1.
Conclusão
Feito o trabalho, podemos concluir que em Moçambique, o HIV-SIDA é percebido
como uma doença grave e desafiadora que afecta uma parte significativa da população.
Essa doença pode ser contraída principalmente através de práticas sexuais
desprotegidas, compartilhamento de agulhas e seringas, e da transmissão de mãe para
filho durante a gravidez, o parto ou a amamentação.
O índice de prevalência do HIV-SIDA tem aumentado ao longo dos anos, gerando
preocupação significativa entre a estrutura governamental e a sociedade em geral. As
principais causas associadas a essa doença incluem a falta de prevenção adequada,
violência sexual, abandono do tratamento e a pobreza, que contribuem para a
disseminação do vírus.
As consequências dessa epidemia são profundas e incluem um aumento na carga sobre
o sistema de saúde, impacto económico devido à perda de produtividade e aumento dos
custos de cuidados, além de estigmatização e discriminação que dificultam o acesso ao
tratamento. As famílias e comunidades enfrentam desafios adicionais devido à perda de
membros e à necessidade de cuidar de indivíduos afectados pelo HIV.
Portanto, para minimizar o elevado índice de prevalência do HIV-SIDA, o Governo de
Moçambique, em parceria com organizações internacionais e locais, tem implementado
várias políticas e programas. Esses esforços incluem a ampliação do acesso ao
tratamento anti-retroviral, programas de prevenção e educação, iniciativas para reduzir o
estigma e a discriminação, e campanhas de sensibilização para promover práticas
seguras. A colaboração contínua entre o governo, ONGs e parceiros internacionais é
essencial para enfrentar a epidemia e alcançar resultados sustentáveis na luta contra o
HIV-SIDA em Moçambique.
2. Referências bibliográficas
Ferreira, J. A.; Costa, L. M. (2020). As respostas institucionais ao HIV/SIDA em
Moçambique: Uma análise crítica. Revista Lusófona de Estudos Sociais,
18(3), 109-124.
Lakatos, E. M.; Marconi, M. de A. (2007). Fundamentos de metodologia científica.
(6. ed.) 5. reimp. São Paulo: Atlas.
Ministério da Saúde de Moçambique (2020). Relatório Anual sobre a Resposta
Nacional ao HIV e SIDA. Maputo: Ministério da Saúde de Moçambique.
ONUSIDA (2021). Prevenção do HIV em Moçambique: Progressos e Desafios.
Genebra: Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS.
OMS (Organização Mundial da Saúde) (2017). Guia para a Prevenção, Diagnóstico e
Tratamento do HIV/SIDA em Moçambique. Lisboa: Organização Mundial da
Saúde.
Osório, C. (2004). Algumas reflexões sobre a abordagem de gênero nas políticas
públicas sobre o HIV/SIDA. Outras Vozes, Maputo, n. 6, p. 1-4, fev.
Parker, R. (2000). Na contramão da AIDS: Sexualidade, intervenção, política.
(Editora 34). Rio de Janeiro
Pereira, M. J., & Matos, S. G. (2019). A epidemiologia do HIV e as estratégias de
prevenção em países africanos de língua portuguesa. Revista de Saúde
Pública, 53(1), 45- 58.
Silva, R. F., & Oliveira, P. N. (2018). Impacto do HIV/SIDA nas comunidades rurais
de Moçambique. Cadernos de Saúde Colectiva.