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Trabalho de Chuva

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INSTITUTO POLITÉCNICO DO CAZENGA Nº 3072

TEMA

A CHUVA

Sala:06

Classe: 11ª
Turma: EIE11CT
Turno: Tarde

Docente
___________________
Maria Eugénia
Luanda, 2024/2025

INSTITUTO POLITÉCNICO DO CAZENGA Nº 3072

Trabalho de Avaliação do
Trimestre apresentado no
Instituto Politécnico do Cazenga
como requisito para a obtenção
de nota de avaliação.

INTEGRANTES DO GRUPO Nº 02

10. Edvânio Gaspar António

11. Elias Lourenço

12. Emiliana Mateus

13. Ezequiel Marques

14. Guilherme José

15. Hamilton Farias

16. Israel Bernardo Lando

17. João Ilunga dos Santos


Sumário
Introdução........................................................................................................ 4

Fundamentação Teórica...................................................................................5

Causas das chuvas..........................................................................................5

Tipos de chuvas...............................................................................................6

Chuva frontal ou ciclônica:...............................................................................6

Chuva convectiva:............................................................................................6

Chuva orográfica:.............................................................................................7

Chuva ácida:....................................................................................................7

→ Mapa mental sobre os tipos de chuva.........................................................7

Medição do volume de chuvas.........................................................................8

Intensidade das chuvas...................................................................................9

Consequências causadas pelas chuvas..........................................................9

Vantagens do aproveitamento da água da chuva..........................................10

Desvantagens do uso de água da chuva.......................................................11

A água da chuva tem boa qualidade?............................................................11

Conclusão......................................................................................................13

Referências Bibliográficas..............................................................................14
Introdução

No que tange as "Chuvas, são as forma como a água retorna para a


superfície terrestre na sua forma líquida, sendo portanto uma importante etapa
do ciclo hidrológico. Trata-se de um tipo de precipitação. Elas são ocasionadas
pela ascensão do ar quente na atmosfera, processo que dá origem a nuvens e
precipitações. De acordo com a maneira como se formam, as chuvas são
classificadas em convectiva, frontal ou orográfica. A medição do seu volume é
realizada com o auxílio de um pluviômetro, no decorrer do trabalho iremos
articular mais sobre a chuva a sua importância e as suas consequências.

A Chuva. 4
Fundamentação Teórica

Chuva é um fenômeno meteorológico que resulta da precipitação das


gotas líquidas ou sólidas da água das nuvens sobre a superfície da Terra.

Durante o fenômeno da precipitação, gotas pequenas crescem por


difusão de vapor de água. A seguir, elas podem crescer por captura de gotas
menores que se encontram em sua trajetória de queda, ou por outros
fenômenos. Quando duas pequenas gotas d'água se unem e com isto formam
somente uma gota, que possui dimensões maiores, dizemos que ocorreu um
fenômeno denominado coalescência.

Nem toda chuva atinge a superfície: algumas evaporam-se enquanto


ainda estão a cair, num fenômeno que recebe o nome de virga e que acontece
principalmente em locais ou períodos de ar seco.

A chuva tem papel importante no ciclo hidrológico, e pode alterar


a sensação térmica do ambiente.

Causas das chuvas

As chuvas são um fenômeno meteorológico que consiste em uma das


etapas do ciclo hidrológico, conhecido também como ciclo da água, e
corresponde ao retorno desse recurso para a superfície terrestre.

Elas são causadas pela ascensão de uma massa de ar quente e


úmido na atmosfera, havendo assim a constituição das nuvens. No interior
das nuvens, as partículas de água no seu estado gasoso (vapor) encontram
núcleos de condensação, que podem ser gelo, componentes de fumaça ou
poeira, e passam para o seu estado líquido, dando origem a gotículas de água.
Essas gotículas se aglutinam, ganhando peso e tamanho em um processo
chamado de coalescência.

Quando o peso da gota formada é maior do que a capacidade de


suspensão no ar, elas caem em alta velocidade das nuvens, o que dá origem à

A Chuva. 5
precipitação na forma de chuva. Em casos como o de grandes nuvens de
tempestades, a chuva pode vir acompanhada de pedras de gelo (granizo).

Tipos de chuvas

As chuvas são classificadas de acordo com o seu processo de


formação, que pode sofrer variações de acordo com o período do dia ou época
do ano, as características físicas de uma determinada localidade, mais
precisamente do seu relevo, e também o tipo de partículas que se encontram
em suspensão na atmosfera.

Levando em conta os aspectos acima descritos, os principais tipos de


chuva são:

Chuva frontal ou ciclônica:

Formada a partir do choque de duas massas de ar com características


distintas de umidade e temperatura, sendo uma quente e úmida e outra fria e
seca. Esse processo dá origem ao que chamamos de frentes.

Uma frente fria é ocasionada pelo avanço de uma massa fria sobre a
quente, e há a tendência de formação de nuvens de alto desenvolvimento
vertical, que são as cumulonimbus, conhecidas como nuvens de tempestade.
As chuvas geralmente vêm acompanhadas de trovoadas, raios e granizo. A
frente quente, ao contrário, é causada pelo avanço de uma massa de ar quente
sobre a sua oposta, dando origem a nuvens do tipo estrato. As nuvens mais
altas são formadas somente em caso de elevada instabilidade. A duração das
chuvas frontais varia de acordo com a permanência do sistema de frentes.

Chuva convectiva:

Chamada também de chuva de verão. Essas chuvas são formadas pela


ascensão de uma camada de ar aquecida de densidade pequena que estava
próximo da superfície até a atmosfera, onde ocorre a condensação. O ar frio,
em contrapartida, é mais denso e realiza movimento descendente e “troca” de

A Chuva. 6
lugar com o ar quente que subiu. Quando ele aquece, realiza o movimento
ascendente.

As chuvas de convecção são comuns no final da tarde, depois de o


Sol aquecer a superfície durante todo o dia. Elas ocorrem também em áreas
de clima tropical, marcado pelas temperaturas médias elevadas. Trata-se de
uma chuva intensa e localizada, de curta duração.

Chuva orográfica:

Formada quando uma barreira natural, como uma serra ou montanha,


impede a passagem de uma massa de ar quente e úmido que é forçada para
cima, onde condensa e dá origem à precipitação. As superfícies situadas à
frente da vertente oposta àquela em que ocorreu a chuva recebe somente uma
massa de ar seco, sendo criada assim uma zona de sombra de chuva.

Chuva ácida:

Formada quando há partículas como óxido de nitrogênio e dióxido de


enxofre, que, em reação com as gotículas de água que formam as nuvens,
dão origem aos ácidos nítrico e sulfídrico, que caem na superfície junto à
chuva. Essas substâncias são derivadas da poluição, e a chuva ácida é
altamente prejudicial para o meio ambiente.

→ Mapa mental sobre os tipos de chuva

A Chuva. 7
Medição do volume de chuvas

O volume de chuvas é denominado pluviosidade, cuja medição é


realizada com o auxílio de um instrumento que recebe o nome de pluviômetro.

Os pluviômetros são recipientes que realizam a coleta da água da


chuva em uma determinada localidade. Por meio da escala graduada em
milímetros que ele apresenta, é possível, observando a altura da lâmina de
água, auferir o quanto choveu naquela área. Cada milímetro de chuva coletada
por esse instrumento é o equivalente a um litro de água em uma superfície de
área de 1 m².

A Chuva. 8
Pluviômetro simples para a leitura manual do volume de chuvas. Essa medida pode ser observada
pela altura da lâmina de água na escala milimétrica.

Se, por exemplo, após uma forte chuva o pluviômetro indica um valor de
40 mm, isso significa que essa seria a altura da lâmina da água em um chão
liso e homogêneo com superfície de 1 m². Além disso, o volume indicado pelo
instrumento seria o equivalente a 40 litros de água despejados a cada unidade
de área.

Pluviômetros mais simples, cuja leitura é feita manualmente, são


formados por um tubo cilíndrico transparente com a gradação milimétrica
gravada nele. Existem outros tipos de pluviômetro, formados por um funil
acoplado a um tubo na parte inferior, sendo alguns inseridos no interior de um
recipiente cilíndrico maior. Os pluviômetros semiautomáticos apresentam um
painel digital que mostra o volume de água coletado, enquanto há instrumentos
automáticos que realizam a transmissão dos dados para uma central.

Intensidade das chuvas

A intensidade das chuvas é medida por meio da relação entre o volume


e seu tempo de duração, expressa em milímetros por hora. Várias escalas e
critérios são usados para a classificação da intensidade das chuvas. A
Organização Meteorológica Mundial (OMM)|1| estabelece os seguintes
intervalos:

A Chuva. 9
 Chuva fraca: menos de 2,5 mm/h.
 Chuva moderada: de 2,5 até 10 mm/h.
 Chova forte: de 10 até 50 mm/h.
 Chuva muito forte (violenta): a partir de 50 mm/h.

Na cidade de Luanda, por exemplo, as chuvas fracas são aquelas de


intensidade menor de 5 mm/h, enquanto as chuvas fortes compreendem
intensidades de 25,1 a 50 mm/h. Acima disso, a precipitação é considerada
muito forte. Já na província de Benguela, diversos boletins meteorológicos
indicam que as chuvas muito fortes são aquelas acima de 40 mm/h, e as fracas
ficam abaixo de 10 mm/h. Entre esses valores, a escala se divide de fraco-
moderada até moderada-forte.

A Chuva. 10
Consequências causadas pelas chuvas

Em superfícies de baixa permeabilidade e onde não há pontos de escoamento para a água, as


chuvas fortes são sinônimo de alagamento.

As chuvas são primordiais para a manutenção da vida no planeta Terra,


uma vez que são as responsáveis pelo reabastecimento de aquíferos e
mananciais, além de fornecerem água para ecossistemas e atividades
humanas essenciais, como as lavouras agrícolas e a geração de energia
elétrica. Elas ajudam também a amenizar o tempo quente e abafado, trazendo
maior sensação de alívio e conforto térmico.

Esse fenômeno, entretanto, pode se transformar em uma série de


transtornos e severos danos materiais para quem mora em centros urbanos,
especialmente para aquelas pessoas que vivem em áreas de risco geológico,
como encostas de morros ou serras. Dentre os impactos negativos causados
pelas chuvas moderadas e intensas nas cidades, estão:

 Inundações, enchentes e alagamentos;


 Queda de raios em redes elétricas, interrompendo o fornecimento de
energia;
 Engarrafamentos;
 Enxurradas;
 Deslizamentos De Terra e desabamentos.
 Libertação de alguns metais tóxicos, acordando os Vulcões.
 Desflorestação.

A Chuva. 11
A chuva tem a sua importância em diversas actividades
humanas e outras áreas de interesse:

 Irrigação dos campos para o fortalecimento da agricultura.


 Aumenta o caldal dos rios, lagos e lagoa.
 Usado para pastagem de gado.
 Usado nas máquinas e indústrias.
 Purifica a natureza.
 Ciclo hidrológico da H2O(água).

Vantagens do aproveitamento da água da chuva

 Combate a falta de água em períodos de estiagem ou de maior necessidade (como


aquela de regiões de produção intensiva de suínos e aves no meio rural).
 Reduz o consumo (e a conta!) de água potável na propriedade rural.
 É de graça!
 Evita a utilização de água potável onde essa não é necessária, como, por exemplo,
na lavagem de granjas da suinocultura e avicultura; na descarga de vasos
sanitários; na irrigação de hortas e de jardins; etc.
 É de fácil captação e armazenagem.
 Tem qualidade aceitável, principalmente se captada em telhados.
 Contribui para a conservação e a autossuficiência de água; além de ser uma
postura ambientalmente correta perante os problemas ambientais existentes no
meio rural.

Desvantagens do uso de água da chuva

Seu suprimento é limitado, ou seja, depende de quanto chove, assim como das
condições da área de sua captação (dos telhados) e armazenagem
(capacidade da cisterna, por exemplo).

A Chuva. 12
A água da chuva tem boa qualidade?

De um modo geral, a qualidade da água da chuva é boa sim. Pois, antes


de cair na forma de chuva, a água passa por um processo que poderia ser
descrito como uma espécie de "filtragem natural”. Esse processo faz parte do
ciclo hidrológico que envolve as etapas de evaporação, de condensação e de
precipitação; e, com isso, realiza uma purificação parcial da água da chuva.

Mas, dependendo da região na qual ocorre, a água da chuva pode apresentar


poluentes em sua composição, os quais ela capta da atmosfera; principalmente
se essa chuva se formar nas proximadades de grandes centros urbanos ou
industriais. Normalmente o pH da água da chuva é neutro, e varia de
levemente ácido a levemente alcalino (de 5,8 a 8,6).

A população de Angola está a sofrer com as consequências de chuvas


torrenciais. Uma das províncias mais afectadas é Benguela, onde morreram
mais de cem pessoas. Porém, não podemos deixar de referir a província de
Luanda, pois como sabemos, os bairros das periferias estão a lutar contra a
grande quantidade de água que fica nas estradas e que entra no interior das
próprias casas.

Lamentavelmente, uma vez mais, as pessoas com menos recursos são


os mais afectados. As vítimas continuam a ser aquelas que padecem as
consequências das injustiças estruturais. Uma das causas das mortes em
Benguela é a construção das casas em zonas de risco, porém, segundo José
Patrocínio, coordenador da organização de defesa dos direitos humanos
OMUNGA, é importante que se apurem responsabilidades pois A procura de
denominadas ‘zonas de risco’ para a construção das suas habitações,
essencialmente pelos mais pobres, demonstra em si a falência das políticas
habitacional e urbanística do Governo angolano.

As chuvas até agora causaram a morte de mais de uma centena de


pessoas, o desalojamento de centenas de famílias, a destruição de muitas
vivendas e estradas, muitas escolas ficaram fechadas pelos grandes danos.
Tudo isso está a provocar muita confusão e dor nas famílias.

A Chuva. 13
Esta situação está a movimentar a solidariedade da população. As
ajudas quer a nível pessoal quer a nível institucional não se fizeram esperar.
Ainda assim é difícil canalizar a ajuda para os afectados.

Ao nível do Governo, sabemos que o Presidente da República enviou


uma missão interministerial com o objectivo de atender a população afectada.
Dita comissão está formada pelos ministros da Administração do Território, da
Saúde, da Reinserção Social.

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Conclusão

Após várias pesquisas concluímos que a água é essencial para a vida.


Mas ela é limitada. Ou seja, pode acabar. Esqueça o ouro ou as pedras
preciosas. A água doce é o elemento mais precioso da vida na Terra! Ela é
utilizada, basicamente, para a nossa alimentação e a alimentação de animais e
de plantas. Cuidar da água é, portanto, muito importante para a sobrevivência
da humanidade. Além disso, não podemos desperdiçar e nem poluir a água de
nascentes, dos córregos, dos riachos, dos rios, dos lagos, dos oceanos e dos
lençóis subterrâneos!

Por isso, reflita sobre o quanto você desperdiça de água ao deixar uma
torneira aberta; e evite fazer isso das próximas vezes!

A Chuva. 15
Referências Bibliográficas

1. ↑ Angola Escola. Chuvas e precipitações. Acesso em 22 de


janeiro de 2014.

2. ↑ Ir para:a b c d e
INPE. CPTEC. Glossário. Acesso em 22 de janeiro
de 2014.

3. ↑ Ir para:a b
. MEC. Guia do Professor - Conteúdos
Digitais. Audiovisual 10 - Medindo a chuva. Acesso em 22 de
janeiro de 2014.

4. ↑ OLIVEIRA, Áureo S. de. Fundamentos de Meteorologia e


Climatologia, Capítulo XI - Precipitação Pluviométrica.
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - UFRB (Núcleo de
Engenharia de Água e Solo - NEAS): Cruz das Almas, 2008.
Acesso em 22 de janeiro de 2014.

5. ↑ Ir para:a b
FERNANDES, Renato de Oliveira. Avaliação de
Simulações de Precipitação e Vazão por um Modelo
Atmosférico em Bacias do Semiárido Brasileiro. Universidade
Federal de Campina Grande: Campina Grande, 2009. Acesso em
22 de janeiro de 2014. GRÁFICA SAY

A Chuva. 16

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