PASSOS PARA ADAPTAR ATIVIDADES DE ALUNOS INCLUSIVOS ESCOLA
ESTADUAL PROF EDGAR LUIZ SCHNEIDER AEE 2025
1 Leia e releia.
A primeira sugestão é que seja trabalhado o mesmo livro durante a
semana e a cada leitura define-se um novo propósito, como por exemplo:
identificar a ideia principal, pensar em um novo título, ou até conectar o
livro com experiências pessoais. Fazer a releitura irá aprimorar a
interpretação de texto, fluência, e até mesmo a independência. Será
observado o aumento de confiança e engajamento do aluno a cada
releitura. Isso fará a experiência ainda mais gratificante.
2 Insira nas atividades palavras mais utilizadas e apresenta novas.
Os especialistas dizem que vocabulário é conhecimento, e quer
saber? É verdade! Quanto mais palavras você sabe, mais conceitos você
entende. As palavras estudadas são aquelas que dão aos alunos o poder de
engajar inteiramente tanto na escola quanto na vida. As palavras
escolhidas devem ser as que são frequentemente encontradas nos livros
utilizados por eles, mas podem não fazer parte do vocabulário expressivo,
principalmente dos adolescentes.
Apresente e aprimore cada nova palavra pedindo que os alunos
gravem vídeos usando-as! Além disso, dê ênfase às palavras novas quando
se depararem com elas em outros livros, atividades e conversas.
3 Forneça repetição com variedade.
Todas as pessoas necessitam de repetição quando estão aprendendo
coisas novas, mas para fixar mesmo é preciso mudar um pouco! Use
variedades. (Leia e releia para novos propósitos) atividades como jogos de
tabuleiro, brincadeiras e bingos fornecem maneiras repetitivas, porém
variadas de interagir com os vocabulários e conceitos que são introduzidos
em cada tema abordado. Crie cartões, pranchas de comunicação,
atividades lúdicas, caça palavras, cruzadas, caça respostas, Quiz, figuras
etc.
Sempre introduza os temas da sua disciplina de uma forma
conceitual, dinâmica e divertida. E após apresentar os conceitos das
temáticas abordadas que deverão ser contextualizadas, insira uma nova
tarefa. Essa deverá ser preferencialmente com opções de respostas
objetivas.
Evite induzir o aluno ao erro, inserindo no enunciado das perguntas
“assinale a resposta errada ou incorreta”. Um aluno inclusivo poderá não
compreender a dinâmica do exercício e ser prejudicado.
4 Exemplifique e suporte a comunicação.
Décadas de pesquisa nos dizem que linguagem e letramento
reforçam um ao outro. Sempre forneça acesso às pranchas de comunicação
- PECS e exemplifique como elas podem ser usadas para comunicar
pensamentos, sentimentos e ideias durante as aulas.
A prancha principal é de grande ajuda para ensinar aos alunos como
encontrar, usar, e ler o banco de palavras. As pranchas de pequenas
palavras ajudam os alunos a conectar seus pensamentos e ideias à
linguagem, enquanto as pranchas complementares e rápidas dão aos
alunos acesso rápido e significativo às palavras de conteúdo e interações
sociais diárias durante a escrita.
Usando algumas ou todas essas pranchas em qualquer combinação
irá maximizar a comunicação e abrir uma janela crítica em como seus
alunos pensam. Alunos pouco verbalizados ou com embotamento social
permanente necessitam da utilização das PECS.
Converse com a professora do AEE a respeito e caso haja interesse ou
necessidade, solicite a ela o material impresso.
5 Alunos com desafios intelectuais.
Fale usando palavras simples, mas não palavras infantis. Não
infantilize o aluno especial e nem duvide da capacidade intelectual dele.
Faça pedidos claros e precisos, mantendo-se calmo. Esteja pronto
para reformular seu pedido de várias maneiras. Use exemplos concretos
com frequência, e, para confirmar se o aluno compreendeu sua mensagem,
peça para que ela a repita.
Solicite a agenda ou caderno de anotações de tarefas para que eles
possam registrar as pesquisas e trabalhos a serem entregues com as datas.
6 Sucesso atrai mais sucesso.
Aprendizagem duradoura envolve uma mistura artística de
experiências fáceis e desafiantes. Quando as coisas são muito fáceis os
alunos perdem interesse; muito difíceis e eles desistem. Cada nível de
atividade deve oferecer uma mistura de fácil e desafiante no ponto certo.
Uma maneira prática para se construir o sucesso é encorajar os
alunos a levar as atividades para casa e compartilhar, ou brincar de ser o
professor. Convidar os familiares a participarem das tarefas. Dessa forma,
todos estarão envolvidos em uma rotina estabelecida de uma forma lúdica
e participativa.
7 Alunos com desafios visuais.
Fale e tente agir de forma natural. Evite usar termos que impliquem
em visão, como “olha, vou te mostrar como se faz”. Evite usar referências
como “aqui” e “lá”. Essas palavras não são referências úteis para um
indivíduo que não enxerga, ou possui baixa visão.
Responda às perguntas verbalmente. Movimentos de cabeça e mãos
não serão notados. Use suas palavras precisamente, e antes de usar uma
frase afirmativa tenha certeza que o aluno irá entender o significado dentro
do contexto.
Não aumente o volume de sua voz (a menos que você saiba a partir
de um histórico médico que isso irá ajudar com um problema auditivo).
Evite pausas longas ao falar.
Evite fazer as atividades para o aluno, mesmo que ele leve mais
tempo do que os demais para realizar. Sempre deixe que ele saiba onde
você está: informe sua posição em relação a dele e avise quando se
deslocar.
Ofereça uma rotina organizada e de fácil memorização.
8 Alunos com desafios auditivos.
Falar claramente na velocidade e tons normais, articulando
cuidadosamente, mas sem exagerar e certifique-se que você tem a atenção
do aluno antes de começar a falar. Use todas as formas de gestos,
expressões faciais, ações e figuras para ajudá-lo a entender a linguagem e
gradualmente adquiri-la.
Verifique frequentemente para ter certeza que ele compreendeu.
Caso ela não tenha entendido reformule a mensagem, ao invés de apenas
repetir.
Perda de audição pode causar atrasos no desenvolvimento da
linguagem e dificuldades para falar. Você pode ter dificuldades de entender
um indivíduo que é surdo de nascença. Não tenha medo de pedir que ele se
repita. Seu interesse e encorajamento serão motivadores para o sucesso
futuro.
Ao invés de falar por ele, ofereça oportunidades para que ele possa
expressar-se.
Para evitar o preconceito, fale abertamente sobre a deficiência
auditiva com os colegas de classe, deixe que aprendam sobre o aparelho
auditivo e as peculiaridades da deficiência auditiva.
Certifique-se que os colegas falem calmamente, com clareza, e um de
cada vez, para que o aluno inclusivo possa interpretar as conversas e
interagir no seu tempo.
9 Alunos com desafios físicos.
Encoraje-o a expressar-se com suas próprias ideias e sentimentos e
aprender os comportamentos adequados para o ambiente em que estiver
inserido.
Fale a respeito dos desafios que irá enfrentar e encoraje-o a explicar
para os colegas como o aluno inclusivo lida com sua deficiência e quais são
os seus planos para o futuro.
Deixe que o aluno tome conta de si mesmo o máximo possível e
permita que opine nas decisões que o afetam, sempre que possível.
Discuta desafios físicos com todos da sala de aula e incentive-o a
inventar suas próprias adaptações, assim ele poderá fazer o melhor
possível com os materiais e recursos disponíveis.
Ajude-o a concentrar seus esforços em metas realistas e realizáveis, e
direcione suas energias para atividades que ele escolher como objetivos e
prioridades.
DICAS DE ADAPTAÇÃO DO CURRÍCULO CURRICULAR 2025
Sempre manter a calma. Por mais que em alguns momentos, possa
ser difícil, é fundamental que o professor mantenha-se equilibrado em sala
de aula, pois, sempre que alterar tom de voz e ou comportamento, o aluno
inclusivo também se exaltará e o controle e domínio da turma, poderão ser
prejudicados.
Além disso, há casos de pessoas com necessidades especiais que em
momentos de estresse, ficam agressivas e isso pode gerar uma situação
desagradável para o aluno, para os demais colegas e toda a equipe
pedagógica.
QUAIS AS DISCIPLINAS A SEREM ADAPTADAS
Todas as disciplinas que estiverem inseridas no currículo mínimo da
série e seguimento podem ser adaptadas.
O aluno especial aprende muito do que é abordado, porém no seu
tempo e com as adaptações necessárias. Cabe ao professor contextualizar
os temas propostos e apresentá-los de forma mais natural possível.
Não é viável que sejam feitas cobranças desnecessárias ou que
sejam programadas atividades sem objetivos direcionados.
Vale lembrar que um aluno inclusive na maioria dos casos possui um
hiperfoco em alguma disciplina ou estaca-se em alguma área.
Sendo assim, evite que a aula programada chegue apenas para o
público regular que possui habilidades para trabalhar, com regras, com
datas entre outros.
O aluno especial necessita de um olhar diferenciado, pautado na
dedicação do profissional envolvido. Dessa forma, apresente a ele
conteúdos que serão úteis para uma vida em sociedade e que sejam
capazes de somar a sua rotina.
Disponibilize leituras diárias, operações e situações problemas mais
simples de serem interpretadas e depois aumente o grau de dificuldade de
acordo com as devolutivas desse aluno.
Use a criatividade e alinhe a sua didática ao construtivismo. Conte
histórias com personagens e compare-os a pessoas reais, haja vista que
alunos acometidos por algumas síndromes nem sempre diferenciam ironias
de realidade. É o caso do aluno autista.
Colabore para que o aluno inclusivo desenvolva a sua autonomia, o
seu senso crítico e pertença ao grupo em que estiver inserido.
Disponibilize ferramentas tais como; calculadora, dicionário físico e
online, ábaco, material dourado, tabelas com fórmulas, filmes, séries, livros
virtuais, celular, jogos, computador e tudo que puder facilitar o processo de
aprendizagem. Ofereça essas ferramentas inclusive em dias de avaliação,
caso seja necessário.
Lembre-se que estamos preparando alunos que em breve estarão
prestando vestibular ou optando por um curso técnico e adentrando ao
mercado de trabalho.
PLANO DE AULA INCLUSIVO
⮚ Reflita sobre o público-alvo: Qual a necessidade especial do aluno e se a
adaptação do conteúdo será necessária.
⮚ Avalie os conhecimentos prévios que o aluno possui acerca da
disciplina e dos conteúdos que estiverem sendo apresentados.
⮚ Escolha o tema da aula com antecedência.
⮚ Informe ao aluno todas as etapas do trabalho, aula ou projeto.
⮚ Disponibilize ao aluno as ferramentas, caso não possua recursos.
⮚ Solicite antecipadamente ao aluno os materiais e as ferramentas que
poderão ser utilizadas para a execução das atividades.
⮚ Defina as habilidades a serem desenvolvidas pelo aluno.
⮚ Defina o objetivo geral e os específicos a serem alcançados.
⮚ Decida a duração da aula e o local.
⮚ Selecione os recursos didáticos.
⮚ Defina a metodologia a ser utilizada.
⮚ Peça ajuda a professora do AEE, caso ache necessário.
⮚ Informe ao aluno a respeito da avaliação que será feita em cada
atividade solicitada. Se formal ou informal.
REFERÊNCIAS
APA - AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais: DSM-5. Artmed Editora, 2014.
ARANHA, Maria Lúcia A. R. Desenvolvimento da criança na creche. São Paulo:
Edições Loyola, 2002.
CARVALHO, Iêda Maria Vecchioni; PASSOS, Antônio Eugênio Valverde Mariani;
SARAIVA, Suzana Barros Corrêa. Recrutamento e seleção por competências.
Rio de Janeiro: FGV, 2008.
CUNHA, Eugênio. Autismo e Inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na
escola e na família. Rio de Janeiro: Wak, 2014.
GUEBERT, Mirian Célia Castellain. Inclusão; uma realidade em discussão. 2.
ed.Curitiba: Ibepex, 2007.
OLIVEIRA, B. D. C. de et al. Políticas para o autismo no Brasil: entre a atenção
psicossocial e a reabilitação1. Physis, Rio de Janeiro, 2017.
Qualquer dúvida, estou à disposição dos queridos professores Cat e
Área!
Att,
Professora AEE
ILLYANA CANTO
51986544397