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Pcs-Ilhéus Produto Final

O documento apresenta o Plano Operacional para a implantação do Programa de Coleta Seletiva na cidade de Ilhéus, estabelecendo uma microaliança público-privada entre a Prefeitura e organizações de catadores. O plano propõe três modelos de coleta seletiva e busca promover a inclusão social e a valorização de materiais recicláveis, visando a melhoria da gestão de resíduos na cidade. A implementação do programa será gradual, com foco na participação da população e na geração de trabalho e renda para os catadores.

Enviado por

Gustavo Puppi
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O documento apresenta o Plano Operacional para a implantação do Programa de Coleta Seletiva na cidade de Ilhéus, estabelecendo uma microaliança público-privada entre a Prefeitura e organizações de catadores. O plano propõe três modelos de coleta seletiva e busca promover a inclusão social e a valorização de materiais recicláveis, visando a melhoria da gestão de resíduos na cidade. A implementação do programa será gradual, com foco na participação da população e na geração de trabalho e renda para os catadores.

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MICROALIANÇA PÚBLICO-PRIVADA ENTRE

A PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS E AS

ORGANIZAÇÕES DE CATADORES DE MATERIAIS

REUTILIZÁVEIS E RECICLÁVEIS

PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

PRODUTO 4
MICROALIANÇA PÚBLICO-PRIVADA ENTRE
A PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS
E AS ORGANIZAÇÕES DE CATADORES
DE MATERIAIS REUTILIZÁVEIS E RECICLÁVEIS

PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

PRODUTO 4

Novembro 2012

2
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

BANCO INTERAMERICANO DE
INSTITUTO BRASILEIRO DE
DESENVOLVIMENTO / FUNDO
ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
MULTILATERAL DE INVESTIMENTOS

Ismael Gillio Paulo Timm


Especialista Setorial Superintendente Geral

Alexandre Santos
Coordenador Geral da Unidade de
Gerenciamento do Programa Micro APP –
BID/FUMIN

COMPANHIA DE DESENVOLVIMENTO
EQUIPE TÉCNICA
URBANO DO ESTADO DA BAHIA

Lívia Maria Gabrielli de Azevedo Gil Soares Junior


Diretora de Equipamentos e Qualificação Coordenador Programa Micro APP
Urbanística
Karin Segala
Márcia Trocoli Coordenação Técnica em Gestão de
Superintendente SURES Resíduos Sólidos

Ana Cristina da Purificação Nelson Issa Lino


Coordenadora de Gestão de Resíduos Coordenador Institucional
Sólidos SURES
Andrea Pitanguy de Romani
Especialista em Gestão de Resíduos Sólidos

Andrea De Barros
PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHEUS Especialista em Gestão de Resíduos Sólidos

Cecília Naiane da Silva


Especialista em Gestão Socioambiental
Newton Lima
Prefeito Municipal
Minoru Kodama
Especialista em Gestão de Cooperativas de
Mário Alexandre Corrêa de Sousa
Reciclagem
Vice-Prefeito
Gustavo Puppi
INTERLOCUTORAS
Especialista em Coleta Seletiva
Maria Marta Lucas Carvalho
Geraldine Belmont
Emanuela Oliveira Spínola
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO .................................................................................................................9

1. PREMISSAS ...................................................................................................................9

2. CENÁRIOS DE IMPLANTAÇÃO ..................................................................................12

3. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA.........13

4. ESTIMATIVA DE GERAÇÃO DE MATERIAL RECICLAVEL EM ILHÉUS...................19

5. ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA ..........20

5.1 MODELO 1 – COLETA SELETIVA PONTO A PONTO PARA GRANDES GERADORES E


INSTITUIÇÕES PÚBLICAS ..................................................................................................... 21
5.2 MODELO 2 – COLETA SELETIVA PORTA A PORTA COM CATADORES ................................. 26
5.3 MODELO 3 – COLETA SELETIVA PONTO A PONTO EM LOCAIS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA .. 33
5.4 DIMENSIONAMENTO DE FROTA ...................................................................................... 37

6. CENÁRIO CONSOLIDADO DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA ......................45

7. PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO .............................................................................47

8. PARTICIPAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS .....................................48

9. PLANO-PILOTO ...........................................................................................................49

9.1 LOCAIS DE ACUMULAÇÃO DE MATERIAL RECICLADO COLETADO ....................................... 50


9.2 PARÂMETROS PARA DEFINIÇÃO DE ROTEIROS E ATUAÇÃO DOS CATADORES ..................... 53
9.3 DINÂMICA OPERACIONAL .............................................................................................. 56
9.4 EQUIPAMENTOS PARA LOCAIS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA ............................................... 61

10. COLETA SELETIVA NOS DISTRITOS .....................................................................62

LISTA DE ANEXOS

Anexo I – Listagem de bairros dos setores de coleta seletiva...............................................64


Anexo II – Registro diário de coleta seletiva .........................................................................65
Anexo III – Listagem de pontos de coleta seletiva ................................................................66
Anexo IV – Roteiros propostos para os bairros do plano-piloto ............................................76
Anexo V – Localização proposta para LEV na área piloto ..................................................101

4
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Composição gravimétrica dos resíduos sólidos ...................................................11


Figura 2 – Balanço de massa da central de triagem .............................................................15
Figura 3 – Coleta de informações operacionais (l) e respectivos indicadores (c)..................18
Figura 4 – Viatura de coleta seletiva em belo horizonte........................................................23
Figura 5 – Exemplo de reboque sendo usado no município de Tibagi – PR .........................24
Figura 6 – Exemplo de reboque sendo usado em Chapadão do Sul – MS ...........................24
Figura 7 – Exemplo de reboque para material reciclável ......................................................25
Figura 8 – Veículo leve para coleta seletiva .........................................................................25
Figura 9 – Tratores agrale 4230.4 carroceria com compactação e carroceria aberta............26
Figura 10 – Exemplo de carrinho de coleta de material reciclável ........................................28
Figura 11 – Triciclo de carga em Porto Velho – RO..............................................................29
Figura 12 – Triciclo de carga em Caxias do Sul – RS...........................................................29
Figura 13 – Planta de galpão de triagem e beneficiamento ..................................................30
Figura 14 – Imagem ilustrativa dos galpões da Coolimpa.....................................................31
Figura 15 – Esquema de galpão operacional .......................................................................32
Figura 16 – Local de entrega voluntária em Betim – MG ......................................................35
Figura 17 – Curvas de capacidade de transporte da frota sem reboque...............................38
Figura 18 – Curvas de capacidade de transporte da frota com caçamba de 20m3 e reboques41
Figura 19 – Fluxograma de escolha de opções de frota .......................................................44
Figura 20 – Cenário consolidado do programa de coleta seletiva de Ilhéus .........................46
Figura 21 – Área piloto .........................................................................................................49
Figura 22 – Carro Kubitz modelo ccmr-4-r............................................................................50
Figura 23 – Exemplo de TEU em logradouro no Rio de Janeiro ...........................................51
Figura 24 – Exemplo de TEU como local de armazenamento de recicláveis em SC ............52
Figura 25 – Visão geral dos roteiros da área piloto...............................................................55
Figura 26 – Exemplos de LEV com sacos de ráfia ...............................................................62
Figura 27 – Roteiros do Bairro Pontal...................................................................................76
Figura 28 – Roteiro Pontal 01...............................................................................................77
Figura 29 – Roteiro Pontal 02...............................................................................................78
Figura 30 – Roteiro Pontal 03...............................................................................................79
Figura 31 – Roteiro Pontal 04...............................................................................................80
Figura 32 – Roteiros do Bairro Nelson Costa .......................................................................81
Figura 33 – Roteiro Nelson Costa 01....................................................................................82
Figura 34 – Roteiro Nelson Costa 02....................................................................................83

5
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 35 – Roteiro Nelson Costa 03....................................................................................84


Figura 36 – Roteiro Nelson Costa 04....................................................................................85
Figura 37 – Roteiros do Bairro Hernani Sá ...........................................................................86
Figura 38 – Roteiro Hernani Sá 01 .......................................................................................87
Figura 39 – Roteiro Hernani Sá 02 .......................................................................................88
Figura 40 – Roteiro Hernani Sá 03 .......................................................................................89
Figura 41 – Roteiro Hernani Sá 04 .......................................................................................90
Figura 42 – Roteiros do Bairro Nossa Senhora da Vitória ....................................................91
Figura 43 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 01.................................................................92
Figura 44 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 02.................................................................93
Figura 45 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 03.................................................................94
Figura 46 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 04.................................................................95
Figura 47 – Roteiros dos Bairros Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico .......................96
Figura 48 – Roteiro Ilhéus II 01 ............................................................................................97
Figura 49 – Roteiro Ilhéus II 02 ............................................................................................98
Figura 50 – Roteiro São Francisco 01 ..................................................................................99
Figura 51 – Roteiro Jardim Atlântico 01..............................................................................100

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Peso específico e parcela reciclável .................................................................. 10


Tabela 2 – Quantidade per capita coletada seletivamente .................................................. 12
Tabela 3 – Definição de informações operacionais registradas em viatura.......................... 17
Tabela 4 – Definição de informações operacionais registrada nas instalações.................... 17
Tabela 5 – Estimativas de geração de materiais recicláveis ................................................ 20
Tabela 6 – Cronograma das etapas de implantação............................................................ 21
Tabela 7 – Programação semanal de coleta seletiva........................................................... 22
Tabela 8 – Área para galpões operacionais – um por setor................................................. 33
Tabela 9 – Quantidade de locais de entrega voluntária no cenário A .................................. 36
Tabela 10 – Quantidade de locais de entrega voluntária no cenário B ................................ 36
Tabela 11 – Premissas adotadas para cálculo de frota ....................................................... 37
Tabela 12 – Combinações de frota no cenário A ................................................................. 39
Tabela 13 – Combinações de frota no cenário B ................................................................. 42
Tabela 14 – Combinações de frota mista ............................................................................ 43
Tabela 15 – Parâmetros da área piloto................................................................................ 53

6
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 16 – Parâmetros do equipamento de transporte ...................................................... 53


Tabela 17 – Parâmetros da força de trabalho...................................................................... 53
Tabela 18 – Parâmetros de movimentação em logradouro.................................................. 54
Tabela 19 – Estimativa de geração de resíduos na área piloto............................................ 54
Tabela 20 – Definição da quantidade de roteiros por bairro................................................. 55
Tabela 21 – Parâmetros de programação em função da frequência de uso da viatura........ 57
Tabela 22 – Programação de coleta seletiva na frequencia semanal .................................. 58
Tabela 23 – Programação de coleta seletiva em quatro dias na semana ............................ 60
Tabela 24 – Estimativas de geração de resíduos nos distritos ............................................ 62

7
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Eu separo, você coleta?

Eu cato, você separa?

8
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

APRESENTAÇÃO

Este documento constitui o Plano Operacional que orienta a implantação gradual do


Programa de Coleta Seletiva na Cidade de Ilhéus, PCS-Ilhéus, no âmbito do Projeto de
Constituição de Micro Aliança Público Privada entre a Prefeitura Municipal de Ilhéus e as
Organizações de Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis. Corresponde ao
Produto 4 do contrato firmado entre a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da
Bahia – CONDER e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal – IBAM.

Com base nos programas de coleta seletiva desenvolvidos na maioria dos Municípios
brasileiros, este Plano apresenta como estratégia de implantação três modelos
complementares, a coleta seletiva ponto a ponto junto a grandes geradores e instituições
públicas, a coleta seletiva porta a porta realizada por catadores e a coleta ponto a ponto em
locais de entrega voluntária.
Este estudo utiliza como referência o Projeto de Recuperação e Gestão do Aterro Sanitário
de Ilhéus1, informações coletadas em campo pela equipe do IBAM e o Termo de
Compromisso firmado entre a cooperativa de catadores COOLIMPA e a Prefeitura Municipal
de Ilhéus, que orienta e formaliza a implementação de ações emergenciais voltadas para a
desocupação do aterro pelos catadores e a operacionalização de galpão de triagem e
beneficiamento.
As orientações do Governo Federal para elaboração de planos de coleta seletiva foram
igualmente consideradas buscando assegurar que este documento esteja em consonância
com as diretrizes nacionais para a coleta seletiva2.

1. PREMISSAS

Os resíduos devem ser separados na fonte geradora em duas parcelas: resíduos secos e
úmidos. A parcela úmida deve ser encaminhada para coleta domiciliar ordinária nos dias e
horários determinados pela Prefeitura. A parcela de resíduos secos ou recicláveis deverá
ser encaminhada ao PCS-Ilhéus para possibilitar sua valoração evitando sua disposição no
aterro do Itariri e promovendo geração de trabalho e renda para os catadores organizados.
O PCS-Ilhéus será implantado em toda área urbana atendida pela coleta domiciliar
incorporando gradualmente a coleta seletiva de recicláveis gerados em grandes geradores,
órgãos públicos, locais de entrega voluntária (LEV) e residências, sempre com a
participação de catadoras e catadores organizados.

1
Projeto de Recuperação e Gestão do Aterro Sanitário de Ilhéus – Companhia de Desenvolvimento Urbano do
Estado da Bahia – CONDER – Fundação Escola Politécnica da Bahia FEP – março 2011.
2
Edital de Chamada Publica SRHU/MMA 001/2012, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente.

9
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

O programa está baseado em quatro eixos: (1) operacional (relacionado a coleta, triagem e
beneficiamento), (2) informação (para sensibilizar e informar a sociedade), (3) inclusão
social (para promover a inclusão produtiva dos catadores organizados) e (4) mercadológico
(para assegurar o escoamento do material beneficiado pelo setor de reciclagem na ótica da
logística reversa)3 , com a finalidade de alcançar resultados vantajosos para todos os
participantes.
O PCS-Ilhéus será implantado de forma a estar disponível regularmente para a população
urbana de Ilhéus, estimada em 155.300 habitantes4, podendo ser futuramente expandido de
forma eventual para a população rural.

Considerou-se 0,79kg/hab.dia como a geração per capita de resíduo domiciliar5

Em pesquisa de campo constatou-se que a maior parcela dos resíduos gerados em


comércio era de recicláveis. Em fevereiro de 2010 a amostra dos resíduos de comércio
resultou em 94,96% de parcela passível de reciclagem e um peso específico de 31,52kg/m3.
Na mesma pesquisa averigou-se que a parcela passível de reciclagem nas residências
alcançou uma média de 29,03%, semelhante a parcela média de hotéis, 28,57%, como pode
ser observada na Tabela 1.

Tabela 1 – Peso específico e parcela reciclável6

Fevereiro/10 Maio/10 Média

Peso Peso Peso


Reciclável Reciclável Reciclável
Específico Específico Específico
3 3 3
kg/m % kg/m % kg/m %

Residencial 130,93 27,99 132,82 30,07 131,875 29,03

Comércio 31,52 94,96 42,51 79,01 37,015 86,985

Hotéis 130,17 26,5 109,26 30,63 119,715 28,565

3
CAMPOS; BRAGA; CARVALHO, 2002 apud MIDORI SUZUKI R. L.,Resimeire. Implantação de um programa
de coleta seletiva porta a porta com inclusão de catadores: estudo de caso em Londrina-PR. 2006. Tese
(Mestrado em Gestão e tratamento de resíduos sólidos) – Engenharia de Edificações e Saneamento,
Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, 2006.
4
IBGE Censo Demográfico 2010.
5
Dados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano
(SEDUR) em abril de 2012.
6
Projeto de Recuperação e Gestão do Aterro Sanitário de Ilhéus – Companhia de Desenvolvimento Urbano do
Estado da Bahia – CONDER – Fundação Escola Politécnica da Bahia FEP – março 2011.

10
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Como praticamente todo resíduo gerado no comércio é reciclável, optou-se por adotar o
peso específico deste resíduo, 31,52 kg/m3, como peso específico da parcela de resíduos
recicláveis gerados em Ilhéus por residências, hotéis e comércio.
Utilizando as informações da pesquisa de campo consideramos 29,03% a parcela passível
de ser reciclada, valor bem próximo de 30%, admitido como esperado para fração reciclável
no total de resíduos7, exceto matéria orgânica, e de 31,9%, segundo dados recentes do
Plano Nacional de Resíduos Sólidos8.

Em termos de composição gravimétrica dos resíduos sólidos do Município de Ilhéus, os


resultados de levantamento realizado em 2010, apresentados no Gráfico 1, indicam elevada
presença de plástico filme, seguida de papel e papelão. A percentagem de matéria orgânica
é bastante expressiva, ultrapassando 60% do total.

Figura 1 – Composição gravimétrica dos resíduos sólidos9

Matéria Plástico Papel Plástico Material Panos e Outros


Inertes Vidro Madeira
Orgânica Filme Papelão Duro Ferroso Trapos Materiais

67,15% 10,40% 8,03% 4,06% 3,82% 2,82% 1,74% 0,93% 0,83% 0,22%

7
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009, Sistema Nacional
de Informações Sobre Saneamento SNIS.
8
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, Plano Nacional de Resíduos Sólidos Urbanos – versão preliminar para
consulta pública 2011.
9
CONDER, Fundação Escola Politécnica da Bahia FEP – 2010.

11
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

O PCS-Ilhéus será organizado espacialmente por setores de coleta seletiva com frequência
semanal de atendimento. Como a frequência de coleta domiciliar na cidade de Ilhéus é
diária, os roteiros de coleta seletiva deverão percorrer logradouros onde está programada
também a coleta domiciliar. Caso os roteiros de coleta domiciliar passem a ser em dias
alternados deve-se ter o cuidado de executar a coleta seletiva em dia diferente ao da coleta
domiciliar.

2. CENÁRIOS DE IMPLANTAÇÃO

O Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009 do Ministério das Cidades


indica que “apesar da dificuldade de se obter dados precisos acerca das quantidades
recolhidas via coleta seletiva, apurou-se a incidência de valores médios per capita que vão
de 1,8kg/hab./ano na região Nordeste a 20,0kg/hab./ano na região Sul, com média nacional
de 8,1kg/hab./ano”. Ainda com informações do diagnóstico, relacionando a “média nacional
de 8,1kg/hab./ano” (admitida como indicador da quantidade per capita de coleta seletiva)
com o valor médio da massa coletada per capita de resíduos domiciliares e públicos igual a
350,4kg/hab./ano conclui-se que a prática da coleta seletiva no país ainda se encontra num
patamar muito baixo, não passando dos 2,4% da quantidade total de resíduos coletados10”.

Admitindo a quantidade per capita coletada seletivamente como um indicador capaz de


traduzir uma meta de implantação do Programa de Coleta Seletiva de Ilhéus, consideramos
dois cenários de implantação, escolhendo como metas valores médios per capita coletados
seletivamente significativos para a região Nordeste e Brasil.

Tabela 2 – Quantidade per capita coletada seletivamente

Média per capita coletada


Região Cenários
seletivamente (kg/hab ano)

Nordeste 1,8 Cenário A

Norte 4,3

Sudoeste 6,6

Centro-Oeste 7,3

Média do Brasil 8,1 Cenário B

Sul 20
Fonte: SNIS, 2009.

O Cenário A é a primeira meta de implantação do PCS-Ilhéus colocando Ilhéus na média


observada na região Nordeste. Ao alcançar esta meta pode-se afirmar que o PCS-Ilhéus

10
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009, Sistema Nacional
de Informações Sobre Saneamento SNIS.

12
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

entrou em uma fase de consolidação de seus procedimentos. É o momento de planejar


ações para alcançar a meta do Cenário B, permitindo maior valoração do trabalho dos
catadores e colocando a coleta seletiva do Município de Ilhéus em destaque no cenário
nacional.

Cenário A – Alcançar 1,8kg/hab.ano, média da região Nordeste em 2009.


Cenário B – Alcançar 8,1kg/hab.ano, média do Brasil em 2009.

Em termos de eficácia da Coleta Seletiva estas metas se apresentam como o percentual


coletado seletivamente em relação à parcela passível de ser reciclável em Ilhéus.

Cenário A – Alcançar 2,2% de eficácia na coleta seletiva.


Cenário B – Alcançar 9% de eficácia na coleta seletiva.

3. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA

Desde o primeiro momento de implantação do PCS-Ilhéus é importante haver um grupo de


indicadores que quantifiquem informações relevantes capazes de “acompanhar a procura
das metas; identificar avanços; ganhos de qualidade; problemas a serem corrigidos;
necessidades de mudança etc.”11.

Segundo Bringhenti, “existe um ponto de saturação dos Programas de Coleta Seletiva, o


qual não permite que a capacidade de recuperação de materiais recicláveis cresça
proporcionalmente aos investimentos econômicos, técnicos, sociais em educação
efetuados12”. Conhecer este ponto de saturação através do registro sistemático de
informações na forma de indicadores é importante para a gestão operacional e financeira do
PCS-Ilhéus.

11
RUA, M. G. apud CAMPANI, D. B.; RAMOS, G. G. C. Indicadores Sócio-Ambentais para a Coleta Seletiva – O
Estado Da Arte -IX Seminário Nacional de Resíduos Sólidos – por uma gestão integrada e sustentável.
12
BRINGHENTI, Jacqueline Rogeria. Coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos: aspectos operacionais e
da participação da população. 2004. Tese (Doutorado em Saúde Ambiental) – Faculdade de Saúde Pública,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.

13
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

A coleção de indicadores do PCS-Ilhéus acompanha proposta de Bringhenti que relacionou


indicadores que consideram a facilidade de entendimento e aplicação prática para a coleta
seletiva13:
1. Índice de Recuperação de Materiais Recicláveis – IRMR (%)

2. Massa coletada seletivamente per capita no ano (kg/ habitante ano)


3. Eficiência da coleta seletiva (t/km.h)
4. Quantidade mensal coletada seletivamente (t)
5. Quantidade mensal coletada por catador (t)

6. Cobertura de atendimento (hab)


7. Custo unitário da coleta seletiva (R$/t)

8. Renda média do trabalhador cooperativado (R$/mês)

Os indicadores 1 até 5 da lista devem ser obtidos desde o primeiro momento para avaliar
operacionalmente o programa, aferir dados e ajustar as informações. Os demais indicadores
devem ser obtidos em um segundo momento para avaliar a sustentabilidade do programa.
Independente dos indicadores para avaliar a operação e sustentabilidade do Programa é
importante haver registro das quantidades de material separado no galpão de triagem e
beneficiamento, e comercializado por tipo. Também é interessante realizar periodicamente
análise da composição gravimétrica dos resíduos sólidos oferecendo informações
atualizadas de parcelas de material reciclável e peso específico dos resíduos. A
comparação entre as informações da análise gravimétrica e a quantidade de material por
tipo ajudará a perceber quais materiais estão alcançando maiores percentuais de
recuperação. Estes dados também serão relevantes quando da elaboração do Plano de
Negócios que deverá estar em estreita sintonia com o Plano Operacional de Coleta Seletiva.

Índice de Recuperação de Materiais Recicláveis – IRMR (%)

Expressa a quantidade de recicláveis que deixaram de ser enviados à disposição final por
terem sido separados pelo PCS-Ilhéus. Para o cálculo deste indicador é interessante
apresentar um balanço de massa da central de triagem.

13
BRINGHENTI, Jacqueline Rogeria. Coleta seletiva de resíduos sólidos urbanos: aspectos operacionais e
da participação da população. 2004. Tese (Doutorado em Saúde Ambiental) – Faculdade de Saúde Pública,
Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.

14
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 2 – Balanço de massa da central de triagem


Entrada na central de
Saída da central de triagem
triagem Material
Rejeitos armazenado
Material Material = +
Material encaminha- aguardando
coletado + coletado +
comercializado dos para o comercializa-
em viatura por catador
aterro ção

O que realmente deixou de ser enviado à disposição final foi o material comercializado.
Quanto melhor for a qualidade do material reciclável, melhor será a sua comercialização e
menor será a quantidade sem mercado comprador. Se houver problemas na
comercialização existe o risco de material reciclável armazenado ser encaminhado para o
aterro e contabilizado como se fosse rejeito reduzindo o IRMR.

Massa coletada seletivamente per capita no ano (kg/habitante ano)


É a quantidade per capita de recicláveis comercializada em um período extrapolado para um
ano. Este indicador avalia o alcance da meta do PCS-Ilhéus no Cenário A (1,8kg/hab.ano) e
no Cenário B (8,1kg/hab.ano).

Eficiência da coleta seletiva (t/km.h)

Expressa a quantidade de recicláveis coletados por hora e por quilômetro rodado dos
caminhões de coleta seletiva calculada a partir de registros diários do uso de cada viatura
com informações de tempo de coleta (h); extensão percorrida (km) e quantidade de material
transportado no caminhão expressa em volume (m3) ou peso (t). É preferível que a
quantidade de material transportado seja obtida por pesagem em balança, no entanto, na
falta desta, o volume deve ser anotado para estimativa de peso utilizando o peso específico
como referência.

Quantidade mensal coletada seletivamente (t)


Expressa a quantidade de recicláveis que deu entrada na central de triagem coletados pela
frota e catadores cooperativados. Novamente é preferível que a quantidade de recicláveis
seja obtida por pesagem em balança, no entanto, na falta desta, o volume deve ser anotado
para estimativa de peso utilizando o peso específico como referência.

15
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Quantidade mensal coletada por catador (t)


Expressa a quantidade de recicláveis que deu entrada na central de triagem coletados
somente pelos catadores cooperativados. Seu cálculo se dá subtraindo da quantidade de
recicláveis que deu entrada na central de triagem a quantidade que deu entrada nos
caminhões.

Cobertura de atendimento (hab)


É a quantidade de habitantes da área atendida pelo PCS-Ilhéus. É igual à população urbana da
cidade somente se todos tiverem acesso ao serviço de coleta porta a porta ou LEV.

Custo unitário da coleta seletiva (R$/t)


O cálculo do custo unitário da coleta seletiva deve considerar o total dos custos de coleta,
transporte, triagem do material reciclável e os custos de transporte e disposição final dos
rejeitos “descontado dos ganhos de receita e economia de destinação final”14 e relacioná-lo
com a quantidade em tonelada de material reciclável comercializado no período.

Custo da Coleta Seletiva = Custo Operacional – Economia com a coleta e destinação do


resíduo comum.

Renda média do trabalhador cooperativado (R$/mês)


Expressa a remuneração de cada catador por sua contribuição individual ao trabalho
coletivo da cooperativa. É importante para avaliar a sustentabilidade do PCS-Ilhéus, pois
representa o incentivo à ação coletiva que faz com que o catador autônomo perceba a
vantagem de trabalhar cooperativado. Importante que neste calculo sejam utilizadas como
variáveis o valor alcançado por catador com a comercialização coletiva dos materiais
acrescido da remuneração pelos serviços prestados de coleta seletiva.

O registro rotineiro das informações operacionais listadas nas Tabelas 3 e 4 será necessário
para o cálculo destes indicadores:

14
BRINGHENTI, J. R. Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Urbanos: Aspectos Operacionais e da
Participação da População – Tese de Doutorado USP –2004.

16
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 3 – Definição de informações operacionais registradas em viatura15

Informação Local de registro


Registrado em diário do caminhão hora de início
Tempo de coleta (h)
e hora de fim de jornada
Registrado em diário do caminhão odômetro de
Extensão percorrida (Km)
início e fim de jornada
Quantidade coletada seletivamente em Registrado em diário do caminhão em cada
caminhão (m3) vazamento sem balança disponível
Quantidade coletada seletivamente em Registrado em diário do caminhão em cada
caminhão (t) vazamento com balança disponível
Registrado em diário de entrada na central de
Quantidade coletada seletivamente (m3)
triagem sem balança disponível
Registrado em diário de entrada na central de
Quantidade coletada seletivamente (t)
triagem com balança disponível

Tabela 4 – Definição de informações operacionais registrada nas instalações

Informação Local de registro


Registrado em diário de saída da central de
Quantidade de rejeitos na triagem (t)
triagem
Registrado em diário de saída da central de
Quantidade comercializada (t)
triagem
Quantidade de resíduo destinado ao
Informação da PMI
aterro (t)
Subtrair quantidade de rejeitos da quantidade de
Quantidade triada (t)
entrada na central de triagem
Custo de transporte da coleta seletiva (R$) Informação da PMI

Custo da triagem e beneficiamento (R$) Registrado mensalmente na central de triagem

Receita apurada em vendas (R$) Registrado mensalmente na central de triagem

15
Exemplo de Diário de Viatura apresentado no Anexo II.

17
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 3 – Coleta de informações operacionais (L) e respectivos indicadores (C)


Quantidade Quantidade Renda de
Eficiência da Cobertura Custo total da
mensal mensal cada
Coleta META de Coleta
coletada coletada IRMR (%) trabalhador
Seletiva (kg/hab.ano) atendiment Seletiva
seletivament seletivamente cooperativado
(t/km.h) o (hab) (R$/t)
e (t) por catador (t) (R$ / trab)

Tempo de
Coleta (h)

extensão
percorrida
(Km)

Quantidade Quantidade
Coletada Coletada
Selet. em Selet. em
caminhão caminhão
(m3) (m3)

Quantidade Quantidade
Coletada Coletada
Seletivament Seletivamente
e em em caminhão
caminhão (t) (t)

Quantidade Quantidade Quantidade Quantidade


Coletada Coletada Coletada Coletada
seletivament seletivamente seletivamente seletivamente
e (m3) (m3) (m3) (m3)

Quantidade Quantidade Quantidade Quantidade Quantidade


Coletada Coletada Coletada Coletada Coletada
Seletivament Seletivamente Seletivament Seletivament Seletivament
e (t) (t) e (t) e (t) e (t)

Quantidade Quantidade Quantidade


de rejeitos na de rejeitos na de rejeitos na
Triagem (t) Triagem (t) Triagem (t)

Quantidade Quantidade Quantidade


comercializad comercializad comercializad
a (t) a (t) a (t)

Quantidade Quantidade
de lixo de lixo
destinado ao destinado ao
aterro (t) aterro (t)

Quantidade
Triada (t)

População
atendida
pelo
programa
(hab)

Custo de Custo de
transporte da transporte da
Coleta Coleta
Seletiva (R$) Seletiva (R$)

Custo da Custo da
Triagem (R$) Triagem (R$)

Receita
Apurada em
vendas (R$)

18
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

4. ESTIMATIVA DE GERAÇÃO DE MATERIAL RECICLAVEL EM ILHÉUS

Utilizando o percentual de resíduo domiciliar gerado em cada setor de coleta domiciliar


indicado no Plano Diretor de Limpeza Urbana de Ilhéus16 e a geração de resíduo per capita
da cidade, 0,79kg/hab.dia, pode-se estimar a quantidade de resíduo domiciliar em
toneladas por dia.

Equação 1 – Geração de resíduo domiciliar

Depois, utilizando a parcela passível de ser reciclada, 29,03%, podemos estimar a geração
diária de material reciclável em cada setor de coleta em toneladas.

Equação 2 – Geração de resíduo reciclável

Finalmente, utilizando o peso específico do material reciclável, 31,52kg/m3, estimamos o


volume semanal de material reciclável que poderá estar disponível para recolhimento.

Equação 3 – Volume de resíduo reciclável

Percorrendo a cidade de Ilhéus de Sul para Norte agrupamos os atuais setores de coleta
domiciliar e seus respectivos bairros em seis setores de coleta seletiva17 que deverão ser
atendidos semanalmente em uma rotina de segunda a sábado e serão referência para todas
as ações do PCS-Ilhéus.
A tabela de estimativas de geração de material reciclável indica o potencial de 34 toneladas
de geração diária de material reciclável na cidade de Ilhéus. No Cenário A seriam coletados
0,73t diariamente e 3,29 toneladas no Cenário B, estes pesos equivalem respectivamente a
160 e 730m3 de material reciclável coletado semanalmente.

16
CONDER/UMAH - Plano Diretor de Limpeza Urbana de Ilhéus. 1998.
17
Listagem de bairros no Anexo I.

19
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 5 – Estimativas de geração de materiais recicláveis

Estimativa de Estimativa de
peso de volume de
Identificação Estimativa Estimativa recicláveis recicláveis
de setores de resíduo parcela coletados coletados
População % 3
de coleta domiciliar reciclável (t/semana) (m /semana)
seletiva (t/semana) (t/semana)
Cenário Cenário Cenário Cenário
A B A B

Setor 1
Zona sul 43.495 29 240,5 69,8 1,5 6,8 47,6 214,4
(piloto)
Setor 2
6.005 4 33,2 9,6 0,2 0,9 6,6 29,6
Centro

Setor 3
42.191 28 233,3 67,7 1,5 6,6 46,2 207,9
Malhado

Setor 4
35.729 24 197,6 57,4 1,2 5,6 39,1 176,1
Teotônio Vilela

Setor 5
10.400 7 57,5 16,7 0,4 1,6 11,4 51,3
Industrial
Setor 6
Banco da 10.757 7 59,5 17,3 0,4 1,7 11,8 53,0
Vitoria

Total 148.577 100 821,6 238,5 5,1 23,1 162,7 732,2

A população indicada em cada setor de coleta é a soma dos habitantes dos bairros
existentes no setor. A diferença no total de habitantes na Tabela 5 relativa ao apresentado
pelo IBGE, 155.300 habitantes na área urbana, pode ser explicada pelo fato de alguns
moradores viverem em locais que não são considerados pertencentes a algum dos 27
bairros do Município.

5. ESTRATÉGIA DE IMPLANTAÇÃO DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA

O PCS-Ilhéus terá três modelos de implantação complementares e não excludentes, com o


objetivo comum de mobilização da população, inclusão dos catadores da COOLIMPA –
Cooperativa dos Catadores de Resíduos Recicláveis Consciência Limpa – como
trabalhadores em galpões, guarnições de coletores dos veículos da frota, educadores
ambientais e posterior inclusão dos catadores da cidade de Ilhéus, que atualmente atuam de
forma autônoma.

20
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Modelo 1 – Coleta Seletiva Ponto a Ponto para grandes geradores e instituições


públicas

Modelo 2 – Coleta Seletiva Porta a Porta com catadores, tendo como plano-piloto os
bairros da zona sul
Modelo 3 – Coleta Seletiva Ponto a Ponto em Locais de Entrega Voluntária (LEV)
tendo como área piloto os bairros da zona sul

Cada modelo pode ser organizado como uma etapa do PCS-Ilhéus onde seu tempo de
implantação dependerá do nível de participação e organização de todos os envolvidos,
principalmente da adesão dos geradores e da viabilização da infraestrutura necessária pela
Prefeitura Municipal de Ilhéus.
A Tabela 6 sugere um primeiro cronograma, considerando que para cada modelo a ser
implantado existem momentos com ênfase em planejamento (P); execução do planejamento
(E); avaliação da eficácia do que foi planejado (A) e revisão (R) da execução considerando o
que foi avaliado. Consolidados os três modelos é importante dar início a um novo ciclo de
trabalho como forma de garantir a contínua melhoria e modernização do PCS-Ilhéus.

Tabela 6 – Cronograma das etapas de implantação

5.1 Modelo 1 – Coleta Seletiva Ponto a Ponto para grandes geradores e instituições
públicas

Este modelo consiste em utilizar uma frota de veículos para coletar o material reciclável dos
grandes geradores cadastrados e transportar para o galpão de triagem e beneficiamento a
ser operado pela COOLIMPA. O Anexo III apresenta listagem de pontos de coleta seletiva
que deverão ser visitados desde o primeiro momento da implantação desta etapa do PCS-
Ilhéus.
Criada em 2010, a COOLIMPA, atualmente com 80 catadores associados, assinou com a
Prefeitura de Ilhéus Termo de Concessão e Uso por 20 anos de área de 5.809m2, nas
21
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

proximidades do aterro de Itariri, onde se encontra o galpão de beneficiamento e,


brevemente, será construído galpão de recepção e triagem dos materiais recicláveis. A
Cooperativa também receberá doação de prensa hidráulica, balança elétrica e carrinho para
fardo. Além das atividades operacionais na coleta seletiva e no beneficiamento dos
materiais, espera-se que nesta etapa os cooperados atuem como sensibilizadores e
mobilizadores. As ações de capacitação que serão realizadas no âmbito da implantação
deste Plano serão de suma importância para subsidiar as atividades dos catadores.
A maioria dos grandes geradores identificados em pesquisas de campo realizadas em 2011
sinalizou desejo de doação da parcela reciclável de seus resíduos aos catadores
organizados.

Para atuar na coleta dos grandes geradores e órgãos públicos cadastrados é necessário
que o uso da frota de veículos do PCS-Ilhéus seja organizado por setores como forma de
criar nos usuários um sentimento de regularidade, importante para a confiança no serviço
prestado.
A cidade, dividida em seis setores, terá coleta seletiva semanal em dias programados
quando os veículos deverão percorrer roteiros predefinidos, realizando a coleta Ponto a
Ponto do material reciclado previamente separado e acondicionado, preferencialmente em
sacos plásticos de 200 litros ou recipientes padronizados, como bags. Cada ponto de coleta
deverá possuir registro histórico da quantidade de material reciclável retirado. Um Termo de
Doação será firmado entre o doador e a COOLIMPA para formalizar a relação.

Tabela 7 – Programação semanal de coleta seletiva

Identificação de setores de Segunda- Terça- Quarta- Quinta- Sexta-


Sábado
coleta seletiva feira feira feira feira feira

Setor 1 – Zona sul (piloto) X

Setor 2 – Centro X

Setor 3 – Malhado X

Setor 4 – Teotônio Vilela X

Setor 5 – Industrial X

Setor 6 – Banco da Vitória X

Visando simplificar a curva de aprendizado do PCS-Ilhéus e a adequação das equipes de


coleta seletiva, bem como dos geradores, propõe-se que este modelo tenha inicio na zona
Sul da cidade, onde os grandes geradores estão mais mobilizados. A Associação de
Turismo de Ilhéus (ATIL) se prontificou a apoiar na identificação e mobilização de seus
22
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

associados. Posteriormente este modelo deve ser ampliado a outros setores da cidade,
como o Distrito Industrial, na região Norte e o bairro Cidade Nova, em área central da
cidade.
Viatura para coleta seletiva ponto a ponto

Caminhão
Diversos tipos de carroceria são usados nos caminhões que executam roteiros de coleta
seletiva. São encontrados caminhões com carrocerias especialmente projetadas para este
tipo de serviço, caminhões compactadores, carrocerias baú e até mesmo caminhões com
carrocerias híbridas juntando compartimentos com e sem compactação no mesmo chassi.
Para uso no PCS-Ilhéus, devido ao alto índice pluviométrico da região é aconselhável usar
carrocerias cobertas tipo baú ou gaiola com cobertura rígida. Opcionalmente poderá ser
usada carroceria de madeira adaptada com estrutura metálica formando gaiola desde que
possa receber lona de cobertura tipo rodoviário. Viaturas tipo baú proporcionam melhor
programação visual.
Em todos os casos é interessante haver ampla porta traseira, além de portas laterais para
facilitar carga, descarga e arrumação do material coletado. Em cada uma destas portas
deve haver escada de acesso. Na traseira do veículo é interessante haver plataforma para
transporte do coletor durante o percurso do roteiro. A Figura 4 apresenta um bom exemplo
destas recomendações.

Figura 4 – Viatura de coleta seletiva em Belo Horizonte

Reboques
O uso de reboques rodoviários com caçamba apropriada para acondicionamento de material
reciclável é vantajoso para aumentar a capacidade de transporte da frota do PCS-Ilhéus
sem aumentar a quantidade de viaturas. Significa a possibilidade de aumento na capacidade

23
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

de transporte com menor investimento e sem acréscimo nos custos operacionais de


combustível, manutenção e motorista.
Um reboque pode ser estacionado em logradouro recebendo material da coleta porta a porta
executada pelos catadores enquanto a viatura percorre um roteiro de grandes geradores. No
final do expediente a viatura busca o reboque e ambos seguem para o local de triagem.

O custo de aquisição de um reboque depende da disponibilidade de fornecedores locais e


do que será exigido como acabamento e pode variar de R$ 3 mil a R$ 10 mil. Seu custo de
manutenção é irrisório frente a um veículo motorizado.

Figura 5 – Exemplo de reboque sendo usado no Município de Tibagi – PR

Figura 6 – Exemplo de reboque sendo usado em Chapadão do Sul – MS

Com o objetivo de reduzir o tempo de carga de material reciclável economizando tempo de


operação de viaturas, uma opção para transporte é o uso de reboques que ficariam
estacionados durante a semana junto aos maiores grandes geradores. Quando cheios estes
equipamentos seriam rebocados para o galpão da COOLIMPA utilizando os caminhões da
coleta seletiva ou qualquer outro veículo disponível.

24
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Outra opção é o uso de reboque como Local de Entrega Voluntária em distritos fora da zona
urbana. Este ficaria estacionado no distrito recebendo voluntariamente material reciclável.
Com uma frequência previamente determinada uma viatura levaria um reboque vazio para o
distrito e voltaria com o reboque cheio.

Figura 7 – Exemplo de reboque para material reciclável

Veículos leves

A cidade de Ilhéus possui bairros em morros que podem dificultar o transito de caminhões
de maior porte para realização da coleta seletiva. Para vencer dificuldades de acessos por
dimensão do logradouro e declive uma opção é o uso de veículos leves, tipo furgão com
carroceria metálica.
Atuando com o conceito de “equipamento satélite” estes veículos trabalham orbitando
próximos a um caminhão de maior porte. O veículo realiza coleta em locais de acesso mais
difícil e transporta o material para o caminhão que está realizando coleta em logradouros
mais favoráveis a sua manobra.

Figura 8 – Veículo leve para coleta seletiva

25
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tratores
Outra opção para trabalho em locais de difícil transito para caminhões de maior porte, ou
ainda de precária pavimentação, é o uso de tratores como o Trator Agrale 4230.4 Cargo
Compactador com 3m3 de capacidade de carga. Com valor estimado em R$ 75 mil, estes
tratores podem tracionar reboques contribuindo para seu manejo ou atuar como veículos
“satélites”, da mesma forma que os veículos leves.

Figura 9 – Tratores Agrale 4230.4 carroceria com compactação e carroceria aberta

5.2 Modelo 2 – Coleta Seletiva Porta a Porta com catadores

O Modelo 2 será dedicado a organizar os catadores da COOLIMPA para realizar a coleta


seletiva regular porta a porta na cidade de Ilhéus além da sua participação na operação do
Modelo 1 de coleta seletiva ponto a ponto para grandes geradores e do trabalho de triagem,
beneficiamento e comercialização no galpão.
Espera-se que o resultado da implantação da coleta seletiva porta a porta com catadores
represente incentivo para a participação cooperativada dos 55 catadores autônomos
cadastrados por meio de levantamento realizado pelo IBAM em junho de 2011.
Propõe-se que o modelo porta a porta tenha inicio na zona Sul como área piloto do PCS-
Ilhéus. O item 10 deste documento apresenta o detalhamento do Plano-Piloto da coleta
seletiva.
Para alcançar a meta do Cenário B de 8,1kg/hab.ano será necessária adesão da população
ao PCS-Ilhéus separando seus resíduos em parcelas seca e úmida e entregando o material
reciclável separado para os catadores cooperativados que realizam a coleta seletiva porta a
porta.

Neste modelo deve-se analisar qual a melhor opção para organização dos catadores
autônomos de rua: a ampliação da COOLIMPA para agregar esses catadores ou a criação
de uma segunda cooperativa para executar coleta porta a porta, triagem, beneficiamento e
comercialização.

26
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

A existência de uma cooperativa com duas categorias de cooperativados, uma categoria


focada na coleta porta a porta e transporte, e outra categoria focada na triagem,
beneficiamento e comercialização pode ser benéfico da seguinte forma:
 as instalações da cooperativa nos Setores de Coleta Seletiva poderão ser menores,
pois serão usadas somente como locais de acumulação de material reciclável coletado
para transporte para o galpão da COOLIMPA para triagem e beneficiamento;
 procedimentos de qualidade, produtividade e segurança serão orientados ao tipo de
serviço executado melhorando a capacitação dos catadores cooperativados;
 a manutenção de equipamentos de beneficiamento é mais eficiente, pois todos estarão
concentrados no galpão da COOLIMPA;

 o rejeito da triagem ficará distante da área residencial e comercial de Ilhéus. Como o


galpão da COOLIMPA fica junto ao aterro sanitário o rejeito será facilmente
transportado para a célula em uso;
 O material reciclado beneficiado estará todo armazenado no galpão da COOLIMPA
oferecendo melhores condições de negociação para venda de lotes.

De qualquer forma caberá aos próprios catadores a decisão sobre a melhor forma de
organização e formalização dos trabalhos.

Independente do numero de organizações, para assegurar o vínculo entre o morador que


separa o material reciclável em sua residência e o catador cooperativado que coleta esse
material em sua porta é importante haver:
 apresentação formal do catador realizada pela cooperativa, preferencialmente com a
presença de representantes da Prefeitura;
 uniformização e identificação do catador cooperativado deixando claro que aquela
pessoa é um agente do PCS-Ilhéus;
 equipamento de coleta padronizado que cause uma imagem de organização e
produtividade;

 regularidade na passagem do catador coletando o reciclável separado.

Transporte de material reciclável


A participação dos catadores organizados em cooperativa é fundamental para alcançar a
meta do Cenário B e permitir melhorias na renda dos catadores, além de benefícios
ambientais com o aumento da parcela de materiais recicláveis coletada.

27
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

O transporte de material reciclável coletado individualmente pelo catador cooperativado


percorrendo os logradouros deve ser realizado em equipamento que garanta produtividade
sem risco a saúde e a segurança.
O trabalho do catador cooperativado é fundamental para a promoção da inserção sócio
produtiva da categoria e a veiculação de uma imagem positiva do PCS-Ilhéus.
Equipamentos improvisados e em mau estado de conservação devem ser substituídos por
equipamentos padronizados, produtivos, seguros, compatíveis com o esforço admissível
para o trabalhador e com programação visual que fomente a participação dos moradores.

Carrinhos de coleta
Embora exigindo o esforço físico do catador, o uso de carrinhos é o mais simples e barato
em um cenário de implantação do PCS-Ilhéus.

O carrinho deve ser projetado ergometricamente para transporte não superior a 6m3,
com alças que facilitem a manobra, três ou quatro rodas para garantir equilíbrio e
diminuição no esforço do catador, e com programação visual que favoreça a
comunicação com os moradores e identificação do condutor.

Figura 10 – Exemplo de carrinho de coleta de material reciclável

A troca de carrinhos improvisados por uma frota padronizada bem-projetada é um elemento


de valorização do catador e demonstração de organização do Programa de Coleta Seletiva.
Triciclos de carga
Triciclos de carga podem ser considerados como carrinhos de coleta. Interessante neste
caso é que a carga esteja na parte da frente do equipamento que poderá ser empurrado
pela opção ciclista ou puxado havendo hastes retráteis para tal situação.

28
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 11 – Triciclo de carga em Porto Velho – RO18

Figura 12 – Triciclo de carga em Caxias do Sul – RS19

Veículos motorizados Tuc-tuc


O Tuc-tuc é um triciclo motorizado usado como meio de transporte muito popular na Índia e
em outros países asiáticos. Pode ser descrito como uma motocicleta com cobertura para o
motorista e carroceria que pode transportar passageiros ou carga.

Triciclos motorizados são bons substitutos de carroças ou carrinhos. Unidades foram


incorporadas à coleta seletiva do Distrito Federal em 2008 e na coleta domiciliar de
comunidades pacificadas com UPP na cidade do Rio de Janeiro.
O custo médio de R$ 16 mil, a necessidade de manutenção e o consumo de combustíveis
distanciam este tipo de equipamento dos carrinhos aproximando-o dos caminhões. Podem
ser considerados na frota de coleta seletiva quando a cooperativa estiver consolidada.

Tratores

18
http://portalamazonia.globo.com/new-structure/view/scripts/noticias/noticia.php?id=93910.
19
http://www.vivatenis.com.br/noticias/visualizar.asp?Cod=3182
29
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Como os triciclos motorizados o uso de tratores deve ser considerado como eventual
expansão na frota de coleta seletiva quando o PCS-Ilhéus estiver consolidado. Lembrando,
no entanto, que o custo de aquisição do Trator Agrale 4230.4 Cargo Compactador é de R$
75 mil.

Galpões de triagem e beneficiamento


Na hipótese de haver cooperativas distintas no PCS-Ilhéus sugere-se que operem em áreas
bem definidas, preferencialmente equivalentes aos setores de coleta seletiva consolidados
na primeira etapa de implantação do programa.

Cada uma destas cooperativas deve garantir a regularidade na coleta porta a porta e
encaminhar o material para seu próprio galpão de triagem e beneficiamento, construído em
conformidade com as diretrizes do Movimento Nacional de Catadores de Materiais
Recicláveis e do Governo Federal. A Figura 13 toma como referencia uma planta de galpão
proposta pelo Ministério das Cidades em sua publicação: “Elementos para a Organização da
Coleta Seletiva e Projeto dos Galpões de Triagem”.

Figura 13 – Planta de galpão de triagem e beneficiamento20

A Figura 14 apresenta a planta que está sendo preconizada para a COOLIMPA, resultado
de discussões com interlocutores locais, integrantes da cooperativa e representantes do
Governo do Estado/CONDER. O Primeiro galpão de aproximadamente 500m2 funcionará
como recepção e triagem dos materiais e o segundo (cobertura cinza na imagem), já
existente será usado para as atividades de beneficiamento e armazenamento.

20 Adaptado de Ministério das Cidades.

30
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 14 – Imagem ilustrativa dos galpões da COOLIMPA

Galpão Operacional

Se, no entanto, todos os catadores do PCS-Ilhéus pertencerem a uma mesma cooperativa,


a COOLIMPA, não será necessário executar a triagem e beneficiamento próximo aos
setores de coleta seletiva, pois esta atividade poderá ser feita no galpão junto ao aterro do
Itariri. Será necessário, no entanto, haver pontos de acumulação de material reciclável
coletado porta a porta pelos catadores para que o caminhão possa transportá-lo para a
COOLIMPA.
O galpão operacional é uma instalação que serve de base operacional para os catadores
que executam coleta seletiva acumulando sua produção para transferência para uma única
central de triagem. Com um para cada setor de coleta seletiva, ou agrupados por setores de
coleta, estes galpões podem ser considerados também Locais de Entrega Voluntária – LEV
e, havendo oportunidade, local para promoção de educação ambiental, recebimento de óleo
de cozinha, pneus e resíduos de pequenas obras, transformando-se em um Centro
Integrado de Manejo de Resíduos Sólidos não orgânicos. A instalação destes galpões pode
ser importante para o PCS-Ilheus, contudo apresenta-se como desafio a identificação de
terrenos públicos em localizações adequadas para a instalação destes galpões.

31
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 15 – Esquema de galpão operacional21

No galpão operacional os catadores se reúnem, organizam as tarefas do dia, trocam de


roupa e tomam banho, guardam seus equipamentos e tem um lugar de referência para
apontar como seu local de trabalho.
Não é sensato construir um galpão para o Cenário A para depois ampliá-lo para o Cenário
B, então seu dimensionamento partiu das estimativas de volume de material reciclado
coletado semanalmente no Cenário B considerando que 100% do material estimado para o
Cenário B passaria pelo galpão operacional oriundos de coleta porta a porta com catadores;
recolhimento de LEV (Modelo 3); transporte em trator vindo de áreas de difícil acesso; e de
outras fontes como moradores ou comerciantes não cadastrados levando material reciclável
voluntariamente diretamente para o Galpão.
A tabela a seguir informa a área útil necessária para armazenamento de material reciclável
considerando baias de 1,5 metros de altura, e a área mínima do terreno que inclui, além da
área útil de armazenamento, uma área livre para manejo e circulação equivalente a 50% da
área útil de armazenamento e uma área construída de 30m2 (sala, refeitório, banheiro)

21
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Elementos para a organização da coleta seletiva e projeto dos galpões de
triagem “Instrumentos de apoio à gestão de resíduos sólidos” (IAGRS) da Universidade Federal de São Carlos –
UFSCar.

32
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 8 – Área para galpões operacionais – um por setor

Área Útil
Estimativa de necessária para
volume destinado armazenamento Área mínima total
aos galpões considerando destinada à
Identificação de setores de operacionais empilhamento de galpões
coleta seletiva 1,5 m operacionais

100%
m3/semana m2 m2
Setor 1 – Zona sul (piloto) 214,36 143 245

Setor 2 – Centro 29,59 20 60

Setor 3 – Malhado 207,93 139 239

Setor 4 – Teotônio Vilela 176,09 117 206

Setor 5 –Industrial 51,26 34 81

Setor 6 – Banco da Vitória 53,01 35 83

Total 732 488 914

Na falta de uma área para instalação de um galpão operacional o armazenamento do


material coletado poderia ocorrer em reboques de 10m3. Apesar de não ser a melhor opção
para a imagem do PCS-Ilhéus, os reboques estacionados em locais públicos podem atender
ao processo por algum período enquanto não se implanta um galpão operacional. Na área
piloto, cinco a seis viagens semanais de um reboque atenderiam a demanda estimada no
Cenário A.
Contudo, diante da distancia entre a massa de geração de resíduos e o galpão atualmente
disponível, em área vizinha ao aterro sanitário do Itariri, a instalação de galpões
operacionais por setores de coleta seletiva ou por grupos de setores será de relevante
importância.

5.3 Modelo 3 – Coleta Seletiva Ponto a Ponto em Locais de Entrega Voluntária

Este modelo consiste em disponibilizar para a população oportunidades de participar do


PCS-Ilhéus utilizando Locais de Entrega Voluntária – LEV.
Pelo ponto de vista operacional, a coleta do material armazenado nos LEV tem
característica semelhante ao modelo 1 se o LEV for encarado como um grande gerador com
coleta seletiva ponto a ponto. Por outro, a coleta do material armazenado nos LEV tem
característica semelhante ao modelo 2 se o LEV for encarado como uma residência com
coleta seletiva porta a porta com catador cooperativado.

33
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

O Modelo 3 é a forma do morador participar do PCS-Ilhéus quando está usando espaços


públicos afastados de sua residência ou quando é seu interesse escoar o material em
momento diferente que o programado pela coleta porta a porta. Desta forma, o Modelo 3
pode ser desenvolvido como um complemento aos modelos 1 e 2, apesar de também poder
ser o único em alguma área da cidade.
O Modelo 3 também poderá atuar como forma de propaganda do PCS-Ilhéus não só para os
moradores mas também para os numerosos turistas visitantes da cidade. O Local de
Entrega Voluntária pode tornar-se um símbolo do compromisso da Prefeitura da cidade de
Ilhéus com a questão ambiental e a coleta seletiva.
A programação visual dos equipamentos instalados deve informar claramente sobre o PCS-
Ilhéus, além disso, durante toda implantação deste modelo deve haver intensa campanha de
sensibilização para orientar e estimular a adesão dos moradores.
A implantação dos LEV deverá ser prioritária em locais públicos urbanizados ou junto a
geradores cadastrados que podem atuar como “padrinhos/madrinhas” do local, no entanto,
nada impede haver LEV em logradouros residenciais desde que aceitos pelos moradores.
Ao pensar na malha de LEV como independente da presença dos modelos 1 e 2 devemos
considerar um maior esforço em comunicação e orientação para ampliar a adesão da
população, em especial por que “em termos de qualidade dos materiais recicláveis
coletados tem-se que a coleta seletiva porta a porta pode apresentar percentuais de rejeitos
que podem variar entre 10% e 20%, dependendo da experiência em análise, e a coleta por
meio de LEV apresenta, em geral, índices mais baixos, o que poderá possibilitar melhores
níveis do Índice de Recuperação de Material Reciclável – IRMR.
O material dos LEV poderá ser coletado pelo caminhão (modelo 1) ou pelo catador
cooperativado no seu carrinho (modelo 2). Se houver cooperativas distintas é necessário
estabelecer procedimentos para a coleta dos recicláveis nestes locais.

Equipamentos para Locais de Entrega Voluntária

Os Locais de Entrega Voluntária deverão ser projetados para facilitar o uso da população e
também sua coleta pelos cooperativados, devendo seguir a premissa da coleta seletiva
recebendo somente a parcela reciclável dos resíduos sólidos. Devem ser distribuídos de
forma que sejam plenamente usados, evitando seu extravasamento para não serem
confundidos com pontos viciados.
Encontramos diversos tipos de Locais de Entrega Voluntária variando de contêineres
dispostos em logradouro com identificação própria até instalações de alvenaria, o que
demonstra que, apesar do objetivo comum, o projeto de um LEV não tem uma tendência
bem-definida.

O LEV pode ser um contenedor plástico, estruturas metálicas ou qualquer outro dispositivo
propício para armazenamento de sacos de ráfia polipropileno.

34
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Por ser simples e aparentemente barato, um bom modelo de LEV é o apresentado na Figura
16. Trata-se de uma estrutura metálica gradeada semelhante à de um carrinho de catador.
O morador deposita o material pela parte superior e o catador recolhe abrindo portinhola na
parte inferior. Este modelo tem a vantagem de poder ser tratado como módulo único
instalado em locais de menor uso ou diversas unidades em locais de maior demanda.

Figura 16 – Local de Entrega Voluntária em Betim – MG

A quantidade de LEV dependerá da sua capacidade volumétrica, da quantidade de material


encaminhado e da frequência de coleta programada. Para uma coleta semanal a quantidade
de LEV é o quoeficiente entre a estimativa de quantidade de material reciclável recebida e a
capacidade volumétrica da unidade.
Posicionamento dos Locais de Entrega Voluntária

A necessidade de deslocamento da população com seu material reciclável para o LEV é


apontado como um fator negativo para este tipo de coleta seletiva.
Quando o deslocamento é feito com um veículo as emissões de carbono podem encobrir o
benefício ao meio ambiente gerado pela reciclagem do material levado pelo morador. A
caminhada, portanto, deve ser o tipo de deslocamento a ser incentivado.
Considerando CAMPOS22, para incentivar a participação apenas por meio de caminhada, a
distância ideal para o usuário do LEV é de 300 metros, podendo chegar ao máximo de 500
metros, nunca ultrapassando um quilômetro. Isto porque uma pessoa caminha em uma
velocidade de aproximadamente 100 metros por minuto e está disposta a caminhar no
máximo cinco minutos para alcançar um LEV.

22
CAMPOS, D.Sc., Vânia Barcellos Gouveia. Localização de Equipamentos para Coleta Seletiva Reciclável
em Área Urbana. 2006. In:, 2º Congresso Luso Brasileiro para p Planejamento Urbano Regional Integrado e
Sustentável, BRAGA. PLURIS 2006 www.ime.eb.br/~webde2/prof/vania/pubs.htm.

35
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

CAMPOS também alerta que “uma condição para que em cada área não seja ultrapassada
a distância máxima de caminhada de 500 metros é que a área esteja circunscrita em um
círculo com raio menor que 370 metros, isto acontece pelo fato de que em áreas urbanas os
caminhos nem sempre são linhas retas”.
Com estas informações podemos sugerir que para cada quilômetro quadrado deve haver no
mínimo dois LEV, menos que isso a eficácia é prejudicada pela redução na quantidade de
pessoas dispostas a caminhar com seu material reciclável ao local mais próximo.

Para uma coleta semanal as tabelas a seguir indicam para várias capacidades volumétricas
quantos LEV seriam necessários para atender 10% da estimativa de volume de reciclado
disponível para coleta nos Cenário A e Cenário B do PCS-Ilhéus.

Tabela 9 – Quantidade de Locais de Entrega Voluntária no Cenário A


Estimativa de volume de
Estimativa da quantidade de LEV
reciclado coletado em LEV
Cenário A
Identificação de setores (m3/semana)
de coleta seletiva 10% Capacidade volumétrica em litros
Cenário A 250 500 1000 1500 2000
Setor 1 – Zona sul (piloto) 4,76 19 10 5 3 2
Setor 2 – Centro 0,66 3 1 1 0 0
Setor 3 – Malhado 4,62 18 9 5 3 2
Setor 4 – Teotônio Vilela 3,91 16 8 4 3 2
Setor 5 – Industrial 1,14 5 2 1 1 1
Setor 6 – Banco da
1,18 5 2 1 1 1
Vitória
Total 16,27 66 32 17 11 8

Tabela 10 – Quantidade de Locais de Entrega Voluntária no Cenário B


Estimativa de volume de
Estimativa da quantidade de LEV
reciclado coletado em LEV
3 Cenário B
Identificação de setores (m /semana)
de coleta seletiva 10% Capacidade volumétrica em litros
Cenário B 250 500 1000 1500 2000
Setor 1 – Zona sul (piloto) 21,44 86 43 21 14 11
Setor 2 – Centro 2,96 12 6 3 2 1
Setor 3 – Malhado 20,79 83 42 21 14 10
Setor 4 – Teotônio Vilela 17,61 70 35 18 12 9
Setor 5 – Industrial 5,13 21 10 5 3 3
Setor 6 – Banco da
5,30 21 11 5 4 3
Vitória
Total 73,22 293 147 73 49 37

36
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

5.4 Dimensionamento de frota

Como o PCS-Ilhéus será implantado em toda área urbana atendida pela coleta domiciliar
incorporando gradualmente grande geradores e instituições públicas, residências e Locais
de Entrega Voluntária é importante definir a frota mínima necessária para realizar o
transporte de material reciclável até 1,8kg/hab.ano, meta do Cenário A e depois conhecer o
acréscimo da frota necessária para alcançar 8,1kg/hab.ano, meta do Cenário B.

Os cálculos tomam como base a estimativa de geração de resíduos domiciliares


considerando uma geração per capita média, percentuais recicláveis de análise gravimétrica
e premissas apresentadas na Tabela 11. Os valores poderão ser ajustados na medida em
que informações mais atualizadas sejam obtidas.

Tabela 11 – Premissas adotadas para cálculo de frota

Produção de resíduos per capita 0,79 kg/hab.dia Dados fornecidos pela PMI (2012)
População urbana listada nos
148.577 Hab. IBGE Censo Demográfico 2010
bairros dos setores de coleta
População urbana total 155.300 Hab. IBGE Censo Demográfico 2010
Meta do Cenário A 1,8 kg/hab.ano Diagnóstico SNIS
Meta do Cenário B 8,1 kg/hab.ano Diagnóstico SNIS
Pesquisa de campo CONDER/FEP
Parcela potencialmente reciclável 29,03 %
(2010)
Peso específico do material 3 Pesquisa de campo CONDER/FEP
31,52 kg/m
reciclável (2010)

No dimensionamento da frota interessa definir a quantidade de viaturas e capacidade


volumétrica mínima da carroceria capaz de transportar a demanda de resíduos recicláveis
que atenda, em um primeiro momento, a meta do Cenário A, definida em 5,13 toneladas
por semana equivalente a 1,8kg/hab.ano.

Os cálculos serão reproduzidos para opções que busquem atender à demanda do Cenário
B, 23,98 toneladas por semana equivalente a 8,1kg/hab.ano, considerando um aumento a
partir do Cenário A com uma frota padronizada ou com diferentes tipos de viatura.
Em todos os cálculos foram incluídas opções com uso de reboque de 10m3 de capacidade e
utilizou-se a premissa que cada viatura realizará uma viagem por dia até o destino final.

Frota para coleta seletiva no Cenário A


A capacidade semanal de transporte da frota é obtida por cálculo que considera a
quantidade de viaturas; capacidade volumétrica das carrocerias; quantidade de reboques;
quantidade de viagens por dia; o peso específico do material reciclável e uma semana de
seis dias de trabalho.

37
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Vc = Volume da carroceria em m3
Qc = Quantidade de Viaturas
Vr = Volume do remoque = 10m3
Qr = Quantidade de reboques
N = Quantidade de viagens = 1 viagem

Combinando quantidade de viaturas, capacidade volumétrica da carroceria e quantidade de


reboques pode-se montar diversas opções de frota com suas respectivas capacidades de
transporte semanal. Foram descartadas da análise as combinações com a quantidade de
reboques maior que a quantidade de viaturas e aquelas que a capacidade semanal de
transporte supera o dobro do necessário para atender as metas dos Cenários A e B.
Conhecendo a capacidade semanal de carga da frota foi possível calcular o total de carga
anual que a frota é capaz de transportar considerando operação de segunda a sábado com
uma viagem por turno com carroceria cheia. Este valor, comparado com as metas dos
cenários, indica se a combinação de frota seria capaz de transportar carga suficiente para
atender as metas estipuladas.
Como exemplo dos cálculos desenvolvidos, a Figura 17 informa graficamente a capacidade
semanal de transporte em toneladas para várias opções de capacidade volumétrica da
carroceria sem a utilização de reboque. As linhas pontilhadas representam os limites do
Cenário A (inferior) e Cenário B (superior). Pode-se observar que para uma frota com
carrocerias de 10m3 são necessárias três viaturas para atender o Cenário A e que oito
viaturas ainda não seriam suficientes para alcançar o Cenário B. Da mesma forma uma
frota com carrocerias de 20m3 necessita de duas viaturas para o Cenário A e,
aparentemente, seis para o Cenário B.

Figura 17 – Curvas de capacidade de transporte da frota sem reboque

38
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Frotas com carrocerias superiores a 30m3 atenderiam o Cenário A com apenas uma viatura,
mas estes volumes trariam dificuldades de circulação e colocariam o PCS-Ilhéus em colapso
em caso de quebra da única viatura.
A Tabela 12 resume informações das melhores combinações de frota que atendem a meta
do Cenário A.

Tabela 12 – Combinações de frota no Cenário A

Frota do Cenário A

Combinações A.1 A.2 A.3 A.4 A.5

Capacidade do caminhão m³ 15 10 10 20 15

Quantidade de viaturas Un. 2 2 3 2 2

Quantidade de reboques Un. 0 1 0 0 1

3
Capacidade de transporte m 30 30 30 40 40
diário da frota

Capacidade semanal da t/semana 5,67 5,67 5,67 7,56 7,56


frota

Capacidade de transporte Parcela 2,38% 2,38% 2,38% 3,17% 3,17%


em relação a estimativa reciclável
de geração
Coleta 0,69% 0,69% 0,69% 0,92% 0,92%
domiciliar

Capacidade de transporte t.ano 296 296 296 394 394


em relação a estimativa
de geração
Kg/ 1,99 1,99 1,99 2,65 2,65
hab.ano

Atendimento da meta no Cenário A 110,62% 110,62% 110,62% 147,49% 147,49%

Atendimento da meta no Cenário B 24,58% 24,58% 24,58% 32,78% 32,78%

Considerando inicialmente a ausência de reboque as combinações para análise são as A.1,


A.3 e A.4. Desde que a meta do Cenário A seja atendida, uma frota de menor quantidade
de veículos é preferencial por razões financeiras referentes aos custos de manutenção e
utilização das viaturas o que descarta a opção A.3.

39
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Na comparação das combinações A.1 e A.4, embora ambas atendam à meta do Cenário A,
a segunda apresenta maior capacidade de transporte oferecendo uma margem de
segurança para contingências como quebra de viaturas ou aumento pontual de demanda.
A combinação A.4, dois caminhões de 20m3, parece ser a melhor opção, pois garante com
folga o atendimento da meta do Cenário A podendo chegar a transportar anualmente
2,65kg de reciclados por habitante.
A combinação de dois caminhões de 20m3 sem o uso de reboque é capaz de transportar
7,56 toneladas por semana, equivalente a 3,17% do total passível de ser reciclado existente
nos resíduos de Ilhéus, alcançando uma taxa de recuperação de recicláveis de 0,92%,
superior ao alcançado na Região Nordeste23.

Pelo exposto, para alcançar a meta do Cenário A, a frota mínima do PCS-Ilhéus deve
ser composta de dois caminhões com carrocerias cobertas tipo baú ou gaiola com
cobertura rígida, capacidade volumétrica mínima de 20m3, amplas porta traseira e
portas laterais, escada de acesso em cada porta e plataforma traseira para transporte
dos coletores.

Convém observar que uma frota com dois veículos de 15m3 e um reboque, da combinação
A.5, alcança o mesmo resultado da combinação A.4 com dois veículos de maior capacidade
sem reboque.
A passagem do caminhão de coleta seletiva com regularidade no dia programado atinge a
confiança dos grandes geradores na operação do PCS-Ilhéus e incentiva o cadastro de
novos doadores.
Também, na medida do possível, os roteiros destes caminhões deverão ser semelhantes
aos de coleta domiciliar para atuarem como meio de propaganda do PCS-Ilhéus,
eventualmente receber também material reciclado de voluntários ainda não cadastrados e
estimular a adesão da população em etapa posterior do programa.
Apesar de ter capacidade de atender a meta do Cenário A, uma frota de dois caminhões de
20m3 é insuficiente para atender a meta do Cenário B, que depende da organização e
participação ativa de catadores, incluindo os catadores de rua, boa adesão da população,
instalação de LEV e, principalmente, uma ampliação da frota do Cenário A.

23
MINISTÉRIO DAS CIDADES, Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2009, Sistema Nacional
de Informações Sobre Saneamento SNIS.

40
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Ampliação de frota para atingir o Cenário B


Para alcançar 8,1kg/hab./ano, meta do Cenário B, será necessário ampliar a frota inicial do
Cenário A que tem capacidade de alcançar até 2,65kg/hab./ano.
Considerando uma frota de veículos de mesma capacidade volumétrica da caçamba
definida para a frota do Cenário A, repetimos os cálculos para novas combinações
buscando quais atendem a uma demanda mínima de 23,98 toneladas por semana.
Descartamos da análise as combinações com a quantidade de reboques maior que a
quantidade de viaturas.
A vantagem do uso de reboques não está somente em reduzir o tempo de carga de material
reciclável economizando tempo de operação de viaturas, mas, sobretudo, garante a redução
da necessidade de viaturas na frota do PCS-Ilhéus reduzindo o custo de investimento,
operação e manutenção. A Figura 18 informa graficamente a capacidade semanal de
transporte em toneladas para várias opções de quantidade de reboque. As combinações
válidas devem estar acima da linha pontilhada superior, que representa a demanda do
Cenário B.

Figura 18 – Curvas de capacidade de transporte da frota


com caçamba de 20m3 e reboques

Na Tabela 13, que resume informações das melhores combinações de frota que atendem a
meta do Cenário B, a combinação B.1 é a primeira que atende a demanda sem a
necessidade de uso de reboques. Uma frota de sete veículos da combinação B.1 evidencia
a importância do uso de reboques como forma de redução de custos. A combinação B.3, de
cinco veículos e quatro reboques, tem a mesma capacidade de transporte que a
combinação B.1 com menos motoristas, manutenção e consumo de combustível.

41
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 13 – Combinações de frota no Cenário B

Frota do Cenário B

Combinações B.1 B.2 B.3 B.4

3
Capacidade do caminhão m 20 20 20 20

Quantidade de viaturas Un. 7 5 5 5

Quantidade de reboques Un. 0 3 4 5

Capacidade de transporte diário 3


m 140 130 140 150
da frota

Capacidade semanal da frota t/semana 26,48 24,59 26,48 28,37

Parcela reciclável 11,10% 10,31% 11,10% 11,89%


Capacidade de transporte em
relação a estimativa de geração
Coleta domiciliar 3,22% 2,99% 3,22% 3,45%

Capacidade de transporte em t./ano 1381 1282 1381 1479


relação a estimativa de geração
kg/hab./ano 9,29 8,63 9,29 9,96

Atendimento da meta no Cenário A 516,22% 479,35% 516,22% 553,09%

Atendimento da meta no Cenário B 114,72% 106,52% 114,72% 122,91%

A combinação B.2 de cinco viaturas com capacidade volumétrica de 20 m3 e três reboques é


a que exige menor acréscimo equipamento em relação à frota do Cenário A. Esta frota tem
a capacidade de transportar 24,59 toneladas por semana equivalente a 10% do total
passível de ser reciclado existente nos resíduos de Ilhéus alcançando uma taxa de
recuperação de recicláveis de 3% e 8,63kg de reciclados por habitante anualmente.
As combinações B.3 e B.4 aumentam a capacidade de transporte da frota sem aumentar a
quantidade de viaturas podendo ser consideradas como opções para expansão do PCS-
Ilhéus além da meta do Cenário B chegando até próximo a 10kg por habitante no ano.

Para alcançar a meta do Cenário B, a frota mínima do PCS-Ilhéus deve ser composta
de cinco caminhões com carrocerias cobertas tipo baú ou gaiola com cobertura
rígida, capacidade volumétrica mínima de 20m3, amplas porta traseira e laterais,
escada de acesso em cada porta e plataforma traseira para transporte dos coletores e
três reboques com capacidade volumétrica mínima de 10m3.

42
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Uso de frota mista no Cenário B


Se houver disponibilidade de uso de pelo menos um reboque ainda no Cenário A pode-se
voltar a considerar as combinações A.2 e A.5 utilizando duas viaturas de 10m3 e 15m3
respectivamente. A combinação A.5 tem vantagem por sua capacidade de transporte
semanal de 7,56 toneladas maior que as 5,67 toneladas da combinação A.2.

Para o Cenário B temos duas opções:


Opção Mista A: se a frota do Cenário A for a combinação A.2 então a frota no Cenário B
recebe um acréscimo de três viaturas com caçambas de 20m3 e mais quatro reboques

Opção Mista B: se a frota do Cenário A for a combinação A.5 então a frota no Cenário B
recebe um acréscimo de três viaturas com caçambas de 20m3 e mais três reboques
Ambas opções mistas A e B alcançam uma capacidade.de transporte de 24,59 toneladas
por semana, equivalente a 10,31% do total passível de ser reciclado existente nos resíduos
de Ilhéus e uma taxa de recuperação de recicláveis de 2,99%.

Tabela 14 – Combinações de frota mista

Combinações Opção Mista A Opção Mista B

A.2 Cenário A.5 Cenário


B B

3
Capacidade do caminhão m 10 10 20 15 15 20

Quantidade de viaturas Un. 2 2 3 2 2 3

Quantidade de reboques Un. 1 1 4 1 1 3

3
Capacidade de transporte diário da frota m 30 30 100 40 40 90

Capacidade semanal da frota t/semana 5,67 24,59 7,56 24,59

Parcela 2,38% 10,31% 3,17% 10,31%


reciclável
Capacidade de transporte em relação a
estimativa de geração
Coleta 0,69% 2,99% 0,92% 2,99%
domiciliar

t.ano 296 1282 394 1282


Capacidade de transporte em relação a
estimativa de geração Kg/ 1,99 8,63 2,65 8,63
hab.ano

Atendimento da meta no Cenário A 110,62% 479,35% 147,49% 479,35%

Atendimento da meta no Cenário B 24,58% 106,52% 32,78% 106,52%

43
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Fluxograma de escolha de opções de frota

O fluxograma a seguir apresenta graficamente as melhores combinações de frota para


atender à demanda necessária para alcance das metas do PCS-Ilhéus. O caminho
escolhido depende das oportunidades que se apresentam e das decisões dos agentes
envolvidos.

Figura 19 – Fluxograma de escolha de opções de frota

44
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Na medida do possível, a frota poderá possuir pelo menos um trator agrícola ou veículo tipo
furgão com carroceria tipo baú ou gaiola com cobertura rígida, capacidade volumétrica mínima
de 3m3 para atuar como satélite dos caminhões principais em locais de difícil acesso.

6. CENÁRIO CONSOLIDADO DO PROGRAMA DE COLETA SELETIVA

Em meados do segundo ano de implantação do PCS-Ilhéus teremos todos os três modelos


programados se consolidadando no dia a dia da cidade. O morador terá como opções
encaminhar seu material reciclável para um LEV; entregar o material para um catador
cooperativado que passa pela sua porta ou, caso a geografia do terreno exija, ter seu
material coletado por um catador em um veículo “satélite” de coleta seletiva, ou mesmo por
um caminhão coletor.

O catador coopeerativado, devidamente uniformizado, identificado e com equipamento de


proteção, percorrerá as ruas de seu roteiro com um carrinho projetado ergonomicamente –
carrinho elétrico, um triciclo de carga ou outro modelo selecionado – coletando o material
reciclável porta a porta para encaminha-lo ao galpão operacional. Alguns catadores
cooperativados estarão realizando a coleta porta a porta com veículos motorizados tuc-tuc
ou veículos “satélites” também encaminhando o material para o galpão operacional.
Os comerciantes e os responsáveis por órgãos públicos, em especial os municipais, estarão
participando do PCS-Ilhéus disponibilizando seu material reciclável para a coleta seletiva
que será realizada com caminhão gaiola guarnecido por catadores cooperativados ou, caso
a geografia do terreno exija, um veículo “satélite”. Se sua geração de material reciclável
semanal superar 10m3, meia viagem de um caminhão gaiola, haverá a opção de armazenar
o material reciclável em um reboque que será movimentado pelo veículo de coleta seletiva.

Os veículos de coleta seletiva estarão coletando material reciclável dos geradores e órgãos
públicos cadastrados, dos reboques existentes, dos galpões operacionais, e, eventualmente,
dos LEV encaminhando suas viagens para o Galpão de triagem e beneficiamento da
COOLIMPA.
Catadores cooperativados capacitados estarão realizando a triagem do material reciclável
coletado, usando prensas, balanças, carrinhos de movimentação para o beneficiamento,
enquanto o material beneficiado é comercializado e retirado por seus compradores.

45
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 20 – Cenário consolidado do Programa de Coleta Seletiva de Ilhéus

46
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

7. PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO

Sem a participação da população não há PCS-Ilhéus, pois de nada adiantará haver


catadores organizados em cooperativas e equipamentos disponíveis para transporte e
comercialização se não houver a separação de materiais dentro das residências e
comercios.

Visando à participação da população deve haver uma campanha publicitária e educativa


continuada para orientar sobre a separação dos resíduos nas parcelas seca e úmida; como
proceder para participar da coleta seletiva, mas que também aborde questões ambientais e
sanitárias com a inclusão dos princípios de não geração e a redução de resíduos sólidos
urbanos. Caberá a campanha apontar também para a importância da inclusão social dos
catadores no programa de coleta seletiva.
As ações de comunicação que estarão explicitadas no Plano de Comunicação Estratégica
(Produto 7) devem ter como público-alvo não somente os moradores de Ilhéus, mas também
instituições parceiras, como grandes geradores e instituições públicas; rede pública e
particular de ensino, ONGs, universidades, associações ligadas ao turismo entre outras
organizações. Os demais atores ligados à cadeia da reciclagem, incluindo os próprios
depósitos/sucateiros locais, também devem ser contemplados.

Campanha publicitária e educativa

A campanha publicitária e educativa tem o objetivo de conscientizar e conquistar a adesão


da população de Ilhéus com relação à implantação do Programa de Coleta Seletiva devendo
adotar estratégias de marketing como propaganda, relações públicas e marketing direto.
A campanha deve buscar formas de comunicação com a comunidade para sua informação e
adesão; com a mídia, priorizando os programas de radio devido a sua grande audiencia
local e baixo investimento, para usar seu potencial de difusão para divulgar eventos,
indicadores e metas; e com a escola para promover educação ambiental como forma de
transformar mentalidades e comportamentos. É importante que os catadores também
passem por ações de capacitação para que se transformem em agentes ambientais nas
ações de sensibilização, o que está previsto em Programa de Capacitação (Produto 6)
especifico voltado para a organização e qualificação dos catadores.

Quando os LEV forem instalados os moradores das regiões próximas deverão ser
convidados para eventos de inauguração com ações de educação ambiental, gincanas,
oficinas de artesanato e arte com material reciclável. Deverá acontecer distribuição de
panfletos sobre operação dos LEV, instalação de faixas e outdoors. Em especial, a partir
desta etapa, as associações de moradores, com o apoio da FAMI (Federação de
Associações de Moradores de Ilhéus), terão um papel essencial de divulgação do programa
por meio de suas reuniões regulares com a comunidade e de campanhas “boca a boca”.
47
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

8. PARTICIPAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS

A continuidade da implantação do Programa de Coleta Seletiva e o seu sucesso dependem


do compromisso da Prefeitura que, através de Termo de Compromisso firmado com a
COOLIMPA, assumiu a responsabilidade de viabilizar a coleta e o transporte dos materiais
recicláveis disponibilizando caminhão, motorista e combustível à luz da Política Nacional de
Resíduos Sólidos (PNRS) que estabelece responsabilidades claras para o poder publico na
viabilização de programas de coleta seletiva.

Além das ações de estruturação física do programa, como a disponibilização da frota e


remuneração da cooperativa de catadores pela prestação dos serviços, a Prefeitura de
Ilhéus deve também ser exemplo na implantação do princípio dos 3 Rs – reduzir a geração
de resíduos, reutilizar e segregar para a reciclagem – mobilizando todos os órgãos
municipais para participação efetiva no PCS-Ilhéus.
A Prefeitura deve ainda capitanear ações de integração de outras atividades e programas de
suas secretarias, relacionados com os resíduos sólidos e a inserção dos catadores;
capacitar técnicos municipais e educadores da rede pública municipal; garantir a utilização
dos espaços públicos para atividades de educação ambiental e articular o engajamento de
pequenas, médias e grandes empresas no PCS-Ilhéus. O envolvimento do setor privado se
justifica também pelo princípio da responsabilidade compartilhada, estabelecido na PNRS,
que tem como instrumentos a coleta seletiva e a logística reversa.

Quanto à remuneração dos catadores organizados pela execução da coleta seletiva, este
toma como base o seguinte raciocínio: os serviços de coleta domiciliar e de disposição de
resíduos em aterro sanitário normalmente são pagos por tonelada e, cada tonelada de
material reciclado transportado pelo PCS-Ilhéus é menos uma tonelada paga pela Prefeitura
na coleta domiciliar e no aterro sanitário. Redução de custos da Prefeitura com os serviços
de coleta e disposição final, aumento da vida útil do aterro sanitário, eliminação da
vulnerabilidade do catador atuando em aterro, tudo isso, se precificado, pode ser
considerado como o valor do serviço executado pelo PCS-Ilhéus que pode ser remunerado
pela Prefeitura por meio da contratação de cooperativas de catadores responsáveis pela
coleta seletiva e também pela disponibilização das viaturas necessárias para a execução do
serviço.
Uma alternativa para assegurar as viaturas de coleta seletiva seria a contratação de
veículos específicos, remunerando a empresa selecionada por apresentação e colocando-
os à disposição do PCS-Ilhéus. Segue-se a mesma lógica de contratação pela Prefeitura de
caminhões compactadores para executar o serviço de coleta domiciliar, mas neste caso a
empresa é remunerada por tonelada não por apresentação, como proposto para a frota de
coleta seletiva.

48
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Por meio de regulamentos e leis municipais a Prefeitura pode estimular o envolvimento do


setor privado ao programa de coleta seletiva. Por exemplo:
1. Determinando que organizadores, contratantes ou promotores de eventos realizados
em locais públicos sejam responsáveis pela gestão de resíduos gerados, contratando
cooperativa de catadores para a coleta de material reciclável e remunerando a
Prefeitura pela limpeza da área.
2. Determinando que grandes geradores de resíduos sejam cobrados por sua parcela não
reciclável. Desta forma, quanto mais material for encaminhado para a coleta seletiva
menor será a parcela não reciclável, reduzindo consequentemente o valor pago.
3. Determinando que somente organizações de catadores com sede em Ilhéus possam
operar na cidade, evitando que material seja “exportado” para outras cidades.

9. PLANO-PILOTO

A área definida para o Plano-Piloto está localizada na Zona Sul da Cidade de Ilhéus, possui
43.495 habitantes e 15.503 domicílios e é composta pelos bairros de Nelson Costa; Hernani
Sá; Nossa Senhora da Vitória; Pontal; Ilhéus II; São Francisco e Jardim Atlântico.
Figura 21 – Área Piloto

49
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

As estimativas de geração de material reciclável indicam o potencial de 69,8 toneladas de


geração semanal de material reciclável na Área Piloto, equivalente a quase 10 toneladas
diárias. No Cenário A, com meta de 1,8kg/hab./ano, devem ser coletadas 1,5 toneladas de
material reciclável semanalmente. Para o Cenário B, com meta de 8,1kg/hab./ano, a
quantidade coletada semanalmente deve chegar a 8,8 toneladas.
No plano piloto serão inicialmente utilizados vinte carrinhos da marca Kubitz24 modelo
CCMR-4-R com capacidade volumétrica da caçamba de 900 litros (1500mm x 800mm x
750mm) e capaz de transportar até 300Kg. Estes carrinhos foram doados pelo Ministério
Público à COOLIMPA em outubro de 2012.

Figura 22 – Carro Kubitz modelo CCMR-4-R

9.1 Locais de acumulação de material reciclado coletado

Para o Setor de Coleta Seletiva Sul, área piloto do PCS-Ilhéus, é indicado um Galpão
Operacional de 245m2 de área mínima do terreno, onde 143m2 é área útil para
armazenamento de material reciclável considerando baias de 1,5 metros de altura,
30m2 de área construída para sala, refeitório e banheiro, além de 72m2 de área livre
para manejo dos resíduos e circulação.

Na falta de uma área para instalação de um galpão operacional o armazenamento do


material coletado porta a porta e guarda de carrinhos pode ser feito improvisadamente em
containeres navais TEU (twenty feet equivalent unit).

24
www.kubitz.com.br.

50
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

6,1 m Comprimento de um contêiner naval TEU

2,4 m Largura de um contêiner naval TEU

2,6 m Altura de um contêiner naval TEU

33,2 m3 Capacidade volumétrica de um contêiner naval TEU

2.080 Kg Tara de um contêiner naval TEU


Quantidade de carrinhos Kubitz estacionados em um contêiner naval
8 carrinhos
TEU
Quantidade de contêineres navais TEU para armazenamento de
2 TEU
reciclável

Quatro contêineres TEUs estacionados em locais públicos na área-piloto, dois para


armazenamento e dois para garagem de carrinhos, podem atender ao processo por algum
período enquanto não se implanta um galpão operacional.

Figura 23 – Exemplo de TEU em logradouro no Rio de Janeiro25

A comunicação visual do contêiner naval TEU colocado em logradouro deve contribuir para
gerar uma ambiência positiva às atividades desenvolvidas no local.

25
http://www.facebook.com/lagoaprapeixe.
51
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 24 – Exemplo de TEU como local de armazenamento de recicláveis em SC26

Não havendo disponibilidade de galpão operacional ou contêineres navais TEU, o material


reciclado coletado porta a porta com os carrinhos deve ser concentrado em pontos de apoio
temporários aguardando a passagem da viatura para transporte para o galpão.

O Plano-Piloto da coleta porta a porta para a zona sul toma como base o conceito de
“bandeiras” existente na coleta seletiva em Londrina27, com a diferença de, por não
ser uma instalação permanente, o material reciclável fica exposto em logradouro
exigindo a presença de um catador para seu manejo e guarda, além da passagem da
viatura no final do expediente para recolher todo a material acumulado.

Neste modelo de “bandeiras”, durante a jornada de trabalho sempre que se completar a


capacidade volumétrica do carrinho, o material deve ser encaminhado para o ponto de
acumulação temporário possibilitando a realização de outra viagem. No final da jornada os
carrinhos devem ser reunidos no ponto de acumulação temporário para a remoção do
material pelo caminhão e posterior guarda do carrinho.

26
http://www.novociclo.com.br.
27
CAMPOS; BRAGA; CARVALHO, 2002 apud MIDORI SUZUKI R. L.,Resimeire. Implantação de um programa
de coleta seletiva porta a porta com inclusão de catadores: estudo de caso em Londrina-PR. 2006. Tese
(Mestrado em Gestão e tratamento de resíduos sólidos) – Engenharia de Edificações e Saneamento,
Universidade Estadual de Londrina, Londrina, Paraná, 2006.
52
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

9.2 Parâmetros para definição de roteiros e atuação dos catadores


A área piloto foi dividida em roteiros de atuação de equipes de catadores considerando
parâmetros que ofereçam condições operacionais exequíveis de utilização dos recursos
disponíveis.

Tabela 15 – Parâmetros da área piloto

População urbana listada nos bairros


148.577 Habitantes IBGE Censo Demográfico 2010
dos setores de coleta

43.495 Habitantes População área piloto IBGE Censo Demográfico 2010

15.503 Domicílios Domicílios na área piloto IBGE Censo Demográfico 2010

Peso de reciclado coletados para


1,5 t/semana Estimativa na Tabela 5
alcançar meta do Cenário A

3 Volume de reciclado coletado para


47,6 m /semana Estimativa na Tabela 5
alcançar meta do Cenário A
Estimativa na Tabela 5 para
Volume de reciclado coletado para
7,94 m3/dia uma semana de seis dias de
alcançar meta do Cenário A
trabalho

Tabela 16 – Parâmetros do equipamento de transporte

20 Unidades Carrinhos Kubitz CCMR-4-R Oferta do Ministério Público

3
1 m Capacidade de transporte do carrinho www.kubitz.com.br

Peso de material reciclável na


32 kg Cálculo
caçamba caçamba do carrinho

Tabela 17 – Parâmetros da força de trabalho

80 Catadores Catadores cooperativados Cadastramento da COOLIMPA

Catadores cooperativados disponíveis


60 Catadores Premissa
para coleta seletiva

3 Catadores Guarnição por carrinho Cálculo

6 dias Dias úteis de trabalho do catador Premissa

6 horas Tempo útil de trabalho do catador Premissa

53
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 18 – Parâmetros de movimentação em logradouro

5,00 km/h Velocidade de uma pessoa caminhando Premissa

2,50 km/h Velocidade de uma pessoa coletando Premissa

15 km/dia Deslocamento máximo de cada carrinho Cálculo

Deslocamento esperado de cada


6 km/dia Cálculo
carrinho executando coleta
Deslocamento esperado de cada
9 km/dia Cálculo
carrinho em movimentação sem coleta
Percurso máximo diário da frota de
120 km/dia Cálculo
carrinhos executando coleta

Roteiros na área piloto

Considerando a disponibilidade de 20 carrinhos Kubitz CCMR-4-R e a quantidade de


domicílios em cada bairro, a Área Piloto será dividida em 20 roteiros distribuídos pelos
bairros conforme Tabela 20 e Figura 25.

Tabela 19 – Estimativa de geração de resíduos na Área Piloto


Estimativa Estimativa de
Estimativa Estimativa
de peso de volume de
Identificação dos bairros de resíduo parcela
População reciclado reciclado
na Zona Sul domiciliar reciclável
coletados coletado
(t/semana) (t/semana) 3
(t/semana) (m /semana)
Pontal 7.680 42,5 12,3 0,3 8,4

Nelson Costa 9.564 52,9 15,4 0,3 10,5

Hernani Sá 10.229 56,6 16,4 0,4 11,2

São Francisco 2.603 14,4 4,2 0,1 2,9

Jardim Atlântico 487 2,7 0,8 0,0 0,5

Ilhéus II 4.091 22,6 6,6 0,1 4,5


Nossa Senhora da
8.841 48,9 14,2 0,3 9,7
Vitória
Total 43.495 240,5 69,8 1,5 47,6

54
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Tabela 20 – Definição da quantidade de roteiros por bairro


Extensão de
Identificação dos bairros na Quantidade de
Domicílios % logradouros
Zona Sul roteiros
(Km)
Pontal 2.822 18% 17,6 4

Nelson Costa 3.368 22% 14,9 4

Hernani Sá 3.535 23% 14,4 4

São Francisco 1.083 7% 5,8 1

Jardim Atlântico 229 1% 5,9 1

Ilhéus II 1.382 9% 6,5 2

Nossa Senhora da Vitória 3.084 20% 13,4 4

Total 15.503 100% 78,5 20

Figura 25 – Visão geral dos roteiros da área piloto

55
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

9.3 Dinâmica operacional

Cada carrinho Kubitz CCMR-4-R será guarnecido de uma equipe de três catadores com as
seguintes tarefas:
Catador 1 → responsável pela movimentação e guarda do carrinho, assim como a
arrumação da carga. Também executa coleta porta a porta no logradouro por onde o
carrinho tem melhor deslocamento.
Catador 2 → executa coleta porta a porta em logradouro diferente dos que os outros
catadores estão. Traz o material coletado para o carrinho.

Catador 3 → da mesma forma que o catador 2, executa coleta porta a porta em logradouro
diferente dos que os outros catadores estão. Traz o material coletado para o carrinho.
Os catadores sem carrinho contribuem com o aumento do raio de ação da guarnição
atuando como “satélites” orbitando pelo ponto central que é o catador que movimenta o
carrinho. Estes catadores são importantes para executar a coleta em logradouros onde a
declividade ou pavimentação dificulta a utilização do carrinho.

Toda guarnição do carrinho é responsável pela preservação do mesmo garantindo um bom


uso durante a jornada do trabalho e sua guarda em local seguro.
Conforme mencionado anteriormente, na falta de galpão operacional, o material reciclado
coletado porta a porta com os carrinhos deve ser concentrado em pontos de apoio
temporários aguardando a passagem da viatura para transporte para o galpão de triagem.

Distribuição de tarefas em dia de coleta porta a porta


Com a guarnição de três catadores e disponibilidade de 20 carrinhos serão necessários 60
catadores executando a coleta porta a porta percorrendo 20 roteiros diferentes. Os demais
catadores cooperativados executam atividades no galpão, guarnecem viatura e auxiliam no
manejo e guarda de material nos pontos de apoio temporários.
Coleta porta a porta → 60 catadores guarnecendo 20 carrinhos.
Guarnição de caminhão → 3 catadores executando coleta de grandes geradores e pontos
de apoio temporário.
Pontos de apoio temporários → 5 catadores executando o manejo e guarda do material
trazido pelas guarnições de carrinhos.
Atividades no galpão → 12 catadores executando manejo de material no galpão.
Ausências de catadores por motivos de saúde ou pessoais devem reduzir somente o grupo
que executa manejo de material no galpão. Isso garante que as outras atividades sejam
todas executadas.

56
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Distribuição de tarefas em dia sem coleta porta a porta


Nos dois dias sem coleta porta a porta as guarnições dos carrinhos executam atividades de
triagem de material reciclado no galpão, os carrinhos recebem manutenção (limpeza,
lubrificação, calibragem de pneus) e os grandes geradores continuam sendo atendidos.

Guarnição de caminhão → 3 catadores executando coleta de grandes geradores.


Manutenção de carrinhos → 5 catadores.
Atividades no galpão → 72 catadores.
Frequência de coleta seletiva porta a porta

Para que o tão importante vínculo entre o morador que separa o material reciclável em sua
residência e o catador cooperativado que coleta esse material em sua porta seja
estabelecido é importante haver tempo de interação entre ambos.
A Tabela 21 indica a frequência de atendimento na área piloto; a necessidade de viagens
por carrinho para atender todos domicílios; a quantidade de domicílios atendidos por
carrinho; a capacidade de atendimento desta quantidade considerando três catadores por
carrinho e um tempo médio de 3 minutos para cada visita em uma jornada de seis horas.
A tabela também informa para cada frequência de atendimento quantos roteiros devem ser
programados por dia, quantos carrinhos devem atuar em cada roteiro; quantas horas seriam
necessárias para visitar todos os domicílios e finalmente apresenta o percurso médio de
cada carrinho em metros. As figuras 27 a 51 do Anexo V apresentam os roteiros propostos
para cada um dos bairros do plano-piloto.

Tabela 21 – Parâmetros de programação em função da frequência de uso da viatura

Roteiros Percurso
Média de Domicílios Duração
atendidos Carrinhos médio do
Frequência viagens por por carrinho média da
28 29 por dia de por roteiro carrinho em
carrinho no dia coleta (h)
coleta coleta (m)

Semanal 2,38 775 20 1 13 3925

2x 1,19 388 10 2 6 1963

3x 0,79 258 7 3 4 1308

4x 0,60 194 5 4 3 981

5x 0,48 155 3 8 3 785

6x 0,40 129 2 12 2 654

28
Produto 4 - Plano Operacional para Coleta Seletiva.
29
Produto 4 - Plano Operacional para Coleta Seletiva.
57
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Frequência semanal
Para a hipótese de haver somente um dia disponível para uso da viatura disponibilizada pela
prefeitura, frequência semanal, é necessário que todos os 20 roteiros sejam programados
com um carrinho trabalhando em cada um.

Para esta frequência as guarnições dos carrinhos terão que visitar em média 775 domicílios.
Com um tempo médio de atendimento esperado de 3 minutos e 3 catadores trabalhando em
cada carrinho será necessário que cada guarnição se dedique 13h somente na atividade de
visita aos domicílios30.
Ainda para a coleta de todos os roteiros em apenas um dia da semana cada carrinho
executará uma média de 2,38 viagens durante o dia, isso significa pelo menos duas
descargas no ponto de acumulação temporário definido para o bairro. Para as 13h
dedicadas às visitas porta a porta terão que ser acrescidos os tempos de deslocamento ida
e volta do roteiro para o ponto de acumulação temporário.

Fica evidente que esta opção de frequência é extenuante para os trabalhadores e poderá
comprometer a confiabilidade do programa pela regularidade da passagem, além de colocar
em xeque a interação entre morador e catador. No entanto, na falta de outra opção, esta
deverá ser a adotada para a implantação da coleta seletiva porta a porta na área piloto.
A Tabela 22 indica a programação da coleta seletiva se houver somente um dia disponível
para uso da viatura: Para cada roteiro deverá haver uma guarnição de três catadores e um
carrinho. Para cada bairro deverá haver um ponto de acumulação temporário, exceto para o
grupo de bairros de Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico que terão apenas um ponto
único para os três bairros.

Tabela 22 – Programação de coleta seletiva na frequencia semanal

Apresentação semanal de viatura


Identificação dos roteiros de coleta seletiva porta a
Único dia na semana
porta com catador
Quantidade de Quantidade de
carrinhos catadores

Pontal 01 1 3
Pontal 02 1 3
Pontal 03 1 3
Pontal 04 1 3
Ponto de acumulação temporário em Pontal 1

30
Quantidade de domicílios x 3 minutos ÷ 3 catadores.
58
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Nelson Costa 01 1 3
Nelson Costa 02 1 3
Nelson Costa 03 1 3
Nelson Costa 04 1 3
Ponto de acumulação temporário em Nelson Costa 1
Hernani Sá 01 1 3
Hernani Sá 02 1 3
Hernani Sá 03 1 3
Hernani Sá 04 1 3
Ponto de acumulação temporário em Hernani Sá 1
São Francisco 01 1 3
Jardim Atlântico 01 1 3
Ilhéus II 01 1 3
Ilhéus II 02 1 3
Ponto de acumulação temporário em São
1
Francisco / Ilhéus II
Nossa Senhora da Vitória 01 1 3
Nossa Senhora da Vitória 02 1 3
Nossa Senhora da Vitória 03 1 3
Nossa Senhora da Vitória 04 1 3
Ponto de acumulação tTemporário em Nossa
1
Senhora da Vitória

Total 20 65

Frequência quatro vezes por semana


A presença dos catadores quatro dias por semana na área piloto percorrendo em cada dia
cinco roteiros cada um com quatro equipes de catadores é uma opção mais segura para a
implantação da coleta seletiva porta a porta, com a vantagem de poder utilizar toda a força
de trabalho para triagem dos resíduos dois dias da semana.

Nesta opção as guarnições dos carrinhos terão que visitar em média 194 domicílios. Com
um tempo médio de atendimento esperado de 3 minutos e 3 catadores trabalhando em cada
carrinho será necessário que cada guarnição se dedique um pouco mais que 3h na
atividade de visita aos domicílios31.

31
Quantidade de domicílios x 3 minutos ÷ 3 catadores.
59
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Outra vantagem é que cada carrinho deve executar somente uma viagem por dia eliminando
a necessidade de descargas em um ponto de acumulação temporário. No final da jornada
todos os carrinhos podem se encontrar no ponto de acumulação temporário para
descarregar o material direto para o caminhão.
Fica evidente que esta opção de frequência é exequível para os trabalhadores e poderá
garantir a confiabilidade do programa pela regularidade da passagem. Deve ser a opção a
ser negociada com a Prefeitura de Ilhéus pois depende da disponibilidade de viatura quatro
dias por semana em um período suficiente para visitar todos os pontos de acumulação
temporário e transportar o material para o galpão de triagem.
A Tabela 23 indica a programação da coleta seletiva se houver quatro dias disponíveis para
uso da viatura: Para cada bairro deverá haver um ponto de acumulação temporário, exceto
para o grupo de bairros de Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico que terão apenas um
ponto.

Tabela 23 – Programação de coleta seletiva em quatro dias na semana

Primeiro Dia Segundo Dia Terceiro Dia Quarto Dia


Identificação dos roteiros de coleta
de Catadores

de Catadores

de Catadores

de Catadores
de Carrinhos

de Carrinhos

de Carrinhos

de Carrinhos
Quantidade

Quantidade

Quantidade

Quantidade

Quantidade

Quantidade

Quantidade

Quantidade
seletiva porta a porta com catador

Pontal 01 4 12
Pontal 02 4 12
Pontal 03 4 12
Pontal 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Pontal
Nelson Costa 01 4 12
Nelson Costa 02 4 12
Nelson Costa 03 4 12
Nelson Costa 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Nelson Costa
Hernani Sá 01 4 12
Hernani Sá 02 4 12
Hernani Sá 03 4 12
Hernani Sá 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Hernani Sá

60
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

São Francisco 01 4 12
Jardim Atlântico 01 4 12
Ilhéus II 01 4 12
Ilhéus II 02 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
São Francisco / Ilhéus II
Nossa Senhora da Vitória 01 4 12
Nossa Senhora da Vitória 02 4 12
Nossa Senhora da Vitória 03 4 12
Nossa Senhora da Vitória 04 4 12
Ponto de acumulação temporário em
1 1 1 1
Nossa Senhora da Vitória

Total 20 65 20 65 20 65 20 65

9.4 Equipamentos para Locais de Entrega Voluntária

Para a o Setor de Coleta Seletiva Zona Sul, considerado área piloto do PCS-Ilhéus,
será necessário o mínimo de 10 LEV com capacidade de 500 litros para atender sua
área aproximada de 5,4km2, sendo que já foram identificados 18 locais no trabalho de
campo realizado32.

Na falta de equipamentos mais estruturados podem ser feitos, improvisadamente, Locais de


Entrega Voluntária com suportes para sacos de ráfia polipropileno como os utilizados
atualmente em Municípios do interior de São Paulo. O Anexo V apresenta a localização
proposta para os LEV na área piloto.

32
Anexo V.
61
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

Figura 26 – Exemplos de LEV com sacos de ráfia

10. COLETA SELETIVA NOS DISTRITOS

Consolidada a coleta seletiva na área urbana do município de Ilhéus convém estudar formas
de universalizar o serviço integrando os distritos principalmente os de Aratiguá e Olivença
que juntos representam 52% da população residente nestes locais.

Tabela 24 – Estimativas de geração de resíduos nos distritos

Estimativa Estimativa Estimativa


Identificação de de resíduo parcela parcela
População
Distritos domiciliar reciclável reciclável
(t./semana) (t./semana) (m3/semana)

Aratiguá 8.117 44,9 13,0 413


Olivença 7.536 41,7 12,1 384
Rio do Braço 3.253 18,0 5,2 166
Coutos 2.661 14,7 4,3 136
Castelo Novo 2.424 13,4 3,9 123
Inema 1.934 10,7 3,1 99
Banco Central 1.789 9,9 2,9 91
Pimenteira 1.128 6,2 1,8 57
Japu 1.076 6,0 1,7 55
Total 29.918 165,4 48,0 1524

62
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

ANEXOS

63
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

ANEXO I – LISTAGEM DE BAIRROS DOS SETORES DE COLETA SELETIVA

Setor de Coleta Seletiva Bairros no Setor Domicílios Pessoas

Nelson Costa; Hernani Sá; Nossa


Setor 1 - Zona sul (piloto) Senhora da Vitória; Pontal; Ilhéus II; 15.503 43.495
São Francisco; Jardim Atlântico

Cidade Nova; Boa Vista; Centro; São


Setor 2 - Centro 2.357 6.005
Sebastião

Conquista; Teresópolis; Malhado;


Setor 3 - Malhado 14.350 42.191
Barra do Itaípe; Tapera

Teotônio Vilela; Basílio; Esperança;


Setor 4 - Teotônio Vilela 12.080 35.729
Vila Nazaré

Iguape; Jardim Savóia; São Miguel;


Setor 5 - Industrial 3.895 10.400
São Domingos

Salobrinho; Banco da Vitória; Vila


Setor 6 - Banco da Vitoria 3900 10.757
Cachoeira

TOTAL 27 52.085 148.577

64
PLANO OPERACIONAL PARA COLETA SELETIVA

ANEXO II – REGISTRO DIÁRIO DE COLETA SELETIVA

PLACA: DATA: _____/______/_____ = _____ feira

Motorista Utilização Início Fim

Jornada h h
Guarnição
Odômetro km km

EXECUÇÃO MATERIAL
COLETA REMOVIDO
ATESTO
IDENTIFICAÇÃO DOADOR
EXECUÇÃO
Hora Hora
Peso Volume
Entrada Saída

10

11

12

13

14

15

65
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

ANEXO III – LISTAGEM DE PONTOS DE COLETA SELETIVA

SETOR DE COLETA SELETIVA 01 – SETOR PILOTO – identificação de Grandes Geradores e LEV

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
COND. RESIDENCIAL 05 - Nelson Av. Nossa Senhora Aparecida, 2140
01 -Setor Piloto Residencial Ed. Residencial Sim
VIVENDAS DO ATLANTICO I Costa Ceplus
05 - Nelson
01 -Setor Piloto COND.PONTAL VILLE Av. Nossa Senhora da Aparecida, 2007 Residencial Ed. Residencial Sim
Costa
05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto Opaba Praia Hotel Av. Nossa Senhora da Aparecida, nº 01 Hotel Sim
Costa lucrativos
posto de gasolina mais à 05 - Nelson
01 -Setor Piloto Av. Nossa Senhora da Aparecida, nº 01 LEV LEV
frente [prox.Hotel Opaba] Costa
Centro Comunitário / Lírio / 05 - Nelson
01 -Setor Piloto Avenida Lótus LEV LEV
Men de Sá / Av Lótus Costa
05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto HOTEL ALDEIA DA PRAIA Rodovia Ilhéus Olivença Hotel Não
Costa lucrativos
05 - Nelson Rodovia Ilhéus Olivença nº 444 São Restaurant Privada com fins
01 -Setor Piloto CANTINHO CAIPIRA Sim
Costa Francisco e lucrativos
05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto POUSADA MISSISSIPE Rodovia Ilhéus Olivença, 119 Hotel Sim
Costa lucrativos
05 - Nelson Rodovia Ilhéus Olivença, entrada da
01 -Setor Piloto COND. MARES DO SUL Residencial Ed. Residencial Sim
Costa Ceplus
05 - Nelson Rodovia Ilhéus Olivença, km 0, São Privada com fins
01 -Setor Piloto Hotel Praia do Sol Ltda Hotel Não
Costa Francisco lucrativos
Hotel Jardim Atlântico Ltda 05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto Rodovia Ilhéus Olivença, km 2 Hotel
(Hotel Mar Aberto) Costa lucrativos
05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto POUSADA PRAIA BELA Rodovia Ilhéus Olivença, km 2,5 Hotel Sim
Costa lucrativos
CESUPI-Centro de Ensino 05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto Rodovia Ilhéus Olivença, Km 26 Ensino Sim
Superior de Ilhéus Costa lucrativos

66
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
CESUPI-Centro de Ensino 05 - Nelson Restaurant Privada com fins
01 -Setor Piloto Rodovia Ilhéus Olivença, Km 26 Sim
Superior de Ilhéus (Cantina) Costa e lucrativos
Entrada do Bairro Nelson 05 - Nelson
01 -Setor Piloto Rua Jacarandá, 250 Nelson Costa (*) LEV LEV
Costa [Lot.Sta Feliciana] Costa
SUPERMERCADO MEIRA 05 - Nelson Privada com fins
01 -Setor Piloto Rua Jacarandá, 250 Nelson Costa (*) Mercado Não
(Nelson Costa) Costa lucrativos
Creche Nossa senhora da da 05 - Nelson
01 -Setor Piloto Rua Senhor dos Passos LEV LEV
Conceição Costa
01 -Setor Piloto CORREIOS (4 agências) 08 - Pontal Av. Lomanto Júnior, 1384 Público Federal
Churrascaria Recanto Privada com fins
01 -Setor Piloto 08 - Pontal Av. Lomanto Júnior, 1590 Pontal Restaurante Sim
Gaúcho lucrativos
Restaurant Privada com fins
01 -Setor Piloto Geppeto Pizzaria 08 - Pontal Av. Lomanto Júnior, 658 Pontal Sim
e lucrativos
Quadra de Esporte – Rest.
01 -Setor Piloto 08 - Pontal Av. Sapetinga LEV LEV
Big Billa
Larika Sucos e
01 -Setor Piloto 08 - Pontal Avenida Lomanto Júnior LEV LEV
Hambúrgueres
01 -Setor Piloto Maramata [Fundação pública] 08 - Pontal Avenida Lomanto Júnior LEV LEV
Escola Estadual Barão de
01 -Setor Piloto 08 - Pontal Avenida Lomanto Júnior, 1220 LEV LEV
Macaúbas
Rua Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n
01 -Setor Piloto Aeroporto/Infraero 08 - Pontal Público Federal Sim
Pontal
01 -Setor Piloto Praça São João Batista 08 - Pontal Rua Coronel Pessoa LEV LEV

01 -Setor Piloto ED. HUGO KAUFMANN 08 - Pontal Rua Eustáquio Bastos Comércio Ed. Comercial
Casa do Tempero Restaurant Privada com fins
01 -Setor Piloto 08 - Pontal Rua Eustáquio Bastos, 126 Centro Não
Restaurante e lucrativos

67
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
Restaurant Privada com fins
01 -Setor Piloto Restaurante Mestre Cuca 08 - Pontal Rua Eustáquio Bastos, 126 Centro Não
e lucrativos
01 -Setor Piloto Caixa Econômica Federal 08 - Pontal Rua Eustáquio Bastos, 170 Público Federal Sim

01 -Setor Piloto Vila Residencial da Marinha 09 - Urbis Caminho Quarenta e Dois LEV LEV

01 -Setor Piloto Praça da Igreja / Associação 09 - Urbis Caminho Quinze LEV LEV

01 -Setor Piloto Vila Residencial da Marinha 09 - Urbis Caminho Trinta e Quatro LEV LEV
Centro Atenção Integral a
01 -Setor Piloto 09 - Urbis Caminho Vinte LEV LEV
Criança-CAIC
Central de Doações da APAE
01 -Setor Piloto 09 - Urbis Eix Coletor Principal LEV LEV
de Ilhéus
Estacionamento área verde em frente
01 -Setor Piloto Santo Antonio de Pádua 09 - Urbis LEV LEV
‘a praça principal
Centro Educativo FÉ E Loteamento Praia Dourada, S/N - Nª Sª
01 -Setor Piloto 09 - Urbis LEV LEV
Alegria Das Vitórias
Pça do bairro [Rod. Pontal
01 -Setor Piloto 09 - Urbis Rua da Matriz LEV LEV
Buerarema x R. Matriz]
01 -Setor Piloto Posto de Saúde 09 - Urbis Rua Eixo Local A LEV LEV

68
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

SETOR DE COLETA SELETIVA 02 – SETOR CENTRO - identificação de Grandes Geradores e LEV

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
Maria Machadão Av. 2 de Julho, 955 Restaurante Sim
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
Maróstica Restaurante Av. 2 de Julho, 966 Restaurante
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro Clube Privada sem fins
Clube Social de Ilhéus Av. Bahia, s/n Cidade Nova Sim
Centro Residencial Social lucrativos
02 - Setor Fórum Epaminondas Berbert 06 - Centro
Av. Osvaldo Cruz, s/n Cidade Nova Público Estadual Sim
Centro de Castro Residencial
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
SUPERMERCADO ITÃO Av. Petrobrás s/n Malhado Mercado Sim
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro Privada sem fins
CEPEDI Av. Petrobrás, s/n Cidade Nova Ensino Sim
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro
Ed. Ponta d’ Areia Av. Soares Lopes 1747 Residencial Ed. Residencial
Centro Residencial
02 - Setor Condomínio do Edifício 06 - Centro
Av. Soares Lopes 1748 Sim
Centro Residencial Ponta Verde Residencial
02 - Setor 06 - Centro
Cond. Edificio Souza Av. Soares Lopes 484 - Centro Residencial Ed. Residencial
Centro Residencial
02 - Setor 06 - Centro Av. Soares Lopes 560, Praça Rui
Ed Morada do Sol Residencial Ed. Residencial
Centro Residencial Barbosa
02 - Setor Colégio São Jorge dos 06 - Centro Privada com fins
Av. Soares Lopes nº 1100 Ensino Sim
Centro Ilhéus Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro
ED. COND. SÃO JORGE Av. Soares Lopes, 478 Residencial Ed. Residencial
Centro Residencial

69
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
02 - Setor COND. INDALÍCIO 06 - Centro
Av. Soares Lopes, 682 Centro Residencial Ed. Residencial Sim
Centro TAVARES Residencial
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
BOBs (PROCEL) Comercial Av. Soares Lopes, s/n Restaurante Sim
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
SUBWAY Av. Soares Lopes, s/n Restaurante Sim
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
Ilhéus Praia Hotel - Centro Pc D Eduardo Hotel
Centro Residencial lucrativos
Marinha, Delegacia da
02 - Setor 06 - Centro Rua Major Homem Del Rey, 217 Cidade
Capitania dos Portos de Público Federal Sim
Centro Residencial Nova
Ilhéus.
02 - Setor 06 - Centro Privada com fins
PORTO DA BRASA Rua Rotary, 375 Cidade Nova Restaurante Não
Centro Residencial lucrativos
02 - Setor CODEBA Companhia das 06 - Centro
Rua Rotary, s/n Cidade Nova Público Federal Sim
Centro Docas do Estado da Bahia Residencial
02 - Setor 06 - Centro Clube Privada sem fins
ILHEUS IATE CLUBE Rua Rotary, s/n Cidade Nova Sim
Centro Residencial Social lucrativos
02 - Setor ILHEUS IATE CLUBE 06 - Centro Clube Privada sem fins
Rua Rotary, s/n Cidade Nova Não
Centro (restaurante) Residencial Social lucrativos
02 - Setor RECEITA FEDERAL 06 - Centro
Rua Visconde de Mauá, 524 Público Federal
Centro (INSPETORIA) Residencial
02 - Setor 10 - Centro
POLICIA CIVIL Av. Alm. Aurélia Linhares Público Estadual Sim
Centro Comercial
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
HIPER MEIRA Av. Alm. Aurélia Linhares, 432 Mercado Não
Centro Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Praça Cairú, s/n Edif. Carlos Pereira
CEPLAC Público Federal
Centro Comercial Filho
02 - Setor ED. MISAEL TAVARES 10 - Centro
Praça Coronel Pessoa, 89 Centro Comércio Ed. Comercial
Centro (Centro Empresarial) Comercial
70
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
02 - Setor 10 - Centro
ED. CIDADE ILHEUS Praça José Marcelino, nº 14 Comércio Ed. Comercial Sim
Centro Comercial
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
Biboca Lanchonete Rua Almirante Barroso, 53 Centro Restaurante
Centro Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro
ED. PARANAGUÁ Rua Almirante Barroso, nº 137 Comércio Ed. Comercial
Centro Comercial
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
Biboca Restaurante Rua Dom Pedro II, 36 Restaurante Sim
Centro Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
RICARDO ELETRO Rua Dom Pedro II, nº 64 Comércio Sim
Centro Comercial lucrativos
02 - Setor Restaurante Mandarim 10 - Centro Privada com fins
Rua General Câmara, nº 50 Centro Restaurante Sim
Centro Comida Chinesa Comercial lucrativos
02 - Setor PROCURADORIA DA 10 - Centro
Rua General Câmara, nº 53 Público Federal Sim
Centro FAZENDA NACIONAL Comercial
02 - Setor Barrakitika Bar Restaurante 10 - Centro Privada com fins
Rua Jorge Amado, 39 – fundo Centro Restaurante Sim
Centro e Pizzaria Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Rua Marquês de Paranaguá nº 150
PREVIDENCIA SOCIAL Público Federal Sim
Centro Comercial Centro
02 - Setor 10 - Centro Rua Marquês de Paranaguá, 180 Privada com fins
BANCO SANTANDER Banco Sim
Centro Comercial Centro lucrativos
02 - Setor PROCURADORIA DA 10 - Centro
Rua Marquês de Paranaguá, 191 Público Federal Sim
Centro REPÚBLICA Comercial
02 - Setor 10 - Centro Rua Marquês de Paranaguá, 200 -
CORREIOS (4 agencias) Público Federal Sim
Centro Comercial Centro
02 - Setor LOJAS MAIA MAGAZINE 10 - Centro Privada com fins
Rua Marquês de Paranaguá, 225 Comércio Sim
Centro LUIZA Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
Marlin Magazine Rua Marquês de Paranaguá, 230 Comércio Sim
Centro Comercial lucrativos

71
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Setor de Coleta Setor de Coleta Interesse


Nome Endereço Natureza jurídica da instituição:
Seletiva Domiciliar em doar
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
INSINUANTE Rua Marquês de Paranaguá, 242 Comércio Sim
Centro Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Rua Marquês de Paranaguá, 291 -
Caixa Econômica Federal Público Federal Sim
Centro Comercial Centro
02 - Setor LOJAS MAIA MAGAZINE 10 - Centro Privada com fins
Rua Marquês de Paranaguá, 43 Comércio Sim
Centro LUIZA Comercial lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Rua Marquês de Paranaguá, 50 – Privada com fins
ALBATROZ TECIDOS Comércio Sim
Centro Comercial Centro lucrativos
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
BRADESCO Rua Marquês de Paranaguá, nº 8 Banco
Centro Comercial lucrativos
Justiça Federal - Fórum
02 - Setor 10 - Centro Rua Ministro José Cândido, nº 80,
Ministro José Cândido de Público Federal Sim
Centro Comercial Centro
Carvalho Filho
02 - Setor SECRETARIA DA 10 - Centro
Rua Prado Valadares, s/n Público Federal Sim
Centro FAZENDA Comercial
02 - Setor 10 - Centro Privada com fins
SUPERMERCADOS DELTA Rua Santos Dumond, nº 40 Mercado Sim
Centro Comercial lucrativos
02 - Setor Anexo de Secretaria 10 - Centro
Rua Santos Dumont, s/n Comércio Municipal Sim
Centro (Prefeitura) Comercial
02 - Setor 10 - Centro
CORREIOS (4 agencias) RUA TIRADENTES. 54B Público Federal
Centro Comercial

72
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

SETOR DE COLETA SELETIVA 03 – SETOR MALHADO – identificação de Grandes Geradores e LEV

Setor de Interess
Setor de Coleta
Nome Coleta Endereço Natureza jurídica da instituição: e em
Seletiva
Domiciliar doar
03 - Setor RUA CONSELHEIRO ANTONIO
CORREIOS (4 agências) 02 - Malhado Público Federal
malhado FRANCISCO BADARO

73
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

SETOR DE COLETA SELETIVA 04 – SETOR TEOTÔNIO VILELA – identificação de Grandes Geradores e LEV

Setor de Interess
Setor de Coleta
Nome Coleta Endereço Natureza jurídica da instituição: e em
Seletiva
Domiciliar doar
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da
AGU 04 - Esperança Público Estadual Não
Gabriela rodoviária)
04 - Setor CENTRO COMERCIAL Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
04 - Esperança Comércio
Gabriela GABRIELA CENTER rodoviária) lucrativos
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
ELETROSOM 04 - Esperança Comércio Sim
Gabriela rodoviária) lucrativos
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
Faculdade Madre Thais - Fmt 04 - Esperança Ensino Não
Gabriela rodoviária) lucrativos
04 - Setor Av. Itabuna, 1491 (no final, perto da Privada com fins
LOJAS AMERICANAS 04 - Esperança Comércio Sim
Gabriela rodoviária) lucrativos

74
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

SETOR DE COLETA SELETIVA 05 – SETOR INDUSTRIAL – identificação de Grandes Geradores e LEV

Setor de Interess
Setor de Coleta
Nome Coleta Endereço Natureza jurídica da instituição: e em
Seletiva
Domiciliar doar
05 - Setor 07 -
POLICIA FEDERAL Av. Esperança, 11 - Fundão Público Federal
Industrial Iguape/Barra
05 - Setor Coca-Cola Norsa 07 - Privada com fins
Av. Esperança, 58 Comércio Sim
Industrial Refrigerantes Iguape/Barra lucrativos
05 - Setor 07 - Privada sem fins
SESI Av. Ferroviária, 315 Iguape Clube Social Sim
Industrial Iguape/Barra lucrativos
05 - Setor 07 -
SENAI Av. Ferroviária, 315 Iguape Ensino Economia mista Sim
Industrial Iguape/Barra
05 - Setor Artefatos de Borracha 07 - Privada com fins
Lote A7, s/n Distrito Industrial - Iguape Industria Sim
Industrial Mucambo S/A Iguape/Barra lucrativos
Joanes Industrial S/A
05 - Setor 07 - Privada com fins
Produtos Químicos e Rodovia Ilhéus Uruçuca - Iguape Industria Sim
Industrial Iguape/Barra lucrativos
Vegetais
05 - Setor 07 - Rodovia Ilhéus Uruçuca - Km 2,5 Privada com fins
Chocolate Caseiro Ilhéus Industria Sim
Industrial Iguape/Barra Distrito Industrial lucrativos
05 - Setor 07 - Rodovia Ilhéus Uruçuca - Km 3,6 Privada com fins
Home Tech Com. Ind. Ltda Industria
Industrial Iguape/Barra Iguape lucrativos
05 - Setor 07 - Privada com fins
Daten Tecnologia Ltda Rodovia Ilhéus Uruçuca - km 3.5 Industria Sim
Industrial Iguape/Barra lucrativos
05 - Setor Novadata Sistema e Comp. 07 - Rua C, quadra D lote 13,14 Pólo de Privada com fins
Industria Sim
Industrial S.A Iguape/Barra informática Iguape lucrativos

75
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

ANEXO IV – ROTEIROS PROPOSTOS PARA OS BAIRROS DO PLANO-PILOTO

Figura 27 – Roteiros do Bairro Pontal

76
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 28 – Roteiro Pontal 01

77
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 29 – Roteiro Pontal 02

78
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 30 – Roteiro Pontal 03

79
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 31 – Roteiro Pontal 04

80
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 32 – Roteiros do Bairro Nelson Costa

81
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 33 – Roteiro Nelson Costa 01

82
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 34 – Roteiro Nelson Costa 02

83
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 35 – Roteiro Nelson Costa 03

84
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 36 – Roteiro Nelson Costa 04

85
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 37 – Roteiros do Bairro Hernani Sá

86
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 38 – Roteiro Hernani Sá 01

87
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 39 – Roteiro Hernani Sá 02

88
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 40 – Roteiro Hernani Sá 03

89
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 41 – Roteiro Hernani Sá 04

90
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 42 – Roteiros do Bairro Nossa Senhora da Vitória

91
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 43 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 01

92
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 44 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 02

93
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 45 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 03

94
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 46 – Roteiro Nossa Senhora da Vitória 04

95
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 47 – Roteiros doS Bairros Ilhéus II, São Francisco e Jardim Atlântico

96
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 48 – Roteiro Ilhéus II 01

97
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 49 – Roteiro Ilhéus II 02

98
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 50 – Roteiro São Francisco 01

99
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

Figura 51 – Roteiro Jardim Atlântico 01

100
P LANO O PERACIONAL PARA C OLETA S ELETIVA

ANEXO V – LOCALIZAÇÃO PROPOSTA PARA LEV NA ÁREA PILOTO

Item Bairro Endereço


Posto de gasolina mais à frente [prox.Hotel Opaba] 05 - Nelson Costa Av. Nossa Senhora da Aparecida, nº 01
Centro Comunitário / Lírio / Men de Sá / Av Lótus 05 - Nelson Costa Avenida Lótus
Entrada do Bairro Nelson Costa [Lot.Sta Feliciana] 05 - Nelson Costa Rua Jacarandá, 250 Nelson Costa
Creche Nossa senhora da Conceição 05 - Nelson Costa Rua Senhor dos Passos
Quadra de Esporte – Rest. Big Billa 08 - Pontal Av. Sapetinga
Larika Sucos e Hambúrgueres 08 - Pontal Avenida Lomanto Júnior
Maramata [Fundação pública] 08 - Pontal Avenida Lomanto Júnior
Escola Estadual Barão de Macaúbas 08 - Pontal Avenida Lomanto Júnior, 1220
Praça São João Batista 08 - Pontal Rua Coronel Pessoa
Vila Residencial da Marinha 09 - Urbis Caminho Quarenta e Dois
Praça da Igreja / Associação 09 - Urbis Caminho Quinze
Vila Residencial da Marinha 09 - Urbis Caminho Trinta e Quatro
Centro Atenção Integral a Criança-CAIC 09 - Urbis Caminho Vinte
Central de Doações da APAE de Ilhéus 09 - Urbis Eix Coletor Principal
Santo Antonio de Pádua 09 - Urbis Estacionamento área verde em frente ‘a praça principal
Centro Educativo Fé e Alegria 09 - Urbis Loteamento Praia Dourada, S/N - Nª Sª Das Vitórias
Pça do bairro [Rod. Pontal Buerarema x R. Matriz] 09 - Urbis Rua da Matriz
Posto de Saúde 09 - Urbis Rua Eixo Local A

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