Problemas Fitzgerald
Problemas Fitzgerald
1.9 Problemas
1.1 Um circuito magnético com um único entreferro está mostrado na Fig. 1.27.
As dimensões do núcleo são:
Área da seção reta Ac = 3,5 cm2
Comprimento médio do núcleo lc = 25 cm
Comprimento do entreferro g = 2,4 mm
N = 95 espiras
Suponha que o núcleo tenha permeabilidade infinita (µ → ∞) e despreze
os efeitos dos campos de fluxo disperso e de espraiamento no entreferro. (a)
Calcule a relutância do núcleo Rc e a do entreferro Rg. Para uma corrente de
i = 1,4 A, calcule (b) o fluxo total φ, (c) o fluxo concatenado λ da bobina e (d)
a indutância L da bobina.
1.2 Repita o Problema 1.1 para uma permeabilidade finita no núcleo de µ = 2350 µ0.
Núcleo:
i caminho médio lc,
área Ac,
permeabilidade µ
Bobina:
λ
N espiras
Entreferro
g
Núcleo:
comprimento médio lc,
X0 i área Ac,
g
x Bobina:
µ lp N espiras
g
Êmbolo
µ
1.7 O circuito magnético da Fig. 1.28 tem 125 espiras e as seguintes dimensões:
Bobina 1
N espiras
Núcleo em C
Área Ac
comprimento médio lc
permeabilidade µ
Entreferro
Área Ag
comprimento g
Bobina
N espiras
Figura 1.29 Circuito magnético do Problema 1.8.
50 Máquinas elétricas
espiras
a. Supondo uma permeabilidade constante de µ = 3150 µ0, calcule a cor-
rente requerida para obter uma densidade de fluxo de 1,25 T no entreferro
quando o êmbolo está completamente retraído (x = 0).
b. Repita os cálculos da parte (a) para o caso em que o núcleo e o êmbolo são
constituídos de um material não linear cuja permeabilidade é dada por
i
Re
Ri
N espiras g
Núcleo:
Bobina de comprimento médio lc,
N espiras área Ac,
permeabilidade relativa µr
1.18 O indutor do Problema 1.17 deve operar com uma fonte de tensão de 60 Hz.
(a) Supondo uma resistência de bobina desprezível, calcule a tensão eficaz no
indutor que corresponde a uma densidade de fluxo de pico no núcleo de 1,5 T.
(b) Com essa condição de operação, calcule a corrente eficaz e a energia arma-
zenada de pico.
1.19 Assuma que o material do indutor do Problema 1.17 tem a permeabilidade dada
no Problema 1.5. Escreva um script de MATLAB para calcular a densidade de
fluxo no núcleo e o fluxo concatenado do indutor com uma corrente de 1,2 A.
1.20 Considere o circuito magnético cilíndrico da Fig. 1.32. Essa estrutura, conhe-
cida como pot-core, é constituída em geral de duas metades cilíndricas. A
bobina de N espiras é enrolada em um carretel e, quando as duas metades são
montadas, ela pode ser facilmente inserida na coluna disposta no eixo central
do núcleo. Como o entreferro está no interior do núcleo e se este não entrar em
saturação excessiva, um fluxo magnético relativamente baixo se “dispersará”
do núcleo. Isso faz essa estrutura ter uma configuração especialmente atraente
para uma ampla variedade de aplicações em indutores, como o da Fig. 1.31, e
também em transformadores.
Suponha que a permeabilidade do núcleo seja µ = 2.300 µ0 e que N = 180
espiras. As seguintes dimensões são especificadas:
a. Embora a densidade de fluxo nas seções radiais do núcleo (as seções de es-
pessura h) diminuam na realidade com o raio, assuma que a densidade de
fluxo permanece uniforme. Encontre o valor de R3 para o qual a densidade
de fluxo média na parede externa do núcleo é igual àquela no interior do
cilindro central.
b. Escreva uma expressão para a indutância da bobina e calcule-a para as
dimensões dadas.
c. O núcleo deve operar com uma densidade de fluxo de pico de 0,6 T, em
uma frequência de 60 Hz. Encontre (i) o respectivo valor eficaz da tensão
C/L
h
R1
l
Enrolamento de
g N espiras
R2
l
h R3
µ
i
ν
i
+ 2a
r
λ
Núcleo:
w
a espessura h para
w dentro da página
a
b
g/2 g/2
i w
f. A partir das partes (d) e (e), deduza uma expressão para a constante de
tempo L/R do indutor. Observe que essa expressão é independente do nú-
mero de espiras da bobina e não se altera quando a indutância e a resistên-
cia da bobina são alteradas ao se variar o número de espiras.
1.31 O indutor da Fig. 1.34 tem as seguintes dimensões:
a = h = w = 1,8 cm b = 2,2 cm g = 0,18 cm
O fator de enrolamento (isto é, a fração do espaço de enrolamento ocupado pelo
condutor) é fenr = 0,55. A resistividade do cobre é 1,73 × 10−8 ·m. Quando a
bobina opera com uma tensão aplicada CC constante de 40 V, a densidade de
fluxo no entreferro é medida como sendo 1,3 T. Encontre a potência dissipada
na bobina, a corrente da bobina, o número de espiras, a resistência da bobina,
a indutância, a constante de tempo e o diâmetro do fio, expresso pela bitola de
fio mais próxima. (Sugestão: A bitola do fio pode ser obtida com a expressão
g2
Núcleo, µ → ∞ Área A2
i1
Área A1
N1 espiras
g1 N2 espiras
i2
Núcleo:
Área Ac
Permeabilidade µ
lA
l1
i1 N1 espiras
g
N espiras N espiras
l2
iA iB
1.33 O circuito magnético simétrico da Fig. 1.36 tem três enrolamentos. Os enrola-
mentos A e B têm N espiras cada um e são enrolados nas duas pernas inferio-
res do núcleo. As dimensões do núcleo estão indicadas na figura.
a. Encontre a indutância própria de cada um dos enrolamentos.
b. Encontre as indutâncias mútuas entre os três pares de enrolamentos.
c. Encontre a tensão induzida no enrolamento 1 quando as correntes iA(t) e
iB(t) dos enrolamentos A e B estão variando no tempo. Mostre que essa
tensão pode ser usada para medir o desequilíbrio (diferença) entre duas
correntes senoidais de mesma frequência.
1.34 O gerador alternador (recíproco) da Fig. 1.37 tem um êmbolo móvel (de posi-
ção x) montado de tal modo que desliza para dentro e para fora de uma estru-
tura magnética, conhecida como yoke*, mantendo o espaçamento g constante
nos dois lados entre o êmbolo e o yoke. Esses dois podem ser considerados
com permeabilidade infinita. O movimento do êmbolo está restringido de tal
modo que sua posição limita-se a 0 ≤ x ≤ w.
Há dois enrolamentos nesse circuito magnético. O primeiro enrolamento
tem N1 espiras e conduz uma corrente CC constante I0. O segundo de N2 espi-
ras está em circuito aberto e pode ser conectado a uma carga.
a. Desprezando os efeitos de espraiamento, encontre a indutância mútua en-
tre os enrolamentos 1 e 2 em função da posição x do êmbolo.
b. O êmbolo é acionado por uma fonte externa de tal modo que o seu movi-
mento é descrito por
µ→∞ Yoke
I0 w Profundidade D
g
g
N2 espiras Êmbolo
w
x(t) = (1 + sen ωt)
2
+ ν2
1.35 A Fig. 1.38 mostra uma configuração que pode ser usada para medir as carac-
terísticas magnéticas do aço elétrico. O material a ser testado é cortado ou per-
furado, produzindo chapas em formato de anéis circulares que então são em-
pilhadas (intercalando camadas isolantes para evitar a formação de correntes
parasitas). Dois enrolamentos envolvem essa pilha de chapas: o primeiro, com
N1 espiras, é usado para produzir um campo magnético na pilha de chapas; o
segundo, com N2 espiras, é usado para captar o fluxo magnético resultante.
A exatidão dos resultados requer que a densidade de fluxo magnético
seja uniforme dentro das chapas. Isso será conseguido se a largura dos anéis
w = Re − Ri for muito menor que o raio das chapas e se o enrolamento de
excitação envolver uniformemente a pilha de chapas. Para os propósitos desta
análise, suponha que haja n chapas, cada uma de espessura . Suponha tam-
bém que o enrolamento 1 seja excitado com uma corrente i1 = I0 sen ωt.
t << Ri
Re
i1 i2 = 0
Ri
+
v2 ∫dt
v0 = G∫v2 dt
Enrolamento 2,
N2 espiras
Enrolamento 1,
N1 espiras
Pilha de n chapas,
cada uma de espessura
Figura 1.38 Configuração para medição das propriedades do aço elétrico.
Capítulo 1 – Circuitos magnéticos e materiais magnéticos 59
A B
I1 I2
C
N1 N2
B, T 0 0,2 0,4 0,6 0,7 0,8 0,9 1,0 0,95 0,9 0,8 0,7 0,6 0,4 0,2 0
H, A·espiras/m 48 52 58 73 85 103 135 193 80 42 2 −18 −29 −40 −45 −48
Usando o MATLAB, (a) plote esses dados, (b) calcule a área do laço de histe-
rese em joules e (c) calcule a respectiva densidade de perdas no núcleo a 60 Hz
em watts/kg. Assuma que a densidade do aço M-5 é 7,65 g/cm3.
1.40 Um circuito magnético conforme mostrado na Fig. 1.27 tem as seguintes
dimensões:
Área da seção reta Ac = 27 cm2
Comprimento médio do núcleo lc = 70 cm
Comprimento do entreferro g = 2,4 mm
N = 95 espiras
e é feito com aço elétrico M-5 tendo as propriedades descritas nas Figs. 1.10,
1.12 e 1.14. Suponha que o núcleo esteja operando com uma densidade de
fluxo senoidal de 60 Hz cuja densidade de fluxo eficaz é 1,1 T. Desconsidere
a resistência do enrolamento e a indutância de dispersão. Para essas condições
de operação, obtenha a tensão do enrolamento, a corrente eficaz do enrola-
mento e as perdas no núcleo. A densidade do aço M-5 é 7,65 g/cm3.
1.41 Repita o Exemplo 1.8 supondo que todas as dimensões do núcleo sejam
duplicadas.
1.42 Usando as curvas de magnetização do samário-cobalto dadas na Fig. 1.19,
encontre o ponto de produto energético máximo e os respectivos valores de
densidade de fluxo e intensidade de campo magnético. Usando esses valores,
repita o Exemplo 1.10 substituindo o ímã de Alnico 5 por um de samário-
Capítulo 1 – Circuitos magnéticos e materiais magnéticos 61
C/L
Entreferro
Peça
h polar
R g Yoke
µ→∞
hm Ímã
Rm µ→∞
Figura 1.40 Circuito magnético do alto-falante do Problema 1.44 (bobina móvel não mostrada).
Área Am
d
µ→∞ µ→∞
Ímã Entreferro:
g área Ag
N espiras
i(t)
campo variável no tempo deve ser criado por uma corrente variável no tempo.
Para Ag = 7 cm2, g = 0,35 cm, N = 175 espiras e com a característica de mag-
netização da Fig. 1.19, encontre:
a. o comprimento d e a área Am do ímã que permitirão obter a densidade de
fluxo desejada no entreferro e minimizar o volume de ímã.
b. A amplitude da corrente variável no tempo necessária para se obter a den-
sidade desejada de fluxo de entreferro variável no tempo.
1.48 Um circuito magnético com a forma da Fig. 1.41 deve ser projetado usando ma-
terial neodímio-ferro-boro com as características da Fig. 1.24 e da Tabela 1.1.
O núcleo do circuito magnético terá uma área de seção reta Ag = 9 cm2
e o comprimento do entreferro será g = 0,32 cm. O circuito deve ser projetado
para operar com temperaturas de até 180o C.
a. Encontre o comprimento d e a área Am do ímã que correspondem ao vo-
lume mínimo de ímã que produzirá uma densidade de fluxo magnético de
0,8 T com o sistema operando a uma temperatura de 180o C.
b. Para o ímã da parte (a), encontre a densidade de fluxo no entreferro quando
a temperatura de operação é 60o C.