0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações5 páginas

Teste Do Desenho Do Relógio

O documento descreve o Teste do Relógio, um teste para avaliar o estado cognitivo que envolve desenhar um relógio. Avaliam-se funções como a visopercepção, coordenação motora e planejamento. Originalmente foi usado para detectar negligência contralateral, mas agora também detecta deterioração cognitiva como no Alzheimer. O teste consiste em duas fases: desenhar um relógio de memória e depois copiar um. As pontuações indicam possível deterioração cognitiva associada à demência.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
29 visualizações5 páginas

Teste Do Desenho Do Relógio

O documento descreve o Teste do Relógio, um teste para avaliar o estado cognitivo que envolve desenhar um relógio. Avaliam-se funções como a visopercepção, coordenação motora e planejamento. Originalmente foi usado para detectar negligência contralateral, mas agora também detecta deterioração cognitiva como no Alzheimer. O teste consiste em duas fases: desenhar um relógio de memória e depois copiar um. As pontuações indicam possível deterioração cognitiva associada à demência.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

T E S T D E L R E L O J (J.Cacho et al.

TESTE DO DESENHO DO RELÓGIO (TDR)


(TESTE DE DESENHO DO RELÓGIO - TDR)

APRESENTAÇÃO
O Teste do Desenho do Relógio (TDR) é um teste de triagem simples e rápido
e de fácil aplicação empregada tanto na prática clínica quanto na pesquisa para
valorizar o estado cognitivo do sujeito. Avalia diferentes mecanismos implicados na
execução da tarefa, fundamentalmente funções visoperceptivas, visomotoras e
visoconstructivas, planejamento e execução motoras.

O Teste do Desenho do Relógio é um teste elaborado originalmente por Battersby,


Bender, Pollack e Kahn em 1956, para detectar a negligência contralateral em pacientes com
lesão no lobo parietal. Atualmente, sua aplicação se estendeu ao ser o TDR um
teste que fornece valiosas informações sobre diversas áreas cognitivas ativadas
na execução deste breve teste que correspondem a funções cognitivas semelhantes a
as que avalia o Mini-Exame do Estado Mental de Folstein, entre elas, linguagem, memória
a curto prazo, funções executivas, práticas e visoespaciais.

Diversos autores, baseando-se nos resultados obtidos nas pesquisas realizadas,


propõem a utilizaçaõ do TDR como uma ferramenta eficaz na detecçaõ da deterioraçaõ
cognitivo em pacientes com Demência Tipo Alzheimer. Este teste é altamente sensível e
específica, discriminando perfeitamente entre sujeitos com diagnóstico de Demência Tipo
Alzheimer (DTA) provável e sujeitos sem tal patologia. A execução no TDR dos
pacientes afetados de DTA é pior, obtêm uma pontuação menor, que os sujeitos não
afetados por este processo demencial, sem importar a escala de avaliação que se empregue
em sua correção.

O fato de que o TDR tenha sido aplicado em diferentes áreas da clínica e de


a investigação neuropsicológica certamente se deve ao fato de que, embora aparentemente simples,
a tarefa de desenhar corretamente um relógio requer a participação coordenada de
numerosos e distintos aspectos cognitivos que não são necessários para realizar outros desenhos
mais simples, como por exemplo uma casa ou uma árvore. Os erros que observamos em seu
a execução, sem dúvida, reflete determinadas deficiências atribuíveis a alterações ou lesões
neurológicas concretas; ou seja, o tipo de erros que um paciente comete ao realizar a
o teste pode variar em função da patologia que a pessoa sofre, assim como da localização e
extensão de suas lesões neurológicas.

Quando é solicitado a um paciente que desenhe um relógio, ele poderá realizá-lo se conservar
determinadas capacidades, por exemplo, um paciente que deve escrever todos os números e
simultaneamente ordená-los no espaço, você precisará realizar um planejamento adequado
para coordenar esta tarefa; também precisará ter organização visual e motora, assim como
capacidade de processar simultaneamente a tarefa que está executando. Se tal tarefa incluir
entre suas instruções, o relógio marcar uma determinada pauta horária, terá que
armazenar na memória e posteriormente recuperar essa informação, para localizar

Dr. Mariano Solórzano


T E S T D E L R E L O J (J.Cacho et al.)

corretamente os ponteiros. Todos esses processos de linguagem, memória, coordenação


visuoespacial, implicam a participação de zonas cerebrais corticais e subcorticais,
anteriores e posteriores, assim como do hemisfério cerebral direito e esquerdo. Se um
o paciente possui um determinado aspecto cognitivo seletivamente deteriorado, em uma análise
minucioso do TR poderíamos observar diferenças qualitativas em relação a um sujeito saudável.
Por isso, para que o TR possa ser considerado como um teste de avaliação rápida do
deterioro cognitivo seria pertinente estabelecer alguns critérios de acordo com os quais
realizar uma análise quantitativa e qualitativa adequada.

Se um paciente, por exemplo, é incapaz de desenhar uma esfera de relógio o suficientemente


grande o suficiente para situar nela todos os números, esta micrografia poderia ser um marcador
de alteração nos gânglios basais. Por outro lado, aspectos como poderiam ser analisados por
exemplo: avaliar a correta localização dos números, situando primeiro números de
referência como 3, 6, 9 e 12; observar se os números estão corretamente ordenados e se
estão todos presentes tanto no hemicampo esquerdo quanto no direito, sugerindo,
o contrário, uma alteração do hemicampo visuoespacial do hemisfério contralateral.

Na última década, houve um certo aumento na aplicação do TDR para o


estudo e avaliação das doenças neurodegenerativas, especialmente para a
demência e a doença de Alzheimer. Ao mesmo tempo, foram sendo desenvolvidas
diversos métodos para aplicar e pontuar o TDR. No entanto, ainda não foram estabelecidos
uns critérios padronizados para sua aplicação e pontuação.

Critérios de pontuação
J. Cacho e cols (1998) propuseram escalas de pontuação baseadas nos critérios de
escala previamente utilizada por Rouleau et al (1992), embora com diversas modificações,
que essencialmente consistiram em introduzir os parâmetros qualitativos rotação inversa,
alineação numérica e perseveração dentro da escala de pontuação. Segundo esses
critérios, foi estabelecida uma pontuação máxima de 2 pontos pelo desenho da esfera, 4
pontos pelos números e 4 pontos pelos ponteiros.

Critérios de aplicação
Deve ser aplicado em duas fases sucessivas, de acordo com a ordem estabelecida:

Teste do relógio à ordem (TRO). Nesta fase, é apresentada ao sujeito uma folha de
papel completamente em branco, um lápis e uma borracha, são fornecidos a você
siguientes instruções: "Eu gostaria que você desenhasse um relógio redondo e grande em
esta folha, colocando nela todos os seus números e cujos ponteiros marquem as
uma e dez. Caso cometa algum erro, aqui está um rascunho para que
pode retificá-la. Este teste não tem tempo limite, por isso peço que a
faça contranquilidade, prestando-lhe toda a atenção que lhe for possível.
a instrução não deve se repetir, somente em caso estritamente necessário, sempre e
quando não tiver iniciado o desenho, pois depois disso, não pode ser repetido
nenhuma instrução. Se o sujeito, depois de desenhar a esfera, omitir algum número,

Adaptação: Dr. Mariano Solórzano


T E S T D E L R E L O J (J.Cacho et al.)

se lhe pergunta se os colocou todos, permitindo-lhe corrigir o desenho se tomar


consciência de seus erros. Se passado um tempo, o sujeito não desenhou as
manecilhas ou falta alguma delas, pergunta-se se ele terminou seu relógio. Em caso
afirmativo, se informa que, seguidamente, vão desenvolver uma prova mais fácil,
começando então com a realização da fase do TR "à cópia". Em caso
contrário, é concedido um prazo adicional para concluir a tarefa.

Teste do relógio à cópia (TRC). Nesta segunda condição, o sujeito é apresentado


uma folha branca na posição vertical, com um relógio impresso no terço superior da
folha. Pede-se que preste a máxima atenção ao desenho e copie da forma mais
exata possível o desenho do relógio que aparece na parte superior da folha. Dado
que nesta fase também não se estabelece um limite de tempo, sugere-se que a realize
com tranquilidade e que utilize a borracha caso cometa algum erro. Ao
terminar esta prova se lhe retira a folha para sua posterior avaliação e pontuação. Se
o relógio está incompleto, antes de pegar a folha pergunta-se se o desenho está
terminado. Se o sujeito perceber a existência de algum erro, ele pode corrigi-lo.
caso contrário, a folha será recolhida.

Pontos de corte para a estimativa do declínio cognitivo associado à demência


Na condição de TRO, o ponto de corte que mostra maior eficácia é o 6.
tanto, considera-se o teste como positivo se o valor da soma das três pontuações
(esfera, números e ponteiros) "à ordem" é menor ou igual a 6, e como negativo se a
a soma das pontuações é maior que 6. As pontuações altas servem para descartar
síndromes demenciais, especialmente as pontuações próximas ao 8 e ao 9.

Na condição de TRC, o ponto de maior eficácia é de 8. Portanto, considera-se o teste


como positivo se o valor da soma das três pontuações (esfera, números e ponteiros)
“a la copia” é menor ou igual a 8, e como negativo se a soma das pontuações é
superior a 8.

O ponto de corte de maior eficácia do TRO+ TRC é 15. Assim, considera-se o teste
como positivo se o valor da soma das três pontuações (esfera, números e ponteiros)
nas duas condições do teste (ordem e cópia) é menor ou igual a 15, e como negativo se a
soma das pontuações é superior a 15.

A aparição de rotação inversa ou alinhamento numérico, assim como de perseveração de


erros em qualquer das duas condições experimentais (TRO e TRC) podem indicar um
provável deterioração cognitiva.

Adaptação: Dr. Mariano Solórzano


T E S T D E L R E L O J (J.Cacho et al.)

TESTEDETIME
FICHA DE PONTUAÇÃO

Critérios de pontuação do teste do relógio (J.Cacho et al.)

1. Esfera do relógio (máximo 2 pontos).

2 Pts. Desenho normal médio. Esfera circular ou ovalada com pequenas distorções devido a tremores.
1 Pto. Incompleto ou com alguma distorção significativa. Esfera muito assimétrica.
0 Ptos. Ausência ou desenho totalmente distorcido.

2. Presença ou sequência dos números (máximo 4 pontos)

Todos os números presentes e na ordem correta. Apenas "pequenos erros" na


4 Ptos. localização espacial em menos de 4 números.
(p.e. colocar o número 8 no espaço do número 9).
3,5 Ptos. Quando os "pequenos erros" na colocação espacial ocorrem em 4 ou mais números.
Todos presentes com erro significativo na localização espacial
3 Ptos. (p.ex. colocar o número 3 no espaço do número 6).
Números com alguma desordem de sequência (menos de 4 números).
Omissão ou adição de algum número, mas sem grandes distorções nos números restantes.
Números com alguma desordem de sequência (4 ou mais números).
Os 12 números colocados em sentido anti-horário (rotação inversa).
2 Ptos.
Todos os números presentes, mas com grande distorção espacial (números fora do relógio ou
desenhados em meia esfera, etc.).
Presença dos 12 números em uma linha vertical, horizontal ou oblíqua (alinhamento numérico).
Ausência ou excesso de números com grande distorção espacial.
1 Pto. Alineação numérica com falta ou excesso de números.
Rotação inversa com falta ou excesso de números.
0 Ptos. Ausência ou escassa representação de números (menos de 6 números desenhados).

3. Presença e localização dos ponteiros (máximo 4 pontos).

Os ponteiros estão na posição correta e com as proporções adequadas de tamanho (o da


4 Ptos.
a hora mais curta).
3,5 Ptos. As ponteiros em posições corretas, mas ambos do mesmo tamanho.
Pequenos erros na localização dos ponteiros (localizar um dos ponteiros no espaço
3 Ptos. destinado ao número anterior ou posterior).
Aguja dos minutos mais curta que a da hora, com pauta horária correta.
Grande distorção na localização dos ponteiros (mesmo se marcarem onze e dez, quando
2 Pts. os números apresentam erros significativos na localização espacial).
Quando os ponteiros não se encontram no ponto central e marcam a hora correta.
1 Pto. Quando os ponteiros não se juntam no ponto central e marcam uma hora incorreta.
Presença de um único ponteiro ou um esboço dos dois.
0 Ptos. Ausência de ponteiros ou perseveração no desenho dos mesmos. Efeito em forma de
roda de carro

Adaptação: Dr. Mariano Solórzano


T E S T D E L R E L O J (J.Cacho et al.)

PONTUAÇÃO TOTAL:______Pts.

Adaptação: Dr. Mariano Solórzano

Você também pode gostar