Monografia Final
Monografia Final
Monografia
Supervisor:
O Presidente
_____________________________________
O Supervisor
_____________________________________
O Arguente
_____________________________________
i
Declaração de honra
Eu, Edna Maria Humberto Massunda, declaro por minha honra, que este trabalho de Monografia
nunca foi apresentado, na sua essência, para obtenção de qualquer grau ou num outro âmbito e
que constitui o resultado da minha investigação pessoal, estando indicadas, no texto e nas
referências bibliográficas, as fontes utilizadas.
______________________________
(Edna Maria Humberto Massunda)
ii
Dedicatória
Dedico esta monografia ao meu pai, Humberto Abrão José Massunda (em memória) que em
vida foi um grande exemplo e que despertou em mim a necessidade e vontade de me formar.
iii
Agradecimentos
Salmos 28׃7 “O Senhor é quem me dá a força e quem me defende. O meu coração está cheio de
alegria porque ele me ajudou, e ele canto louvores.”
Em primeiro lugar quero agradecer a Deus pelo dom da vida, pela protecção, sabedoria e saúde
durante a realização deste trabalho,
Agradeço aos meus pais, Humberto Abrão José Massunda e Linda Manuel Faife Vilanculos, pela
vida, pelos ensinamentos e pelo amor incondicional.
Agradeço as minhas irmãs Tayla da Linda, Liliana da Linda, Rosymin Mahavene, pela confiança
e apoio.
O meu maior agradecimento vai a minha mãe, Linda Manuel Faife Vilanculos que cuida e zela
por mim, pela educação que tem me proporcionado e por sempre me encorajar a estudar,
agradeço bastante a esta grande mulher por fazer parte de todos os momentos difíceis da minha
trajectória académica. Gratidão eterna mãe.
Agradeço ao meu supervisor, Doutor Xavier Muianga, pela sua paciência, motivação, apoio,
orientação e profissionalismo neste trabalho, foi satisfatório te ló como supervisor, obrigada por
fazer parte desse momento importante da minha vida. A todos os docentes do curso de
Organização e Gestão da Educação da Faculdade de Educação.
Agradeço ao meu companheiro, Benildo Albino Nhamutocue, por sua paciência, pelo incentivo,
amor e apoio incondicional durante a realização deste trabalho.
Agradeço as minhas amigas, Eunice Ana Chivale pela força e preocupação, a minha amiga
Sheyza pelo apoio, a minha comadre Nilza Paulo Manhique pela força e apoio no momento mais
difícil desta trajectória ela sempre esteve do meu lado me levantando e me encorajando a estudar
com dedicação, por me acompanhar a faculdade sempre que tivesse disponibilidade.
Agradeço aos meus colegas da turma Organização e Gestão da Educação 2019, agradeço em
especial a Eunice mais que colega, irmã que sempre esteve do meu lado me apoiando, agradeço
a Célia Macamo minha colega das batalhas, por juntas partilhamos momentos de aprendizagem.
iv
Lista de Siglas, Acrónimos e Abreviaturas
FC – Faculdade de Ciências;
v
Índice
Comité de júri ................................................................................................................................ i
Agradecimentos ........................................................................................................................... iv
Resumo ........................................................................................................................................ ix
1.4. Objectivos..................................................................................................................... 5
1.6. Justificativa................................................................................................................... 5
vi
2.4. Impactos das Tecnologias de Informação e Comunicação no processo de Ensino e
Aprendizagem ........................................................................................................................ 13
vii
Lista de Tabelas
Tabela 7: Impacto das TIC no PEA da Faculdade de Ciências da UEM ...................... …..…34
Lista de Gráficos
viii
Resumo
Os dados foram sintetizados e analisados rigorosamente de tal forma que pudessem reflectir o
posicionamento dos entrevistados em relação ao tema. Dos resultados obtidos percebe-se que as
TIC são reconhecidadas como ferramentas essenciais à modernização do ensino, favorecendo a
flexibilidade, a autonomia dos estudantes e a diversificação das metodologias pedagógicas. As
TIC ampliam as possibilidades de organização acadêmica, promovem maior fluidez na
comunicação, incentivam práticas pedagógicas mais inovadoras, representam um recurso valioso
para diversificar as estratégias metodológicas e promover a interatividade. Facto que evidência
o impacto positivo das TIC no PEA.
ix
CAPÍTULO I: INTRODUÇÃO
1.1. Contextualização
A educação é uma das componentes muito importantes que contribui para o desenvolvimento
sócio-económico de muitos países desde os tempos remotos. É pela aquisição de conhecimento
e uso destes que o ser humano relaciona-se com o mundo, principalmente numa sociedade
dominada pela ciência e tecnologia.
Portanto, a educação, sendo um elemento indispensável para a manutenção das relações sociais,
contribui para a transformação e manutenção do desenvolvimento tecnológico, sendo desta
forma, destacada a escola como um espaço institucional de produção e de disseminação do saber
sistemático, historicamente elaborado pela humanidade. Não obstante, a crescente facilidade que
a sociedade dispõe na utilização das TIC, tornou-se inevitável que estes recursos entrassem no
sistema de ensino (Dourado & Oliveira, 2007).
No entanto, conforme sustenta Zuin (2010), as políticas públicas educacionais devem incorporar
a discussão sobre o modo como tais recursos tecnológicos entram e alteram as características das
teorias, das práticas pedagógicas e do processo de ensino e aprendizagem (PEA) nas instituições
de ensino, sendo que desta forma se tire maior proveito deste processo no âmbito do
desenvolvimento dos sistemas de ensino formal.
As TIC no actual contexto globalizado ocupam uma posição decisiva, aponto de alterarem as
configurações das afinidades humanas em todas as suas esferas. Desta forma, as discussões dos
eixos direccionados das futuras políticas públicas das instituições de ensino superior em
Moçambique não se devem abster destes pressupostos, sendo que as instituições de ensino
superior (IES) se obriguem a se envolver em grandes transformações, sobretudo na utilização
das Tecnologias de Informação e Comunicação para a melhoria do processo de ensino e
aprendizagem.
1
Conforme refere Chua (2004, p. 1), “a qualidade nas IES ganhou relevância na agenda das
políticas públicas na esfera da educação, pois, refere-se aos métodos de ensino e de
aprendizagem; conteúdo e administração das unidades curriculares; competência e formação dos
professores, relevância do conteúdo curricular; actividades sociais e avaliação. E, quanto à
qualidade no nível dos outputs, considera-se a obtenção de emprego satisfatório e bem
remunerado, a fácil colocação no mercado de trabalho e o melhor desempenho académico”.
Em Moçambique, de acordo com a Política Nacional de Informática (PNI), “as IES e de pesquisa
devem assumir um papel preponderante na procura e implementação de soluções e metodologias
que permitam expandir a utilização das TIC e trazer os benefícios da sua utilização para os
processos de produção, disponibilização de serviços, melhoria do ensino e aprendizagem,
investigação, etc., para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos” (Comissão para a
Política de Informática – CPI, 2000, p. 9).
Nesta perspectiva, no ano 2000 o governo do país cria o Ministério do Ensino Superior, Ciência
e Tecnologia, assim, várias acções e estratégias foram desencadeadas para incorporar as TIC nas
IES e melhorar a qualidade do PEA. Ainda no mesmo ano, foi lançando o primeiro Plano
Estratégico do Ensino Superior (PEES 2000-2010) e, posteriormente, em 2012 foi lançado o
segundo Plano Estratégico do Ensino Superior (PEES 2012-2020). Estes instrumentos foram
construídos para tornar o Ensino Superior moçambicano, em expansão, equilibrado e de
qualidade sob uma governação eficiente e respeitadora da autonomia das IES, democraticidade,
e que sejam objecto de reconhecimento nacional e internacional (PEES 2012-2020, p. 2).
Anos mais tarde, em Junho de 2016 foi aprovado o Plano Estratégico 2016-2025 do Conselho
Nacional de Avaliação de Qualidade de Ensino Superior (PE-CNAQ). De acordo com PE-CNAQ
(2016-2025) este plano resulta de um processo participativo e tem em conta o PEES 2012-2020.
2
Portanto, associado aos factos citados acima, o presente estudo aborda o tema do “papel das
tecnologias de informação e comunicação na melhoria do processo de ensino e aprendizagem
em instituições de ensino superior”, e o mesmo delimita-se ao se ampliar a categoria de “estudo
de caso, realizado na Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane (UEM)” e ainda
tomando como períodos de referência os anos académicos de “2020 a 2024”.
1.3. Problematização
O debate sobre os impactos sociais das TIC no sistema educacional não é recente e tem
alimentado o fortalecimento de uma agenda para as políticas públicas no campo da educação.
Estes debates têm como ponto de partida a expectativa de profundas mudanças nas dinâmicas de
ensino e aprendizagem, sobretudo na busca pela transformação das práticas pedagógicas e por
um aumento do desempenho escolar (Barbosa, 2014).
3
As TIC no PEA podem se tornar elementos de enriquecimento das aulas, diversificando as
metodologias de ensino e aprendizagem, onde os professores deixam de ser mestres e passam a
ser facilitadores deste processo, proporcionando eficiência e eficácia, tanto para os professores
quanto para os alunos (Soltoskim & Souza, 2011).
No entanto, de acordo com Martinsi (2008), com o avanço das TIC, surgem também novos
desafios que requerem um novo paradigma de educação, diversificando os métodos de ensino
utilizados, oferecendo novas alternativas para os indivíduos interagirem e se expressarem,
diversificando as formas de agir, ensinar e de aprender, considerando a cultura e os meios de
expressão que a atravessam.
Conforme significativos autores ressaltam, no país, apesar dos avanços significativos das TIC
no processo de ensino e aprendizagem versus a predominância do uso das metodologias de
ensino tradicional, sobretudo ao nível do ensino superior, ainda existem múltiplos
constrangimentos na sua implementação. Pois, as mais modernas tecnologias de informação e
comunicação exigem uma reorganização e reestruturação ampla do sistema educacional de forma
geral (Kenski, 2003, 87).
Portanto, a partir destes termos práticos e teóricos, surge a seguinte pergunta de partida: Como
é que as tecnologias de informação e comunicação contribuem para a melhoria do processo
de ensino e aprendizagem da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane
(2020-2024)?
4
1.4. Objectivos
1.6. Justificativa
No entanto, de acordo com significativos autores, boa parte da população moçambicana ainda
não pertence a essa geração digital, ou seja, são muitas as pessoas que ainda apresentam uma
relação distante dos aparelhos tecnológicos no país, seja por receio ou por falta de
5
oportunidades de conhecê-los melhor, o que gera desconforto quando se deparam com situações
em que a sua utilização é essencial. Portanto, “pelo fato de estarmos a viver em uma sociedade
tecnológica, é de grande valia fazermos uma reflexão crítica acerca desta realidade, e de como
podemos melhorar a educação e a evolução das pessoas por meio da utilização de ferramentas
tecnológicas disponíveis no contexto educacional do ensino superior” (Santos, 2011, p. 129).
Portanto, é neste contexto que o presente estudo encontra a sua relevância, procurando promover
o conhecimento sobre a importância das TIC para a melhoria do PEA nas instituições de ensino
superior. Assim, está pesquisa é pertinente na dimensão pessoal, pois permite que a pesquisadora
compreenda o real contributo das TIC na melhoria da qualidade do processo educativo,
particularmente na Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane, pelo histórico de
acolhimento de ferramentas tecnológicas nas suas acções de formação no período de 2020 à
2024.
Na dimensão prática, esta pesquisa é pertinente pelo facto das TIC serem instrumentos que
podem optimizar, apoiar, ampliar e contribuir nas possibilidades comunicativas e informativas
das práticas educativas. Além de facilitar o quotidiano escolar, tendo em vista que essas
tecnologias se revelam como impactantes e fundamentais ferramentas para a promoção de uma
educação de qualidade e de uma vida cidadã e ainda, promovendo a inclusão digital e
potencializando o processo de construção do conhecimento e de cidadania, priorizando a
interacção entre os actores do processo educacional.
Importa destacar que a inclusão digital se entende como um processo mais amplo do que apenas
ensinar a utilização da tecnologia, um país com profissionais capacitados e qualificados para a
demanda do mercado de trabalho, gera uma melhor empregabilidade, que por sua vez, estimula
o desenvolvimento individual e colectivo.
6
CAPÍTULO II: REVISÃO DA LITERATURA
Segundo Santos (2011), TIC é uma sigla que significa Tecnologias da Informação e
Comunicação. Surgiu no Reino Unido, no fim da década de 90 e foi sendo divulgada mundo
afora por conta da expansão da internet. Especificamente o termo tecnologias da informação e
comunicação (TIC) refere-se à conjugação da tecnologia computacional ou informática com a
tecnologia das telecomunicações. Por outro lado, Pacievitch (2021), sustenta que, as tecnologias
de informação e comunicação podem ser definidas como um conjunto de recursos tecnológicos,
utilizados de forma integrada, com um objectivo comum.
Portanto, as TIC são utilizadas das mais diversas formas, na indústria (no processo de
automação), no comércio (no gerenciamento, nas diversas formas de publicidade), no sector de
investimentos (informação simultânea, comunicação imediata) e na educação (no processo de
ensino aprendizagem, na Educação a Distância) (Pacievitch, 2021).
Em síntese, podemos tomar para este estudo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC)
como um conjunto de recursos tecnológicos e computacionais utilizados para a criação e
utilização da informação. Um conjunto de recursos tecnológicos que o Homem utiliza para se
comunicar.
7
3.2.2 Processo de Ensino e Aprendizagem
O processo de ensino e aprendizagem não é algo simples, ele engloba diversas medidas que
devem ser tomadas ou evitadas para que o aprendizado do aluno realmente ocorra. Portanto,
segundo Kubo e Botomé (s/d, p. 4), “as respostas tradicionais muitas vezes não satisfazem.
Definições como as de dicionário (ensinar é “dar instrução a”, “doutrinar”, “mostrar com
ensinamento”, “demonstrar”, “instruir” etc.) são meras sinonímias ou redundâncias, que não
cobrem a totalidade de sentido que este processo apresenta”.
Segundo Kubo e Botomé (s/d), é frequente o uso dos substantivos “ensino” e “aprendizagem”
para fazer referência aos processos “ensinar” e “aprender”. No entanto, excepcionalmente fica
claro que as palavras se referem a um “processo” e não a “coisas estáticas” ou fixas.
Conforme sustenta Libâneo (1994, p. 90) “a relação entre ensino e aprendizagem não deve ser
mecânica, não deve ser uma simples transmissão do professor que ensina para um aluno que
aprende.” Este deve ser um processo recíproco no qual se destacam o papel dirigente do professor
e a actividade dos alunos”.
Ensinar, por sua vez, consiste na actividade que tem por finalidade fazer com que o outro obtenha
o conhecimento. Assim, para que se tenha um ensino de forma que realmente agregue valor é
preciso que o professor como sendo um transmissor de conhecimentos se utilize de métodos e
técnicas adequadas que tenham base, não apenas no contexto geral, como também o local
(Freitas, 2018). Desta forma, a necessidade básica do aluno será considerada como uma ponte
para o ensino e não como um obstáculo.
8
em prática por parte do aluno dos conhecimentos que foram transmitidos durante uma aula ou
actividade.
Portanto, podemos tomar para os nossos objectivos, o ensino e aprendizagem como um processo
de interacção mútua, constituído por uma interacção entre professor e seus alunos, visando, em
conjunto, construir conhecimentos sob orientação do professor que estimula, dirige, incentiva e
impulsiona o processo de aprendizagem dos alunos.
Segundo MINEDH (2018), uma Instituição de Ensino Superior (IES) consiste numa unidade de
organização institucional no âmbito do ensino superior, pública ou privada. As Instituições de
Ensino Superior ministram cursos em vários domínios do saber nos níveis de graduação, cursos
sequenciais e de especialização, extinção e programas de pós-graduação (Mestrado e
doutoramento).
Portanto, o ensino superior, educação superior ou ensino terciário é o nível mais elevado dos
sistemas educativos, referindo-se normalmente a uma educação realizada em universidades,
faculdades, institutos politécnicos, escolas superiores ou outras instituições que conferem graus
académicos ou diplomas profissionais.
De acordo com Costa e Souza (2017), as Instituições de Ensino Superior, professores e alunos
estão enfrentando uma nova realidade dentro das salas de aulas: unir o ensino tradicional, ou
seja, as aulas expositivas ministradas pelo professor, com a utilização dos recursos oferecidos
pelas tecnologias de informação e comunicação.
No cenário educacional actual, as TIC são recursos que precisam ser inseridos no quotidiano
escolar, o seu uso como ferramenta de ensino e como instrumento de apoio as matérias e aos
conteúdos leccionados torna-se indispensável, pois desperta o interesse nos alunos e estimulam
9
o desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem, deixando mais atractivo, dinâmico,
interactivo e adequado a realidade na qual estamos inseridos (Costa & Souza, 2017).
Valente (1999) revela duas possibilidades de uso das TIC no contexto escolar:
Portanto, conforme se pode ver, as novas tecnologias devem ser utilizadas como catalisadores
de uma mudança do paradigma educacional (Valente 1999). Um paradigma que promove a
aprendizagem ao invés do ensino, que coloca o controle do processo de aprendizagem nas mãos
do aprendiz e que auxilia o professor a entender que a educação não é somente a transferência
de conhecimento, mas um processo de construção do conhecimento pelo aluno, como produto
do seu próprio engajamento intelectual ou do aluno como um todo (Aquaroni, 2009).
Desta forma, o professor precisa reconhecer que a sociedade actual vem cada vez mais exigindo
um conhecimento mais holístico acerca das TIC, sendo indispensável que as suas formações
iniciais e contínuas lhes dêem domínios significativos destas novas ferramentas pedagógicas e
que apresentem as transformações que as novas tecnologias provocam nos processos de
aprendizagem. Entretanto, não basta que os professores instruam os alunos a aprender, têm que
os ensinar também a pesquisar e a relacionarem entre si diversas informações, despertando neles
o espírito crítico, pois a quantidade de informação que actualmente circula nas redes de
10
informações é imensa, sendo desta forma necessária uma orientação eficaz capaz de encaminhar
à aprendizagem em meio aos saberes múltiplos (Lima, 2006).
Por outro lado, é notório que para atender as demandas trazidas pelos educandos ao longo da
educação básica, nas escolas públicas e particulares, os educadores recorrem aos mais variados
métodos de ensino e aprendizagem para favorecer a construção do conhecimento. Novas
maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da
informática. “As relações entre os homens, o trabalho, as próprias inteligências dependem, na
verdade, da metamorfose incessante de dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita,
leitura, visão, audição, criação, aprendizagem são capturados por uma informática cada vez mais
avançada” (Lévy, 2008, p.7).
Assim, evidenciam-se possíveis “manobras” de ensino aprendizagem, pois esses recursos podem
ser alusivos às metodologias de ensino, que quando aprimoradas, tornam-se pertinentes para a
didáctica em sala de aula. Segundo Mercado (2001, p. 5), “o processo de formação continuada
permite condições para o professor construir conhecimento sobre as novas tecnologias, entender
por que e como integrar estas na sua prática pedagógica e ser capaz de superar entraves
administrativos e pedagógicos”.
A necessidade criada pelo uso da tecnologia promove a necessidade de saber como aplicar todo
o potencial existente no sistema educacional, especialmente nos seus componentes pedagógicos
e processos de ensino e de aprendizagem (Hamze, 2010).
11
alunos, caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial
(Moran, 2000).
Neste sentido, buscar novas estratégias metodológicas é essencial para que profissionais da área
educacional. Assim, é essencial conhecer as possibilidades metodológicas que as tecnologias
trazem para trabalhar o conteúdo, através de actividades criativas, de um processo de
desenvolvimento consciente e reflexivo, usando pedagogicamente os recursos tecnológicos, com
perspectiva transformadora da aprendizagem escolar (Pereira & Freitas, 2010).
As TIC estão exercendo um papel cada vez mais importante na forma de nos comunicarmos,
aprendermos e vivermos. Entretanto, as instituições de ensino buscam se adequar e
instrumentalizar para atender as demandas da sociedade contemporânea, pois, compreende-se
que as TIC assumiram uma função importante em termos de instrumento pedagógico, todavia
esta, só funciona se for cuidadosamente planejada e controlada, para se evitar desperdícios de
tempo e recursos financeiros.
É certo que as TIC vieram para ficar e que se faram cada vez mais presentes dentro das
Instituições de Ensino Superiores e também na sociedade em geral. Da mesma forma que as TIC
atingiram a vida sociocultural das pessoas, elas também chegaram às escolas, faculdades e
universidades impondo aos professores e aos alunos a possibilidade de uma nova forma de
ensinar e aprender por meio das ferramentas tecnológicas, criando assim, novos paradigmas no
cenário da educação.
12
A revolução digital e a introdução de Novas Tecnologias de Informação e Comunicação não
abrandaram a expansão significativa do mercado de ensino superior em todo o mundo.
Entretanto, de acordo com Santos (2011), um dos maiores obstáculos encontrados para a
utilização das tecnologias no ensino superior, é a falta de formação adequada dos docentes e
também a falta de incentivo por parte das Instituições de Ensino Superiores, em programas de
formação continuada para os seus docentes. Neste contexto, percebe-se a importância de uma
maior emancipação dos docentes para uma prática social tecnológica para que, conhecedores dos
desafios e das riquezas de suas comunidades escolares, possam investir em planeamentos de
acções pedagógicas relevantes para a aprendizagem de seus alunos (Universidade Estadual
Paulista, 2012).
O sector educacional, neste novo contexto, é chamado a mudar a sua postura e constituir-se em
meio às novas Tecnologias de Informação e Comunicação, das quais certamente já fazem parte
da sociedade actual em que vivemos, da qual está sendo chamada por alguns estudiosos de
“Sociedade Tecnológica”. Hoje, as tecnologias digitais se encaixam nos novos paradigmas
educacionais que se preocupam com o indivíduo enquanto um todo, capaz de resolver problemas
e que possui diferentes estilos de aprendizagem.
Assim, de acordo com a fonte anterior, as TIC são recurso com grandes possibilidades de
proporcionar situações de aprendizagem. Com objectivos bem definidos dentro do programa do
curso, se bem empregado, o computador pode desempenhar um papel importante no processo de
ensino e aprendizagem.
Significativos autores costumam ser unânimes em afirmar que, “as TIC trazem impactos
positivos para os sistemas de educação”. Pois “o acesso às tecnologias de informação e
comunicação está relacionado aos direitos básicos de liberdade e de expressão, portanto os
13
recursos tecnológicos são as ferramentas contributivas ao desenvolvimento social, económico,
cultural e intelectual” (Carvalho, 2012, citado por Costa & Souza, 2017, p. 223).
Ainda neste contexto, Sancho (2006, p. 20 e 21) afirmam que as TIC têm provocado diversos
impactos positivos no âmbito do PEA nas instituições de ensino, como por exemplo:
14
• A actualização contínua dos conteúdos – o que facilita a modernização contínua dos
conteúdos, mantendo os cursos e recursos educacionais alinhados às demandas do
mercado de trabalho em constante evolução; e,
• O desenvolvimento de habilidades digitais nos alunos – o que é proporcionado ao se
fazer o uso da TIC, sendo que os alunos desenvolvem habilidades digitais essenciais para
o mundo contemporâneo, preparando-os para os desafios tecnológicos presentes na
sociedade e no mercado de trabalho.
Portanto, diante do exposto, a escola terá inevitavelmente que mudar, de acordo com a
modernidade social que se encontra, sendo preciso firmar-se e transformar as práticas educativas
de modo que atenda as demandas da sociedade. E, seja qual for a forma geral que as instituições
educativas do futuro venham a assumir, pode-se esperar que elas contemplem, de modo ainda
mais marcante do que no presente, a interacção social como elemento fundamental da construção
do conhecimento e na definição das identidades sociais e individuais.
Entretanto, conforme Reis (2003, p. 150) adverte, “a escola não pode continuar fechada em seu
casulo, sob pena de perder, irremediavelmente, o barco tecnológico, imergindo no oceano dos
diferentes elementos da Sociedade da Informação”. Assim, a introdução das tecnologias de
informação e comunicação no processo educacional deve ter a finalidade de intensificar a
melhoria dos recursos mediáticos utilizados em sala de aula pelos professores que actuam em
uma instituição de ensino, seja ela particular ou pública e os factores supracitados devem
implicar nos seus resultados a longo prazo.
Entretanto, a tecnologia enriquece a aula, mas não pode ser colocada à frente do conteúdo, muitos
professores acabam abusando do uso das tecnologias para encobrir a ineficiência e a falta de
15
preparo, mas ferramenta nenhuma é capaz de substituir a informação e o professor (Lazarini,
2010).
O uso das tecnologias por si só não representa mudança pedagógica, se for utilizada somente
como suporte tecnológico para ilustrar a aula, o que se torna necessário é que ela seja utilizada
como mediação da aprendizagem para que haja uma melhoria no processo de ensino e
aprendizagem. O simples acesso à tecnologia, em si, não é o aspecto mais importante, mas sim,
a criação de novos ambientes de aprendizagem e de novas dinâmicas sociais a partir do uso
dessas novas ferramentas (Morais e Varela, 2006).
Sendo assim, torna-se relevante observar que para melhorar a qualidade do ensino, o professor
precisa estar se aperfeiçoando e mantendo-se actualizado, tendo em vista uma melhoria frente
ao seu exercício docente e para aprimorar suas experiências.
16
CAPÍTULO III: METODOLOGIA
Esta pesquisa foi realizada na Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Eduardo Mondlane
(UEM), segundo UEM (2018), a Faculdade de Ciências é dotada de autonomia pedagógica e
científica no âmbito dos cursos que ministra e de autonomia administrativa, patrimonial e
financeira relativamente aos seus próprios recursos dentro dos limites legais. Esta goza
igualmente de autonomia regulamentar e disciplinar dentro dos limites legais.
A FC passa por uma reestruturação em 1992 e, a partir deste momento, passa a ser constituída
por seis (6) Departamentos Académicos, nomeadamente: Biologia, Física, Química, Geologia,
Matemática e Ciências Básicas (BUSCEP). Até então os Departamentos Académicos
funcionavam dispersos, alguns no Campus Principal da UEM e outros no Campus da Faculdade
de Engenharia.
Nos últimos 10 anos, para fazer face aos desafios correntes da sociedade e alinhar-se ao novo
posicionamento da UEM como uma universidade de investigação, foram criados alguns centros
internos com o foco na pesquisa e extensão. O Centro de Pesquisa em Energia (CPE), o Centro
de Pesquisas Estatísticas (CPPES) e o Centro de Treinamento em Radioterapia (CTR) passam a
integrar a estrutura orgânica da Faculdade de Ciências.
17
Departamento de Geologia que está instalado no Campus da Faculdade de Engenharia e da EBMI
que está na Ilha de Inhaca.
Quanto à natureza, esta pesquisa é básica, na medida em que tem como objectivo gerar
conhecimentos novos para o avanço da ciência e buscar verdades com vista a resolução de
desafios específicos nas organizações (Gerhardt & Silveira, 2009, p. 35).
Nesta perspectiva, vai-se compreender o contributo das TIC na melhoria da qualidade do Ensino
e Aprendizagem das Instituições do Ensino Superior, de modo a trazer as possíveis soluções dos
problemas destas Instituições, tendo em conta o caso específico da Universidade Eduardo
Mondlane.
A pesquisa qualitativa foi útil no presente trabalho na medida em que não se preocupou com
representações numéricas, mas sim com o aprofundamento da compreensão do contributo das
TIC na melhoria da qualidade das Instituições do Ensino Superior, especificamente na
Universidade Eduardo Mondlane, por outro lado, a pesquisa quantitativa permitiu organizar
dados quantificáveis relacionados com o Contributo das TIC na melhoria da qualidade do ensino
e aprendizagem na Universidade Eduardo Mondlane.
Em relação aos objectivos, esta pesquisa é explicativa, pois tem como preocupação central,
compreender o papel das tecnologias de informação e comunicação na melhoria do processo de
18
ensino e aprendizagem da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane. Esse é o
tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o
porquê das coisas (Gil, 2008).
De acordo com Fonseca (2002) citado em Gerhardt e Silveira (2009), o estudo de caso é
caracterizado como sendo o estudo de uma entidade bem definida como um programa, uma
instituição, um sistema educativo, uma pessoa, ou uma unidade social. A mesma tem como
objectivo, conhecer em profundidade como e o porquê de uma determinada situação que se supõe
ser única em muitos aspectos, procurando descobrir o que há nela de mais essencial e
característico.
Assim, esta pesquisa teve como população, um total de 2960 indivíduos, subdivididos da
seguinte forma: 2 directores, 241 docentes e 2717 estudantes da Faculdade de Ciências da UEM
(Universidade Eduardo Mondlane, 2015).
Por sua vez, a amostra constitui uma parte da população ou do universo, seleccionada de acordo
com uma regra ou plano, que garanta a representatividade desta em relação a população (Gil,
2008). De acordo com Marconi e Lakatos (2003), a amostra pode ser probabilística ou não
probabilística.
19
Assim, para a presente pesquisa a amostra foi obtida tendo em conta os elementos na tabela
que se segue:
N (população) = 2960 — —
20
Portanto, no presente trabalho, quanto a tipologia privilegiou-se a amostragem não probabilística
por conveniência, que de acordo com Oliveira (2002, p. 73), “é aquela que consiste em selecionar
os participantes da pesquisa com base na facilidade de acesso e disponibilidade, não por sorteios
ou critérios estatísticos”.
Segundo Lakatos e Marconi (2000, p. 107), “as técnicas de colecta de dados são um conjunto de
preceitos ou processos de que se serve uma ciência, também correspondem as habilidades para
usar esses preceitos ou normas, na obtenção de seus propósitos”. As principais técnicas usadas
na materialização deste trabalho foram a entrevista e questionário.
Entrevista, segundo Gil (2008, p. 110), define-se como sendo a técnica em que o investigador se
apresenta em frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objectivo de obtenção dos
resultados que o interessam à investigação. Esta técnica permitiu o pesquisador colher
informações com maior consistência, na medida em que possibilitou a interacção com os
entrevistados para entender a temática. Esta técnica de colecta de dados foi aplicada ao diretor.
Assim sendo, para a análise e interpretação dos dados qualitativos, optou-se pela análise do
conteúdo, pois, esta permite a análise minunciosa das informações colhidas, como também a
possibilidade de categorizá-los tendo em conta as semelhanças e diferenças nas informações
colhidas.
21
Com relação aos dados quantitativos, optou-se pelo método estatístico, pois, permite a
representação dos dados em tabelas e gráficos, o que possibilita a leitura, análise e interpretação
dos resultados da pesquisa. Dessa forma, os dados foram tratados no pacote informático Excel
2007, com mais destaque para a escala de Likert.
Solicitámos autorização da instituição, o que foi concedida através de uma Credencial emitida
pela Faculdade de Educação na Universidade Eduardo Mondlane, onde a pesquisadora está
afilhada e na qual serão apresentados os resultados do presente trabalho de conclusão de curso.
Os participantes da pesquisa foram codificados para se garantir o anonimato. Por outro lado, o
Termo de Consentimento Informado e Esclarecimentos da pesquisa foi aplicado e obtido por
escrito, no qual se deram explicações dos objectivos do estudo e finalidades dos resultados que
foram colhidos.
Para além destes princípios, seguimos e honrámos as regras fundamentais de toda a investigação
científica, a fidelidade aos dados recolhidos e aos resultados que chegámos.
• Não foi fácil a recepção da credencial por parte da FC, uma vez que a mesma não tem
sido escolhida por estudantes para fazer uma pesquisa, e isso condicionou, pois os
funcionários não sabiam onde realmente eu deveria me dirigir, e onde deveria efectuar a
submissão da credencial,
• O tempo de resposta das partes envolvidas impuseram restrições acesso aos participantes
no local da pesquisa;
• A falta de familiaridade com softwares específicos de analise de dados quantitativos;
• Durante as entrevistas, houve dificuldades técnicas para garantir registros de áudio de
boa qualidade, principalmente em ambientes ruidosos. Isso comprometeu a transcrição
precisa de alguns trechos e exigiu interpretações cuidadosas, com risco de perda de
informações importantes.
22
CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Relativamente ao trabalho de campo, este foi realizado entre os dias 26 de Junho à 19 de Julho
de 2024. Entrevistamos o Director da Faculdade e inquirimos uma amostra de 24 docentes, dos
quais 14 do sexo masculino e 10 do sexo feminino (vide a figura 1). e 272 estudantes,
respectivamente. Em termos de sexo dos estudantes, verificamos que 175 são do sexo masculino
e 97 do sexo feminino. Conforme demostrado no gráfico abaixo:
97
175
Masculino Feminino
23
Gráfico 2: Divisão Amostral dos Docentes por sexo
10
14
Masculino Feminino
Numa entrevista com o gestor da FC sobre as características do PEA com incorporação das
Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), o mesmo respondeu que as TIC desempenham
um papel fundamental no processo de ensino e aprendizagem na Faculdade de Ciências. A
faculdade possui salas de aula equipadas, laboratórios de informática e disciplinas específicas
que induzem o uso dessas tecnologias, especialmente em cursos como os de matemática e
informática. A instituição promove o uso intensivo das TIC, alinhado com as estratégias da
universidade, para assegurar a qualidade da formação oferecida. A criação de salas de aula
híbridas parece ser uma resposta às demandas modernas de flexibilidade de ensino,
demonstrando esforços institucionais de adaptação às novas realidades educacionais.
Pacievitch (2021), sustenta as abordagens acima, referenciando que as tecnologias, quando bem
integradas ao processo pedagógico, ampliam as possibilidades de ensinar e aprender de forma
mais significativae colaborativa.
24
Com base na pergunta feita aos docentes da FC, sobre as características do processo de ensino e
aprendizagem com incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação. Numa escala
de Likert (Vide a tabela 3), as respostas mostram uma alta concordância nas seguintes
afirmações: “as ferramentas online possibilitam avaliações contínuas e formativas, focando no
progresso do aluno ao longo do tempo, em vez de apenas em avaliações pontuais” 92%;
“proporciona maior interacção entre alunos, professores e conteúdos através das plataformas
online e ferramentas interactivas, estimulando a participação activa e a construção colectiva do
conhecimento” 83% e “permite que os Feedbacks sejam imediatos, pois os sistemas de avaliação
online proporcionam feedback instantâneo aos alunos, permitindo ajustes imediatos no
aprendizado e auxiliando na identificação de áreas que necessitam de reforço” 79%. Em
contrapartida, os aspectos supramencionados apresentam uma baixa percentagem de
discordância.
2. Proporciona maior
interacção entre alunos,
professores e conteúdos
através das plataformas
online e ferramentas 0% 0% 0% 17% 83%
interactivas, estimulando
a participação activa e a
construção colectiva do
conhecimento.
3. Permitem a adaptação do
ensino de acordo com o
ritmo, estilo de
25% 0% 0% 50% 25%
aprendizagem e
25
necessidades individuais
de cada aluno,
proporcionando uma
experiência mais
personalizada.
4. Faz a utilização de
diversos formatos de
média, como vídeos,
áudio, simulações e
realidade virtual, para
4% 8% 0% 75% 13%
enriquecer o conteúdo e
atender a diferentes
estilos de aprendizagem
5. Contempla um
aprendizado
colaborativo, sendo que
as ferramentas online
facilitam a colaboração
entre alunos, 21% 13% 4% 41% 21%
promovendo a troca de
ideias, discussões e
projectos conjuntos,
mesmo em contextos de
ensino a distância
6. Permite que os
Feedbacks sejam
imediatos, pois os
sistemas de avaliação
online proporcionam
feedback instantâneo aos
alunos, permitindo
0% 4% 0% 79% 17%
ajustes imediatos no
aprendizado e auxiliando
na identificação de áreas
que necessitam de
reforço.
7. Faz a integração de
elementos de jogos no
ensino, como desafios,
pontuações e
recompensas, tornando o
8% 8% 4% 63% 17%
processo de
aprendizagem mais
envolvente e motivador
8. O aprendizado é mais
adaptativo, pois faz-se a
utilização de algoritmos
para ajustar o conteúdo
25% 29% 21% 17% 8%
com base no
desempenho e nas
26
necessidades específicas
de cada aluno,
garantindo um ensino
mais eficiente.
9. As ferramentas online
possibilitam avaliações
contínuas e formativas,
focando no progresso do 0% 0% 0% 8% 92%
aluno ao longo do tempo,
em vez de apenas em
avaliações pontuais.
10. Permite o
desenvolvimento de
habilidades digitais no
aluno, pois o ensino com
tecnologias incorpora o
desenvolvimento de
habilidades digitais
0% 4% 0% 33% 63%
essenciais, preparando os
alunos para a era digital e
para as demandas do
mercado de trabalho
moderno
Por sua vez, os alunos da FC, quando questionados sobre as características do processo de ensino
e aprendizagem com incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação. Numa escala
de Likert (Vide a tabela 4), as respostas mostram uma alta concordância nas seguintes
afirmações: “os recursos digitais ajudam a compreender melhor os conteúdos” 45%, “das TIC
permitem uma aprendizagem mais autónoma” 44% e “as avaliações com TIC são claras e justas”
43%. Em contrapartida, os aspectos supramencionados apresentam uma baixa percentagem de
discordância.
27
Tabela 4: Características do processo de ensino e aprendizagem com incorporação das
Tecnologias de Informação e Comunicação na Faculdade de Ciências da UEM
2. As actividades com
TIC são mais
motivadoras do que 2% 6% 18% 40% 34%
as tradicionais
3. Acesso fácil às
ferramentas 4% 8% 20% 38% 30%
tecnológicas
4. As plataformas
digitais facilitam a
organização dos 1% 4% 15% 42% 38%
materiais e tarefas
5. As TIC promovem
maior interação entre
alunos e docentes 6% 10% 25% 36% 23%
fora das aulas
6. As TIC permitem
uma aprendizagem 3% 7% 16% 44% 30%
mais autónoma
7. As avaliações com
TIC são claras e 2% 5% 14% 43% 36%
justas.
28
transformador das TIC no processo de ensino e aprendizagem. De forma geral, as TIC são
reconhecidas por todos os intervenientes como ferramentas essênciais à modernização do ensino,
favorecendo a flexibilidade, a autonomia dos estudantes e a diversificação das metodologias
pedagógicas.
O gestor destacou a integração intencional das TIC como parte de uma política institucional
orientada para a inovação, referindo que a faculdade tem investido tanto na infraestrutura
tecnológica como na formação contínua dos docentes. Esta visão é reforçada pelos professores
que, em sua maioria, identificam as TIC como facilitadoras de uma prática pedagógica mais
dinámica, interativa e centrada no aluno. Por sua vez os alunos reconhecem os ganhos do uso
das TIC, particularmente no que toca à compreensão dos conteúdos, motivação para aprender o
acesso aos materiais de estudo.
Em conversa com o gestor sobre a importância das TIC na melhoria do PEA na FC da UEM,
este foi claro a dizer que as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) são vistas como
essênciais para actualizar e revitalizar o ensino. Elas oferecem uma abordagem mais prática e
alinhada com as necessidades actuais, tornando o processo educativo mais relevante e eficiente
para o contexto contemporâneo. O gestor destaca que o principal objectivo da integração das
TIC é a formação de técnicos altamente qualificados, prontos para enfrentar os desafios do
mercado de trabalho actual.
Na mesma conversa, o gestor avançou que além do seu papel fundamental na modernização, as
TIC são um motor de inovação dentro da instituição. Elas incentivam o desenvolvimento de
novas metodologias de ensino e aprendizagem, contribuindo para a melhoria contínua da
qualidade educacional. Dessa forma, as TIC não são apenas ferramentas de apoio, mas sim
elementos estratégicos que ajudam a alcançar uma educação de excelência, adaptada às
demandas de um mundo em constante transformação.
29
Das abordagens trazidas pelo gestor, percebe-se que as TIC são de suma importância na melhoria
do processo de ensino e aprendizagem na FC por estas garantirem melhor interação entre alunos
e docentes como também autonomia por parte dos alunos.
Com base na pergunta feita aos docentes da FC, sobre a importância das TIC na melhoria do
PEA na FC da UEM. Numa escala de Likert (Vide a tabela 5), as respostas mostram uma alta
concordância nas seguintes afirmações: “as TIC proporcionam aos alunos acesso fácil e rápido
a uma vasta quantidade de informações, enriquecendo seu conhecimento” 83%, “os alunos
desenvolvem habilidades digitais essenciais para o século XXI, preparando-os para ambientes
profissionais futuros” 83% e “ferramentas colaborativas online facilitam a interacção entre os
alunos, promovendo a aprendizagem cooperativa” 79%. Em contrapartida, os aspectos
supramencionados apresentam uma baixa percentagem de discordância.
Por sua vez, os alunos da FC, questionados sobre a importância das TIC na melhoria do PEA na
FC da UEM. Numa escala de Likert (Vide a tabela 6), as respostas mostram uma alta
concordância nas seguintes afirmações: “as TIC apoiam a aprendizagem autónoma” 92%, “as
TIC facilitam a compreensão dos conteúdos” 83% e “as TIC contribuem para uma formação
mais atual e alinhada com as exigências do mercado” 83%. Em contrapartida, os aspectos
supramencionados apresentam uma baixa percentagem de discordância.
31
Tabela 6: Importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na melhoria do
processo de ensino e aprendizagem na Faculdade de Ciências da UEM
O levantamento de dados realizado com o gestor, docentes e alunos revelam uma convergência
de opiniões quanto à relevância das TIC na qualificação do PEA. As diferentes perpectivas
demonstram não apenas concordância quanto aos benefícios, mas também complementaridade.
Os alunos, por sua vez, complementam essas visões ao destacar a importância das TIC para a
sua autonomia, flexibilidade de acesso facilitado a conteúdos e à comunicação com os
professores. Como destaca Lévy (2008), “ensinar com tecnologias é reiventar a forma de
aprender, promovendo mais autoria, colaboração e protagonismo.
32
Há, portanto, uma relação de concordância entre os diferentes grupos quanto ao potencial das
TIC de enriquecer o processo educativo, e uma complementaridade nos olhares que reforçam a
necessidade de mais promoção do uso das TIC no estabelecimento de ensino.
Os dados coletados em conversa com o gestor revelam que o impacto das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC) no processo de ensino e aprendizagem da Faculdade de
Ciências da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) é amplamente positivo, conforme
destacado pelo gestor da Faculdade.
No que refere à infraestrutura, o gestor relatou que com as TIC, as aulas tornam-se mais
dinâmicas e interactivas, promovendo um ambiente de aprendizado mais envolvente e
participativo. Ferramentas como softwares educativos, plataformas de ensino à distância e
materiais multimídia possibilitam uma abordagem mais adaptada às necessidades dos alunos.
Para os professores, essas tecnologias oferecem novas metodologias de planeamento e execução
das aulas, permitindo uma adaptação mais eficaz aos desafios educacionais e um
acompanhamento mais próximo do progresso dos alunos.
A avaliação dos impactos das TIC na qualidade dos formandos é positiva, com
uma melhoria na preparação dos alunos para o mercado de trabalho e na sua
capacidade de lidar com desafios tecnológicos. (Gestor da FC)
Nesse sentido, as abordagens colhidas na entrevista com o gestor comprovam com a afirmação
de Moran (2000), este que acredita que as TIC, quando integradas de forma crítica e pedagógica
ao ensino superior, transformam o PEA, promovendo maior interatividade, acesso à informação
e desenvolvimento de competências.
Com base na pergunta feita aos docentes da FC, sobre o impacto das TIC no PEA da Faculdade
de Ciências da UEM. Numa escala de Likert (Vide a tabela 7), as respostas mostram uma alta
concordância nas seguintes afirmações: “as TIC contribuem para a aprendizagem autónoma dos
alunos” 92%, “as TIC ajudam a diversificar as metodologias de ensino” 92% e “as TIC uma
33
gestão institucional organizada” 92%. Em contrapartida, os aspectos supramencionados
apresentam uma baixa percentagem de discordância.
3. As TIC ajudam a
diversificar as 0% 0% 0% 92% 8%
metodologias de ensino
Por sua vez, os alunos da FC quando questionados sobre o impacto das TIC no PEA. Numa
escala de Likert (Vide a tabela 8), as respostas mostram uma alta concordância nas seguintes
afirmações: “as aulas tornam-se mais interessantes com as TIC 92%, “as TIC ajudam a
compreender melhor os conteúdos” 77% e “uso de vídeos, plataformas e simuladores torna o
conteúdo mais fácil de entender” 74%. Em contrapartida, os aspectos supramencionados
apresentam uma baixa percentagem de discordância.
34
Tabela 8: Impacto das TIC no PEA da Faculdade de Ciências da UEM
2. As TIC ajudam a
compreender
melhor os 0% 15% 0% 8% 77%
conteúdos
3. A motivação
aumenta com o uso 0% 0% 0% 50% 50%
das TIC
4. O uso de vídeos,
plataformas e
simuladores torna o 0% 7% 0% 74% 19%
conteúdo mais fácil
de entender
O gestor destaca que as TIC são hoje indispensáveis para dinamizar as aulas e aproximar os
estudantes do conhecimento de forma mais interativa e acessível. Essa percepção é reforçada por
92% dos docentes que afirmam que as TIC contribuem para a aprendizagem autónoma dos
alunos. Os estudantes, por sua vez, confirmam essa visão ao relatarem que o uso de vídeos,
plataformas e simuladores tornam o conteúdo mais fácil de entender e mais interessante do que
as aulas apenas expositivas. Essa concordância entre os diferentes sujeitos da pesquisa dialoga
com Santos (2011), que afirma que as TIC, quando bem integradas ao processo pedagógico,
favorecem aprendizagens mais significativas e desenvolvem a autonomia dos estudantes.
35
CAPÍTULO V: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
5.1. Conclusão
O presente capítulo faz conclusão de várias abordagens arroladas neste trabalho cujo tema é:
Papel das Tecnologias de Informação e Comunicação na Melhoria do Processo de Ensino e
Aprendizagem em Instituições de Ensino Superior: Caso da Faculdade de Ciências da
Universidade Eduardo Mondlane (2020-2024). Com o objectivo geral de compreender o papel
das tecnologias de informação e comunicação na melhoria do processo de ensino e aprendizagem
da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane. O estudo foi orientado pelas
seguintes perguntas de pesquisa: Como se caracteriza o processo de ensino e aprendizagem com
incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação na Faculdade de Ciências da UEM?
Qual é a importância das Tecnologias de Informação e Comunicação na melhoria do processo
de ensino e aprendizagem na Faculdade de Ciências da UEM? Quais são os impactos das
Tecnologias de Informação e Comunicação no processo de Ensino e Aprendizagem da Faculdade
de Ciências da UEM?
Portanto, a utilização das TIC na Faculdade de Ciências da UEM tem o potencial de transformar
o processo educativo de forma significativa, mas sua implementação deve ser acompanhada de
um esforço contínuo para superar os desafios e maximizar os benefícios. A contínua inovação e
adaptação às novas tecnologias são essenciais para garantir que as TIC cumpram seu papel como
elementos estratégicos na melhoria do ensino e aprendizagem.
5.2. Recomendações
37
Referências Bibliográficas
Costa, C., Alvelos, H., & Teixeira, L. (2013). Motivação dos Alunos para a Utilização da
Tecnologia, Educação e Pesquisa.
Costa, M. C., & Souza, M. A. (2017). O Uso das TIC´s no Processo de Ensino e Aprendizagem
na Escola Alternativa "Lago dos Cisnes". Revista Valore,Volta Redonda, 2(2), pp. 2020-
235.
Gerhardt, T. E., & Silveira, D. T. (2009). Métodos de Pesquisa (1ª ed.). Porto Alegre: UFRGS
Editora.
Gil, A. C. (2008). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (6ª ed.). São Paulo: Editora Atlas S.A.
Kubo, O. M., & Botomé, S. P. (s.d.). Ensino-Aprendizagem: Uma interação entre dois processos
comportamentais. Santa Catarina: Departamento de Psicologia da Universidade Federal
de Santa Catarina.
38
Libânio, J. (1994). Didáctica. São Paulo: Cortez.
Lima, Priscila Augusta, (2006) Educação inclusiva e igualdade social /Priscila Augusta Lima e
Therezinha Vieira. - São Paulo: Avercamp.
Marconi, M. d., & Lakatos, E. M. (2003). Fundamentos de Metodologia Científica (5ª ed.). São
Paulo: Atlas S.A.
Pereira, B.T.; Freitas, M.C. O uso das tecnologias da informação e comunicação na prática
pedagógica da escola. 2010.
Reis, S. R.; SANTOS, F, A.S.; TAVARES, J. A. V.; O uso das TIC em sala de aula: uma reflexão
sobre o seu uso no Colégio Vinícius de Moraes/São Cristóvão. In 3º Simpósio Educação e
Comunicação 2012.
Soltoski, Roberto César; Sousa, Márcia Previato de. A influência do uso das novas tecnologias
na educação. Encontro de Produção Cientifica e Tecnológica. 2011.
Unifenas, M. M. (2005). Ensino Superior e a Universidade. RAE- eletrônica, 4, pp. 1-10. obtido
de
[Link]
&Volume=4&Numero=1&Ano=2005
39
Universidade Eduardo Mondlane. (2015). Faculdades e Escolas: Estatísticas. Obtido em Agosto
de 2023, de [Link]
esolas/faculdades/faculdade-de-ciencias
40
Anexo 1: Credencial
41
Apêndice 1: Guião de Entrevista
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
GUIÃO DE ENTREVISTA
1. Dados pessoais
1.1. Nome
1.2. Idade
1.3. Sexo
1.4. Nível Académico
1.5. Profissão
1.6. Experiência profissional
2. Questões Gerais sobre o Local da pesquisa
2.1. Como surgiu a Faculdade de Ciências da UEM?
2.2. Sob ponto de vista estratégico, quais são os objectivos da Faculdade de Ciências?
2.3. Como é que a Faculdade de Ciências se encontra estruturada?
2.4. Quantos alunos, e professores a faculdade tem actualmente neste ano de 2024?
2.5. Qual é a vossa visão? (onde é que se almeja chegar a curto e médio prazo em termos de
desenvolvimento da instituição?)
2.6. Qual é a natureza do currículo e os métodos de ensino e aprendizagem adoptados para
garantir a formação sólida dos graduados da Faculdade de ciências?
42
2.7. Quais ferramentas ou recursos digitais a Faculdade de Ciências utiliza regularmente em
suas aulas?
2.8.
3. Descrever as características do processo de ensino e aprendizagem com
incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação na Faculdade de
Ciências da UEM
3.1. O que as TIC´s representam para a instituição no âmbito dos seus trabalhos de
formação de técnicos superiores no campo das ciências?
3.2. Como é que a Faculdade de Ciências articula as práticas e necessidades da utilização
das TIC´s na sala de aula?
3.3. Quais são os mecanismos utilizados pela Faculdade de Ciências com vista a estimular
os alunos e pessoal docente a fazerem o uso das TIC´s?
3.4. Existem iniciativas específicas para garantir que todos os alunos se beneficiem
igualmente do uso das TIC?
3.5. Como é feita a planificação e monitorização processo de ensino e aprendizagem com
incorporação das Tecnologias de Informação e Comunicação na Faculdade de Ciências.
6. Considerações finais
Agradecimento
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
Departamento de Organização e Gestão da Educação
QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AOS DOCENTES
44
1.4. Quais são os cursos e disciplinas/módulos que lecciona na Faculdade de Ciências?
Cursos:_____________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Disciplinas/Modulos:__________________________________________________________
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
1.5. Qual é o seu grau de literacia no uso das TIC?
Nenhuma ❑ Básica ❑ Intermédio ❑ Avançado ❑ Profissional ❑
4. Permitem a adaptação do
ensino de acordo com o
ritmo, estilo de aprendizagem
e necessidades individuais de ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
cada aluno, proporcionando
uma experiência mais
personalizada.
5. Faz a utilização de diversos
formatos de média, como
vídeos, áudio, simulações e
❑ ❑ ❑ ❑ ❑
realidade virtual, para
45
enriquecer o conteúdo e atend
er a diferentes estilos de
aprendizagem
6. Contempla um aprendizado
colaborativo, sendo que as
ferramentas online facilitam
a colaboração entre alunos,
promovendo a troca de ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
ideias, discussões e projectos
conjuntos, mesmo em
contextos de ensino a
distância
7. Permite que os Feedbacks
sejam imediatos, pois os
sistemas de avaliação online
proporcionam feedback
instantâneo aos alunos, ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
permitindo ajustes imediatos
no aprendizado e auxiliando
na identificação de áreas que
necessitam de reforço.
8. Faz a integração de
elementos de jogos no
ensino, como desafios,
pontuações e recompensas, ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
tornando o processo de
aprendizagem mais
envolvente e motivador
9. O aprendizado é mais
adaptativo, pois faz-se a
utilização de algoritmos para
ajustar o conteúdo com base
no desempenho e nas
❑ ❑ ❑ ❑ ❑
necessidades específicas de
cada aluno, garantindo um
ensino mais eficiente.
10. As ferramentas online
possibilitam avaliações
contínuas e formativas,
focando no progresso do ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
aluno ao longo do tempo, em
vez de apenas em avaliações
pontuais.
11. Permite o desenvolvimento
de habilidades digitais no
aluno, pois o ensino com
tecnologias incorpora o ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
desenvolvimento de
habilidades digitais
essenciais, preparando os
46
alunos para a era digital e
para as demandas do mercado
de trabalho moderno
2.2. Que outras características são do processo de ensino e aprendizagem com incorporação
das Tecnologias de Informação e Comunicação na Faculdade de Ciências da UEM?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
47
ambientes profissionais
futuros.
14. Ferramentas online permitem
avaliações formativas e
feedback imediato, ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
auxiliando no progresso
contínuo dos alunos.
15. As TIC podem promover a
inclusão, atendendo a
diferentes estilos e ritmos de
❑ ❑ ❑ ❑ ❑
aprendizagem.
16. O uso das TIC na educação
prepara os alunos para
ambientes de trabalho ❑ ❑ ❑ ❑ ❑
digitais e inovações
tecnológicas.
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
4.2. Você percebe alguma diferença na aprendizagem ou participação dos alunos quando
as TIC são integradas?
Sim ❑ Não ❑
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
48
3. As TIC ajudam a
diversificar as
metodologias de ensino
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
49
Apêndice 3: Questionário dirigido aos Estudantes da Faculdade de Ciências
da UEM
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
Departamento de Organização e Gestão da Educação
QUESTIONÁRIO DIRIGIDO AOS ESTUDANTES
50
1.3. Nome do curso em frequência:
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
1.4. Nível
1º Ano ❑ 2º Ano ❑ 3º Ano ❑ 4º Ano ❑ 5º Ano ❑
1.5. Qual é o seu grau de literacia no uso das TIC?
Nenhuma ❑ Básica ❑ Intermédio ❑ Avançado ❑ Profissional ❑
2. As actividades com
TIC são mais
motivadoras do que 2% 6% 18% 40% 34%
as tradicionais
3. Acesso fácil às
ferramentas 4% 8% 20% 38% 30%
tecnológicas
4. As plataformas
digitais facilitam a
organização dos 1% 4% 15% 42% 38%
materiais e tarefas
5. As TIC promovem
maior interação entre
alunos e docentes 6% 10% 25% 36% 23%
fora das aulas
6. As TIC permitem
uma aprendizagem 3% 7% 16% 44% 30%
mais autónoma
51
7. As avaliações com
TIC são claras e 2% 5% 14% 43% 36%
justas.
2.2. Como você utiliza as tecnologias da informação e comunicação (TIC) no seu dia a dia?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
2.3. Quais são as principais ferramentas digitais que você considera essenciais para sua
formação?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
52
Discordo Discordo Neutr Concord Concordo
completamente o o completament
e
1. As aulas tornam-se mais
interessantes com as TIC
2. As TIC ajudam a
compreender melhor os
conteúdos
3. A motivação aumenta
com o uso das TIC
4. O uso de vídeos,
plataformas e
simuladores torna o
conteúdo mais fácil de
entender
53