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30 Protocolos

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1

SUMÁRIO
Introdução .................................................................................................... 4
Escovação Dentária ....................................................................................... 5
Alimentação Independente (Talheres e Copo) ................................................. 8
Vestir-se (Camiseta, Calça e Calçados Simples) ............................................ 11
Organização da Mochila e Material Escolar ................................................... 14
Tarefas Domésticas Simples (Guardar Brinquedos e Objetos) ........................ 17
Área 2 – Motricidade Fina e Coordenação ........................................ 20
Treino de Pinça Fina (Botões, Contas, Prendedores) ...................................... 21
Uso Funcional da Tesoura e Colagem ............................................................ 24
Desenho Guiado e Pré-Escrita ...................................................................... 27
Manipulação de Objetos Pequenos (Encaixes, Blocos, Moedas) ..................... 30
Jogos de Coordenação Bimanual .................................................................. 33
Área 3 – Motricidade Global e Regulação Motora ............................. 37
Circuitos Motores Simples ........................................................................... 38
Equilíbrio Estático e Dinâmico ...................................................................... 41
Coordenação Bilateral em Jogos de Bola....................................................... 44
Planejamento Motor em Atividades Dirigidas ................................................ 47
Exercícios de Ritmo e Movimento (Pular, Dançar, Marchar) ........................... 50
Área 4 – Autorregulação e Processamento Sensorial ........................ 53
Estratégias Calmantes (Cantinho Sensorial) ................................................. 54
Tolerância a Sons e Texturas ........................................................................ 57
Atividades Proprioceptivas (Empurrar, Puxar, Carregar) ................................. 60
Integração Vestibular (Balanço, Rotação Segura) ......................................... 63
Sequências de Autorregulação Guiada ......................................................... 66
Área 5 – Interação Social e Brincadeiras Funcionais......................... 69
Jogos de Imitação Guiada (Ações Simples) ................................................... 70

2
Brincadeiras em Turnos (Troca de Vez) .......................................................... 73
Jogos Simbólicos com Bonecos e Objetos ...................................................... 76
Atividades de Grupo Simples (Roda e Música) ............................................... 79
Engajamento em Duplas com Pares ou Irmãos ............................................... 82
Área 6 – Comunicação Funcional com Suporte da TO ........................ 85
Uso de Pictogramas Durante Atividades ........................................................ 86
Solicitações Simples por Gestos ou Figuras................................................... 89
Atividades de Turnos Comunicativos (Pergunta–Resposta) ............................ 92

3
Introdução
A Terapia Ocupacional (TO) é essencial no desenvolvimento de crianças
autistas, pois promove autonomia, habilidades funcionais e participação
ativa em diferentes contextos: casa, escola e comunidade.

Este material foi elaborado para profissionais que precisam de protocolos


claros, passo a passo e baseados em evidências, eliminando improvisos e
garantindo segurança clínica.

Aqui você encontrará 30 protocolos organizados por áreas funcionais, que


contemplam desde atividades de vida diária até interação social e
comunicação funcional. Cada protocolo foi construído para ser:

• Objetivo: metas funcionais específicas e mensuráveis.


• Aplicável: uso imediato em consultório, casa ou escola.
• Baseado em Evidências: fundamentado em práticas recomendadas
pela Terapia Ocupacional e pelas diretrizes atuais no TEA.
• Adaptável: com variações para diferentes níveis de comunicação,
idade e sensibilidade sensorial.

A proposta é que o terapeuta possa abrir o material e aplicar diretamente,


seguindo a sequência detalhada de cada protocolo.

4
PROTOCOLO 1
Escovação Dentária
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a realizar escovação completa dos dentes e língua com
independência parcial ou total, garantindo higiene oral básica.

Critério de domínio: escova todas as áreas da boca em ≤ 6 minutos, com


no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
Habilidade essencial de autocuidado, relacionada à saúde bucal, prevenção
de cáries e autonomia em AVDs. Evidências (AOTA, NCAEP) reforçam o
treino precoce de higiene pessoal como meta prioritária na TO com TEA.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de AVDs.

Pré-requisitos: tolerar contato com boca/escova por ≥ 5s; compreender


instruções simples.

4. Materiais Necessários
Escova infantil adaptada, pasta (quantidade adequada à idade), copo
plástico, toalha.

5
Suporte visual sequencial (pictos ou fotos).

5. Preparação do Ambiente
Pia acessível com espelho na altura da criança.

Escova, pasta e copo dispostos em ordem de uso.

Reduzir estímulos aversivos (barulho, cheiros fortes).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Pegar escova.

2. Colocar pasta.

3. Escovar dentes superiores externos → internos.

4. Escovar dentes inferiores externos → internos.

5. Escovar superfícies de mastigação.

6. Escovar língua.

7. Bochechar e cuspir.

8. Lavar e guardar escova.

7. Procedimento de Ensino
• Encadeamento: frente ou trás, conforme tolerância.
• Prompting: físico leve → gestual → verbal → visual.
• Modelagem: demonstração pelo terapeuta ou boneco.
• Reforço positivo: imediato e contingente (elogio, acesso a preferência).
• Fading: reduzir prompts sistematicamente após acertos.

8. Adaptações e Suportes
• Hipersensibilidade oral → começar sem pasta; dessensibilização gradual.
• Baixa coordenação → escova elétrica, cabos engrossados.

6
• Comunicação limitada → pictogramas ou sequência em fotos.

9. Problemas Comuns e Soluções


• Morde a escova → usar escova resistente + redirecionar.
• Rejeita pasta → iniciar sem, adicionar em pequenas quantidades.
• Pula etapas → checklist visual fixo.
• Tempo excessivo → timer visual (areia, música curta).

10. Generalização e Manutenção


• Repetir rotina em casa, clínica e escola.
• Variar marcas de escova/pasta após domínio.
• Transferir execução para diferentes cuidadores.
• Revisar autonomia semanalmente para garantir manutenção.

7
PROTOCOLO 2
Alimentação Independente
(Talheres e Copo)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a se alimentar com colher, garfo e copo aberto de forma
independente.

Critério de domínio: consome ≥ 80% da refeição em ≤ 12 minutos, com no


máximo 2 prompts verbais.

2. Fundamentação Clínica
A alimentação independente promove autonomia, participação social e
desenvolvimento motor fino/bimanual. Estudos em TO mostram que treino
estruturado com talheres favorece coordenação e integração sensório-
motora.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de AVDs.

Pré-requisitos: tolerar permanecer sentado ≥ 5 minutos, segurar objetos


básicos.

8
4. Materiais Necessários
Colher larga, garfo infantil arredondado, copo leve ou com alça.

Prato com borda alta, guardanapo.

Checklist visual simples (comer → beber → limpar).

5. Preparação do Ambiente
Mesa organizada, apenas utensílios necessários.

Cadeira ajustada à altura da criança.

Reforço previamente combinado.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Pegar colher.

2. Retirar alimento do prato.

3. Levar à boca e soltar.

4. Mastigar e engolir.

5. Repetir até metade do alimento consumido.

6. Alternar para garfo (espetar pedaços).

7. Levar à boca e soltar.

8. Beber água no copo.

9. Limpar boca com guardanapo.

10. Indicar término da refeição.

9
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt físico parcial → gestual → verbal.

Modelagem pelo adulto (demonstrar movimento).

Reforço imediato e contingente.

Reduzir prompts progressivamente.

8. Adaptações e Suportes
Talheres engrossados ou angulados.

Copo com tampa/canudo como etapa inicial.

Pictogramas para crianças não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Derrama alimento → usar colher funda, porções menores.

Sai da mesa → usar reforço programado para permanência.

Rejeita copo aberto → iniciar com canudo/tampa, migrar depois.

Joga talher → oferecer apenas 1 de cada vez, reforço imediato ao uso


correto.

10. Generalização e Manutenção


Treino em casa, escola e clínica.

Variar tipos de alimentos e utensílios.

Transferir a rotina para diferentes cuidadores.

10
PROTOCOLO 3
Vestir-se (Camiseta, Calça e
Calçados Simples)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a vestir roupas simples de forma independente.

Critério de domínio: completa a rotina (camiseta, calça, calçados) em ≤ 10


minutos, com no máximo 2 prompts verbais.

2. Fundamentação Clínica
Vestir-se é uma AVD central para autonomia e participação social.
Evidências em TO indicam que encadeamento de tarefas com suporte
visual e prática diária favorecem domínio funcional.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de independência.

Pré-requisitos: permanecer sentado ≥ 5 minutos, manipular roupas leves,


tolerar contato de tecidos.

4. Materiais Necessários
Camiseta larga, calça com elástico, calçados de velcro/slip-on.

11
Espelho e checklist visual da sequência.

5. Preparação do Ambiente
Roupas dispostas na ordem correta (camiseta → calça → calçado).

Local tranquilo, sem pressa.

Espelho disponível para auto-feedback.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Pegar camiseta.

2. Colocar a cabeça.

3. Passar primeiro braço.

4. Passar segundo braço.

5. Ajustar camiseta.

6. Pegar calça.

7. Colocar primeira perna.

8. Colocar segunda perna.

9. Puxar até a cintura.

10. Calçar pés.

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para trás (facilita vivência do sucesso).

Prompt físico parcial → gestual → verbal.

Modelagem pelo adulto.

12
Reforço imediato após cada avanço.

Redução gradual das ajudas.

8. Adaptações e Suportes
Etiquetas visuais para frente/verso.

Roupas maiores no início.

Tecidos suaves para hipersensibilidade.

Pictogramas para não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Confunde frente/verso → marcar com etiqueta.

Resiste a tecidos → exposição gradual.

Demora excessiva → usar timer visual.

Tira a roupa logo após vestir → reforçar permanência vestida, aumentar


tempo progressivamente.

10. Generalização e Manutenção


Treino em casa, escola e clínica.

Variar roupas (curta/longo, tecidos diferentes).

Usar rotinas reais (trocar uniforme, trocar roupa após banho).

13
Protocolo 4
Organização da Mochila e Material
Escolar
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a organizar a mochila com os itens escolares básicos de
forma independente.

Critério de domínio: coloca ≥ 90% dos itens corretamente em ≤ 7 minutos,


com no máximo 2 prompts verbais.

2. Fundamentação Clínica
Organizar materiais promove independência escolar, senso de
responsabilidade e planejamento motor. Evidências em TO mostram que
rotinas visuais estruturadas aumentam adesão em crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em idade escolar.

Pré-requisitos: reconhecer objetos familiares, seguir instruções simples,


permanecer sentado ≥ 5 minutos.

14
4. Materiais Necessários
Mochila simples, caderno, livro, estojo, lancheira, garrafinha.

Checklist visual (itens em imagens ou fotos).

Divisórias/organizadores internos.

5. Preparação do Ambiente
Mesa com todos os materiais visíveis.

Mochila aberta, checklist ao lado.

Local tranquilo, sem distrações.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Abrir mochila.

2. Colocar caderno.

3. Colocar estojo.

4. Colocar livro.

5. Colocar lancheira.

6. Colocar garrafinha.

7. Conferir checklist.

8. Fechar mochila.

15
7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt gestual (apontar) → verbal → independência.

Modelagem (mostrar como guardar).

Reforço positivo imediato.

Fading gradual dos prompts.

8. Adaptações e Suportes
Etiquetas coloridas para compartimentos.

Itens grandes/fáceis no início, progredindo para menores.

Pictogramas para não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Esquece itens → checklist fixo.

Coloca no compartimento errado → divisórias coloridas.

Não fecha zíper → treino isolado de abrir/fechar com reforço.

Recusa carregar → iniciar com peso mínimo.

10. Generalização e Manutenção


Prática diária antes da escola.

Variar tipos de mochila e materiais.

Treino com pais e professores, além do terapeuta.

16
PROTOCOLO 5
Tarefas Domésticas Simples
(Guardar Brinquedos e Objetos)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a guardar brinquedos/objetos em caixas organizadoras e
ajudar em pequenas tarefas domésticas.

Critério de domínio: guarda ≥ 90% dos itens em ≤ 5 minutos, com no


máximo 2 prompts verbais.

2. Fundamentação Clínica
Participar de tarefas domésticas desenvolve autonomia, responsabilidade
e senso de pertencimento. Evidências em TO destacam que pequenas
rotinas estruturadas aumentam engajamento funcional no TEA.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de autonomia no lar.

Pré-requisitos: seguir instruções de 1–2 passos, manipular objetos com


segurança, permanecer em atividade por ≥ 3 minutos.

17
4. Materiais Necessários
Brinquedos/objetos da rotina.

Caixa organizadora com etiquetas visuais.

Timer visual (areia/música curta).

5. Preparação do Ambiente
Objetos espalhados em local definido.

Caixa organizadora acessível.

Lista visual de tarefa (ex.: “guardar → fechar → terminar”).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Identificar brinquedo.

2. Pegar brinquedo.

3. Caminhar até a caixa.

4. Colocar dentro.

5. Repetir até guardar todos.

6. Fechar caixa (se aplicável).

7. Indicar término (gesto/pictograma).

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt físico parcial → gestual → verbal.

18
Modelagem pelo adulto (mostrar 1ª vez).

Reforço imediato a cada ação correta.

Fading dos prompts até independência.

8. Adaptações e Suportes
Etiquetas/fotos nos locais de guarda.

Usar cestos leves para facilitar transporte.

Pictogramas para crianças não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Joga brinquedos na caixa → reforçar apenas quando coloca de forma
adequada.

Sai da atividade antes do fim → dividir em blocos curtos com pausas.

Guarda no lugar errado → caixas com cores/fotos correspondentes.

Recusa tarefa → contrato simples “Brincar → Guardar → Outra atividade”.

10. Generalização e Manutenção


Prática diária ao final das brincadeiras.

Introduzir novas tarefas (guardar roupas, levar prato à pia).

Reforço naturalizado (elogio social, rotina previsível).

Treino em casa, escola e clínica.

19
ÁREA 2 – MOTRICIDADE
FINA E COORDENAÇÃO

20
PROTOCOLO 6
Treino de Pinça Fina (Botões,
Contas, Prendedores)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a usar a pinça fina (polegar + indicador) em atividades
funcionais.

Critério de domínio: realiza ≥ 10 repetições corretas em diferentes objetos,


em ≤ 7 minutos, com no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
A pinça fina é pré-requisito para escrita, abotoar roupas, manipular
utensílios e atividades escolares. Estudos em TO apontam que treinos
estruturados de motricidade fina melhoram autonomia em AVDs e
desempenho acadêmico.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de coordenação fina.

Pré-requisitos: tolerar manipular objetos pequenos, permanecer sentado ≥


5 minutos, seguir instruções simples.

21
4. Materiais Necessários
Botões grandes, contas, prendedores, pinos de encaixe.

Cordões, caixas com furos, blocos de montar.

Versões maiores para fase inicial.

5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa e organizada.

Objetos dispostos em ordem crescente de dificuldade.

Reforço pré-definido à vista.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Pegar objeto com polegar + indicador.

2. Apertar e manter firme.

3. Levar até alvo (encaixe, cordão, caixa).

4. Soltar com precisão.

5. Repetir com novos objetos.

6. Variar entre botões, contas e prendedores.

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt físico leve → gestual → verbal.

Modelagem (terapeuta demonstra).

22
Reforço imediato após cada acerto.

Redução gradual dos prompts.

8. Adaptações e Suportes
Objetos maiores e leves para fase inicial.

Pinças de brinquedo como treino intermediário.

Pictogramas para crianças não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Derruba objetos → começar com peças maiores.

Não consegue apertar prendedor → usar modelos mais leves.

Frustração → reduzir exigência, reforço mais frequente.

Usa preensão inadequada → modelagem manual.

10. Generalização e Manutenção


Atividades do dia a dia: abotoar roupas, abrir zíperes.

Diferentes contextos: casa, escola, clínica.

Materiais variados (moedas, legos, tampinhas).

23
PROTOCOLO 7
Uso Funcional da Tesoura e
Colagem
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a cortar papel com tesoura infantil e colar em superfície-
alvo.

Critério de domínio: corta ≥ 5 linhas simples com precisão ≥ 80% e cola


figuras corretamente, com no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
O uso da tesoura treina coordenação bimanual, força de mãos e
planejamento motor, fundamentais para escrita, artes e autonomia escolar.
Evidências em TO mostram que treino progressivo (linhas → curvas →
figuras) aumenta precisão e independência.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em fase de treino de motricidade fina.

Pré-requisitos: segurar objetos, permanecer sentado ≥ 5 minutos, imitar


movimentos simples.

24
4. Materiais Necessários
Tesoura infantil de ponta arredondada.

Papéis coloridos, figuras impressas, cola bastão.

Guias visuais (linhas grossas → finas).

5. Preparação do Ambiente
Mesa organizada apenas com papel, tesoura e cola.

Folhas fixadas em prancheta.

Supervisão ativa durante o corte.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Segurar tesoura na mão dominante.

2. Segurar papel na outra mão.

3. Abrir tesoura.

4. Posicionar papel na linha.

5. Cortar seguindo a linha até o fim.

6. Pousar tesoura na mesa.

7. Passar cola no verso da figura.

8. Colar no local-alvo.

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

25
Prompt físico parcial (guiar a mão) → gestual → verbal.

Modelagem pelo adulto.

Reforço imediato a cada corte correto.

Progredir de linhas retas → curvas → figuras.

8. Adaptações e Suportes
Tesoura com mola (facilita abertura).

Papéis mais grossos no início.

Guias largas e coloridas como suporte visual.

9. Problemas Comuns e Soluções


Não coordena duas mãos → treino isolado de segurar papel.

Desvia da linha → linhas mais grossas, feedback imediato.

Usa cola em excesso → colar com bastão e limitar área.

Recusa tesoura → iniciar com cortes em revistas de interesse.

10. Generalização e Manutenção


Prática em casa, escola e clínica.

Variar materiais (papel, cartolina, EVA).

Aplicar em atividades funcionais: recortar tarefas escolares, colar etiquetas.

26
PROTOCOLO 8
Desenho Guiado e Pré-Escrita
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a realizar traçados básicos de pré-escrita (linhas, círculos,
cruzes) e desenhos simples.

Critério de domínio: reproduz ≥ 4 traçados diferentes com precisão ≥ 80%


em ≤ 8 minutos, com no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
A pré-escrita prepara para alfabetização, exige coordenação óculo-manual,
controle motor fino e planejamento. Evidências mostram que treino com
guias visuais e modelagem favorece a aquisição de habilidades gráficas em
crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em fase de pré-escola ou treino de escrita.

Pré-requisitos: tolerar segurar lápis/giz, imitar movimentos simples,


permanecer sentado ≥ 5 minutos.

4. Materiais Necessários
Folhas grandes, lápis triangular grosso, giz de cera, canetinhas laváveis.

27
Guias visuais: linhas grossas, figuras pontilhadas, pranchas com sulcos.

5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa, folha fixada em prancheta.

Modelo visível para imitação.

Reforço definido antes do treino.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Segurar lápis corretamente.

2. Apoiar papel com mão não dominante.

3. Traçar linha reta horizontal.

4. Traçar linha reta vertical.

5. Traçar círculo.

6. Traçar cruz.

7. Traçar quadrado/triângulo.

8. Copiar desenho simples (ex.: sol, boneco palito).

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt físico (mão sobre mão) → gestual → visual.

Modelagem com demonstração.

Reforço positivo imediato.

Progredir de guias grossas → pontilhadas → folha em branco.

28
8. Adaptações e Suportes
Para baixa coordenação: lápis engrossado ou adaptador.

Para hipersensibilidade: usar giz macio.

Para não falantes: cartões com exemplos visuais.

9. Problemas Comuns e Soluções


Sai muito da linha → linhas mais grossas.

Quebra lápis → fornecer lápis grosso.

Recusa desenhar → começar com temas de interesse (carros, bonecos).

Fadiga rápida → dividir em blocos curtos (3–4 traços).

10. Generalização e Manutenção


Prática em casa, escola e clínica.

Variação de materiais (areia, lousa, tablets educativos).

Avançar para letras, números e símbolos.

29
PROTOCOLO 9
Manipulação de Objetos Pequenos
(Encaixes, Blocos, Moedas)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a manipular objetos pequenos com precisão em
atividades de encaixe, empilhamento e transferência.

Critério de domínio: realiza ≥ 10 encaixes/transferências corretas


consecutivas com precisão ≥ 85%, em ≤ 7 minutos.

2. Fundamentação Clínica
Manipular objetos pequenos treina pinça fina, coordenação bilateral e
planejamento motor. Evidências em TO mostram que jogos de encaixe
estruturados favorecem habilidades funcionais como abotoar roupas e
usar utensílios.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de motricidade fina.

Pré-requisitos: segurar pequenos objetos com segurança, seguir instruções


simples, permanecer sentado ≥ 5 minutos.

30
4. Materiais Necessários
Blocos de encaixe, moedas grandes, tampinhas, cubos, pinos.

Caixas com aberturas de diferentes tamanhos.

Pinças de brinquedo (nível intermediário).

5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa e organizada.

Objetos e recipientes dispostos em sequência crescente de dificuldade.

Reforço à vista.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Pegar objeto pequeno.

2. Segurar com pinça fina.

3. Levar até alvo (encaixe, torre, caixa).

4. Soltar no local correto.

5. Repetir a sequência com novas peças.

6. Variar entre encaixar, empilhar e alinhar.

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt físico leve → gestual → verbal.

Modelagem pelo adulto.

31
Reforço positivo imediato a cada acerto.

Fading progressivo das ajudas.

8. Adaptações e Suportes
Usar peças maiores no início.

Abrir caixas mais largas e ir reduzindo.

Checklists visuais para crianças não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Deixa cair → iniciar com objetos maiores.

Erra alvo → aumentar tamanho da abertura.

Joga objetos → reforçar apenas encaixes corretos.

Perde interesse rápido → intercalar com objetos de maior preferência.

10. Generalização e Manutenção


Atividades funcionais: guardar moedas, abrir tampas, organizar peças.

Diferentes contextos: casa, escola, clínica.

Transferir habilidade para roupas (botões, fechos).

32
PROTOCOLO 10
Jogos de Coordenação Bimanual
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a utilizar as duas mãos de forma coordenada em
atividades estruturadas e funcionais.

Critério de domínio: realiza ≥ 10 tentativas de atividades bimanuais com


sucesso ≥ 80%, em ≤ 10 minutos, com no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
A coordenação bimanual é essencial para tarefas como vestir-se, recortar,
abrir potes, escrever com apoio da outra mão. Evidências em TO mostram
que treinos estruturados com atividades lúdicas favorecem integração
bilateral e planejamento motor em crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de habilidades motoras finas e funcionais.

Pré-requisitos: tolerar manipular objetos com ambas as mãos, permanecer


sentado ≥ 5 minutos, seguir instruções simples.

33
4. Materiais Necessários
Massinha para modelar, blocos de montar, potes com tampa, cordões
grossos.

Jogos de encaixe que exijam estabilização (ex.: segurar com uma mão e
encaixar com a outra).

Caixas organizadoras para atividades sequenciais.

5. Preparação do Ambiente
Mesa limpa e organizada, objetos posicionados ao alcance das duas mãos.

Reforço previamente definido.

Sequência de atividades preparada (ex.: abrir pote → encaixar → modelar).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Segurar objeto com a mão não dominante.

2. Manipular o mesmo objeto com a mão dominante.

3. Estabilizar com uma mão enquanto a outra executa ação (ex.: segurar
papel e cortar).

4. Alternar funções (mão direita segura, esquerda manipula).

5. Repetir em diferentes atividades (abrir pote, puxar zíper, montar blocos).

6. Finalizar com organização dos materiais.

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

34
Prompt físico parcial (guiar posicionamento das mãos) → gestual → verbal.

Modelagem clara pelo adulto (mostrar uso das duas mãos).

Reforço imediato a cada execução correta.

Progredir de atividades simples (segurar + bater) para complexas (abrir


pote + tirar objeto).

8. Adaptações e Suportes
Objetos maiores para fase inicial.

Atividades com mais resistência para crianças hipossensíveis (massinha


firme).

Pictogramas mostrando uso das duas mãos para não falantes.

9. Problemas Comuns e Soluções


Usa só uma mão → bloquear material com apoio, incentivar estabilização.

Solta objeto antes de concluir → usar peças maiores e mais fáceis de


segurar.

Dificuldade de alternar mãos → treinar em atividades espelhadas (uma


mão segura, outra puxa).

Frustração rápida → sessões curtas com reforço frequente.

10. Generalização e Manutenção


Aplicar em atividades de vida diária (vestir roupas, abrir lancheira, segurar
prato).

Usar em diferentes contextos (casa, escola, clínica).

35
Variar materiais e jogos para aumentar flexibilidade.

Transferir habilidade para demandas escolares (escrever com apoio do


caderno).

36
ÁREA 3 – MOTRICIDADE
GLOBAL E REGULAÇÃO
MOTORA

37
PROTOCOLO 11
Circuitos Motores Simples
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a realizar sequências motoras estruturadas (pular,
rastejar, correr curto, subir/abaixar) em formato de circuito.

Critério de domínio: completa ≥ 3 voltas no circuito com ≥ 80% de acertos,


em ≤ 8 minutos, com no máximo 2 prompts verbais.

2. Fundamentação Clínica
Circuitos motores estimulam planejamento motor, coordenação global,
atenção compartilhada e autorregulação. Evidências em TO apontam que
sequências motoras estruturadas favorecem integração sensorial e
organização comportamental em crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de coordenação motora ampla.

Pré-requisitos: deambulação independente, seguir instruções simples,


tolerar mudanças de posição corporal.

4. Materiais Necessários
Colchonetes, cones, bambolês, cordas, almofadas.

38
Marcadores visuais no chão indicando sequência.

Reforço natural (ex.: final do circuito = atividade preferida).

5. Preparação do Ambiente
Espaço amplo e seguro, sem obstáculos perigosos.

Sequência do circuito previamente montada.

Materiais fixados no chão para evitar acidentes.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Iniciar no ponto de partida.

2. Pular dentro de bambolês.

3. Rastejar sob corda/colchonete.

4. Subir em almofada/colchão baixo.

5. Caminhar em linha (fita no chão).

6. Chegar ao ponto final e comemorar.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem (demonstrar circuito antes).

Prompt físico parcial (guiar movimentos) → gestual → verbal.

Reforço positivo ao final de cada volta.

Fading gradual dos prompts a cada repetição.

Progressão de 1 volta → 2 → 3.

39
8. Adaptações e Suportes
Reduzir número de etapas para crianças iniciantes.

Usar suportes visuais em cada estação.

Adaptações sensoriais (colchonetes mais macios para hipersensibilidade).

9. Problemas Comuns e Soluções


Pula etapas → reforço apenas ao completar sequência.

Foge do circuito → delimitar espaço com fita no chão.

Fadiga rápida → reduzir voltas, aumentar pausas.

Dificuldade em rastejar → começar com túnel largo e baixo esforço.

10. Generalização e Manutenção


Aplicar em diferentes locais (clínica, escola, parque).

Variar materiais (pular em almofadas, caminhar em pedras seguras).

Transferir para rotinas escolares (fila, percursos orientados).

Envolver colegas ou irmãos para treino social.

40
PROTOCOLO 12
Equilíbrio Estático e Dinâmico
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a manter equilíbrio em posturas estáticas (ficar parado) e
dinâmicas (andar sobre linhas ou superfícies instáveis).

Critério de domínio: permanece ≥ 15 segundos em posição estática e


percorre ≥ 3 metros em equilíbrio dinâmico com ≤ 1 desequilíbrio por
tentativa.

2. Fundamentação Clínica
O equilíbrio é base para marcha, atividades esportivas, segurança em
brincadeiras e autorregulação postural. Evidências em TO destacam que
treino de equilíbrio melhora organização motora e reduz risco de quedas
em crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de coordenação motora global.

Pré-requisitos: marcha independente, tolerância a permanecer em pé por


curtos períodos.

41
4. Materiais Necessários
Colchonetes, fita no chão (linha reta), banco baixo ou tábua de equilíbrio.

Bambolê para delimitar área de parada.

Reforços visuais (adesivos como “alvo” para fixar olhar).

5. Preparação do Ambiente
Espaço seguro, piso antiderrapante.

Materiais organizados em progressão (do mais fácil ao difícil).

Supervisão próxima do terapeuta/cuidador.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Ficar parado dentro de bambolê por 10 segundos.

2. Manter equilíbrio em pé sobre um pé.

3. Andar sobre linha reta no chão.

4. Andar sobre banco baixo/tábua.

5. Realizar movimentos simples em cima da superfície (levantar braços).

6. Completar percurso até o fim sem apoio.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem (adulto demonstra posição e caminhada).

Prompt físico parcial → gestual → verbal.

Reforço positivo após cada tentativa.

42
Progressão: estático simples → dinâmico simples → dinâmico avançado.

8. Adaptações e Suportes
Para iniciantes: usar linha larga ou superfície estável.

Para hipersensíveis: começar em colchonetes macios.

Para hipossensíveis: superfícies mais desafiadoras (traves largas, almofadas


firmes).

9. Problemas Comuns e Soluções


Cai com frequência → aumentar largura da linha/superfície.

Não permanece parado → usar timer visual curto.

Perde foco visual → marcar alvo no chão ou parede.

Evita subir em objetos → começar com alturas mínimas.

10. Generalização e Manutenção


Treino em ambientes naturais (parques, pátio da escola).

Variar contextos (linha de giz na rua, troncos seguros em parque).

Integrar em brincadeiras de grupo (dança das cadeiras, amarelinha).

Incluir em rotina diária como parte de jogos motores.

43
PROTOCOLO 13
Coordenação Bilateral em Jogos de
Bola
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a utilizar as duas mãos de forma coordenada em
atividades com bola (segurar, lançar, quicar, receber).

Critério de domínio: executa ≥ 10 tentativas consecutivas de


segurar/quicar/lançar com sucesso ≥ 80%, em ≤ 10 minutos, com no
máximo 2 prompts verbais.

2. Fundamentação Clínica
Atividades com bola estimulam coordenação bilateral, integração viso
motora, ritmo e habilidades sociais (jogar com pares). Evidências em TO
mostram que treinos lúdicos com bola melhoram regulação motora e
interação em crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de motricidade global.

Pré-requisitos: tolerar contato com bola, permanecer em atividade motora


≥ 5 minutos, seguir instruções simples.

44
4. Materiais Necessários
Bolas leves de diferentes tamanhos (iniciar com grandes e coloridas).

Alvos visuais (círculo no chão, caixa).

Espaço amplo e seguro.

5. Preparação do Ambiente
Delimitar espaço para atividade.

Iniciar com distâncias curtas.

Reforço definido previamente (elogio, atividade preferida).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Segurar bola com as duas mãos.

2. Lançar bola em alvo próximo.

3. Receber bola jogada pelo adulto (curta distância).

4. Quicar bola no chão com as duas mãos.

5. Repetir movimentos em sequência (segurar → lançar → receber →


quicar).

6. Ampliar distância e velocidade gradualmente.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem com demonstração.

Prompt físico parcial (guiar mãos), depois gestual e verbal.

Reforço positivo imediato após cada acerto.

45
Fading gradual dos prompts.

Progressão: bola grande/leve → menor/pesada → jogos em dupla.

8. Adaptações e Suportes
Bolas sensoriais com textura para melhor preensão.

Atividades sentadas para crianças com dificuldade inicial de equilíbrio.

Uso de pistas visuais no chão para orientação do alvo.

9. Problemas Comuns e Soluções


Deixa bola cair → usar bola maior e mais leve.

Não lança na direção certa → alvo maior e próximo.

Dificuldade em receber → treinar lançamento em trajetória previsível.

Evita contato com bola → introduzir com balões antes.

10. Generalização e Manutenção


Jogos em dupla com irmãos/colegas.

Integração em brincadeiras sociais (queimada adaptada, passes simples).

Contextos variados: clínica, escola, parque.

Ampliar para esportes simples (futsal adaptado, basquete recreativo).

46
PROTOCOLO 14
Planejamento Motor em Atividades
Dirigidas
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a organizar movimentos em sequência lógica para
completar tarefas motoras dirigidas (ex.: montar percurso, seguir
comandos de ação).

Critério de domínio: realiza ≥ 3 sequências diferentes de ações motoras


com sucesso ≥ 80%, em ≤ 10 minutos, com no máximo 2 prompts gestuais.

2. Fundamentação Clínica
Planejamento motor (praxia) é fundamental para AVDs, brincadeiras e
atividades escolares. Crianças autistas frequentemente apresentam
dispraxia; evidências mostram que treino dirigido com encadeamento de
ações favorece a aquisição de sequências motoras funcionais.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades em organizar movimentos.

Pré-requisitos: marcha independente, imitação motora simples, tolerar


rotinas de 5–10 minutos.

47
4. Materiais Necessários
Obstáculos simples (cones, almofadas, corda no chão).

Cartões de ação (pular, girar, correr, rastejar).

Timer visual para sequência de atividades.

5. Preparação do Ambiente
Espaço amplo e seguro.

Materiais posicionados em sequência clara.

Suportes visuais disponíveis (cartões com pictos).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Receber instrução visual/verbal (ex.: “pular → correr → sentar”).

2. Realizar primeira ação.

3. Completar segunda ação.

4. Executar terceira ação.

5. Finalizar sequência.

6. Repetir até completar série de comandos.

7. Procedimento de Ensino
Encadeamento para frente.

Prompt físico parcial (guiar movimento) → gestual → verbal.

Modelagem pelo adulto (demonstrar sequência).

48
Reforço positivo após cada sequência completa.

Progressão: 2 comandos → 3 → 4.

8. Adaptações e Suportes
Sequências mais curtas para iniciantes.

Cartões coloridos para clareza visual.

Uso de música ou ritmo para guiar movimentos.

9. Problemas Comuns e Soluções


Esquece ordem → checklist visual ou repetição verbal curta.

Interrompe no meio → reforçar cada ação parcial antes de juntar.

Executa fora do tempo → usar timer ou ritmo de palmas.

Resistência → iniciar com movimentos preferidos (pular, correr).

10. Generalização e Manutenção


Inserir em brincadeiras estruturadas (dança, caça ao tesouro).

Variar ambientes (clínica, escola, parque).

Aplicar em rotinas escolares (seguir fila, atividades de educação física).

Integrar com colegas para treino social e cooperação.

49
PROTOCOLO 15
Exercícios de Ritmo e Movimento
(Pular, Dançar, Marchar)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a acompanhar sequências rítmicas de movimento para
melhorar coordenação global e regulação corporal.

Critério de domínio: realiza ≥ 3 séries de movimentos rítmicos com acurácia


≥ 80%, em ≤ 8 minutos, com no máximo 2 prompts gestuais.

2. Fundamentação Clínica
Atividades rítmicas favorecem integração motora, regulação do tônus,
atenção compartilhada e participação em grupo. Evidências em TO e NDBI
destacam o ritmo como ferramenta de autorregulação e organização
comportamental no TEA.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de coordenação global ou
autorregulação.

Pré-requisitos: marcha independente, tolerar música ou comandos


sonoros, imitação simples.

50
4. Materiais Necessários
Música infantil com batida clara.

Instrumentos simples (tambor, chocalho).

Espaço amplo e seguro.

5. Preparação do Ambiente
Espaço delimitado para evitar dispersão.

Música escolhida com ritmo previsível.

Reforço definido previamente.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Iniciar em posição de pé.

2. Seguir instrução de movimento (pular, bater palmas).

3. Repetir em ritmo constante.

4. Alternar movimentos (pular → marchar → dançar).

5. Sincronizar com música/contagem.

6. Finalizar com pausa e sinal de término.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem (adulto faz junto).

Prompt físico parcial (guiar corpo), depois gestual.

Reforço imediato (elogio, atividade preferida).

51
Fading gradual até independência.

Progressão: 1 movimento simples → sequência de 2 → sequência de 3.

8. Adaptações e Suportes
Ritmos mais lentos para iniciantes.

Uso de cartões visuais para representar movimentos.

Música suave para hipersensíveis auditivos; batidas fortes para


hipossensíveis.

9. Problemas Comuns e Soluções


Sai do ritmo → reduzir velocidade.

Não imita → treino isolado de cada movimento.

Fadiga → sessões curtas com intervalos.

Evita música → usar palmas ou batidas em mesa como alternativa.

10. Generalização e Manutenção


Inserir em brincadeiras de roda e dança.

Variar músicas, ritmos e contextos (casa, escola, clínica).

Incorporar em rotinas escolares (educação física, recreio).

Trabalhar com pares para promover engajamento social.

52
ÁREA 4 –
AUTORREGULAÇÃO E
PROCESSAMENTO
SENSORIAL

53
PROTOCOLO 16
Estratégias Calmantes (Cantinho
Sensorial)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a utilizar recursos de um cantinho sensorial para
autorregulação em momentos de agitação ou sobrecarga.

Critério de domínio: acessa e utiliza ≥ 2 estratégias calmantes de forma


independente em 3 de 4 oportunidades, em ≤ 5 minutos após instrução.

2. Fundamentação Clínica
O uso de estratégias calmantes é comprovadamente eficaz na redução de
crises e autorregulação emocional. Evidências em integração sensorial e
NDBI destacam a importância de preparar ambientes previsíveis e recursos
regulatórios para crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de autorregulação e tolerância
sensorial.

Pré-requisitos: reconhecer sinais de desconforto, responder a instruções


simples, permanecer em local delimitado por curtos períodos.

54
4. Materiais Necessários
Cantinho com almofadas, fones abafadores, brinquedos sensoriais (stress
ball, massinha), manta de peso leve.

Luz suave ou luminária calma.

Suportes visuais (cartaz “Acalmar” com opções ilustradas).

5. Preparação do Ambiente
Espaço fixo e previsível, sem estímulos excessivos.

Materiais organizados em cestos rotulados.

Supervisão inicial até aquisição da rotina.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Identificar sinal de desconforto (ou instrução do adulto).

2. Ir até o cantinho sensorial.

3. Escolher recurso calmante (ex.: almofada, brinquedo sensorial).

4. Usar recurso por 2–3 minutos.

5. Respirar fundo/pausar atividade.

6. Retornar à atividade anterior após regulação.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem (adulto demonstra uso do cantinho).

Prompt gestual/verbal para indicar escolha.

Reforço positivo pelo uso adequado (elogio, retorno à atividade preferida).

55
Fading: reduzir instruções até que a criança vá sozinha.

8. Adaptações e Suportes
Hipersensibilidade auditiva → fones abafadores.

Hipossensibilidade → materiais com peso/propriocepção.

Não falantes → quadro de escolhas com pictogramas.

9. Problemas Comuns e Soluções


Recusa ir ao cantinho → associar a atividades positivas, não apenas após
crises.

Usa recurso por tempo excessivo → timer visual (areia ou digital).

Joga objetos → oferecer opções mais seguras (massinha, manta).

Sai antes de regular → instruções simples e reforço por permanência.

10. Generalização e Manutenção


Replicar o modelo em casa, escola e clínica.

Transferir para diferentes contextos (sala de aula, restaurante).

Ensinar criança a solicitar uso (“preciso acalmar”).

Revisar semanalmente a eficácia dos recursos escolhidos.

56
PROTOCOLO 17
Tolerância a Sons e Texturas
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a aumentar gradualmente a tolerância a estímulos
sensoriais auditivos e táteis em contextos seguros.

Critério de domínio: permanece em contato com estímulo por ≥ 2 minutos,


em 3 tentativas consecutivas, com sinais mínimos de desconforto.

2. Fundamentação Clínica
Crianças autistas frequentemente apresentam hipersensibilidades
auditivas e táteis. A dessensibilização gradual é evidenciada em TO e
integração sensorial como método eficaz para ampliar tolerância e
prevenir crises.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com reatividade sensorial elevada.

Pré-requisitos: permanecer em ambiente controlado, responder a reforço


positivo, tolerar exposição inicial mínima.

57
4. Materiais Necessários
Para sons: fones de ouvido, música suave, gravações graduadas (rua,
escola, aspirador).

Para texturas: tecidos variados (algodão, lã, velcro), alimentos de diferentes


consistências, brinquedos táteis.

Escala visual de desconforto (carinhas).

5. Preparação do Ambiente
Espaço calmo e previsível.

Materiais organizados do menos para o mais intenso.

Reforço disponível imediatamente após a tentativa.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Apresentar estímulo em intensidade mínima (som baixo/tecido leve).

2. Permitir exploração por curto tempo (10–15s).

3. Reforçar comportamento de aproximação/tolerância.

4. Repetir aumentando gradualmente intensidade/tempo.

5. Introduzir estímulos diferentes em sequência.

6. Retomar atividade preferida após conclusão.

7. Procedimento de Ensino
Dessensibilização sistemática.

Prompt verbal ou gestual para incentivo inicial.

58
Reforço positivo imediato após cada tolerância bem-sucedida.

Fading: reduzir apoio adulto gradualmente.

8. Adaptações e Suportes
Hipersensíveis auditivos: iniciar com fones abafadores.

Táteis: iniciar com tecidos neutros, evoluir para ásperos.

Não falantes: uso de escala visual para indicar nível de desconforto.

9. Problemas Comuns e Soluções


Rejeição imediata → reduzir intensidade e retomar gradualmente.

Fuga do ambiente → usar estímulos em contexto lúdico.

Crise sensorial → interromper, aplicar estratégia calmante e reiniciar


depois.

Desatenção → sessões curtas e frequentes.

10. Generalização e Manutenção


Praticar em casa, escola e clínica.

Introduzir sons e texturas típicos da vida diária (secador, roupas, areia).

Reforçar uso funcional (vestir roupas, tolerar sons do ambiente).

Monitorar progressos semanalmente.

59
PROTOCOLO 18
Atividades Proprioceptivas
(Empurrar, Puxar, Carregar)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a usar atividades proprioceptivas para autorregulação,
organização corporal e fortalecimento motor.

Critério de domínio: realiza ≥ 5 atividades proprioceptivas em sequência,


com engajamento ≥ 80%, em ≤ 10 minutos.

2. Fundamentação Clínica
Estímulos proprioceptivos ajudam no ajuste do tônus muscular, atenção e
autorregulação. Evidências em integração sensorial confirmam eficácia
dessas atividades para reduzir agitação e melhorar foco em crianças
autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de autorregulação ou coordenação
global.

Pré-requisitos: deambulação independente, tolerar movimentos de


empurrar/puxar, seguir instruções simples.

60
4. Materiais Necessários
Caixas com peso leve a moderado, cordas grossas, almofadas grandes,
carrinhos de empurrar, bolas pesadas.

Timer visual para organização da rotina.

5. Preparação do Ambiente
Espaço amplo e seguro, sem obstáculos perigosos.

Materiais posicionados em sequência clara.

Supervisão constante do adulto.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Segurar objeto (caixa, bola).

2. Empurrar objeto até local-alvo.

3. Puxar objeto com corda até ponto marcado.

4. Carregar objeto leve por percurso curto.

5. Repetir a sequência 3–5 vezes.

6. Finalizar guardando o material.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial pelo adulto.

Prompt físico parcial → gestual → verbal.

Reforço imediato após execução correta.

Progressão: objetos leves → médios → mais desafiadores.

61
8. Adaptações e Suportes
Para iniciantes: reduzir peso e distância.

Para hipossensíveis: objetos mais pesados e resistentes.

Para não falantes: pictogramas indicando “empurrar – puxar – carregar”.

9. Problemas Comuns e Soluções


Recusa empurrar → iniciar com brinquedos preferidos.

Deixa cair objeto → usar materiais maiores e leves.

Cansaço rápido → alternar com pausas curtas.

Corre com objeto → delimitar percurso com cones.

10. Generalização e Manutenção


Inserir em rotinas da casa (carregar compras leves, puxar mochila).

Aplicar em escola (organizar caixas, arrumar brinquedos).

Variar ambientes: clínica, parque, casa.

Reforçar como estratégia de autorregulação em momentos de agitação.

62
PROTOCOLO 19
Integração Vestibular (Balanço,
Rotação Segura)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de atividades de movimento vestibular de
forma segura para melhorar equilíbrio, regulação sensorial e organização
motora.

Critério de domínio: participa de ≥ 3 atividades vestibulares diferentes,


mantendo engajamento ≥ 80%, sem sinais de sobrecarga sensorial.

2. Fundamentação Clínica
O sistema vestibular é essencial para equilíbrio, orientação espacial e
regulação comportamental. Evidências em integração sensorial mostram
que atividades de balanço e rotação segura ajudam na atenção e no
controle motor de crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de equilíbrio ou regulação motora.

Pré-requisitos: tolerar movimentos de curta duração, permanecer sentado


ou em pé sob supervisão.

63
4. Materiais Necessários
Rede ou balanço seguro, bola grande, disco giratório de chão.

Colchonetes para proteção.

Timer visual para controlar tempo.

5. Preparação do Ambiente
Espaço seguro, com piso emborrachado ou colchonetes.

Atividades dispostas em sequência (balanço → bola → giro).

Supervisão constante.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Sentar-se no balanço.

2. Balançar em movimento linear por 30s.

3. Realizar rotação leve em disco giratório.

4. Deitar de barriga sobre bola grande e rolar suavemente.

5. Alternar direções (frente/trás, lado a lado).

6. Pausar em colchonete para autorregulação.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial pelo adulto.

Prompt físico parcial para posicionamento seguro.

Reforço positivo após cada atividade concluída.

64
Progredir em tempo e intensidade gradualmente.

Monitorar sinais de sobrecarga (cobrir ou interromper).

8. Adaptações e Suportes
Para hipersensíveis: iniciar com movimentos curtos e lentos.

Para hipossensíveis: ampliar tempo e intensidade.

Para não falantes: pictogramas indicando “balançar – girar – parar”.

9. Problemas Comuns e Soluções


Recusa inicial → começar com movimentos muito leves.

Busca excessiva de movimento → limitar tempo com timer.

Náusea/tontura → interromper imediatamente, oferecer pausa calmante.

Medo → permitir observação do adulto ou de outra criança antes de


participar.

10. Generalização e Manutenção


Inserir em parques (balanço tradicional).

Adaptar para casa (rede, bola grande).

Variar contextos: clínica, escola, lazer.

Usar como estratégia regulatória antes de atividades que exigem foco.

65
PROTOCOLO 20
Sequências de Autorregulação
Guiada
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a seguir rotinas estruturadas de autorregulação para
reduzir agitação e aumentar controle emocional.

Critério de domínio: realiza ≥ 3 sequências regulatórias diferentes de forma


independente em ≥ 80% das tentativas, com no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
Sequências guiadas estruturam estratégias de respiração, movimento e
relaxamento. Evidências em NDBI e integração sensorial destacam que
rotinas previsíveis de autorregulação reduzem crises e aumentam a
adaptação da criança.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de autorregulação emocional.

Pré-requisitos: seguir instruções visuais ou verbais curtas, tolerar


permanência em sequência breve de atividades.

66
4. Materiais Necessários
Cartazes/pictogramas com a sequência (“respirar – abraçar – apertar bola
– relaxar”).

Recursos calmantes (bolas sensoriais, manta leve, música suave).

Timer visual para cada etapa.

5. Preparação do Ambiente
Local calmo e previsível.

Materiais organizados em ordem de uso.

Supervisão inicial até autonomia.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Inspirar profundamente (3s).

2. Expirar lentamente (3s).

3. Apertar bola sensorial 5 vezes.

4. Fazer abraço de urso (apertar almofada ou cruzar braços).

5. Sentar em posição relaxada.

6. Voltar à atividade anterior regulado.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem com adulto fazendo junto.

Prompt gestual/verbal nas primeiras tentativas.

Reforço positivo imediato (“ótimo respirar assim!”).

67
Fading: reduzir apoio até independência.

Progressão: 2 passos → 3 → sequência completa.

8. Adaptações e Suportes
Para não falantes: pictogramas sequenciais.

Para hipossensíveis: incluir mais propriocepção (empurrar parede).

Para hipersensíveis: reduzir estímulos visuais/sonoros durante a sequência.

9. Problemas Comuns e Soluções


Interrompe no meio → dividir em micro-etapas.

Faz rápido demais → usar timer visual para cadenciar.

Recusa respiração → iniciar com jogos de sopro (bolhas, apito).

Sai do local → manter ambiente delimitado.

10. Generalização e Manutenção


Replicar em casa, escola e clínica.

Usar em diferentes contextos (antes de provas, após conflito).

Ensinar a criança a solicitar sequência quando sentir necessidade.

Revisar periodicamente a eficácia e adaptar conforme evolução.

68
ÁREA 5 – INTERAÇÃO
SOCIAL E BRINCADEIRAS
FUNCIONAIS

69
PROTOCOLO 21
Jogos de Imitação Guiada (Ações
Simples)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a imitar ações motoras simples de outra pessoa como
base para aprendizado social e comunicação.

Critério de domínio: imita ≥ 5 ações diferentes em sequência, com precisão


≥ 80%, em ≤ 10 minutos, com no máximo 2 prompts gestuais.

2. Fundamentação Clínica
A imitação é um dos principais precursores do desenvolvimento social, da
comunicação e da aprendizagem no TEA. Evidências em ABA e NDBI
destacam que treinar imitação favorece aquisição de habilidades sociais e
cognitivas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de habilidades sociais iniciais.

Pré-requisitos: contato visual breve, atenção compartilhada mínima,


tolerância a sessões curtas de 5–10 minutos.

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4. Materiais Necessários
Brinquedos simples (carrinhos, blocos, bonecos).

Cartões visuais representando ações (bater palmas, levantar braços).

Espaço tranquilo e sem distrações.

5. Preparação do Ambiente
Criança posicionada de frente para o terapeuta/adulto.

Materiais preparados em ordem de uso.

Reforços selecionados (brinquedos preferidos, elogios, músicas).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. O adulto realiza ação simples (ex.: bater palmas).

2. Criança observa.

3. Criança repete a ação.

4. Reforçar imediatamente o acerto.

5. Avançar para ação diferente (levantar braços, bater mesa).

6. Construir sequência de 3–5 ações encadeadas.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem: adulto demonstra ação lentamente.

Prompt físico leve (guiar braços) → gestual → verbal.

Reforço imediato e contingente.

71
Progressão: de ações isoladas → sequências curtas → sequências mais
longas.

8. Adaptações e Suportes
Não falantes: usar cartões visuais com desenhos das ações.

Déficit de atenção: sessões mais curtas, reforço mais frequente.

Hipossensibilidade motora: usar gestos amplos e claros.

9. Problemas Comuns e Soluções


Criança não olha para o adulto → aumentar estímulo visual (música,
objetos coloridos).

Imita parcialmente → reforçar aproximações.

Perde interesse → intercalar ações motoras com brinquedos preferidos.

Rigidez → repetir ações familiares antes de introduzir novas.

10. Generalização e Manutenção


Inserir imitação em brincadeiras naturais (dança, roda).

Treinar com diferentes adultos e pares.

Variar contextos: casa, escola, clínica.

Expandir para imitação vocal e funcional.

72
PROTOCOLO 22
Brincadeiras em Turnos (Troca de
Vez)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de jogos simples em turnos, respeitando a vez
do outro.

Critério de domínio: participa de ≥ 5 rodadas consecutivas em atividade de


turnos, sem interrupção, em ≥ 80% das oportunidades.

2. Fundamentação Clínica
O treino de turnos é central para comunicação social, compartilhamento e
desenvolvimento de jogo simbólico. Evidências em ABA, DIR e NDBI
apontam que atividades de turnos favorecem reciprocidade e interação no
TEA.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social inicial.

Pré-requisitos: atenção compartilhada mínima, aceitar manipulação de


objetos por outro, seguir instruções curtas.

73
4. Materiais Necessários
Jogos simples de tabuleiro adaptado (ex.: encaixe de peças, dominó
grande).

Brinquedos de causa e efeito (ex.: carrinho de rampa, boliche infantil).

Suportes visuais “minha vez / sua vez”.

5. Preparação do Ambiente
Mesa ou chão delimitado para a atividade.

Apenas o jogo/brinquedo necessário no campo de visão.

Reforço social preparado (elogio, acesso ao brinquedo).

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Apresentar regra básica: “Agora é minha vez / sua vez”.

2. Adulto realiza jogada.

3. Passa a vez para a criança.

4. Criança realiza jogada.

5. Reforçar imediatamente a participação.

6. Repetir em rodadas curtas (3–5).

7. Expandir para jogos mais longos.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial (adulto mostra como esperar).

Prompt verbal e gestual com cartões “vez”.

74
Reforço positivo a cada turno respeitado.

Progressão: rodadas curtas → jogos mais longos.

8. Adaptações e Suportes
Para iniciantes: jogos rápidos de apenas 1 peça.

Suporte visual “minha vez / sua vez”.

Para não falantes: gestos ou pictogramas para indicar turno.

9. Problemas Comuns e Soluções


Interrompe jogada do outro → reforçar apenas quando espera.

Perde interesse → escolher jogos de maior preferência.

Ansiedade em esperar → reduzir tempo de espera inicial.

Resiste a devolver objeto → iniciar com trocas rápidas.

10. Generalização e Manutenção


Aplicar em jogos naturais (esconde-esconde, roda, bola).

Treinar em casa, escola e clínica.

Expandir para contextos sociais com pares/irmãos.

Usar turnos em rotinas (entregar objetos, pedir ajuda).

75
PROTOCOLO 23
Jogos Simbólicos com Bonecos e
Objetos
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a engajar em brincadeiras simbólicas básicas (ex.: dar
comida ao boneco, fazer o carro “andar”) para desenvolver imaginação e
habilidades sociais.

Critério de domínio: realiza ≥ 3 ações simbólicas diferentes em sequência,


com engajamento ≥ 80%, em ≤ 10 minutos.

2. Fundamentação Clínica
O jogo simbólico é essencial para desenvolvimento da linguagem, da
imaginação e da interação social. Evidências em NDBI mostram que
brincadeiras de faz de conta aumentam comunicação funcional e
flexibilidade cognitiva em crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social intermediária.

Pré-requisitos: manipular brinquedos simples, imitar ações básicas, manter


engajamento em atividades por ≥ 5 minutos.

76
4. Materiais Necessários
Bonecos, carrinhos, utensílios de brinquedo (colher, panela, telefone de
brinquedo).

Cenários simples (casinha, garagem, pista).

Suportes visuais com figuras da ação (comer, dormir, dirigir).

5. Preparação do Ambiente
Espaço delimitado e organizado.

Apenas brinquedos relacionados ao cenário disponível.

Adulto preparado para modelar ações.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Adulto mostra ação simbólica (ex.: dar comida ao boneco).

2. Criança observa.

3. Criança repete a ação.

4. Reforçar imediatamente.

5. Avançar para sequência (ex.: boneco comer → dormir → acordar).

6. Variar brinquedos e cenários.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem clara pelo adulto.

Prompt físico parcial (guiar movimento), depois gestual/verbal.

Reforço imediato após cada ação simbólica.

77
Progressão: ação única → sequência curta → narrativa simples.

8. Adaptações e Suportes
Não falantes: uso de cartões visuais com a ação.

Hipossensíveis sociais: intercalar ações com reforço tangível.

Rigidez cognitiva: iniciar com cenas familiares (ex.: hora do lanche).

9. Problemas Comuns e Soluções


Brinca de forma repetitiva → redirecionar para ação simbólica e reforçar.

Não entende ação → usar demonstração lenta com exagero.

Perde interesse rápido → incluir brinquedos de alta preferência.

Rejeita bonecos → iniciar com objetos de interesse (carros, animais).

10. Generalização e Manutenção


Aplicar em diferentes contextos (clínica, casa, escola).

Variar narrativas (alimentar, dormir, passear).

Incluir pares/irmãos para interação social.

Expandir para dramatizações com fala/sons.

78
PROTOCOLO 24
Atividades de Grupo Simples (Roda
e Música)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de atividades coletivas simples, como roda de
música e jogos de grupo.

Critério de domínio: participa ativamente de ≥ 3 rodadas de grupo,


mantendo engajamento ≥ 80%, em ≤ 10 minutos.

2. Fundamentação Clínica
Participar de grupos promove habilidades sociais, imitação,
autorregulação e comunicação. Evidências em NDBI e programas de TO
mostram que atividades em roda aumentam reciprocidade social e
engajamento de crianças autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social em grupo.

Pré-requisitos: tolerar proximidade de pares, seguir instruções simples,


permanecer sentado/na roda por ≥ 5 minutos.

79
4. Materiais Necessários
Música infantil conhecida.

Brinquedos coletivos (bola leve, chocalhos).

Tapete ou círculo delimitado no chão.

5. Preparação do Ambiente
Espaço organizado em círculo (tapete, cadeiras pequenas).

Música selecionada previamente.

Adulto preparado para modelar e mediar interações.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Criança senta no círculo.

2. Música ou jogo começa com adulto.

3. Adulto passa objeto (bola/chocalho) para a criança.

4. Criança passa para o próximo.

5. Reforço social após cada turno correto.

6. Encerrar atividade com sinal de término (aplausos, música final).

7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial (adulto demonstra como passar objeto).

Prompt gestual/verbal no momento do turno.

Reforço positivo imediato a cada participação.

80
Fading gradual até independência.

Progressão: roda curta (2–3 crianças) → grupo maior.

8. Adaptações e Suportes
Não falantes: usar cartões “minha vez / sua vez”.

Para crianças com hipersensibilidade auditiva: música em volume baixo.

Para iniciantes: grupo reduzido e atividades rápidas.

9. Problemas Comuns e Soluções


Recusa sentar na roda → reduzir tempo inicial e reforçar aproximação.

Não passa objeto → reforçar apenas quando completa o turno.

Sai da roda → delimitar espaço com tapete/cadeira fixa.

Chora com música → variar para sons mais suaves.

10. Generalização e Manutenção


Participar de rodas em escola, clínica e casa.

Variar atividades (música, contação de histórias, jogos coletivos).

Ampliar tempo de permanência gradualmente.

Estimular pares/irmãos a incluir a criança no grupo.

81
PROTOCOLO 25
Engajamento em Duplas com Pares
ou Irmãos
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a manter interações em dupla, alternando ações e
compartilhando atenção com outra criança (irmão ou colega).

Critério de domínio: participa de ≥ 3 rodadas consecutivas em dupla, com


engajamento ≥ 80%, sem precisar de mais que 2 prompts gestuais.

2. Fundamentação Clínica
Interações em dupla são um passo intermediário entre brincar sozinho e
em grupo. Evidências em NDBI e ABA Naturalística mostram que atividades
em pares aumentam reciprocidade social, turnos e cooperação em crianças
autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas em treino de interação social.

Pré-requisitos: aceitar proximidade de outra criança, participar de


brincadeira orientada por ≥ 5 minutos, seguir instruções simples.

82
4. Materiais Necessários
Jogos de encaixe cooperativos (um encaixa, outro completa).

Brinquedos de causa e efeito (um aciona, outro observa e depois troca).

Suportes visuais “minha vez / sua vez”.

5. Preparação do Ambiente
Espaço organizado para duas crianças.

Brinquedos escolhidos de acordo com preferência de ambos.

Adulto mediador para organizar turnos.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Adulto explica regra simples (ex.: “Você coloca, depois ele coloca”).

2. Criança A realiza ação.

3. Passa vez para Criança B.

4. Criança B realiza ação.

5. Reforço social imediato (aplausos, elogio).

6. Repetir rodadas com diferentes papéis.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial com adulto participando.

Prompt gestual (apontar) e verbal curto (“Agora sua vez”).

Reforço positivo imediato ao respeito do turno.

83
Fading progressivo dos prompts até independência.

8. Adaptações e Suportes
Não falantes: uso de cartões “eu / você”.

Crianças com baixa tolerância: jogos rápidos (2–3 turnos).

Para iniciantes: começar com irmão/par já familiar.

9. Problemas Comuns e Soluções


Não espera → reduzir tempo de espera no início.

Recusa compartilhar → oferecer brinquedos duplicados, depois migrar


para único.

Sai da atividade → delimitar tempo curto e reforço imediato.

Conflito entre pares → adulto media e distribui papéis fixos.

10. Generalização e Manutenção


Repetir em casa, escola e clínica.

Variar parceiros (irmãos, colegas, terapeutas).

Introduzir jogos de dupla mais complexos.

Transferir para contextos sociais (par na sala de aula).

84
ÁREA 6 – COMUNICAÇÃO
FUNCIONAL COM
SUPORTE DA TO

85
PROTOCOLO 26
Uso de Pictogramas Durante
Atividades
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a usar pictogramas como apoio para compreensão e
expressão durante atividades funcionais.

Critério de domínio: utiliza ≥ 5 pictogramas diferentes para guiar ou


comunicar ações, em ≥ 80% das oportunidades, com no máximo 1 prompt
gestual.

2. Fundamentação Clínica
Sistemas visuais como PECS e pictogramas são amplamente evidenciados
como ferramentas de comunicação aumentativa e suporte à compreensão
de rotinas. Estudos em TEA comprovam que visuais estruturam melhor a
aprendizagem e reduzem comportamentos desafiadores.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com dificuldades de comunicação funcional.

Pré-requisitos: manipular cartões simples, compreender associação


imagem-ação, permanecer em atividade ≥ 5 minutos.

86
4. Materiais Necessários
Conjunto de pictogramas laminados (AVDs, emoções, ações).

Quadro de rotina ou fichário de comunicação.

Velcro ou ímãs para fixação.

5. Preparação do Ambiente
Pictogramas organizados em sequência ou caderno.

Atividade escolhida (alimentação, higiene, jogo).

Adulto preparado para modelar uso.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Mostrar pictograma da atividade (ex.: “escovar dentes”).

2. Criança identifica e pega o cartão.

3. Leva até adulto ou posiciona no quadro.

4. Executa ação representada.

5. Retorna pictograma ao quadro.

6. Repetir em nova atividade.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem pelo adulto (mostrar como usar o cartão).

Prompt físico leve → gestual → verbal.

Reforço imediato pelo uso correto.

87
Fading gradual até independência.

Progressão: cartões individuais → sequências completas.

8. Adaptações e Suportes
Fotos reais em vez de pictogramas para iniciantes.

Suporte em tablets ou apps de CAA para crianças digitais.

Simplificação para não falantes: uso apenas de figuras de ação.

9. Problemas Comuns e Soluções


Joga os cartões → usar material resistente e limitar quantidade.

Não associa pictograma à ação → modelar associação imediata.

Perde interesse → incluir pictogramas de temas preferidos (ex.:


brinquedos).

Usa de forma repetitiva → variar ações/contextos.

10. Generalização e Manutenção


Usar em casa, escola e clínica.

Inserir em rotinas reais (lanche, banho, brincar).

Variar contextos para ampliar compreensão.

Transferir gradualmente para comunicação espontânea.

88
PROTOCOLO 27
Solicitações Simples por Gestos ou
Figuras
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a solicitar objetos, ações ou ajuda de forma funcional,
utilizando gestos (apontar, estender a mão) ou figuras (PECS/pictogramas).

Critério de domínio: realiza ≥ 10 solicitações funcionais em sessão, em ≥


80% das oportunidades, com no máximo 1 prompt gestual.

2. Fundamentação Clínica
Solicitar é uma das habilidades de comunicação mais relevantes no TEA,
pois reduz comportamentos desafiadores e aumenta independência.
Evidências em ABA e CAA (Comunicação Alternativa e Aumentativa)
mostram que ensinar pedidos é a base para ampliar vocabulário funcional.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com comunicação limitada ou em fase inicial de
linguagem funcional.

Pré-requisitos: motivação clara por itens/atividades, tolerância mínima a


troca de figuras/gestos.

89
4. Materiais Necessários
Brinquedos/objetos de alta preferência da criança.

Pictogramas ou cartões PECS dos itens.

Caixinha ou prancheta para organização dos cartões.

5. Preparação do Ambiente
Objetos de interesse visíveis, mas fora do alcance imediato.

Pictogramas acessíveis em quadro/prancheta.

Adulto preparado para modelar o gesto/troca.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Criança vê objeto de interesse.

2. Adulto espera sinal de solicitação.

3. Criança aponta/entrega cartão do objeto.

4. Adulto nomeia e entrega objeto imediatamente.

5. Reforço pelo uso correto da solicitação.

6. Repetir em diferentes itens.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem inicial (mostrar gesto/uso do cartão).

Prompt físico (ajudar a entregar) → gestual → verbal.

Reforço imediato e natural (entrega do item).

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Fading: retirar ajudas até independência.

Progressão: solicitações isoladas → escolha entre 2 → repertório


expandido.

8. Adaptações e Suportes
Crianças não verbais: uso de PECS/fotos reais.

Crianças com motricidade fina limitada: figuras maiores, pranchetas com


velcro.

Hipossensíveis sociais: reforço adicional além do item.

9. Problemas Comuns e Soluções


Pega item sem pedir → bloquear acesso e reforçar apenas quando solicitar.

Joga cartões → limitar quantidade, usar material resistente.

Repete solicitação sem função → reforçar apenas quando o item é


entregue.

Resiste ao gesto → iniciar com prompts físicos graduais.

10. Generalização e Manutenção


Inserir em todas as rotinas (lanche, brincar, escola).

Treinar com diferentes cuidadores/professores.

Variar itens para ampliar vocabulário.

Estimular evolução para pedidos verbais quando possível.

91
PROTOCOLO 28
Atividades de Turnos
Comunicativos (Pergunta–
Resposta)
1. Objetivo Funcional
Ensinar a criança a participar de interações comunicativas em turnos
simples de pergunta–resposta ou troca de informações.

Critério de domínio: participa de ≥ 5 rodadas de troca comunicativa, com


engajamento ≥ 80%, em ≤ 10 minutos, com no máximo 1 prompt verbal.

2. Fundamentação Clínica
Turnos comunicativos estruturam a base para conversação e linguagem
social. Evidências em ABA e NDBI indicam que treinar pergunta–resposta
melhora reciprocidade e favorece interações espontâneas em crianças
autistas.

3. Público-Alvo e Pré-Requisitos
Crianças autistas com comunicação emergente.

Pré-requisitos: reconhecer figuras ou objetos, aceitar alternância de


papéis, seguir instruções simples.

92
4. Materiais Necessários
Cartões de perguntas/respostas simples (“o que é isso?”, “quem está
aqui?”).

Brinquedos ou objetos reais para suporte visual.

Suportes “minha vez/sua vez” para alternância.

5. Preparação do Ambiente
Mesa com poucos estímulos, apenas objetos relevantes.

Adulto preparado para mediar a alternância.

Reforço previamente definido.

6. Sequência da Tarefa (Análise de Tarefas)


1. Adulto inicia pergunta simples (“o que é isso?” mostrando objeto).

2. Criança responde verbalmente ou apontando figura.

3. Adulto reforça a resposta correta.

4. Criança faz pergunta (modelada pelo adulto, se necessário).

5. Adulto responde.

6. Repetir em pelo menos 5 rodadas.

7. Procedimento de Ensino
Modelagem clara de pergunta–resposta.

Prompt verbal (“responda: bola”) → gestual → visual.

Reforço positivo imediato em cada turno.

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Fading até que a criança pergunte e responda sem ajuda.

Progressão: respostas de um item → perguntas de escolha → trocas


espontâneas.

8. Adaptações e Suportes
Não falantes: uso de cartões de resposta.

Déficit de atenção: rodadas curtas e rápidas.

Hipossensibilidade social: usar temas de interesse para manter motivação.

9. Problemas Comuns e Soluções


Só responde, mas não pergunta → modelar pergunta e reforçar quando
inicia.

Perde atenção → aumentar velocidade e usar objetos motivadores.

Responde de forma ecolálica → reforçar respostas funcionais corretas.

Evita contato visual → aceitar resposta funcional, depois treinar olhar.

10. Generalização e Manutenção


Treino em contextos naturais (sala de aula, casa).

Variação de perguntas do dia a dia (“onde?”, “quem?”, “o que?”).

Envolver pares e irmãos como parceiros.

Evoluir para pequenas conversas espontâneas.

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