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Apostila Telecomunicações CFSD 2025 - Ass

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GOVERNO DO ESTADO DO PIAUÍ

POLÍCIA MILITAR DO PIAUÍ - PM-PI


DIRETORIA DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DE COMUNICAÇÃO OPERACIONAL - PM-PI

APOSTILA
TELECOMUNICAÇÕES / CFSD 2025 PMPI

CONTEUDISTA
TC PM GUSTAVO GOMES CAMPELO

INSTRUTORES
TC PM JOSE EDSON BATISTA DOS SANTOS JUNIOR
MAJ PM MARCELLO ANDERSON MELO BUONAFINA
MAJ PM DAVID MONTEIRO TAJRA
CAP PM JOSUÉ EUGÊNIO DE MENEZES LIMA
CAP PM CARLOS ANTONIO GALVÃO ALMEIDA
CAP PM CÉSAR AUGUSTO PEREIRA DA SILVA
TEN PM JOÃO FRANCISCO CHANTAL FILHO

TERESINA-PI, JUNHO/2025
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 4
2 O RADAR TECNOLÓGICO DA SEGURANÇA PÚBLICA ..................................... 8
2.1 REDE, SENSORES E COMPUTAÇÃO EM NUVEM ............................................................ 8
2.2 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ROBÓTICA .................................................................... 14
3 TECNOLOGIAS DAS COMUNICAÇÕES ............................................................. 17
3.1 CONCEITO ............................................................................................................ 17
3.2 FATORES QUE CONTRIBUÍRAM A EVOLUÇÃO DAS COMUNICAÇÕES NO MUNDO ............ 17
4 – TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA PMPI ........................................................... 18
4.1 O CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE ................................................. 18
4.1.1 PONTOS CHAVES DE ATUAÇÃO DO CICC ................................................................ 19
4.2 SINESP - SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA (SINESP)19
4.2.1. O QUE É O SINESP .......................................................................................... 19
4.2.2 COMPETÊNCIA E OBJETIVOS................................................................................ 19
4.2.3 ESTRUTURA E GOVERNANÇA ............................................................................... 20
4.2.4. QUEM PARTICIPA DO SINESP ............................................................................ 20
4.2.5. PRINCIPAIS MÓDULOS DO SINESP ..................................................................... 20
4.2.6. ACESSO E CADASTRO ........................................................................................ 20
4.2.7. IMPORTÂNCIA NO CONTEXTO DA PMPI ................................................................ 21
4.3 SISTEMAS DE CONSULTAS ..................................................................................... 21
4.3.1 SINESP AGENTE DE CAMPO .............................................................................. 21
4.3.2 LUPA APP .......................................................................................................... 22
5 – RÁDIOCOMUNICAÇÃO .................................................................................... 24
5.1 CONCEITO ............................................................................................................ 24
5.2 ONDA DE RÁDIO .................................................................................................... 24
5.3 CLASSIFICAÇÃO DOS RÁDIOS QUANTO À FREQUÊNCIA DE OPERAÇÃO ........................ 24
5.3.1 (HF).................................................................................................................. 24
5.3.2 (VHF) ............................................................................................................... 25
5.3.3 (UHF) ............................................................................................................... 25
5.4 TIPOS DE ESTAÇÕES DE RÁDIO ............................................................................... 26
6 - REDES DE COMUNICAÇÃO VIA RÁDIO .......................................................... 27
6.1 EXPLORAÇÃO DA REDE RÁDIO ................................................................................ 27
6.2 MANUSEIO DO EQUIPAMENTO DE RÁDIO ................................................................. 27
6.3 REGRAS PARA USO DO MICROFONE DO RÁDIO ........................................................ 28
6.4 O CÓDIGO “Q” INTERNACIONAL............................................................................. 28
6.5 ALFABETO FONÉTICO INTERNACIONAL.................................................................... 29
6.6 ALGARISMOS PELO ALFABETO FONÉTICO BRASILEIRO ............................................ 29
7 REDE RÁDIO DMT TIER III TRONCALIZADO VHF (136 -174MHZ) ......................... 31
7.1 – RÁDIO PORTÁTIL MOTOTRBO R7 ....................................................................... 33
7.2 – VISÃO GERAL DO RÁDIO MOTOTRBO R7 ............................................................ 33
7.3 RÁDIO MÓVEL DGM 5500/DGM 5500E,DGM 8500/DGM 8500E ........................... 35
7.4 MICROFONE DE TECLADO ...................................................................................... 36
8 TREINAMENTO EM RÁDIO DIGITAL .................................................................. 37
8.1 COMUNICAÇÃO CRÍTICA......................................................................................... 37
8.2 VANTAGENS DA COMUNICAÇÃO DIGITAL ................................................................. 37
8.3 CONCEITO DE TRONCALIZAÇÃO DIGITAL ................................................................. 37
8.4 ÉTICA E RESPONSABILIDADE NO USO DA REDE ....................................................... 37
8.5 CARACTERÍSTICAS DO EQUIPAMENTO ..................................................................... 38
8.6 EXERCÍCIOS PRÁTICOS .......................................................................................... 38
4

1 INTRODUÇÃO

A Constituição Federal, em seus artigos 5° e 6°, estabelece a segurança


como direito de todos e dever Constitucional do Estado. (BRASIL, 1988). A
Constituição do Estado do Piauí, em seu artigo 156, prevê a segurança pública
como dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, e será exercida para a
preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,
através da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar (PIAUÍ, 1989). É
importante frisar, também, que de acordo com o artigo 3°, inciso I, da Lei Orgânica
da Administração Pública do Estado do Piauí, LC n° 28 (PIAUÍ, 2003), as ações do
Poder Executivo visam assegurar, prioritariamente, educação, saúde e segurança
pública ao cidadão piauiense.
Um dos grandes desafios da gestão pública é a utilização e o gerenciamento
de dados que forneçam informações de forma rápida e eficiente para a gestão
pública, pois é cada dia maior a cobrança da sociedade por eficiência dos
processos, ampliação da transparência e efetividade das políticas públicas. Na
busca por uma maior qualidade na prestação do serviço ao cidadão, é importante a
ampliação dos serviços ofertados eletronicamente e a simplificação dos processos.
Em pesquisa realizada pelo Datafolha no ano de 2017, ao menos 50 milhões
de brasileiros perderam alguém próximo assassinado 1. Embora esteja presente
diariamente no cotidiano popular, esse medo e insegurança devem ser entendidos
como anormalidade.

Viver com medo não é normal. Nós, assim como você, sentimos medo e
temos nossas vidas, nossa liberdade de ir e vir, nossas escolhas e nossas
emoções afetadas por essa condição. De uma forma ou de outra, já fomos
vítimas de crimes violentos; conhecemos pessoas próximas e nos
solidarizamos com dezenas de milhares de outras que já viveram a mesma
situação ou perderam entes queridos, e que, por experiência direta ou
indireta, sofrem com síndrome do pânico, estresse pós-traumático,
ansiedade e fobias. Algumas chegam a desenvolver comportamentos
violentos ou dependência química de drogas lícitas ou ilícitas, a fim de curar
medos e traumas que a violência gerou. Contudo, sabemos que dá para
mudar esse contexto. E podemos reconstruir o contrato social recuperando
nossa capacidade de viver em harmonia, sem medo, e de exercer
plenamente nosso potencial humano. (AZABÓ et al., 2018).

1
Disponível em: https://igarape.org.br/ao-menos-50-milhoes-de-brasileiros-perderam-alguem-
proximo-assassinado-indica-pesquisa/. Acesso em: 16 abr. 2020.
5

Diante desse quadro, os órgãos de segurança pública devem adotar


estratégias para uma reviravolta nesse panorama, e as tecnologias inovadoras de
gestão podem ser decisivas para a obtenção de bons resultados.
Kassai (2018, p. 91) aponta a visão de alguns estudos de que as polícias
não teriam a capacidade de interferir decisivamente na qualidade dos índices
criminais de uma região, pois não estariam atacando as suas causas, tais como o
“desemprego, desigualdade de renda, adensamento populacional, concentração de
adolescentes, jovens na periferia e baixa renda.” Em sua tese, no entanto, Kassai
(2018, p. 91) defende o oposto, demonstra que “as políticas públicas adotadas no
Estado de São Paulo, bem como as ações gerenciais desenvolvidas pela Polícia
Militar, foram os fatores decisivos no controle e redução dos homicídios no Estado,
no período de 1997 a 2017.”
Costa e Barbosa (2019, p. 9) corroboram o pensamento de que “há de forma
geral uma dificuldade das pessoas em reconhecer que a ação da polícia é de suma
importância neste processo de enfrentamento ao crime”; enfatizando a gestão
policial como forma de aperfeiçoamento das ações policiais, minando “a falsa ideia
de polícia pra que!”

Houve, em especial na Polícia Militar do Estado de São Paulo, um processo


contínuo e metodológico de aperfeiçoamento da gestão da atividade de
polícia ostensiva como vetor da disseminação de proteção e de defesa
social na busca de soluções de problemas que impliquem na quebra da
ordem pública, ou seja, uma verdadeira revolução, silenciosa e constante,
que passou a ocorrer na Segurança Pública paulista e muitos sequer sabem
comentar ou se lembram, mas que, iniludivelmente, tem contribuído e muito
para o momento atual, que é justamente uma mudança de comportamento
e de ação da força policial. (COSTA; BARBOSA, 2019, p. 9).

Retomando o pensamento, Kassai (apud SAPORI, 2010, p. 123)


“fundamenta seu argumento da capacidade da gestão da política de segurança
pública”:

O argumento a ser sustentado no restante deste livro fundamenta-se na


ideia de que a gestão da política de segurança pública é capaz de reduzir a
incidência da atividade criminosa, provendo de forma eficiente a ordem
pública como bem coletivo. Para tanto, a intervenção governamental não
precisa orientar-se para as causas da desigualdade social ou mesmo para
os supostos fundamentos legais da impunidade na sociedade brasileira. E
por uma razão muito simples: é possível influenciar a probabilidade de
ocorrência de um ato criminoso sem alterar a motivação prévia do ator do
referido ato. Deve-se considerar, para subsidiar esse argumento, a
abordagem teórica que investiga o fenômeno criminoso a partir do contexto
de sua realização, preocupando-se em entender quais são os fatores
responsáveis pela viabilização da motivação criminosa. Denominada
6

“teoria das atividades rotineiras”, tal abordagem busca explicar a


evolução das taxas de crimes não por meio das características dos
criminosos, mas pelas circunstâncias em que os crimes ocorrem (KASSAI,
2018, p. 91, grifos do autor).

E conclui afirmando que “neste século, os avanços tecnológicos evoluíram


sem precedentes na área de comunicação e informação. Empregar estes recursos
na Polícia Militar significa agregar valor à sua eficiência.” (KASSAI, 2018, p. 122,
grifo nosso).
Uma Evolução tecnológica tão impactante e historicamente importante, que
é comparada à uma nova revolução industrial, “algo diferente de tudo que a
humanidade já experimentou.” (SCHWAB, 2016, p. 16).

Ciente das várias definições e argumentos acadêmicos utilizados para


descrever as três primeiras revoluções industriais, acredito que hoje
estamos no início de uma quarta revolução industrial. Ela teve início na
virada no século e baseia-se na revolução digital. É caracterizada por uma
internet mais ubíqua e móvel, por sensores menores e mais poderosos que
se tornam mais baratos e pela inteligência artificial e aprendizagem
automática (ou aprendizado de máquina). As tecnologias digitais,
fundamentadas no computador, software e redes, não são novas, mas
estão causando rupturas à terceira revolução industrial; estão se tornando
mais sofisticadas e integradas e, consequentemente, transformando a
sociedade e a economia global. Por esse motivo, os professores Erik
Brynjolfsson e Andrew McAfee do Massachusetts Institute of Technonlogy
(MIT) disseram que este período é “a segunda era da máquina”, no título do
livro publicado por eles em 2014; estes dois professores afirmam que o
mundo está em um ponto de inflexão em que o efeito dessas tecnologias
digitais irá se manifestar com “força total” por meio da automação e de
“coisas sem precedentes.” (SCHWAB, 2016, p. 16).

Explorar os recursos tecnológicos inovadores, fazer mais e melhor, atingir


positivamente a opinião pública, direcionando a PMPI para os caminhos de uma
organização exponencial 2 (ExO), preparada para o século XXI, é uma questão de
ordem.

Ao invés de usar exércitos de colaboradores ou grandes instalações físicas,


as organizações exponenciais são construídas com base nas tecnologias da
informação, que desmaterializam o que era de natureza física e o transfere
ao mundo digital sob demanda. Em todos os lugares você se depara com
esse processo de transformação digital: em 2012, 93% das transações
norte-americanas já eram digitais; empresas de equipamentos físicos, como
a Nikon, estão vendo suas câmeras serem suplantadas rapidamente pelas
câmeras de smartphones; produtores de mapas e atlas foram substituídos

2
Uma Organização Exponencial (ExO) é aquela cujo impacto (ou resultado) é desproporcionalmente
grande pelo menos dez vezes maior comparado ao de seus pares, devido ao uso de novas técnicas
organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas. (ISMAIL et al., 2019).
7

por sensores de smartphones; e bibliotecas e coleções de música foram


transformadas em apps de telefone e leitores de livros digitais. Da mesma
forma, as lojas de varejo na China estão sendo substituídas pela ascensão
da gigante do comércio eletrônico Alibaba; a universidades estão sendo
ameaçadas por MOOCs (Massive Open On-line Course – curso on-line
aberto de massa) como edX e Coursera; e o Tesla S é mais um computador
com rodas do que um carro. (ISMAIL et al., 2019, p. 19-20).
8

2 O RADAR TECNOLÓGICO DA SEGURANÇA PÚBLICA

Referindo-se a uma inevitabilidade resultante da dinâmica constante das


mudanças tecnológicas, Kelly (2017, p. 6) dialoga conosco ao afirmar: “o Futuro é
uma caixa preta? Muito do que vai acontecer nos próximos 30 anos é inevitável,
definido por tendências tecnológicas que hoje já estão em movimento.”

Hoje, no cerne de toda grande e importante mudança em nossa vida,


encontra-se uma tecnologia de algum tipo. A tecnologia é o acelerador da
humanidade. Por causa dela, tudo o que fazemos está sempre em processo
de transformação. Cada tipo de coisa está se tornando algo diferente,
percorrendo o caminho entre o “poderia ser” e o “é”, ou seja, entre a
possibilidade e o fato. Tudo está em fluxo. Nada está concluído. Nada está
feito. Essa mudança sem fim constitui o eixo central do mundo moderno.
(KELLY, 2017, p. 8).

O olhar atento e uma calibrada visão de futuro para todas essas mudanças,
transformações – revoluções, que impactam em profundidade as relações sociais,
serão decisivos para as estratégias de políticas públicas.

Em seu livro The Prime Movers, o psicólogo Edwin Locke identifica os


traços mentais básicos dos grandes líderes: Steve Jobs, Sam Walton, Jack
Welch, Bill Gates, Walt Disney e J. P. Morgan, para citar apenas alguns.
Embora uma série de variáveis contribuísse para o sucesso, Locke
descobriu uma característica-chave comum: visão. É a capacidade de ver
à frente que realmente distingue cada um desses homens, diz ele.
(DIAMANDIS; KOTLER, 2018, p. 31, grifo nosso).

Dentro da importante estratégia de se antever, e naturalmente preparar-se


pelo que está por vir, nas próximas seções, abordaremos as principais tecnologias
com potencial disruptivo, já em estágio de exploração, com possibilidades de
grandes transformações sociais e consequente reflexo nas políticas públicas, em
especial, as de segurança, as quais operam em contato direto e aproximado com a
sociedade e suas crises.

2.1 REDE, SENSORES E COMPUTAÇÃO EM NUVEM

A era digital impôs a quebra de uma série de pressupostos. O conjunto de


ferramentas cognitivas atualmente disponíveis não consegue atender aos reparos
das profundas implicações decorrentes das rápidas e transformadoras mudanças.
Há um novo “sistema operacional” agindo no mundo, diferente de todos os outros já
lançados, sem manual de instrução; ao ser concebido, suas eventuais versões já
9

nascem desatualizadas. Esse sistema está fundamentado “em dois fatores


irredutíveis, que se constituem no núcleo – o código no coração da máquina – da era
da rede.” (ITO; HOWE, 2018).

O primeiro é a Lei de Moore 3. Tudo o que é digital avança mais rápido, fica
mais barato e diminui de tamanho a taxas exponenciais. O segundo é a
internet. Quando essas duas revoluções – uma na tecnologia, a outra nas
comunicações – se juntaram, foi desencadeado uma força explosiva que
mudou a própria natureza da inovação, recolocando-a do centro (governos
e grandes corporações) para a periferia. (ITO; HOWE, 2018, p. 11, grifos do
autor).

A internet, como qualquer rede, é uma interconexão de sinais e informações.


Já os sensores são dispositivos que capturam informações, que, interligados a essa
rede, conseguem comunicar dados. Atualmente existem bilhões de usuários e de
dispositivos conectados, conforme demonstra a figura 1, a seguir, sendo que cada
equipamento é formado por um conjunto de sensores: “telas sensíveis ao toque,
microfones, acelerômetros, giroscópios, câmeras” (DIAMANDIS; KOTLER, 2018, p.
47-48); não se resumindo apenas a dispositivos de comunicação. “Um padrão
semelhante está se desenvolvendo em todas as coisas, transformando um mundo
antes passivo e ignorante em um ativo e inteligente.” op. cit., p. 47-48).
Figura 1 Usuários e dispositivos conectados por pessoa no mundo

Fonte: VNI 4 da CISCO, 2018-2023.

3
Gordon Earle Moore é cofundador da Intel Corporation, autor da Lei de Moore (publicada na
Eletronics Magazine, em um artigo de 19 de abril de 1965). Na Lei de Moore, constatou-se que a
cada 18 meses a capacidade de processamento dos computadores aumenta 100%, ou seja, dobra;
enquanto os custos permanecem os mesmos. Isto é, daqui a um ano e meio você vai poder comprar
um chip com o dobro da capacidade de processamento, pelo mesmo preço que você paga hoje.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gordon_Moore. Acesso em: 25 abr. 2020.
4
Visual Network Index (VNI) 2018-2023. Disponível em:
https://www.cisco.com/c/en/us/solutions/executive-perspectives/annual-internet-report/infographic-
c82-741491.html. Acesso em: 25 abr. 2020.
10

Atualmente existem sensores em nossos carros que nos ajudam a dirigir,


evitar engarrafamentos e achar vagas em estacionamento. Os aviões
comerciais também estão no grupo. A General Electric – que fabrica e aluga
motores a jato para todas as grandes companhias aéreas – agora instala
até 250 sensores em cada um de seus 5 mil motores alugados, permitindo
monitorar seu desempenho em tempo real, mesmo em pleno voo.
[...]
Embora transportes e segurança sejam setores dominados por grandes
empresas, isso não significa que empreendedores não tenham tirado
proveito dessas mesmas tendências exponenciais. Como observou um
artigo da Wired de 2012, “Experimentadores começaram a usar sensores
cada vez mais baratos e hardware de fonte aberta – como o controlador
Arduino – para acrescentar inteligência a objetos comuns”. Existem agora
kits que fazem com que plantas avisem quando precisam ser regadas,
colares de vaca conectados por Wi-Fi que informam aos fazendeiros
quando seus animais estão no cio e uma caneca de cerveja que diz quanto
você bebeu durante a Oktoberfest. Como afirma o aficionado do Arduino
Charamlampos Doukas, uma vez que os preços dos sensores desabam,
“o único limite é sua imaginação.” (DIAMANDIS; KOTLER, 2018, p. 48-
49, grifo nosso).

O resultado dessa explosão foi a concepção do conceito de “Internet das


Coisas” 5 (IOT), segundo o qual tudo estará conectado à rede; capturando o universo
ao seu redor, como os sentidos humanos. “A IOT são os sentidos do mundo. Quanto
mais sensores (RFID, por exemplo) e dispositivos (celulares, TV, Câmeras, carros
etc.) se conectam à internet, mais se amplia o “corpo” da internet das coisas.”
(GABRIEL, 2019, p. 27).
Toda essa interação entre “dispositivos inteligentes” impactará
profundamente a internet. “A futura web vai tornar-se algo novo, tão distinta quanto a
primeira foi diferente da TV.” (KELLY, 2019, p. 29).

Atualmente, grandes porções do mundo digital não podem ser encontradas


no Google. Muito do que acontece no Facebook, ou em um app de celular
ou em um mundo virtual, ou até em um vídeo. (...) Os eventos que ocorrem
em um console de videogame serão tão pesquisáveis quanto as notícias de
um país. Vamos ser capazes de procurar coisas que acontecem em um
vídeo no youtube.
[...]
E também se expandirá no tempo. A web dos dias atuais é extremamente
ignorante no que diz respeito ao passado. Pode exibir um vídeo ao vivo de
uma webcam instalada na Praça Tahrir, no Egito, mas um pouco mais difícil
acessar imagens de um ano atrás. Não é fácil visualizar uma versão anterior

5
A Internet das Coisas descreve a rede de objetos físicos — “coisas”— que são incorporados a
sensores, software e outras tecnologias, com o objetivo de conectar e trocar dados com outros
dispositivos e sistemas pela internet. Esses dispositivos variam de objetos domésticos comuns a
ferramentas industriais sofisticadas. Com mais de 7 bilhões de dispositivos IoT conectados
atualmente, os especialistas esperam que esse número aumente para 10 bilhões até 2020, e 22
bilhões até 2025. Disponível em: https://www.oracle.com/br/internet-of-things/what-is-iot.html.
Acesso em: 25 abr. 2020.
11

de um site. Daqui a 30 anos, porém, teremos escalas temporais que nos


permitirão ver qualquer versão passada. (KELLY, 2019, p. 29-30).

A concepção da internet das coisas se fundamenta no monitoramento de


dados. “Os 34 bilhões de dispositivos habilitados para a internet, a serem incluídos
na nuvem nos próximos cinco anos, foram feitos para transmitir dados. E a nuvem 6
nasceu para armazenar dados.” (KELLY, 2019, p. 271).

Com a ajuda da pesquisadora Camille Hartsell, somei todos os dispositivos


e sistemas que monitoram rotineiramente a população dos Estados Unidos.
(...) Nossa lista incluiu somente o tipo de rastreamento que o cidadão
comum pode encontrar no cotidiano de uma cidade norte-americana. Todos
os exemplos foram retirados de uma fonte oficial de informações ou de
alguma conceituada publicação. (KELLY, 2019, p. 271).

Vejamos alguns itens da extensa e espantosa lista acima mencionada:

- Uso de automóveis – todo carro fabricado desde 2006 contém um chip


que registra sua velocidade, frenagem, curvas, quilometragem e acidentes
sempre que o veículo estiver em funcionamento;
- Trânsito em rodovias – câmeras instaladas em postes e sensores
enterrados em rodovias registram a localização dos carros por meio de suas
placas de licenciamento e etiquetas de identificação por radiofrequência
(RFID). Setenta milhões de placas são registradas todos os meses;
- Carros de carona remunerada – a Uber, o Lyft e outros serviços
descentralizados de transporte de passageiros monitoram nossos trajetos;
- Viagens de longa distância – os itinerários de viagens de avião e de trem
são todos registrados;
- Vigilância por drones – ao longo das fronteiras norte-americanas drones
Predator monitoram e gravam atividades ao ar livre;
- Correio postal – todos os pacotes e envelopes que enviamos ou
recebemos são escaneados e digitalizados;
- Serviços de utilidade pública – nossos padrões de consumo de energia
e de água são mensurados e armazenados pelas companhias públicas de
abastecimento;
- Localização de celular e logs de chamadas – os metadados que
identificam onde, quando e para quem ligamos ficam armazenados por
meses. Algumas operadoras de telefonia de celular incorporam em sua
rotina o armazenamento do conteúdo de chamadas e mensagens de texto
de um período que varia de dias a anos;
- Câmeras urbanas – câmeras gravam nossas atividades 24 horas por dia,
sete dias por semana, no centro da maioria das cidades norte-americanas;
- Espaços comerciais e privados – hoje 68% dos empregadores públicos,
59% dos empregadores privados, 98% dos bancos, 64% das escolas

6
A definição de nuvem pode parecer obscura, mas, basicamente, é um termo utilizado para
descrever uma rede global de servidores, cada um com uma função única. A nuvem não é uma
entidade física, mas uma vasta rede de servidores remotos ao redor do globo, que são conectados
e operam como um único ecossistema. Esses servidores são responsáveis por armazenar e
gerenciar dados, executar aplicativos ou fornecer conteúdos, ou serviços, como transmissão de
vídeos, webmail, software de produtividade ou mídias sociais. Em vez de acessar arquivos e dados
do local ou de um PC, você pode acessá-los on-line, de qualquer dispositivo com acesso à Internet.
As informações estarão disponíveis em qualquer lugar, a qualquer hora. Disponível em:
https://azure.microsoft.com/pt-br/overview/what-is-the-cloud/. Acesso em: 25 abr. 2020.
12

públicas e 16% dos proprietários de casas vivem ou trabalham sob a


vigilância de câmeras;
- Casa inteligente – termostatos inteligentes (como o Nest) detectam a
presença humana e seus padrões de comportamento, transmitindo os
dados para a nuvem. Tomadas elétricas inteligentes (como a Belkin)
medem o consumo de energia o tempo em que são usadas, enviando esses
dados à nuvem;
- Vigilância domiciliar – câmeras de vídeo documentam a atividade dentro
e fora de casa e armazenam as imagens em servidores na nuvem;
- Cartões de fidelidade de supermercados – os supermercados
monitoram os itens que compramos e a frequência de nossas compras;
- E-varejistas – varejistas com a Amazon rastreiam não apenas o que
compramos, mas também os itens que pensamos em comprar;
- Receita Federal – acompanha nossa situação financeira no decorrer de
toda a vida;
- Cartões de crédito – como seria de se esperar, todas as compras são
monitoradas. E a montanha de dados também é profundamente analisada
por meio de um sistema de inteligência artificial, em busca de padrões que
revelem nossa personalidade, etnia, idiossincrasias, posicionamento político
e preferências;
- E-wallets e internet banking – agregadores como o Mint registram nossa
situação financeira com base em empréstimos, hipotecas e investimentos.
E-wallets, com Square e Pay Pal, monitoram todas as compras;
- Reconhecimento facial em fotos – o Facebook e o Google podem nos
identificar (marcar) em fotos postadas na web. A localização das imagens
serve como registro de nosso histórico de atividades;
- Atividades na web – cookies de anúncios denunciam nossa trajetória pela
web. Mais de 80% dos mil principais sites utilizam cookies que nos seguem
por toda a rede. Por meio de acordos com rede de anunciantes, até sites
não visitados podem obter informações sobre nosso histórico de
visualizações;
- Mídias sociais – são capazes de identificar parentes, amigos e, também,
amigos de amigos. Podem descobrir e rastrear antigos empregadores e
colegas de trabalho atuais. E sabem como passamos nosso tempo livre;
- Navegadores de pesquisa – como padrão, o Google salva todas as
consultas que já fizemos no seu motor de busca;
- Serviços de streaming – filmes (Netflix), músicas (Spotify), vídeos (You
Tube) tudo o que assistimos e ouvimos acaba registrado, inclusive nossas
predileções em meio a tudo que consumimos (o que é adaptado por meio
de sistemas de avaliações). Incluem-se aqui também, as empresas de TV a
cabo, que rastreiam igualmente nosso histórico de atualização;
- Leitura de livros – as bibliotecas públicas registram seus empréstimos por
cerca de um mês. A Amazon registra as compras de seus livros para
sempre. O Kindle monitora nossos padrões de leitura de e-books – volume
de páginas lidas, tempo gasto por página, onde paramos de ler na última
vez que o dispositivo foi usado;
- Monitoramento de exercícios físicos – as atividades físicas, seus
horários e, às vezes, até o local onde são praticados podem ser rastreadas
24 horas por dia, o que inclui as horas de dormir e de acordar. (KELLY,
2019, p. 271-274).

De acordo com Kelly (2019, p. 274, grifo nosso), “os dados sobre os
clientes constituem o novo tesouro do mundo dos negócios, portanto, uma coisa
13

é certa: as empresas (e indiretamente os governos) vão coletar cada vez mais


dados. Essa gigantesca base de dados é definida por Big Data 7.
As análises preditivas 8, com alto percentual de acurácia, fazem parte desse
cenário. A interoperabilidade, ou seja, a capacidade de um sistema se comunicar
com outro, será imprescindível. A base de dados gerados nessas cidades
inteligentes 9, integrada pelos operadores da segurança pública, tanto anteciparão as
ações de combate ao crime como sinalizarão novas oportunidades.

O filme Minority Report, baseado em um conto de Philip K. Dick, mostra


uma sociedade em um futuro não muito distante, que usa a vigilância para
prender pessoas antes de elas cometerem o crime. Dick batizou esse poder
de polícia de unidade “pré-crime”. Eu costumava achar o “pré-crime” de Dick
um conceito absolutamente infundado. Mas devo confessar que mudei de
ideia. (KELLY, 2019, p. 274).

Barreto (2018, p. 123), na conclusão de sua tese de doutorado, na qual


estudou a otimização de recursos policiais dentro do conceito de Cidades
inteligentes, aponta que:

I) Os conceitos de Cidades inteligentes, por intermédio da internet das


coisas, ao franquear ao cidadão acessos instantâneos aos serviços
públicos, e possibilitar consultas, registros e emissão de dados “na palma
da mão”, torna a segurança pública mais célere e próxima da população e,
por consequência, uma melhoria na prestação dos serviços, com maior
transparência, governança e qualidade;
II) Os conceitos de Cidades Inteligentes, em razão do uso de tecnologias
disruptivas, possuem uma elevada capilaridade junto à população, uma vez
que a evolução das tecnologias torna possível – por intermédio dos
dispositivos e aplicativos móveis (app) – massificar ações de prevenção
primária, potencializar a presença e imagem da PMESP e, por
consequência, aumentam a sensação de segurança do cidadão.
(BARRETO, 2018, p. 123).

7
Big Data é um termo que descreve o grande volume de dados – estruturados e não estruturados –
que inunda uma empresa no dia a dia. Mas não é a quantidade de dados que é importante, e sim o
que as organizações fazem com os dados que interessam. O big data pode ser analisado para obter
informações que levam a melhores decisões e movimentos estratégicos de negócios. Disponível
em: https://www.sas.com/pt_br/insights/big-data/what-is-big-data.html. Acesso em: 25 abr. 2020.
8
Análises preditivas usam dados, algoritmos estatísticos e técnicas de machine learning para
identificar a probabilidade de resultados futuros, a partir de dados históricos. O objetivo é ir além de
saber o que aconteceu para obter uma melhor avaliação do que poderá acontecer no futuro.
Disponível em: https://www.sas.com/pt_br/insights/analytics/analises-preditivas.html. Acesso em: 26
abr. 2020.
9
O conceito de cidade inteligente integra a tecnologia da informação e comunicação (TIC), vários
dispositivos físicos conectados à rede IoT para otimizar a eficiência das operações e serviços da
cidade e conectar-se aos cidadãos. [4] [5] A tecnologia da cidade inteligente permite que as
autoridades da cidade interajam diretamente tanto com a infraestrutura da comunidade e da cidade
como monitoram o que está acontecendo na cidade, e como ela está evoluindo. Disponível em:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_inteligente. Acesso em: 26 abr. 2020.
14

Nesse contexto, a segurança pública não pode se eximir de instalar esse


“novo sistema operacional” em seu hardware. O Planejamento estratégico das
instituições policiais deve captar todas as implicações que as novas tecnologias
despontam, permanecendo conectadas com as possibilidades de eficiência na
prestação de serviços guiados por dados. Percorrendo essa base volumosa,
minerando 10, analiticamente, “com a finalidade de descobrir padrões relevantes que
ocorrem nos dados e que sejam importantes para embasar a assimilação de
informação importante, suportando a geração de conhecimento.” (SILVA et al., 2016,
p. 10).
A segurança pública do Estado do Piauí tem demostrado, através de
diversos projetos, que se mantem atenta a todo esse novo quadro de
transformações, desafios e oportunidades de melhor servir a população piauiense,
decorrente desse novo panorama. Diversos exemplos de projetos com a aplicação
da rede e sensores já se encontram em andamento no Estado do Piauí, como o
Projeto Piauí Conectado, o Projeto DATA SSP e o implemento do Microsoft Power
BI, conectado ao Sistema SYSPM da PMPI.

2.2 INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E ROBÓTICA

Embora a inteligência artificial (IA) e a robótica acompanhem o imaginário da


humanidade há milênios, e terem iniciado o seu desenvolvimento desde o século
passado, o exponencial crescimento tecnológico das últimas décadas permitiu a
ambas alçar um status de realidade. O big data, processado por computadores cada
vez mais robustos e velozes, apoiado por poderosos algoritmos de aprendizado de
máquina, dos quais muitos se baseiam na fisiologia do cérebro humano; sensores
cada vez mais precisos, com capacidade de processamento de vídeo e imagem,
reconhecimento de fala, estão revolucionando esse antigo sonho humano e se
apresentando cada vez mais como realidade do cotidiano. (GABRIEL, 2019).
Para uma melhor compreensão de suas possibilidades, verifica-se que as IA
podem ser classificadas de acordo com o tipo de inteligência que possui, podendo

10
Mineração de dados é definida em termos de esforços para a descoberta de padrões em base de
dados. A partir dos padrões descobertos, têm-se condições de gerar conhecimento útil para um
processo de tomada de decisão. (SILVA et al., 2016, p. 11).
15

ser de: Inteligência Artificial Limitada – disponível atualmente, que se especializa em


uma área de atuação; a Inteligência Artificial Geral (AGI) – tão inteligente quanto
uma inteligência humana, ainda não alcançada; e a Superinteligência (ASI) –
considerada mais inteligente que a humana, em todas as áreas. (GABRIEL, 2019).
De acordo com Gabriel (2019, p. 215-222), “se por um lado, a inteligência
artificial se refere a mentes artificiais, a robótica, por sua vez, relaciona-se a corpos
artificiais. (...) da mesma forma que acontece entre a mente e o corpo humano.” Os
robôs, considerados como qualquer entidade física ou virtual, detentoras de algum
nível de inteligência artificial, podem assumir diversas aparências, como: a) bots –
que são programas capacitados para uma tarefa especializada; b) internet bot –
também programas de tarefa especializada, contudo, voltada especificamente para a
internet; c) chatbot – a mais antiga e já popularizada, os quais conversam em
linguagem natural; d) androids – que possuem formas humanas (humanoides) e os
e) ciborgs – seres híbridos, os organismo cibernéticos.
Diversos formatos, modelos e interfaces se apresentam no estágio atual da
robótica, turbinados por uma gama crescente de sensores, ampliando seus
“sentidos” e sua captação de sinais, pela computação quase infinita e pela
inteligência artificial; “a robótica passa por uma explosão cambriana 11”. De uma
tecnologia que se apresentou em baixa velocidade de evolução nas últimas
décadas, “a robótica é a indústria que mais cresce no mundo, fadada a se tornar a
maior na próxima década.” (DIAMANDIS; KOTLER, 2018, p. 64-65).

Com espécies de todos os tamanhos, formatos e modos de mobilidade,


rastejando do lodo do laboratório para a terra firme do mercado. Um
exemplo: a Festo criou um robô que voa como um pássaro. Outro: a Boston
Dynamics produz robôs que escalam, rastejam e pulam ao mesmo tempo
em que carregam cargas pesadas (alguns conseguem levar mais de cem
quilos). Esses “robôs xerpas” conseguem transpor encostas de morros
coalhadas de penedos, equilibrar-se em lençóis de gelo e saltar do solo até
um telhado três andares acima. (DIAMANDIS; KOTLER, 2018, p. 66).

Transformações metamórficas decorrerão da exponenciação dessas


tecnologias. Imagine, por exemplo, como impactarão as relações de trabalho.

Além de substituir nossos trabalhadores braçais nos próximos três a cinco


anos, os robôs invadirão uma grande variedade de campos. “Já estamos
vendo”, diz Dan Barry, “robôs de tele presença transportarem nossos olhos,

11
Explosão cambriana foi um evento evolucionário que teve início a cerca de 540 milhões de anos
atrás, durante a qual a maioria dos grandes filos de animais apareceram. (DIAMANDIS; KOTLER,
2018, p. 275).
16

ouvidos, braços e pernas para conferências e reuniões. Carros autônomos,


que afinal não passam de robôs, começarão a conduzir pessoas e a
entregar produtos e serviços. Nos próximos dez anos, robôs também
ingressarão na assistência médica, substituindo médicos em cirurgias de
rotina e atuando como enfermeiros nos cuidados aos idosos. (DIAMANDIS;
KOTLER, 2018, p. 66).

Tem-se desta forma que a segurança pública não pode desligar o seu radar
tecnológico. Não pode se dar ao luxo de sequer deixá-lo sem monitoramento
constante. As mudanças já em curso, as quais dobrarão em velocidade exponencial
em período contínuo, prometem disruptar as relações sociais. Os órgãos de
segurança pública também serão obrigados a mudar e acompanhar essas novas
relações. Douglas North 12, em seu estudo sobre instituições, afirma que sobreviverá
a instituição que melhor se adapta a realmente atender seu cliente.

12
Douglass Cecil North foi um economista estadunidense. North era considerado, juntamente com
Ronald Coase, um dos fundadores da nova economia institucional. Foi laureado com o Prémio de
Ciências Económicas, em Memória de Alfred Nobel, de 1993. Há alguns estudos introdutórios no
Brasil sobre North. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Douglass_North. Acesso em: 26 abr.
2020.
17

3 TECNOLOGIAS DAS COMUNICAÇÕES

3.1 CONCEITO
Telecomunicação é a transmissão de palavras, sons, imagens ou dados por
meio de fio, radioeletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo
eletromagnético.

3.2 FATORES QUE CONTRIBUÍRAM A EVOLUÇÃO DAS COMUNICAÇÕES NO MUNDO


Os fatores tecnológicos que permitiram as evoluções das Comunicações
foram:
Os satélites de telecomunicações- São os maiores frutos dessa
conquista espacial. Além de permitirem a retransmissão de programas da televisão
educativa e comercial, eles abriram novas perspectivas para a comunicação
telefônica, a transmissão de dados, fax, Internet e muitos outros serviços
especializados.
A fibra óptica- É outra inovação revolucionária. Surgida no final do
século XX, essa tecnologia da informação permite a transmissão rápida e simultânea
de milhares de chamadas telefônicas e dezenas de imagem por um filamento de
vidro, sílica, náilon ou silicone de altíssima transparência e da espessura de um fio
de cabelo humano (no seu interior circulam correntes pulsantes de luz laser). Para
se ter uma idéia de seu impacto, um cabo de fibra óptica pode substituir até mil
cabos coaxiais de cobre.
O chip e o microchip- Criados pela microeletrônica com dezenas de
milhões de transistores permitiu a digitalização, dando as telecomunicações a
mesma linguagem dos computadores, que culminou no surgimento das redes de
computadores e, entre elas, a de maior impacto na vida das pessoas, a Internet.
18

4 – TECNOLOGIAS UTILIZADAS NA PMPI

4.1 O CENTRO INTEGRADO DE COMANDO E CONTROLE


Instituído pelo Decreto Governamental N.º 19.796, de 25 de junho de 2021, o
Centro O Centro Integrado de Comando e Controle – CICC, apresenta-se como
ponto de convergência para a assertividade da segurança pública, tendo por base
a informação e a tecnologia.

PONTO DE CONVERGÊNCIA
“ Da Pronta resposta da Segurança Pública”
19

4.1.1 PONTOS CHAVES DE ATUAÇÃO DO CICC


a) Interoperabilidade entre Agências, sistemas e banco de dados.
Objetivando:
I – Otimização de Recursos Humanos e Logísticos;
II – Padronização de Ações;
III – Diminuição do Tempo Resposta.

b) Informação: O “BIG DATA da Segurança Pública”: BI da PMPI, estatísticas


SSP, Bases Criminais, tornozelados, Base Civil, Câmeras, Sensores, Detran, Zona
azul.... Etc
Objetivando:
I – Assertividade de emprego através de tipologias para a produção de Indicativos
Assertivos de Abordagem em Tempo Real (“Estreitamento da malha”)

c) Tecnologia: Todos os hardwares disponíveis como: câmeras com analíticos de


inteligência, sensores de detecção de disparo, drones dentre outros.

4.2 SINESP - SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA (SINESP)

4.2.1. O QUE É O SINESP


O SINESP — Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais,
de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de
Drogas — é uma plataforma integrada que permite consultas operacionais,
investigativas e estratégicas na área de segurança pública. Foi criado pela Lei
nº 12.681/2012 e consolidado pela Lei nº 13.675/2018, fazendo parte do Sistema
Único de Segurança Pública (SUSP) e da Política Nacional de Segurança Pública e
Defesa Social (PNSPDS)

4.2.2 COMPETÊNCIA E OBJETIVOS


De acordo com suas legislações, o SINESP tem por competência e metas:
- Integrar dados de segurança pública entre os entes federados;
- Coletar, catalogar, integrar e interpretar informações estratégicas;
- Subsidiar políticas públicas com estatísticas e indicadores;
- Promover interoperabilidade e governança dos sistemas, garantindo segurança,
confiabilidade, disponibilidade e confidencialidade.
20

4.2.3 ESTRUTURA E GOVERNANÇA


O Conselho Gestor do SINESP, criado pelo Decreto nº 9.489/2018, propõe os
procedimentos de coleta, análise e integração de dados referentes a segurança
pública, sistema prisional, rastreabilidade, perfil genético, digitais e drogas

4.2.4. QUEM PARTICIPA DO SINESP


Integram o SINESP todos os entes federados e seus órgãos de segurança pública e
cadastradores homologados. Segundo o art. 9º da Lei nº 13.675/2018, incluem-se:
- Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civis e Militares;
- Corpos de Bombeiros;
- Guardas Municipais;
- Sistema Penitenciário;
- Institutos de Criminalística, Medicina Legal e Identificação;
- Secretarias de Segurança Pública; e outros órgãos como DPF, PRF, Sedec e
Senad

4.2.5. PRINCIPAIS MÓDULOS DO SINESP


A plataforma é composta por diversos sistemas voltados a diferentes necessidades,
entre os quais:
- SINESP-CIDADÃO App para a população consultar veículos roubados,
mandados de prisão, pessoas desaparecidas e procurados
- SINESP-CAD Sistema de Central de Atendimento e Despacho para integrar o
atendimento emergencial (190/192 etc.) .
- SINESP-PPE Procedimentos Policiais Eletrônicos: padroniza boletins e
ocorrências, elimina o uso de papel e permite intercâmbio nacional .
- SINESP-INF OSEG Módulo restrito para agentes de investigação consultarem
dados sobre pessoas, veículos, armas e outros .
- SINESP-INTEGRAÇÃO Responsável por reunir dados de boletins de ocorrência e
integrar bases federais e estaduais .
- SINESP-ANÁLISEFerramenta de inteligência (BI) que permite análises avançadas,
dashboards e estudos estratégicos .

4.2.6. ACESSO E CADASTRO


O acesso ao SINESP é concedido apenas a usuários devidamente cadastrados por
órgão credenciado, mediante pré-cadastro via GOV.BR, confirmação de dados, e
21

homologação por validador. O processo inclui envio de documentos e aguardo de


aprovação

4.2.7. IMPORTÂNCIA NO CONTEXTO DA PMPI


- O uso integrado do SINESP fortalece a atuação da PMPI, pois possibilita:
- Consulta imediata de mandados, veículos e indivíduos;
- Registro e compartilhamento de informações policiais;
- Agilidade no atendimento de ocorrências e no despacho;
- Subsídios para inteligência e planejamento tático;
- Melhor apuração de indicadores de segurança.

4.3 SISTEMAS DE CONSULTAS

4.3.1 SINESP AGENTE DE CAMPO


O SINESP Agente de Campo é uma ferramenta tecnológica integrada ao
sistema nacional de segurança pública que permite, em tempo real, a consulta e o
cruzamento de informações fundamentais para a atividade policial. Seu uso é
voltado para as ações de rua, promovendo agilidade e maior segurança nas
abordagens operacionais.
 Abrangência
- Presente nas 27 Unidades da Federação.
- Mais de 24 mil usuários ativos.
- Realizou mais de 1,4 milhão de consultas.
- Aplicativo com mais de 12 mil downloads.
- Módulos de Consulta Disponíveis
- Boletins de Ocorrência (BO)
- Consulta geral por número do BO, CPF, nome, placas, armas e celulares.
- Consulta detalhada com dados dos envolvidos e objetos.
- Veículos
- Consulta geral por CPF, CNPJ e placa.
- Consulta detalhada por placa, chassi, RENAVAM, motor e informações do
proprietário, locatário e possuidor.
- Condutores
- Consulta geral e detalhada por CPF e número de registro.
- Acesso ao RENACH e Permissão Internacional para Dirigir (PID).
22

- Mandados de Prisão
- Consulta geral por nome, CPF/CNPJ e placa.
- Consulta detalhada por nome, alcunha, tipo de documento, processo, UF,
município e nome da mãe.

 Integrações com Sistemas Nacionais


BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão)
SINESP Integração – BO Nacional
DENATRAN (Veículos e Condutores)
SINESP CAD (Central de Atendimento e Despacho)
Plataforma CÓRTEX

O uso do SINESP Agente de Campo fortalece a integração das forças de


segurança, oferecendo um recurso confiável e acessível para o combate à
criminalidade em tempo real.

4.3.2 LUPA APP

Iniciado como um bot em aplicativos de mensagem, o Lupa já mostrou


eficácia operacional antes mesmo de virar app.
Resultados iniciais
No primeiro dia, ajudou a recuperar cerca de 50 celulares roubados/furtados,
equivalente a 20% do total capturado no estado naquele
Até o momento, foram realizadas 264 000 consultas, das quais 52 306
resultaram em ocorrências positivas — uma média de 720 consultas por dia.

 Funcionalidades
- Permite consultas em tempo real por smartphone sobre:
- Pessoas e veículos
- Ocorrências criminais
- Celulares roubados/furtados
- Mandados de prisão abertos
- Histórico policial etc.
23

- Os dados são protegidos por criptografia.

 Cobertura e acessibilidade
A ferramenta será disponibilizada a 100% dos operadores de segurança
estaduais (~9 000 policiais militares).

 Praticidade operacional
Com o app, o policial não precisa recorrer a um computador: basta abrir o
celular para fazer consultas rápidas durante abordagens em campo.

O Lupa App, representa um avanço significativo na inteligência policial do


Piauí, trazendo mobilidade, agilidade e resultados concretos já nos primeiros dias de
uso. A previsão é que, com acesso amplo aos policiais, seu impacto cresça ainda
mais.
24

5 – RÁDIOCOMUNICAÇÃO

5.1 CONCEITO
A radiocomunicação é um meio de comunicação sonoro transmitido por
ondas eletromagnéticas que se propagam através do espaço.

5.2 ONDA DE RÁDIO


É um tipo de luz invisível aos olhos humanos. A onda de rádio é
produzida a partir da eletricidade, através dessas ondas podemos transportar dados,
sons e imagem pelo ar. Essa onda propaga-se a uma velocidade aproximada de
300.000 km/s.

5.3 CLASSIFICAÇÃO DOS RÁDIOS QUANTO À FREQUÊNCIA DE OPERAÇÃO

5.3.1 (HF) → é a sigla para o termo inglês High Frequency, que significa freqüência
alta, Designa a faixa de radiofreqüências de 3 MHz até 30 MHz. É uma freqüência
usada na comunicação de rádio em aviões e embarcações e por radioamadores.

Principais características (HF):


- Comunicação a distâncias longas;
25

- Sinal de baixa qualidade;


- Sofre deflexão da ionosfera;

5.3.2 (VHF) → é a sigla para o termo inglês Very High Frequency, que significa
freqüência muito alta. Designa a faixa de radiofreqüências de 30 MHz até 300 MHz.
É uma freqüência comum para propagações de sinais de televisão (canais 2 ao 13),
rádio FM e rádio transceptores.

Principais características (VHF):


- Comunicação a distâncias curtas (depende da potência do transceptor e da antena do
rádio)
- Sinal de boa qualidade;
- Sofre interferência de obstáculos terrestres (prédios, morros, etc...).

5.3.3 (UHF) → é a sigla para o termo inglês Ultra High Frequency, que significa
freqüência ultra alta. Designa a faixa de radiofreqüências de 300 MHz até 3000 MHz.
É uma freqüência comum para propagações de sinais de televisão digital e rádio
transceptores.
26

Principais características (UHF):


Comunicação a distâncias longas;
Sinal de péssima qualidade nos sistemas analógicos;
Sinal de boa qualidade nos sistemas Digitais;
Sofre interferência da ionosfera;

5.4 TIPOS DE ESTAÇÕES DE RÁDIO


Fixas: instalado em local apropriado, geralmente em salas, cabines, barracas ou trailers;
Móveis: instalados em veículo automotor, aeronaves, barcos etc.
Portáteis: conduzido a tiracolo pelo PM . Ex: HT
27

6 - REDES DE COMUNICAÇÃO VIA RÁDIO

6.1 EXPLORAÇÃO DA REDE RÁDIO

a) A disciplina numa rede de rádio é de fundamental importância para o seu funcionamento;


b) Outro aspecto importante, é que numa determinada rede apenas um dos postos
consegue transmitir de cada vez, embora todos escutem;
c) Não transmita sem autorização do órgão coordenador (COPOM, CENTRAL, etc.);
d) Responda prontamente a todos os chamados, não sobrecarregando a rede e
evitando perda de tempo;
e) Só transmita quando a rede estiver em silêncio, escute antes de transmitir para evitar
interferência;
f) Não interrompa as transmissões de outro posto exceto em casos excepcionais;

6.2 MANUSEIO DO EQUIPAMENTO DE RÁDIO

Ligar: Gire o botão liga/desliga no sentido horário


Sintonizar o canal: Gire o botão do canal até encontrar o canal desejado, (cada
batalhão tem um canal de operação).
Transmitir:
- Aperte a tecla PTT (Push To Talk – “Aperte para falar”), chame o posto desejado pelo
prefixo do mesmo, informando a seguir o seu;
- Solte a tecla e aguarde a resposta por alguns segundos;
- Não havendo resposta, repita a operação.
28

6.3 REGRAS PARA USO DO MICROFONE DO RÁDIO


a) Aperte a tecla PTT para falar e solte-a para receber.
b) Fale claramente com o nível normal de sua voz, evite falar muito perto ou muito longe
do microfone (a distância ideal é de 15 cm aproximadamente);
c) A tecla do microfone não deve permanecer apertada por mais de 30 segundo;
d) Nunca alongar demais o cabo do microfone, para não o partir ou danificá-lo;
e) O Motorista jamais deve operar o rádio com a viatura em movimento, evitando assim
que o cabo do microfone enrosque no volante, e para que não tire sua atenção no
trânsito.

6.4 O CÓDIGO “Q” INTERNACIONAL

A função do código Q, é simplificar, dar maior fluidez, e principalmente o


entendimento entre operadores de radiocomunicação, pela substituição de informações
por um conjunto de três letras, sempre iniciadas pela letra Q. Sobre o código “Q”, alguns
aspectos devem ser lembrados:
a) A utilização desse código por quem não o domina razoavelmente poderá
causar transtornos ao invés de benefícios;
b) Os sinais do código “Q” não têm caráter sigiloso, são considerados como
linguagem clara e corrente;

Cod Significado
QAP Na escuta
QRA Nome do operador ou da estação
QRB A que distância aproximada você está de minha estação
QRF Informa o início da refeoção
QRL Estou ocupado, não interfira por favor
QRM Interferência
QRQ Transmita mais depressa
QRS Transmita mais devagar
QRT Cesse a transmissão
QRU Você tem algo para mim (Ocorrência ou Problema)
QRV Estou pronto para receber
QRX Aguarde
QRZ Quem está me chamando
QSJ Taxa ou Dinheiro (Valor)
QSL Entendido
QSM Repita a última mensagem
29

QSN Você me escutou


QSO Posso comunicar-me diretamente (serve p/ pedir autorização p/ fazer uma
chamada)
QSP Favor retransmitir a mensagem (servir de ponto entre duas estações que não
se ouvem)
QTA Cancele a mensagem anterior
QTC Mensagem
QTH Qual é sua posição ou localização
QTI Qual é seu rumo verdadeiro (para onde você está se deslocando)
QTN A que horas saiu do ... lugar
QTO Banheiro, sanitário.
QTR Qual é a hora certa
QTY Estou a caminho
TKS Obrigado

6.5 ALFABETO FONÉTICO INTERNACIONAL


O alfabeto fonético utilizado na exploração é internacional e seu uso
está consagrado pelas Forças Armadas. A parte em negrito das palavras
corresponde à sílaba tônica das mesmas, isto é, à sílaba que deve ser
pronunciada com maior inflexão de voz.

6.6 ALGARISMOS PELO ALFABETO FONÉTICO BRASILEIRO


ALGARISMO PRONÚNCIA PRONÚNCIA C/ REFORÇO
0 ZERO ZERO DE NEGATIVO
1 UM UM DE PRIMEIRO
2 DOIS DOIS DE SEGUNDO
3 TRÊS TRÊS DE TERCEIRO
4 QUATRO QUATRO DE QUARTO
30

5 CINCO CINCO DE QUINTO


6 SEIS SEIS DE SEXTO
7 SETE SETE DE SÈTIMO
8 OITO OITO DE OITAVO
9 NOVE NOVE DE NONO

Exemplos:
a. 10 – primeiro negativo
b. 15 – primeiro quinto
c. 85 – oitavo quinto
d. 100 – primeiro negativo dobrado
e. 166 – primeiro sexto dobrado
f. 1.943 – primeiro ponto nono quarto terceiro
g. 11.000 – primeiro dobrado ponto negativo dobrado negativo
h. 6,54 – sexto decimal quinto quarto
i. 0001 – negativo dobrado negativo primeiro
j. 0001.011 – negativo dobrado negativo primeiro ponto negativo primeiro
dobrado
31

7 REDE RÁDIO DMT TIER III TRONCALIZADO VHF (136 -174MHZ)

O rádio digital móvel (DMR) padrão internacional especialmente definido


para rádios bidirecionais que permite implementar equipamentos de diferentes
fabricantes em uma mesma rede para todas as funções especificadas no padrão.
Desenvolvido pelo Instituto Europeu de Padrões de Telecomunicações
(ETSI), o DMR oferece vários níveis de complexidade para diferentes necessidades
de comunicação.
O objetivo do padrão DMR foi criar um sistema de rádio digital de baixa
complexidade e baixo custo que permitisse a interoperabilidade de equipamentos de
diferentes fabricantes, permitindo que os usuários comprem o dispositivo que
quiserem em vez de ficarem presos por um sistema proprietário que seria caro de
substituir e manter.
Possui Controlador Central dedicado para gerenciamento centralizado do
sistema de radiocomunicação, empregando-se protocolo padrão TCP/IP para
interconexão dos
seus elementos através de rede de dados de banda larga IP e rede de
dados governamental.
Possui capacidade para operar até 250 (duzentas e cinquenta) Estações
Rádio Base (ERB), de forma totalmente integrada.
O sistema de radiocomunicação suporta a programação dos terminais por
interface aérea padrão DMR - OTAP (Over Ther Air Programming), bem como
programação OTAP por rede Wi-Fi padrão IEEE 802.11, suportando a atualização
remota de software/firmware.
O sistema radiocomunicação permite o georreferenciamento dos terminais
(GPS).
O sistema de radiocomunicação possui configuração e atualização remota
de software/firmware referente ao Controlador Central, Repetidoras, switch/roteador
rádios enlaces e demais elementos da rede de dados IP, para maior eficiência na
logística de gestão da rede como redução significativa no tempo de manutenção.
A configuração e gestão do sistema de radiocomunicação é realizada
através de um Serviço de Gerenciamento de Rede-NMS (Network Management
System), interconectado através de protocolo TCP/IP diretamente ao Controlador
Central em operação.
32

O sistema de radiocomunicação possibilita o monitoramento remoto do


Controlador Central, gateways e Repetidoras, com objetivo de acompanhar o
estado, desempenho e falhas dos seus elementos.
O sistema terá gateway padrão aberto SIP para interconexão com ramais da
rede telefônica IP da instituição, implementado junto ao Controlador Central
principal, possibilitando assim realizar chamadas telefônicas dentro do sistema de
radiocomunicação e através do Sistema de Despacho.
O sistema terá gravação simultânea dos canais/grupos de voz, gravação de
todos os eventos, dados e GPS gerados pela operação do terminal na rede.
O sistema de radiocomunicação possuir Estações de Despacho para
gerenciamento das chamadas, acesso aos terminais, telefonia IP, mensagens de
texto, gravação de voz, georreferenciamento, cercas eletrônicas de alerta, percurso
animado, patch de grupo, operação Touchscreen, relatório de atividades dos rádios
e outras funções avançadas.
Possuir a capacidade de expansão futura através do acréscimo de modulo
de Repetidoras na mesma Estação Radio Base (ERB) e implementação de novas
ERBs ao Sistema.
33

7.1 – RÁDIO PORTÁTIL MOTOTRBO R7

7.2 – VISÃO GERAL DO RÁDIO MOTOTRBO R7


34

Rótulo Nome Descrição


1 Antena Fornece a amplificação de RF necessária ao transmitir ou
receber.
2 Indicador de LED Fornece o status operacional.
3 Microfone frontal Permite que sua voz seja enviada quando operações PTT ou
de voz são ativadas.
4 Botão de função Botão programável de uma função atribuível do rádio.
programável de 3
pontos
5 Botão PTT (Push-To- Permite executar operações de voz (por exemplo, Chamada
Talk, aperte para falar) de grupo e Chamada privada).
6 Botão de função Botão programável de uma função atribuível do rádio.
programável de 1
ponto
7 Botão de função Botão programável de uma função atribuível do rádio.
programável de 2
pontos
8 Alto-falante Reproduz todos os tons e áudio gerados pelo rádio (como
recursos de tons de teclado e áudio de voz).
9 Botão de emergência Para ligar e desligar as operações de emergência.
10 Botão Seletor de Permite selecionar um canal.
canais
11 Botão Volume/Ligado/ Permite ligar ou desligar o rádio e ajustar o volume.
Desligado
12 Microfone traseiro5 Microfone com cancelamento de ruído.
13 Slot de clipe para cinto Permite prender o clipe para cinto.
14 Contatos para Ponto de carregamento da bateria.
carregamento
15 Trilho de Fornece diretrizes para a colocação durante o carregamento.
carregamento
16 Área de etiquetagem Área para etiqueta adesiva com tamanho recomendado de
do dispositivo 34,5 mm (comprimento), 12,8 mm (largura) e 1,3 mm no
canto para personalização.
17 Conector de acessório Permite conectar acessórios ao rádio.
18 Furo do cordão Permite que você conecte o cordão ao seu rádio.
35

7.3 RÁDIO MÓVEL DGM 5500/DGM 5500E,DGM 8500/DGM 8500E

Rótul Recurso Descrição


o
1 Indicadores de LED Os diodos de emissão de luz vermelhos, amarelos e
verdes indicam o status operacional.
2 Botão Liga/Desliga Para ligar e desligar o rádio.
3 Botão Volume/Canal Gire para ajustar o volume.
Mantenha o botão pressionado para mudar o canal.
4 Visor de LCD O visor de 160 x 72 fornece informações visuais do
rádio.
5 Botão Menu/OK Para acessar o recurso do menu.
No menu, utilize esta tecla para seleções.
6 Botão Canal acima ou canal Navega para o próximo canal.
abaixo No menu, é o botão de navegação para cima ou para
baixo.
7 Alto-falante Reproduz todos os tons e áudio gerados pelo rádio
(como recursos de tons de teclado e áudio de voz).
8 Botão Voltar/Início Pressione para retornar à tela anterior.
Pressione e segure para voltar à tela Início.
36

7.4 MICROFONE DE TECLADO

Rótul Nome do botão Descrição


o
1 Botão Navegação de 4 Fornecer a navegação de menu e interface de seleção.
direções
2 Botão Menu Para acessar o recurso do menu.
3 Botão OK No menu, utilize esta tecla para seleções.
4 Teclas numéricas Teclas que permitem ao usuário inserir caracteres para
diversas operações baseadas em texto.
5 tecla * ou excluir Durante a inserção de números, pressione esta tecla
para inserir *.
Durante a inserção de texto, pressione esta tecla para
excluir um caractere.
6 Tecla 0 Mantenha esta tecla pressionada para ativar ou
desativar o Caps Lock.
7 tecla # ou espaço Durante a inserção de números, pressione esta tecla
para inserir #.
Mantenha esta tecla pressionada para alterar o método
de entrada de texto.
8 Botão Voltar Retornar à tela anterior.
9 Botão Início Retorna à tela inicial.
37

8 TREINAMENTO EM RÁDIO DIGITAL


O treinamento prático em rádio digital tem por objetivo capacitar o soldado a
operar com eficiência, ética e segurança os equipamentos de radiocomunicação
digital utilizados na Polícia Militar do Piauí. A operação correta do rádio é essencial
para garantir a comunicação crítica, especialmente em contextos de emergência,
risco à vida ou comprometimento da ordem pública.

8.1 COMUNICAÇÃO CRÍTICA


A comunicação via rádio, nas forças de segurança, é considerada
comunicação crítica – ou seja, não pode falhar. Ela sustenta a coordenação tática
entre as guarnições, sendo utilizada em todas as ações de natureza policial e de
proteção civil. A confiabilidade da rede digital é o que permite a resposta rápida e
coordenada em situações adversas.

8.2 VANTAGENS DA COMUNICAÇÃO DIGITAL


A adoção da tecnologia digital nas redes de rádio proporciona diversos
benefícios operacionais:
• Confiabilidade na transmissão
• Velocidade na conexão entre rádios
• Segurança e criptografia da informação
• Gestão centralizada da rede
• Interoperabilidade entre forças
Além disso, o sistema digital possui áudio superior, mesmo em áreas com
sinal fraco, diferentemente do analógico, que sofre perdas significativas.

8.3 CONCEITO DE TRONCALIZAÇÃO DIGITAL


A troncalização é um recurso avançado que permite que diversos grupos
compartilhem os canais de rádio de forma inteligente e controlada por um servidor
central. Com isso, há otimização do espectro de frequência, aumento da capacidade
da rede e menor risco de congestionamento.

8.4 ÉTICA E RESPONSABILIDADE NO USO DA REDE


Todo operador de rádio deve respeitar as seguintes diretrizes:
• Utilizar o rádio exclusivamente para fins de serviço
38

• Observar os protocolos de comunicação estabelecidos


• Zelar pelos equipamentos de radiocomunicação
• Manter clareza, objetividade e veracidade na transmissão das mensagens
O uso indevido do rádio acarreta consequências administrativas,
disciplinares e até mesmo criminais, além de colocar em risco a segurança
operacional da missão.

8.5 CARACTERÍSTICAS DO EQUIPAMENTO


O rádio portátil R7 MotoTRBO, atualmente utilizado pela PMPI, é um
equipamento robusto, com autonomia de até 28 horas, conexão Wi-Fi, Bluetooth 5.2,
GPS e resistência a impactos e à água (IP68). Ele possui botões programáveis, visor
colorido, botão de emergência e recursos de supressão de ruído para ambientes
ruidosos.

8.6 EXERCÍCIOS PRÁTICOS


Durante o treinamento, serão realizados os seguintes exercícios:
• Exercício 1: Comunicação simplex (ponto a ponto) sem cobertura de rede
• Exercício 2: Comunicação nas zonas territoriais específicas da PMPI
• Exercício 3: Comunicação interinstitucional na Zona SSP Cerrados
• Exercício 4: Comunicação simplex interforças sem repetidora
• Exercício 5: Comunicação via Zona Integração em operações conjuntas
• Exercício 6: Montagem, operação e desmontagem da Repetidora Tática
SLR1000
• Exercício 7: Simulação de uso da Zona INTERFORÇA
Todos os exercícios têm o objetivo de reforçar a familiaridade dos alunos com
as tecnologias e protocolos reais empregados pela PMPI no uso da Rede de Rádio
Digital DMR Tier III.

BONS ESTUDOS !

Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma


coisa e esperar resultados diferentes. (Albert
Einstein, 1879-1955)
39

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