Anexo 1 Método Sulzberger
(extraído da Revista Electrotecnia.1964)
CIMENTAÇÕES PARA SUPORTES DE LINHAS AÉREAS
As fundações para os suportes de linha aérea podem ser:
1) De bloque único
2) De partes separadas
3) Pilotos
4) Placas para as rédeas da torre arriostradas.
As fundações de bloco único podem ser calculadas com o método de Sulzberger
que é particularmente apropriado quando o solo apresenta resistência lateral e de
fundo com fundações profundas; ou com o método de Mohr, que se adapta a terrenos
sem resistência lateral, com bases largas.
Há outros métodos, nomeadamente: Mohr, completado com as tabelas de Pohl, a rede de linhas
de Blass, Kleinlogel – Burkein, Valensi.
As fundações para torres, quando o solo apresenta boas características.
resistentes, geralmente são de "patas separadas".
Os pilotes são utilizados para realizar fundações em terrenos nos quais as
características resistentes se encuentran solo "a profundidade".
Finalmente, comentaremos que os postes de madeira não eram simplesmente fundidos.
enterrados. Verifica-se a sua fundação com o método de Sulzberger.
I. MÉTODO DE SULZBERGER
Na Revista Eletrotécnica é detalhado o método de Sulzberger, em os
ejemplares março - abril de 1964 e março – abril de 1975.
O método é baseado em um princípio verificado experimentalmente, que para as
inclinacões limitadas tais que , o terreno se comporta de
maneira elástica. En consecuencia se obtiene reação das paredes verticais de
excavação e normais à força atuante sobre o poste.
No método de Sulzberger, aceita-se que a profundidade de entrada do bloco dentro
do terreno depende da resistência específica do terreno contra a pressão externa
no local considerado. A mencionada resistência específica se chama pressão
admissível do solo e é medida em Kg/cm2. Esta pressão é igual à profundidade de
entrada multiplicada pelo 'índice de compresibilidade C' (kg/cm3)
No método de Sulzberger, aceita-se que a profundidade de entrada do bloco dentro
do terreno depende da resistência específica do terreno contra a pressão externa
no lugar considerado. A resistência específica mencionada é chamada de pressão
admissível do solo e é medida em Kg/cm2. Esta pressão é igual à profundidade de
entrada multiplicada pelo "índice de compressibilidade C" (kg/cm3).
Assim temos: (Kg/cm2)
Economicamente, o método se adapta particularmente bem para fundações
profundas em forma de blocos de concreto para terrenos normais.
Para o fundo de escavação, aceita-se o valor de C (chamado de Cb) igual até 1,2 C.
Seguindo o princípio mencionado, pode-se dizer que a resistência que se opõe à
a inclinação da fundação origina-se em dois efeitos:
1.- O encaixotamento da fundação no terreno assim como a fricção entre
concreto e terra ao longo das paredes verticais, normais à força atuante
2.- Reação do fundo da escavação provocada pelas cargas verticais.
As forças mencionadas no ponto 1 se evidenciam no momento Ms (lateral)
chamado momento de encaixamento e as do ponto 2, no momento do fundo Mb.
Em caso de fundações de pouca profundidade e dimensões transversais
relativamente grandes, existe a relação (Ms / Mb) < 1.
Em resumo, o método é utilizado para calcular os seguintes tipos de fundações:
Um bloco único, para poste de concreto (sejam postes triplos, duplos ou simples).
Primeiro se predimensiona e depois se verifica.
Para verificar a estabilidade dos postes de madeira.
Em terrenos normais, a 2m de profundidade, os coeficientes de compressibilidade
Valen:
Sulzberger determinou que a fundação tem seu centro de giro localizado a 2/3 da
profundidade total
O procedimento consiste (na prática), em assumir os valores de a, b e t Por isso, se
costuma predimensionar dando: 20 cm < t - hpf < 1/5*t
Para fixar os valores de a e b, são tomados 15 cm em cada lado na pré-dimensionação.
a = b = ø poste + 2 * 15 cm
Para verificar, calcula-se o momento de virada. Mv = F(H+2/3t)
Devem ser calculados os momentos estabilizantes. Podem ser selecionados vários.
disposições. Consideramos dois tipos de localização da fundação: a) duas faces
paralelas à linha e duas perpendiculares à linha b) as quatro faces em ângulo,
chamada rómbica.
Deve-se verificar segundo Sulzberger, que o coeficiente de estabilidade seja tal que :
Ms + Mb >= s*Mv
Sra/Ms
S
0.0 1,5
0,1 1.383
0,2 1.317
0,3 1.260
0,4 1.280
0,5 1.150
0,6 1.115
0,7 1.075
0,8 1.040
0,9 1.017
1,00 1.000
Os tanteos consistem exatamente em alcançar o valor de s que varia de 1<=s<=1,5 Valores
Muito maiores fazem uma fundação cara e valores menores a tornam instável.
PESO TOTAL: Intervém no fundo (G), é: Peso do poste + peso da fundação +
peso de condutores + peso de isoladores + peso da terra gravante
Quando a força atuante sobre um poste não é grande e a fricção no fundo do
a escavação atua em seu valor total, o eixo de rotação do bloco se encontra na
profundidade “t”. (base do bloco). Uma inclinação com ângulo alfa corresponde a um
movimento transversal da superfície normal à força F, nesse instante aparece
uma reação da parede de escavação sobre o plano de concreto.
O índice de compressibilidade C é uma função linear da profundidade, ou seja que a
A superfície total de carga tem a forma de triângulo isósceles com a base igual a Ct*b e
uma altura igual a "t"
O momento de encaixotamento Ms neste caso é
Ms = b t3 Ct tga / 12 (0)
A pressão unitária na profundidade t-y representa uma função parabólica simétrica
em relação à reta y = t/2
No momento em que a fricção é superada, será u G = R, onde 'G' é a
resultante de todas as cargas verticais e "u" o coeficiente de atrito estático entre o chão e
Hº. Nesse momento, o eixo de rotação começa a se levantar e o ângulo que
corresponde a este momento se calcula
Tg a = 6 μ G / (b t2Ct) (1)
Com o aumento do ângulo a fricção diminui até desaparecer.
Desprezando a fricção ao fundo, obtém-se uma situação tal que, o eixo de rotação se
encontre o centro de gravidade da superfície de carga:
Prof. 2/3 t
Então
Ms = b*t3* Ct*tg a (2)
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Os resultados dos ensaios demonstram que a passagem do primeiro período para o segundo
ocorre de forma progressiva e não brusca.
Passando ao momento de fundo Mb, pode-se considerar que as cargas verticais
fazem com que o bloco entre no terreno até uma profundidade, sob a ação da
força no topo do poste, o bloco de fundação se inclina em um ângulo determinado
”a” descendo do lado da força e levantando do lado oposto.
A resultante das forças de reação do fundo é igual a G, ou seja, o volume
do prisma de tensões é igual a G, quando o ângulo “a” aumenta, ele encurta o
prisma. O eixo de rotação do bloco deve estar localizado acima do centro de
gravidade do prisma. Para condições de equilíbrio, quando a base do bloco toca o
fundo da escavação em sua superfície total:
Mb = b a2Cbtg a/12 (3)
Tg a = 2 G / (a2b Cb) (4)
Em condições em que a base se eleva mais, sem tocar o fundo por uma parte de
sua superfície, o momento de fundo
Mb = G (a/2 - 0,47 (G / (b Cbtg a))1/2(5)
Se (1) > 0,01 então calculo Ms (0)
Se (1) < 0,01 então calculo Ms (2)
Se (4) > 0.01 então calculo Mb (3)
Se (4) < 0.01 então calculo Mb (5)
Se obtém que Ms/Mb < 1
Então eu pego 's' da tabela e descubro
Ms + Mb >= s Mv
Fundações
As fundações para os suportes de linha aérea podem ser:
• 1) De bloque único
• 2) De partes separadas
• 3) Pilotos
• 4) Placas para as riendas de torre arriostradas.
As fundações de bloco único podem ser calculadas com o método de
Sulzberger que é particularmente apropriado quando o solo apresenta
resistência lateral e de fundo com fundações profundas; ou com o método de
Mohr, que se adapta a terrenos sem resistência lateral, com bases largas.
Há outros métodos, a saber: Mohr, complementado com as tabelas de Pohl, a rede de
linhas de Blass, Kleinlogel – Burkein, Valensi.
As fundações para torres, quando o solo apresenta boas características
resistentes, geralmente são de 'patas separadas'.
Os pilotes são utilizados para realizar fundações em terrenos nos quais as
características resistentes se encuentran solo "a profundidade".
Finalmente, comentaremos que os postes de madeira não se fundavam
simplesmente enterrados. Verifica-se a sua fundação com o método de
Sulzberger.
I. MÉTODO DE SULZBERGER
Na Revista Eletrotécnica detalha-se o método de Sulzberger, em os
exemplaresmarço - abril de 1964y março – abril de 1975. Allí se demuestran
as expressões cujo resultado é atabela Nro. IX.
Entre os vários métodos de cálculo de fundações, o método de Sulzberger
é conhecido por sua crescente popularidade nos últimos anos, particularmente em
Áustria e Suíça. Na Argentina, também é utilizado há vários anos e os
resultados obtidos nas regiões com ventos fortes justificam esta opinião
(Por exemplo, a linha de 66 KV entre Comodoro Rivadavia e Cañadón Seco,
construída no ano de 1953; a linha de 66 KV entre Gral. Madariaga e Mar de
Ajó, construída em 1970, que passa por terrenos alagadiços, arenosos e
normais).
O método baseia-se em um princípio verificado experimentalmente, que para
as inclinações limitadas tais que o terreno se
comporta de maneira elástica. Em consequência, obtém-se reação das
paredes verticais da escavação e normais à força atuante sobre o
poste, fato que a não figuratividade das paredes está limitada apenas a
fricção que apareceria durante um saque vertical do bloco da fundação.
No método de Sulzberger aceita-se que a profundidade de entrada.
o bloco dentro do terreno depende da resistência específica do terreno
contra a pressão externa no local considerado. A mencionada resistência
específica se chama pressão admissível do solo e é medida em Kg/cm2. Esta
pressão é igual à profundidade de entrada multiplicada pelo 'índice de
compresibilidade C".
Assim temos:
(Kg/cm2)
Economicamente, o método se adapta particularmente bem para fundações
profundas em forma de blocos de concreto para terrenos normais.
Para o fundo de escavação aceita-se o valor de C (chamado Cb) igual até
1,2 C.
Seguindo o princípio mencionado, pode-se dizer que a resistência que se
opõe-se à inclinação da fundação, origina-se em dois efeitos:
O encastramento da fundação no terreno assim como a fricção entre
concreto minha terra ao longo das paredes verticais, normais à força
atuante.
Reação do fundo da escavação provocada pelas cargas verticais.
As forças mencionadas no ponto 1 se evidenciam no momento Ms
(lateral) chamado momento de encastramento e as do ponto 2, no momento
do fundo Mb.
Em caso de fundações de pouca profundidade e dimensões transversais
relativamente grandes, existe a relação (Ms / Mb) < 1.
Em resumo, o método é utilizado para calcular os seguintes tipos de
fundações
Um bloco único, para poste de concreto (sejam postes triplos, duplos ou simples).
Primeiro se predimensiona e depois se verifica.
Para verificar a estabilidade dos postes de madeira.
Em terrenos normais, a 2m de profundidade, os coeficientes de compressibilidade
valen
Sulzberger determinou que a fundação tem seu centro de giro
localizado a 2/3 da profundidade total (Figura 1).
O procedimento consiste (na prática), em assumir os valores de a, b e t
(Figura 2). Por isso, costuma-se pré-dimensionar dando:
Para fixar os valores de a e b, são tomados 15 cm de cada lado na
predimensionado.
Para verificar, calcula-se o momento de tombamento.
Devem ser calculados os momentos estabilizantes. Podem ser selecionados vários.
disposições. Consideramos dois tipos de localização da fundação: a) dois
faces paralelas à linha e duas perpendiculares à linha b) as quatro faces em
ângulo, chamada rómbica.
Deve-se verificar segundo Sulzberger, que o coeficiente de estabilidade seja tal que:
Os tentativos consistem exatamente em alcançar o valor de s (vejaFigura 3ytabela
Nro. X).
Valores muito maiores tornam uma fundação cara e valores menores a tornam
instável.
PESO TOTAL: Intervém no fundo (G), é:
Peso do poste + peso da fundação + peso dos condutores + peso de
isoladores.
PESO DO POSTE: Na tabela VIII pode-se consultar o peso para suportes de
concreto.
Para calcular o peso da fundação escreve-se:
(Volume do concreto)
onde
Para postes duplos, o cálculo é igual, exceto que:
e deve-se verificar:
onde
Em casos de terreno, com diferentes características resistentes, utilizam-se
diferentes tipos de fundações. Por exemplo:
1) Fundação tipo A: Solo de terra negra. Aparecem camadas de água em
profundidade maior que 2,5 m (verFigura 4).
2) Fundação tipo B: Solo de terra preta. Encontra-se água entre 2 e 3 m
de profundidade (VerFigura 5):
3) Fundação tipo C: Terra arenosa, médãos. A uma profundidade de 1,50 m
aproximadamente, se encontra água. A camada superior é muito boa para
fundações são do tipo [Link] 6).
4) Fundação tipo D: Zona baixa com banhados. A uma profundidade de 1,00 m
aproximadamente, se encontra água. A camada superior é de terra preta e é
a que oferece as melhores características para fundar. as fundações são
[Link] 7).
5) Fundação tipo E: Zona similar à que é empregada em fundações tipo D,
mas de piores condições em relação à água. Utilizam-se fundações
[Link] 8).
6) Fundação tipo F: Solo de terra preta. As camadas superficiais apresentam
melhores características para fundar que as camadas profundas, pois aparece
água a profundidades entre 1,50 e 2,50 m. É empregada fundação profunda
(semelhante aos tipo A ou B), mas com sapata superficial (Figura 9).
7) Fundação tipo G: Solo de terra vermelha com água na superfície, muito
branca, em áreas profundas encontram-se boas condições para fundar. É
o caso recíproco das fundações tipo F. Utiliza-se sapata profunda (Figura
10).
NOTA: Atabela IXvale para fundações sem zapata. Para bases com zapata
ver os artigos nas "Revistas Eletrotécnica" citadas.
II. CÁLCULO DE CIMENTAÇÕES SEGUNDO MOHR.
Antes de comentar o método de Mohr, recomendamos o comportamento de
uma viga até a solicitação de flexão composta.
Diz-se que uma viga está submetida a compressão simples quando a força
atua em seu centro de gravidade. O diagrama de tensões mostra uma
distribuição uniforme. O eixo neutro está no [Link] 11):
compressão
Diz-se que uma viga está submetida a flexão simples quando o diagrama de
tensões mostra dois triângulos iguais (Figura 12O eixo neutro passa pelo
centro de gravidade.
Se a força é de compressão, mas não passa pelo centro de gravidade, mas sim
por um dos eixos principais de inércia, a uma distância ey, tem-se flexão
composta simples.
O eixo neutro pode passar pela figura, pela borda ou fora dela.
NaFigura 13se exemplifica o caso em que o eixo neutro passa pela borda e
naFigura 14, o mesmo caso, com o eixo neutro fora da figura. No primeiro
caso a tensão é triangular e no segundo, trapezoidal.
Se a força não está aplicada em nenhum dos eixos principais (Figura 15), a
solicitação é chamada de flexão composta oblíqua.
Interessa em muitos problemas, determinar a posição do eixo neutro. Em tal
eje, a tensão é nula. Pode-se encontrar sua posição fazendo
ou bem:
portanto:
de onde:
Expressão que dá a distância do eixo neutro ao centro de gravidade.
O sinal menos indica que sua posição é oposta à da excentricidade ey de
a força.
Para o cálculo de fundações, é importante que todos os pontos estejam
sujeitos a esforços do mesmo signo. Demonstra-se trigonométricamente que,
para que isso ocorra, a excentricidade da aplicação da força deve ser
menor que 1/6 da comprimento total da peça. Define-se assim um losango onde
convém que eu atue a força ver aFigura 16.
Se a aplicação da força está no centro de gravidade, todo o esforço é
de compressão e o eixo neutro está no infinito.
Se a força começa a se afastar do centro de gravidade, o eixo neutro se
comece a se aproximar da figura, mas ainda a resultante do esforço combinado
de compreensão e flexão é um trapézio. No limite é um triângulo.
Quando a força se afasta mais e o eixo neutro já está dentro da figura, se
têm 2 triângulos, mas um deles implica que a solicitação é de tração,
e as fundações rígidas diretas de concreto não trabalham bem à tração,
pois a sua resistência é exigua. VerFigura 17.
No caso de flexão composta oblíqua, a equação assume uma compressão
simples mais duas flexões simples.
Substituindo os momentos de inércia por raios de giro pode-se encontrar
a posição do eixo neutro com:
substituição, resulta que o eixo neutro está em posição oblíqua.
Para y = 0 é:
Para z=0 é:
O problema de determinar a posição do eixo neutro e as tensões nos
bordes, no caso de uma seção submetida a flexão composta oblíqua e
quando não se consideram os esforços de tração, foi resolvido, para
seções retangulares, por Pohl, quem construiuuma tabelaque permite hallar
o valor de .
A tensão é calculada com:
O coeficiente µ é obtido em função de ez/b e ey/h, onde ez e ey são os
excentricidades de aplicação da carga em relação ao baricentro.
A. Guzmán: "Resistência de Materiais" - C.E.I.L.P.
SÍNTESE DO PROCEDIMENTO DE CÁLCULO DE MOHR
Este antigo procedimento de cálculo, que leva o nome de Mohr, é utilizado
quando se trata de bases largas que estão fundadas a pouca profundidade,
dado que para estas, a influência da resistência lateral do solo diminui
consideravelmente em comparação com as resistências das bases do
land.
Este procedimento de cálculo será também escolhido, quando as bases não se
salas rodeadas de um bom solo em todos os lados. Emprego, em
fundações mais estreitas, o procedimento de cálculo dá resultados
demasiados desfavoráveis, de tal modo que o procedimento se torna menos
apropriado quanto maior for a relação entre a profundidade de
escavação e a largura da base.
Alí é onde interessa aplicar Sulzberger. Note-se que se não se toma Ms em
Sulzberger, s deve ser menor que 1,5, claro que também as camadas do solo
Laterais proporcionam resistência contra mudanças de posição da base; a
que só é considerado indiretamente no procedimento de Mohr adicionando a
as cargas verticais o peso do volume da terra, cujas superfícies
as laterais externas atravessam as bordas da base da fundação e estão
inclinadas a um ângulo β que depende do tipo de solo (linhas pontilhadas
limites na Figura 18).
Comumente, o ângulo β é tomado de tal modo que, o peso adicional de terra
seja justo igual às forças de atrito que surgem quando a fundação é
solicitada por uma força axial de extração. Na verdade, nas torres das
linhas, a fundação experimenta uma rotação e a reação do solo só atua
onde a fundação tenta se desprender da terra, ela é, portanto,
menor do que se tem em conta. A reação, portanto, age de forma
excêntrica.
Ainda quando dessa forma foram obtidas dimensões de fundações
apropriadas em certos casos, este método de cálculo, no qual as resistências
laterais do solo (e forças de atrito) são substituídas pelo peso de um
volumen de terra, não pode levar a obter resultados gerais utilizáveis.
Os seguintes passos, onde é indicado o procedimento de Mohr, limitam-se a
fundações com cortes retangulares transversais.
O cálculo baseia-se na suposição de que a base da fundação permanece
horizontal e que as pressões que surgem na base, mantêm a mesma
relação entre os esmagamentos da base no solo.
A causa dessas condições, obtém-se a distribuição linear das pressões
de solo sobre a base.
Mas as forças de pressão só se transmitem por toda a superfície quando
a força média das cargas verticais e horizontais do suporte e de
a reação do volume da terra atua no núcleo da superfície da base.
Isso ocorre, com referência a aFigura 16, quando as coordenadas ex: ey do
ponto de ataque, cumprem a condição:
Se o ponto de ataque estiver fora do núcleo, então ocorre uma
linha neutra na superfície da base, que separa a parte efetiva da
fração de superfície que transmite pressão, da fração não efetiva é um
triângulo, um quadrado ou um trapézio.
A posição da linha neutra e a pressão máxima nos cantos é
determinan mediante as condições de equilíbrio da Estática Clássica; mas
o cálculo direto é somente possível quando a superfície de pressão forma
um triângulo ou um quadrado.
Com uma superfície de pressão trapezoidal, os trechos determinantes
desconhecidos de linhas neutras já não são deixados separados nas condições
de equilíbrio não lineares segundo essas dimensões e só podem ser resolvidos
mediante provas.
TABELAS DE POHL
K. Pohl propôs tabelas com as quais é possível, de forma simples, determinar
a máxima pressão de canto em todo caso, independentemente que a
superfície de pressão forma um triângulo, quadrado ou trapézio. previamente há
que determinar a posição do ponto de ataque da força média que se
obtém-se das equações de momentos em torno dos eixos x-x e y-y da
base, de coordenadas:
V= forças verticais
aos momentos só contribuem as forças
horizontais assim como forças verticais
fora do centro dos mastros).
A maior pressão de canto é obtida então de:
onde: F = a.b é a superfície da base e o
coeficienteµse toma de latabela 81para os valores
ex/a y ey/b (dados separadamente).
Se pelo menos metade da superfície da base
deve transmitir tensões, então só devem ser utilizados os valores de µ que
está à direita ou, respectivamente, abaixo da linha escalonada A-A,
Bass substituiu a tabela numérica de Pohl por uma rede de linhas das quais se
pode ler o coeficiente µimediatamente.
O peso específico do solo é assumido para a determinação de reações do
suelo comumente com:
COMENTÁRIO FINAL
O problema de aplicar diretamente o método de Mohr consiste em que
geralmente, as forças no caso de linhas são horizontais e as
componentes verticais são menores que os horizontais.
A fim de incorporar uma força vertical importante, as fundações são realizadas
em profundidade e a sapata é estendida. Nesse caso, considera-se, além
do peso próprio dos condutores, isoladores e estruturas (P1), o peso da
tierra sobreposta (Pp).
Se chamarmos:
para que a força caia dentro do núcleo central, evitando as forças de
tracção, deve ser
III CÁLCULO DE CIMENTAÇÕES A PATAS SEPARADAS
Neste tipo de cálculo, que é realizado para dimensionar as bases das torres
de aço, parte-se da hipótese de que: duas patas trabalham "à compreensão" e
dos "al arranque". VerFigura 20.
Para o arranque, adiciona-se ao peso da terra diretamente sobreposta à
placa "a" de laFigura 20(que pode ser de concreto ou uma grade)
metálico), uma quantidade de terra que corresponde ao ângulo de arranque. Dito
O ângulo é função das características do terreno. varia entre 8 e 40°.
Se indica com F a força de compressão e com Z a de arranque.
Os valores do ângulo de arranque podem ser consultados naplanilha Nro. XI.
As fundações são pré-dimensionadas e depois verificadas à compressão e ao
arranque.
VERIFICAÇÃO NA PARTIDA
Tendo as forças Z que tentam arrancar a torre, enquanto que a
fundação e a terra sobreposta tentam impedi-lo, chega-se à seguinte
expressão (considerando a consideração de Sulzberger).
onde:
VERIFICAÇÃO DA COMPRESSÃO
Temos como dado a pressão ( ) máxima que a terra suporta:
isto é para terreno normal; para o resto, verplanilha Nro. XI.
A expressão a aplicar é:
IV. FUNDAMENTOS PARA POSTES DE MADEIRA
Não se fundem, vão simplesmente enterrados em terra compactada, em alguns
casos se agrega uma cruz inferior.
V. PILOTES
Em terrenos cujas camadas suportantes se encontram em profundidade, empregam-se
pilotes cravados e unidos perto da superfície por cabeça para realizar a
fundação.
APÊNDICE
Os valores típicos dos parâmetros característicos do terreno são mostrados em
aplanilha 1que foi extraída da bibliografia.
Aplanilha 2também extraída da bibliografia mostra como s depende de Ms /
Mb.
A bibliografia correspondente é o artigo do Ing. Tadeo Maciejewsky -
Cálculo de fundações para linhas de transmissão de energia elétrica com o
método de Sulzberger - revista Eletrotécnica argentinaMarço Abril 1964-
pag 59 a 69