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Fisiopatologia e Estágios da Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por broncoespasmo, edema e secreção, causando obstrução reversível. Pode ser classificada de leve a grave dependendo dos sintomas e da função pulmonar. O tratamento envolve eliminar sintomas agudos com broncodilatadores e corticoides e controlar crises futuras com educação do paciente e medicamentos de uso contínuo.

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Fisiopatologia e Estágios da Asma

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por broncoespasmo, edema e secreção, causando obstrução reversível. Pode ser classificada de leve a grave dependendo dos sintomas e da função pulmonar. O tratamento envolve eliminar sintomas agudos com broncodilatadores e corticoides e controlar crises futuras com educação do paciente e medicamentos de uso contínuo.

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ASMA Definio/caracterizao uma doena caracterizada pela inflamao das vias areas.

. A inflamao est relacionada tambm a hiper responsividade brnquica (= hiper resposta) ao estmulo. uma doena crnica com perodos de agudizao; obstrutiva. A obstruo causada por bronco espasmo, edema, secreo; uma doena reversvel com tratamento ou espontaneamente Telma. Asma no reversvel. possvel reverter as crises Renata. O que a fisioterapia faz no bronco espasmo? Incidncia Estima-se que aproximadamente 5 10% da populao tenha asma brnquica. Freqentemente a doena inicia-se na infncia por volta dos 5 anos. Mas pode iniciar tambm em pessoas adultas. Etiologia (o que causa) Fatores alrgicos Fatores alrgicos: p, poeira, acaro, plen de flor, pelo de animais, poluio, etc. Fatores irritantes: cheiro de produto qumico/perfume, fumaa de cigarro etc. Condies climticas: outono e inverno. Asma induzida por exerccio fsico gera resfriamento na via area que pode gerar broncoespasmo. Asma ocupacional: relacionado c/ o ambiente de trabalho. Asma noturna. Fator emocional. Fisiopatologia = trade da asma: edema / bronco espasmo / secreo. A fisiopatologia dividida em Mecanismos imunolgicos e Mecanismos no imunolgicos. Mecanismos imunolgicos (= resposta inflamatria). Como acontece: Fase inicial: O individuo asmtico tem a ATOPIA (= alta concentrao de IgE e mastcitos); Ele entra em contato com o antgeno (fator alrgico) e desencadeia uma resposta inflamatria. Essa resposta inflamatria desencadeada por mediadores = leucotrienos, prostaglandinas e histamina. Mediadores: so substancias qumicas provenientes do plasma ou das clulas que desencadeiam, amplificam e controlam a evoluo da inflamao. Esses mediadores inicialmente geram: - edema na via area; -aumentam a produo de secreo, - e gera broncoespasmo. Fase tardia: esses mediadores iro fazer quimiotaxia = recrutamento de outras clulas, como: os mastocitos e eosinofilos que perpetuam o processo inflamatrio. Mecanismos no imunolgicos (= SNA): As vias areas tm tnus que caracterizado pelo equilbrio do sistema nervoso simptico e parassimptico. Herana gentica Infeces respiratrias. Tabagismo Iatrogenia Idade de inicio Refluxo gastroesofagico - no um fator precipitante nem agravante um diagnostico diferencial. Fatores de risco Alergia atopica elevados nveis de IgE, mastcitos e eosinfilos. IgE: clulas imune globulinas (= anticorpos) Mastcito e eosinfilos: clulas imunolgicas (inflamatrias).

O sistema nervoso autnomo simptico libera adrenalina e esta faz broncodilatao na via area. O individuo asmtico tem: Hiper atividade do sistema parassimptico. Aumento da acetilcolina Bronco espasmo Dentro do mecanismo no imunolgico tem a participao hormonal: AMP cclico: responsvel pela broncodilatao. GMP cclico: faz constrio. AMP cclico e GMP cclico so hormnios. O asmtico tem maior concentrao do GMP cclico. Patologia Hipertrofia de glndula mucosa; Hipertrofia da musculatura lisa do bronquolo; Presena de edema e secreo na via area. Quadro Clinico (= sintomas) Dispnia (existe dispnia subjetiva/objetiva) Sibilncia expiratria. Tosse seca e irritativa ou com pequena qtidade de expectorao. Secreo mucide. Expirao prolongada Aperto no peito Quadro Clinico Crises graves Taquidispneia intensa com interrupo de frase; Cianose; Sudorese; Sinais de exausto Incapacidade de completar frase. Taquicardia acima de 120bpm Hipotenso arterial devido a hiperinsuflaao. Ausculta com ausncia de murmrio; A hiperinsuflao aumenta a presso intratorcica; Diminui o retorno venoso; Diminui a presso arterial. *Crise grave tbem considerado estado de mal asmtico. Estado de mal asmtico uma condio onde h progressiva piora do ataque agudo de asma apesar de terapia adequada com drogas adrenrgicas, corticides e oxignio, levando a insuficincia respiratria. Tratamento estado de mal asmtico Convencional: -sedaao -broncodilatadores e corticides -VMI No convencional: VMNI Bi-nivel

Classificao Leve / Moderada / Grave.

Fatores que o medico leva em considerao para classificar a asma: Presena e gravidade dos sintomas; Interrupo do sono (se o pcte no consegue dormir = grave); Uso de medicamento (se no usa = leve); Numero de internaes; Espirometria: VEF1 de 80% para mais = leve; 60 a 80% = moderada; Menor que 60% = grave. (VEF1 = volume expirado no final do 1 segundo). CLASSIFICAO (Global Initiative for Asthma, 1995) Sintomas Sintomas Provas de Funo Pulmonar Noturnos > 2 x semana = 2 x ms VEF1 ou PFE = 80% Assintomtico com PFE normal intercrise Exacerbaes Curtas > 2 x semana porm < 1 x ao dia Exacerbaes podem afetar as atividades dirias do paciente. Sintomas dirios com uso de B2agonista de curta durao de ao. Exacerbaes > 2 x semana e afetam as atividades dirias. Sintomas persistentes com limitao da atividade fsica. Exacerbaes frequentes. Exame fsico O que encontramos no exame fsico: Expirao prolongada. Uso de musculatura acessria Hiper insuflao pulmonar Ausculta pulmonar: MV + com sibilos expiratrios. MV MV ausente Raios-X Fora de crise a radiografia normal; Durante a crise o individuo tem: Sinais de hiper-insuflao (= hiper-transparencia difusa (preto); Aumento dos espaos intercostais; Rebaixamento da cpula diafragmtica. Corao em gota. Funo pulmonar CRF VR VEF1 CPT Mecnica respiratria na crise VR CRF e CPT que altera a mecnica respiratria que RVA, o ngulo costofrnico gerando desvantagem mecanica do trabalho respiratrio e tendncia a fadiga. Complacncia pulmonar Resistncia complacncia dinmica complacncia esttica. Variabilidade do PFE < 20%

Estgios Asma Intermitente

Asma Persistente Leve

> 2 x ms

VEF1 ou PFE = 80% do esperado Variabilidade do PFE 20-30%

Asma Persistente Moderada

>1x semana

VEF1 ou PFE > 60% e < 80% esperado Variabilidade do PFE > 30%

Asma Persistente Grave

Frequentes

VEF1 ou PFE = 60% do esperado Variabilidade do PFE > 30%

Trocas gasosas gasometria No realizada em pacientes com asma leve. Crise grave: hipoxemia hiperventilaao CO2 Ph = alcalose respiratria.

Mal asmtico: hipoventilando CO2 Ph = acidose respiratria.

Diagnostico da asma Pode ser feito pelos sinais clinico; Historia e antecedentes Exame de espirometria (exame que mede o sopro). *Na espirometria os dados so muito parecidos com o DPOC, onde os dados eram os seguintes: O VEF1 (volume expirado no final do 1 segundo) est diminudo. A CVF est normal ou diminuda na hiperinsuflao. Tiffeneau (= VEF1 CVF) est diminudo. No DPOC isso irreversvel com o uso do broncodilatador. Na asma reversvel com o uso do broncodilatador. Testes de bronco-provocao O medico d vrias coisas para o paciente para ver a qual que ele responde (para identificar qual o antgeno). Tratamento: dividido quando o paciente est em crise ou fora de crise. Tratamento Durante a crise: Se o paciente est em crise o objetivo : Eliminar os sintomas. Como fazer isso: Uso de Broncodilatador: pode ser por via oral ou via endovenosa, mas a melhor forma a via inalatria. Medicamentos mais usados: Berotec (adrenalina) - ao rpida. Atrovent (anticolinrgico) - ao prolongada. Porque usado os dois juntos? O anticolinrgico potencializa o beta2 e ainda diminui os efeitos colaterais. *SN Simptico libera Adrenalina que broncodilatador *SN Parassimptico libera Acetilcolina que broncoconstritor. Uso de corticide: este pode ser por via oral, inalatoria, mas na fase aguda a melhor forma por via endovenosa = flebocortide. Restabelecer a relao V/Q atravs de oxigenioterapia. Manter a umidificao das vias areas qdo o pcte est taqdispneico a vias area resseca pq o ar entra muito rpido. Inalao com soro Dar O2 com umidificao atravs da mascara facial simples. Fisioterapia respiratria* na crise + grave no devo manipular. Posicionar o paciente elevado para melhorar a mecnica respiratria; Exerccio de freno labial (mantm a Palveolar igual Ppleural) associado a inalao; Se houver secreo, devo fazer a higiene brnquica, vibrocompressao e affe. Reeducao diafragmtica: Diminui a hiperinsuflao Sustentao Mxima da inspirao: diminui a hipoxemia (somente na crise aguda) Terapia Expiratria Manual Passiva (TEMP) (gerao de fluxo expiratrio) Inspirmetro de incentivo: Reexpanso pulmonar VMNI (= mascara): bi level *No so todos os asmticos que tem secreo. Alguns tm tosse seca irritativa. *A tosse aumenta o broncoespasmo

Tratamento fora de crise: A B C da asma Educao: A = afastar alergenos (pelcia, p, perfume, acaro etc) B = uso correto dos medicamentos. Ex. bombinha esta, pode conter: - broncodilatador ou - corticide C = controlar crises - Peak Flou

Para um autocontrole da crise o pcte pode fazer uso dirio do aparelho Peak Flou (mede o pico de fluxo expiratrio). A pessoa puxa o ar e d um assoprao no aparelho, que ir marcar o pico de fluxo expiratrio. Ex. se todo dia a pessoa assoprar e der 100, significa que 100 o normal para esta pessoa. Se num outro dia der menos, quer dizer que a via area est obstruda. O valor normal o valor que o prprio paciente apresenta. Outro exemplo: Se o pico de fluxo est maior ou igual a 80% do normal: observar 80 a 60% do normal: ele deve aumentar uso de medicamento Menor que 60% do normal: o paciente deve procurar um PS. Obs. Fora de crise devo orientar o paciente a realizar: Reeducao diafragmtica, Tcnicas de relaxamento, Exerccios aerbicos (pedalar, esteira etc) assistidos para condicionamento fsico, Alongamento para diminuir as alteraes posturais. VENTILAO MECNICA No Invasiva o procedimento mais comum, e muitas vezes utilizado ainda na sala de emergncia CPAP: Mantm a presso positiva nas VA durante a expirao. til quando os volumes pulmonares esto baixos, principalmente a CRF (Capacidade Residual Funcional) que a soma do VRE (Volume de Reserva Expiratrio) + VR ( Volume Residual). Geralmente o CPAP melhora o desequilbrio V/Q, aumenta a complacncia e diminui o trabalho respiratrio, mas a hipercapnia no melhorada e pode piorar se a ventilao do espao morto aumentar (normal 150ml).

.........................................................x......................................................... * Na DPOC a principal causa da obstruo o catarro ou a perda do ponto de fixao da via area. * Na asma a principal causa da obstruo o broncoespasmo.

Apesar de muito usados, os broncodilatadores tambm so vasoconstritores - ao mesmo tempo que dilatam os canais por onde passa o ar, eles estreitam a passagem de sangue. Isso pode acelerar os batimentos cardacos e aumentar a presso.

Como realizado a avaliao convencional e no convencional da asma? Convencional: sedao, broncodilatadores e corticides, VMI. No convencional: VMNI, Bi-nivel.

Quais as indicaes para utilizao da UTI?

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