Setembro Amarelo: A busca por garantir saúde mental
e inclusão nas escolas
A campanha do ‘’setembro Amarelo’’ tem como
objetivo promover a conscientização sobre a
prevenção ao suicídio, um tema delicado que
afeta inúmeras pessoas ao redor do mundo,
inclusive estudantes. Dentro desse contexto, as
escolas têm um papel fundamental no apoio à
saúde mental de seus alunos. Entretanto, uma
realidade preocupante permanece: o
preconceito enfrentado por alunos bolsistas, que
muitas vezes se reflete em casos de bullying e
exclusão social, afetando profundamente seu
bem-estar psicológico.
CORRENTE-PI
2025
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCHA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
SUMÁRIO
RESUMO ............................................................................................................. 04
INTRODUÇÃO .................................................................................................... 05
METODOLOGIA.................................................................................................. 07
RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................ 09
CONCLUSÃO ..................................................................................................... 13
REFERÊNCIAS ....................................................................................................14
ANEXOS .............................................................................................................. 15
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCHA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
[Link]
O Projeto Setembro Amarelo em escolas tem como objetivo principal a
conscientização sobre a importância da saúde mental e a prevenção do suicídio
entre alunos, professores e toda a comunidade escolar. As atividades buscam
criar um ambiente acolhedor, promover o diálogo sobre o tema e oferecer suporte
emocional para aqueles que estão enfrentando dificuldades.
Setembro Amarelo é um movimento, uma campanha de conscientização
sobre a prevenção do suicídio. Idealizada ainda no final de 2014 por diversas
entidades, entre elas o CVV (Centro de Valorização da Vida), teve sua primeira
edição em 2015. A cor “amarela” é usada mundialmente como referência direta
ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro).
Ao longo desses anos, tem sido possível observar uma evolução na
conscientização da sociedade como um todo em relação ao assunto, com quebra
de tabus e a abertura para se conversar abertamente sobre suicídio em
diferentes ambientes sociais, como dentro da família, nas empresas, imprensa e
poder público.
Qualquer pessoa (física ou jurídica) pode participar do Movimento. Mais
do que simplesmente iluminar locais públicos ou chamar a atenção com ações
de impacto, o CVV entende que o Setembro Amarelo deve ser uma oportunidade
para se tratar do tema suicídio de forma ampla e consciente, por meio de
palestras, debates, simpósios, publicações na imprensa e outras formas de criar
um ambiente de conhecimento e esclarecimento.
Em 2025, o Centro de Valorização da Vida (CVV) apresenta a campanha
do ‘’setembro Amarelo’’ com o tema “Conversar pode mudar vidas”. O foco é
reforçar que o diálogo é uma ferramenta poderosa para acolher quem sofre em
silêncio.
Seja parte dessa mudança. Promova a conversa sobre a prevenção do
suicídio.
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
[Link]ÇÃO
O preconceito e a realidade dos estudantes que conquistam bolsas de
estudo, especialmente em instituições particulares, carregam o fardo de serem
constantemente lembrados de sua condição socioeconômica. Em muitos casos,
são alvos de comentários maldosos e atitudes discriminatórias que, embora
possam parecer inofensivas para quem as comete, causam danos emocionais
irreparáveis. Esse preconceito social contribui para um ambiente hostil, no qual
o estudante se sente desvalorizado e, muitas vezes, invisível.
A pressão por desempenho acadêmico somada ao preconceito e à
exclusão gera um peso psicológico significativo. Muitos desses alunos não
encontram nas escolas o suporte necessário para lidar com essa situação.
Assim, em vez de encontrarem um espaço seguro para o aprendizado e
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
desenvolvimento, acabam se sentindo isolados, o que pode agravar transtornos
como depressão e ansiedade.
A falha no cumprimento da lei de apoio psicológico nas escolas
A legislação brasileira prevê que todas as escolas devem oferecer
atendimento social e psicológico aos alunos. Essa medida visa garantir que
todos os estudantes tenham o suporte necessário para lidar com questões
emocionais e sociais que podem surgir no ambiente escolar. No entanto, a
realidade é que muitas escolas, tanto públicas quanto privadas, ainda não
cumprem essa exigência.
A falta de profissionais de psicologia e assistência social nas instituições
educativas é uma lacuna que compromete a formação integral dos alunos.
Bolsistas, que muitas vezes enfrentam desafios adicionais por sua condição
socioeconômica, acabam sendo os mais afetados por essa ausência de suporte.
O descumprimento da lei não apenas perpetua a exclusão, mas também deixa
jovens em situações vulneráveis, sem o amparo que poderiam ter para prevenir
situações de risco, como automutilação e suicídio.
Setembro Amarelo: mais do que um mês de conscientização o Setembro
Amarelo é um chamado para toda a sociedade refletir sobre a importância da
saúde mental, principalmente no ambiente escolar. A inclusão efetiva nas
escolas vai além de simplesmente garantir a matrícula de alunos bolsistas. É
necessário que o ambiente educativo seja acolhedor e promova a equidade,
proporcionando um espaço onde todos se sintam pertencentes e possam
desenvolver seu potencial sem medo ou discriminação.
O apoio psicológico, garantido por lei, precisa ser uma realidade em
todas as escolas. Precisamos cobrar que as instituições de ensino cumpram seu
papel, garantindo o bem-estar emocional dos estudantes. A prevenção ao
suicídio começa com a criação de um ambiente escolar saudável, onde a saúde
mental é priorizada e o preconceito, combatido.
Neste Setembro Amarelo, a UBES reafirma seu compromisso com a luta
por uma educação inclusiva e que leve em conta a saúde mental de todos os
estudantes. Vamos juntos construir um ambiente escolar onde todos tenham a
oportunidade de crescer e se desenvolver, sem medo, preconceito ou
discriminação.
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
[Link]
A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste projeto baseia-se
em uma abordagem qualitativa, pautada em pesquisa bibliográfica, efetivada por
meio da apreciação detalhada de literaturas e artigos científicos publicados em
periódicos eletrônicos. A construção do referencial teórico fundamentou-se
principalmente em documentos normativos e textos jurídicos, especialmente lei
que obriga a capacitação da comunidade escolar em saúde mental é a Lei nº
14.819/2024, que institui a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas
Comunidades Escolares. Essa lei visa promover a saúde mental de alunos,
professores, funcionários, pais e responsáveis, estabelecendo medidas para
garantir o acesso à atenção psicossocial e informar a sociedade sobre a
importância do tema.
Detalhes da lei:
• Objetivo:
Promover a saúde mental e a cultura de paz nas escolas, com foco em
alunos, professores, funcionários e pais/responsáveis.
• Medidas:
A lei estabelece medidas para garantir o acesso à atenção psicossocial e
divulgar informações corretas sobre saúde mental.
• Articulação:
As ações devem ser articuladas com a Política Nacional de Saúde
Mental e o Programa Saúde na Escola (PSE).
• Execução:
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
A execução da política será feita por meio do PSE, com a participação de
grupos de trabalho que incluirão representantes da comunidade escolar e da
atenção básica à saúde.
• Capacitação:
A lei não cita especificamente a obrigatoriedade de capacitação, mas sim
a promoção de espaços de reflexão e comunicação sobre as características e
necessidades da comunidade escolar, livres de preconceito e discriminação.
Importância da lei:
• Redução de problemas:
A lei pode ajudar a reduzir casos de depressão e ansiedade no ambiente
escolar, além de promover um ambiente mais saudável e acolhedor.
• Bem-estar:
A atenção psicossocial nas escolas visa garantir o bem-estar de todos os
envolvidos, contribuindo para um melhor desenvolvimento e aprendizado.
• Prevenção:
A lei busca prevenir o surgimento de transtornos mentais e promover a
saúde mental desde a infância e adolescência.
Outras informações:
• O texto da lei está disponível no site [Link].
• A lei foi sancionada em janeiro de 2024.
• A implementação da política será feita em articulação com
o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e a Rede de Atenção
Psicossocial (RAPS).
[Link] E DISCURSSÕES:
• Conscientização e Prevenção:
O projeto visa desmistificar o suicídio, incentivando conversas abertas e
oferecendo informações sobre como buscar ajuda.
• Valorização da Vida:
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
A campanha enfatiza a importância da vida e a existência de caminhos
para superar momentos difíceis.
• Ambiente Escolar Saudável:
Busca-se criar um ambiente escolar acolhedor, onde os alunos se sintam
seguros para expressar suas emoções e buscar apoio.
• Capacitação de Equipe:
A capacitação de professores e funcionários com informações sobre
saúde mental e sinais de alerta é fundamental.
• Parcerias:
Estabelecer parcerias com famílias, organizações e a sociedade civil
para ampliar o alcance da campanha.
Atividades Sugeridas:
• Rodas de Conversa:
Criação de espaços para discussão sobre saúde mental, com a
participação de profissionais de psicologia.
• Oficinas e Dinâmicas:
Oficinas de arte, teatro, e dinâmicas que promovam a expressão de
emoções e o desenvolvimento da inteligência emocional.
• Produção de Materiais:
Produção de cartazes, painéis e materiais informativos sobre o tema.
• Ações de Combate ao Bullying:
Abordagem do tema do bullying e cyberbullying, promovendo a
conscientização sobre suas consequências.
• Ações de Valorização da Vida:
Atividades que promovam a autoestima, o autoconhecimento e a
valorização da vida.
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
[Link]ÃO:
O Setembro Amarelo nas escolas é essencial para promoção da saúde
mental e a prevenção do suicídio, contribuindo para o bem-estar emocional dos
alunos e para a criação de um ambiente escolar mais acolhedor e seguro. A
campanha também reforça a importância da escuta atenta, da validação dos
sentimentos e do combate ao preconceito.
A escola é espaço de socialização e formação do saber, de relações
sociais, assim como compõe a Rede de Proteção à Crianças e Adolescentes,
devendo, dessa forma, estar atenta as questões sociais e de saúde que afetam
a todos no contexto educativo e que interferem direta ou indiretamente no
processo de aprendizagem dos estudantes. Quando a escola deixa de trabalhar
os assuntos inerentes à vida humana ou os trata de formas pontuais e
superficiais, pode contribuir para o fortalecimento dos tabus vinculados às
temáticas e os sentimentos relacionados a eles ficam proibidos de serem
expressos.
POR QUE NA/PARA ESCOLA? A vivência de problemas de saúde
mental afeta negativamente a aprendizagem, o engajamento acadêmico e o
desenvolvimento integral saudável dos estudantes (STEINMAYR et al., 2016).
Dessa forma, é importante que as escolas construam estratégias para promover
cuidados de saúde mental e estimular o autoconhecimento e as práticas de
autocuidado e cuidado com o outro. Essas estratégias estão em consonância
com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), compactuando com a
competência geral oito: “Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física
e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas
emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas”.;
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
[Link]ÊNCIAS
Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) [Link]
paravoce/saude-mental/acoes-e-programas-saudemental/centro-de-atencao-
psicossocial-caps;
Movimento Setembro Amarelo, Dia mundial de Prevenção ao Suicídio
[Link] ;
Associação Brasileira de Estudos e Prevenção de Suicídios [Link]
Associação Brasileira de Psiquiatria [Link] Rede Brasileira de
Prevenção ao Suicídio [Link] Instituto Bia Dote
[Link]
Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio
[Link] Nomoblidis [Link]
Informações sobre prevenção do suicídio [Link]
Centro Voluntariado de São Paulo [Link] Educação
Emocional [Link];
Movimento Conte Comigo, Prevenção a Depressão [Link] ;
Transtornos mentais e dependência química [Link];
Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio [Link]
Befrienders Worldwide [Link];
Sociedade Portuguesa de Suicidologia [Link] Voz de apoio -
Portugal [Link] Telefone de Esperança - Portugal
[Link] ;
Fundação Americana de Prevenção de Suicídio [Link] Associação
Americana de Suicidologia [Link].
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM
5. ANEXOS
PAULO ROBERTO RIBEIRO ROCA COREN-PI 287812-ENF
LICENCIADO EM PEDAGOGIA
BACHAREL EM ENFERMAGEM