratamento que é dado a um grupo de cadetes do 4º
ano no Colégio Militar "Leoncio Prado".
O autor tenta mostrar uma realidade de intrigas e traições, experiências, e
sofrimentos, que se apresenta no círculo em que se encontra.

2.4. COMENTÁRIOS
Observa-se problemas como: A sobrevivência do mais forte, lei da violência, a
sociedade como jungla ou selva. Neste mundo, os jovens têm um círculo e suas
códigos são muito mais rigorosos do que os da estrutura oficial.
Na obra, A VIOLÊNCIA está presente em todo o romance, não como uma particularidade
dos jovens, mas como algo comum a toda a sociedade.

CONCLUSÃO
Primeira Parte
A cidade e os cães" consegue refletir o quão difícil é para um adolescente (qualquer
persona em geral) adaptar-se ao mundo que o cerca, ainda mais se estiver corrompido e
devastado. Todo, para llegar a encontrar uma convicção capaz de manter essa luta dia
um dia com a dura realidade.

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ENAMM

Também é claro que o ambiente, mais cedo ou mais tarde, afeta em pequena ou grande medida a

identidade dos personagens. Ninguém passa despercebido dos fatos que o cercam, tanto
aos adolescentes (cadetes), como a pessoas mais velhas. O caso do tenente Gamboa reflete
perfeitamente o que sentem muitas pessoas idosas, ao ver a pouca perda gradual de
valores morais na sociedade, que diariamente vai caindo mais fundo no buraco de
a destruição.
- Segunda Parte
É uma história que mantém a atenção. Alcança esse objetivo, pelo efeito especial que
produzir conhecer uma grande história, através de muitas outras pequenas.
E como conclusão final, Vargas Llosa se caracteriza por:
Liberdade absoluta para se expressar.
- Entrega total à realização literária (especialidade: narrativa, técnica: muitas,
cada vez mais perfeitas)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
-Vargas Llosa, Mario. “A Cidade e os Cachorros”. 1ª Edic. Edit. Edições Alfaguara,
S.A.- Grupo Santillana 2004
[Link]
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Anexos

A CIDADE E OS CÃES 20

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