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CP - Direção Defensiva

Curso direção defensiva
Direitos autorais
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Direção Defensiva

Conteúdos definidos pelo CONTRAN


Sinistro evitável ou não evitável

Como ultrapassar e ser ultrapassado

O sinistro de difícil identificação de causa

Como evitar sinistros com outros veículos

Como evitar sinistros com pedestres e outros integrantes do trânsito (Motociclista, ciclista, carroceiro, skatista)

A importância de ver e ser visto

A importância do comportamento seguro na condução de veículos especializados

Comportamento seguro e comportamento de risco - diferença que pode poupar vidas

Comportamento de risco

Estado físico e mental do condutor, consequências da ingestão e consumo de bebida alcoólica e substâncias psicoativas.
Conceito de Direção Defensiva

Direção Defensiva é a forma de dirigir, que permite ao condutor o reconhecimento antecipado das situações de
perigo e a previsão do que pode acontecer com ele, com seus acompanhantes, com o veículo e com os outros
usuários da via.

O condutor defensivo é aquele que tem uma postura pacífica, apresenta consciência pessoal e de coletividade, além de
ser humilde e autocritico.

Os sinistros de trânsito não ocorrem apenas por má sorte do condutor. São oriundos, principalmente, do comportamento
pessoal e das atitudes que o motorista toma quando ao volante de um veículo automotor.

Apreciação incorreta da situação, a reação inadequada às circunstâncias e falta de cortesia e sensibilidade são os
principais elementos do erro humano, que é o maior responsável pelos sinistros de trânsito.

Fique Ligado:

A Direção Defensiva é o conjunto de técnicas que tem como finalidade capacitar o condutor a dirigir de modo a evitar
sinistros ou diminuir as ocorrências, apesar das condições adversas ou da ação incorreta dos outros condutores ou
pedestres.

Sempre alerta e atenção aos idosos, crianças e deficientes físicos

Art. 28 do Código de Trânsito Brasileiro - CTB

Todo condutor deve:

Para dirigir defensivamente você deve ter domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção;

ter cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.

planejar todas as ações pessoais com antecedência, a fim de prevenir-se contra o mau
comportamento dos outros usuários do trânsito, bem como das condições adversas.
Sinistro evitável ou não evitável

Para melhor compreendermos quando um sinistro seria evitável ou não, vamos primeiro observar e discutir sobre alguns
conteúdos pertinentes e que dizem respeito ao próprio título “sinistro” anteriormente chamado de "acidente".

O que é sinistro de trânsito?

Seria todo evento não premeditado de que resultasse dano em veículo ou na sua carga e/ou lesões em pessoas e/ou
animais, em que pelo menos uma das partes estava em movimento nas vias terrestres ou áreas abertas ao público.
(ABNT, 2009)

Sinistro Evitável:

Aquele em que o condutor deixou de fazer tudo o que razoavelmente deveria ter feito para evitá-lo.

Sinistro não Evitável

Aquele que independe da vontade ou dos cuidados tomados pelo condutor para evitá-lo (fatalidade).
Como ultrapassar e ser ultrapassado

Para realizar uma ultrapassagem corretamente a técnica é a seguinte:

Antes de iniciar a ultrapassagem o condutor deverá certificar-se de que existe espaço para
fazê-la com segurança. Verificar também se não vem veículo no sentido contrário em
distância suficiente para concluir a ultrapassagem com segurança.

Deverá também verificar se os veículos que trafegam a sua frente e a sua retaguarda não estejam também efetuando uma ultrapassagem.

Depois de iniciada uma manobra de ultrapassagem o condutor deverá retornar à faixa da direita assim que conseguir enxergar pelo retrovisor interno o farol esquerdo do veículo que
está sendo ultrapassado.

Ao ser ultrapassado o condutor deverá


Ao perceber que seu veículo está sendo ultrapassado por outro, o condutor defensivo deverá manter a velocidade e até reduzi-la, se necessário, para facilitar a ultrapassagem.

Deverá ainda deixar distância entre o seu veículo e o que segue em sua frente para permitir que o veículo que está lhe ultrapassando possa retornar a faixa com o fluxo normal com
segurança.

O condutor defensivo jamais dificulta a ultrapassagem de outro veículo, pois sabe que isso poderá causar um acidente de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro prevê que


Art. 30

Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá:

I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a marcha;
II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está circulando, sem acelerar a marcha.

Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância suficiente entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam se
intercalar na fila com segurança.

Art. 31

Ultrapassagem de Veículo de Transporte Coletivo Parado

O condutor que tenha o propósito de ultrapassar um veículo de transporte coletivo que esteja parado, efetuando embarque ou desembarque de passageiros,
deverá reduzir a velocidade, dirigindo com atenção redobrada ou parar o veículo com vistas à segurança dos pedestres.

Fique atento ao que diz o Código de Trânsito!

Art. 32

Proibido Ultrapassar

O condutor não poderá ultrapassar veículos em vias com duplo sentido de direção e pista única, nos trechos em curvas e em aclives sem visibilidade
suficiente, nas passagens de nível, nas pontes e viadutos e nas travessias de pedestres, exceto quando houver sinalização permitindo a ultrapassagem.
Art. 33

Proibido Ultrapassagem nas interseções e proximidades

Nas interseções e suas proximidades, o condutor não poderá efetuar ultrapassagem.

Art. 34

Ultrapassagem Segura

O condutor que queira executar uma manobra deverá certificar-se de que pode executá-la sem perigo para os demais usuários da via que o seguem, precedem
ou vão cruzar com ele, considerando sua posição, sua direção e sua velocidade.

Art. 35

Sinalizar Antes de Iniciar a Ultrapassagem

Antes de iniciar qualquer manobra que implique um deslocamento lateral, o condutor deverá indicar seu propósito de forma clara e com a devida
antecedência, por meio da luz indicadora de direção de seu veículo, ou fazendo gesto convencional de braço.

Parágrafo único. Entende-se por deslocamento lateral a transposição de faixas, movimentos de conversão à direita, à esquerda e retornos.
O Sinistro de difícil identificação de causa

Alguns sinistros possuem características muito estranhas e de difícil identificação de suas causas: Para melhor compreendermos este assunto, vamos conversar um pouco sobre as
possíveis causas de um sinistro, as condições consideradas adversas e os tipos de colisões.

Conceito de Condições Adversas: Condições adversas são condições desfavoráveis ou inadequadas no trânsito, que se não forem observadas com muita atenção podem propiciar
sinistros.

Tipos de Condições Adversas

Condição adversa de luz Condição adversa de tempo

Condição adversa do condutor Condição adversa da via

Condição adversa do passageiro Condição adversa do veículo


Condições Adversas

Condições Adversas de Luz


A luz é um fator de segurança, pois é essencial para ver e ser visto, porém, a pouca luz ou a luz em excesso, torna-se uma condição adversa. (Ver art. 40, inciso I e II do Código de
Trânsito Brasileiro - CTB).

Ofuscamento
É uma cegueira momentânea causada pelo excesso de luz nos olhos.

Pode ser causado por:

a) sol ou luz alta;

b) incidência direta de raios solares (início da manhã e final da tarde).

Obs.: Uma ação para diminuir os efeitos do ofuscamento é proteger-se com óculos de sol e/ou quebra sol.

Luz Alta em Sentido Contrário


Ações do motorista preventivo:

piscar os faróis para alertar o outro da luz alta;

reduzir a velocidade;

olhar o mais próximo do seu carro;

usar luz baixa e manter a visão fora do brilho;

não olhar diretamente para o meio da pista, orientando-se pela faixa da direita;

não revidar a luz alta;

olhar para a faixa da direita (bordo da pista), para evitar a incidência direta dos faróis contrários.
Luz Alta no mesmo Sentido
Ao seguir outro veículo à noite mantenha os faróis baixos para não causar ofuscamento pelos retrovisores.

Se estiver sofrendo o ofuscamento por trás, facilite a ultrapassagem

Condição Adversa de Tempo


São fenômenos climáticos e não climáticos que podem interferir na segurança do trânsito, alterando as condições da via, diminuindo a capacidade visual do condutor.

Podem ser: Vento; chuva; neblina; fumaça; poeira; granizo.

Cuidados com os fortes ventos


Se os ventos forem transversais, atravessados, abra os vidros e reduza a velocidade, mantendo o volante firme. Já se os ventos forem frontais, você deverá reduzir a velocidade,
segurando com firmeza o volante, mantendo o alinhamento do seu veículo.

Os Cuidados na Chuva
Os pneus ficam menos aderentes,
principalmente em curvas, e a sua visão
diminui. Assim, deve-se reduzir a velocidade e
manter ligados os limpadores de para-brisa. O
início da chuva torna a pista ainda mais
escorregadia em função dos resíduos que se
acumulam sobre a superfície.

Obs.: Se você entrar com o veículo em


velocidade excessiva numa camada de água,
poderá ocorrer a aquaplanagem/hidroplanagem,
que consiste na diminuição da aderência dos pneus com o solo, perdendo assim, o contato com a pista. Caso ocorra a aquaplanagem, mantenha o volante onde estava quando se iniciou
a aquaplanagem e tire o pé do acelerador, evitando usar o freio.
Neblina, Cerração ou
Nevoeiro
Você deverá redobrar a atenção;
reduzir a velocidade; manter o
ritmo constante; acender os faróis
baixos; ligar o limpador de para-
brisa.

Em caso de parar o veículo, faça


sempre em local com acostamento
e
sinalize a pista com o triângulo de
segurança, mantendo o pisca-alerta
ligado.

Granizo
Diminui a visibilidade e, quando muito forte, pode quebrar os faróis e o para-brisa. Além dos procedimentos recomendados em caso de chuva, trafegue em velocidade compatível com
a situação e pare em local seguro.
Condições Adversas da Via
As principais condições adversas da via são: falta de sinalização; curvas mal projetadas ou mal construídas; falta de
acostamento; buracos, desníveis, barro, lama; trechos escorregadios, lombadas, depressões; declives e aclives
acentuados.

Fique Atento!

Diante de condições adversas, o


condutor deve utilizar a via de
forma segura;

Adequar a
velocidade para
cada tipo de via;

Decidir em cada situação, qual a


velocidade segura para você,
dentro do limite estabelecido, das
suas próprias condições e das
reais condições do veículo;

Nos declives acentuados usar marcha reduzida e velocidade


compatível com a segurança;

Redobrar a atenção e o cuidado;

Solicitar informações antes de iniciar a viagem.

Condição Adversa do Veículo


Esta condição se refere às reais condições em que se encontra o veículo, pois um veículo
mal conservado é sinônimo de provável insegurança no trânsito.

Condição Adversa do Condutor


Essa condição é, sem dúvida alguma, a mais importante de todas as condições adversas. O condutor é o personagem mais conflitante do sistema de trânsito, por isso se apresentam
algumas das condições adversas mais comuns ao condutor e que podem causar sinistros:

a) Condições adversas físicas: cansaço, sono, deficiência da visão, deficiência na audição, pressa, sob efeito de bebida alcoólica, drogas ou uso de medicamentos, ingestão de
alimentos pesados que acarretam sonolência.
b) Condições adversas mentais: preocupações, medo, ansiedade, agressividade e abalos emocionais.

Algumas deficiências físicas não impedem o indivíduo de dirigir, mas o ato de conduzir é condicionado ao uso dos acessórios obrigatórios como próteses corretivas, lentes ou
adaptações no veículo, conforme definido pela Junta Médica do Detran.

Condições Adversas de Passageiros


O comportamento dos passageiros pode afetar diretamente a segurança em algumas situações!

Os passageiros tornam-se uma condição adversa quando:

Excesso de passageiros;

passageiros com estado psicológico alterados;

crianças desacompanhadas;

idosos, gestantes, passageiros que passam mal durante a viagem, e

brigas, barulho ou desordem.

Nesses casos o procedimento correto a ser tomado:

Respeitar o limite de velocidade;

idosos, gestantes e passageiros machucados, aguarda estarem acomodados;

as crianças devem estar acomodadas e equipadas com equipamentos de segurança;

Redobrar a atenção, principalmente em arrancadas, freadas e curvas, porque os passageiros estarão soltos enquanto não houver cinto de segurança instalado em todos os
veículos. (O cinto não é obrigatório em veículos urbanos que transportam pessoas em pé).
Como evitar colisões/sinistros com outros veículos

Colisão com veículo da frente


Considerando que as principais causas são:

velocidade incompatível;

falta de atenção (distração);

não manter a distância segura;

o tipo de via, a velocidade inadequada ou manobra inadequada ao momento.

O(a) condutor(a) deve:

manter a atenção nas retas com o que ocorre a cada momento no trânsito;

observar nos cruzamentos a atenção em face da visão restrita do condutor;

a todo momento ter domínio do seu veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados essenciais à segurança de trânsito.

Colisão com o veículo da frente - (Artigo 28 do CTB)

Colisão com o Veículo de Trás


Para preveni-la:

evite freadas bruscas;

seja previsível, sinalize suas intenções com antecedência;

mantenha as luzes do veículo em perfeito estado de conservação e uso;

não dirija "colado" e facilite a ultrapassagem.

Colisão com o veículo de trás (Artigos 34 e 42 do CTB).

Para evitar colisão com o veículo de trás o condutor defensivo deve evitar que esse veículo trafegue muito próximo ao seu.

Para isso o condutor deverá ceder a passagem ou ultrapassagem para o veículo de trás. Se for necessário, deverá deslocar o seu veículo com segurança para o acostamento para que o
veículo de trás possa ultrapassa-lo.

Uma situação que pode levar a colisão com o veículo de trás é trafegar em velocidade muito reduzida, prejudicando o trafego normal da via. Se por algum motivo você tiver que
trafegar em velocidade muito reduzida, desloque para o acostamento com segurança, pare em local seguro e aguarde a passagem do fluxo de veículos para então prosseguir com
segurança.
LEMBRE-SE: A velocidade mínima não poderá ser inferior à metade da velocidade máxima estabelecida, respeitadas as condições operacionais de trânsito e da via. (art. 62 do CTB)

Colisão com o veículo em sentido contrário (frontal)


Causada principalmente por:

Ultrapassagens mal feitas;

Falta de perícia para fazer curva;

Falta de habilidade para sair de situações críticas;

Reações inadequadas frente à condição adversa;

Conversões mal realizadas.


A gravidade das colisões com veículo em sentido contrário

As colisões com veículo em sentido contrário são via de regra, colisões graves, pois nesses casos somam-se as velocidades dos dois veículos.

Exemplo: Se um veículo que trafega a uma velocidade de 80 km/h colide com outro que trafega em sentido contrário também a 80 km/h, teremos com resultante no ponto de impacto
uma velocidade considerada de 160 km/h.

Obs.: Nesse cálculo há que se considerar também a massa dos veículos.

Locais em que ocorrem com mais frequência as colisões com veículo em sentido contrário (frontal)

nas retas;

nas curvas;

nos cruzamentos.

Colisão nas ultrapassagens


Ultrapassagens malsucedidas, aliadas ao excesso de velocidade, culminam em sinistros mais graves.

Esta manobra se torna perigosa em virtude de um dos veículos ocupar a pista da contramão, podendo ocasionar colisão frontal, além de derrapagem ou saída da pista.

Após a ultrapassagem, o condutor deverá retornar imediatamente a sua pista da direita.

As ultrapassagens em locais proibidos NÃO DEVEM SER REALIZADAS, pois aumentam o risco de colisão!

Colisão ao ser ultrapassado

Observar o trânsito frontal e pelo espelho retrovisor a retaguarda.

Ceder passagem - facilite a ultrapassagem reduzindo a velocidade e deslocando-se para a sua direita o máximo possível.

Não aumente a sua velocidade!


Fique de Olho!

Art 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá:

I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a marcha;
II - se estiver circulando pelas demais faixas, manter-se naquela na qual está circulando, sem acelerar a marcha.

Parágrafo único. Os veículos mais lentos, quando em fila, deverão manter distância suficiente entre si para permitir que veículos que os ultrapassem possam se intercalar na fila com
segurança.

Colisão nas curvas


Fatores como: velocidade, tipo de pavimento, ângulo da curva, condições do veículo e do condutor, podem determinar a saída do veículo da faixa de direção, indo chocar-se com o que
vem no sentido contrário.

Com o aumento da velocidade, a força centrífuga ou centrípeta tende a impulsionar o veículo para fora da pista ou para dentro da pista.

Colisão nos Cruzamentos


Os sinistros em cruzamentos, normalmente ocorrem quando o condutor não observa a preferência de passagem no local.

Na possibilidade de encontros simultâneos, deve-se observar também o bom senso, a educação e a gentileza para com o outro condutor.

Sempre observar a sinalização e a preferência.

reduzir a velocidade;

respeitar a sinalização;
respeitar os pedestres e outros veículos.

Obs.: Nas rotatórias, não havendo sinalização contrária, a preferência é de quem está circulando na rotatória
Força Centrípeta
Colisão em marcha à ré
A marcha à ré é usada apenas para efetuar pequenas manobras.

Para evitar sinistros:

Antes de manobrar o veículo verifique o espaço e se há obstáculos.

Não dê marcha à ré em cruzamentos.

Ao sair de ré da garagem ou estacionamento redobre a atenção.

Cuidado com crianças, animais ou objetos fixos ou móveis.

Fique atento aos pontos cegos que os espelhos retrovisores apresentam.

Colisão com motocicleta


Esteja alerta em relação às motocicletas:

Mantenha especial atenção, pois tais veículos apresentam grande agilidade no trânsito.

Possibilidade de Imperícia de alguns condutores.

Possibilidade de Imprudência ao realizar manobras.

Menor capacidade de frenagem do


veículo.

Motocicletas em mau-estado de
conservação.

Desrespeito dos outros condutores


com o motociclista.

Estar atento aos retrovisores.


Como evitar sinistros com pedestres, e outros integrantes do trânsito
(Ciclistas, skatistas, motociclistas e carroceiros)

É importante que o condutor defensivo saiba que os pedestres, ciclistas ou carroceiros são usuários da via pública que podem não ter nenhum conhecimento
sobre a legislação de trânsito e os perigos de transitar sem observar determinadas regras.

O condutor defensivo diminui a velocidade ao se aproximar de pedestres e de veículos não motorizados, a fim de aumentar a segurança e evitar um sinistro.

Colisão com Pedestres

O Código de Trânsito Brasileiro atribui responsabilidade de todos para com os PEDESTRES. (Art. 29, parágrafo 2º do CTB)

Locais em que a travessia de pedestres pode ser mais segura:

nas faixas de segurança;

nas passarelas;

nos locais onde haja semáforo destinado ao pedestre.

FIQUE LIGADO! A melhor regra para o condutor é ser cuidadoso com o pedestre e dar-lhe sempre que possível o direito de passagem.

Colisão com Ciclistas

Ciclistas têm preferência sobre veículos automotores.

Portanto o motorista deve:

dar preferência e facilitar a passagem de ciclistas e usuários de outros veículos não motorizados, em cruzamentos e em conversões;
manter uma distância lateral de 1,5 metros;

ter cuidado com os "pontos cegos";

redobrar a atenção à noite, pois é ainda mais difícil notar o ciclista por falta de sinalizadores reflexivos;

fazer advertência com breve toque de buzina.

Atenção aos ciclistas:

Certifique-se de que o ciclista viu e entendeu sua sinalização, mantenha distância e cuidado ao efetuar manobras.
Com o veículo parado fique atento ao abrir a porta.

Colisão com Skatistas

A via pública não é o lugar mais apropriado para o uso de skates,


principalmente onde exista movimentação de veículos.

FIQUE ATENTO! Ao se aproximar de um skatista diminua a velocidade e


lembre-se que o skatista se movimenta equilibrando-se em cima do skate e
qualquer imprevisto (buraco ou defeito na via) poderá leva-lo ao chão ou projeta-lo sobre os veículos.
Outros tipos de colisões

Evitando colisões com animais

Diminua a velocidade assim que avistar um animal ou em locais em que haja sinalização informativa

Fique atento ao passar por áreas de fazendas ou locais com muita vegetação nas margens das vias.

Colisão com Objetos Fixos

Ocasionado geralmente por responsabilidade do próprio condutor,


por falta de atenção, golpe de vista, cansaço, sonolência, sob
influência de álcool, medicamentos ou excesso de velocidade.

Colisão Misteriosa

A colisão misteriosa se caracteriza pela dificuldade que se tem de compreender como o


sinistro ocorreu, além de não se saber a quem atribuir responsabilidade.
Ver, Pensar e Agir:
A importância de ser visto

Ver e ser visto é fundamental para se evitar sinistros e preservar vidas

Lembrando que:

Tempo de reação: é o tempo gasto desde que o perigo é visto até você tomar alguma providência;
Tempo de frenagem: é o tempo gasto entre o acionamento do freio até a parada total do veículo;
Tempo de parada: é o tempo gasto desde que se percebe o perigo até a parada total do veículo.

Obs.: Dois segundos correspondem aproximadamente ao tempo médio de percepção e reação, conhecido como tempo
de PIEV, nas suas quatro fases: percepção, identificação, emoção e vontade, que, medido em laboratório, varia entre dois
e dez segundos.
A importância do Comportamento Seguro na Condução de Veículos Especializados

Para você que dirige veículos considerados “especializados”, que são veículos de transporte coletivo de passageiros, transporte escolar, de produtos perigosos, dentre outros, fique
também bem atento às próprias condições do trânsito.

Cuidados para Evitar Sinistros


com Veículos Especializados:

Planejar itinerários e horários


alternativos.
Redobrar a atenção e reduzir
velocidade ao passar por
pedestres, dar atenção às crianças,
aos idosos e aos deficientes físicos.

Manter o controle emocional.

LEMBRE-SE! Um bom motorista:

Não desabafa suas tensões, conflitos e preconceitos enquanto dirige veículo motorizado.

Não desconta seu complexo de inferioridade dirigindo em alta velocidade.

Controla-se emocionalmente, a fim de evitar um trânsito agressivo.


Que tal começarmos vendo um pouco sobre uma condução defensiva?

Conhecimento: manter-se atualizado (a) em relação às leis, aos riscos a que esteja exposto (a), às condições da estrada, às condições do tempo e às condições do veículo.

Atenção: Permanecer atento, pois a qualquer momento pode acontecer uma situação difícil.

Previsão: prever com bastante antecedência os riscos a que estamos sujeitos, para evita-los.

Decisão: decidir a tempo qual a melhor alternativa a ser tomada, para evitar sinistros.

Habilidade: ter capacidade de manejar os controles do veículo e executar perfeitamente as manobras necessárias.
Comportamento Seguro e comportamento de risco - Diferença que pode poupar vidas

Comportamentos expressam princípios e valores que a sociedade constrói e referenda o que cada pessoa toma para si e leva para o trânsito.

Mudar comportamentos para uma vida coletiva com qualidade e respeito exige uma tomada de consciência das questões em jogo no convívio social, portanto na convivência no
trânsito. É a escolha dos princípios e dos valores que irá levar a um trânsito mais humano, harmonioso, mais seguro e mais justo.

Comportamento seguro de um condutor pode ser definido por meio da capacidade de identificar e controlar os riscos da direção veicular no presente para que isso resulte em redução
da probabilidade de consequências indesejáveis no futuro, para si e para o outro.

Essa definição é útil à medida que contém em si as principais propriedades do comportamento, que produz como consequencia, a não ocorrência de sinistros.

Reforçando o seu comportamento seguro de trânsito

Aplique os verbos que indicam as ações que devem ser realizadas no trânsito, que são:

identificar e controlar - os aspetos do meio que devem receber intervenção;

reduzir a probabilidade de consequências indesejáveis - a relação entre tempo da ação e tempo do resultado;

Fique ligado no:

presente e futuro - e os agentes envolvidos;

o próprio e o outro - garantindo-se o caráter, ao mesmo tempo, individual e coletivo desse comportamento.
Distância de Segurança
É a distância lateral ou frontal que você deve manter do seu veículo com os demais, ou com a borda da pista, de forma a evitar sinistros.

O condutor defensivo deve manter uma distância de segurança lateral e frontal a fim de que seja possível parar o veículo em caso de uma manobra repentina de outro condutor.

Durante os dias de chuva, à noite ou com neblina essa distância de segurança deve ser ainda maior.

Direção Perfeita
Realizar cada trajeto dirigindo:

sem causar sinistros (ter prudência e habilidade);

sem abusar do veículo (não ultrapassar os limites de carga, velocidade e tempo de uso);

sem atrasos (nunca tentar recuperar no trânsito o tempo perdido);

com cortesia (ser educado, solidário, ter respeito e tolerância com as falhas alheias).
Distância de Seguimento
Para definir a distância de seguimento você tem que considerar as distâncias de reação, de frenagem e de parada.

É o que se explica na imagem abaixo:

Definição de "Tempo"

Tempo de Reação - TR: é aquele que é gasto desde que o perigo é visto, até o momento que o motorista tome qualquer providência;

Tempo Médio de Reação - TMR: é o tempo de ¾ de segundo para motoristas em estado normal;

Tempo de Frenagem - TF: é o tempo gasto desde o momento em que o condutor aciona o freio até a parada total do veículo;

Tempo de Parada - TP: é tempo total gasto entre a observação da necessidade de frear (TR) até a parada total do veículo. (TR+TF).

Obs.: Em uma freada brusca, arrastando os pneus do veículo, a distância de frenagem será maior
DICAS: Deve-se ter atenção redobrada a alguns defeitos mais comuns que podem se tornar condições adversas de veículo:

Espelho retrovisor;

Cinto de segurança;

Pneus lisos;

Freios desregulados;

Lâmpadas queimadas e quebradas;

Falta de buzina, velocímetro;

Suspensão e sistema de direção com defeito;

Amortecedor em mau estado

Acelerador do motor em mau estado;

Falta de equipamentos obrigatórios.

Comportamentos que podem evitar sinistros:

Fazer manutenção periódica no veículo, que consiste em:

Inspecionar e solucionar possíveis defeitos nos equipamentos;

Verificar os equipamentos obrigatórios.

fazer revisão no veículo antes de viajar.

verificar regularmente os equipamentos de segurança, obrigatórios, de informação e comunicação do veículo (buzina, pisca-alerta, luz de freio, luz de ré, seta e farolete).

Fazer manutenção nos pneus. Pneus em mau estado de conservação podem:

derrapar com facilidade.

causar sinistros.
Comportamento de risco

Comportamento de risco remete, exclusivamente, para o fator humano, isto é, na maneira pela qual, consciente,
inconscientemente ou circunstancialmente, a pessoa se expõe ao risco de sinistro ou expõe outra pessoa, contrariando uma
norma ou princípio de segurança, ou seja, é todo o modo ou maneira de dirigir incorretamente.

Comportamento de risco são os fatores pessoais dependentes das ações dos homens que são fontes causadoras de sinistros.

Lembre-se: uma condução insegura significa uma condução do meio que pode causar ou favorecer a ocorrência de
sinistro.

Entenda o que é percepção de risco

É crucialmente importante entender que as percepções de risco variam entre os indivíduos. Nós não podemos melhorar
drasticamente a segurança das vias até que as pessoas aumentem a sua percepção de risco em várias situações e reduzam o
seu nível de tolerância de risco.

Inúmeras vezes são debatidas questões sobre o que leva o condutor a violar uma norma de segurança, mesmo sabendo as
consequências dessa atitude? Obviamente, caso a segurança fizesse parte de nossa natureza, irracionalmente, ou melhor,
por instinto, o ser humano, na sua plena consciência e saúde mental, jamais desrespeitaria algo que pudesse causar lesões a
si mesmo. Seria uma resposta instintiva a essa contingência.

Na verdade, não se pode confundir o instinto de sobrevivência com o processo educativo de segurança e prevenção. O
instinto faz parte de nossa natureza e ajuda-nos muito diante de situações desconhecidas ou até mesmo quando enfrentamos
situações de extrema exposição, como por exemplo, um assalto, momento em que todos os nossos sentidos estão em alerta
máximo. No entanto, em relação ao aspecto segurança, deve-se entendê-lo como racional e parte de um processo educativo
e, por isso, de experiências sociais.
Estado Físico e Mental do Condutor: Consequências da ingestão e consumo de bebida
alcoólica e substâncias psicoativas

Alterações no estado físico e mental do condutor afetam diretamente a capacidade de dirigir com segurança.

Os principais fatores adversos que devem ser observados são:

Deficiência visual;

Auditiva;

Motora.

Estado Psicológico do Condutor


Estado psicológico alterado: distração, agressividade, raiva, irritação, problemas pessoais, estresse, alterações devido a comoções, mortes ou traumas interferem nas atitudes do
condutor.

O motorista deve dirigir com atenção, manter a velocidade compatível e dar sempre preferência ao pedestre.

O condutor deverá usar o bom senso, fazendo uma autoavaliação do seu estado psicológico e mental, sempre que não estiver em boas condições e, com o estado psicológico alterado,
não dirigir é a melhor forma de se proteger.

Estado Físico do Condutor


Os principais fatores que interferem no estado físico do condutor são:

o uso de álcool;

o uso de drogas ou medicamentos;

cansaço físico;

fadiga;

sonolência (causa de 10% sinistros).

Cansaço, Fadiga e Sono:

Em percursos longos, fazer paradas periódicas a cada 2 ou 3 horas para relaxar e descansar o corpo e a mente;

Usar roupas confortáveis;

Alimentar-se corretamente, dando preferência a comidas mais leves;

Usar calçado adequado;

Não ingerir bebidas alcoólicas ou "substâncias psicoativas".


Álcool e Direção

Álcool X Direção
Os principais efeitos do álcool no organismo são:

alteração do sistema nervoso do condutor;

diminuição dos reflexos, o raciocínio, tornando as reações mais lentas;

excesso de autoconfiança;

reduz do campo de visão;

altera a audição e o tato;

diminuição da coordenação motora;

perda da noção de velocidade e distância.

Fique Ligado!

Se beber não dirija, e se for dirigir não beba!

A forma de o condutor eliminar o ÁLCOOL do organismo é descansar, dormir e esperar o tempo passar.

O álcool é processado pelo próprio organismo e é eliminado por meio da:

oxidação;

transpiração;

respiração.

Você sabia que:

A ingestão de café preto, chocolate e banho frio em nada ajudará a eliminar o álcool.

O que diz a Lei?

Art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro

Dirigir sob influência de álcool, ou de qualquer substância psicoativa que determine dependência:

Punições:
→ Multa e suspensão da CNH.
→ Curso de Reciclagem
Lembre-se de que vale também para qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.

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