Pastoral Comunicacao
Pastoral Comunicacao
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
: Tarcísio Abi
ISFIT, 2025
ÍNDICE
INTRODUÇÃO .............................................................................................................. iii
CAPÍTULO I: NOÇÕES GERAIS ............................................................................... 1
1.1. PASTORAL .................................................................................................................. 1
[Link]ÇÃO ........................................................................................................... 1
1.3. PASTORAL DA COMUNICAÇÃO ................................................................................... 1
CAPÍTULO II: PASTORAL DA COMUNICAÇÃO................................................. 3
2.1. FUNDAMENTOS .......................................................................................................... 3
2.1.1. Sagrada Escritura .............................................................................................. 3
2.1.2 Magistério ........................................................................................................... 3
CAPÍTULO III: MEIOS DA COMUNICAÇÃO SOCIAL NA IGREJA ................ 5
3.1 COMUNICAÇÃO SOCIAL ............................................................................................. 5
3.2 DESTINATÁRIOS ......................................................................................................... 6
3.2.1 Sociedade ............................................................................................................ 7
3.2.2 Família ............................................................................................................... 13
3.3 O RISCO DA TECNOLOGIA ......................................................................................... 14
3.3.1 Consumerismo................................................................................................... 14
3.3.2 Individualismo................................................................................................... 15
3.3.3 Perdição da Cultura ......................................................................................... 17
3.3.4 A vulnerabilidade ............................................................................................. 18
3.4 SOLUÇÕES PRÁTICAS ................................................................................................. 19
3.4.1 Pensar ................................................................................................................. 19
3.4.2 Uso correcto ....................................................................................................... 20
3.4.3 Técnica ............................................................................................................... 22
3.4.4 Coração/consciência.......................................................................................... 22
CONCLUSÃO ..................................................................................................................
REFERÊNCIA ..................................................................................................................
INTRODUÇÃO
O mundo de hoje está no avanço do tempo que se chama era da globalização. Por
isso, leva o benefício e desafio que provocam as questões humanas e as reflexões
fundamentais para viver como uma realidade concreta como seres humanos e cristãos
como Zygmunt Bauman escreveu na sua obra A Perda da Sensibilidade e Modernidade
Líquida, ele afirmou que: “onde existe a on-line, alí está” (2014). Portanto, Papa
Francisco também afirmou que, «a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos
vizinhos, mas não nos faz irmãos»1. Assim que, cada vez mais o avanço da
modernização, a sociedade entra na consumerismo, de prazer e da celebridade para fins
do prestígio social, poder, economia ou seja negócio.
Através dos problemas acima citados, pretendo este trabalho cujo título
“PASTORAL DA COMUNICAÇÃO”. Portanto, queremos aprofundar a busca da boa
comunicação como assunto pastoral prático na realidade e desafios perante
evangelização.
1
Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate (29 de junho de 2009), 19: AAS 101 (2009), 655, em
FRANCISCO, Fratelli Tutti, no 12.
1
CAPÍTULO I
NOÇÕES GERAIS
1.1. PASTORAL
1.2. COMUNICAÇÃO
1
APRESENTAÇÃO PASTORAL DA COMUNICAÇÃO, DIOCESE DE LUZ, Disponível em:
[Link] Em dia 1 de agosto de 2025.
2
VIDA PASTORA, A IGREJA E A COMUNICAÇÃO: DESAFIOS DO AMBIENTE DIGITAL, São Paulo, 2011,
p. 4.
2
3
CNBB. Paróquia em Comunicação: Como iniciar a Pastoral da Comunicação na Comunidade Paroquial.
São Paulo/SP: Paulinas, 1997. (Equipe de Reflexão - Setor de Comunicação Social da CNBB), p. 42.
3
CAPÍTULO II
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO
2.1 FUNDAMENTOS
2.1.1 Sagrada Escritura
2.1.2 Magistério
[…] com ajuda de Deus, das coisas criadas, a santa Igreja acolhe e fomenta aqueles que dizem
respeito, antes de mais, facilmente ao espírito humano e abriram novos caminhos para
comunicar facilmente notícias, ideias e ordens. A Igreja, pois, compete o direito nativo de usar
e de possuir toda a espécie destes meios, enquanto são necessários ou úteis à educação cristã e
a toda a sua obra de salvação das almas; compete, porém, aos sagrados pastores e dever de
instuir e de dirigir os fiéis de modo que estes, servindo-se dos ditos meios, alcancem a sua
própria salvação e perfeição, assim como a de todo o género humano (IM no 3).
Por isso, a Igreja como Mãe e Mestre continua enfatizar aos cristãos que os quaisquer
meios das comunicações sociais são oportunidades de utilizar para comunicar e de relacionar
como humanidade. E atenção como instrumentalizar-se com estes através da perdição da
consciência ou coração. É necessário de testemunhar e levar as salvação e perfeição.
5
CAPÍTULO III
As tecnologias têm mudado o processo de produção não apenas de mercadorias, mas também
de serviços. Esse fenômeno abarca os profissionais que atuam no processo educativo em
diferentes níveis de escolas e instituições de educação, além de outras funções de ensino,
pesquisa, gestão e extensão, o que resulta de uma significativa influência da tecnologia cada
vez mais onipresente em variados contextos, sobretudo os educacionais7.
Andrew Feenberg defendeu que a tecnologia não é uma ferramenta neutra teoria
instrumental nem o poder autónoma da teoria substantiva, mas é tão social como qualquer
outra instituição. Com isso, toda solução técnica – artefato, dispositivo, sistema – nunca é
puramente instrumental, pois incorpora, sempre, valores éticos e políticos8. Portanto, a
tecnologia não é simplesmente um objecto mas encarna nos valores humanos quando utilizam
no dia-á-dia nas atividades. A tecnologia invade e possa mudar a realidade da vida tanto na
4
CUPANI, Alberto, Filosofia da Tecnologia: Um convite, 3a ed., editora UFSC, Santa Catarina, 2016, p. 14.
5
Cfr. QUADROS PESSOA CAVALCANTE, Jouberto de, A Sociedade, a Tecnologia e seus impactos nos
meios de produção: uma discussão sobre o desemprego tecnológico, São Paulo, 2020. Disponível em:
[Link] Acesso no dia 11 de Abril de 2023.
6
MARCUSE; HABERMAS – Duas críticas da tecnologia (FEENBERG, 1996), “FEENBERG, Andrew, A
Teoria Crítica de Andrew Feenberg: A Racionalização Democrática, Poder e Tecnologia”, UnB, Brasília,
2013, p. 18.
7
BRASÃO DOS REIS, Mauricio, Op. Cit., 2021, p. 13.
8
Cfr. WALLAS DA SILVA SOUSA, André, Filosofia da Tecnologia de Andrew Feenberg, “Polymatheia
Revista de Filosofia”, Fortaleza, Jun. 2022, vol. 15-Número 1. Disponível em: [Link]
Acesso no dia 17 de Março de 2023.
6
3.2 DESTINATÁRIOS
Por isso, nas relações sociais, a manifestação do uso da tecnologia traz com o meio do
controlo e da dominação dos poderosos ou dos ricos como acrescentou Erich Fromm: “O
próprio progresso tecnológico criou perigos ecológicos e os ricos de uma Guerra nuclear,
podendo qualquer um deles, ou ambos, pôr fim a toda civilização e a qualquer possibilidade
de vida”12. Mas também o Papa Francisco disse no mundo de hoje que sofreu no mau uso da
tecnologia que “a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz
irmãos”13. E acressentou que,
o avanço deste globalismo favorece normalmente a identidade dos mais fortes que se
protegem a si mesmos, mas procura dissolver as identidades das regiões mais frágeis e pobres,
tornado-as mais vulneráveis e dependents. Desta forma, a política torna-se cada vez mais
frágil perante os poderes económicos transnacionais que aplicam o lema (divide e reinarás)14.
9
FRIGOTTO, Gaudêncio, Tecnologia, “Dicionário Educação Profissional em Saúde”, Brasil, 2009. Disponível
em: [Link] Acesso no dia 16 de Março de 2023.
10
Ibid.
11
BRASÃO DOS REIS, Mauricio, Op. Cit., 2021, p. 36.
12
FROMM, Erich, Ter e Ser?, tit. org. (To Have or To Be?), trad. Isabel Fraga, 2a ed., Editorial Presença,
Lisboa, 2002, p. 14.
13
FRANCISCO, Carta Encíclica, Fratelli Tutti sobre a Fraternidade Humanidade e Amizade Social (3 de
Outubro de 2020), Paulus, Libreria Editrice Vaticana, 2020, no 12.
14
Ibid.
7
Por isso, a novas formas da tecnologia como invasão cultural e exploram os pobres
através das promoções mercadorias e entre as outras escondem as realidades de vidas como
as representações falsas e ilusórias na virtualização como disse Gui Debord:
Por isso, para não cair na falsas e ilusórias, Feenberg aconselhou que “a filosofia da
tecnologia pertence à autoconsciência de uma sociedade como a nossa. Ela nos ensina a
refletir sobre o que tomamos garantido, especificamente a modernidade racional” 16.
3.2.1 Sociedade
De fato, objetos tecnológicos são também políticos, sociais e culturais, pois traduzem
interesses e desejos pessoais e coletivos. A partir dessa temática, carregamos o significado do
funcionamento dos objetos da técnica e de uma consequente democratização da tecnologia 18.
Porém, “sem nenhuma dúvida, a tecnologia moderna tem contribuído para a administração
autoritária, mas em um contexto social diferente, poderia muito bem ser operacionalizada
democraticamente”19.
15
DEBORD, Guy, A Sociedade do Espetáculo: Comentário sobre a sociedade do espetáculo, trad. Estela dos
Santos Abreu, Edição Gallimard, Rio de Janeiro, 1997, pp. 46-47.
16
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, p. 52.
17
Ibid., p. 45.
18
Ibid., p. 85.
19
Ibid., p. 70.
8
a cidade é um lugar de símbolos, e continua sendo mesmo com as inovações que com o tempo
vão aparecendo, onde todos os espaços possuem mais de um simples atributo, tudo seus
significativos. As luzes não meramente iluminam, mas priorizam certos locais e a
publicidades definem modas e valores. Significa dizer que a cidade se traduz em
comunicação, e atualmente a revolução tecnológica multiplicou as possibilidades da
comunicação urbana. É um fato bastante notório que uma nova linguagem vem acontecendo
20
nas cidades, a qual permite a comunicação dos cidadãos com a própria cidade .
Portanto, a cidade ser um único símbolo com as suas mudanças modernas através da
sua tecnologia, economia e a educação. A era tecnológica é universal, mas encontra e
concentra somenta na cidade e desenvolve, contamina também para as áreas rurais. Com
estes avanços que todos nós sabemos que agora a nossa cidade ou capital também moderna
na parte da tecnologia, isso atrae as pessoas das rurais vêem para procurar as coisas mais
novas tanto na economia, educação e outras mais, e também as coisas que eles necessitam.
Por isso, “a utilização de novas tecnologias que vêem mudando a forma que os espaços se
organizam”21. Na verdade, com a presença da tecnologia, muda muitas coisas e até que muda
também a menatalidade humana, através das suas características, linguagem, gestos e mais
outros. É o fato que vimos, as tecnologias podem oferecer inúmeras oportunidades 22, tais
como vigiar para outro mundo, conhecer novas pessoas e o seu mundo, este com a presença
da tecnologia. Com esses avanços da tecnologia que todo mundo sentem, será que Timor-
Leste também sentem estes avanços tecnológicos? Será que Timor-Leste entra na era
modernidade?
vários grandes centros urbanos do mundo23. Com esta realidade, traz um sinal da “invasão
cultural” que aranca a vida e o espírito de uma sociedade na sua terra a fim de entrar na caixa
do esvaziamento do seu ser e a essência ou seja, como Papa Francisco disse
as novas formas da colonização. Não nos esqueçamos de que «os povos que alienam a sua
tradição e - por mania imitativa, violência imposta, imperdoável negligência ou apatia –
toleram que se roube a alma, perdem, juntamente com a própria fisionomia espiritual, a sua
consistência moral e, por fim, a independência ideológica, económica e políticas»24.
Portanto, uma nova formas de vida como uma crise da identidade que é preciso uma
capacidade de discenir perante esta apresentação como porque a sua ideia de Giddens A
Modernidade como Cultura do Risco. Portanto, as mudanças e construções de várias formas
de aspetos trazem o determinismo tecnológico por fim, “as alterações sobredeterminadas pela
cultura do automóvel também ocorrem no desenho e projeto da maioria das infraestruturas
urbanas. Porém, os desvios negativos de criação do objeto não se explicitam no senso comum
[…]”25. Porém, a consequência disso, leva a perdição de sensibilidade humana e torna-se a
vida materialista.
Perante esta ideia, Erich Fromm aconselhou que: “O modo ter, que estamos a tratar,
parece nos ainda necessários outra classificação: as da função do ter existencial, pois a
existência humana requer que tenhamos, guardemos, cuidemos e usemos certas coisas ligadas
à nossa sobrevivência”26. Por fim, a sobrevivência é importante para compartilhar e suportar
uns aos outros para contruir uma esperança de vida como natureza do ser em relação como
Papa Francisco acrescentou sobre isso: “Ninguém pode enfrentar a vida isoladamente […];
precisamos duma comunidade que nos apoie, que nos auxilie e dentro da qual nos ajudemos
mutuamente a olhar a frente. Como é importante sonhar juntos!”27
neste tempo que ocorre o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa
reflexão só pode partir do coração humano. Somente dotanto-nos dum olhar espiritual, apenas
recuperando uma sabedoria do coração é poderemos ler e interpretar a novidade do nosso
tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana. O coração,
entendido biblicamente como sede da liberdade e das decisões mais importantes da vida, é
símbolo de integridade e de unidade, mas evoca também os afetos, os desejos, os sonhos, e
sobretudo é o lugar interior do encontro com Deus. Por isso a sabedoria do coração é a virtude
23
Cosmoplita | Michaelis On-line-UOL, Disponível em [Link] acesso no dia 16 de
Outubro de 2023, em Fatumeta, Díli, Timor-Leste, às 21:07htl.
24
FRANCISCO, Carta Encíclica, Op. Cit., 2020, no 14.
25
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, p. 18
26
FROMM, Erich, Op. Cit., 2002, p. 87.
27
FRANCISCO, Carta Encíclica, Op. Cit., 2020, no 8.
10
que nos permite combinar o todo com partes, as decisões com as suas consequências, as
grandezas com as fragilidades, passando com o futuro, e eu com o nós28.
28
FRANCISCO, “MENSAGEM PARA O LVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS sobre
Inteligência Artificial e Sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana”, publicou no dia
24 de janeiro de 2024.
29
ANTES SCHWEDE, Matheus; FELZKE SCHONARDIE, Elenise; DE OLIVEIRA FORNASIER, Mateus, O
Impacto das Novas Tecnologias no Espaço Urbano e as Cidades Inteligentes Frente aos Riscos do
Neoliberalismo, Santa Rosa, Panambi, 2021, Disponível em:
[Link] acesso no
dia 18 de Setembro de 2023 em Fatumeta, Díli, Timor-Leste, às 22:15 htl.
11
O desenvolvimento que a cidade, oferece somente a pessoa que estão na cidade que
ter acessibilidades mas nas áreas ruais continuam a sofrer por causa ainda falta com estes
densenvolvimento de modo especial na rede de comunicação, economia e educação. Com
este desenvolvimento, não somente a ruralização que sofrem com este avanço mas tembém a
cidade, devido aos avanços tecnologias, as cidades começaram a sofrer importantes
mudanças, tanto na forma de viver, como na própria forma de exercer a cidadania30. Por isso,
cada vez mais a cidade esteja desenvolvida muito menos o desenvolvimento nas áreas rurais
porque falta uma administração, gestão ou boa governação dos políticos como Papa
Francisco disse:
Uma maneira fácil de dominar alguém é destruir-lhe a autoestima. Por detrás destas
tendências que visam uniformizar o mundo, afloram interesses de poder que se aproveitam da
baixa autoestima, ao mesmo tempo que, através dos media e das redes, procuram criar uma
nova cultura ao serviço dos mais poderosos. Disto tiram vantage o oportunismo da
especulação financeira e a exploração, onde aqueles que sempre ficam a perder são os pobres.
Por outro lado, ignorar a cultura dum povo faz com que muitos líderes políticos não sejam
capazes de promover um projeto eficaz que possa ser livremente assumido e sustentado ao
longo do tempo”31.
Então podemos dizer que a cidade já tinha este avanço mas havia o sofrimento,
quanto mais na rural havia grande sofrimento. Com este sofrimento como mestra da vida para
ter a coragem de desenvolver, potanto, a ruralização exige este assunto para desenvolver.
Problema que nossa sociedade Timor-Leste enfrenta na rural é que falta de rede comunição
suficiente, acessibilildades na parte da economia como mercadoria e educação. Por isso, que
ou não que a comunidade rural procura de tal maneira para resolver esta necessidade.
30
Ibid.,
31
FRANCISCO, Carta Encíclica, Op. Cit., 2020, no 52.
32
MARCONDES FILHO, Ciro, Dicionário da Comunicação (Org.), 2a edição, revista ampliada, São Paulo,
Paulus, 2009, p. 33.
12
A sociedade agora quando vive sem tecnologia, isto como o homem que não vive no
mundo, e também como Don Ihde afirma que a sociedade vive sem tecnologia, “claramente,
em qualquer sentido empírico ou história eles de fato não podem”34. Certamente, vimos que a
sociedade quando tinha um encontro ou sentar com as outras pessoas eles não deixam a
tecnologia de modo especial como o telemóvel, e mais pior é que, sentar com as colegas mas
falam com outras pessoas, isto é que o costume ou uma doença que afetam todas as pessoas
no mundo atual. Este costume como a expresão popular que disse together but alone significa
conjunto, mas está sozinho, e também como o Papa Francisco na sua Encíclica Fratelli Tutti
disse que, “a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não faz irmãos”35.
Realidade assim, cada qual preocupa com o seu telemóvel, não preocupa os que estão ao
lado, têm ou não, estava com fome, miséria, mas não preocupem nada e muito mais sente esta
33
Cfr. OS IMPACTOS DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NAS ATIVIDADES DA PASTORAL DA
COMUNICAÇÃO, Disponível em [Link] publicou no dia 29 de junho de 2020.
34
IHDE, Don, Tecnologia e o Mundo da Vida: do Jardim à Terra, tit. Org. (Technology and the Lifeworld: from
Gardem to Earth), trad. Mauricio Fernando Bozatski, UFFS editor, Santa Catarina, 2017, p. 29.
35
FRANCISCO, Carta Encíclica, Op. Cit., 2020, n0 . 12.
13
realidade como uma felicidade. A nossa sociedade agora esta vinculado com esta situação de
avanços tecnológicos, sentem com a presença modernidade da tecnologia, e a sociedade
agora ama muito esse tecnologia do que a si próprio. Papa Francisco afirmou que,
também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente
humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o
coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes
sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem
também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos36.
De outra parte, não se pode negar que, por trás das tecnologias digitais, se encontram,
em larga escala, interesses econômicos que cotidianamente têm comprometido sobretudo as
pessoas mais simples que compõem a pastoral digital na Igreja. Nesse sentido, é valioso citar
o entendimento do papa Francisco, quando diz: “Não se deve esquecer que há interesses
econômicos gigantescos que operam no mundo digital, capazes de realizar formas de controle
que são tão sutis quanto invasivas, criando mecanismos de manipulação das consciências e do
processo democrático” (FRANCISCO, 2019, n. 8). Francisco se refere à questão dos
algoritmos e sua capacidade de prever comportamentos e modos de pensar, criando “bolhas”
de pensamento cujos efeitos se desdobram na erosão gradual do processo democrático.
3.2.2 Família
36
FRANCISCO, MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O 50º DIA MUNDIAL
DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS Sobre «Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo», publicou
no dia 8 de Maio de 2016, disponível em
[Link] papa-
francesco_20160124_messaggio-[Link]
14
ompartilhar a oração diária, a leitura da Palavra de Deus e a comunhão eucarística, para fazer
crescer o amor e tornar-se cada vez mais um templo onde habita o Espírito”37.
A volta deste assunto, como sabemos Anthony Giddes na sua obra A Modernidade é a
cultura do risco. Portanto, Feenberg destacou dois assuntos como fundamentação seja como
uma pista para a reflexão crítica no uso da tecnologia como instrumentalismo e
determinismo. Apartir destes assuntos Feenberg disse: “na medida em que tal sociedade tem
base tecnológica, os problemas que surgem nesse questionamento referem-se ao campo da
filosofia da tecnologia. Precisamos nos entender hoje no meio da tecnologia e o
conhecimento propriamente técnico não pode nos ajudar”38. E acrescentou que, “os meios
técnicos apesar de todos os desastres, continuam supostamente seguros. Esta vertente foi
elaborada pela reflexão filosófica sob a perspectiva do instrumentalismo como relação
marcante com o fenômeno técnico”39.
Por isso, o Feenberg declara que “o regime de regulação mercatório ou utilitário adota
a forma histórica do mercado capitalista dominante – e assim exclui as demais de base
societária ou comunitária”41. Esta realidade pela consquência da felicidade ilimitada ou seja
prazer e despreza os outros como Erich Fromm afirma: “A Sociedade Industrial despreza a
Natureza – assim como todas as coisas que não são máquinas e as pessoas que não as
fabricam […]. As pessoas são hoje atraídas para a mecânica, a máquina ponderosa, o vazio e
37
FRANCISCO, Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Amoris Laetiti,(19 de março de 2016), TIPOGRAFIA
VATICANA, 2016, no. 29.
38
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, pp. 51-52.
39
Ibid., p. 7.
40
FROMM, Erich, Op. Cit., 2002, pp. 172-173.
41
FEENBERG, Andrew, Loc., Cit., 2013.
15
cada vez mais para a destruição42. Portanto, esta questão, hoje em dia, por causa do consumo
demasiado das coisas modernas ou tecnológicas, a humanidade perde a sua reflexão e sentido
do ser social porque a falta de compartilhar e amar com a honestidade como Feenberg afirma:
“Dizemos que a tecnologia é neutra, o que significa que não há preferência entre os vários
usos possíveis a que possa ser posta. Essa é a filosofia instrumentalista da tecnologia, que é
um tipo de produto espontâneo de nossa civilização, irrefletidamente assumida pela maioria
das pessoas43. No fim desta questão, o Erich Fromm incentiva que:
A necessidade de dar e partilhar e a disponibilidade para fazer sacrifícios pelos outros podem
ainda encontrar-se entre os elementos de certas profissões […]. O objetivo de ajudar e
sacrificar-se é elevado a cabo por muitos, se não pela maioria, por bajulação […]. A
manifestação do desejo de dar está patente nas pessoas que amam genuinamente «falso amor»,
isto é, a partilha de egoism mútuos torna as pessoas mais egoístas (e esta é uma situação muito
comum). O amor genuíno aumenta a capacidade de amar e dar aos outros. O verdadeiro
amante ama o mundo inteiro através por determinada pessoa44.
3.3.2 Individualismo
Por esta questão, o Feenberg apresenta a sua ideia de que a tecnologia criar as novas
formas potenciais com liberdade mas trazem a ilusão porque a falta de capacidade e
maturidade de utilizar e considera a tecnologia como uma coisa surpreendente para competir
com as outras. Assim que Feenberg disse:
A perspectiva adota o ponto de vista de que a tecnologia é uma negação da essência humana
de cada uma e da sociedade. A manipulação de outros sujeitos pela tecnologia aniquila o
nosso potencial de criar e elaborar livremente. Este impedimento do sujeito social decorre de a
42
FROMM, Erich, Op. Cit., 2002, p. 19.
43
FEENBERG, Andrew, Loc., Cit., 2013.
44
FROMM, Erich, Op. Cit., 2002, pp. 103-104.
45
FRANCISCO, Carta Encíclica, Op. Cit., 2020, n0 28.
16
a pastoral digital desdobra-se no âmbito da rede, sobre a rede e a partir da rede. Dessa
maneira, cabe perceber que esse novo ambiente, que desponta, sobretudo, no século XXI,
constitui não apenas um lugar onde as pessoas se comunicam, mas também um espaço onde
os internautas habitam, convivem e crescem juntos, em um novo modo de viver48.
Daí resulta que a nossa ação pastoral, como Igreja, precisa estar articulada com esse
novo horizonte. Faz-se necessário rever nossas formas de evangelizar; indagar-nos por que
estamos perdendo tantos fiéis ou, ainda, quais os meios eficazes de evangelização
concernentes ao século XXI. O Papa Francisco alerta sobre essa problemática com seguintes
palavras:
Vivemos de uma prática pastoral secular, em que a Igreja era o único ponto de referência da
cultura. […] Mas não estamos mais nessa época. Ela passou. Não estamos na cristandade, não
mais. Hoje, não somos mais os únicos que produzem cultura, nem os primeiros, nem os mais
ouvidos. Precisamos, portanto, de uma mudança de mentalidade pastoral (FRANCISCO,
2014)49.
Os desafios inerentes a esse processo de inculturação digital são cada vez mais
determinantes. Por exemplo, quando se anuncia que a celebração litúrgica irá acontecer,
naturalmente as pessoas já perguntam: “Qual será o link da transmissão? Poderia enviar-me
antes de começar a santa missa?” Em outras palavras, parece que estamos perdendo o
cuidado, a devoção e a piedade perante o culto cristão. Nesse sentido, observamos que a
46
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, p. 11.
47
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, pp. 59-60.
48
FELIX, Leônidas Inácio, “A Importância da relação entre a pastoral e a cultura digital contemporânea”,
publicado em março-abril de 2024, disponível em [Link]
49
FRANCISCO, Discurso aos participantes no Congresso Internacional de Pastoral das Grandes Cidades.
[Vaticano]: Libreria Editrice Vaticana, 2014. Disponível em [Link]
es/francesco_20141127_pastorale-[Link].
17
participação presencial está diminuindo cotidianamente. Além disso, fica a pergunta: será que
aquela pessoa que está observando a liturgia apenas através da tela está participando do
momento celebrativo? Em contrapartida, quando se fala de um acompanhamento pessoal e
espiritual, aí, sim, talvez seja mais compreensível a superação da distância por meio da
modalidade on-line ao vivo. Recorremos ao seguinte argumento: “O acompanhamento
espiritual do fiel não precisa mais ter hora marcada com o sacerdote ou religioso, pois agora
pode ser feito a qualquer momento, em casa, no horário de trabalho, ou mesmo em trânsito. O
sistema se encarrega de mediar essa conversação, apesar dos tempos off-line da vida
cotidiana” (SBARDELOTTO, 2012, p. 315)50.
A cultura como fornas de estruturas sociais que caracterizam uma sociedade e fazem a
diferenciação com outra sociedade. Por isso, partindo o conceito do Feenberg, explicou que,
Portanto, o Feenberg sugeriu que é necessário que a cultura como uma parte mais
importante para utilizar a razão para vivenciar na tecnologia com os outros na nossa
cotidianeidade. Por isso Feenberg disse:
Esta cultura é claramente útil, em todos seus pormenores, no sentido do que o Iluminsmo
exigiu; contudo, está agora abrangendo questões maiores, que podem ser propostas como um
todo, por seu valor e viabilidade. Podemos julgar isso como mais ou menos digno, mais ou
menos eticamente justificado, mais ou menos completo. A modernidade autoriza a si mesma e
até exige tal julgamento. Foi assim que aconteceu. Agora nos movemos para além da
utilidade, no sentido estrito da pergunta quanto ao tipo de mundo e ao modo de vida que
emerge em uma sociedade moderna.52
No entanto, perante a modernidade nos exigiu cada vez mais uma adaptação mas
temos a atenção da perdição da nossa identidade cultural. Para isso, o autor acentua: “a
filosofia começa por interpretar o mundo a partir do fato fundamental de que a humanidade é
constituída de um tipo de animal que trabalha constantemente para transformar a natureza”53.
E a filosofia ajuda como sair de si e entrar com a reflexão no mundo tecnológico sem o
50
FELIX, Leônidas Inácio, “A Importância da relação entre a pastoral e a cultura digital contemporânea”, Loc.,
Cit.
51
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, p. 51.
52
Ibid., p. 51.
53
Ibid., p. 52.
18
esquecimento do ser como uma esperança da filosofia como confessou o próprio autor
Feenberg: “espero que essa diferença seja um ponto de partida para uma reflexão original
sobre a tecnologia. Vejamos agora a perspectiva histórica de suas origens”54. Por isso, é
necessário ver as ambas com a reflexão e a consciência história de origens de que a história
da tecnologia é um resultado que produz através da capacidade produtiva da humanidade
como o produto ou criação (poiesis) e a humanidade é o autor da sua própria história como
ser em relação familiar como fonte do encontro, partilha, amizade, amor e a felicidade.
Através deste ponto de vista, nos ajuda para ver o mundo com a esperança como um viajante
que ter a coragem de levantar a cabeça para ver a horizonte da vida sem esqueçer e perder o
sentido da vida e o seu sonho como homem cultural de um povo e de uma pátria.
3.3.4 A vulnerabilidade
Perante a vulnerabilidade, traz uma quebra e criou os desafios da vida tanto família e
sociedade. O Feenberg dá atenção de que “as escolhas estão abertas para nós e situadas em
nível mais alto que o instrumental. Não podemos concordar com o instrumentalista quando
afirma que as “armas não matam as pessoas, senão, as pessoas é que matam as pessoas” 55. E
acrescentou mais de que “uma vez que uma sociedade assuma o caminho do
desenvolvimento tecnológico, será transformada inexoravelmente em uma sociedade
tecnológica, um tipo específico de sociedade dedicada a valores tais como a eficiência e o
poder.
54
Ibid.
55
Ibid., p. 63.
56
Ibid., p. 60.
57
Ibid., p. 58.
19
aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder
expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é
comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem
animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de
Deus. Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão.
Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para
tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que
Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e
irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado;
aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a
«centelha» que os vivifica58.
Na filosofia é muito importante na vida é precisa questionar por isso, ele disse uma
célebre expressão que “o homem que deseja viver bem deve viver, sempre, segundo a
razão”60. Portanto, é necessário que o homem tem a consciência de utilizar a sua razão para
orientar a sua vida. Na filosofia, define que o homem é animal mas sim, animal racional por
isso, a razão humana que mostra o homem é diferentes com outras animais. O filósofo da
tecnologia, não somos somente o que fazemos, como também o que usamos. Além disso,
somos o reflexo dessas tecnologias, ou seja, fazemos e usamos muitas delas que, por sua vez,
são primordiais e possuem presença assídua, até mesmo em parte de nossa cultura, a exemplo
do smartphone61.
58
FRANCISCO, MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO PARA O 50º DIA
MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS Sobre «Comunicação e Misericórdia: um encontro
fecundo», publicou no dia 8 de Maio de 2016, disponível em
[Link] papa-
francesco_20160124_messaggio-[Link]
59
FELIX, Leônidas Inácio, “A Importância da relação entre a pastoral e a cultura digital contemporânea”, Op.,
Cit.
60
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario, Op. Cit., 2003, p. 218.
61
Cfr. BRASÃO DOS REIS, Mauricio, Op. Cit., 2021, p. 13.
20
Parece-nos difícil imaginar uma vida que não envolva pelo menos algumas
tecnologias, dispositivos ou implementos tecnológicos. Vivemos uma realidade em que
conceber a vida sem complexos sistemas tecnológicos de energia, produção de alimentos,
transmissão de dados, transporte, gerenciamento de resíduos, produção de bens e serviços,
entre outros parece inimaginável. Por conseguinte, a vida humana é mediada pela tecnologia,
de uma ponta à outra62.
Sem dúvida, os meios digitais contribuíram para intensificar esse novo jeito de
evangelizar, como fator presente na vida da Igreja, também entre os jovens, conforme afirma
o papa Francisco: “Em muitos países, a web e as redes sociais já constituem um lugar
indispensável para se alcançar e envolver os jovens nas próprias iniciativas e atividades
pastorais” (FRANCISCO, 2019, n. 87). Assim sendo, cumpre-nos abraçar com honestidade
esse modo inovador de transmitir a mensagem cristã, de modo que a Boa-nova possa alcançar
a vida de tantos irmãos e irmãs que precisam fazer a experiência com o Mestre, Jesus de
Nazaré63.
Assim que, o povo Timor-Leste já entrar numa nação mais jovem. Esta nação ainda
estava na fase da construção da vida e seu espírito como um povo perante pós-conflito e com
as suas infra-estruturas básicas para sustentabilidade. Portanto, perante a luta para o seu
desenvolvimento ao mesmo tempo encontra no seu caminho a mudança tecnológica como
corrente que ataca a vida deste povo. No entanto, a tecnologia torna-se um mundo que
envolve também a pequena ilha de Timor como uma nação. Perante um novo mundo para
além do mundo real, quem criou este mundo?
62
Ibid.
63
FELIX, Leônidas Inácio, “A Importância da relação entre a pastoral e a cultura digital contemporânea”,
publicado em março-abril de 2024, disponível em [Link]
21
alguns países economicamente bem-sucedidos são apresentados como modelos culturais para
os países pouco desenvolvidos, em vez de procurar que cada um cresça com o seu estilo
peculiar, desenvolvendo as suas capacidades de inovar a partir dos valores de sua própria
cultura. Esta nostalgia superficial e triste, que induz a copiar e comprar em vez de criar, gera
uma baixa autoestima nacional. Nos setores acomodados de muitos países pobres e as vezes
naqueles que conseguirem sair da pobreza, nota-se a incapacidade de acitar características e
processos próprios, caindo num desprezo da própria identidade cultural como se fosse a causa
de todos os seus males64.
64
FRANCISCO, Carta Encíclica, Op. Cit., 2020, n0 . 51.
65
FEENBERG, Andrew, Op. Cit., 2013, p. 51.
66
FELIX, Leônidas Inácio, “A Importância da relação entre a pastoral e a cultura digital contemporânea”, Op.,
Cit.
22
3.4.3 Técnica
neste tempo que ocorre o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa
reflexão só pode partir do coração humano. Somente dotanto-nos dum olhar espiritual, apenas
recuperando uma sabedoria do coração é poderemos ler e interpretar a novidade do nosso
tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana. O coração,
entendido biblicamente como sede da liberdade e das decisões mais importantes da vida, é
símbolo de integridade e de unidade, mas evoca também os afetos, os desejos, os sonhos, e
sobretudo é o lugar interior do encontro com Deus. Por isso a sabedoria do coração é a virtude
que nos permite combinar o todo com partes, as decisões com as suas consequências, as
grandezas com as fragilidades, passando com o futuro, e eu com o nós68.
Por isso, a técnica de utilizar os meios da comunicação e necessário de voltar cada vez
mais ao coração e comunicar de coração ao coração ou seja, partilhar a humanidade.
3.4.4 Coração/consciência
A tecnologia é uma das maiores fontes de poder nas sociedades modernas. Quando as decisões
que afetam nosso dia-a-dia são discutidas, a democracia política é inteiramente obscurecida
pelo enorme poder exercido pelos senhores dos sistemas técnicos: líderes de corporações,
militares e associações profissionais de grupos como médicos e engenheiros. Eles possuem
muito mais controle sobre os padrões de crescimento urbano, o desenho das habitações, dos
sistemas de transporte, a seleção das inovações, sobre nossa experiência como empregados,
pacientes e consumidores do que o conjunto de todas as instituições governamentais da
sociedade69.
Por outro lado, os utilizadores ou seja clientes, muitas vezes passaram muitos as suas
vidas no mundo tecnológico do que no real e não têm mais a empatia com os suas famílias e
os próximos que estão rodear aos seus lados de vida.
67
FRANCISCO, “MENSAGEM PARA O LVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS sobre
Inteligência Artificial e Sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana”, publicou no dia 24
de janeiro de 2024.
68
Ibid.
69
FEENBERG, Andrew, Loc. Cit., 2013.
23
Nesse sentido, é valioso citar o entendimento do papa Francisco, quando diz: “Não se
deve esquecer que há interesses econômicos gigantescos que operam no mundo digital,
capazes de realizar formas de controle que são tão sutis quanto invasivas, criando
mecanismos de manipulação das consciências e do processo democrático” (FRANCISCO,
2019, n. 8). Francisco se refere à questão dos algoritmos e sua capacidade de prever
comportamentos e modos de pensar, criando “bolhas” de pensamento cujos efeitos se
desdobram na erosão gradual do processo democrático70.
70
Cfr. FELIX, Leônidas Inácio, “A Importância da relação entre a pastoral e a cultura digital contemporânea”,
Op. Cit.
24
CONCLUSÃO
REFERÊNCIA
Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate 19: AAS 101 (2009), 655, em FRANCISCO,
Fratelli Tutti, no 12.
FRANCISCO, Carta Encíclica, Fratelli Tutti sobre a Fraternidade Humanidade e Amizade
Social (3
de Outubro de 2020), Paulus, Libreria Editrice Vaticana, 2020, no 12.
FRANCISCO, “MENSAGEM PARA O LVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES
SOCIAIS sobre Inteligência Artificial e Sabedoria do coração: para uma comunicação
plenamente humana”, publicou no dia 24 de janeiro de 2024.
FRANCISCO, Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Amoris Laetiti, (19 de março de 2016),
TIPOGRAFIA VATICANA, 2016
FRANCISCO, “MENSAGEM PARA O LVIII DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES
SOCIAIS sobre Inteligência Artificial e Sabedoria do coração: para uma comunicação
plenamente humana”, publicou no dia 24 de janeiro de 2024.
VIDA PASTORA, A IGREJA E A COMUNICAÇÃO: DESAFIOS DO AMBIENTE DIGITAL,
São Paulo, 2011
CNBB. Paróquia em Comunicação: Como iniciar a Pastoral da Comunicação na Comunidade
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Catarina, 2016
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Teoria Crítica de Andrew Feenberg: A Racionalização Democrática, Poder e
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FROMM, Erich, Ter e Ser? tit. org. (To Have or To Be?), trad. Isabel Fraga, 2a ed., Editorial
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de agosto de 2025.
26