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Estudo

çfbldb -bhlshcp-sl

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Elementos de Teoria do Direito

Título IV- Fontes e sistema jurídico


Construção do sistema jurídico
Características do sistema

O conjunto de princípios e regras aplicáveis num sistema é maior do que o conjunto de


regras e princípios pertencentes a esse sistema.
Isto acontece, pois, tendo em conta as regras relativas à aplicação da lei no tempo e no
espaço, num sistema podem ser aplicadas que deixaram de vigorar e regras de sistemas
jurídicos estrangeiros.

Componentes do sistema
Os princípios jurídicos podem ser:
- programáticos
- formais
- materiais

Princípios programáticos
Estes princípios definem fins e objetivos a alcançar.

Os princípios pragmáticos têm uma função orientadora, procurando reservar os meios


necessários para atingir esses fins e objetivos.

Estes princípios apenas indicam que estes fins e objetivos devem ser realizados na maior
medida possível. Assim, estes tornam obrigatórias todas as medidas que visam ajudar a
alcançar esses fins e objetivos, e tornam proibidas todas as que impeçam de as realizar.

Princípios formais
Os princípios formais são os princípios da justiça, confiança e eficiência.

Justiça- exige que o sistema jurídico seja justo e equitativo


Confiança- requer que o sistema jurídico transmita previsibilidade
Eficiência- exige que o sistema jurídico procure obter os melhores resultados com o menor
dispêndio de recursos; já que os sistemas sociais visam diminuir a complexidade do meio
ambiente, o sistema jurídico é tanto mais eficiente quanto menos complexo for

Eficácia só se preocupa com os melhores objetivos.

Observamos que os princípios formais são, simultaneamente, constitutivos (o direito não


pode ser construído sem estes) e regulativos (regulam situações jurídicas e fornecem
critérios de resolução de casos).

Princípios materiais
Os princípios materiais só realizam a função regulativa.
Cada um dos princípios formais é concretizado em vários princípios materiais, como por
exemplo:
- justiça: - o princípio da igualdade impõe que o igual deve ser tratado de forma igual e o
desigual de forma desigual
- o princípio da proporcionalidade determina que os meios utilizados devem ser
adequados aos meios que se pretende atingir

- confiança: - principio de que a alteração da lei deve ser justificada por razões objetivas
- principio de que a ignorância da lei não justifica a sua violação
- o principio da não retroatividade da lei nova implica que a lei nova não deve
atingir factos, situações ou efeitos anteriores à sua vigência
- princípio de que não há pena sem lei

- eficiência: - principio da alocação dos meios necessários para atingir objetivos definidos,
em que o sistema jurídico não pode fornecer menos dos meios necessários para a
prossecução daqueles objetivos
- princípio da alocação dos meios suficientes para se atingir objetivos
determinados, o sistema jurídico não deve comportar mais dos que os meios
suficientes para se alcançar os objetivos, de forma a evitar uma repetição de ideias e
de sobre regulação
- princípio da liberdade contratual/autonomia privada
- princípio da liberdade de forma, deixa os privados atuar

Critério da otimização
Os princípios jurídicos só admitem uma medida de consagração de o máximo que for
compatível com os restantes princípios.

Em relação aos princípios formais: tem de ser consagrada a máxima justiça que seja
compatível com a confiança e eficiência; a máxima confiança que seja compatível com a
eficiência e justiça; a máxima eficiência que seja compatível com a justiça e confiança

Em relação aos princípios materiais: também têm de ser consagrados na medida máxima
que for compatível com outros princípios materiais; destes podemos distinguir dois tipos:
- absolutos: não admitem
nenhuma exceção segundo outro
principio formal (ex.: princípio da
justiça)

Pode haver uma crítica aos princípios absolutos, como o princípio da não
discriminação, que pode ter uma exceção em relação à discriminação positiva.
Os princípios absolutos até podem ceder, desde que o princípio perante o qual este
cede recorre do mesmo princípio formal.

- relativos: admitem uma


exceção segundo outro principio
formal (ex.: principio da
autonomia privada, concretiza o
principio da eficiência, mas
admite exceções com base, por
exemplo, na justiça, justificada
pela proteção devida a
trabalhadores ou consumidores)

Princípios vs. regras


Há quem distinga os princípios das regras da seguinte forma:
- princípios têm “pesos” e “importâncias” diferentes, podendo ser aplicadas pelo juiz em
diferentes medidas
- regras jurídicas são totalmente aplicadas, ou não, pelo juiz

- os princípios podem conflituar entre eles, prevalecendo o principio com mais “peso”, mas
o outro não deixa de ser válido
- as regras que entram em conflito não podem ser todas válidas

Contudo, o professor Miguel Teixeira de Sousa não concorda com estas afirmações,
justificando, respetivamente:
- o critério do “tudo ou nada” não é exclusivo das regras jurídicas, pois há princípios que
também estão submetidos a esse critério (ex.: principio da não descriminação)

- a regras também podem conflituar entre elas sem que uma delas seja considerada
inválida, pois basta que se transforme uma delas numa regra especial (adaptam o regime
geral) ou excecional (definem um regime jurídico contrário ao que se encontra na regra
geral)

O que distingue?
Princípios- são estruturantes do ordenamento jurídico, são sempre valorativos, pois
permitem a produção de regras validas ou determinam como invalidas as regras que são
conflituantes com eles; ponderação

Os princípios podem ser abertos (18º nº2 CRP) ou fechados (24º nº2 CRP).

Regras- são sempre concretizações dos princípios (instrumentais) e podem não ser
valorativas; subsunção

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