A ONDE VAS...
COELHO BLAS
Coelho Blas... Para onde você vai
Com essa espingarda pendurada nas costas?
coelho Blas vem aqui
Pois vou te pedir um favorzinho.
Ontem à noite eu estava sozinho
e veio o lobo
e veio o lobo
e ele me disse gritando
Ah, que eu como seu carneirinho
meeeeeeeeeeeeeee
e já que você vai caçar
com seus cães de presa
pode procurar
Quando a cara aparecer
com essa espingarda
você deve jogar fora
Aí vai! Você vê? Aponta bem
Prepare-se Blas
por si vueleve outra vez
Coelho Blas... Para onde você vai
Com essa espingarda pendurada nas costas?
coelho Blas vem cá
Pois, vou te pedir um favorzinho.
Ontem à noite eu estava sozinho
e veio o lobo
e veio o lobo
e me disse gritando
a que me como teu borreguito
meeeeeeeeeeeeeee
Sinto que neste negócio
de feras tu só te deves bater.
A Carabina de Ambrosio
que tenho em minha casa não quer funcionar.
Mas tenha coragem, e se você ver ...
pois veja como é perto do rabo que você dá...
AVÔ, "vou, vou"
venha contar-me alguma história
desses mil que você sabe
e que tratem de mistério ou de amor.
Vovô, "vou, vou"
o dia acaba, é muito tarde
soou a hora deslumbrante
de princesas, cavaleiros e o dragão.
E se a Branca de Neve na floresta
com os anõezinhos vai jogar
e se no castelo do gigante
o gato de botas diz 'miauuu'.
Vovô, "vou, vou"
quero subir aos seus joelhos
para ouvir as maravilhas
que relatas, abuelito, abuelito
vou, vou, vou, já vou.
Vovô, "vou, vou"
quando a noite vai caindo
quando já brilham os luzeiros
quero contos e mais contos, por favor.
O CHORRITO
A gota d'água que dá a nuvem
como presente para a flor
em vapor se desvanece
quando o sol se levanta;
e novamente ao céu sobe
até a nuvem que a soltou.
A gota sobe e desce,
baixa e sobe
ao compasso desta canção:
Lá na fonte
havia um jato,
se tornava grandão
se fazia chiquito;
lá na fonte
havia um jorro,
estava de mau humor,
pobre chorrito tinha calor
estava de mau humor,
pobre chorrito tinha calor.
No paisaje sempre nevado
enrolado sobre o vulcão
há milhões de gotículas
convertidas em cristal.
No inverno a neve cresce,
no verão o sol a funde.
A gotinha sobe e desce,
desce e sobe
ao compasso desta canção:
Aí vai a formiga
com seu guarda-chuva
e recolhendo as saias,
Aí vai a formiga
com seu guarda-chuva
e levantando as anáguas,
porque o jato espirrou
e suas chapinhas despintou
porque o jato me espirrou
e suas chapinhas desbotaram.
COCHINITOS DORMILONES
Os porquinhos já estão na cama
muitos beijos a mamãe lhes deu
e quentinhos todos de pijama
dentro de um rato os três roncarão.
Um sonhava que era rei
e de momento quis um bolo
seu grande ministro fez trazer
500 pastéis só para ele.
Outro sonhava que no mar
em um barco eu ia remar
mas de repente ao embarcar
caiu da cama e começou a chorar.
Os porquinhos já estão na cama
muitos beijinhos a mamãe deu a eles
e quentinhos os três de pijama
dentro de um rato os três roncarão.
O mais pequeno dos três
um porquinho lindo e cortês
ele sonhava em trabalhar
para ajudar sua pobre mamãe.
E assim sonhando sem despertar
os porquinhos podem brincar
ronca que ronca e volta a roncar
ao país dos sonhos vão passear.
A PATINHA,
de canasto e com rebozo de bolinha,
vá ao mercado
a comprar todas as coisas do mercado.
Se vai meneando ao caminhar
como os barcos em alto mar.
A patinha
vai correndo e procurando na sua bolsinha
centavitos
para dar-lhes de comer aos seus patinhos.
Porque ela sabe que ao retornar
todos eles perguntarão:
O que você me trouxe, Mamãe Quac Quac?
O que você me trouxe para quack-quack?
A patinha,
como você
de canasto e com rebozo de bolinha,
como você
ele se irritou,
como você
pelo caro que está tudo no mercado.
Como não tem para comprar
se passa o dia a regatear.
Seus patinhos
vão crescendo e não têm sapatinhos,
e seu esposo
é um pato sem vergonha e preguiçoso
que não dá nada para comer,
e a patinha, o que ela vai fazer?
Quando lhe pedirem, responderá:
Comam mosquitos
para cuac-cuac!
REI DO CHOCOLATE
Houve um Rei em um castelo
con muros de marmelo,
com seus pátios de almendrita,
e suas torres de turrão.
Era o Rei do Chocolate
com nariz de cacahuate,
e apesar de ser tão doce
tinha o coração amargo.
A Princesa Caramelo
não queria viver com ele,
pois ao Rei em vez de cabelo
ele jorrava pura mel.
Aquele Rei ao ver sua sorte
começou a chorar tão forte,
que, ao chorar, derrubou o castelo
e um merengue o esmagou.
Nos bosques do castelo
eles semearam um grande barco de sorvete,
e o regam cedo
com refrescos de limão.
No lago a cascata
é de açúcar granulada,
e o riacho, em vez de pedras,
vai arrastando colação.
A Princesa Caramelo
a seu paje Pirulí
o mandou com o monarca
a dizer por fim que sim.
O Marquês de Piloncillo
mayordomo do castelo
ele a limpou com a língua
para que se case o Rei.
ADIVINHA ADIVINHADOR
A que não me adivinhas
a girafa onde vai.
Bem, ele vai comprar um colar.
para parecer mais simpática
já vê se assim o camelo
ele quer conquistá-la.
A que não me adivinhas
onde está a galinha.
-Está tecendo um ovo
quente e todo branco
para um pintinho novo
que acaba de encargar.
-A que não me adivinhas
Pulgarcito onde está.
-Está na caixa de costura
levantando seu chapéu,
que se lhe caiu
no fundo de um dedal.
A que não me adivinhas
Micifuz já saiu.
-Ele foi com outros gatos,
banhadinho e perfumado,
e lá pelo telhado
conversam com o sol.
CLETA DOMINGA
Fora de sua cabana,
já quase ao amanhecer,
uma negrita pequena
tinha o capricho de ver,
de ver brilhar no céu
a lua tropical
essa lua de nácar
maraca redonda
que sai do mar.
A negrita Cleta Dominga
curucutí
quer querer que a lua saia,
curucutí
mas o céu estava nublado.
curucutí
Me atormenta verte chorando,
não chore negra que já sairá.
Me atormenta ver-te chorosa.
Hey primorosa, não chore mais!
E como na boca do lobo
a obscuridade se fechou,
sem um clarinho nas nuvens,
nem sequer um puxão.
Mas a negrita esperava,
não fazia mais que esperar,
a essa lua de prata
que sai tremendo
molhada do mar.
DIGA POR QUÊ?
Diga por que, me diga vovó
diga por que, você é velhinha,
diga por que sobre as camas,
já não te gusta brincar,
diga por que você usa óculos,
diga por que você não tem dentes,
diga por que são seus cabelos,
como a espuma do mar.
Mi si fu, (lalalalalala)
sempre está junto ao calor assim como você,(você)
diz por que diante do guarda-roupa
onde há tantos retratos,
diga porque choras depois
diz-me abuelita por que...
Di por que frente ao ropero,
onde há tantos retratos
Diga por que choras depois.
me diga abuelita porque.
O BRUXO
Dom Perfidio Malaentraña
hechicero de postín
como os da sua laia
é malvado, baixo e vil.
Nas sombras da noite
iluminação com lampião
acostuma fazer desperdício
de seu mágico poder.
Uma grande tarântula peluda
é a que o ajuda a enfeitiçar:
Revuelva alguns pós
de algo infernal
no lampião
Ele vai soltando
com suas unhas longas.
Agarra uma menina
que se porta mal
e ao exclamar:
Chisgaviris!
ele está ficando barbudo.
Dom Perfidio Malaentraña
cuatezón de Satanás
é um mago que se ensaia
embruxando os outros.
Em questão de magia negra
é um grande conhecedor
e também em magia verde
ou de qualquer outra cor.
Tem diabretes com chifrinhos;
poucos mas são um demoníaco.
Prepara uma pomada
sobrenatural
no quinqué
ela vai torcendo
qual se fosse um churro.
O PATO BIZCO
Há um pato vesgo
que cai a todo momento;
homem, pobre pato
com os olhos ao contrário!
Mas é um bom amigo
muito cortês
nunca, nunca diz não
se é um favor.
Alguns lhe imploram:
Me empresta um centavo!
Busca entre suas penas
e entrega dos
pois sua vista é dupla
e sua alma é nobre.
O patinho torto
tem um coração de ouro!
O RELÓGIO
Dan, din, dón
as horas do relógio
dançam de mãos dadas
junto ao piano
com esta canção.
Dan, din, dón
todas vem a cantar
dán, din, dón.
O céu está girando
enquanto elas
cantam sem cessar;
as estrelas pálidas
vão mudando de lugar.
Dan, din, dón
as horas do relógio
todas vêm a cantar
dán, din, dó!
Em tempos muito remotos
já dançavam
com este cantar;
os filhos dos meus filhos
nunca as verão parar.
Dan, din, dón
as horas do relógio
todas vêm cantar
dán, din, dó!
O GUARDA-ROUPA
Toma o chaveiro, vovó
e me mostre seu guarda-roupa!
Com coisas maravilhosas
e tão lindas que você guarda.
Toma o chaveiro, vovó
e me mostre seu guarda-roupa!
Prometo ficar quieto,
e não tocar no que você tirar.
Ai que espada bonita
de meu avô, o Coronel!
deixa que eu coloque ela
e então me diga
se assim era ele.
Me dê a bonequinha
de grandes olhos cor de mar,
deixa eu perguntar
a que jogava com minha mãe.
Toma o chaveiro vovó
e me mostre seu guarda-roupa!
Com coisas maravilhosas
e tão bonitas que guardas.
Toma o chaveiro vovó
e me mostre seu guarda-roupa!
Prometo ficar quieto,
e não tocar no que você tirar.
Mostre-me seu vestido
que faz barulho ao caminhar,
e me conte quando você ia
em carretela com seu pai.
Me dê aquele livro velho
de mil estampas, eu quero abrir.
Aos crianças nestes tempos
os mesmos contos
nós gostamos de ouvir.
O TELEFONE
Metida em sua casinha com seu boné e avental
estava Dona Zorra ocupada em remendar,
mas seu telefone não para de tocar,
e corre para o fone de ouvido para perguntar:
Biiip Biiip
Bom, bom, bom!
Com quem você quer falar?
Não, aqui não é estanquinho
não conheço esse Pepillo
al que quiere você chamar.
triim triim
Bem, bem, bem!
Já começo a ficar cansado.
Senhor, o senhor está enganado,
aqui vive Dona Raposa
e seus zorros nada mais.
Riiing Riiing
Bem, bem, bem, bem!
O que você quer me dizer?
¡Ai! como vai Dona Patita?
Que milagre comadrita
que se deixe ouvir!
Riiing Riiing
Bem, bem, bem!
Estamos esperando por você aqui.
E assim verá que meu raposinho
o chimuelo e raboncito
já também sabe escrever.
Truque Truque
Bem, bem, bem, bem, bem, bem!
Eu digo que aqui não é!
A ver se você vai se fixando
e quando estiver tocando
não faça isso com os pés.
Riiing Riiing Riiing Riiing
Bom, bom, bom, booooom!
já não seja tão legal,
aqui não é a delegacia,
não me importa se sua tia
caiu do caminhão.
PAPAI ELEFANTE
Tempranito a comer
Chegou Papai Elefante;
se afrouxou o cinto,
se soltou os dois tirantes.
E Papai Elefante,
contente e barrigudo,
ele serviu sua sopa
com a concha.
Junto a ele, um elefantinho
estava sentadinho
sem comer, apenas brincava
batendo a colher.
A ver, filhinho, se você toma sua sopa.
E quando comer, não faça barulho com a boca.
Mas papai,
é que não gosto
sopas de lentilha nem feijão!
Eu quero um pedaço
que seja muito grandão
do aquele pastelote
de limão.