Pcs-Ilhéus Produto Final
Pcs-Ilhéus Produto Final
REUTILIZÁVEIS E RECICLÁVEIS
PRODUTO 4
MICROALIANÇA PÚBLICO-PRIVADA ENTRE
A PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS
E AS ORGANIZAÇÕES DE CATADORES
DE MATERIAIS REUTILIZÁVEIS E RECICLÁVEIS
PRODUTO 4
Novembro 2012
2
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
BANCO INTERAMERICANO DE
INSTITUTO BRASILEIRO DE
DESENVOLVIMENTO / FUNDO
ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
MULTILATERAL DE INVESTIMENTOS
Alexandre Santos
Coordenador Geral da Unidade de
Gerenciamento do Programa Micro APP –
BID/FUMIN
COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO
EQUIPE TÉCNICA
URBANO DO ESTADO DA BAHIA
Andrea De Barros
PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHEUS Especialista em Gestão de Resíduos Sólidos
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................9
1. PREMISSAS ...................................................................................................................9
9. PLANO-PILOTO ...........................................................................................................49
LISTA DE ANEXOS
4
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
LISTA DE FIGURAS
5
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
LISTA DE TABELAS
6
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
7
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
8
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
APRESENTAÇÃO
Com base nos programas de coleta seletiva desenvolvidos na maioria dos Municípios
brasileiros, este Plano apresenta como estratégia de implantação três modelos
complementares, a coleta seletiva ponto a ponto junto a grandes geradores e instituições
públicas, a coleta seletiva porta a porta realizada por catadores e a coleta ponto a ponto em
locais de entrega voluntária.
Este estudo utiliza como referência o Projeto de Recuperação e Gestão do Aterro Sanitário
de Ilhéus1, informações coletadas em campo pela equipe do IBAM e o Termo de
Compromisso firmado entre a cooperativa de catadores COOLIMPA e a Prefeitura Municipal
de Ilhéus, que orienta e formaliza a implementação de ações emergenciais voltadas para a
desocupação do aterro pelos catadores e a operacionalização de galpão de triagem e
beneficiamento.
As orientações do Governo Federal para elaboração de planos de coleta seletiva foram
igualmente consideradas buscando assegurar que este documento esteja em consonância
com as diretrizes nacionais para a coleta seletiva2.
1. PREMISSAS
Os resíduos devem ser separados na fonte geradora em duas parcelas: resíduos secos e
úmidos. A parcela úmida deve ser encaminhada para coleta domiciliar ordinária nos dias e
horários determinados pela Prefeitura. A parcela de resíduos secos ou recicláveis deverá
ser encaminhada ao PCS-Ilhéus para possibilitar sua valoração evitando sua disposição no
aterro do Itariri e promovendo geração de trabalho e renda para os catadores organizados.
O PCS-Ilhéus será implantado em toda área urbana atendida pela coleta domiciliar
incorporando gradualmente a coleta seletiva de recicláveis gerados em grandes geradores,
órgãos públicos, locais de entrega voluntária (LEV) e residências, sempre com a
participação de catadoras e catadores organizados.
1
Projeto de Recuperação e Gestão do Aterro Sanitário de Ilhéus – Companhia de Desenvolvimento Urbano do
Estado da Bahia – CONDER – Fundação Escola Politécnica da Bahia FEP – março 2011.
2
Edital de Chamada Publica SRHU/MMA 001/2012, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente.
9
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
O programa está baseado em quatro eixos: (1) operacional (relacionado a coleta, triagem e
beneficiamento), (2) informação (para sensibilizar e informar a sociedade), (3) inclusão
social (para promover a inclusão produtiva dos catadores organizados) e (4) mercadológico
(para assegurar o escoamento do material beneficiado pelo setor de reciclagem na ótica da
logística reversa)3 , com a finalidade de alcançar resultados vantajosos para todos os
participantes.
O PCS-Ilhéus será implantado de forma a estar disponível regularmente para a população
urbana de Ilhéus, estimada em 155.300 habitantes4, podendo ser futuramente expandido de
forma eventual para a população rural.
3
CAMPOS; BRAGA; CARVALHO, 2002 apud MIDORI SUZUKI R. L.,Resimeire. Implantação de um programa
de coleta seletiva porta a porta com inclusão de catadores: estudo de caso em Londrina-PR. 2006. Tese
(Mestrado em Gestão e tratamento de resíduos sólidos) – Engenharia de Edificações e Saneamento,
Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, 2006.
4
IBGE Censo Demográfico 2010.
5
Dados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano
(SEDUR) em abril de 2012.
6
Projeto de Recuperação e Gestão do Aterro Sanitário de Ilhéus – Companhia de Desenvolvimento Urbano do
Estado da Bahia – CONDER – Fundação Escola Politécnica da Bahia FEP – março 2011.
10
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Como praticamente todo resíduo gerado no comércio é reciclável, optou-se por adotar o
peso específico deste resíduo, 31,52 kg/m3, como peso específico da parcela de resíduos
recicláveis gerados em Ilhéus por residências, hotéis e comércio.
Utilizando as informações da pesquisa de campo consideramos 29,03% a parcela passível
de ser reciclada, valor bem próximo de 30%, admitido como esperado para fração reciclável
no total de resíduos7, exceto matéria orgânica, e de 31,9%, segundo dados recentes do
Plano Nacional de Resíduos Sólidos8.
67,15% 10,40% 8,03% 4,06% 3,82% 2,82% 1,74% 0,93% 0,83% 0,22%
7
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009, Sistema Nacional
de Informações Sobre Saneamento SNIS.
8
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, Plano Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos – versão preliminar para
consulta pública 2011.
9
CONDER, Fundação Escola Politécnica da Bahia FEP – 2010.
11
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
O PCS-Ilhéus será organizado espacialmente por setores de coleta seletiva com frequência
semanal de atendimento. Como a frequência de coleta domiciliar na cidade de Ilhéus é
diária, os roteiros de coleta seletiva deverão percorrer logradouros onde está programada
também a coleta domiciliar. Caso os roteiros de coleta domiciliar passem a ser em dias
alternados deve-se ter o cuidado de executar a coleta seletiva em dia diferente ao da coleta
domiciliar.
2. CENÁRIOS DE IMPLANTAÇÃO
Norte 4,3
Sudoeste 6,6
Centro-Oeste 7,3
Sul 20
Fonte: SNIS, 2009.
10
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009, Sistema Nacional
de Informações Sobre Saneamento SNIS.
12
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
11
RUA, M. G. apud CAMPANI, D. B.; RAMOS, G. G. C. Indicadores Sócio-Ambentais para a Coleta Seletiva – O
Estado Da Arte -IX Seminário Nacional de Resíduos Sólidos – por uma gestão integrada e sustentável.
12
BRINGHENTI, Jacqueline Rogeria. Coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos: aspectos operacionais e
da participação da população. 2004. Tese (Doutorado em Saúde Ambiental) – Faculdade de Saúde Pública,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
13
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Os indicadores 1 até 5 da lista devem ser obtidos desde o primeiro momento para avaliar
operacionalmente o programa, aferir dados e ajustar as informações. Os demais indicadores
devem ser obtidos em um segundo momento para avaliar a sustentabilidade do programa.
Independente dos indicadores para avaliar a operação e sustentabilidade do Programa é
importante haver registro das quantidades de material separado no galpão de triagem e
beneficiamento, e comercializado por tipo. Também é interessante realizar periodicamente
análise da composição gravimétrica dos resíduos sólidos oferecendo informações
atualizadas de parcelas de material reciclável e peso específico dos resíduos. A
comparação entre as informações da análise gravimétrica e a quantidade de material por
tipo ajudará a perceber quais materiais estão alcançando maiores percentuais de
recuperação. Estes dados também serão relevantes quando da elaboração do Plano de
Negócios que deverá estar em estreita sintonia com o Plano Operacional de Coleta Seletiva.
Expressa a quantidade de recicláveis que deixaram de ser enviados à disposição final por
terem sido separados pelo PCS-Ilhéus. Para o cálculo deste indicador é interessante
apresentar um balanço de massa da central de triagem.
13
BRINGHENTI, Jacqueline Rogeria. Coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos: aspectos operacionais e
da participação da população. 2004. Tese (Doutorado em Saúde Ambiental) – Faculdade de Saúde Pública,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
14
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
O que realmente deixou de ser enviado à disposição final foi o material comercializado.
Quanto melhor for a qualidade do material reciclável, melhor será a sua comercialização e
menor será a quantidade sem mercado comprador. Se houver problemas na
comercialização existe o risco de material reciclável armazenado ser encaminhado para o
aterro e contabilizado como se fosse rejeito reduzindo o IRMR.
Expressa a quantidade de recicláveis coletados por hora e por quilômetro rodado dos
caminhões de coleta seletiva calculada a partir de registros diários do uso de cada viatura
com informações de tempo de coleta (h); extensão percorrida (km) e quantidade de material
transportado no caminhão expressa em volume (m3) ou peso (t). É preferível que a
quantidade de material transportado seja obtida por pesagem em balança, no entanto, na
falta desta, o volume deve ser anotado para estimativa de peso utilizando o peso específico
como referência.
15
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
O registro rotineiro das informações operacionais listadas nas Tabelas 3 e 4 será necessário
para o cálculo destes indicadores:
14
BRINGHENTI, J. R. Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Urbanos: Aspectos Operacionais e da
Participação da População – Tese de Doutorado USP –2004.
16
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
15
Exemplo de Diário de Viatura apresentado no Anexo II.
17
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Tempo de
Coleta (h)
extensão
percorrida
(Km)
Quantidade Quantidade
Coletada Coletada
Selet. em Selet. em
caminhão caminhão
(m3) (m3)
Quantidade Quantidade
Coletada Coletada
Seletivament Seletivamente
e em em caminhão
caminhão (t) (t)
Quantidade Quantidade
de lixo de lixo
destinado ao destinado ao
aterro (t) aterro (t)
Quantidade
Triada (t)
População
atendida
pelo
programa
(hab)
Custo de Custo de
transporte da transporte da
Coleta Coleta
Seletiva (R$) Seletiva (R$)
Custo da Custo da
Triagem (R$) Triagem (R$)
Receita
Apurada em
vendas (R$)
18
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Depois, utilizando a parcela passível de ser reciclada, 29,03%, podemos estimar a geração
diária de material reciclável em cada setor de coleta em toneladas.
Percorrendo a cidade de Ilhéus de Sul para Norte agrupamos os atuais setores de coleta
domiciliar e seus respectivos bairros em seis setores de coleta seletiva17 que deverão ser
atendidos semanalmente em uma rotina de segunda a sábado e serão referência para todas
as ações do PCS-Ilhéus.
A tabela de estimativas de geração de material reciclável indica o potencial de 34 toneladas
de geração diária de material reciclável na cidade de Ilhéus. No Cenário A seriam coletados
0,73t diariamente e 3,29 toneladas no Cenário B, estes pesos equivalem respectivamente a
160 e 730m3 de material reciclável coletado semanalmente.
16
CONDER/UMAH - Plano Diretor de Limpeza Urbana de Ilhéus. 1998.
17
Listagem de bairros no Anexo I.
19
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Estimativa de Estimativa de
peso de volume de
Identificação Estimativa Estimativa recicláveis recicláveis
de setores de resíduo parcela coletados coletados
População % 3
de coleta domiciliar reciclável (t/semana) (m /semana)
seletiva (t/semana) (t/semana)
Cenário Cenário Cenário Cenário
A B A B
Setor 1
Zona sul 43.495 29 240,5 69,8 1,5 6,8 47,6 214,4
(piloto)
Setor 2
6.005 4 33,2 9,6 0,2 0,9 6,6 29,6
Centro
Setor 3
42.191 28 233,3 67,7 1,5 6,6 46,2 207,9
Malhado
Setor 4
35.729 24 197,6 57,4 1,2 5,6 39,1 176,1
Teotônio Vilela
Setor 5
10.400 7 57,5 16,7 0,4 1,6 11,4 51,3
Industrial
Setor 6
Banco da 10.757 7 59,5 17,3 0,4 1,7 11,8 53,0
Vitoria
A população indicada em cada setor de coleta é a soma dos habitantes dos bairros
existentes no setor. A diferença no total de habitantes na Tabela 5 relativa ao apresentado
pelo IBGE, 155.300 habitantes na área urbana, pode ser explicada pelo fato de alguns
moradores viverem em locais que não são considerados pertencentes a algum dos 27
bairros do Município.
20
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Modelo 2 – Coleta Seletiva Porta a Porta com catadores, tendo como plano-piloto os
bairros da zona sul
Modelo 3 – Coleta Seletiva Ponto a Ponto em Locais de Entrega Voluntária (LEV)
tendo como área piloto os bairros da zona sul
Cada modelo pode ser organizado como uma etapa do PCS-Ilhéus onde seu tempo de
implantação dependerá do nível de participação e organização de todos os envolvidos,
principalmente da adesão dos geradores e da viabilização da infraestrutura necessária pela
Prefeitura Municipal de Ilhéus.
A Tabela 6 sugere um primeiro cronograma, considerando que para cada modelo a ser
implantado existem momentos com ênfase em planejamento (P); execução do planejamento
(E); avaliação da eficácia do que foi planejado (A) e revisão (R) da execução considerando o
que foi avaliado. Consolidados os três modelos é importante dar início a um novo ciclo de
trabalho como forma de garantir a contínua melhoria e modernização do PCS-Ilhéus.
5.1 Modelo 1 – Coleta Seletiva Ponto a Ponto para grandes geradores e instituições
públicas
Este modelo consiste em utilizar uma frota de veículos para coletar o material reciclável dos
grandes geradores cadastrados e transportar para o galpão de triagem e beneficiamento a
ser operado pela COOLIMPA. O Anexo III apresenta listagem de pontos de coleta seletiva
que deverão ser visitados desde o primeiro momento da implantação desta etapa do PCS-
Ilhéus.
Criada em 2010, a COOLIMPA, atualmente com 80 catadores associados, assinou com a
Prefeitura de Ilhéus Termo de Concessão e Uso por 20 anos de área de 5.809m2, nas
21
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Para atuar na coleta dos grandes geradores e órgãos públicos cadastrados é necessário
que o uso da frota de veículos do PCS-Ilhéus seja organizado por setores como forma de
criar nos usuários um sentimento de regularidade, importante para a confiança no serviço
prestado.
A cidade, dividida em seis setores, terá coleta seletiva semanal em dias programados
quando os veículos deverão percorrer roteiros predefinidos, realizando a coleta Ponto a
Ponto do material reciclado previamente separado e acondicionado, preferencialmente em
sacos plásticos de 200 litros ou recipientes padronizados, como bags. Cada ponto de coleta
deverá possuir registro histórico da quantidade de material reciclável retirado. Um Termo de
Doação será firmado entre o doador e a COOLIMPA para formalizar a relação.
Setor 2 – Centro X
Setor 3 – Malhado X
Setor 5 – Industrial X
associados. Posteriormente este modelo deve ser ampliado a outros setores da cidade,
como o Distrito Industrial, na região Norte e o bairro Cidade Nova, em área central da
cidade.
Viatura para coleta seletiva ponto a ponto
Caminhão
Diversos tipos de carroceria são usados nos caminhões que executam roteiros de coleta
seletiva. São encontrados caminhões com carrocerias especialmente projetadas para este
tipo de serviço, caminhões compactadores, carrocerias baú e até mesmo caminhões com
carrocerias híbridas juntando compartimentos com e sem compactação no mesmo chassi.
Para uso no PCS-Ilhéus, devido ao alto índice pluviométrico da região é aconselhável usar
carrocerias cobertas tipo baú ou gaiola com cobertura rígida. Opcionalmente poderá ser
usada carroceria de madeira adaptada com estrutura metálica formando gaiola desde que
possa receber lona de cobertura tipo rodoviário. Viaturas tipo baú proporcionam melhor
programação visual.
Em todos os casos é interessante haver ampla porta traseira, além de portas laterais para
facilitar carga, descarga e arrumação do material coletado. Em cada uma destas portas
deve haver escada de acesso. Na traseira do veículo é interessante haver plataforma para
transporte do coletor durante o percurso do roteiro. A Figura 4 apresenta um bom exemplo
destas recomendações.
Reboques
O uso de reboques rodoviários com caçamba apropriada para acondicionamento de material
reciclável é vantajoso para aumentar a capacidade de transporte da frota do PCS-Ilhéus
sem aumentar a quantidade de viaturas. Significa a possibilidade de aumento na capacidade
23
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
24
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Outra opção é o uso de reboque como Local de Entrega Voluntária em distritos fora da zona
urbana. Este ficaria estacionado no distrito recebendo voluntariamente material reciclável.
Com uma frequência previamente determinada uma viatura levaria um reboque vazio para o
distrito e voltaria com o reboque cheio.
Veículos leves
A cidade de Ilhéus possui bairros em morros que podem dificultar o transito de caminhões
de maior porte para realização da coleta seletiva. Para vencer dificuldades de acessos por
dimensão do logradouro e declive uma opção é o uso de veículos leves, tipo furgão com
carroceria metálica.
Atuando com o conceito de “equipamento satélite” estes veículos trabalham orbitando
próximos a um caminhão de maior porte. O veículo realiza coleta em locais de acesso mais
difícil e transporta o material para o caminhão que está realizando coleta em logradouros
mais favoráveis a sua manobra.
25
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Tratores
Outra opção para trabalho em locais de difícil transito para caminhões de maior porte, ou
ainda de precária pavimentação, é o uso de tratores como o Trator Agrale 4230.4 Cargo
Compactador com 3m3 de capacidade de carga. Com valor estimado em R$ 75 mil, estes
tratores podem tracionar reboques contribuindo para seu manejo ou atuar como veículos
“satélites”, da mesma forma que os veículos leves.
Neste modelo deve-se analisar qual a melhor opção para organização dos catadores
autônomos de rua: a ampliação da COOLIMPA para agregar esses catadores ou a criação
de uma segunda cooperativa para executar coleta porta a porta, triagem, beneficiamento e
comercialização.
26
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
De qualquer forma caberá aos próprios catadores a decisão sobre a melhor forma de
organização e formalização dos trabalhos.
27
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Carrinhos de coleta
Embora exigindo o esforço físico do catador, o uso de carrinhos é o mais simples e barato
em um cenário de implantação do PCS-Ilhéus.
O carrinho deve ser projetado ergometricamente para transporte não superior a 6m3,
com alças que facilitem a manobra, três ou quatro rodas para garantir equilíbrio e
diminuição no esforço do catador, e com programação visual que favoreça a
comunicação com os moradores e identificação do condutor.
28
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Tratores
18
http://portalamazonia.globo.com/new-structure/view/scripts/noticias/noticia.php?id=93910.
19
http://www.vivatenis.com.br/noticias/visualizar.asp?Cod=3182
29
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Como os triciclos motorizados o uso de tratores deve ser considerado como eventual
expansão na frota de coleta seletiva quando o PCS-Ilhéus estiver consolidado. Lembrando,
no entanto, que o custo de aquisição do Trator Agrale 4230.4 Cargo Compactador é de R$
75 mil.
Cada uma destas cooperativas deve garantir a regularidade na coleta porta a porta e
encaminhar o material para seu próprio galpão de triagem e beneficiamento, construído em
conformidade com as diretrizes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais
Recicláveis e do Governo Federal. A Figura 13 toma como referencia uma planta de galpão
proposta pelo Ministério das Cidades em sua publicação: “Elementos para a Organização da
Coleta Seletiva e Projeto dos Galpões de Triagem”.
A Figura 14 apresenta a planta que está sendo preconizada para a COOLIMPA, resultado
de discussões com interlocutores locais, integrantes da cooperativa e representantes do
Governo do Estado/CONDER. O Primeiro galpão de aproximadamente 500m2 funcionará
como recepção e triagem dos materiais e o segundo (cobertura cinza na imagem), já
existente será usado para as atividades de beneficiamento e armazenamento.
30
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Galpão Operacional
31
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
21
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Elementos para a organização da coleta seletiva e projeto dos galpões de
triagem “Instrumentos de apoio à gestão de resíduos sólidos” (IAGRS) da Universidade Federal de São Carlos –
UFSCar.
32
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Área Útil
Estimativa de necessária para
volume destinado armazenamento Área mínima total
aos galpões considerando destinada à
Identificação de setores de operacionais empilhamento de galpões
coleta seletiva 1,5 m operacionais
100%
m3/semana m2 m2
Setor 1 – Zona sul (piloto) 214,36 143 245
33
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Os Locais de Entrega Voluntária deverão ser projetados para facilitar o uso da população e
também sua coleta pelos cooperativados, devendo seguir a premissa da coleta seletiva
recebendo somente a parcela reciclável dos resíduos sólidos. Devem ser distribuídos de
forma que sejam plenamente usados, evitando seu extravasamento para não serem
confundidos com pontos viciados.
Encontramos diversos tipos de Locais de Entrega Voluntária variando de contêineres
dispostos em logradouro com identificação própria até instalações de alvenaria, o que
demonstra que, apesar do objetivo comum, o projeto de um LEV não tem uma tendência
bem-definida.
O LEV pode ser um contenedor plástico, estruturas metálicas ou qualquer outro dispositivo
propício para armazenamento de sacos de ráfia polipropileno.
34
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Por ser simples e aparentemente barato, um bom modelo de LEV é o apresentado na Figura
16. Trata-se de uma estrutura metálica gradeada semelhante à de um carrinho de catador.
O morador deposita o material pela parte superior e o catador recolhe abrindo portinhola na
parte inferior. Este modelo tem a vantagem de poder ser tratado como módulo único
instalado em locais de menor uso ou diversas unidades em locais de maior demanda.
22
CAMPOS, D.Sc., Vânia Barcellos Gouveia. Localização de Equipamentos para Coleta Seletiva Reciclável
em Área Urbana. 2006. In:, 2º Congresso Luso Brasileiro para p Planejamento Urbano Regional Integrado e
Sustentável, BRAGA. PLURIS 2006 www.ime.eb.br/~webde2/prof/vania/pubs.htm.
35
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
CAMPOS também alerta que “uma condição para que em cada área não seja ultrapassada
a distância máxima de caminhada de 500 metros é que a área esteja circunscrita em um
círculo com raio menor que 370 metros, isto acontece pelo fato de que em áreas urbanas os
caminhos nem sempre são linhas retas”.
Com estas informações podemos sugerir que para cada quilômetro quadrado deve haver no
mínimo dois LEV, menos que isso a eficácia é prejudicada pela redução na quantidade de
pessoas dispostas a caminhar com seu material reciclável ao local mais próximo.
Para uma coleta semanal as tabelas a seguir indicam para várias capacidades volumétricas
quantos LEV seriam necessários para atender 10% da estimativa de volume de reciclado
disponível para coleta nos Cenário A e Cenário B do PCS-Ilhéus.
36
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Como o PCS-Ilhéus será implantado em toda área urbana atendida pela coleta domiciliar
incorporando gradualmente grande geradores e instituições públicas, residências e Locais
de Entrega Voluntária é importante definir a frota mínima necessária para realizar o
transporte de material reciclável até 1,8kg/hab.ano, meta do Cenário A e depois conhecer o
acréscimo da frota necessária para alcançar 8,1kg/hab.ano, meta do Cenário B.
Produção de resíduos per capita 0,79 kg/hab.dia Dados fornecidos pela PMI (2012)
População urbana listada nos
148.577 Hab. IBGE Censo Demográfico 2010
bairros dos setores de coleta
População urbana total 155.300 Hab. IBGE Censo Demográfico 2010
Meta do Cenário A 1,8 kg/hab.ano Diagnóstico SNIS
Meta do Cenário B 8,1 kg/hab.ano Diagnóstico SNIS
Pesquisa de campo CONDER/FEP
Parcela potencialmente reciclável 29,03 %
(2010)
Peso específico do material 3 Pesquisa de campo CONDER/FEP
31,52 kg/m
reciclável (2010)
Os cálculos serão reproduzidos para opções que busquem atender à demanda do Cenário
B, 23,98 toneladas por semana equivalente a 8,1kg/hab.ano, considerando um aumento a
partir do Cenário A com uma frota padronizada ou com diferentes tipos de viatura.
Em todos os cálculos foram incluídas opções com uso de reboque de 10m3 de capacidade e
utilizou-se a premissa que cada viatura realizará uma viagem por dia até o destino final.
37
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Vc = Volume da carroceria em m3
Qc = Quantidade de Viaturas
Vr = Volume do remoque = 10m3
Qr = Quantidade de reboques
N = Quantidade de viagens = 1 viagem
38
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Frotas com carrocerias superiores a 30m3 atenderiam o Cenário A com apenas uma viatura,
mas estes volumes trariam dificuldades de circulação e colocariam o PCS-Ilhéus em colapso
em caso de quebra da única viatura.
A Tabela 12 resume informações das melhores combinações de frota que atendem a meta
do Cenário A.
Frota do Cenário A
Capacidade do caminhão m³ 15 10 10 20 15
3
Capacidade de transporte m 30 30 30 40 40
diário da frota
39
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Na comparação das combinações A.1 e A.4, embora ambas atendam à meta do Cenário A,
a segunda apresenta maior capacidade de transporte oferecendo uma margem de
segurança para contingências como quebra de viaturas ou aumento pontual de demanda.
A combinação A.4, dois caminhões de 20m3, parece ser a melhor opção, pois garante com
folga o atendimento da meta do Cenário A podendo chegar a transportar anualmente
2,65kg de reciclados por habitante.
A combinação de dois caminhões de 20m3 sem o uso de reboque é capaz de transportar
7,56 toneladas por semana, equivalente a 3,17% do total passível de ser reciclado existente
nos resíduos de Ilhéus, alcançando uma taxa de recuperação de recicláveis de 0,92%,
superior ao alcançado na Região Nordeste23.
Pelo exposto, para alcançar a meta do Cenário A, a frota mínima do PCS-Ilhéus deve
ser composta de dois caminhões com carrocerias cobertas tipo baú ou gaiola com
cobertura rígida, capacidade volumétrica mínima de 20m3, amplas porta traseira e
portas laterais, escada de acesso em cada porta e plataforma traseira para transporte
dos coletores.
Convém observar que uma frota com dois veículos de 15m3 e um reboque, da combinação
A.5, alcança o mesmo resultado da combinação A.4 com dois veículos de maior capacidade
sem reboque.
A passagem do caminhão de coleta seletiva com regularidade no dia programado atinge a
confiança dos grandes geradores na operação do PCS-Ilhéus e incentiva o cadastro de
novos doadores.
Também, na medida do possível, os roteiros destes caminhões deverão ser semelhantes
aos de coleta domiciliar para atuarem como meio de propaganda do PCS-Ilhéus,
eventualmente receber também material reciclado de voluntários ainda não cadastrados e
estimular a adesão da população em etapa posterior do programa.
Apesar de ter capacidade de atender a meta do Cenário A, uma frota de dois caminhões de
20m3 é insuficiente para atender a meta do Cenário B, que depende da organização e
participação ativa de catadores, incluindo os catadores de rua, boa adesão da população,
instalação de LEV e, principalmente, uma ampliação da frota do Cenário A.
23
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009, Sistema Nacional
de Informações Sobre Saneamento SNIS.
40
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Na Tabela 13, que resume informações das melhores combinações de frota que atendem a
meta do Cenário B, a combinação B.1 é a primeira que atende a demanda sem a
necessidade de uso de reboques. Uma frota de sete veículos da combinação B.1 evidencia
a importância do uso de reboques como forma de redução de custos. A combinação B.3, de
cinco veículos e quatro reboques, tem a mesma capacidade de transporte que a
combinação B.1 com menos motoristas, manutenção e consumo de combustível.
41
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Frota do Cenário B
3
Capacidade do caminhão m 20 20 20 20
Para alcançar a meta do Cenário B, a frota mínima do PCS-Ilhéus deve ser composta
de cinco caminhões com carrocerias cobertas tipo baú ou gaiola com cobertura
rígida, capacidade volumétrica mínima de 20m3, amplas porta traseira e laterais,
escada de acesso em cada porta e plataforma traseira para transporte dos coletores e
três reboques com capacidade volumétrica mínima de 10m3.
42
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Opção Mista B: se a frota do Cenário A for a combinação A.5 então a frota no Cenário B
recebe um acréscimo de três viaturas com caçambas de 20m3 e mais três reboques
Ambas opções mistas A e B alcançam uma capacidade.de transporte de 24,59 toneladas
por semana, equivalente a 10,31% do total passível de ser reciclado existente nos resíduos
de Ilhéus e uma taxa de recuperação de recicláveis de 2,99%.
3
Capacidade do caminhão m 10 10 20 15 15 20
3
Capacidade de transporte diário da frota m 30 30 100 40 40 90
43
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
44
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Na medida do possível, a frota poderá possuir pelo menos um trator agrícola ou veículo tipo
furgão com carroceria tipo baú ou gaiola com cobertura rígida, capacidade volumétrica mínima
de 3m3 para atuar como satélite dos caminhões principais em locais de difícil acesso.
Os veículos de coleta seletiva estarão coletando material reciclável dos geradores e órgãos
públicos cadastrados, dos reboques existentes, dos galpões operacionais, e, eventualmente,
dos LEV encaminhando suas viagens para o Galpão de triagem e beneficiamento da
COOLIMPA.
Catadores cooperativados capacitados estarão realizando a triagem do material reciclável
coletado, usando prensas, balanças, carrinhos de movimentação para o beneficiamento,
enquanto o material beneficiado é comercializado e retirado por seus compradores.
45
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
46
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
7. PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO
Quando os LEV forem instalados os moradores das regiões próximas deverão ser
convidados para eventos de inauguração com ações de educação ambiental, gincanas,
oficinas de artesanato e arte com material reciclável. Deverá acontecer distribuição de
panfletos sobre operação dos LEV, instalação de faixas e outdoors. Em especial, a partir
desta etapa, as associações de moradores, com o apoio da FAMI (Federação de
Associações de Moradores de Ilhéus), terão um papel essencial de divulgação do programa
por meio de suas reuniões regulares com a comunidade e de campanhas “boca a boca”.
47
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Quanto à remuneração dos catadores organizados pela execução da coleta seletiva, este
toma como base o seguinte raciocínio: os serviços de coleta domiciliar e de disposição de
resíduos em aterro sanitário normalmente são pagos por tonelada e, cada tonelada de
material reciclado transportado pelo PCS-Ilhéus é menos uma tonelada paga pela Prefeitura
na coleta domiciliar e no aterro sanitário. Redução de custos da Prefeitura com os serviços
de coleta e disposição final, aumento da vida útil do aterro sanitário, eliminação da
vulnerabilidade do catador atuando em aterro, tudo isso, se precificado, pode ser
considerado como o valor do serviço executado pelo PCS-Ilhéus que pode ser remunerado
pela Prefeitura por meio da contratação de cooperativas de catadores responsáveis pela
coleta seletiva e também pela disponibilização das viaturas necessárias para a execução do
serviço.
Uma alternativa para assegurar as viaturas de coleta seletiva seria a contratação de
veículos específicos, remunerando a empresa selecionada por apresentação e colocando-
os à disposição do PCS-Ilhéus. Segue-se a mesma lógica de contratação pela Prefeitura de
caminhões compactadores para executar o serviço de coleta domiciliar, mas neste caso a
empresa é remunerada por tonelada não por apresentação, como proposto para a frota de
coleta seletiva.
48
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
9. PLANO-PILOTO
A área definida para o Plano-Piloto está localizada na Zona Sul da Cidade de Ilhéus, possui
43.495 habitantes e 15.503 domicílios e é composta pelos bairros de Nelson Costa; Hernani
Sá; Nossa Senhora da Vitória; Pontal; Ilhéus II; São Francisco e Jardim Atlântico.
Figura 21 – Área Piloto
49
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Para o Setor de Coleta Seletiva Sul, área piloto do PCS-Ilhéus, é indicado um Galpão
Operacional de 245m2 de área mínima do terreno, onde 143m2 é área útil para
armazenamento de material reciclável considerando baias de 1,5 metros de altura,
30m2 de área construída para sala, refeitório e banheiro, além de 72m2 de área livre
para manejo dos resíduos e circulação.
24
www.kubitz.com.br.
50
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
A comunicação visual do contêiner naval TEU colocado em logradouro deve contribuir para
gerar uma ambiência positiva às atividades desenvolvidas no local.
25
http://www.facebook.com/lagoaprapeixe.
51
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
O Plano-Piloto da coleta porta a porta para a zona sul toma como base o conceito de
“bandeiras” existente na coleta seletiva em Londrina27, com a diferença de, por não
ser uma instalação permanente, o material reciclável fica exposto em logradouro
exigindo a presença de um catador para seu manejo e guarda, além da passagem da
viatura no final do expediente para recolher todo a material acumulado.
26
http://www.novociclo.com.br.
27
CAMPOS; BRAGA; CARVALHO, 2002 apud MIDORI SUZUKI R. L.,Resimeire. Implantação de um programa
de coleta seletiva porta a porta com inclusão de catadores: estudo de caso em Londrina-PR. 2006. Tese
(Mestrado em Gestão e tratamento de resíduos sólidos) – Engenharia de Edificações e Saneamento,
Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, 2006.
52
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
3
1 m Capacidade de transporte do carrinho www.kubitz.com.br
53
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
54
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
55
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Cada carrinho Kubitz CCMR-4-R será guarnecido de uma equipe de três catadores com as
seguintes tarefas:
Catador 1 → responsável pela movimentação e guarda do carrinho, assim como a
arrumação da carga. Também executa coleta porta a porta no logradouro por onde o
carrinho tem melhor deslocamento.
Catador 2 → executa coleta porta a porta em logradouro diferente dos que os outros
catadores estão. Traz o material coletado para o carrinho.
Catador 3 → da mesma forma que o catador 2, executa coleta porta a porta em logradouro
diferente dos que os outros catadores estão. Traz o material coletado para o carrinho.
Os catadores sem carrinho contribuem com o aumento do raio de ação da guarnição
atuando como “satélites” orbitando pelo ponto central que é o catador que movimenta o
carrinho. Estes catadores são importantes para executar a coleta em logradouros onde a
declividade ou pavimentação dificulta a utilização do carrinho.
56
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Para que o tão importante vínculo entre o morador que separa o material reciclável em sua
residência e o catador cooperativado que coleta esse material em sua porta seja
estabelecido é importante haver tempo de interação entre ambos.
A Tabela 21 indica a frequência de atendimento na área piloto; a necessidade de viagens
por carrinho para atender todos domicílios; a quantidade de domicílios atendidos por
carrinho; a capacidade de atendimento desta quantidade considerando três catadores por
carrinho e um tempo médio de 3 minutos para cada visita em uma jornada de seis horas.
A tabela também informa para cada frequência de atendimento quantos roteiros devem ser
programados por dia, quantos carrinhos devem atuar em cada roteiro; quantas horas seriam
necessárias para visitar todos os domicílios e finalmente apresenta o percurso médio de
cada carrinho em metros. As figuras 27 a 51 do Anexo V apresentam os roteiros propostos
para cada um dos bairros do plano-piloto.
Roteiros Percurso
Média de Domicílios Duração
atendidos Carrinhos médio do
Frequência viagens por por carrinho média da
28 29 por dia de por roteiro carrinho em
carrinho no dia coleta (h)
coleta coleta (m)
28
Produto 4 - Plano Operacional para Coleta Seletiva.
29
Produto 4 - Plano Operacional para Coleta Seletiva.
57
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Frequência semanal
Para a hipótese de haver somente um dia disponível para uso da viatura disponibilizada pela
prefeitura, frequência semanal, é necessário que todos os 20 roteiros sejam programados
com um carrinho trabalhando em cada um.
Para esta frequência as guarnições dos carrinhos terão que visitar em média 775 domicílios.
Com um tempo médio de atendimento esperado de 3 minutos e 3 catadores trabalhando em
cada carrinho será necessário que cada guarnição se dedique 13h somente na atividade de
visita aos domicílios30.
Ainda para a coleta de todos os roteiros em apenas um dia da semana cada carrinho
executará uma média de 2,38 viagens durante o dia, isso significa pelo menos duas
descargas no ponto de acumulação temporário definido para o bairro. Para as 13h
dedicadas às visitas porta a porta terão que ser acrescidos os tempos de deslocamento ida
e volta do roteiro para o ponto de acumulação temporário.
Fica evidente que esta opção de frequência é extenuante para os trabalhadores e poderá
comprometer a confiabilidade do programa pela regularidade da passagem, além de colocar
em xeque a interação entre morador e catador. No entanto, na falta de outra opção, esta
deverá ser a adotada para a implantação da coleta seletiva porta a porta na área piloto.
A Tabela 22 indica a programação da coleta seletiva se houver somente um dia disponível
para uso da viatura: Para cada roteiro deverá haver uma guarnição de três catadores e um
carrinho. Para cada bairro deverá haver um ponto de acumulação temporário, exceto para o
grupo de bairros de Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico que terão apenas um ponto
único para os três bairros.
Pontal 01 1 3
Pontal 02 1 3
Pontal 03 1 3
Pontal 04 1 3
Ponto de acumulação temporário em Pontal 1
30
Quantidade de domicílios x 3 minutos ÷ 3 catadores.
58
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Nelson Costa 01 1 3
Nelson Costa 02 1 3
Nelson Costa 03 1 3
Nelson Costa 04 1 3
Ponto de acumulação temporário em Nelson Costa 1
Hernani Sá 01 1 3
Hernani Sá 02 1 3
Hernani Sá 03 1 3
Hernani Sá 04 1 3
Ponto de acumulação temporário em Hernani Sá 1
São Francisco 01 1 3
Jardim Atlântico 01 1 3
Ilhéus II 01 1 3
Ilhéus II 02 1 3
Ponto de acumulação temporário em São
1
Francisco / Ilhéus II
Nossa Senhora da Vitória 01 1 3
Nossa Senhora da Vitória 02 1 3
Nossa Senhora da Vitória 03 1 3
Nossa Senhora da Vitória 04 1 3
Ponto de acumulação tTemporário em Nossa
1
Senhora da Vitória
Total 20 65
Nesta opção as guarnições dos carrinhos terão que visitar em média 194 domicílios. Com
um tempo médio de atendimento esperado de 3 minutos e 3 catadores trabalhando em cada
carrinho será necessário que cada guarnição se dedique um pouco mais que 3h na
atividade de visita aos domicílios31.
31
Quantidade de domicílios x 3 minutos ÷ 3 catadores.
59
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Outra vantagem é que cada carrinho deve executar somente uma viagem por dia eliminando
a necessidade de descargas em um ponto de acumulação temporário. No final da jornada
todos os carrinhos podem se encontrar no ponto de acumulação temporário para
descarregar o material direto para o caminhão.
Fica evidente que esta opção de frequência é exequível para os trabalhadores e poderá
garantir a confiabilidade do programa pela regularidade da passagem. Deve ser a opção a
ser negociada com a Prefeitura de Ilhéus pois depende da disponibilidade de viatura quatro
dias por semana em um período suficiente para visitar todos os pontos de acumulação
temporário e transportar o material para o galpão de triagem.
A Tabela 23 indica a programação da coleta seletiva se houver quatro dias disponíveis para
uso da viatura: Para cada bairro deverá haver um ponto de acumulação temporário, exceto
para o grupo de bairros de Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico que terão apenas um
ponto.
de Catadores
de Catadores
de Catadores
de Carrinhos
de Carrinhos
de Carrinhos
de Carrinhos
Quantidade
Quantidade
Quantidade
Quantidade
Quantidade
Quantidade
Quantidade
Quantidade
seletiva porta a porta com catador
Pontal 01 4 12
Pontal 02 4 12
Pontal 03 4 12
Pontal 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Pontal
Nelson Costa 01 4 12
Nelson Costa 02 4 12
Nelson Costa 03 4 12
Nelson Costa 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Nelson Costa
Hernani Sá 01 4 12
Hernani Sá 02 4 12
Hernani Sá 03 4 12
Hernani Sá 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Hernani Sá
60
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
São Francisco 01 4 12
Jardim Atlântico 01 4 12
Ilhéus II 01 4 12
Ilhéus II 02 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
São Francisco / Ilhéus II
Nossa Senhora da Vitória 01 4 12
Nossa Senhora da Vitória 02 4 12
Nossa Senhora da Vitória 03 4 12
Nossa Senhora da Vitória 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Nossa Senhora da Vitória
Total 20 65 20 65 20 65 20 65
Para a o Setor de Coleta Seletiva Zona Sul, considerado área piloto do PCS-Ilhéus,
será necessário o mínimo de 10 LEV com capacidade de 500 litros para atender sua
área aproximada de 5,4km2, sendo que já foram identificados 18 locais no trabalho de
campo realizado32.
32
Anexo V.
61
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Consolidada a coleta seletiva na área urbana do município de Ilhéus convém estudar formas
de universalizar o serviço integrando os distritos principalmente os de Aratiguá e Olivença
que juntos representam 52% da população residente nestes locais.
62
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
ANEXOS
63
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
64
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA
Jornada h h
Guarnição
Odômetro km km
EXECUÇÃO MATERIAL
COLETA REMOVIDO
ATESTO
IDENTIFICAÇÃO DOADOR
EXECUÇÃO
Hora Hora
Peso Volume
Entrada Saída
10
11
12
13
14
15
65
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
66
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
01 -Setor Piloto ED. HUGO KAUFMANN 08 - Pontal Rua Eustáquio Bastos Comércio Ed. Comercial
Casa do Tempero Restaurant Privada com fins
01 -Setor Piloto 08 - Pontal Rua Eustáquio Bastos, 126 Centro Não
Restaurante e lucrativos
67
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
01 -Setor Piloto Vila Residencial da Marinha 09 - Urbis Caminho Quarenta e Dois LEV LEV
01 -Setor Piloto Praça da Igreja / Associação 09 - Urbis Caminho Quinze LEV LEV
01 -Setor Piloto Vila Residencial da Marinha 09 - Urbis Caminho Trinta e Quatro LEV LEV
Centro Atenção Integral a
01 -Setor Piloto 09 - Urbis Caminho Vinte LEV LEV
Criança-CAIC
Central de Doações da APAE
01 -Setor Piloto 09 - Urbis Eix Coletor Principal LEV LEV
de Ilhéus
Estacionamento área verde em frente
01 -Setor Piloto Santo Antonio de Pádua 09 - Urbis LEV LEV
‘a praça principal
Centro Educativo FÉ E Loteamento Praia Dourada, S/N - Nª Sª
01 -Setor Piloto 09 - Urbis LEV LEV
Alegria Das Vitórias
Pça do bairro [Rod. Pontal
01 -Setor Piloto 09 - Urbis Rua da Matriz LEV LEV
Buerarema x R. Matriz]
01 -Setor Piloto Posto de Saúde 09 - Urbis Rua Eixo Local A LEV LEV
68
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
69
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
71
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
72
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
Setor de Interess
Setor de Coleta
Nome Coleta Endereço Natureza jurídica da instituição: e em
Seletiva
Domiciliar doar
03 - Setor RUA CONSELHEIRO ANTONIO
CORREIOS (4 agências) 02 - Malhado Público Federal
malhado FRANCISCO BADARO
73
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
SETOR DE COLETA SELETIVA 04 – SETOR TEOTÔNIO VILELA – identificação de Grandes Geradores e LEV
Setor de Interess
Setor de Coleta
Nome Coleta Endereço Natureza jurídica da instituição: e em
Seletiva
Domiciliar doar
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da
AGU 04 - Esperança Público Estadual Não
Gabriela rodoviária)
04 - Setor CENTRO COMERCIAL Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
04 - Esperança Comércio
Gabriela GABRIELA CENTER rodoviária) lucrativos
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
ELETROSOM 04 - Esperança Comércio Sim
Gabriela rodoviária) lucrativos
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
Faculdade Madre Thais - Fmt 04 - Esperança Ensino Não
Gabriela rodoviária) lucrativos
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
LOJAS AMERICANAS 04 - Esperança Comércio Sim
Gabriela rodoviária) lucrativos
74
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
Setor de Interess
Setor de Coleta
Nome Coleta Endereço Natureza jurídica da instituição: e em
Seletiva
Domiciliar doar
05 - Setor 07 -
POLICIA FEDERAL Av. Esperança, 11 - Fundão Público Federal
Industrial Iguape/Barra
05 - Setor Coca-Cola Norsa 07 - Privada com fins
Av. Esperança, 58 Comércio Sim
Industrial Refrigerantes Iguape/Barra lucrativos
05 - Setor 07 - Privada sem fins
SESI Av. Ferroviária, 315 Iguape Clube Social Sim
Industrial Iguape/Barra lucrativos
05 - Setor 07 -
SENAI Av. Ferroviária, 315 Iguape Ensino Economia mista Sim
Industrial Iguape/Barra
05 - Setor Artefatos de Borracha 07 - Privada com fins
Lote A7, s/n Distrito Industrial - Iguape Industria Sim
Industrial Mucambo S/A Iguape/Barra lucrativos
Joanes Industrial S/A
05 - Setor 07 - Privada com fins
Produtos Químicos e Rodovia Ilhéus Uruçuca - Iguape Industria Sim
Industrial Iguape/Barra lucrativos
Vegetais
05 - Setor 07 - Rodovia Ilhéus Uruçuca - Km 2,5 Privada com fins
Chocolate Caseiro Ilhéus Industria Sim
Industrial Iguape/Barra Distrito Industrial lucrativos
05 - Setor 07 - Rodovia Ilhéus Uruçuca - Km 3,6 Privada com fins
Home Tech Com. Ind. Ltda Industria
Industrial Iguape/Barra Iguape lucrativos
05 - Setor 07 - Privada com fins
Daten Tecnologia Ltda Rodovia Ilhéus Uruçuca - km 3.5 Industria Sim
Industrial Iguape/Barra lucrativos
05 - Setor Novadata Sistema e Comp. 07 - Rua C, quadra D lote 13,14 Pólo de Privada com fins
Industria Sim
Industrial S.A Iguape/Barra informática Iguape lucrativos
75
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
76
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
77
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
78
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
79
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
80
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
81
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
82
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
83
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
84
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
85
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
86
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
87
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
88
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
89
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
90
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
91
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
92
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
93
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
94
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
95
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
Figura 47 – Roteiros doS Bairros Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico
96
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
97
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
98
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
99
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
100
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA
101