Comportamento intracelular + Não formação de
fagolisossoma = Impedem a funcionalidade da
Trata-se de uma infecção crônica que pode ser antibioticoterapia.
transmitida entre o homem e os animais, logo uma
zoonose de notificação obrigatória, ocasionando Útero: Via hematógena → útero/feto → placentoma →
principalmente problemas reprodutivos. necrose → placentite →
No macho: Lesões articulares ou discos vertebrais,
Forma de Transmissão: Aborto, principalmente nos
degeneração testicular, orquite necrosante.
1/3 finais das gestações.
Diagnóstico:
PNCEBT tem como essência utilizar de vacinação e
Direto → Isolamento do agente | Imuno-histoquímica |
monitoração frequente para redução de taxas de abortos
PCR
e consequentemente evitar percas econômicas.
Indireto → AAT (antígeno acidificado tamponado com
VACINA → REDUZ ABORTO → REDUZ PERCAS rosa bengala) – usado em triagens individuais | 2
DE DINHEIRO Mercaptoetanol (2-ME) – teste confirmatório | Teste de
1ª gestação – abortos são mais comuns fixação de complemento (FC) – confirmatório de última
2ª gestação em diante - prematuros e natimortos. instância
Triagem para propriedades – Anel do leite (TAL).
Impactos econômicos: Produtividade do rebanho
devido infertilidade (1 a cada 5 se torna estéril), Vacinas: Por que não dar B19 a bezerras > 8 meses?
descarte, reposição de matrizes, aborto, mortalidade, Ao serem testadas, podem dar um falso positivo.
redução de ganhos com leite e carcaça. A RB51 não tem resposta que interfere no diagnostico,
Agente etiológico: Bactéria Gram negativa → Camada ela foi formulada a partir de uma cepa mutante.
LPS → resposta inflamatória Controle: Realizado através de vacina e
Cadeia Lisa → Possui cadeia O | + virulentas monitoramento.
Cadeia Rugosa → Não possui cadeia O | - virulentas
Questionário:
Menor resistência a temperaturas mais altas. 1. Considerando a morfologia da colônia de espécies de
Brucella, associe as colunas: Colônia lisa (1) Colônia
1° Inseminação Artificial rugosa (2)
Transmissão 2° Transferência de Embrião ( 2 ) Não possuem a cadeia O na estrutura do LPS;
3° Monta Natural ( 1 ) Possui a cadeia O na estrutura do LPS;
( 1 ) Espécies de maior virulência;
3° - Existe uma barreira natural que age contra a bactéria ( 2 ) Espécies de menor virulência.
→ pH vaginal. 2. Qual a principal forma de transmissão da Brucelose?
2° - Pode ser considerado, caso o procedimento não seja Fetos abortados.
realizado da forma correta. 3. Por que uma vez fagocitada a B. abortus não é
1° - É o maior meio de transmissão por pular a barreira destruída no interior dos macrófagos? A bactéria impede
vaginal e está envolvida em um processo inflamatório a formação do fagolisossoma, além impossibilitar a
(mesmo que natural, pois o sistema imune reconhece o
destruição por degranulação.
sêmen como corpo estranho).
4. Cite 3 métodos de diagnósticos da Brucelose bovina.
Logo, a transmissão pode ocorrer através da AAT (antígeno acidificado tamponado), 2-ME (2-
reprodução, VO (contato direto, como lambeduras, ou mercaptoetanol) e teste de fixação de complemento.
através de leite e derivados). 5. Sobre a vacina para a brucelose bovina, qual vacina
deve ser utilizada e com qual (ais) idade (es)? B19 – 3 a
Por que gera abortos? Devido a presença de epitélio
8 meses e RB51 - acima de 8 meses não vacinadas com
trofoblástico, responsável por produzir eritritol,
B19.
substância atrativa para a bactéria, gerando resposta
inflamatória cotiledonária, o que é incompatível com a
vida.
Patogenia da brucelose: Não permite a formação do
fagolisossoma, nem a ação de degranulação usual dos
macrófagos.
perfeitamente – friáveis, soltos – mas há alteração em
linfonodos).
Doença granulomatosa | Sem vacina → dificultaria o Transmissão: Fezes.
diagnóstico | Zoonose → Mycobacterium bovis →
3 – Forma Generalizada: Depois do foco primário
Facilmente disseminado por secreções respiratórias
(aparelho respiratório ou digestório), não há uma reposta
diretas e indiretas, colostro e fezes | Caráter progressivo
imune eficaz o que leva a erosão dos vasos linfáticos e
→ animal sempre vai de mal a pior
sanguíneos, principalmente das glândulas mamárias e do
Transmissão: Excreção, contato com o hospedeiro (por fígado, logo a bactéria está disseminada e gerando lesão
manejo) por +1 parte do animal.
Fatores de virulência da M. bovis: A partir do foco primário:
• ↓ IL – 12: Causando uma disfunção dos linfócitos T, 7 a 10d: linfonodos satélites
logo CD4 e CD8 não conseguem, ser apresentadores de > 15d: sensibilização CD4 e CD8 → teste de resposta
antígeno e killer, respectivamente. celular
• ↑ [ ] Amônia (↑pH): altera o pH celular, 6 a 8 semanas: teste de tuberculinização
desfavorecendo a ação dos macrófagos.
Completo Mycobacterium tuberculosis:
• Consumo de Fe: “Rouba” o Fe necessário para a
M. tuberculosis | M. bovis | M. bovis BCG | M.
manutenção celular que não consegue ter sua ação africanum | M. microti → todas capazes de formarem
bactericida. granulomas.
• Inibição do Fagolisossoma
CAE e Tuberculose
Mecanismo da Tuberculose: Ao atingir as mucosas, o
Pela CAE ser transmitida via colostro, as
antígeno é fagocitado pelos neutrófilos, porém, assim
vezes dão leite de vaca e por não testarem a
como a brucella, ele impede a formação de vaca, acabam passando tuberculose para as
fagolisossoma, por isso não havendo um tratamento cabras.
para tuberculose → fator limitante para o tratamento
com antibióticos. Diagnóstico: Teste da Prega Caudal (TPC – gado de
Após fagocitar, a bactéria inibe a fagocitose e a célula corte), e Teste Cervical Simples (TCS – gado de leite) e
começa a agir como transporte. Teste Cervical Comparativo (TCC – confirmatório) |
Primeiro os simples, 60d depois o comparativo.
PATOGENIA
TPC: Mensura visualmente e palpação → inocula
(intradérmica) → 72h → mensura a pele novamente e
compara
TCS: Mensura pele → inocula (intradérmica) → 72h →
mensura a pele novamente e compara
TCC: Mensura a pele → Faz 2 quadradinhos e inocula
M. bovis e M. avium* → 72h → O abate é feito apenas
se M. bovis crescer mais que M. avium.
*M. avium → O teste da tuberculinização é feito com o
avium porque é uma bactéria que os animais tem contato
e pode gerar reação cruzada nos outros testes, logo ao
comparar dentro dos parâmetros corretos do TCC,
1 – Via Nasal: A bactéria adentra pela cavidade nasal e descartaria a hipótese de reação cruzada e ao crescer
viaja até o parênquima pulmonar, se estabelecendo. Ela mais o M. bovis, o diagnostico seria de Tuberculose.
tende se expandir para os linfonodos mediastínicos, na
Controle e Profilaxia: Eutanásia dos positivos, manejo
ausculta pulmonar há presença áreas de silêncio devido
sanitário e zootécnico, monitoramento, controle de
a formação de complexo primário completo → grânulos
tráfico de animais somado a propriedades certificadas.
que se tornam calcificados.
Clínica: áreas de silêncio, perca de peso progressivo, Questionário:
secreção nasal, crepitação na ausculta | Transmissão: ar 1. Quais agentes compõem o complexo M. tuberculosis?
Cite as características que diferenciam esses agentes dos
2 – Via Oral: A bactéria segue pela cavidade oral e para
demais Mycobacterium. M. tuberculosis, M. bovis, M.
linfonodos orofaríngeos e segue para os linfonodos
bovis BCG, M. africanum, M. microti. Eles são capazes
mesentéricos (formação de complexo incompleto em
de formar grânulos, complexos primários completos.
ambos → grânulos formados não calcificam
2. Sobre Tuberculose Animal, assinale com verdadeiro
ou falso as seguintes afirmativas:
(F) É considerada uma enfermidade que apresenta
apenas sinais clínicos respiratórios. (?)
(F) É uma doença crônica, zoonose, altamente
contagiosa, que apresenta lesões nodulares de forma
sistêmica.
(F) Enfermidade crônica, zoonose, que apresenta lesões
ulcerativas no sistema respiratório superior.
(F) É uma doença aguda, zoonose, pouco contagiosa,
que apresenta lesões nodulares de forma sistêmica.
3. Em forma de mapa mental, com poucas palavras e
setas, como ocorre a patogenia da Tuberculose Animal?
--------------
4. Dentre as formas de diagnóstico, quais são
preconizadas para diagnóstico da Tuberculose Animal? A – Cisterna
TCS para gado de leite, TPC para gado de corte e TCC B – Esfíncter → são estruturas musculares
para confirmatório. C – Cisterna do teto
5. Sobre medidas de controle e profilaxia da Tuberculose D – Pele/mucosa
Animal, assinale e justifique a alternativa correta: E/F – Esfíncter → leva até 1h para fechar após ordenha
a) Deve-se isolar os animais reagentes e após quarentena Barreiras:
reintroduzi-los, controle de tráfego, propriedades • Físicas:
certificadas, manejo sanitário e zootécnico, o 1ª pele: pré-dipp (iodo – rápida absorção 30s)
monitoramento, testes tuberculínicos a cada 10 anos. pós-dipp (iodo glicerinado – máx. de tempo possível)
b) Deve ser realizado o sacrifício dos reagentes, → ambos precisam cobrir 75% do teto.
controle de tráfego, propriedades certificadas, o 2ª esfíncter
quarentena de recém adquiridos, manejo sanitário e
• Fatores Solúveis (ferramentas inespecíficas):
zootécnico, monitoramento, testes tuberculínicos
o Lisozima → enzima bactericida
frequentes. → pois a tuberculose não tem vacina.
o Lactoferrina → enzima “rouba” o ferro
c) Deve ser realizado o isolamento e vacinação dos
inviabilizando a bactéria
reagentes, controle de tráfego, propriedades certificadas,
o Sistema complemento → ativa a resposta
manejo sanitário e zootécnico, monitoramento, testes
inflamatória local afim de combater o invasor
tuberculínicos frequentes.
o Citocinas → ↑ processo de defesa
d) Deve ser realizado o sacrifício dos reagentes, controle
de tráfego, propriedades certificadas, quarentena, - Defesa celular da glds: ↑ leucócitos (neutrófilos e
vacinação, monitoramento, testes tuberculínicos macrófagos) → identificar por CMT e CCS.
frequentes. CLASSIFICAÇÃO
❖ Apresentação
1. Clínica:
▪ Alteração macroscópica no leite
▪ Clínica na vaca
leve (grumo), moderada (grumos + alterações na
gld.) ou grave (depressão – infecção generalizada
– toxemia)
2. Subclínica:
▪ Não há sinais clínicos
▪ ↑ CCS → ↓ quantidade de sólidos (celularidade
no leite, como proteínas), logo ↑ Líquido (gerando
principalmente perca econômica) → Vaca vai para
o fim da linha de ordem para evitar
Linha de Ordenha: contaminação das demais.
Novilhas (1ª cria) | Vacas |
Subclínicas | Clínicas
❖ Agente Etiológico → relativo à transmissibilidade utilizado como tratamento seletivo em caso de
e origem da disseminação monitoramento
1. Ambiental: Ocorre fora da sala de ordenha,
Mastite em Novilhas: Evitar mamada cruzada e oferta
geralmente por coliformes, algas, leveduras,
de leite contaminado → a bactéria se instala na boca, se
Streptococcus spp.
houver mamada cruzada, e assim que o leite “aparecer”
2. Contagiosa: Contaminação na sala de ordenha, se instalam.
geralmente por falta de manejo sanitário (vaca – vaca
| vaca – humano) por Staphylococcus aureus, S. Questionário:
agalactae, Mycoplasma spp. 1. Quais as classificações da Mastite Bovina? Cite os
principais agentes etiológicos envolvidos na
Staphylococcus aureus → Formação de enfermidade associando-os as classificações já
biofilme, altamente resistente mencionadas. Pode ser classificada pela apresentação
Ausência bacteriana → 3 negativos seguidos. como clínica e subclínica; pela origem do agente
etiológico como ambiental, associada a Streptococcus
❖ Patogenicidade
spp. ou leveduras, e contagiosa, associada a
1. Primários: Responsáveis pelos casos óbvios
Staphylococcus aereus e Streptococcus agalactae;
de mastite clínica e subclínica, queda acentuada da
podem ser classificadas também pela patogenicidade
produção de leite e aumento elevado das CCS → S.
como primárias e secundárias.
aureus, S. agalactae, Mycoplasma spp., E. coli,
Klebsiella spp. 2. Sobre Mastite Bovina, assinale e justifique a
alternativa incorreta:
Streptococcus agalactae → ↑ transmissibilidade a) A mastite clínica é mais comumente originada de
Raramente causa clínica, mas a ↑ muito CCS
mastite ambiental.
2. Secundário: Não causam aumento de células b) Para diagnóstico da mastite, vemos que quanto
somáticas e raramente causam mastite clínica → menos células somáticas, maior a chance de mastite.
Corynebacterium bovis. c) A glândula mamária possui barreiras eficientes no
controle da mastite.
Diagnóstico:
d) A inflamação da glândula mamária pode ter origem
Mastite Clínica: é importante a realização da Caneca
infecciosa ou traumática.
de Fundo Escuro antes de toda ordenha para verificar
alterações macroscópicas no leite. 3. Sobre Mastite Bovina, assinale com verdadeiro ou
Mastite Subclínica: Contagem de células somáticas falso as seguintes afirmativas:
(CCS) | California Mastit Test (CMT) → Destrói as (V) É considerada uma enfermidade multifatorial.
células expondo material genético, logo quanto + (F) Segregar doentes/contagiosas das demais se
células, + condensado se torna (30d/45d/60d) apresenta como método falho no controle de casos.
Vaca saudável: 200 mil CCS | No tanque: 500 mil CCS (V) O leite ordenhado de fêmeas tratadas pode ser
destinado a produção de derivados.
Tratamento é intramamário, sendo sistêmico apenas
(V) É considerada zoonose através do consumo do leite
em casos específicos onde há toxemia.
de vacas com mastite clínica.
M. Subclínica não se trata, apenas na secagem (vale a
4. Como funciona o diagnóstico da Mastite? Descreva,
pena, momento que a produção é menor que o consumo)
de forma resumida, o caminho desde os métodos de
EXCEÇÃO: Contaminação por S. agalactae, onde é triagem até os métodos confirmatórios.
possível fazer antibacteriano durante a lactação, porque Antes de toda ordenha, é recomendado fazer o teste da
a bactéria é sensível → ↑ contagioso →realiza o teste em caneca de fundo escuro para saber se há grumos no leite
todos e faz o tratamento nos 4 tetos mesmo só 1 seja (já reconhecendo se há ou não aspectos que caracterizam
positivo. alterações macro típicas de mastite clínica); também
recomenda-se realizar o CMT que condensa a amostra
Impacto Econômico: O processo inflamatório faz com
de leite de cada teto a um reagente e ao ser misturado
que as células do sangue passem por diapedese para a
expõe celularidade, tornando-se gel que é
glândula mamária, levando várias coisas, como plasma,
qualitativamente avaliado se há mastite subclínica.
o que torna o sangue “aguado”.
5. Sobre Mastite, quais são as formas de controle e
Prevenção e Controle: O período seco começa 60d profilaxia?
antes do parto (quando inicia o tratamento da mastite Limpeza do material utilizado, correto pré e pós dipp,
subclínica) | Após secagem e pós parto são maiores taxas manutenção e limpeza do equipamento de ordenha,
de mastite | Selante como barreira física – pode ser descarte correto do leite de vacas com M.C., estimular o
animal para que ele não deite logo após a ordenha
de hemoglobina. → Importante lembrar que a Hb é
nefrotóxica.
Tem vacina | > 300 sorovares | L. interrogans a mais • Bilirrubinemia: a Hb em excesso no sangue passa
comum | Espiroqueta flagelada com alta mobilidade → pelo fígado que precisa tentar excreta-la, a partir dela,
precisa de ambiente úmido | Zoonose → notificação é formada a bilirrubina, que aumenta potencialmente
obrigatória | Aborto como principal sintoma clínico em já que a Hb estava em excesso.
bovinos → qualquer momento da gestação.
Já que o sistema imune está produzindo anticorpos a
Transmissão: Mucosa/pele todo instante para combater o estado de leptospiremia do
• Oral (principal) animal, ±7 dias depois da fase aguda ocorre um
• Genital período de limpeza (“Clearance” → eliminação de
• Respiratória substâncias). Ocorre porque há > [ ]Ac que [ ] Ag, e a
• Reprodutora (placenta) varredura é feita para se ter certeza que há bactéria “por
ai” e o sistema imune não está trabalhando de besta.
Possui fatores de virulência, relacionados a estruturas
Com isso, a Leptospira spp. se desloca para locais onde
externas:
o sistema imune tem ↓ atividade humoral → SNC,
• Fibronedina/Fibromecdina: permite a
sistema reprodutor, olhos, rins.
aderência da bactéria aos vasos ou tecidos.
A partir disso, ela se instala no rim e ao se multiplicar
• Esfingomiodina: garante a abertura de poros,
inicia um estágio de disseminação e contaminação na
permitindo inclusive, adentrar em pele integra.
urina chamado de leptospirúria.
• LPS: camada de lipopolissacarideo da bactéria,
responsável por induzi grande resposta imunológica Clínica:
no indivíduo • Cão: evolução aguda, prostração, letargia, anorexia,
vomito...
Através de endoflagelo, a bactéria adentra na corrente
• Felino: incomum e sinais inaparentes
sanguínea se multiplicando, sendo disseminada até
• Bovinos: evolução crônica, febre, natimortos,
endotélio dos vasos sanguíneos, órgãos
infertilidade, icterícia, bezerros fracos
parenquimatosos (rins e fígados) → Estado de
• Suíno e Peq, rum: aguda, crônica ou inaparente,
Leptospiremia – indivíduo está infectado e bactéria está
totalmente espalhada. aborto, natimortos, crias fracas, quadros neurológicos
A leptospiremia formam imunocomplexos (antígeno + e respiratórios
anticorpo) que adicionados a ativação do sistema • Equino: Aborto, quadro respiratório, alterações
complemento resultam em Inflamação. oculares
+ Neutrófilos Prevenção:
+ Plaquetas* VACINA
+ Macrófagos
Saúde publica X Custo de tratamento → humanos
Os imunocomplexos se acumulam e se depositam nos Saúde animal X Reprodução X Produção → animal
vasos, levado a intensa atividade do sistema imune no Fatores de Risco: ↑ umidade, ausência de vacinação,
local (tal coisa ocorre no corpo inteiro, já que o falta de saneamento humano e animal, aquisição de
indivíduo está em estado de leptospiremia), logo há uma animais infectados
reação inflamatória intensa ocasionando uma vasculite
generalizada, que nada mais é do que uma lesão Diagnostico Diferencial:
tecidual induzida por resposta inflamatória intensa. Peq.: HIC, erliquiose, hepatozoonoses, cinomose, FIV,
FEV, PIF
* são consumidas durante o processo inflamatório.
Grandes: DVB, AIE, Brucelose
A vasculite generalizada pode causar:
• Hemorragia: devido ao aumento da permeabilidade Profilaxia e Manejo: Identificar portadores, tratar,
cuidado com a inclusão de novos animais, controle de
vascular oriundo da lesão tecidual do processo
inflamatório, reduzindo as plaquetas e causando roedores, manejo adequado de alimentos.
hemorragia. Questionário:
• Hemólise: com a ação exacerbada o sistema imune, 1. Fale brevemente sobre como os fatores de virulência
as células sanguíneas ficam com suas membranas do gênero Leptospira atuam na patogenia da
frágeis, tornando-se mais passiveis de rompimento. Leptospirose.
• Hemoglobinemia: a partir do rompimento das Possibilidade de adentrar em pele integra devido a
hemácias (hemólise), o sangue passa a ter um excesso esfingomiodina; A fibromecdina permite a adesão da
bactéria a vasos e tecidos; Flagelos - potencializam,
permitindo a alta motilidade dentro da corrente
sanguínea; Formação de Imunocomplexos; Camada
–
L.P.S. que resulta numa resposta inflamatória mais Não é zoonose | Aborto como principal sinal clínico →
forma por parte do sistema imune; inicio da gestação (1° trimestre) | Tem vacina
2. Sobre Leptospirose, assinale com verdadeiro ou falso
as seguintes afirmativas: Família Flaviviridae
(F) É uma das zoonoses de maior ocorrência em todo o Gênero Pestivirus (mesmo gênero da Peste Suína
mundo. Clássica)
(F) A fibromectina é responsável por impedir a Características do vírus:
aderência da bactéria na pele. • RNA simples: instabilidade na multiplicação do
(V) Esfingomielina A é o elemento que a bactéria usa vírus
para fazer poros na pele/mucosa. • Tradução: célula produz uma poliproteínas que se
(F) Ao entrar no organismo, quais são os locais de divide em 10 a 12 proteínas, sendo algumas não
predilecão para multiplicação são: endotélio, sistema estruturais (relacionadas a multiplicação celular) e
reprodutor e sistema digestório. algumas estruturais (relacionadas a revestimento
(V) Aborto, queda na produção, febre alta, anemia celular)
hemolítica, hemoglobinúria, icterícia, prostração e
• As proteínas estruturais possuem ↑ variabilidade
anorexia são alguns sinais clínicos observados.
antigênica, logo ↑ capacidade de mutação, induzindo
3. Descreva como ocorre a patogenia da Leptospirose, diferentes respostas imunes.
associando-a aos sinais clínicos observados na • Sendo as respostas, BVD-1 (sendo a principal) e
enfermidade. BVD-2.
A bactéria adere ao vaso e adentre a corrente sanguínea,
onde começa um processo de multiplicação, ao chegar BVD-1 é a resposta principal, sendo ela a induzir
em órgãos como rins ou o fígado tem-se um quadro de anticorpos vacinais → Vacina → Animais com
leptospiremia e o sistema imune é ativado, formando infecções mais brandas.
imunocomplexos que se acumulam e e com a intensa Efeito em Cultivo Celular
atividade inflamatória, acabam gerando vasculite Avalia o comportamento do vírus durante seu cultivo. É
generalizada que pode levar a uma hemorragia devido a dividida em dois biotipos, relacionados a seu dano
lesão do endotélio e aumento da permeabilidade celular.
vascular e a redução do número de plaquetas; icterícia • Citopático (CP) → causa danos a célula → doença
vinda da hemólise oriunda da fragilidade da membrana das mucosas
das hemácias que aumentam a hemoglobinemia e
• Não citopático (NCP) → não causa danos a célula
consequentemente geram uma bilirrubinemia que não
consegue ser processada pelo fígado e se acumula na Ao ter contato com vírus, o individuo adquire o biotipo
pele; febre devido ao processo inflamatório grave, NCP:
principalmente derivado da camada de LPS da bactéria; I. Adultos apresentam forma branda da doença
aborto (grandes animais) devido instalação da bactéria Clínica: pode ser relacionada a sistema digestório,
nos órgãos de menor atividade humoral depois do reprodutivo e/ou congênito.
Clearance, como é o caso do sistema reprodutor.
II. Fêmeas prenhas são o principal grupo de risco →
4. Dentre as formas de diagnóstico da Leptospirose, vírus é capaz de atravessar a barreira transplacentária
quais as principais? O que deve ser levado em e chegar até o feto o tornando um indivíduo
consideração para escolha do método diagnóstico? Persistentemente Infectado (P.I.) (a depender da
Deve ser levado em consideração se o animal está em idade gestacional) → esse animal é resistente ao
leptospiremia, fase aguda e é feita a coleta de sangue biotipo NCP, logo o animal não produz anticorpos e
ou em leptospirúria, fase crônica onde é feita a coleta
não tem clínica.
da urina. O diagnostico padrão ouro é feito através da
titulação de anticorpo pela Microaglutinação lenta. ♀ Prenhas
1° trimestre: morte do embrião, feto mumificado
90 a 100/120d: P.I.
100 a 150d: anomalias congênitas (sintomatologia
nervosa em RN)
>150d: imunidade, sistema imune se adapta e o bezerro
nasce saudável
Bezerros ao nascerem P.I. são os principais
transmissores do vírus pro ambiente.
O vírus no biotipo NCP sofre uma mutação Questionário
transformando-se no biotipo CP e se estabelece como 1. Qual agente etiológico da BVD e seus biotipos?
doença das mucosas, que é ↑imunogênica e O agente etiológico é um vírus da família Flaviviridae e
↑patogênica. gênero Pestivirus, tendo dois biotipos Citopático e Não
citopático.
Doença das Mucosas:
2. Qual biotipo está relacionado com a ocorrência da
P.I. imunocompetente a NCP + ↑Inf. por CP
Doença das Mucosas?
Somente um animal P.I. se torna um animal portador de Para que haja a doença das mucosas, é necessário que o
doença das mucosas, logo se houver casos da biotipo NCP esteja no organismo do animal.
enfermidade na propriedade, há persistentemente 3. Cite as principais formas de transmissão do BVDV.
infectados no local. Através de fluidos, principalmente fezes, de bezerros
O que desencadeia NCP → CP: interação do vírus com persistentemente infectados
a vacina (animal é PI. e é vacinado quando adulto) | 4. Qual a principal queixa relacionada aos problemas
interação do vírus com as próprias células do hospedeiro reprodutivos causados pela DVB?
| fatores externos que alterem homeostasia Aborto
Porta de Entrada: 5. O nascimento de animais persistentemente infectado
• Trato respiratório Superior Tropismo por células (PI) se dá por:
• Orofaringe germinativas, placas a) Inseminação artificial com sêmen contaminado
• Tecidos Linfoide Regionais de Peyer e feto. b) Através da monta com touros infectados
c) Infecção da mãe durante 90 a 120 dias de gestação
De forma geral, o vírus causa uma imunossupressão, d) Nenhuma das opções
levando a ↓ Linfócitos T e B, ↓ Função dos macrófagos
6. Qual teste diagnóstico é utilizado para diferenciar
→ logo por isso animais P.I. tem desenvolvimento
BVDV1 biótipo citopático e não-citopático?
prejudicado.
Teste molecular
Animais imuno competentes, não prenhes não tem
7. Sobre Diarreia Viral Bovina, assinale como
problema com o vírus, o sistema imune resolve por si só.
verdadeiro ou falso as seguintes afirmativas:
♀ no estro → ficam inférteis após o contato com vírus (F) As formas de profilaxia e controle se baseiam em
devido o tropismo. manter os PI no rebanho para gerar imunidade passiva.
♂ → vírus é encontrado no sêmen | a qualidade do (V) O biotipo não-citopático é o responsável por
material espermático diminui, mas com a originar animais persistentemente infectados.
imunoconversão (IgM para IgG) em animais (F) São diagnósticos diferenciais para DVB: Febre
imunocompetentes, é restabelecido. Aftosa e Estomatite Vesicular; Febre Catarral Maligna e
Diagnóstico: Rinotraqueíte Infecciosa Bovina.
1
➢ ≠ Sorológico → Animais P.I. são negativos (V) O aborto tende a ocorrer no 3 inicial da gestação.
para sorologia, pois é feita pesquisa de AC → Não é
um método usado para monitoramento → Não é
capaz de diferenciar CP e NCP (são da mesma
variante, apenas “corpos” diferentes)
➢ ≠ Molecular → Isolamento viral como padrão
ouro, pois é onde se observa a presença de animais
já infectados com NCP que podem tornar-se CP, logo
os P.I.
➢ Clínica + Patologia Animal (necropsia)
➢ Isolamento Viral → Baço, linfonodos, fígado
➢ Mucosa intestinal → Diferencial na necropsia
devido ser alto potencial de multiplicação celular em
animais não prenhes, local de predileção do vírus.
Controle e Profilaxia:
Identificação e eliminação dos animais P.I. | Quarentena
de animais recém adquiridos | Vacinação | Controle do
manejo reprodutivo | Testes periódicos no rebanho
➢ Vulvovaginite pustular infecciosa (IPV)
Vulva hiperêmica, edemaciada
Não é zoonose | Aborto como principal sinal clínico →
➢ Balanopostite pustular infecciosa (IPB)
qualquer fase da gestação | Tem vacina | ↑ Morbidade e
Prepúcio pustulado, ulcerado, hemorragias
↓ Mortalidade
HVB - 5
Família Herpesviridae
Na reativação entre a fase latente e ativa da doença,
Vírus Herpesvírus bovino tipo 1 (HBV-1)
acontecem quadros neurológicos.
Possui variantes 1.1 e 1.2, antes considerava-se a 1.3
(relacionada a sintomas neurológicos), contudo foi Sinais Clínicos: Febre, depressão, anorexia, dispneia,
descoberto que ela faz parte de outro tipo de herpesvírus tosse, taquipneia, descargas nasais serosas (incolor,
o HVB-5. porque é vírus), infecções bacterianas secundárias.
• 1.1 IBR → associa-se a problemas no trato
Importância Epidemiológica: Animais latentes
respiratório, reprodutivo e nas conjuntivas.
infectados são fonte de infecção para o resto do rebanho.
• 1.2 IBR → associada a clínica em trato genital
Surtos acontecem geralmente entre animais mais jovens,
Patogenia em ambiente de estresse e aglomerado.
1.1
Todo animal herpético sempre será herpético.
Diagnóstico: Para realizar o diagnostico confirmatório,
é preciso fazer uma titulação de anticorpos
comparada → Animais em latência. | Para animais
com suspeita, histórico compatível e clínica presente
pode-se realizar um RT PCR por estarem em processo
de viremia.
• Preventivo: Realiza-se coleta de sangue durante a
estação de monta e mantem congelado. Caso haja
algum aborto, faz-se a coleta e manda para a titulação
de anticorpos dos dois períodos. Se houver um
aumento de 4x, o resultado é positivo.
• Pós-aborto: Coleta-se quando a vaca abortar e faz
a titulação comparada com uma coleta de 3 a 4
O vírus adentra pela via oronasal, chegando à semanas depois.
nasofaringe onde inicia sua replicação primária e a
partir dai dando inicio a um quadro de infecção aguda. Controle e Profilaxia: A vacina também é um fator de
Ele provoca lesão celular, congestão, lesão vesicular estresse então, nem sempre é indicado a vacinar.
erosiva, secreções serosas. Sintomas mais comuns da Vacinar Não Vacinar
fase aguda: hiperemia das mucosas, secreção das vidas, Histórico no rebanho Rebanho fechado
conjuntivite → Diferencial para Febre Aftosa.
Títulos sorológicos ↑ Teste sanitário novos animais
O corpo tenta combater o antígeno e ao sofrer ação do
Rotação de animais Descarte dos positivos
sistema imune, o vírus passa a um estado de latência,
onde “se esconde” dentro dos gânglios nervosos Questionário:
periféricos → Por isso se trata de uma doença 1. Considerando as Herpesviroses de Bovinos,
autolimitante, pois ela “se obriga a voltar atrás” sempre
responda:
que o sistema imune tenta combate-la.
a) Quais os principais tipos? O que cada tipo
Fatores que permitem Latência → Aguda: estresse
desencadeia? HVB-1 tipo 1.1 (lesão em sistema
nutricional, de manejo, trauma, etc.
respiratório, reprodutor e conjuntivas) e 1.2 (lesão em
Com o retorno da forma ativa do vírus, pode acontecer trato genital); HVB-5 meningoencefalites
um processo de viremia, responsável por casos de b) Quais os principais fatores de virulência? Capacidade
aborto. de latência em terminações nervosas
c) Qual a forma de transmissão de cada um? HVB-1 tipo
1.2
1.1 é via oro nasal enquanto 1.2 é através da mucosa
Através da monta natural, por exemplo, o vírus adentra
genital (direta ou indiretamente)
mucosa genital e tem sua replicação primária.
Nessa variante da IBR, o vírus se restringe a essa área, 2. Na Rinotraqueíte Infecciosa, a infecção aguda ocorre
tendo sua latência nas terminações nervosas dessa após multiplicação primária na nasofaringe. Com isso,
região. Logo, sua reativação é, geralmente, mais branda.
quais os sinais caracterizam essa fase? Hiperemia das
mucosas, secreção das vias, conjuntivite
Não é zoonose, mas é necessária a destruição total da
3. O aborto pode ser visto como sinal clínico decorrente
carcaça para eliminar o vírus, que possui ↑
da patogenia de diversas doenças. Considerando as
disseminação e afeta diretamente o ponto de vista
enfermidades já abordadas, responda:
econômico | No Brasil, desde 2024 é proibida vacinação,
a) Quais enfermidades causam aborto? Brucelose,
afim de testar se realmente há um controle viral no país
leptospirose, BVD E IBR.
b) Quais informações e questionamentos são Não possui tratamento → Notificação obrigatória
importantes para direcionar o diagnóstico de cada uma? ↑ Morbidade → bastante aguda
Tempo de gestação na qual ocorreu o aborto, se morreu ↓ Mortalidade → doença autolimitante
algum bezerro recentemente ou nasceu com Família Picornaviridae (tamanho pequeno e não
sintomatologia nervosa (BVD), se os animais são envelopado – mais resistente) → favorece sua
vacinados e quando (pode estar vencida), recorrência de propagação
problemas respiratórios/conjuntivites (IBR) Infectados: Animais de casco partido – suínos,
4. Quais fatores podem estar relacionados com a ruminantes, pequenos ruminantes
reinfecção/fim da latência?
Forma de Transmissão: aerossóis, saliva, fezes, urina,
a) Transporte, vacinação, tratamento com
sêmen → liberando 4/5 dias antes dos sinais clínicos
corticosteroide
b) Transporte, tratamento com corticosteroide e Patogenia
quarentena de recém adquiridos
c) Transporte, parto, desmame, confinamento,
tratamento com corticosteroide
d) Transporte, quarentena de recém adquiridos,
vacinação
5. Cite opções de diagnóstico da IBR.
Titulação de anticorpos comparada (animais latentes),
PCR para animais com clínica (forma ativa da doença)
6. Quais importantes formas de controle e profilaxia?
Descartar os animais positivos, fazer quarentena e teste
daqueles que foram recém adquiridos, vacinar se há
rotatividade de animais ou rebanho aberto, guardar
material sorológico na estação de monta.
Do contato ao início das lesões → ± 72h
Importante a observação: nos Animais podem
bovinos, o vírus pode permanecer na estar infectados
região nasofaringeana entre 6 meses a 2 e sintomáticos ou
assintomáticos
anos, disseminando o vírus sem ter
sintomatologia.
Diagnóstico:
No início, não há como procurar anticorpos, pois a
produção ainda não foi suficiente, então se procura por
antígeno → isolamento viral (7 a 8d)
Ao fim, procurar por antígeno é difícil, pois o sistema
imune já combateu o vírus, logo procura-se por
anticorpos → colheita de soro para titulação de (V) Ventos favorecem bastante a difusão do vírus, que
anticorpos (13 a 14d) pode alcançar locais distantes até 10Km do foco
Materiais de coleta: Sangue, vesícula estourada. original.
(F) O vírus não é eliminado para o meio ambiente em
Há também a coleta de material via Probang →
todas as secreções e excreções dos bovinos doentes.
sonda nasofaríngea para animais pós doença.
(V) O vírus apresenta tropismo por células epiteliais de
Bovinos mucosas. Sua replicação nas células causa edema
• 3 a 8d – incubação intracelular.
(F) Geralmente o sistema locomotor é mais afetado em
• 39,5 – 40,6 °C
bovinos.
• Apatia, anorexia, ↓prod. de leite, sialorreia
• Descarga nasal serosa (diferencial de IBR) 4. Cite dois exames e os respectivos materiais de eleição
usados para o diagnóstico laboratorial de Febre Aftosa?
Suínos:
RT PCR com swab de vesícula e titulação de anticorpo
• 40 – 40,6°C
com soro.
• Anorexia, apatia, evitam se locomover (perca do
estojo córneo → + lesões em locomotor) 5. Além da vacinação, também se faz o controle da Febre
• ↑ mortalidade em leitões Aftosa por meio das seguintes medidas, EXCETO:
a) Controle da produção
Pequenos Ruminantes: b) Imunidade adquirida
• Infecção subclínica, lesões + brandas c) Fiscalização da comercialização
• Apatia, febre d) Exigência de GTA
• São animais sentinela → Se apresentam sintomas,
indicam que o vírus está circulando na região.
Diagnostico Diferencial:
• Estomatite Vesicular
• Doença vesicular dos suínos
• Exantema vesicular dos suínos
• Doença das mucosas (BVD)
• Língua azul
• Peste bovina
• Ectima Contagioso
• Febre Catarral Maligna
Questionário:
1. Cite qual agente etiológico da Febre Aftosa e seus
principais fatores de virulência (de importância
patogênica e epidemiológica).
São vírus da família Picornaviridae, dentre seus fatores
de virulência tem-se: o tamanho do vírus que permite
sua alta transmissibilidade, é um vírus não envelopado
que permite que seja mais resistente a fatores
ambientais, sua capacidade autolimitante que reduz a
mortalidade da doença
2. O que significa dizer que a Febre Aftosa é uma doença
autolimitante?
É uma doença que o sistema imune de um animal sadio
é capaz de combater e mesmo que haja sinais clínicos,
em dias eles serão revertidos e a doenças controlada
pelos anticorpos produzidos.
3. Sobre Febre Aftosa, assinale V ou F nas seguintes
afirmativas:
(F) A resposta imunitária produz imunidade especifica e
temporária e não existe proteção cruzada entre os tipos
de vírus.
Diagnóstico: Post Mortem
Busca por Corpúsculos de Negri → ausência não
Zoonose → Notificação Obrigatória (SEAB → MAPA significa ausência da doença, pode não ter dado tempo
→ Confirmatório) | Tem vacina (>3m; 30d e anual) da formação.
Sem tratamento → Hiperaguda → ↑ Letalidade IFD → Padrão ouro | RT-PCR | Inoculação em
Necessidade de vetor influencia para a ↓ taxa de camundongos → o confirmatório é apenas feito pelo
transmissibilidade MAPA.
Família Rhabdoviridae (não envelopado → ↓ resistência Controle dos morcegos
no ambiente = ↓ taxa de transmissibilidade | RNA fita ➢ Direto: Abrigos, captura, pasta vampiricida
simples → instabilidade) anticoagulante
➢ Indireto: Pasta vampiricida no animal, pois
Etiologia/Ciclos
morcegos voltam para o local de repasto sanguíneo.
No Brasil:
➢ Humanos: cães Questionário:
(principal) e morcegos 1. O vírus da raiva é mantido na natureza por quatro
➢ Cães: mesma formas distintas de manifestação epidemiológica. Cite
espécie as formas e os animais ligados a cada uma.
➢ Bovinos: morcegos Via aérea através dos morcegos; via urbana pelos cães;
(reservatório) ciclo silvestre com os animais silvestre; via rural com os
animais herbívoros.
Porta de Entrada:
Mordeduras | Feridas, 2. Enumere os sintomas de acordo com a ordem de
soluções de continuidade (rachaduras, ressecamentos) aparecimento dos sinais clínicos?
→ Saliva com vírus | Órgãos contaminados 3. Quais são as três fases observada no curso clínico da
Incubação: 60 – 70d em bovinos (≠ de outras espécies raiva em cães?
que tem um período menor) → depende da capacidade Fase prodrômica: movimentos descoordenados, ataxia,
invasiva, carga viral, ponto de inoculação, idade, status rigidez de membros; Fase de excitação; Fase paralítica
imunológico (vacinado, vacina em dia) 4. Dentre os sinais clínicos que podemos observar na
Patogenia raiva, qual das alternativas a seguir não corresponde a
O vírus entra em contato com tecido conjuntivo e raiva?
muscular e migra para o sistema nervoso. Se desloca a) Animal contaminado pode se tornar agressivo e atacar
até o Sistema Nervoso Central → tronco encefálico, com frequência
tálamo, hipocampo, medula óssea e cerebelo. b) Alguns animais doentes procuram ficar em locais
Do SNC → S.N. Periférico para os órgãos onde são isolados
eliminados. c) O animal infectado pode apresentar paralisia dos
membros e mandíbula
Pulmão, coração, bexiga, rins, útero/testículos, folículo piloso e
d) O animal com raiva normalmente apresenta boca
glds. salivares
seca
Como a imunogênese é tardia, os anticorpos não são
5. Quanto aos diagnósticos diferencias para raiva,
produzidos a tempo.
assinale como verdadeiro ou falso:
Transmissão (F) Intoxicação e cinomose em pequenos animais
➢ Cães: 15 dias antes dos sinais clínicos (V) Intoxicação por chumbo, polioencefalomalácia e
➢ Bovinos: período inconclusivo → dificuldade de listeriose
identificar o foco primário (F) Encefalites, abcesso no cérebro, Maedi Visna e CAE
Fase Clínica (V) Anemia Infecciosa Equina, Artrite Encefalite
➢ Prodrômica: inicio dos sintomas → movimentos Caprina, Brucelose
descoordenados 6. Em relação ao diagnóstico de Raiva em animais, quais
➢ Excitação exames são realizados? Quais materiais são coletados
➢ Paralítica: movimento de pedalagem e morte do para esses exames?
animal → MORTE O diagnóstico é feito através da coleta de material
Clinicamente através de necropsia, e os exames são
➢ Furiosa → apatia, vocalização, tenesmo, imunofluorescência direta (padrão outro), RT-PCR, e
Inoculação em camundongos.
hiperexcitabilidade, dificuldade de deglutição
➢ Mansa/Muda