30 Protocolos
30 Protocolos
SUMÁRIO
Introdução .................................................................................................... 4
Escovação Dentária ....................................................................................... 5
Alimentação Independente (Talheres e Copo) ................................................. 8
Vestir-se (Camiseta, Calça e Calçados Simples) ............................................ 11
Organização da Mochila e Material Escolar ................................................... 14
Tarefas Domésticas Simples (Guardar Brinquedos e Objetos) ........................ 17
Área 2 – Motricidade Fina e Coordenação ........................................ 20
Treino de Pinça Fina (Botões, Contas, Prendedores) ...................................... 21
Uso Funcional da Tesoura e Colagem ............................................................ 24
Desenho Guiado e Pré-Escrita ...................................................................... 27
Manipulação de Objetos Pequenos (Encaixes, Blocos, Moedas) ..................... 30
Jogos de Coordenação Bimanual .................................................................. 33
Área 3 – Motricidade Global e Regulação Motora ............................. 37
Circuitos Motores Simples ........................................................................... 38
Equilíbrio Estático e Dinâmico ...................................................................... 41
Coordenação Bilateral em Jogos de Bola....................................................... 44
Planejamento Motor em Atividades Dirigidas ................................................ 47
Exercícios de Ritmo e Movimento (Pular, Dançar, Marchar) ........................... 50
Área 4 – Autorregulação e Processamento Sensorial ........................ 53
Estratégias Calmantes (Cantinho Sensorial) ................................................. 54
Tolerância a Sons e Texturas ........................................................................ 57
Atividades Proprioceptivas (Empurrar, Puxar, Carregar) ................................. 60
Integração Vestibular (Balanço, Rotação Segura) ......................................... 63
Sequências de Autorregulação Guiada ......................................................... 66
Área 5 – Interação Social e Brincadeiras Funcionais......................... 69
Jogos de Imitação Guiada (Ações Simples) ................................................... 70
2
Brincadeiras em Turnos (Troca de Vez) .......................................................... 73
Jogos Simbólicos com Bonecos e Objetos ...................................................... 76
Atividades de Grupo Simples (Roda e Música) ............................................... 79
Engajamento em Duplas com Pares ou Irmãos ............................................... 82
Área 6 – Comunicação Funcional com Suporte da TO ........................ 85
Uso de Pictogramas Durante Atividades ........................................................ 86
Solicitações Simples por Gestos ou Figuras................................................... 89
Atividades de Turnos Comunicativos (Pergunta–Resposta) ............................ 92
3
Introdução
A Terapia Ocupacional (TO) é essencial no desenvolvimento de crianças
autistas, pois promove autonomia, habilidades funcionais e participação
ativa em diferentes contextos: casa, escola e comunidade.
4
PROTOCOLO 1
Escovação Dentária
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a realizar escovação completa dos dentes e língua com
independência parcial ou total, garantindo higiene oral básica.
2. Fundamentação Clínica
Habilidade essencial de autocuidado, relacionada à saúde bucal, prevenção
de cáries e autonomia em AVDs. Evidências (AOTA, NCAEP) reforçam o
treino precoce de higiene pessoal como meta prioritária na TO com TEA.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de AVDs.
4. Materiais Necessários
Escova infantil adaptada, pasta (quantidade adequada à idade), copo
plástico, toalha.
5
Suporte visual sequencial (pictos ou fotos).
5. Preparação do Ambiente
Pia acessível com espelho na altura da criança.
2. Colocar pasta.
6. Escovar língua.
7. Bochechar e cuspir.
7. Procedimento de Ensino
• Encadeamento: frente ou trás, conforme tolerância.
• Prompting: físico leve → gestual → verbal → visual.
• Modelagem: demonstração pelo terapeuta ou boneco.
• Reforço positivo: imediato e contingente (elogio, acesso a preferência).
• Fading: reduzir prompts sistematicamente após acertos.
8. Adaptações e Suportes
• Hipersensibilidade oral → começar sem pasta; dessensibilização gradual.
• Baixa coordenação → escova elétrica, cabos engrossados.
6
• Comunicação limitada → pictogramas ou sequência em fotos.
7
PROTOCOLO 2
Alimentação Independente
(Talheres e Copo)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a se alimentar com colher, garfo e copo aberto de forma
independente.
2. Fundamentação Clínica
A alimentação independente promove autonomia, participação social e
desenvolvimento motor fino/bimanual. Estudos em TO mostram que treino
estruturado com talheres favorece coordenação e integração sensório-
motora.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de AVDs.
8
4. Materiais Necessários
Colher larga, garfo infantil arredondado, copo leve ou com alça.
5. Preparação do Ambiente
Mesa organizada, apenas utensílios necessários.
4. Mastigar e engolir.
9
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
8. Adaptações e Suportes
Talheres engrossados ou angulados.
10
PROTOCOLO 3
Vestir-se (Camiseta, Calça e
Calçados Simples)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a vestir roupas simples de forma independente.
2. Fundamentação Clínica
Vestir-se é uma AVD central para autonomia e participação social.
Evidências em TO indicam que encadeamento de tarefas com suporte
visual e prática diária favorecem domínio funcional.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de independência.
4. Materiais Necessários
Camiseta larga, calça com elástico, calçados de velcro/slip-on.
11
Espelho e checklist visual da sequência.
5. Preparação do Ambiente
Roupas dispostas na ordem correta (camiseta → calça → calçado).
2. Colocar a cabeça.
5. Ajustar camiseta.
6. Pegar calça.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para trás (facilita vivência do sucesso).
12
Reforço imediato após cada avanço.
8. Adaptações e Suportes
Etiquetas visuais para frente/verso.
13
Protocolo 4
Organização da Mochila e Material
Escolar
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a organizar a mochila com os itens escolares básicos de
forma independente.
2. Fundamentação Clínica
Organizar materiais promove independência escolar, senso de
responsabilidade e planejamento motor. Evidências em TO mostram que
rotinas visuais estruturadas aumentam adesão em crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em idade escolar.
14
4. Materiais Necessários
Mochila simples, caderno, livro, estojo, lancheira, garrafinha.
Divisórias/organizadores internos.
5. Preparação do Ambiente
Mesa com todos os materiais visíveis.
2. Colocar caderno.
3. Colocar estojo.
4. Colocar livro.
5. Colocar lancheira.
6. Colocar garrafinha.
7. Conferir checklist.
8. Fechar mochila.
15
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
8. Adaptações e Suportes
Etiquetas coloridas para compartimentos.
16
PROTOCOLO 5
Tarefas Domésticas Simples
(Guardar Brinquedos e Objetos)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a guardar brinquedos/objetos em caixas organizadoras e
ajudar em pequenas tarefas domésticas.
2. Fundamentação Clínica
Participar de tarefas domésticas desenvolve autonomia, responsabilidade
e senso de pertencimento. Evidências em TO destacam que pequenas
rotinas estruturadas aumentam engajamento funcional no TEA.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de autonomia no lar.
17
4. Materiais Necessários
Brinquedos/objetos da rotina.
5. Preparação do Ambiente
Objetos espalhados em local definido.
2. Pegar brinquedo.
4. Colocar dentro.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
18
Modelagem pelo adulto (mostrar 1ª vez).
8. Adaptações e Suportes
Etiquetas/fotos nos locais de guarda.
19
ÁREA 2 – MOTRICIDADE
FINA E COORDENAÇÃO
20
PROTOCOLO 6
Treino de Pinça Fina (Botões,
Contas, Prendedores)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a usar a pinça fina (polegar + indicador) em atividades
funcionais.
2. Fundamentação Clínica
A pinça fina é pré-requisito para escrita, abotoar roupas, manipular
utensílios e atividades escolares. Estudos em TO apontam que treinos
estruturados de motricidade fina melhoram autonomia em AVDs e
desempenho acadêmico.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de coordenação fina.
21
4. Materiais Necessários
Botões grandes, contas, prendedores, pinos de encaixe.
5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa e organizada.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
22
Reforço imediato após cada acerto.
8. Adaptações e Suportes
Objetos maiores e leves para fase inicial.
23
PROTOCOLO 7
Uso Funcional da Tesoura e
Colagem
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a cortar papel com tesoura infantil e colar em superfície-
alvo.
2. Fundamentação Clínica
O uso da tesoura treina coordenação bimanual, força de mãos e
planejamento motor, fundamentais para escrita, artes e autonomia escolar.
Evidências em TO mostram que treino progressivo (linhas → curvas →
figuras) aumenta precisão e independência.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em fase de treino de motricidade fina.
24
4. Materiais Necessários
Tesoura infantil de ponta arredondada.
5. Preparação do Ambiente
Mesa organizada apenas com papel, tesoura e cola.
3. Abrir tesoura.
8. Colar no local-alvo.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
25
Prompt físico parcial (guiar a mão) → gestual → verbal.
8. Adaptações e Suportes
Tesoura com mola (facilita abertura).
26
PROTOCOLO 8
Desenho Guiado e Pré-Escrita
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a realizar traçados básicos de pré-escrita (linhas, círculos,
cruzes) e desenhos simples.
2. Fundamentação Clínica
A pré-escrita prepara para alfabetização, exige coordenação óculo-manual,
controle motor fino e planejamento. Evidências mostram que treino com
guias visuais e modelagem favorece a aquisição de habilidades gráficas em
crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em fase de pré-escola ou treino de escrita.
4. Materiais Necessários
Folhas grandes, lápis triangular grosso, giz de cera, canetinhas laváveis.
27
Guias visuais: linhas grossas, figuras pontilhadas, pranchas com sulcos.
5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa, folha fixada em prancheta.
5. Traçar círculo.
6. Traçar cruz.
7. Traçar quadrado/triângulo.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
28
8. Adaptações e Suportes
Para baixa coordenação: lápis engrossado ou adaptador.
29
PROTOCOLO 9
Manipulação de Objetos Pequenos
(Encaixes, Blocos, Moedas)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a manipular objetos pequenos com precisão em
atividades de encaixe, empilhamento e transferência.
2. Fundamentação Clínica
Manipular objetos pequenos treina pinça fina, coordenação bilateral e
planejamento motor. Evidências em TO mostram que jogos de encaixe
estruturados favorecem habilidades funcionais como abotoar roupas e
usar utensílios.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de motricidade fina.
30
4. Materiais Necessários
Blocos de encaixe, moedas grandes, tampinhas, cubos, pinos.
5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa e organizada.
Reforço à vista.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
31
Reforço positivo imediato a cada acerto.
8. Adaptações e Suportes
Usar peças maiores no início.
32
PROTOCOLO 10
Jogos de Coordenação Bimanual
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a utilizar as duas mãos de forma coordenada em
atividades estruturadas e funcionais.
2. Fundamentação Clínica
A coordenação bimanual é essencial para tarefas como vestir-se, recortar,
abrir potes, escrever com apoio da outra mão. Evidências em TO mostram
que treinos estruturados com atividades lúdicas favorecem integração
bilateral e planejamento motor em crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de habilidades motoras finas e funcionais.
33
4. Materiais Necessários
Massinha para modelar, blocos de montar, potes com tampa, cordões
grossos.
Jogos de encaixe que exijam estabilização (ex.: segurar com uma mão e
encaixar com a outra).
5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa e organizada, objetos posicionados ao alcance das duas mãos.
3. Estabilizar com uma mão enquanto a outra executa ação (ex.: segurar
papel e cortar).
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
34
Prompt físico parcial (guiar posicionamento das mãos) → gestual → verbal.
8. Adaptações e Suportes
Objetos maiores para fase inicial.
35
Variar materiais e jogos para aumentar flexibilidade.
36
ÁREA 3 – MOTRICIDADE
GLOBAL E REGULAÇÃO
MOTORA
37
PROTOCOLO 11
Circuitos Motores Simples
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a realizar sequências motoras estruturadas (pular,
rastejar, correr curto, subir/abaixar) em formato de circuito.
2. Fundamentação Clínica
Circuitos motores estimulam planejamento motor, coordenação global,
atenção compartilhada e autorregulação. Evidências em TO apontam que
sequências motoras estruturadas favorecem integração sensorial e
organização comportamental em crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de coordenação motora ampla.
4. Materiais Necessários
Colchonetes, cones, bambolês, cordas, almofadas.
38
Marcadores visuais no chão indicando sequência.
5. Preparação do Ambiente
Espaço amplo e seguro, sem obstáculos perigosos.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem (demonstrar circuito antes).
Progressão de 1 volta → 2 → 3.
39
8. Adaptações e Suportes
Reduzir número de etapas para crianças iniciantes.
40
PROTOCOLO 12
Equilíbrio Estático e Dinâmico
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a manter equilíbrio em posturas estáticas (ficar parado) e
dinâmicas (andar sobre linhas ou superfícies instáveis).
2. Fundamentação Clínica
O equilíbrio é base para marcha, atividades esportivas, segurança em
brincadeiras e autorregulação postural. Evidências em TO destacam que
treino de equilíbrio melhora organização motora e reduz risco de quedas
em crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de coordenação motora global.
41
4. Materiais Necessários
Colchonetes, fita no chão (linha reta), banco baixo ou tábua de equilíbrio.
5. Preparação do Ambiente
Espaço seguro, piso antiderrapante.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem (adulto demonstra posição e caminhada).
42
Progressão: estático simples → dinâmico simples → dinâmico avançado.
8. Adaptações e Suportes
Para iniciantes: usar linha larga ou superfície estável.
43
PROTOCOLO 13
Coordenação Bilateral em Jogos de
Bola
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a utilizar as duas mãos de forma coordenada em
atividades com bola (segurar, lançar, quicar, receber).
2. Fundamentação Clínica
Atividades com bola estimulam coordenação bilateral, integração viso
motora, ritmo e habilidades sociais (jogar com pares). Evidências em TO
mostram que treinos lúdicos com bola melhoram regulação motora e
interação em crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de motricidade global.
44
4. Materiais Necessários
Bolas leves de diferentes tamanhos (iniciar com grandes e coloridas).
5. Preparação do Ambiente
Delimitar espaço para atividade.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem com demonstração.
45
Fading gradual dos prompts.
8. Adaptações e Suportes
Bolas sensoriais com textura para melhor preensão.
46
PROTOCOLO 14
Planejamento Motor em Atividades
Dirigidas
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a organizar movimentos em sequência lógica para
completar tarefas motoras dirigidas (ex.: montar percurso, seguir
comandos de ação).
2. Fundamentação Clínica
Planejamento motor (praxia) é fundamental para AVDs, brincadeiras e
atividades escolares. Crianças autistas frequentemente apresentam
dispraxia; evidências mostram que treino dirigido com encadeamento de
ações favorece a aquisição de sequências motoras funcionais.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades em organizar movimentos.
47
4. Materiais Necessários
Obstáculos simples (cones, almofadas, corda no chão).
5. Preparação do Ambiente
Espaço amplo e seguro.
5. Finalizar sequência.
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.
48
Reforço positivo após cada sequência completa.
Progressão: 2 comandos → 3 → 4.
8. Adaptações e Suportes
Sequências mais curtas para iniciantes.
49
PROTOCOLO 15
Exercícios de Ritmo e Movimento
(Pular, Dançar, Marchar)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a acompanhar sequências rítmicas de movimento para
melhorar coordenação global e regulação corporal.
2. Fundamentação Clínica
Atividades rítmicas favorecem integração motora, regulação do tônus,
atenção compartilhada e participação em grupo. Evidências em TO e NDBI
destacam o ritmo como ferramenta de autorregulação e organização
comportamental no TEA.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de coordenação global ou
autorregulação.
50
4. Materiais Necessários
Música infantil com batida clara.
5. Preparação do Ambiente
Espaço delimitado para evitar dispersão.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem (adulto faz junto).
51
Fading gradual até independência.
8. Adaptações e Suportes
Ritmos mais lentos para iniciantes.
52
ÁREA 4 –
AUTORREGULAÇÃO E
PROCESSAMENTO
SENSORIAL
53
PROTOCOLO 16
Estratégias Calmantes (Cantinho
Sensorial)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a utilizar recursos de um cantinho sensorial para
autorregulação em momentos de agitação ou sobrecarga.
2. Fundamentação Clínica
O uso de estratégias calmantes é comprovadamente eficaz na redução de
crises e autorregulação emocional. Evidências em integração sensorial e
NDBI destacam a importância de preparar ambientes previsíveis e recursos
regulatórios para crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de autorregulação e tolerância
sensorial.
54
4. Materiais Necessários
Cantinho com almofadas, fones abafadores, brinquedos sensoriais (stress
ball, massinha), manta de peso leve.
5. Preparação do Ambiente
Espaço fixo e previsível, sem estímulos excessivos.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem (adulto demonstra uso do cantinho).
55
Fading: reduzir instruções até que a criança vá sozinha.
8. Adaptações e Suportes
Hipersensibilidade auditiva → fones abafadores.
56
PROTOCOLO 17
Tolerância a Sons e Texturas
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a aumentar gradualmente a tolerância a estímulos
sensoriais auditivos e táteis em contextos seguros.
2. Fundamentação Clínica
Crianças autistas frequentemente apresentam hipersensibilidades
auditivas e táteis. A dessensibilização gradual é evidenciada em TO e
integração sensorial como método eficaz para ampliar tolerância e
prevenir crises.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com reatividade sensorial elevada.
57
4. Materiais Necessários
Para sons: fones de ouvido, música suave, gravações graduadas (rua,
escola, aspirador).
5. Preparação do Ambiente
Espaço calmo e previsível.
7. Procedimento de Ensino
Dessensibilização sistemática.
58
Reforço positivo imediato após cada tolerância bem-sucedida.
8. Adaptações e Suportes
Hipersensíveis auditivos: iniciar com fones abafadores.
59
PROTOCOLO 18
Atividades Proprioceptivas
(Empurrar, Puxar, Carregar)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a usar atividades proprioceptivas para autorregulação,
organização corporal e fortalecimento motor.
2. Fundamentação Clínica
Estímulos proprioceptivos ajudam no ajuste do tônus muscular, atenção e
autorregulação. Evidências em integração sensorial confirmam eficácia
dessas atividades para reduzir agitação e melhorar foco em crianças
autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de autorregulação ou coordenação
global.
60
4. Materiais Necessários
Caixas com peso leve a moderado, cordas grossas, almofadas grandes,
carrinhos de empurrar, bolas pesadas.
5. Preparação do Ambiente
Espaço amplo e seguro, sem obstáculos perigosos.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial pelo adulto.
61
8. Adaptações e Suportes
Para iniciantes: reduzir peso e distância.
62
PROTOCOLO 19
Integração Vestibular (Balanço,
Rotação Segura)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de atividades de movimento vestibular de
forma segura para melhorar equilíbrio, regulação sensorial e organização
motora.
2. Fundamentação Clínica
O sistema vestibular é essencial para equilíbrio, orientação espacial e
regulação comportamental. Evidências em integração sensorial mostram
que atividades de balanço e rotação segura ajudam na atenção e no
controle motor de crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de equilíbrio ou regulação motora.
63
4. Materiais Necessários
Rede ou balanço seguro, bola grande, disco giratório de chão.
5. Preparação do Ambiente
Espaço seguro, com piso emborrachado ou colchonetes.
Supervisão constante.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial pelo adulto.
64
Progredir em tempo e intensidade gradualmente.
8. Adaptações e Suportes
Para hipersensíveis: iniciar com movimentos curtos e lentos.
65
PROTOCOLO 20
Sequências de Autorregulação
Guiada
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a seguir rotinas estruturadas de autorregulação para
reduzir agitação e aumentar controle emocional.
2. Fundamentação Clínica
Sequências guiadas estruturam estratégias de respiração, movimento e
relaxamento. Evidências em NDBI e integração sensorial destacam que
rotinas previsíveis de autorregulação reduzem crises e aumentam a
adaptação da criança.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de autorregulação emocional.
66
4. Materiais Necessários
Cartazes/pictogramas com a sequência (“respirar – abraçar – apertar bola
– relaxar”).
5. Preparação do Ambiente
Local calmo e previsível.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem com adulto fazendo junto.
67
Fading: reduzir apoio até independência.
8. Adaptações e Suportes
Para não falantes: pictogramas sequenciais.
68
ÁREA 5 – INTERAÇÃO
SOCIAL E BRINCADEIRAS
FUNCIONAIS
69
PROTOCOLO 21
Jogos de Imitação Guiada (Ações
Simples)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a imitar ações motoras simples de outra pessoa como
base para aprendizado social e comunicação.
2. Fundamentação Clínica
A imitação é um dos principais precursores do desenvolvimento social, da
comunicação e da aprendizagem no TEA. Evidências em ABA e NDBI
destacam que treinar imitação favorece aquisição de habilidades sociais e
cognitivas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de habilidades sociais iniciais.
70
4. Materiais Necessários
Brinquedos simples (carrinhos, blocos, bonecos).
5. Preparação do Ambiente
Criança posicionada de frente para o terapeuta/adulto.
2. Criança observa.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem: adulto demonstra ação lentamente.
71
Progressão: de ações isoladas → sequências curtas → sequências mais
longas.
8. Adaptações e Suportes
Não falantes: usar cartões visuais com desenhos das ações.
72
PROTOCOLO 22
Brincadeiras em Turnos (Troca de
Vez)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de jogos simples em turnos, respeitando a vez
do outro.
2. Fundamentação Clínica
O treino de turnos é central para comunicação social, compartilhamento e
desenvolvimento de jogo simbólico. Evidências em ABA, DIR e NDBI
apontam que atividades de turnos favorecem reciprocidade e interação no
TEA.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social inicial.
73
4. Materiais Necessários
Jogos simples de tabuleiro adaptado (ex.: encaixe de peças, dominó
grande).
5. Preparação do Ambiente
Mesa ou chão delimitado para a atividade.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial (adulto mostra como esperar).
74
Reforço positivo a cada turno respeitado.
8. Adaptações e Suportes
Para iniciantes: jogos rápidos de apenas 1 peça.
75
PROTOCOLO 23
Jogos Simbólicos com Bonecos e
Objetos
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a engajar em brincadeiras simbólicas básicas (ex.: dar
comida ao boneco, fazer o carro “andar”) para desenvolver imaginação e
habilidades sociais.
2. Fundamentação Clínica
O jogo simbólico é essencial para desenvolvimento da linguagem, da
imaginação e da interação social. Evidências em NDBI mostram que
brincadeiras de faz de conta aumentam comunicação funcional e
flexibilidade cognitiva em crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social intermediária.
76
4. Materiais Necessários
Bonecos, carrinhos, utensílios de brinquedo (colher, panela, telefone de
brinquedo).
5. Preparação do Ambiente
Espaço delimitado e organizado.
2. Criança observa.
4. Reforçar imediatamente.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem clara pelo adulto.
77
Progressão: ação única → sequência curta → narrativa simples.
8. Adaptações e Suportes
Não falantes: uso de cartões visuais com a ação.
78
PROTOCOLO 24
Atividades de Grupo Simples (Roda
e Música)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de atividades coletivas simples, como roda de
música e jogos de grupo.
2. Fundamentação Clínica
Participar de grupos promove habilidades sociais, imitação,
autorregulação e comunicação. Evidências em NDBI e programas de TO
mostram que atividades em roda aumentam reciprocidade social e
engajamento de crianças autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social em grupo.
79
4. Materiais Necessários
Música infantil conhecida.
5. Preparação do Ambiente
Espaço organizado em círculo (tapete, cadeiras pequenas).
7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial (adulto demonstra como passar objeto).
80
Fading gradual até independência.
8. Adaptações e Suportes
Não falantes: usar cartões “minha vez / sua vez”.
81
PROTOCOLO 25
Engajamento em Duplas com Pares
ou Irmãos
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a manter interações em dupla, alternando ações e
compartilhando atenção com outra criança (irmão ou colega).
2. Fundamentação Clínica
Interações em dupla são um passo intermediário entre brincar sozinho e
em grupo. Evidências em NDBI e ABA Naturalística mostram que atividades
em pares aumentam reciprocidade social, turnos e cooperação em crianças
autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social.
82
4. Materiais Necessários
Jogos de encaixe cooperativos (um encaixa, outro completa).
5. Preparação do Ambiente
Espaço organizado para duas crianças.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial com adulto participando.
83
Fading progressivo dos prompts até independência.
8. Adaptações e Suportes
Não falantes: uso de cartões “eu / você”.
84
ÁREA 6 – COMUNICAÇÃO
FUNCIONAL COM
SUPORTE DA TO
85
PROTOCOLO 26
Uso de Pictogramas Durante
Atividades
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a usar pictogramas como apoio para compreensão e
expressão durante atividades funcionais.
2. Fundamentação Clínica
Sistemas visuais como PECS e pictogramas são amplamente evidenciados
como ferramentas de comunicação aumentativa e suporte à compreensão
de rotinas. Estudos em TEA comprovam que visuais estruturam melhor a
aprendizagem e reduzem comportamentos desafiadores.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de comunicação funcional.
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4. Materiais Necessários
Conjunto de pictogramas laminados (AVDs, emoções, ações).
5. Preparação do Ambiente
Pictogramas organizados em sequência ou caderno.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem pelo adulto (mostrar como usar o cartão).
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Fading gradual até independência.
8. Adaptações e Suportes
Fotos reais em vez de pictogramas para iniciantes.
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PROTOCOLO 27
Solicitações Simples por Gestos ou
Figuras
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a solicitar objetos, ações ou ajuda de forma funcional,
utilizando gestos (apontar, estender a mão) ou figuras (PECS/pictogramas).
2. Fundamentação Clínica
Solicitar é uma das habilidades de comunicação mais relevantes no TEA,
pois reduz comportamentos desafiadores e aumenta independência.
Evidências em ABA e CAA (Comunicação Alternativa e Aumentativa)
mostram que ensinar pedidos é a base para ampliar vocabulário funcional.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com comunicação limitada ou em fase inicial de
linguagem funcional.
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4. Materiais Necessários
Brinquedos/objetos de alta preferência da criança.
5. Preparação do Ambiente
Objetos de interesse visíveis, mas fora do alcance imediato.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial (mostrar gesto/uso do cartão).
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Fading: retirar ajudas até independência.
8. Adaptações e Suportes
Crianças não verbais: uso de PECS/fotos reais.
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PROTOCOLO 28
Atividades de Turnos
Comunicativos (Pergunta–
Resposta)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de interações comunicativas em turnos
simples de pergunta–resposta ou troca de informações.
2. Fundamentação Clínica
Turnos comunicativos estruturam a base para conversação e linguagem
social. Evidências em ABA e NDBI indicam que treinar pergunta–resposta
melhora reciprocidade e favorece interações espontâneas em crianças
autistas.
3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com comunicação emergente.
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4. Materiais Necessários
Cartões de perguntas/respostas simples (“o que é isso?”, “quem está
aqui?”).
5. Preparação do Ambiente
Mesa com poucos estímulos, apenas objetos relevantes.
5. Adulto responde.
7. Procedimento de Ensino
Modelagem clara de pergunta–resposta.
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Fading até que a criança pergunte e responda sem ajuda.
8. Adaptações e Suportes
Não falantes: uso de cartões de resposta.
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