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Sumário

Introdução 2

1-Conceito 3

2-Origens 3

2.1-O fascismo se caracteriza por defender: 4

3-Crice social 5

4-Nazismo 6,7

Conclusão 8

Referêncial 9

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Introdução
O termo fascismo é derivado da palavra em latim fasces, que designava um feixe
de varas amarradas em volta de um machado, e que foi um símbolo do poder conferido
aos magistrados na República Romana de flagelar e decapitar cidadãos desobedientes.

Movimento político e filosófico ou regime (como o estabelecido por Benito


Mussolini na Itália, em 1922), que faz prevalecer os conceitos de nação e raça sobre os
valores individuais e que é representado por um governo autocrático, centralizado na
figura de um ditador. O fascismo foi um regime político totalitário que surgiu na Itália
entre as décadas de 1920 e 1940. Essa frustração vai inflar ainda mais o nacionalismo
italiano. Além disso, com a guerra, o país sofreu queda na produção industrial e queda
na produção agrícola. Isso tudo acabou gerando uma inflação.

Dessa forma, o fascismo clássico apresenta cinco características: é chauvinista,


antiliberal, antidemocrático, antissocialista e antioperário. Ainda assim, formas do
neofascismo podem se apresentar como economicamente liberais.

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1-Conceito
O fascismo defende ser necessária a mobilização da sociedade sob um estado
totalitário de partido único para preparar a nação para o conflito armado e responder de
forma eficaz às dificuldades económicas. Acreditam que tal estado deva ser comandado
por um líder forte, como um ditador ou governo militarista constituído por membros do
partido fascista, capaz de forjar a unidade nacional e manter a ordem e estabilidade
sociais. O fascismo rejeita a afirmação de que a violência é automaticamente negativa
por natureza e acredita que a violência, guerra ou imperialismo são meios pelos quais se
pode chegar ao rejuvenescimento da nação.Os fascistas defendem uma economia mista
com o principal objetivo de atingir a autossuficiência económica do país por meio de
políticas económicas protecionistas e intervencionistas.

O fascismo ganhou destaque na Europa na primeira metade do século XX. Os


primeiros movimentos fascistas surgiram na Itália durante a I Guerra Mundial, tendo-se
posteriormente expandido para outros países europeus. Os fascistas viam a I Guerra
Mundial como uma revolução que tinha trazido alterações massivas na natureza da
guerra, da sociedade, do estado e da tecnologia. O advento da guerra total e da
mobilização total da sociedade tinham diluído a distinção entre civis e combatentes,
tendo-se desenvolvido uma "cidadania militarista" em que todos os cidadãos estavam
envolvidos no esforço militar.A guerra tinha tido como consequência o nascimento de
um estado poderoso, capaz de mobilizar milhões de pessoas para a linha da frente e de
organizar a produção económica e logística para as sustentar, e com autoridade sem
precedentes para intervir nas vidas dos cidadãos.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, poucos partidos se têm


declarado abertamente fascistas. O termo é usado frequentemente de forma pejorativa
para descrever opositores políticos. Os partidos contemporâneos de extrema-direita com
ideologias semelhantes ou inspirados nos movimentos fascistas do século XX são
denominados neofascistas.

2-Origens
Mussolini fundou o movimento fascista em 23 de março de 1919, numa reunião
feita na cidade de Milão. Entre os membros fundadores estavam os líderes
revolucionários sindicalistas Agostino Lanzillo e Michele Bianchi. O fascismo ganhou
destaque na Europa na primeira metade do século XX. Os primeiros movimentos
fascistas surgiram em Itália durante a I Guerra Mundial, tendo-se posteriormente
expandido para outros países europeus.

Além da Itália e Alemanha, registraram-se movimentos fascistas de destaque na


Áustria, Bélgica, Grã-Bretanha, Finlândia, Hungria, Romênia, Espanha bem como na
África do Sul e Brasil.

O fascismo italiano foi enraizado no nacionalismo do país e pelo desejo de


restaurar e expandir territórios italianos, que os fascistas consideravam necessários para
uma nação afirmar sua superioridade e força, e para evitar sucumbir à decadência.
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Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o sistema liberal e democrático foi
seriamente questionado. Assim surgem propostas políticas de esquerda como socialismo
que assustavam a burguesia e cidadãos mais conservadores.

2.1-O fascismo se caracteriza por defender:


Estado Totalitário: o Estado controlava todas as manifestações da vida
individual e nacional.

Autoritarismo: a autoridade do líder era indiscutível, pois ele era o mais


preparado e sabia exatamente o que a população necessitava.

Nacionalismo: a nação é um bem supremo, e em nome dela qualquer sacrifício


deve ser exigido e feito pelos indivíduos.

Antiliberalismo: o fascismo defendia algumas ideias capitalistas como a


propriedade privada e a livre iniciativa das pequenas e médias empresas. Por outro lado,
defendia a intervenção estatal na economia, o protecionismo e algumas correntes
fascistas, a nacionalização de grandes empresas.

Expansionismo: visto como uma necessidade básica da nação donde as


fronteiras devem ser alargadas, pois é preciso conquistar o "espaço vital" para que ela se
desenvolva.

Militarismo: a salvação nacional vem por meio da organização militar, da luta,


da guerra e do expansionismo.

Anticomunismo: os fascistas rejeitavam a ideia da abolição da propriedade, da


igualdade social absoluta, da luta de classes.

Corporativismo: ao invés de defender o conceito de "um homem, um voto", os


fascistas acreditavam que as corporações profissionais deviam eleger os representantes
políticos. Também sustentavam que somente a cooperação entre classes garantia a
estabilidade da sociedade.

Hierarquização da sociedade: o fascismo preconiza uma visão do mundo


segundo a qual cabem aos mais fortes, em nome da "vontade nacional", conduzir o povo
à segurança e prosperidade.

3-Crice social
Um profundo sentimento de frustração dominou a Itália após a Primeira Guerra
Mundial (1914-1918). O país saiu decepcionado por não ter suas reivindicações
atendidas no Tratado de Versalhes e a situação econômica era mais difícil que antes da
guerra. Assim, a crise social ganhava aspectos revolucionários com o crescimento da
esquerda e dos movimentos de direita.

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Em março de 1919, em Milão, o jornalista Benito Mussolini cria os "Fasci di
Combatimento" e os "Squadri" (grupos de combate e esquadrão respectivamente). Estes
tinham como objetivo combater por meios violentos os adversários políticos, em
especial os comunistas. O Partido Nacional Fascista, fundado oficialmente em
novembro de 1921, cresceu rapidamente: o número de filiados passou de 200 mil em
1919 para 300 mil em 1921. O movimento agrupava pessoas com tendências políticas e
origens variadas: nacionalistas, ante esquerdistas, contrarrevolucionários, ex-
combatentes e desempregados.

Em 1919, um milhão de trabalhadores entraram em greve. No ano seguinte, os


grevistas somaram 2 milhões. Mais de 600 mil metalúrgicos do norte ocuparam fábricas
e tentaram dirigi-las seguindo o exemplo socialista. Por seu lado, o governo
parlamentar, composto pelo partido socialista e pelo partido popular, não chegava a um
acordo nas grandes questões políticas. Isto facilitaria a chegada dos fascistas ao
poder.

Desta maneira, alguns militantes integralistas promoveram o Levante Integralista


de 1938, mas que foi rapidamente sufocado pela polícia. Plínio Salgado foi conduzido
ao exílio em Portugal e muitos de seus companheiros, presos. O governo de Getúlio
Vargas durante o Estado Novo (1937-1945) teve características fascistas como a
censura, o unipartidarismo, a existência de uma polícia política e a perseguição aos
comunistas. No entanto, não foi expansionista e nem escolheu nenhum outro povo para
ser alvo de ataques. Assim, podemos afirmar que o Estado Novo foi nacionalista e não
fascista.

No dia 28 de abril de 1945, as tropas alemãs capitularam na Itália. Ao tentar


fugir para a Suíça, o líder fascista Benito Mussolini e sua amante Clara Petacci foram
presos e executados. A história de Benito Mussolini (1883-1945) confunde-se com a do
movimento fascista italiano. Seu fim começou no verão europeu de 1943, quando os
Aliados desembarcaram na Sicília. No dia 25 de julho daquele ano, o órgão máximo do
fascismo decidiu derrubar e prender o "Duce", por causa de seus fracassos militares. O
rei Vitor Emanuel rendeu-se aos Aliados e declarou guerra à Alemanha nazista, que
apoiara anteriormente.

No final de março de 1945, os partigiani (guerrilheiros antifascistas)


conquistaram Milão, fechando o cerco a Mussolini, que ainda tentou, sem sucesso,
negociar sua rendição. No dia 28 de abril de 1945, os alemães capitularam na Itália.
Amargurado e resignado, Mussolini tentou fugir para a Suíça com sua amante Clara
Petacci, num comboio de soldados alemães. Mas era tarde demais para o "Duce":
partigiani italianos interceptaram o comboio, reconheceram o líder fascista e o fuzilaram
junto com Clara. Os corpos foram levados a Milão e expostos, pendurados de cabeça
para baixo, num posto de gasolina da praça de Loreto.

Enterrado sob nome falso em um cemitério milanês, o ditador ainda demoraria a


encontrar seu último repouso. Um ano depois, seu cadáver foi sequestrado por fascistas
e passou por várias cidades italianas, até ser encontrado pela polícia. Para evitar
manifestações neofascistas, os restos mortais foram escondidos por mais de dez anos
num mosteiro, sendo sepultados definitivamente em 1º de setembro de 1957.

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É bem comum haver confusão entre os dois termos, isso porque o Nazismo e
Fascismo foram regimes políticos com características semelhantes entre si, de caráter
autoritário e violento. O fascismo nasceu na Itália e foi comandado por Benito
Mussolini entre os anos de 1919 e 1943. Já o nazismo se desenvolveu na Alemanha
entre 1933 e 1945, tendo como líder Adolf Hitler. O Nazismo tinha como fundamento a
doutrina nacional-socialista, defendia o nacionalismo exacerbado, totalitarismo e
superioridade da raça ariana. Foi um período marcado pelo Holocausto e pela
perseguição aos Judeus.

Para o fascismo, os interesses das massas e da nação sempre se sobrepõem aos


interesses individuais. Tal ética define que o indivíduo deve ser valorizado quando está
a serviço da defesa patriótica. O etnocentrismo ideia da superioridade de um grupo
sobre o outro é um traço fundamental do fascismo. A regra é a discriminação e a
perseguição de todos que não forem considerados como parte da comunidade. Membros
de outras raças, etnias e nacionalidades ou mesmo aqueles que só discordem do
fascismo devem ser combatidos como uma ameaça à integridade da nação. Do ponto de
vista da política externa, o fascismo tende a ser extremamente imperialista.

Atualmente, o único regime totalitário que sobrevive é o do Coreia do Norte que


reúne as mesmas características citadas acima. Há Estados que possuem aspectos
ditatoriais como Cuba, Venezuela e China, porém não podem ser considerados
totalitários.

4-Nazismo
O nazismo é uma forma de fascismo que despreza a democracia liberal e o
sistema parlamentar. Incorpora o racismo científico, o antissemitismo, o anticomunismo
e o uso de eugenia no seu credo.

O seu nacionalismo extremo tem origem no pangermanismo e do movimento do


nacionalismo étnico Völkisch que tem sido um dos principais aspectos do nacionalismo
alemão desde o século XIX, e foi fortemente influenciado por grupos paramilitares
chamados Freikorps, que surgiram durante a República de Weimar após a derrota alemã
na Primeira Guerra Mundial, de onde surge o "culto à violência" do partido.

O termo "nacional-socialismo" surgiu a partir da tentativa de redefinição


nacionalista do conceito de "socialismo", para criar uma alternativa tanto ao socialismo
internacionalista marxista quanto ao capitalismo de livre mercado. A ideologia rejeitava
o conceito de luta de classes, assim como defendia a propriedade privada e as empresas
de alemães.

O nazismo apoiava teorias pseudocientíficas como a hierarquia racial e o


darwinismo social, que atribuíam aos povos germânicos o mais elevado grau de pureza
da raça ariana ou nórdica, que apresentavam como a "raça superior".

O movimento tinha como objetivo superar as divisões sociais para criar uma
sociedade homogênea, ao mesmo tempo que buscava unidade nacional e
tradicionalismo. Os nazistas tentavam conseguir isto através de uma "comunidade do
povo" (Volksgemeinschaft) que iria unir todos os alemães e excluir aqueles considerados
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como "povos estrangeiros" (Fremdvölkische). O nazismo também reivindicava com
determinação o que entendia serem territórios historicamente alemães sob a doutrina
pangermânica (ou Heim ins Reich), além de outras áreas para colonização alemã sob a
doutrina de Lebensraum.

O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães


(Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP) foi fundado em 5 de janeiro
de 1919. No início dos anos 1920, Adolf Hitler assume o controle da organização e
rebatiza-a para Partido Nazista. O Programa Nacional Socialista, aprovado em 1920,
apelava por uma Grande Alemanha unida e que negaria cidadania aos judeus ou aos
seus descendentes, além de apoiar a reforma agrária e a nacionalização de algumas
indústrias.

4.1-Diferença entre Nazismo e o Fascismo


O nazismo e o fascismo são duas ideologias políticas distintas que surgiram na
Europa durante o século XX. Embora possuam algumas semelhanças, como o
autoritarismo e o nacionalismo extremo, essas doutrinas possuem características e
origens diferentes.

O nazismo, surgido na Alemanha, foi liderado por Adolf Hitler e influenciado


pela ideia de superioridade racial ariana. Enquanto isso, o fascismo, com origem na
Itália e liderado por Benito Mussolini, enfatizava o nacionalismo, o corporativismo e a
devoção ao Estado.

Essas diferenças de base e ideológicas resultam em consequências e abordagens


distintas durante o seu domínio e podem ser identificadas através da análise de suas
políticas e ações.

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Conclusão
Quando chega ao poder, o fascismo cria Estados paramilitares e ditatoriais que
cerceiam a liberdade dos cidadãos e pregam perseguição às chamadas minorias.
Defende ser necessária a mobilização da sociedade sob um estado totalitário de partido
único para preparar a nação para o conflito armado e responder de forma eficaz às
dificuldades econômicas. O fascismo terminou com a derrota na Segunda Guerra
Mundial da Alemanha, Itália e Japão, três países que adotavam uma forma estatal
fascista. O militarismo é uma característica muito forte do Fascismo, uma vez que, para
que haja a expansão de territórios, os fascistas utilizam a luta, violência e uma forte
organização militar.

O fascismo é tido como parte da extrema-direita, principalmente pela sua


notável oposição ao socialismo. As experiências fascistas contaram com amplo apoio
dos banqueiros e industriais, tanto na Itália quanto na Alemanha. o fascismo continua a
ganhar força em contextos de crise, seja ela econômica, política ou social. Alguns
aspectos da ideologia fascista aparecem até hoje em grupos e partidos políticos, como os
na Europa que defendem plataformas políticas baseadas na aversão a estrangeiros.

O risco de supressão do pluralismo, típico dos avanços fascistas, não é uma


questão lateral, acidental ou de mera preferência. Sua exclusão fere de morte o regime
democrático. Denunciar o fascismo é dever de todos os democratas não se pode permitir
o cultivo do ódio a uma ordem constitucional fundada na dignidade humana como valor
universal e no pluralismo político.

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Referêncial
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fascismo-como-ele-insiste-a-ganhar-forca-em-contextos-de-crise.htm
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