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Matemática BNB 2024

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 Números naturais ímpares: ao serem divididos

por 2, deixam o resto 1;


 Todos os números que terminam em 1, 3, 5, 7 ou
9 são ímpares.
MATEMÁTICA/ Também é importante lembrar que:

RACIOCÍNIO LÓGICO  A soma ou subtração de dois números pares tem


resultado par:
EQUANTITATIVO
12 + 8 = 20 | 12 – 8 = 4;

 A soma ou subtração de dois números ímpares tem


NÚMEROS REAIS resultado par:

OPERAÇÕES: ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, 13 + 7 = 20 | 13 – 7 = 6;


MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO
 A soma ou subtração de um número par com outro
Números Naturais ímpar tem resultado ímpar:
Os números construídos com os algarismos de 0 a
14 + 5 = 19 | 14 – 5 = 9;
9 são chamados de naturais. O símbolo desse conjun-
to é a letra N, e podemos escrever os seus elementos
 A multiplicação de números pares tem resultado par:
entre chaves: N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13,
14, 15, 16, 17, …}.
8 · 6 = 48;
Os três pontos, conhecidos como reticências, indi-
cam que este conjunto tem infinitos números naturais.
 A multiplicação de números ímpares tem resulta-
O zero não é um número natural propriamente
do ímpar:
dito, pois não é um número de “contagem natural”.
Utiliza-se o símbolo N* para designar os números
3 · 7 = 21;
naturais positivos (excluindo o zero). Veja: N* = {1, 2,
3, 4, 5, 6, 7…}.
 A multiplicação de um número par por um núme-
ro ímpar tem resultado par:
Dica!
4 · 5 = 20.
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra
N, e podemos ter ainda o símbolo N*, que representa Números Inteiros
os números naturais positivos, isto é,excluindo o zero.
Os números inteiros são os números naturais e
seus respectivos opostos (negativos). Veja: Z = {..., –7,
-–6, –5, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}.
Conceitos básicos relacionados aos números naturais:
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa
importante é saber que todos os números naturais
 Sucessor: é o próximo número natural.
são inteiros, mas nem todos os números inteiros são
naturais. Sendo assim, podemos representar por meio
 Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de
de diagramas e afirmar que o conjunto de números

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
51 é 52. Ou seja, o sucessor do número “n” é o
naturais está contido no conjunto de números intei-
número “n + 1”;
ros, ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:
 Antecessor: é o número natural anterior.
Z
 Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor
N
de 77 é 76. Ou seja, o antecessor do número “n”
é o número “n – 1”;

 Números consecutivos: são números em sequência;


QUANTITATIVO

 Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos,


porém 10, 9, 11 não são. Assim, (n – 1, n e n + 1) Podemos destacar alguns subconjuntos de núme-
são números consecutivos; ros. Veja:

 Números naturais pares: são aqueles que, ao  Números inteiros não negativos: {4, 5, 6...}. Veja
serem divididos por 2, não deixam resto. Por isso, que são os números naturais;
o zero também é par. Logo, todos os números que  Números inteiros não positivos: {… –3, –2, –1, 0}.
terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são pares; Veja que o zero também faz parte deste conjunto,
pois ele não é positivo nem negativo; 83

.
 Números inteiros negativos: {… –3, –2, –1}. O zero  Multiplicação
não faz parte;
 Números inteiros positivos: {5, 6, 7...}. Novamen- A multiplicação funciona como se fosse uma repe-
te, o zero não faz parte. tição de adições. Veja: a multiplicação 20 · 3 é igual à
soma do número 20 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma
do número 3 vinte vezes (3 + 3 + 3 + ... + 3).
Algo que é muito importante, e que você deve lem-
 Operações com Números Inteiros brar sempre, são as regras de sinais na multiplicação
de números.
Há quatro operações básicas que podemos efetuar
com estes números, são elas: adição, subtração, multi-
plicação e divisão. SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO

Operações Resultados
 Adição
+ + +
É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adi-
ção de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25. – – +
Veja mais alguns exemplos:
+ – –
 Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18; – + –
 Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85.
Atenção:
 Principais Propriedades da Operação de Adição
 A multiplicação de números de mesmo sinal tem
 Propriedade comutativa: a ordem dos núme-
resultado positivo: 51 · 2 = 102; (–33) · (–3) = 99;
ros não altera a soma —> 115 + 35 é igual a 35
 A multiplicação de números de sinais diferentes
+ 115;
tem resultado negativo: 25 · (–4) = –100; (–15) · 5
 Propriedade associativa: quando é feita a adi-
= –75.
ção de 3 ou mais números, podemos somar 2
deles primeiramente, e depois somar o outro.
 PrincipaisPropriedadesdaOperaçãodeMultiplicação
Independentemente da ordem vamos obter o
mesmo resultado —> 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 +
 Propriedade comutativa: A · B é igual a B · A,
(3 + 5) = 10;
ou seja, a ordem não altera o resultado —> 8 ·
 Elemento neutro: o zero é o elemento neutro
5 = 5 · 8 = 40;
da adição, pois qualquer número somado a
zero é igual a ele mesmo —> 27 + 0 = 27; 55 +  Propriedade associativa: (A · B) · C é igual a (C
· B) · A, que é igual a (A · C) · B —> (3 · 4) · 2 = 3 ·
0 = 55;
(4 · 2) = (3 · 2) · 4 = 24;
 Propriedade do fechamento: a soma de dois
números inteiros sempre gera outro número  Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento
inteiro. Exemplo: a soma dos números inteiros neutro da multiplicação, pois ao multiplicar 1
8 e 2 gera o número inteiro 10 (8 + 2 = 10). por qualquer número, esse número permane-
cerá inalterado —> 15 · 1 = 15;
 Propriedade do fechamento: a multiplicação
de números inteiros sempre gera um número
 Subtração inteiro —> 9 · 5 = 45;
 Propriedade distributiva: essa propriedade é
Subtrair dois números é o mesmo que diminuir de exclusiva da multiplicação. Veja como fica: A ·
um deles o valor do outro. Ou seja, subtrair 7 de 20 (B + C) = (A · B) + (A · C), ou seja, 3 · (5+7) = 3 ·
significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13. (12) = 36.
Veja mais alguns exemplos:
Usando a propriedade: 3 · (5 + 7) = 3 · 5 + 3 · 7 =
 Subtrair 5 de 16: 16 – 5 = 11; 15 + 21 = 36.
 10 subtraído de 30: 30 – 10 = 20.
 Divisão
 Principais Propriedades da Operação de Subtração
Quando dividimos A por B, queremos repartir a
 Elemento neutro: o zero é o elemento neutro quantidade A em partes de mesmo valor, sendo um
da subtração, pois, ao subtrair zero de qualquer total de B partes.
número, este número permanecerá inalterado Exemplo: temos 50 balas e queremos dividir entre
→ 13 – 0 = 13; 10 pessoas, isto é, queremos dividir 50 em 10 partes de
 Propriedade do fechamento: a subtração mesmo valor. Ou seja, nesse caso teremos 10 partes de
de dois números inteiros sempre gera outro 5 unidades, pois se multiplicarmos 10 · 5 = 50. Ou, ain-
número inteiro → 33 – 10 = 23. da, podemos somar 5 unidades 10 vezes consecutivas,
ou seja, 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 50.
84

.
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos
sempre, são as regras de sinais na divisão de números. representar por meio de diagramas a relação entre os
conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:
SINAIS NA DIVISÃO
Q
Operações Resultados

+ + +
Z
– – +

– – N
+
– + –

Atenção:

 A divisão de números de mesmo sinal tem resulta- Representação Fracionária e Decimal


do positivo: 60 ÷ 3 = 20; (–45) ÷ (–15) = 3;
 A divisão de números de sinais diferentes tem Há 3 tipos de números no conjunto dos números
resultado negativo: 25 ÷ (–5) = –5; (–120) ÷ 5 = –24 racionais:

Esquematizando: 8 3 7
 Frações: 3 , 5 , 11 etc.;
Dividendo  Números decimais com finitas casas: 1,75;
Divisor
 Dízimas periódicas: 0,33333...
30 5
0 6 Operações e Propriedades dos Números Racionais

Resto Quociente As operações de adição e subtração de números


racionais seguem a mesma lógica das operações com
Dividendo = Divisor · Quociente + Resto30 números inteiros. Veja:
=5·6+0
15,25 + 5,15 = 20,4 15,25
 Principais Propriedades da Operação de Divisão +05,15

 Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento 20,40


neutro da divisão, pois, ao dividir qualquer
57,3 – 0,12 = 57,18 57,30
número por 1, o resultado será o próprio núme-
ro —> 15 ÷ 1 = 15. +00,12
57,18
Dica!
 Multiplicação de números decimais: aplicamos o
A divisão não possui propriedade do fechamen- to,
mesmo procedimento da multiplicação comum, con-
diferenciando-se das demais operações com números
tudo, precisamos ficar atentos à colocação da vírgula.

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
inteiros. A divisão não possui essa pro- priedade, uma
vez que ao dividir números intei- ros podemos obter
4,6 · 1,70 = 6,9020 ou 6,902
resultados fracionários ou decimais: 2 ÷ 10 = 0,2 (não
pertence ao conjuntodos números inteiros).
4,06 → 2 casas decimais
x 1,70 → 2 casas decimais
Números Racionais 000
2842
São aqueles que podem ser escritos na forma da +406
QUANTITATIVO

divisão (fração) de dois números inteiros. Ou seja,


A 6,9020 → 4 casas decimais
escritos na forma (A dividido por B), onde A e B
B
são números inteiros.  Divisão de números decimais: devemos multipli-
7 –15 car ambos os números (divisor e dividendo) por
Exemplos: e 9 são racionais. Veja, também, uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.), de
4
que os números 87, 321 e 1221 são racionais, pois são modo a retirar todas as casas decimais presentes.
divididos pelo número 1. Após isso, é só efetuar a operação normalmente.
Atenção: qualquer número natural é também
inteiro e todo número inteiro é também racional. 5,7 ÷ 1,3 85

.
5,7 · 100 = 570 Mesmo um número x ∈ R pode ser multiplicado
1,3 · 100 = 130 considerando sua parte fracionária ou decimal:
570 ÷ 130 = 4,38
2.142857 + 2.142857 = 2 vezes o 2.142857=2 · 2.142857 =
NÚMEROS REAIS 4.285714.

É o conjunto que envolve todos os outros conjuntos, Usando o mesmo raciocínio, a potenciação nasceu
ou seja, aqui encontramos os números naturais, inteiros da multiplicação de fatores iguais:
e racionais, envolvidos de uma única maneira. Dentro
2 · 2 · 2 · 2 = 2 multiplicado 4 vezes por ele mesmo.
dos números reais, podemos envolver todos os outros
números dentro das operações matemáticas, sejam elas
Uma das principais evoluções que ocorreram na
de adição, subtração, multiplicação ou divisão.
matemática foi o desenvolvimento das notações, uma
O símbolo desse conjunto é a letra R e podemos
espécie de alfabeto modificado para que seja mais
representar por meio de diagramas a relação entre os
fácil a comunicação; essa linguagem matemática usa
conjuntos naturais, inteiros, racionais e reais. Veja:
símbolos vários, alguns mais complexos, com signifi-
cados também complexos, mas não é o caso da lingua-
gem utilizada no ensino médio.
Q A notação para 2 · 2 · 2 · 2 = 2 multiplicado 4 vezes
por ele mesmo = 2^4.
Z Cada número recebe um nome para que possamos
R nos comunicar sobre esse tema, a potenciação.
N 4 → Expoente
2


Base

O expoente recebe, também, o nome de potência;


Operações e Propriedades dos Números Reais assim, dizemos que a base 2 está elevada a 4ª potência
ou ao expoente 4.
As operações adição, subtração, multiplicação e Para entendermos que os expoentes podem fazer
divisão ocorrem com os números reais tal como ocor- parte de qualquer conjunto de número (aqui, vamos
re com os números racionais. até o conjunto dos números R ), precisamos compreen-
der um pouco mais sobre a multiplicação. Baseados na
RADICIAÇÃO E POTENCIAÇÃO soma que gerou a multiplicação, podemos fazer uma
multiplicação um pouco mais complexa do que aquela
A matemática nasceu das necessidades huma- do exemplo acima usando os fatores de soma. Vejamos:
nas de controle de sistemas de ordem social, como 35 · 10.5 = 367.5 é feito usando um algoritmo de
o número de indivíduos nos rebanhos, as operações multiplicação aprendido cedo na escola:
financeiras antigas envolvendo trocas, a tentativa de
35
entender os processos astronômicos, entre outros.
× 10,5
As operações simples nasceram da contagem nos 175
dedos, por exemplo. A poderosa matemática que hoje + 00
conduz aos estudos das previsões do tempo, do lança- 35
mento de foguetes ao espaço, da física quântica e da 367,5
relatividade, teve origem nas contas feitas nos dedos!
Logo, ela é derivada de raciocínios simples que, soma- Aqui vemos a soma intrínseca na multiplicação; o
dos, levam à complexidade. uso desse algoritmo é feito multiplicando cada núme-
Nesse sentido, vamos seguir um raciocínio simples ro do 10.5 por 35. Com o aumento de uma casa deci-
para que você entenda a potenciação, de onde ela nas- mal, o resultado do produto avança uma casa para a
ceu e, depois, sua operação inversa, a radiciação. esquerda, por isso, o 0 está debaixo do 7 e o 5, debaixo
Depois de um tempo usando os números, já em do 3. Feita a soma, conta-se o número de casas deci-
notações escritas, deve-se ter percebido que a multi- mais, nesse caso, uma, e coloca-se no resultado da
plicação é a soma de fatores iguais. Veja: soma a vírgula ou ponto após o mesmo número de
casas contadas nos produtos.
3 + 3 + 3 + 3 = 4 vezes o 3 = 4 · 3 = 12. Um dos principais problemas no ensino de mate-
mática é a escassez de informações fornecidas aos
estudantes sobre o uso correto do sistema decimal.
Importante! É de bom alvitre que o estudante procure conhecer
melhor os algoritmos derivados das operações mate-
Muitas vezes, vemos nos livros didáticos um erro de
máticas básicas em função dos conhecimentos do sis-
notação matemática. O símbolo do pro- duto ou
tema decimal.
multiplicação pode ser x (que pode ser confundido
Em função do que explicamos, podemos fazer
com a letra x num texto), * ou ·· . No entanto, não
aquela conta mentalmente, veja: separamos a casa
pode ser *, em cima na linha, nem . embaixo. O
decimal, 0.5 e fazemos a multiplicação de 35 por 10,
asterisco e o ponto devem estar no meio da linha. Um
que dá 350, e somamos a multiplicação de 0.5 vezes
ponto na parte debaixo pode ser confundido com a
35, que, na verdade, é a metade de 35, i.e., 17.5.
notação de decimal, por exemplo, 3.2 é um decimal e
86 Agora ficou fácil, somamos 350 a 17.5 e temos
3 · 2 é 6.
367.5.

.
Baseados nesse raciocínio, podemos, também, usá- Podemos ter casos vários casos dentro dos con-
-lo na potenciação, vejamos um caso como exemplo: juntos de números com algumas restrições que serão
23.5 = considerando a composição de fatores,temos, mostradas à frente. Aqui, queremos que entenda as
21 ∙ 21 ∙ 21 ∙ 20.5 = 23 ∙ 20.5 ideias e os raciocínios. Vamos analisar o caso de um
Voltamos então para a soma, i.e., 23 ∙ 20.5 = 23+0.5 = número cuja raiz enésima com índice de valor n (veja
2 . Aqui, acrescentamos uma propriedade natural da
3.5 o que é índice na figura de raiz cúbica de 8, acima) de
potenciação, os expoentes de mesma base podem ser um número qualquer não apresenta valor inteiro ou
somados; veremos mais sobre isso à frente. racional.
Nossa intenção não é dar a resposta dessa potên- Considere 18 (nos casos em que o índice é omiti-
cia, mas mostrar que raciocinar sobre potência asso- do, n = 2). Fatorando, temos:
cia as bases soma e produto e mostra que a potência
pertence ao conjunto R. 18 2
Pertencer a R significa que temos potências que 9 3
pertencem aos conjuntos dos números naturais (N),
3 3
aos inteiros (Z), aos racionais, aos irracionais. Vamos
estudar cada caso, tanto de potenciação quanto de 1
radiciação em tópicos à frente.
Em termos de radiciação, considere o raciocínio. O Então, temos, neste caso = 3 ·2 = 3· 2
.
18 2
número 8 = 2 ∙ 2 ∙ 2 = 23 (leia as equações devagar e
Veja que o 3 foi retirado da raiz quadrada por estar
traduzindo para a língua portuguesa, nesse caso, oito é
elevado ao quadrado, e o 2 permaneceu. Essa simpli-
igual a três vezes 2 que é igual 2 elevado ao expoente 3),
ficação é considerada elegante entre os matemáticos.
que significa dizer que a raiz cúbica de 8 é um número
que, ao ser multiplicado 3 vezes por si mesmo, é igual a
Potenciação e Radiciação com Expoentes Naturais
8; nesse caso, o número deve pertencer ao conjunto dos
reais e ser positivo como condição necessária para usar Consideremos uma potência cuja base é a ∈ R e o
essa notação. A representação em linguagem matemá- expoente é p > 0 e p ∈ N (lembre-se de traduzir cal-
tica desse raciocínio é
3
8 = 2. mamente para o português a linguagem matemática).
Assim como na representação matemática da poten- Neste caso, o valor da potência é o número b ∈ R, cujo
ciação, cada número recebe um nome na estrutura da raiz de índice p é o valor a.
radiciação:
n b =a
Índice 3 8 an = b ⟷

Esta afirmação é a base tanto da potenciação quanto


Base
da radiciação com números inteiros e mostra o porquê
dessas duas operações serem inversas uma da outra.
Em geral nos problemas sobre radiciação, podemos
Quando tratamos de expoentes naturais, estamos
usar o conceito de fatoração.
analisando as bases para essas operações, também,
com os expoentes inteiros, racionais e reais.
Algumas considerações são necessárias, nem sem-
Importante! pre entendidas de modo intuitivo. Considere a afirma-
A fatoração é a decomposição de um produto por ção a0 = 1 , a qual vale para qualquer que seja o valor
seus componentes básicos. Uma vez que os de a . Podemos interpretar essa igualdade como sendo
números primos são por definição divisíveis apenas multiplicado por si mesmo de a 0 vezes e, como a é
por 1 e por si mesmos, fatorar um núme- ro qualquer é alguma coisa, não pode ser nada, e, em termos mate-
decompô-lo no produto entre os números primos máticos, esse ente é necessário para que outras opera-
pelos quais ele é divisível. ções provadas possam ser definidas, então a0 = 1.

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
Numa outra análise com exemplos, estudemos as
potências (–2)2, (–2)3 e –22:
Para a raiz cúbica de 216 3
216 , veja a fatoração
em números primos: (–2)2 = 1 · (–2) · (–2) = 4
(–2)3 = 1 · (–2) · (–2) · (–2) = –8
216 2 –22 = (–1) · 2 · 2 = –4
108 2
Os resultados dessas potências podem ser utili-
54 2
zados como base para qualquer outra potência de
27 3 expoente natural (lembre o que é base, expoente, índi-
QUANTITATIVO

9 3 ce e radicando).
3 3 Qualquer que seja o valor de a , se ele estiver eleva-
1 do por um número par, resultará em b > 0· (n b = a)
pois, pelo princípio da multiplicação dos números,
multiplicar dois números positivos ou dois números
Dizemos que 216 fatorado é 216 = 2 · 2 · 2 · 3 · 3 · 3 = negativos resulta sempre em um número positivo.
3
(23 · 33) = (2 · 3)3, fazendo a substituição 216 = (2.3) Caso a < 0, se ele for elevado a um expoente ímpar,
3 3

= 2 · 3 = 6. Observe que a multiplicação de bases dife- o princípio anterior determina que b < 0, pois a multi-
rentes com o mesmo expoente é a multiplicação das plicação de números de sinais opostos resulta em um
bases, entre parênteses, elevada ao expoente igual. número negativo (an = b). 87

.
Por fim, podemos considerar a importância de se Veja o caso de 2–1. Ele representa o inverso da
utilizar corretamente a notação apropriada, pois (–2)2 potência 21, portanto:
indica que (–2) está sendo multiplicado por si mesmo
2 vezes, porém –22 indica que está sendo multiplicado 2
–1
= 11 = 1
por si mesmo 2 vezes e o resultado multiplicado por 2 2
(–1).
Para a radiciação, as conclusões anteriores permi-
tem analisar dois casos distintos.
Importante!
Se b > 0, para qualquer que seja o valor de n, a > 0, O inverso de um número qualquer a ∈ R é um
que é uma propriedade básica da radiciação. número qualquer b ∈ R que torne a igualdade a ·
1
Vejamos isso com calma. A operação 4 = –2 é b = 1 verdadeira. Logo b = a .
uma afirmação incorreta, apesar de (–2)2 = 4, pois não
existe um número real que multiplicado por ele mes-
mo gere –2. Considerando agora–n uma potência de base a e
1
Aproveitemos para melhorar a relação entre expoente n < 0, i.e., a = para demonstrar uma
n'
potenciação e radiciação
n m =e explicar o que dissemos relação mais detalhada,
a
n podemos mostrar que corre-
acima. Temos que b b m , e que um expoente 1
n tamente temos a –n = 1n = n .
a a
elevado a um outro expoente pode ser multiplicado,
i.e., (an)m = an ∙ m. Veja que essa relação pode ser enten- Essa definição é importante na resolução de pro-
dida diretamente, pois multiplicando m vezes n, ter- blemas em equações exponenciais. Veja o exemplo:
mos n · m. 2
Agora podemos explicar o motivo de 4 = –2 2 –1 2 ·3 = 2·2·3 = =
2 ·2 ·3 2·3 6
não poder existir dentro dos conceitos matemáticos. 2 2
Então, teremos: Uma observação importante é que, pela definição
1 1 acima, o número 0n é um símbolo sem significado,
2 1
41 = –2 & 4 2 = –2 & 22 2 =-2 & (2) 2· 2 = –2 & uma vez que o inverso de 0 não existe para o conjunto
1
(2) = –2b dos números reais.

Como solução para essa equação, pois nenhum Potenciação e Radiciação com Expoentes Racionais
número real –2 pode ser igual ao seu positivo, a não
ser que seja afirmado que esse número é um módu- Os números racionais são aqueles que possuem casas
lo, i.e., independente da posição na reta dos números decimais finitas ou infinitas com repetição dos números.
reais, o que interessa é sempre a distância do número A potenciação com expoentes racionais abre pre-
em relação ao início dos eixos. O número 5 está 5 uni- cedente para uma interpretação mais detalhada da
dades à direita da origem da reta dos reais e o núme- ideia da radiciação. Já vimos isso anteriormente, mas
ro –5 está 5 unidades à esquerda da origem da reta agora falaremos novamente.
2 2 2
dos reais; então, como o que interessa é a distância, Tomemos 16 = 2 ·2 = (2·2) = 2·2 = 22 . É
os sinais não fazem sentido e representamos o 5 como possível perceber que, se 24 = 42 = 16 ⟺ 16 = 4 = 2
4

modulo de 5, i.e., |-5|. melhorando para o uso dos números racionais mais
Por outro lado, então, mostrando novamente a diretamente,
2
importância da notação, temos que (–5) = | –5| = 5 1 4 1 4
e não (–5) 2 = –5 . 16 = (16) 4 = (2 ) 4 = 2 4 = 2 .
4

Para o caso de base negativa com expoentes tam-


bém negativos ímpares, i.e., b < 0, a ∈ R apenas se n for Agora tomemos 2 , sendo que 2 2 = 2 = 4 , por
ímpar resultando em a < 0, por exemplo, substituição 2 = 4 . Para descobrirmos como cal-
cular isso, apenas devemos nos perguntar quantas n
3
3
–8 = 3 3
–2 = –2 3 = –21 = –2 vezes devemos multiplicar 2 por si mesmo para
que o resultado seja 4, tal que b = 2 . Se a resposta
n

Entretanto, isso não gerará um resultado dentro for n=4, ela está correta. Vejamos,
dos números reais se n for par. Faça o teste!
1 1 ·1 1 2 1
2 14
Potenciação e Radiciação com Expoentes Inteiros 4 = ^ 4 h2 = 4 2 2 = 44 = 2 = 24 = 22 = 2.

Lembre-se de que o conjunto dos números inteiros Acompanhe as operações acima com calma e atenção.
possui os números negativos, o que não ocorre com o Como raciocinar dessa maneira está longe da pratica-
conjunto dos números naturais, então, os principais bilidade em uma prova, vamos resumir isso afirmando
comentários aqui serão sobre os expoentes negativos. que qualquer radiciação de radicando b e índice n pode
1
Pela definição da radiciação, um índice n não pode ser escrita como uma potência de base b e expoente .
n
assumir valores negativos ou racionais; entretanto, a mes- Voltemos ao primeiro exemplo:
ma restrição não se aplica ao expoente de uma potência. 1 1
4
Pela noção de potência como o produto de um núme- 16 = 162 = (2 ) 2
ro vezes si mesmo n vezes, a ideia de n < 0 não apresenta
sentido lógico em uma primeira análise; porém, se con-
Podemos ler esse último termo como 24 multiplicado a
siderarmos que o sinal do expoente diz respeito ao valor 1
88 da base da potência, a situação se altera. si mesmo vez, isso pode ser transcrito como:
2

.
2
4· 1
2 = 22 Dica
Atente-se
q à interpretação de notações! Apesar de
Já no segundo caso, teríamos: ap e (ap)q possuírem notações similares, o primei- ro caso
4 = 4 2 = ^4 2 h2 = 4 2 2 = 44 = representa que o expoente p está elevado ao expoente q,
4 enquanto o segundo indica que a
1 1 1
2 1 ·1 1
4
potência de ap está elevada ao expoente q.
4 4 2
4 2 1
= = 24 = 22 2
n n·m
 ap = a p·m
Com essas comparações estabelecidas, podemos defi-
nir uma potência de expoentes racionais mais claramente. 4
= 2.2 3.2 3·2
= 2 2·2 2 2
3 3
=
Para uma base b ∈ R, um expoente m ∈ Z um índice 26 2 = = 2 2· 2
n ∈ N e n  0, uma potência de expoentes racionais é
m m
definida como b n = b , com n ∈ Q, como já mos-
n m n n n
 a·b = a · b
trado acima. 1 1 1
6 = 2·3 = (2·3) = = 2· 3
2 2 2 ·3 2
Potenciação e Radiciação com Expoentes Reais

Por fim, ao tratarmos de potências cujos expoentes n n


a a
pertencem ao conjunto dos números reais, estamos =
 b n
nos referindo aos casos em que o expoente m ∈ Q v b
(ou) m ∈ I. Sendo Q o símbolo dos números racionais
e I dos irracionais. 2
1
2
1
2
Os casos em que m ∈ I dificilmente são pedidos no 2 b l2 2
=
ensino médio, apesar de existirem, e são calculados 3 = 3 = 1
3
32
a partir de aproximações utilizando expoentes racio-
nais. Por exemplo, o número  com casas decimais  (n a ) p = (n a p)
infinitas e não repetitivas é usado para calcular rotas
de navegações interplanetárias, a NASA usa o número
 com 15 casas decimais. 2
4
= 2· 2 · 2· 2 = 2·2·2·2 =
4
2 =4
No caso de um expoente irracional α e uma base
real a, temos então que, para quaisquer dois expoen-  ·m n m·n
a = a
tes racionais r e s tais que r < α < s, é verdadeiro ar <
aα <Como
as . 2 2 = ^2 2 h2 = 2 4 =
4
consequências das noções de potências de = 2
expoentes naturais e expoentes negativos: 0 é um sím- α
2
bolo sem significado para α < 0, assim como aα para a 1 1 1 1

< 0, uma vez que números irracionais não podem ser A aplicação dos princípios anteriores facilita na
classificados como par ou ímpar. hora de resolução de cálculos envolvendo números
Baseados nos conceitos e definições anteriores, grandes ou expressões extensas. O primeiro caso per-
podemos agora listar as propriedades das operações mite que operações envolvendo multiplicação ou divi-
envolvendo potências e raízes de números naturais. são sejam feitas utilizando valores menores, enquanto
Essas afirmações são válidas para quaisquer números o segundo reduz expressões para formas mais inteligí-
a 𝖠(e),b ∈ R, p 𝖠 q ∈ R e n 𝖠 m ∈ N: veis e fáceis de analisar.
Agora, em termos de cálculo da raiz quadrada e
 ap · aq = ap+q outras raízes, você receberá algoritmos que poderão
diminuir em muito o tempo dos seus cálculos em provas.

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
23 · 22=(2 · 2 · 2) · (2 · 2) = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 25 Uma dica para cálculo muito aproximado de raiz
p quadrada a partir do uso de cálculo diferencial adap-
a = p–q tada para o ensino médio:
q a
 a
1
3 x b w!
2


= 23 · 2–2 = 23+(–2) = 21 (w) raiz exata de um número natural N
22 2· mais próximo de x

 (a · b)p = ap · bp Por exemplo:


1 +1 =
(2·3) = (2 · 3) · (2 · 3)=2 · 2 · 3 · 3 = 2 · 3 = 4 · 9 = 36 10 b b3+ 1
QUANTITATIVO

2 2 2
9 ! = + =
3 3 1.66667
p p 2· 9 2·3 6
ba l = ap = 3.166667
 b b
3
b3 l = 3 ·3 · 3 = · 3 · 3 · 3 = 33 = 27
Foi usada a soma, pois 10 está mais próximo da
2 2 2 2 2 2 2 23 8 raiz exata de 9 do que da raiz exata de 16. Lembre-se
que essa fórmula é aproximada para você fazer uma
 (ap)q = ap·q prova objetiva, não uma prova discursiva, mas, se
você quiser usá-la, justifique.
(22)2 = (22) · (22) = 22 + 2 =22 · 2 = 24 = 16 89

.
Veja que a 10 , usando uma calculadora, é EXPRESSÕES NUMÉRICAS
3.162277; portanto, a fórmula gerou uma boa aproxi-
mação e mais fácil de executar do que o algoritmo de É uma expressão matemática que contém núme-
cálculo de raiz quadrada. ros e letras ou apenas letras. Ou seja, é quando temos
as incógnitas ou variáveis na expressão.
Para calcular qualquer raiz (isso quase não é usado
Exemplo:
no ensino médio), a não ser para raízes exatas, podemos
usar uma aproximação também derivada do cálculo:
x+15
x + (n–1) ·y
n
x+2y
n
x = n–1 x.y.z
n·y
As expressões algébricas contêm números conhe-
Por exemplo, para a raiz 3 11 , fazemos: cidos, números desconhecidos (incógnitas) e opera-
ções matemáticas.
3 3
3 11 + (3–1) ·2 11 + (2) (2 ) 11 + 2·8
11 = 3–1 = = = Valor Numérico de uma Expressão
3·2 3·4 12
11 + 16 = 27 É o resultado das operações efetuadas em uma
= 2.25
12 12 expressão algébrica, após a substituição das variáveis
por números. Veja um exemplo:
O valor exato é 2.2239, portanto, uma boa aproxi- Qual o valor da expressão 2x + 2y quando x = 2 e
y = 3?
mação novamente.
Basta substituir as variáveis pelos valores núme-
ros que a questão falou
ÁLGEBRA
2 · 2 + 2 · 3 = 4 + 6 = 10.
Na álgebra, usamos letras para representar núme-
ros. Essas letras tanto podem representar números EQUAÇÃO ALGÉBRICA
desconhecidos quanto um número qualquer per-
tencente a um conjunto numérico. Logo, a álgebra é É uma igualdade entre expressões algébricas que pos-
um ramo da matemática que serve para generalizar suem incógnitas em suas estruturas. Observe os exemplos:
o estudo da aritmética. Há algumas propriedades Exemplos:
importantes na álgebra. Considere as letras x, y e z a
título de cálculo nas propriedades: 2x + 5 = x + 15
3y + 4 = 18
Associatividade 2y = 6

(x + y) + z = x + (y + z) As equações algébricas contêm números desco-


(x·y)·z = x·(y·z) nhecidos (incógnitas) e operações matemáticas.

Valor Numérico de Uma Equação


Comutatividade
É o resultado das operações efetuadas em uma
x+y=y+x equação algébrica, com a intenção de achar o valor de
x·y = y·x uma variável. Veja um exemplo:
Qual o valor de “x” na equação 2x + 5 = 25?
Existência de elemento neutro (1 para a multipli- Devemos isolar o “x” em um dos lados da igualda-
cação e 0 para a adição) de e passar todos os outros valores para o outro lado.

x+0=x 2x + 5 = 25
x·1 = x 2x = 25 – 5

Existência de elemento oposto (ou simétrico). (o número 5 muda sinal quando troca o lado na
igualdade)
x + (– x) = 0
x· 1 = 1 2x = 20
x
(o número 2 está multiplicando, então ele irá pas-
sar dividindo)
Distributividade (também chamada de proprie-
dade distributiva da multiplicação sobre a adição)
x = 20/2
x = 10
x · (y + z) = x · y + x · z
Como saber se o valor encontrado de “x” está correto?
Essas cinco propriedades são válidas para todos os Basta substituir o resultado encontrado na equa-
números reais x, y e z, uma vez que essas letras foram ção. Se o resultado for igual a zero está tudo certo e
90 usadas para representar qualquer número real. você realmente encontrou a resposta correta.

.
2x + 5 = 25 Assim, temos que o conjunto N dos múltiplos de 2 é
2 · 10 + 5 = 25 N = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20...}.
20 + 5 = 25 Lembre-se de que o conjunto dos múltiplos é infinito!
25 = 25 Sejam dois números naturais x e y, temos que x é
25 – 25 = 0 divisor de y quando existe um número natural z tal
y
que z = de maneira que não haja resto na divisão.
Logo, o valor de “x” = 10 satisfaz a equação. x
Dessa maneira, temos que 5 é divisor de 300, uma
MÁXIMO DIVISOR COMUM E MÍNIMO vez que 300 ÷ 5 = z, tal que z = 60.
MÚLTIPLOCOMUM Para encontrarmos os divisores de um número,
verificamos se o resultado da divisão é inteiro. Vejamos
O Máximo Divisor Comum (MDC) e o Mínimo Múl- os divisores de 30:
tiplo Comum (MMC) são ferramentas extremamente
importantes na matemática. Através deles, podemos 30 ÷ 30 = 1
resolver diversos problemas, além de utilizar seus 30 ÷ 15 = 2
conceitos em outros temas, como frações, simplifica- 30 ÷ 10 = 3
ção de fatoriais etc. 30 ÷ 6 = 5
Porém, antes de começarmos a apresentar esta teo- 30 ÷ 5 = 6
ria, é importante conhecermos uma classe de números 30 ÷ 3 = 10
muito importante: os números primos. 30 ÷ 2 = 15
30 ÷ 1 = 30
Números Primos
Temos, então, que o conjunto D dos divisores de 30
Um número natural é definido como primo se
é dado por D = {1, 2, 3, 5, 6, 10, 15 e 30}.
tiver exatamente dois divisores: o número 1 e ele mes-
mo. Contudo, temos que, por definição, os números 0 Perceba que, ao contrário do conjunto dos múlti-
e 1 não são números primos. Lembre-se de que o 2 é o plos, o conjunto dos divisores é finito!
único número par que também é primo!
MDC

Importante! O Máximo Divisor Comum de dois ou mais núme-


ros é o maior número que é divisor comum de todos
Não há consenso sobre haver ou não números primos os números dados.
negativos. Contudo, para seu conheci- mento, o Exemplo: encontrar o MDC entre 18 e 24.
conceito de primalidade para números inteiros é
diferente. O número p precisa ser divi- sível por 1, –1,  Divisores naturais de 18: D (18) = {1, 2, 3, 6, 9, 18};
p e –p, isto é, precisa ser dividido por 1, –1, por ele
 Divisores naturais de 24: D (24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24}.
mesmo e pelo seu inverso.
Pode-se escrever, agora, os divisores comuns a 18 e
Para identificar um número primo, é necessário ana- 24: D (18) ∩ D (24) = {1, 2, 3, 6}.
lisar seus divisores. Para isso, vamos estudar um pouco Observando os divisores comuns, podemos identi-
mais a fundo múltiplos e divisores de um número. ficar o maior divisor comum dos números 18 e 24, ou
seja: MDC (18,24) = 6.
Múltiplos e Divisores Outra técnica para o cálculo do MDC é a decom-
posição em fatores primos. Para obter o MDC de
Sejam dois números naturais x e y, temos que x é dois ou mais números por este processo, decompõe-se

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
múltiplo de y quando existe um número natural z tal cada número dado em fatores primos.
que x = y · z. O MDC é o produto dos fatores comuns obtidos,
Dessa maneira, temos que 30 é múltiplo de 3, uma cada um deles elevado ao seu menor expoente.
vez que 3 · z = 30, onde z = 10. De mesma forma, 30 é
Vamos, então, achar o MDC entre 300 e 504.
múltiplo de 10, uma vez que 10 · z = 30, onde z = 3.
Vamos calcular alguns dos múltiplos de 2 multipli-
cando o 2 por todos os números naturais de 0 a 10. 300 2 504 2

2·0=0 150 2 252 2


2·1=2
QUANTITATIVO

75 3 126 2
2·2=4
2·3=6 25 5 63 3
2·4=8
2 · 5 = 10 5 5 21 3
2 · 6 = 12 1 7 7
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16 1
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
300 = 2² · 3 · 5² 504 = 2³ · 3² · 7 91

.
Veja que o 2 e o 3 se repetem em ambas as fatora- O período em que João trabalha e folga correspon-
ções, então pegaremos eles com seus menores expoen- de a 6 dias, enquanto o mesmo período, para Maria,
tes para calcular o MDC, ou seja, 2² e 3. corresponde a 4 dias. Assim, o problema consiste em
encontrar o MMC entre 6 e 4. Decompondo o 6 e o 4,
MDC (300, 504) = 2² · 3 = 4 · 3 = 12 temos que 6 = 2 · 3 e 4 = 2², logo MMC (6,4) = 2² · 3 = 4 ·
3 = 12. Resposta: Letra C.
MMC
2. (ENCCEJA 2019) Para estimar a extensão de um engar-
O Mínimo Múltiplo Comum de dois ou mais núme- rafamento (E) em uma via com três pistas de rolagem onde
ros é o menor número positivo que é múltiplo comum só trafegam carros de passeio, o Departamento de Trânsito
de todos os números dados. considera, para efeito de cálculo, que cada carro ocupa 5,5 m
de extensão da pista de rolagem onde se encontra, conforme
Exemplo: encontrar o MMC entre 8 e 6. indicado na figura.

 Múltiplos positivos de 6: M (6) = {6, 12, 18, 24, 30, 36, Extensão do engarrafamento (E)
42, 48, 54,...};
 Múltiplos positivos de 8: M (8) = {8, 16, 24, 32, 40, 48,
56, 64,...}.

Podem-se escrever, agora, os múltiplos positivos


comuns: M(6) ∩ M(8) = {24, 48, 72,...} Últimos carros 5,5m 5,5m Primeiros Carros
Observando os múltiplos comuns, pode-se identifi-
car o Mínimo Múltiplo Comum dos números 6 e 8, ou A expressão matemática que expressa a relação entre a
seja: MMC(6,8) = 24. extensão do engarrafamento (E), medido em qui- lômetro, e
Temos outra técnica para o cálculo do MMC, que o número (N) de carros envolvidos nesse engarrafamento é
é a decomposição isolada em fatores primos. Para dada por
obter o MMC de dois ou mais números por este pro-
cesso, é necessário decompormos cada número dado N
X 5,5
em fatores primos.
O MMC é o produto dos fatores comuns e não a) E= 3
comuns, cada um deles elevado ao seu maior expoente. 1000
Vamos, então, achar o MMC entre 18 e 120.
N
x3
b) E= 5,5
18 2 120 2
1000
9 3 60 3
N x 5,5
c) E=
3 3 30 3 1000
1 15 3 3N x 5,5
d) E=
5 5 1000

1 Vamos precisar calcular a expressão matemática


18 = 2 · 3² 120 = 2³ · 3 · 5
que expressa a relação entre a extensão do engarra-
famento (E), medido em quilômetro, e o número (N)
de carros envolvidos nesse engarrafamento. Note:
Vamos, agora, multiplicar os fatores comuns e não Dica: transformar 1 quilômetro para metros, pois as
comuns elevados ao seu maior expoente: alternativas estão em metros, ou seja,
1 km = 1.000 m.
MMC (18,120) = 2³ · 3² · 5 = 8 · 9 · 5 = 360 Substituindo as informações que o enunciado nos deu:
Cada carro tem 5,5m e temos 3 fileiras de carros.
PROBLEMAS Como não sabemos a quantidade correta de carros,
vamos chamar de “N”
Para fixar o conteúdo visto, resolva, a seguir, o
exercício comentado. N
× 5,5
E= 3
1. (FEPESE — 2016) João trabalha 5 dias e folga 1, enquanto
Maria trabalha 3 dias e folga 1. Se João e Maria folgam no 1000 Resposta: Letra A.
mesmo dia, então quantos dias, no mínimo, passarão para
que eles folguem no mesmo dia novamente? 3. (ENCCEJA 2019) Estudo feito com 1 220 adolescen- tes
norte-americanos aponta que redes sociais estão substituindo
a) 8. passeios com colegas. Três quartos des- ses adolescentes
b) 10. dizem que enviam mensagens escri- tas aos amigos todos os
c) 12. dias.
d) 15. Dos adolescentes que participaram desse estudo, a
92 e) 24. quantidade dos que enviam mensagens escritas aos amigos
diariamente é

.
a) 35. Suponha que uma fábrica vai distribuir um prê-
b) 105. mio de R$ 10.000 para seus dois empregados (Carlos
c) 915. e Diego). Esse prêmio vai ser dividido de forma pro-
d) 1 624. porcional ao tempo de serviço deles na fábrica. Carlos
está há 3 anos na fábrica e Diego está há 2 anos. Quan-
3
4 de 1220 = · 1.220 = 3660
3 = 915 enviaram men- to cada um vai receber?
4 4
sagens. Resposta: Letra C. Resolução:
Primeiro, devemos montar a proporção. Sejam C
a quantia que Carlos vai receber e D a quantia que
Diego vai receber, temos:
PROPORCIONALIDADE C D
=
3 2
RAZÕES E PROPORÇÕES
Utilizando a propriedade das somas externas:
A razão entre duas grandezas é igual à divisão
entre elas. Veja:
C D = C+D
=
3 2 3+2
2
5
Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas),
Ou podemos representar por 2 ÷ 5 (lê-se 2 está para 5). então podemos substituir na proporção:
Já a proporção é a igualdade entre razões. Veja:
C D C+D 10.000 = 2.000
= = =
2 4 3 2 3+2 5
=
3 6
Aqui cabe uma observação importante!
Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 Esse valor 2.000, que chamamos de “Constante de
está para 3 assim como 4 está para 6). Proporcionalidade”, é que nos mostra o valor real das
Os problemas mais comuns que envolvem razão e partes dentro da proporção. Veja:
proporção é quando se aplica uma variável qualquer C
dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor = 2.000
3
dela. Veja o exemplo:
C = 2000 · 3
2 x ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6 C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
= D
3 6
= 2.000
Para resolvermos esse tipo de problema devemos 2
usar a Propriedade Fundamental da razão e propor-
ção: produto dos meios pelos extremos. D = 2.000 · 2
Meio: 3 e x; D = 4.000 (esse é o valor de Diego)
Extremos: 2 e 6.
Logo, devemos fazer a multiplicação entre eles Assim, Carlos vai receber R$6.000 e Diego vai rece-
numa igualdade. Observe: ber R$ 4.000.

3·X=2.6  Somas Internas


3X = 12
c+d

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
a c a+b
X = 12 ÷ 3 = = =
b d b d
X=4
É possível, ainda, trocar o numerador pelo denomi-
Lembre-se de que a maioria dos problemas envol- nador ao efetuar essa soma interna, desde que o mes-
vendo esse tema são resolvidos utilizando essa pro- mo procedimento seja feito do outro lado da proporção.
priedade fundamental. Porém, algumas questões
acabam sendo um pouco mais complexas e pode ser a c a+b c+d
= = =
útil conhecer algumas propriedades para facilitar. b d a c
Vamos a elas!
QUANTITATIVO

Vejamos um exemplo:
Propriedade das Proporções
x 2
=
 Somas Externas 14 - x 5

a c a+c x + 14 - x 2+5
= = =
b d b+d x 2

Vamos entender um pouco melhor resolvendo 14


=
7
uma questão-exemplo: x 2 93

.
7 · x = 2 · 14 Fazendo a mesma resolução em B:
3B
14 · 2 = 1.000
x= =4 9
7
3B = 9 · 1.000
Portanto, encontramos que x = 4.
3B = 9.000
B = 3.000
Importante!
Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa
Vale lembrar que essa propriedade também ser-ve
receberão R$ 2.000 de bônus. Já os funcionários com 3
para subtrações internas. anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.
O total pago pela empresa será:
 Soma com Produto por Escalar
Total = 2 · 2.000 + 3 · 3.000 = 4000 + 9.000 = 13.000.
a c a + 2b c + 2d
= = = DIVISÃO EM PARTES DIRETAMENTE E
b d b d INVERSAMENTE PROPORCIONAIS

Vejamos um exemplo para melhor entendimento: Diretamente Proporcional


Uma empresa vai dividir o prêmio de R$ 13.000
proporcionalmente ao número de anos trabalhados. Um dos tópicos mais comuns em questões de pro-
São dois funcionários que trabalham há 2 anos na va é “dividir uma determinada quantia em partes
empresa e três funcionários que trabalham há 3 anos. proporcionais a determinados números. Vejamos um
Resolução: exemplo para entendermos melhor como esse assun-
Seja A o prêmio dos funcionários com 2 anos e B o to é cobrado:
prêmio dos funcionários com 3 anos de empresa, temos: A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em
partes proporcionais aos números 4, 5 e 6. A menor
A B dessas partes corresponde a:
=
2 3 Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes pro-
porcionais, respectivamente a 4, 5 e 6. Sendo assim, X
Porém, como são 2 funcionários na categoria A e 3 é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é propor-
funcionários na categoria B, podemos escrever que a cional a 6, ou seja, podemos representar na forma de
soma total dos prêmios é igual a R$ 13.000. razão. Veja:

X Y Z
2A + 3B = 13.000 = = = constante de proporcionalidade.
4 5 6

Agora multiplicando em cima e embaixo de um


Usando uma das propriedades da proporção,
lado por 2 e do outro lado por 3, temos:
somas externas, temos:
2A 3B X+Y+Z 900.000
=
4 9 = 60.000
4+5+6 15

Aplicando a propriedade das somas externas, A menor dessas partes é aquela que é proporcional
podemos escrever o seguinte: a 4, logo:
2A 3B = 2A + 3B X
=
4 9 4+9 = 60.000
4
X = 60.000 · 4
Substituindo o valor da equação 2A + 3B na pro-
porção, temos: X = 240.000

2A 3B = 2A + 3B = 13.000 = 1.000 Inversamente Proporcional


=
4 9 4+9 13
É um tipo de questão menos recorrente, mas, não
Logo, menos importante. Consiste em distribuir uma quan-
tia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um
2A quinhão inversamente proporcional a três números.
= 1.000 Vejamos um exemplo:
4
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes
2A = 4 · 1.000 inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
2A = 4.000 Vamos chamar de X as quantias que devem ser
distribuídas inversamente proporcionais a 4, 5 e 6,
A = 2.000 respectivamente. Devemos somar as razões e igualar
ao total que deve ser distribuído para facilitar o nosso
94 cálculo, veja:

.
X X X Média Geométrica
+ + = 740.000
4 5 6
A média geométrica, μG, é dada por:
Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múl-
tiplo comum) entre os denominadores para resolver- μG =  X 1 · X2 · X3 ..... XN
N

mos a fração.
Fazendo um paralelo com a média aritmética, na
4–5–6|2
média geométrica ao invés de somarmos os dados,
2–5–3|2
vamos multiplicar, e ao invés de dividirmos pela
1–5–3|3 quantidade de dados observados (N) vamos fazer a
1–5–1|5 raiz enésima dessa quantidade.

1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60 Média Ponderada
Assim, dividindo o M.M.C. pelo denominador e No cálculo da média aritmética ponderada (em
multiplicando o resultado pelo numerador temos:
que levamos em consideração os pesos de cada parte),
10x devemos multiplicar cada parte pelo seu respectivo
15x + 12x
+ = 740.000 peso, somar tudo e dividir pela soma dos pesos. Veja:
60 60 60
37x = 740.000 x P + x P + ... + x P
1 1 2 2 n n
60 x=
P1 + P2 + ... + Pn
X = 1.200.000

Agora, basta substituir o valor de X nas razões para Interpretando a fórmula, temos uma lista de
números (x1, x2, x3, ..., xn) com pesos respectivos (p1, p2,
achar cada parte da divisão inversa.
p3, ..., pn), então, a média aritmética ponderada é dada
x 1.200.000 pela fórmula apresentada acima.
= = 300.000 Veja um exemplo: Um aluno prestou vestibular
4 4
x 1.200.000 para Engenharia e realizou provas de Matemática,
= = 240.000 Física, Química, História e Biologia. Suponha que o
5 5
peso de Matemática seja 4, de Física seja 4, de Química
x 1.200.000 seja 2, de História seja 1 e de Biologia seja 1. Suponha
= = 200.000
6 6 ainda que o estudante obteve as seguintes notas:

Logo, as partes divididas inversamente propor- MATÉRIAS NOTAS (XI) PESO (PI)
cionais aos números 4, 5 e 6 são, respectivamente,
300.000, 240.000 e 200.000. Matemática 9,7 4

Física 8,8 4
MÉDIAS ARITMÉTICA, GEOMÉTRICA E PONDERADA
Química 7,3 2
Média Aritmética
História 6,0 1
A média aritmética é um valor que pode substituir
todos os elementos de uma lista sem alterar a soma Biologia 5,7 1
dos elementos da lista. Considere que há uma lista de
n números (x1, x2, x3, ..., xn). A soma dos termos desta Vamos calcular a média ponderada das notas des-

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
lista é igual a (x1 + x2 + x3 + ... + xn). se aluno:
Para calcular a média aritmética de uma lista de
números, basta somar todos os elementos e dividir
pela quantidade de elementos. Ou seja, 9,7 · 4 + 8,8 · 4 + 7,3 · 2 + 6,0 · 2 + 5,7 · 1
X=
4+4+2+1+1
x1 + x2 + ... + xn
x= 38,8 + 35,2 + 14,6 + 6 +5,7
n X=
12
QUANTITATIVO

Veja um exemplo: Calcular a média aritmética dos 100,3


números 5, 10, 15, 20, 50. X= = 8,35833...
12
5+10+15+20+50 100
X= = = 20. REGRAS DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA
5 5
Regra de Três Simples
A média aritmética é igual a 20.
A regra de três simples envolve apenas duas gran-
dezas. São elas: 95

.
 Grandeza dependente: é aquela cujo valor se Assim, comprovamos que realmente são necessá-
deseja calcular a partir da grandeza explicativa; rios mais tijolos.
 Grandeza explicativa ou independente: é aque-
la utilizada para calcular a variação da grandeza  Uma equipe de 5 professores gastou 12 dias para
dependente. corrigir as provas de um vestibular. Considerando
a mesma proporção, quantos dias levarão 30 pro-
Existem dois tipos principais de proporcionalida- fessores para corrigir as provas?
des que aparecem frequentemente em provas de con-
cursos públicos. Veja a seguir: Do mesmo jeito que no exemplo anterior, vamos
 Grandezas diretamente proporcionais: o aumento montar a relação e analisar:
de uma grandeza implica o aumento da outra;
 Grandezas inversamente proporcionais: o aumen- 5 (prof.) -------- 12 (dias)
to de uma grandeza implica a redução da outra; 30 (prof.) -------- X (dias)

Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um


Vamos esquematizar para sabermos quando será
aumento (+), mas, como agora estamos com uma equi-
direta ou inversamente proporcionais:
pe maior, o trabalho será realizado de forma mais
rápida. Logo, a quantidade de dias deverá diminuir (-
DIRETAMENT
E + / + OU - / - ). Desta forma, as grandezas são inversamente pro-
PROPORCIONA porcionais e vamos resolver multiplicando na hori-
L zontal. Observe:
Aqui, as grandezas aumentam ou diminuem juntas
(sinais iguais). 5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
PROPORCIONAL + / - OU - / +
30 · X = 5 · 12
30X = 60
Aqui, uma grandeza aumenta e a outra diminui
X=2
(sinais diferentes).
Agora, vamos esquematizar a maneira que iremos
A equipe de 30 professores levará apenas 2 dias
resolver os diversos problemas:
para corrigir as provas.

DIRETAMENT Regra de Três Composta


E
Multiplica cruzado
PROPORCIONA
L A regra de três composta envolve mais de duas
INVERSAMENT
E
Multiplica na horizontal variáveis. As análises sobre se as grandezas são direta-
PROPORCIONA mente e inversamente proporcionais devem ser feitas
L
cautelosamente levando em conta alguns princípios:
Vejamos alguns exemplos para fixarmos um pouco
mais como funciona.  as análises devem sempre partir da variável
dependente em relação às outras variáveis;
 Um muro de 12 metros foi construído utilizando  as análises devem ser feitas individualmente, ou
2.160 tijolos. Caso queira construir um muro de 30 seja, deve-se comparar as grandezas duas a duas,
metros nas mesmas condições do anterior, quan- mantendo as demais constantes;
tos tijolos serão necessários?  a variável dependente fica isolada em um dos
lados da proporção.
Primeiro vamos montar a relação entre as gran-
dezas e depois identificar se é direta ou inversamente Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática
proporcional. como isso tudo funciona:
12 m ----- -- 2.160 (tijolos)  Se 6 impressoras iguais produzem 1000 panfletos
30 m -------- X (tijolos) em 40 minutos, em quanto tempo 3 dessas impres-
soras produziriam 2000 desses panfletos?
Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+)
e que para fazermos um muro maior vamos precisar
Da mesma forma que na regra de três simples,
de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado
vamos montar a relação entre as grandezas e analisar
(+). Logo, as grandezas são diretamente proporcionais
cada uma delas isoladamente duas a duas.
e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:

12 m ----- -- 2.160 (tijolos) 6 (imp.) -------- 1.000 (panf.) ------- 40 (min)


3 (imp.) -------- 2.000 (panf.)-------- X (min)

30 m -------- X (tijolos) Vamos escrever a proporcionalidade isolando a


12 · X = 30 · 2160 parte dependente de um lado e igualando as razões
12X = 64.800 da seguinte forma — se for direta, vamos manter a
razão, agora, se for inversa, vamos inverter a razão.
96 X = 5.400 tijolos Observe:

.
40 ? ? Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor
= ·
X ? ? diminui (–) e que o número de páginas irá aumentar
(+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inver-
Analisando isoladamente duas a duas: ter a razão.

6 (imp.) -------- 40 (min) 6 30 ?


= ·
3 (imp.) --------- X (min) X 45 ?
Perceba que de 6 impressoras para 3 impressoras
o valor diminui (-) e que o tempo irá aumentar (+), Analisando isoladamente duas a duas:
pois agora teremos menos impressoras para realizar
6 (pág.) -------- 80 (letras)
a tarefa. Logo, as grandezas são inversas e devemos
inverter a razão. X (pág.) ------- 40 (letras)

40 3 ? Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui


= ·
X 6 ? (–) e que o número de páginas irá aumentar (+). Logo,
as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.
Analisando isoladamente duas a duas:
6 30
= · 40
1.000 (panf.) --------- 40 (min) X 45 80
2.000 (panf.) ---------- X (min) 6 2 1
= ·
X 3 2
Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 pan-
fletos o valor aumenta (+) e que o tempo também irá 6 2
=
aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e deve- X 6
mos manter a razão. 2X = 36
40 3 1000 X = 18
= ·
X 6 2000
O número de páginas a serem ocupadas pelo texto
Agora, basta resolver a proporção para acharmos respeitando as novas condições é igual a 18.
o valor de X.
PORCENTAGEM
40 3000
X
= 12000 A porcentagem é uma medida de razão com base
100. Ou seja, corresponde a uma fração cujo denomi-
3X = 40 · 12 nador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar
3X = 480 como podemos representar um número porcentual.

X = 160 30
30% = (forma de fração)
100
As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 30
160 minutos, que correspondem a 2 horas e 40 minutos. 30% =
100
= 0,3 (forma decimal)
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento,
vamos analisar mais um exemplo. 30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10
 Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada
uma, com 80 letras (ou espaços) em cada linha. Sendo assim, a razão 30% pode ser escrita de

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o várias maneiras:
número de linhas por página e para 40 o núme-
ro de letras (ou espaços) por linha. Consideran- 30 3
30% = = 0,3 =
do as novas condições, determine o número de 100 10
páginas ocupadas.
Também é possível fazer a conversão inversa, isto
Já aprendemos o passo a passo no exemplo ante- é, transformar um número qualquer em porcentual.
rior. Aqui vamos resolver de maneira mais rápida. Para isso, basta multiplicar por 100. Veja:

25 · 100 = 2500%
QUANTITATIVO

6 (pág.) -------- 45 (linhas) ------------- 80 (letras)


0,35 · 100 = 35%
X (pág.) -------- 30 (linhas) ------------- 40 (letras) 0,586 · 100 = 58,6%
6 ? ?
= · Número Relativo
X ? ?
A porcentagem traz uma relação entre uma parte e
Analisando isoladamente duas a duas:
um todo. Quando dizemos 10% de 1000, o 1000 corres-
ponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo
6 (pág.)---------45 (linhas) que estamos especificando. Para descobrir a quanto
X (pág.) --------30 (linhas) isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000. 97

.
10
x 1.000 = 100 Final - Inicial 180 - 200
10% de 1.000 = Variação percentual = = =
100 Inicial 200
20
Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a par- – 200 = - 0,10
te que corresponde a 10% de 1.000.
Como o resultado foi negativo, podemos afirmar
Dica que houve uma redução percentual de 10% nas aulas
Quando o todo varia, a porcentagem também varia! ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está
errado ao afirmar que essa redução foi de 20%.
Veja um exemplo:
Roberto assistiu a 2 aulas de Matemática Financei- PROBLEMAS
ra. Sabendo que o curso que ele comprou possui um
total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assisti- Agora vamos treinar o que aprendemos na teo-
das por Roberto? ria com exercícios comentados de diversas bancas.
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, Vamos lá!
devemos dividir a parte pelo todo e obter uma fração.
1. (FAEPESUL – 2016) Em uma turma de graduação em
2 1 Matemática Licenciatura, de forma fictícia, temos
=
8 4 que a razão entre o número de mulheres e o númerototal
de alunos é de 5/8. Determine a quantidade de
Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, homens desta sala, sabendo que esta turma tem 120
vamos multiplicar a fração por 100: alunos.

1 × 100 = 25% a) 43 homens.


4 b) 45 homens.
c) 44 homens.
Soma e Subtração de Porcentagem d) 46 homens.
e) 47 homens.
As operações de soma e subtração de porcentagem
são as mais comuns. É o que acontece quando se diz A razão entre o número de mulheres e o número
que um número excede, reduziu, é inferior ou é supe- total de alunos é de 5/8:
rior ao outro em tantos por cento. A grandeza inicial
M 5
corresponderá sempre a 100%. Então, basta somar ou =
T 8
subtrair o percentual fornecido dos 100% e multipli-
car pelo valor da grandeza. A turma tem 120 alunos, então: T = 120
Exemplo 1: Fazendo os cálculos:
Paulinho comprou um curso de 200 horas-aula.
M 5
Porém, com a publicação do edital, a escola precisou =
T 8
aumentar a carga horária em 15%. Qual o total de
horas-aula do curso ao final? M 5
=
Inicialmente, o curso de Paulinho tinha um total 120 8
de 200 horas-aula que correspondiam a 100%. Com o 8 · M = 5 · 120
aumento porcentual, o novo curso passou a ter 100% +
8M = 600
15% das aulas inicialmente previstas. Portanto, o total
600
de horas-aula do curso será: M=
8
(1 + 0,15) · 200 = 1,15 · 200 = 230 horas-aula
M = 75
Dica A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45
A avaliação do crescimento ou da redução per- homens. Resposta: Letra B.
centual deve ser feita sempre em relação ao valor 2. (VUNESP – 2020) Em um grupo com somente pessoas com
inicial da grandeza. idades de 20 e 21 anos, a razão entre o número de pessoas
- com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente,
Variação percentual = Final Inicial é 4/5. No próximo mês, duas pes- soas com 20 anos farão
Inicial aniversário, assim como uma pessoa com 21 anos, e a razão
Veja mais um exemplo para podermos fixar melhor. em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas
Exemplo 2: nesse grupo é
Juliano percebeu que ainda não assistiu a 200 aulas
do seu curso. Ele deseja reduzir o número de aulas não a) 30.
assistidas a 180. É correto afirmar que, se Juliano che- b) 29.
gar às 180 aulas almejadas, o número terá caído 20%? c) 28.
d) 27.
A variação percentual de uma grandeza corres-
e) 26.
ponde ao índice:

98

.
A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o Assertiva: Nessa situação, Sandra deverá recebermenos de
número de pessoas com 21 anos, atualmente, é 4/5. R$ 2.500.
120 4x Total de 9x
= ( ) CERTO ( ) ERRADO
121 5x
No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão 6x + 9x + 8x = 7.900
aniversário, assim como uma pessoa com 21 anos, e 1 2 3
a razão em questão passará a ser de 5/8. Tirando o MMC entre 1, 2 e 3 vamos achar 6. Temos:
120 = 4x - 2 5
36x
= 27x 16x
121 +
5x 2 1- = 7.900
6 + 6
8 +
6
4x - 2 5
= 79x
5x + 1 8
6 = 7.900
8 (4x - 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5 x = 600

7x = 21 Sendo assim, Sandra está inversamente proporcio-


x=3 9x
nal a: 2
Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o
valor de X na primeira equação: 9x = 9 · 3 = 27 é o núme- Basta substituirmos o valor de X na proporção.
ro total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.
9x 9 $ 600 = 2.700
=
2 2
3. (IBADE – 2018) Três agentes penitenciários de umpaís
qualquer, Darlan, Arley e Wanderson, recebem (Valor que Sandra irá receber é maior que 2.500).
juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais Resposta: Errado.
que o Darlan, Wanderson recebe R$ 44,00 menos que
o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária 5. (IESES – 2019) Uma escola possui 396 alunos matri-
de cada um, em ordem crescente de valores. culados. Se a razão entre meninos e meninas foi de
5/7, determine o número de meninos matriculados.
a) R$ 249,00, R$ 213,00 e R$ 169,00.
b) R$ 169,00, R$ 213,00 e R$ 249,00. a) 183
c) R$ 145,00, R$ 228,00 e R$ 348,00. b) 225
d) R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00 c) 165
e) R$ 267,00, R$ 231,00 e R$ 223,00. d) 154

D + A + W = 721 Total de alunos = 396


A = D + 36
W = A – 44 Meninos = H
Substituímos Arley em Wanderson: Meninas = M
W= A – 44
W= 36+D – 44 Razão: H 5x
+
W= D – 8 M 7x
Substituímos na fórmula principal: Agora vamos somar 5x com 7x = 12x
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721 12x é igual ao total que é 396

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
3D + 28 = 721 12x = 396
3D = 721 – 28
D = 693 ÷ 3 x = 33
D = 231 Portanto o número de meninos será:
Substituímos o valor de D nas outras:
A = D + 36 Meninos = 5X = 5 x 33 = 165. Resposta: Letra C.
A= 231+36= 267
W = A – 44 6. (CEBRASPE-CESPE – 2019) No item seguinte apre-
W= 267 – 44 senta uma situação hipotética, seguida de uma asser- tiva a
W = 223
QUANTITATIVO

ser julgada, a respeito de proporcionalidade, porcentagens e


Logo, os valores em ordem crescente que Wander- descontos.
son, Darlan, Arley recebem são, respectivamente, No primeiro dia de abril, o casal Marcos e Paula com- prou
R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.
alimentos em quantidades suficientes para que eles e seus
dois filhos consumissem durante os 30 dias do mês. No dia
4. (CEBRASPE-CESPE – 2018) A respeito de razões, pro-
7 desse mês, um casal de amigos chegou de surpresa para
porções e inequações, julgue o item seguinte. Situação
passar o restante do mês com a família.
hipotética: Vanda, Sandra e Maura receberam R$ 7.900 do
gerente do departamento onde trabalham,para ser dividido
entre elas, de forma inversamenteproporcional a 1/6, 2/9 e 99
3/8, respectivamente.

.
Nessa situação, se cada uma dessas seis pessoas consumir Podemos substituir em qualquer uma das duas
diariamente a mesma quantidade de ali- mentos, os situações:
alimentos comprados pelo casal acabarão antes do dia 20 do 3 guardanapos · 30 dias = 90
mesmo mês. 2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.

( ) CERTO ( ) ERRADO 9. (FUNDATEC – 2017) Cinco mecânicos levaram 27


minutos para consertar um caminhão. Supondo que fossem
4 pessoas ------- 24 dias três mecânicos, com a mesma capacidade e ritmo de
6 pessoas ------ x dias trabalho para realizar o mesmo serviço, quan- tos minutos
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar levariam para concluir o conserto desse mesmo caminhão?
na horizontal:
6x = 4 · 24 a) 20 minutos.
6x = 96 b) 35 minutos.
x = 96 ÷ 6 c) 45 minutos.
x = 16 d) 50 minutos.
Como já haviam comido por 6 dias é só somar: e) 55 minutos.
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por
6) = 22 dias (a comida acabará no dia 22 de abril). Mecânicos ----- Minutos
5 27
Resposta: Errado.
3 ------------- x
Quanto menos mecânicos, mais minutos eles gasta-
7. (CEBRASPE-CESPE – 2018) O motorista de uma
empresa transportadora de produtos hospitalares deve rão para finalizar o trabalho; logo a grandeza é inver-
viajar de São Paulo a Brasília para uma entrega de samente proporcional. Multiplica na horizontal:
mercadorias. Sabendo que irá percorrer aproxima- damente 3x = 27 · 5
1.100 km, ele estimou, para controlar as des- pesas com a 3x = 135
viagem, o consumo de gasolina do seu veículo em 10 km/L. x = 135 ÷ 3
Para efeito de cálculos, conside- rou que esse consumo é x = 45 minutos. Resposta: Letra C.
constante.
Considerando essas informações, julgue o item que segue. Nessa 10. (IESES – 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa em 28
viagem, o veículo consumirá 110.000 dm3 de gasolina. dias. Se o número de pedreiros fosse aumentado para sete, em
quantos dias essa mesma casa ficaria pronta?
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) 18 dias.
Com 1 litro ele faz 10 km. b) 16 dias.
Sabendo que 1 L é igual a 1dm³, então podemos c) 20 dias.
dizer que com 1dm³ ele faz 10km. d) 22 dias.
Portanto,
10 km ------- 1dc³ 5 (pedreiros) --------- 28 (dias)
1.100 km ------- x 7 (pedreiros) ------------ X (dias)
10x = 1.100 Perceba que as grandezas são inversamente propor-
x = 110dm³ (a gasolina que será consumida). cionais, então basta multiplicar na horizontal.
Resposta: Errado. 5 . 28 = 7 · X
7X = 140
8. (VUNESP – 2020) Uma pessoa comprou determinada X = 140 ÷ 7
quantidade de guardanapos de papel. Se ela utilizar 2 X = 20 dias. Resposta: Letra C.
guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar 15 dias
a mais do que duraria se ela utilizasse 3 guar- danapos por 11. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Determinado equipamen- to é
dia. O número de guardanapos compra-dos foi capaz de digitalizar 1.800 páginas em 4 dias, fun- cionando 5
horas diárias para esse fim. Nessa situação, a quantidade de
a) 60. páginas que esse mesmo equipamen- to é capaz de digitalizar
b) 70. em 3 dias, operando 4 horas e 30 minutos diários para esse
c) 80. fim, é igual a
d) 90.
e) 100. a) 2.666.
b) 2.160.
x = dias c) 1.215.
3 guardanapos por dia ------- x d) 1.500.
2 guardanapos por dia -------- +15 e) 1.161.
São valores inversamente proporcionais, quanto
mais guardanapos por dia, menos dias durarão. Primeiro vamos passar para minutos:
Assim, multiplicamos na horizontal: 5h = 300min.
3x = 2 · (x+15) 4h30min= 270min.
3x = 30+2x min.-----Dias -- Pag.
3x – 2x = 30 300 -------4-------1800
x = 30
270 -------3 ---- X

100

.
Resolvendo, temos: 14. (VUNESP - 2020) Das 9 horas às 15 horas, de trabalho
ininterrupto, 5 máquinas, todas idênticas e trabalhan- do
300 (Simplifica por 30) com a mesma produtividade, fabricam 600 unida-
1800 4 des de determinado produto. Para a fabricação de 400
= 3 · 270 (Simplifica por 30) unidades do mesmo produto por 3 dessas máquinas,
X
4 10 trabalhando nas mesmas condições, o tempo estima-
1800
= · do para a realização do serviço é de
X 3 9
4 · X · 10 = 1.800 · 3 · 9 a) 5 horas e 54 minutos
b) 6 horas e 06 minutos.
X = 1215 páginas que esse mesmo equipamento é c) 6 horas e 20 minutos.
capaz de digitalizar. Resposta: Letra C. d) 6 horas e 40 minutos.
e) 7 horas e 06 minutos.
12. (VUNESP – 2016) Em uma fábrica, 5 máquinas, todas
operando com a mesma capacidade de produção, fabricam Das 9h às 15h = 6 horas = 360 min
um lote de peças em 8 dias, trabalhando 6 horas por dia. O
número de dias necessários para que 4 dessas máquinas, 360 min ------ 5 máquinas ---- 600 unidades (corta os
trabalhando 8 horas por dia, fabri- quem dois lotes dessas zeros iguais)
peças é x ------------- 3 máquinas ---- 400 unidades (corta os
zeros iguais)
a) 11.
360 = 3 6
b) 12. ·
X 5 4
c) 13.
d) 14. x · 3 · 6 = 360 · 5 · 4
e) 15.
x · 18 = 7.200
5 máquinas -------1 lote --------- 8 dias ----------- 6 horas x = 7.200 ÷ 18
4 máquinas -------2 lotes --------x dias ----------- 8 horas
Quanto mais dias para entrega do lote, menos x = 400
horas trabalhadas por dia (inversa), menos máqui- Logo, transformando minutos para horas novamen-
nas para fazer o serviço (inversa) e mais lotes para te, temos:
serem entregues (direta).
Resolvendo: X = 400min
8/x = 1/2 · 8/6 · 4/5 (simplifique 8/6 por 2) X = 6h40min. Resposta: Letra D.
8/x = 1/2 · 4/3 · 4/5
8/x = 16/30 (simplifique 16/30 por 2) 15. (VUNESP - 2020) Em uma fábrica de refrigerantes, 3
8/x = 8/15 máquinas iguais, trabalhando com capacidade máxima, ligadas
8x = 120 ao mesmo tempo, engarrafam 5 mil unidades de refrigerante,
x = 120/8 em 4 horas. Se apenas 2 dessas máquinas trabalharem, nas
x = 15 dias. Resposta: Letra E. mesmas condições, no engarrafamen- to de 6 mil unidades do
refrigerante, o tempo esperado para a realização desse trabalho
13. (CEBRASPE-CESPE – 2018) No item a seguir é apre- será de
sentada uma situação hipotética, seguida de uma assertiva a
ser julgada, a respeito de proporcionalida- de, divisão a) 6 horas e 40 minutos.
proporcional, média e porcentagem. b) 6 horas e 58 minutos.
Todos os caixas de uma agência bancária trabalham com a c) 7 horas e 12 minutos.
mesma eficiência: 3 desses caixas atendem 12 clientes em 10 d) 7 horas e 20 minutos.
minutos. Nessa situação, 5 desses cai- xas atenderão 20 e) 7 horas e 35 minutos.

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
clientes em menos de 10 minutos.
3 máquinas ------------ 5 mil garrafas---------- 4 horas
( ) CERTO ( ) ERRADO 2 máquinas ------------ 6 mil garrafas ----------x

3 caixas – 12 clientes – 10 minutos Veja que se aumentar o tempo de trabalho quer dizer
que serão engarrafados mais refrigerantes (direta) e
5 caixas – 20 clientes – x minutos. se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que são
10 5 # 12 menos máquinas trabalhando (inversa).
=
X 3 20 4 5000 2
= ·
QUANTITATIVO

X 6000 3

5 · 12 · X = 10 · 3 · 20 2·X·5=4·6·3

60x = 600 10X = 72

X = 10. x = 7, 2 horas (7 horas + 0,2 horas = 7 horas + 0,2 · 60


min = 7 horas e 12 minutos)
Os 5 caixas atenderão em exatamente 10 minutos, não em
menos de 10, como a questão afirma. Resposta: Errado. Obs.: para transformar horas em minutos, basta
multiplicarmos o número por 60 min. Logo, 0,2 horas
= 0,2 · 60 = 120 ÷ 10 = 12 min. Resposta: Letra C. 101

.
16. (CEBRASPE-CESPE – 2020) Em determinada loja, uma Veja que se 12% faltaram, então 88% fizeram a prova.
bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista ou em duas vezes, Pessoas presentes (88%) e dessas 45% eram mulhe-
com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com res e 55% eram homens. Portanto, basta multiplicar
vencimento para o mês seguinte. Caso queira antecipar o o percentual dos homens pelo total:
crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga para
55% de 88% das pessoas que fizeram a prova; ou
a financeira uma taxa de antecipa- ção correspondente a 5%
do valor da parcela. 0,55 · 0,88 = 0,484.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir. Na Transformando em porcentagem: 0,484 · 100 = 48,4%.
compra a prazo, o custo efetivo da operação de finan- ciamento Resposta: Letra D.
pago pelo cliente será inferior a 14% ao mês.
19. (FCC – 2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevista- dos
( ) CERTO ( ) ERRADO preferem suco de graviola e 50% suco de açaí. Se 15%
dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a
Valor da bicicleta = 1.720,00 porcentagem de entrevistados que não gos- tam de nenhum
Parcelado = 920,00 (entrada) + 920,00 (parcela) dos dois é de
Na compra a prazo, o agente vai pagar 920,00
(entrada), logo vai sobrar (1.720 – 920 = 800,00) a) 80%.
No próximo mês é preciso pagar 920,00 ou seja b) 61%.
800,00 + 120,00 de juros. Agora é pegar 120,00 c) 20%.
(juros) e dividir por 800,00 resultado: d) 10%.
120,00/800,00 = 0,15% ao mês.
e) 5%.
A questão diz que seria inferior a 0,14%, ou seja,
está errada. Resposta: Errado.
Vamos dispor as informações em forma de conjun-
tos para facilitar nossa resolução:
17. (CEBRASPE-CESPE – 2019) Na assembleia legislati-
va de um estado da Federação, há 50 parlamentares, entre Graviola Açai
homens e mulheres. Em determinada sessão plenária
estavam presentes somente 20% das deputa- das e 10% dos
deputados, perfazendo-se um total de 7 parlamentares
presentes à sessão. 60% – 15% = 15% 50% – 15% =
Infere-se da situação apresentada que, nessa assem- bleia
legislativa, havia 45% 35%

Nenhum = X
a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas. Vamos somar todos os valores e igualar ao total que
d) 20 deputadas. é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
e) 25 deputadas. 95% + X = 100%
X = 5%. Resposta: Letra E.
50 parlamentares
Deputadas = X 20. (FUNCAB - 2015) Adriana e Leonardo investiram R$
Deputados = 50-X 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em uma apli- cação que
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O
parlamentares. Não sabemos a quantidade exata de restante foi investido em uma aplicação, que gerou um
cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período.
valor de X. Ambas as aplicações foram feitas no sistema de juros
20% x + 10% (50 – x) = 7 simples.
20/100 · x + 10/100 . (50 – x) = 7 Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles
2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7 tiveram:
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50 - x = 70 a) prejuízo de R$2.800,00.
2x – x = 70 – 50 b) lucro de R$3.200,00.
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legis- c) lucro de R$2.800,00.
lativa. Resposta: Letra D. d) prejuízo de R$6.000,00
e) lucro de R$5.000,00.
18. (VUNESP – 2016) Um concurso recebeu 1500 ins-
crições, porém 12% dos inscritos faltaram no dia da prova. 3/5 de 20.000,00 = 12.000,00
Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. 12.000,00 · 4% = 480,00
Em relação ao número total de inscritos, o número de 480 · 10 (meses) = 4.800 (juros)
homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem
O que sobrou 20.000,00 - 12.000,00 = 8.000,00. Apli-
de
cação que foi investida e gerou prejuízo de 5% ao
a) 45,2%. mês, durante 10 meses:
b) 46,5%. 8.000,00 · 5% = 400,00
c) 47,8%. 400 · 10 meses= 4.000
d) 48,4%. Portanto 20.000,00 + 4.800(juros) = 24,800,00 - 4.000=
102
e) 49,3%. 20.800,00 /10 meses= 2.080,00 lucros. Resposta: Letra C.

.
f(1) = 12 – 3.1 + 2 = 0
FUNÇÕES, EQUAÇÕES E
f(2) = 22 – 3.2 + 2 = 0
INEQUAÇÕESDE 1º E DE 2º GRAUS,
EXPONENCIAISE LOGARÍTMICAS: f(3) = 32 – 3.3 + 2 = 2
CONCEITO, REPRESENTAÇÃO f(4) = 42 – 3.4 + 2 = 6
GRÁFICA, PROBLEMAS
f(5) = 52 – 3.5 + 2 = 12
FUNÇÃO AFIM
12
Veja a função do tipo f(x) = ax + b. Chamaremos de 10
função de primeiro grau, onde:
8
a = coeficiente angular.
b = coeficiente linear. 6
Esta função também é chamada de função linear
4
ou de função afim. O gráfico dessa função é uma reta.
Vamos construir um gráfico da função afim f(x) = 2
2x +3.
0
Atribuindo valores aleatórios para “x”, temos:
–2 –1 0 1 2 3 4 5
x
f(x) = 2x +3
f(-1) = 2(-1) +3 = 1 Temos (x,y) = (-1,1) FUNÇÃO EXPONENCIAL
f(0) = 2.0 +3 = 3 Temos (x,y) = (0,3)
A função f(x) = 2x é uma função exponencial. Perce-
f(1) = 2.1 +3 = 5 Temos (x,y) = (1,5)
ba que a variável x encontra-se no expoente. De modo
f(2) = 2.2 +3 = 7 Temos (x,y) = (2,7) geral, representamos as funções exponenciais assim:
f(x) = ax.
Colocando os pontos no plano cartesiano, temos:
A função exponencial tem domínio no conjunto
Y dos números reais (R) e contradomínio no conjunto
10 -
dos números reais positivos, ou seja, f: R → R+*. Obser-
-
ve os gráficos das funções f(x) = 2x (crescente) e de g(x)
8- = 0,5x (decrescente):
E
-
6- f(x) g(x)
D
- 9
4-
C
7

5
2-
B 3
-
1
-
-

-
-

-
-
-
-

-
-

–6 –4 –2 0 2 4 6 8 X
–5 –3 –1 –1 1 3 5
-
–3

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
–2 -
-
–4 -
FUNÇÃO LOGARÍTMICA
-

–6 -
A função f(x) = log5(x) é um exemplo de função loga-
FUNÇÕES DE 2º rítmica. Veja que nela a variável x encontra-se dentro
GRAU do operador logaritmo. De maneira geral, podemos
As funções de segundo grau são representadas representá-las da seguinte forma f(x) = loga(x). Assim
QUANTITATIVO

assim: f(x) = ax2 + bx + c. Ou seja, são aquelas funções como nas exponenciais, o coeficiente a precisa ser
em que a variável x aparece elevada ao quadrado. positivo (a > 0) e diferente de 1.
As funções de segundo grau têm um gráfico na for-
O domínio é formado apenas pelos números reais
ma de parábola. Veja:
positivos — pois não há logaritmo de número nega-
f(x) = x2 – 3x + 2 tivo — e o contradomínio é o conjunto dos números
reais. Ou seja, temos uma função do tipo f: R+* → R.
f(–2) = (–2)2 – 3(-2) + 2 = 12
Se a > 1, a função é crescente.
f(–1) = (–1)2 – 3(–1) + 2 = 6 Já se 0 < a < 1, a função é decrescente.
f(0) = (0)2 – 3(0) + 2 = 2 103

.
Como exemplo, veja os gráficos de f(x) = log 2x e de Inequação do Primeiro Grau
g(x) = log 0,5x:
Nas inequações temos pelo menos um valor desco-
f(x) g(x) nhecido (incógnita) e sempre uma desigualdade. Nas
inequações usamos os símbolos:
9

7  > maior que;


 < menor que;
5
  maior que ou igual;
3   menor que ou igual.
1
Podemos representar das seguintes formas:
–5 –3 –1 –1 1 3 5
–3 ax + b > 0
ax + b < 0
–5
ax + b  0
ax + b  0
EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES
Sendo a e b números reais e a  0.
Uma equação é uma igualdade, na qual uma ou Veja um exemplo: resolva a inequação 5x + 20 < 40.
mais variáveis — geralmente são as letras do nosso
alfabeto —, denominadas de incógnitas, são desco- 5x + 20 < 40
nhecidas. O nosso principal objetivo é encontrar o 5x < 40 – 20
valor dessas incógnitas. Por sua vez, inequações são 5x < 20
desigualdades, nas quais uma ou mais incógnitas são 20
desconhecidas. x<
5
x<4
Equação do Primeiro Grau
Podemos resolver uma inequação de uma outra
A forma geral de uma equação do primeiro grau é: maneira, fazendo um gráfico no plano cartesiano. No
ax + b = 0. gráfico, realizamos o estudo do sinal da inequação,
O termo “a” é o coeficiente de “x” e o termo “b” é buscando identificar quais os valores de x transfor-
chamado de termo independente. mam a desigualdade em uma sentença verdadeira.
Para resolver uma equação do 1°, devemos isolar Siga os passos:
todas as partes que possuem incógnitas de um lado Resolva a inequação 5x + 20 < 40.
da igual e do outro os termos independentes. Veja um
exemplo:  1º: coloque todos os termos da inequação em um
mesmo lado;
10x = 5x + 20
5x + 20 – 40 < 0
Vamos achar o valor de “x”. 5x – 20 < 0

10x – 5x = 20  2º: substitua o sinal da desigualdade pelo da igualdade;

Passamos o “5x” para o outro lado da igual com o 5x – 20 = 0


sinal trocado.
 3º: resolva a equação, ou seja, encontre sua raiz;
5x = 20
20 5x – 20 = 0
x= 5x = 20
5 20
Isolamos o “x” transferindo o seu coeficiente “5”, x=
5
com o sinal trocado, ou seja, como uma divisão. x=4

x=4  4º: faça o estudo do sinal da equação, identificando


os valores de x que representam a solução da inequa-
O valor de x que torna a igualdade correta é cha- ção. Obs.: o gráfico deste tipo de equação é uma reta.
mado de “raiz da equação”. Uma equação de primeiro
grau sempre tem apenas uma raiz. Veja que se subs-
tituirmos o valor encontrado de “x” na equação, ela
ficará igual a zero em ambos os lados. Observe:
4 + x
x = 4
10x = 5x + 20
10 · 4 = 5 · 4 + 20 –
40 = 40
104 40 – 40 = 0

.
Identificamos que os valores < 0 (valores negati- x= 3!1
vos) são os valores de x < 4. 2
x1 = 3 + 1 = 2
Equação do Segundo Grau 2
x2 = 3 - 1 = 1
Equações do segundo grau são equações nas quais 2
o maior expoente de x é igual a 2.
Sua forma geral é expressa por: Soma e Produto das Raízes

Basta saber que, em uma equação ax2 + bx + c = 0,


ax2 + bx + c = 0 temos:

Onde a, b e c são os coeficientes da equação. b


 a soma das raízes é dada por – ;
a
c
 a é sempre o coeficiente do termo em x²;  o produto das raízes é dado por .
 b é sempre o coeficiente do termo em x; a
 c é sempre o coeficiente ou termo independente. Calcule as raízes da equação: x – 3x + 2 = 0.
2

b -3
As equações de segundo grau têm duas raízes, isto  Soma: — =— = 3;
ac 1
é, existem dois valores de x que tornam a igualdade 2
verdadeira.  Produto: = = 2.
a 1
Cálculo das Raízes da Equação Quais são os dois números que somados resultam
em “3”, e multiplicados em “2”?
Vamos achar as raízes por meio da fórmula de
Bhaskara. Basta identificar os coeficientes a, b e c e  Soma: 3 = (2 + 1);
colocá-los na seguinte expressão:  Produto 2 = (2 · 1).

Logo, 2 e 1 são as raízes dessa equação. Exatamente


-b ! D igual ao que achamos usando a fórmula de Bhaskara.
2a As inequações quadráticas são expressões que
incluem uma desigualdade, como maior que (>),
Sendo que o discriminante Δ (lê-se delta) corres-
menor que (<), maior ou igual (), ou menor ou igual
ponde a:
(), juntamente com uma expressão quadrática. Em
sua forma padrão, a inequação quadrática é dada por
Δ = b2 – 4ac
ax² + bx + c > 0
O discriminante fornece importantes informações
sobre uma equação do 2º grau: ou ainda
ax² + bx + c < 0
 Se Δ > 0: a equação possui duas raízes reais e
distintas; ou
 Se Δ = 0: a equação possui duas raízes reais e
ax² + bx + c  0
idênticas;
 Se Δ < 0: a equação não possui raízes reais. ou
ax² + bx + c  0
Desta maneira, temos que:

2
As soluções de inequações quadráticas são conjun-
x = -b ! b - 4ac tos de valores para x que satisfazem a desigualdade.

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
2a Vejamos como resolver uma inequação quadrática
por meio do gráfico da inequação:
Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele
Primeiro, se deve escrever a inequação na forma
que permitirá obtermos dois valores para as raízes,
padrão, como apresentada acima, e substituir o sinal
um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor de desigualdade pelo de igualdade. Depois, utilizando
utilizando o sinal negativo (–). Vamos aplicar em um da fórmula de Bhaskara, encontre as raízes da expres-
exemplo: calcule as raízes da equação x2 – 3x + 2 = 0. são. Será no valor das raízes que a parábola do gráfico
irá cortar no eixo das abscissas.
 Primeiro identifica-se os valores de a, b e c: a = 1; Sabendo onde a parábola corta o eixo x, você pre-
b = –3; c = 2; cisa fazer o estudo do sinal da equação, para, assim,
QUANTITATIVO

 Agora, os substituímos na fórmula: identificar os valores de x.


Façamos uma questão-exemplo para entendermos
x = -b !
2
b - 4ac na prática.
2a
1. (CEBRASPE-CESPE — 2022) Considerando que, na
-(-3) ± (-3)2 - 4 · 1 · 2 unidade de pronto-socorro de um hospital, quatro médicos
x=
2·1 façam atendimento aos pacientes e que haja a mesma
probabilidade de esses pacientes serem
x=3! 9-8 atendidos por qualquer um desses médicos, julgue oitem.
105
2

.
Se, para cada dia, a quantidade x de pacientes com
sintomas gripais satisfaça a relação x² – 28x + 180 ≤ 0, x + y = 10
*
então essa quantidade será sempre inferior a 15. 4x - y = 5

( ) CERTO ( ) ERRADO A principal forma de resolver esse sistema é usan-


do o método da substituição. Este método é muito sim-
Vamos, primeiro, transformar a desigualdade em ples, e consiste basicamente em duas etapas:
uma igualdade, resultando em x² – 28x + 180 = 0. Ago-
ra, resolveremos a expressão por meio de Bhaskara:  isolar uma das variáveis em uma das equações;
 substituir essa variável na outra equação pela
-b ! b2 - 4ac 28! 784 - 720 28! 64
x= →x= →x= expressão achada no item anterior.
2a 2 2
28! 8 Vamos aplicar no nosso exemplo:
x= 2 Isolando “x” na primeira equação:
28 +8 36 x = 10 – y
x’ = 2 → x’ = 2 → x’ = 18
28 - 8 20 Substituindo “x” na segunda equação por “10 – y”:
x’’ = 2 → x’’ = 2 → x’’ = 10 4(10 – y) – y = 5 (faz uma distributiva)
40 – 4y – y = 5
Assim, sabemos que o eixo x é cortado pelas parábo- –5y = 5 – 40
las nos valores 10 e 18, nos deixando com o seguinte –5y = –35 (multiplica por –1)
gráfico: 5y = 35
y=7

Logo, voltando na primeira equação, acharemos o


valor de “x”.
x = 10 – y
20 x = 10 – 7
x=3
Assim, x = 3 e y = 7.

10 Dica
Método da substituição:
 isolar uma das variáveis em uma das equações;
 substituir essa variável na outra equação pela
0 10 20 30 expressão achada no item anterior.

Há um outro método para resolver um sistema


de equação do 1º grau, que é o método da adição (ou
-10 soma) de equações. Veja:

 multiplicar uma das equações por um número que


seja mais conveniente para eliminar uma variável;
-20  somar as duas equações, de forma a ficar apenas
com uma variável.
Como é possível observar no gráfico, o intervalo que
atende à inequação (menor ou igual a 0) é dado por Veja o exemplo:
10 (inclusive) e 18 (inclusive), então a afirmativa do
enunciado está errada, uma vez que ela diz que será
x + y = 10
sempre menor que 15. Resposta: Errado. *
4x - y = 5

SISTEMAS LINEARES Nesse exemplo não vamos precisar fazer uma mul-
tiplicação, pois já temos a condição necessária para
SISTEMAS DE EQUAÇÕES DE PRIMEIRO GRAU eliminarmos o “y” da equação. Então devemos fazer
(SISTEMAS LINEARES) apenas a soma das equações. Veja:

Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de


uma incógnita. Imagine que um exercício diga que: x x + y = 10
*
+ y = 10. 4x - y = 5
Perceba que há infinitas possibilidades de x e y
que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e 8, 5 e 5, 15
5x = 1
e –5 etc. Por esse motivo, faz-se necessário obter mais
uma equação envolvendo as duas incógnitas para
Substituindo o valor de “x” na primeira equação,
poder chegar nos seus valores exatos. Veja o exemplo:
106 achamos o valor de “y”:

.
x + y = 10 3
3 + y = 10 a)
7
y = 10 – 3 5
b)
y=7 9
4
c)
Veja um outro exemplo em que vamos precisar 7
2
multiplicar: d)
3
5
x + y = 10 e)
7
*
x - 2y = 4 A = B – 3.000
A
Multiplicando por –1 a primeira equação, temos: = 0,4
b
A = 0,4B
- x - y = - 10 Substituindo essa última equação na primeira,
( temos:
x - 2y = 4
0,4B = B – 3.000
3.000 = B – 0,4B
Fazendo a soma: 3.000 = 0,6B
3.000
- x - y = - 10 B=
(x 0, 6
- 2y = 4 B = 5.000
–3y = –6 Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de A:
–6 A = 0,4 · 5.000
y= A = 2.000
–3
y= 2 Total: A + B = 5.000 + 2.000 = 7.000
O número de inscritos para o cargo B, em relação
Substituindo o valor de “y” na primeira equação, ao total, será:
achamos o valor de “x”: 5.000 5
= . Resposta: Letra E.
7.000 7
x + y = 10
x + 2 = 10 2. (FGV – 2017) O número de balas de menta que Júlia tinha
x = 10 – 2 era o dobro do número de balas de morango. Após dar 5
balas de cada um desses dois sabores para sua irmã, agora o
x=8
número de balas de menta que Júlia tem é o triplo do número
de balas de morango. O número total de balas que Júlia tinha
SISTEMAS DE EQUAÇÕES DO 2º GRAU inicialmente era:

Vamos usar o mesmo método principal para resol- a) 42.


vermos os sistemas de equações do 2º grau que utili- b) 36.
zamos no sistema de equações do 1º grau, ou seja, o c) 30.
método da substituição. Veja um exemplo: d) 27.
e) 24.
x+y=3
( x2 - y 2 Me = 2 · Mo
=-3 Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
menta são o triplo das de morango:
Isolando x na primeira equação, temos que x = Me – 5 = 3 · (Mo – 5)
3 – y. Efetuando a substituição na segunda equação, Me – 5 = 3 · Mo – 15
temos que: Me = 3 · Mo – 10
(3 – y)2 – y2 = –3 Na segunda equação podemos substituir Me por 2 · Mo.
9 – 6y + y – y2 = –3 2 · Mo = 3 · Mo – 10
y=2 10 = 3 · Mo – 2 · Mo
Logo, x = 3 – y = 3 – 2 = 1 10 = Mo
O valor de Me é:
Exercite seus conhecimentos com alguns exercí- Me = 2 · Mo
QUANTITATIVO

cios comentados. Me = 2 · 10
Me = 20
1. (VUNESP – 2018) Em um concurso somente para os Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.
cargos A e B, cada candidato poderia fazer inscrição para
um desses cargos. Sabendo que o número de candidatos 3 (CEBRASPE-CESPE – 2013) Considere que em um
inscritos para o cargo A era 3000 unidades menor que o escritório de patentes, a quantidade mensal de pedi- dos de
número de candidatos inscritos para o cargo B, e que a patentes solicitadas para produtos da indústria alimentícia
razão entre os respectivos números, nessa ordem, era igual tenha sido igual à soma dos pedidos de patentes mensais
a 0,4, então é verdade que o número de candidatos inscritos solicitadas para produtos de outra natureza. Considere,
para o cargo B corres- pondeu, do total de candidatos ainda, que, em um mês, além dos produtos da indústria 107
inscritos, a alimentícia, tenham sido

.
requeridos pedidos de patentes de mais dois tipos de 1! = 1
produtos, X e Y, com quantidades dadas por x e y, res-
0! = 1
pectivamente. Supondo que T seja a quantidade total de
pedidos de patentes requeridos nesse escritório, no referido Exemplos:
mês, julgue os itens seguintes.
3! = 3 · 2 · 1= 6
Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x
+ y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64. 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
5! = 5 · 4 · 3 · 2 · 1 = 120
( ) CERTO ( ) ERRADO
Agora, veja esse outro exemplo:
Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da
6!
indústria alimentícia. Foi dito que esse total é igual Calcular 4!
à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,
a=x+y Resolução:
O total de pedidos é:
T = a + x + y = a + a = 2a 6! = 6·5·4·3·2·1 = 6 · 5 = 30
Como T = 128, temos 4! 4·3·2·1
128 = 2a
Poderíamos, também, resolver abrindo o 6! até 4! e
a = 64. Resposta: Certo.
depois simplificar. Veja:
Se, em determinado mês, a quantidade de pedidos de 6! = 6·5·4!
patentes do produto X foi igual ao dobro da quan- tidade de 4! 4! = 6 · 5 = 30
pedidos de patentes do produto Y, então a
quantidade de pedidos de patentes de produtos da indústria PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTAGEM
alimentícia foi o quádruplo da quantidade de pedidos de
patentes de Y. Podemos, também, encontrar como princípio mul-
tiplicativo. Vamos esquematizar uma maneira que vai
( ) CERTO ( ) ERRADO ser bem simples para resolvermos problemas sobre o
tema, observe o lembrete:
Sendo x o dobro de y, ou seja, x =2y, temos que:
a=x+y  Identificar as etapas do enunciado;
a = 2y + y  Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
a = 3y  Multiplicar.
Assim, as patentes da indústria alimentícia (“a”)
são o triplo das patentes de Y. Resposta: Errado. Exemplo: para fazer uma viagem São Paulo-For-
taleza-São Paulo, você pode escolher como meio de
Se T = 128 e a quantidade x foi 18 unidades a mais do transporte ônibus, carro, moto ou avião. De quantas
que a quantidade y, então a quantidade y foi superior a maneiras posso escolher os transportes?
25. Resolução: usando o lembrete acima:

( ) CERTO ( ) ERRADO  Identificar as etapas do enunciado;


 Escolher o meio de transporte para ida e para a
Se T = 128, temos que x + y = 64. Foi dito ainda que: volta;
x = y + 18  Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
Substituindo x por y + 18, temos:  Na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus,
x + y = 64 carro, moto ou avião) e para a volta temos 4 possibi-
(y + 18) + y = 64 lidades de escolha (ônibus, carro, moto ou avião);
 Multiplicar:
y = 23 unidades. Resposta: Errado.
4 · 4 = 16 maneiras.

E se o problema dissesse que você não pode voltar


ANÁLISE COMBINATÓRIA E no mesmo transporte que viajou na ida. Qual seria a
PROBABILIDADE resolução? O desenvolvimento é o mesmo, apenas vai
mudar na quantidade de possibilidades de escolhas
FATORIAL DE UM NÚMERO NATURAL para voltar. Veja:
Resolução: usando o lembrete:
Serve para facilitar e acelerar resolução de ques-
tões. Veja sua representação simbólica:  Identificar as etapas do enunciado;
 Escolher o meio de transporte para ida e para a
Fatorial de N = n! volta;
 Calcular todas as possibilidades em cada etapa;
Sendo “n” um número natural, observe como  Na ida temos 4 possibilidades de escolha (ônibus,
desenvolver o fatorial de n: carro, moto ou avião) e para a volta temos 3 possi-
bilidades de escolha (não posso voltar no mesmo
108 n! = n · (n-1) · (n-2) · ... · 2 · 1, para n ≥ 2 meio de transporte);

.
 Multiplicar: COMBINAÇÕES

Para entendermos esse tema, vamos imaginar


4 · 3 = 12 maneiras.
que queremos fazer uma salada de frutas e precisa-
mos usar 3 frutas das 4 que temos disponíveis: maçã,
ARRANJOS
banana, mamão e morango. Cortando as frutas maçã,
banana e morango e depois colocando em um prato.
Imagine agora que quiséssemos posicionar 5 pes- Agora cortando as frutas banana, morango e maçã
soas nas cadeiras de uma praça, mas tínhamos apenas para colocar em um outro prato.
3 cadeiras à disposição. De quantas formas podería- Você percebeu que a ordem aqui não importou?
mos fazer isso? É exatamente isso, a ordem não importa e estamos
Para a primeira cadeira temos 5 pessoas disponí- diante de um problema de Combinação. Será preciso
veis, isto é, 5 possibilidades. Já para a segunda cadei- calcular quantas combinações de 4 frutas, 3 a 3, é pos-
ra, restam-nos 4 possibilidades, dado que uma já foi sível formar.
utilizada na primeira cadeira. Por último, na terceira Para resolvermos é necessário usar a fórmula:
cadeira, poderemos colocar qualquer das 3 pessoas
n!
restantes. Observe que sempre sobrarão duas pessoas C(n, p) = -
(n p)!p!
em pé, pois temos apenas 3 cadeiras. A quantidade de
formas de posicionar essas pessoas sentadas é dada
Substituindo na fórmula, os valores do exemplo,
pela multiplicação a seguir:
temos:
Formas de organizar 5 pessoas em 3 cadeiras =
4!
5 · 4 · 3 = 60 C(4, 3) =
-
(4 3) !3!

O exemplo acima é um caso típico de arranjo sim- C(4, 3) =


4·3·2·1
ples. Sua fórmula é dada a seguir: 1·3·2·1
C(4, 3) = 4
n!
A(n, p) =
(n - p)!
Dica
Lembre-se de que pretendemos posicionar “n” ele- No arranjo a ordem importa.
mentos em “p” posições (p sendo menor que n), e onde Na combinação a ordem não importa.
a ordem dos elementos diferencia uma possibilidade
da outra. PERMUTAÇÕES
Observe a resolução do nosso exemplo usando a
fórmula: Permutação Simples

5!
=
5!
=
5·4·3·2·1 Imagine que temos 5 livros diferentes para serem
A(5, 3) = = 60
(5 - 3)! 2! 2·1 ordenados em uma estante. De quantas maneiras é
possível ordenar? Para questões envolvendo permu-
Uma outra informação muito importante é que tação simples, devemos encarar de um modo geral
nos problemas envolvendo arranjo simples a ordem que temos n modos de escolhermos um objeto (livro)
que ocupará o primeiro lugar, n-1 modos de escolher
dos elementos importa, ou seja, a ordem é diferente
um objeto (um outro livro) que ocupará o segundo
de uma possibilidade para outra. Vamos supor que as
lugar, ..., 1 modo de escolher o objeto (um outro livro)
5 pessoas sejam: Ana, Bianca, Clara, Daniele e Esme- que ocupará o último lugar. Então, temos:

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
ralda. Agora observe uma maneira de posicionar as Modos de ordenar:
pessoas na praça:
n · (n-1) · ... 1 = n!
CADEIRA 1ª 2ª 3ª
Então, resolvendo, teremos 5! = 5·4·3·2·1 = 120
OCUPANT Ana Bianca Clara
maneiras de ordenar os livros na estante.
E
Agora, observe um outro exemplo:
Quantos são os anagramas da palavra CAJU?
Perceba que Daniele e Esmeralda ficaram em pé
Resolução:
nessa disposição. Cada anagrama de CAJU é uma ordenação das
QUANTITATIVO

CADEIRA 1ª 2ª 3ª letras que a compõem, ou seja, C, A, J, U.


OCUPANT Clara Bianca Ana
E CAJU CUJA ACJU AUJC
A Daniele e a Esmeralda continuam de fora e a CJUA ACUJ
CAUJ ...
Bianca permaneceu no mesmo lugar. O que mudou
foi a posição da Ana em relação à Clara. Assim, uma CUAJ CJAU AUCJ ...
simples mudança na posição da ordem gera uma nova
possibilidade de posicionamento. Desta maneira, o número de anagramas é 4! =
4·3·2·1 = 24 anagramas. 109

.
Dica investigações de campo, 6 pistas diferentes devem ser
distribuídas entre 2 equipes, de modo que cada equipe
Anagrama é a ordenação de maneira distinta dasletras receba 3 pistas. O número de formas diferen- tes de se fazer
que compõem uma determinada palavra. essa distribuição é

Permutação com Repetição a) 6.


b) 10.
Quantos anagramas tem na palavra ARARA? O c) 12.
problema é causado por conta da repetição de letras d) 18.
na palavra ARARA. e) 20.
Veja que temos 3 letras A e 2 letras R. De maneira
tradicional, faríamos 5! (número de letras na palavra), Vamos descobrir o número de formas de escolher 3
mas é preciso que descontemos as letras repetidas. pistas em 6, visto que ao escolher 3 pistas, restarão
Assim, devemos dividir pelo número de letras fatorial, outras 3 pistas que vão compor o outro grupo de
ou seja, 3! e 2!. pistas. Dessa maneira, de quantas formas podemos
5! = 5·4·3! 5·4 escolher 3 pistas em um grupo de 6? Aqui a ordem
= 10
3!·2! 3!·2·1 = 2 não é relevante, então, vamos usar a combinação:
C(6, 3) = 6!
= 6 · 5 · 4 · 3! = 6 · 5· 4
= 6·5· 4
=
Temos, então, 10 anagramas na palavra ARARA. (6 - 3) !3! 3!3! 3! 3·2·1

5 · 4 = 20. Resposta: Letra E.


Dica
Na permutação com repetição devemos descon- tar os 2. (IDECAN – 2016) Felipe é uma criança muito bagun- ceira
anagramas iguais, por isso dividimos pelo fatorial do e sempre espalha seus brinquedos pela casa. Quando vai
número de letras repetidas. brincar na casa da sua avó, ele só pode levar 3 brinquedos.
Felipe sempre escolhe 1 carrinho, 1 boneco e 1 avião.
Permutação sem Repetição Sabendo que Felipe tem 7 carri- nhos, 5 bonecos e 4 aviões
diferentes, quantas vezes Felipe pode visitar a sua avó sem
Vamos imaginar que temos uma mesa circular com levar o mesmo con-junto de brinquedos já levados antes?
5 lugares e queremos ordenar 5 pessoas de maneiras
distintas. Observe as duas disposições das pessoas A, a) 100 vezes.
B, C, D, e E ao redor da mesa: b) 115 vezes.
c) 130 vezes.
d) 140 vezes.
A E

Perceba que Felipe tem 7 carrinhos para escolher 1,


B A 5 bonecos para escolher 1 e 4 aviões para escolher
E D
1, queremos formar grupos de 3 brinquedos, sendo
MESA
MESA um de cada tipo. O total de possibilidades será dado
por: 7 · 5 · 4 = 140 possibilidades (conjuntos de brin-
quedos diferentes). Resposta: Letra D.
D C C B

3. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um aeroporto, 30


Diante do conceito de permutação, essas duas passageiros que desembarcaram de determinado voo e que
disposições são iguais, ou seja, a pessoa A tem à sua estiveram nos países A, B ou C, nos quais ocorre uma
direita E, e à sua esquerda B, e assim sucessivamente). epidemia infecciosa, foram selecionados para ser
Não podemos contar duas vezes a mesma disposição. examinados. Constatou-se que exatamente 25 dos
Repare ainda que, antes da primeira pessoa se sentar passageiros selecionados estiveram em A ou em B, nenhum
desses 25 passageiros esteve em C e 6 desses 25 passageiros
à mesa, todas as 5 posições disponíveis são equivalen-
estiveram em A e em B.
tes. Isto porque não existe uma referência espacial
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item
(ponto fixo determinado). Nestes casos, devemos uti-
que segue.
lizar a fórmula da permutação circular de n pessoas,
A quantidade de maneiras distintas de se escolher 2 dos 30
que é:
passageiros selecionados de modo que pelo menos um
deles tenha estado em C é superior a 100.
Pc (n) = (n-1)!
( ) CERTO ( ) ERRADO
Em nosso exemplo, o número de possibilidades de
posicionar 5 pessoas ao redor de uma mesa será:
Se 25 passageiros tiveram em A ou B e nenhum deles
em C, então, C teve 5 passageiros (é o que falta para
Pc(5) = (5-1)! = 4! = 4 · 3 · 2 · 1 = 24
o total de 30). Vamos escolher 2 passageiros, de
Agora vamos treinar o que aprendemos na teo- modo que pelo menos um seja de C, teremos:
ria com exercícios comentados de diversas bancas. Podemos achar o total para escolha dos 2 passagei-
Vamos lá! ros que seria:

1. (VUNESP – 2016) Um Grupamento de Operações


Especiais trabalha na elucidação de um crime. Para
110

.
C (30,2) = 30! / (30-2)! 2! Alguns casos particulares de cálculo de potência
de binômios já são conhecidos. Veja:
C (30,2) = 30! / 28! 2!
C (30,2) = 30 · 29 · 28! / 28! 2 · 1  (x + a)0 = 1;
30 · 29  (x + a)1 = x + a;
C (30,2) = = 15 · 29 = 435  (x + a)2 = x2 + 2xa + a2;
2
Agora, tiramos a opção de nenhum deles ser de C,  (x + a)3 = x3 + 3x2a + 3xa2 + a3 .
que seria:
Esses casos foram desenvolvidos a partir da ideia
C (25,2) = 25! / (25 – 2)! 2! de distributiva da multiplicação. Tomemos como
C (25,2) = 25! / 23! 2! exemplo o caso de (x + a)2.
O binômio (x + a)2 corresponde a (x + a) . (x + a)
C (25,2) = 25 · 24 · 23! / 23! 2 · 1
e, para resolver tal operação, utilizamos da proprie-
C (25,2) =
25 · 45
= 25.12 = 300 dade distributiva, em que escolhemos um termo da
2 primeira parte da multiplicação e multiplicamos por
Então, pelo menos um deles é de C, teremos: cada um dos termos da segunda parte da multiplica-
435 – 300 = 135. Resposta: Certo. ção. Veja:

4. (IBFC – 2015) Paulo quer assistir um filme e tem dis-


ponível 5 filmes de terror, 6 filmes de aventura e 3 fil- mes
de romance. O total de possibilidades de Paulo assistir a (x + a) · (x + a) = x² + xa
um desses filmes é de:

a) 90. (x + a) · (x + a) = a² + xa
b) 33.
c) 45.
(x + a) · (x + a) = x² + xa + xa + a² = x² + 2xa + a²
d) 14.
Contudo, perceba que, para todo n inteiro, positi-
Paulo tem disponível 14 filmes no total, 5 de terror, 6
vo, quanto maior o n, mais trabalhoso fica:
de aventura e 3 de romance; e dentre esses 14 filmes
disponíveis tem que escolher um, portanto o total
de possibilidades será dado pela combinação de 14 (x + a)n =(x + a) ∙ (x + a) ∙ ... ∙ (x + a)
elementos, tomados um a um. r fatores
C(14,1) = 14 possibilidades. Resposta: Letra D.

5. (CEBRASPE-CESPE– 2018) Em um processo de cole- ta Desta maneira, é preciso uma fórmula para facili-
de fragmentos papilares para posterior identifica- ção de tar o cálculo:
criminosos, uma equipe de 15 papiloscopistas deverá se
revezar nos horários de 8 h às 9 h e de 9 h às
10 h. (x + a)n = b n0 l x n + b n1 l xn–1 a + b n2 l xn–2a2 + ··· +
Com relação a essa situação hipotética, julgue o itema
b n–1 l x1 bnl
n
seguir.
n–1
+ an
n
Se dois papiloscopistas forem escolhidos, um para
atender no primeiro horário e outro no segundo horá- rio, Para compreendermos melhor a fórmula, vamos
então a quantidade, distinta, de duplas que podem ser aplicá-la no binômio (x + a)6:
formadas para fazer esses atendimentos é supe- rior a 300.
6 6 6 6
(x + a)6 = b l x6 + b l x5a + b l x4a2 + b l x3a3
0 1 2

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
( ) CERTO ( ) ERRADO 3

Quantos servidores há para escolher quem ficará no + b 46 l x2a4 + b 56 l xa5 + b6l a6


6
1° horário? 15.
Agora, já para escolher o que ficará no 2° horário, Para resolver, vamos encontrar os coeficientes,
temos apenas 14, pois um já foi escolhido para ficar ou seja, as combinações:
no 1° horário. Multiplicando as possibilidades = 15 ·
14 = 210. Resposta: Errado. bnl= n!
k k! (n–k) 1
QUANTITATIVO

BINÔMIO DE b6l= 6!
=
720
=1
NEWTON 0 0! (6–0) ! 720

Por definição, binômio é um polinômio com dois b6l= 6! 720


= =6
termos, e, tanto na matemática quanto na física, é 1 1! (6–1) ! 120
necessário fazer a potenciação do denominado binô-
mio. O físico Isaac Newton percebeu um padrão de b6l= 6! 720 720
= = = 15
regularidade no cálculo da potência de binômios, 2 2! (6–2) ! 2.24 48
6 6! 720 720
nomeando tal regularidade como Binômio de Newton.
b l= = =
3 3! (6–3) ! 6.6 36 = 20 111

.
Por isso, costumamos dizer também que:
b6l= 6!
=
720
=
720
= 15
4 4! (6–4) ! 24.2 48
número de resultados favoráveis
b 56 l = 6! 720
5! (6–5) ! = 120 = 6
Probabilidade do Evento =
números total de resultados

6 6! 720
b6 l = 6! (6–6) ! = 720 = 1 Agora, voltando ao exemplo que apenas os núme-
ros ímpares que nos interessam, temos:
Substituindo:
 n(Evento) = 3 possibilidades;
(x + a)6 = 1x6 + 6x5a + 15x4a2 + 20x3a3 + 15x2a4 +  n(Espaço Amostral) = 6 possibilidades.
6xa5 + 1a6
Logo,
Perceba que, em todos esses casos, há um termo que
não possui o x. No caso do exemplo anterior, esse ter- Probabilidade do Evento = 3 1 = 0,50 = 50%
=
mo é o 1a6, que é denominado termo independente. 6 2

CÁLCULO DE PROBABILIDADES Se A é um evento qualquer, então 0  P(A)  1.


Se A é um evento qualquer, então 0%  P(A)  100%.
Conceito
Eventos Independentes
A teoria da probabilidade é o ramo da Matemáti-
ca que cria modelos que são utilizados para estudar Qual seria a probabilidade de, em dois lançamen-
experimentos aleatórios, ou seja, estimar uma previ- tos consecutivos do dado, obtermos um resultado
são do resultado de determinado experimento. ímpar em cada um deles? Veja que temos dois expe-
rimentos independentes ocorrendo: o primeiro lança-
Espaço Amostral e Evento mento e o segundo lançamento do dado. O resultado
do primeiro lançamento em nada influencia o resulta-
Chamamos de espaço amostral o conjunto de todos do do segundo.
os resultados possíveis do experimento. Quando temos experimentos independentes, a
Imagine que você possui um dado e vai lançá-lo probabilidade de ter um resultado favorável em um e
uma vez. Os resultados possíveis são: 1, 2, 3, 4, 5 ou 6, um resultado favorável no outro é feita pela multipli-
cação das probabilidades de cada experimento:
isso é o que chamamos de espaço amostral, ou seja, o
conjunto dos resultados possíveis de um determinado
P(2 lançamentos) = P(lançamento 1) · P(lançamento 2)
experimento aleatório (não se pode prever o resul-
tado que será obtido, apenas podemos tentar achar Em nosso exemplo, teríamos:
algum padrão).
Agora, pense que você só tem interesse nos núme- P(2 lançamentos) =0,50 · 0,50 = 0,25 = 25%
ros ímpares, isto é, 1, 3 e 5. Esse subconjunto do espa-
ço amostral é o que chamamos de Evento – composto Assim, a chance de obter dois resultados ímpares
apenas pelos resultados que são favoráveis. Conhe- em dois lançamentos de dado consecutivos é de 25%.
cendo esses dois conceitos, podemos chegar na fórmu- Generalizando, podemos dizer que a probabilidade de
la para calcular a probabilidade de um evento de um dois eventos independentes A e B acontecerem é dada
determinado experimento aleatório, é o que podemos pela multiplicação da probabilidade de cada um deles:
chamar de probabilidade de um evento qualquer.
P (A e B) = P(A) · P(B)
Dica
Sendo mais formal, também é possível escrever
Espaço amostral é igual a todas as possibilida- des P(A ∩ B) = P(A) · P(B), onde ∩ simboliza a intersecção
possíveis e o evento é um subconjunto do espaço entre os eventos A e B.
amostral.
PROBABILIDADE CONDICIONAL
PROBABILIDADE DE UM EVENTO QUALQUER
Neste tópico, vamos falar sobre um tema bem
n (evento) recorrente em questões de concursos. Imagine que
Probabilidade do Evento = vamos lançar um dado, e estamos analisando 2 even-
n (espaço amostral) tos distintos:

 A: sair um resultado ímpar;


Na fórmula acima, n(Evento) é o número de ele-  B: sair um número inferior a 4.
mentos do subconjunto Evento, isto é, o número
de resultados favoráveis; e n(Espaço Amostral) é o Para o evento A ser atendido, os resultados favo-
número total de resultados possíveis no experimento ráveis são 1, 3 e 5. Para o evento B ser atendido, os
aleatório. resultados favoráveis são 1, 2 e 3. Vamos calcular rapi-
damente a probabilidade de cada um desses eventos:
112

.
P(A) = 3 = 1 = 0,5 = 50% Neste caso, quando temos A ∩ B = 𝜃, ou seja, even-
6 2 tos mutuamente exclusivos, tem-se que P (A 𝖴 B) = P
(A) + P (B).
3 1 Imagine que você tem uma urna contendo 20 bolas
P(B) = = = 0,5 = 50%
6 2 numeradas de 1 a 20. Quando uma bola é retirada ao
acaso, qual é a probabilidade de o número ser múlti-
E se caso tivéssemos o seguinte questionamento: plo de 3 ou de 5?
no lançamento de um dado, qual é a probabilidade Ora, veja que temos a palavra “ou” na pergunta e
de obter um resultado ímpar, dado que foi obtido um isso nos remete à ideia de “união” dos eventos. Sen-
resultado inferior a 4? Em outras palavras, essa per- do assim, podemos extrair os dados para aplicar na
gunta é: qual a probabilidade do evento A, dado que o fórmula:
evento B ocorreu? Matematicamente, podemos escre-
ver P(A/B) — leia “probabilidade de A, dado B”.  P(A) = probabilidade de o número ser múltiplo de 3
Aqui, já sabemos de antemão que B ocorreu. Por-
tanto, o resultado do lançamento do dado foi 1, 2 ou 3 Múltiplos de 3 (3, 6, 9, 12, 15, 18) = 6 possibilidades
(três resultados possíveis). Destes resultados, apenas
dois deles (o resultado 1 e 3) atendem o evento A. Por- 6
tanto, a probabilidade de A ocorrer, dado que B ocor- P(A) =
20
reu, é simplesmente:
 P(B) = probabilidade de o número ser múltiplo de 5
2
P (A\B) = = 66,6%
3 Múltiplos de 3 (5, 10, 15, 20) = 4 possibilidades

Uma outra forma de calculá-la é por meio da 4


seguinte divisão: P(B) =
20
P(A k B)
P (A\B) =  P(A ∩ B) = probabilidade do número ser múltiplo
P(B)
de 3 e 5
A fórmula nos diz que a probabilidade de A ocor-
rer, dado que B ocorreu, é a divisão entre a proba- Somente o número 15 é múltiplo de 3 e 5 ao mesmo
bilidade de A e B ocorrerem simultaneamente e a tempo.
1
probabilidade de B ocorrer. Para que A e B ocorram P(A ∩ B) =
simultaneamente (resultado ímpar e inferior a 4), 20
temos como possibilidades o resultado igual a 1 e 3.
Isto é, apenas 2 dos 6 resultados nos atende. Aplicando na fórmula, temos:
Logo,
P (A 𝖴 B) = P (A) + P (B) - P (A ∩ B)
P (A∩B) = 2 = 1 6 4 - 1 6+4-1 9
+ =
6 3 P (A 𝖴 B) = 20 20 20 = 20 20
Para que B ocorra (resultado inferior a 4), já vimos PROBABILIDADE DA INTERSEÇÃO DE DOIS
que 3 resultados atendem. EVENTOS
Portanto,
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral. A
P (A∩B) = 3 = 1 probabilidade de A ∩ B é dada por:
6 2
P (A ∩ B) = P (B\A) · P (A) = P (B) · P (A\B)

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
Usando a fórmula acima, temos:
Vale lembrar que P (B\A) é a probabilidade de
1 ocorrer o evento B, sabendo que já ocorreu o evento A
P (A + B) 3 = 1 · 2 = 2 = 66,6% (probabilidade condicional).
P (A\B) = =
P(B) 1 3 1 3 Se a ocorrência do evento A não interferir na pro-
2 babilidade de ocorrer o evento B, ou seja, forem inde-
pendentes, a fórmula para o cálculo da probabilidade
PROBABILIDADE DA UNIÃO DE DOIS EVENTOS da intersecção será dada por:

Dados dois eventos A e B, chamamos de A 𝖴 B P (A ∩ B) = P (A) · P (B)


QUANTITATIVO

quando queremos a probabilidade de ocorrer o even-


to A ou o evento B. Podemos usar a fórmula: Imagine que você vai lançar dois dados sucessi-
vamente. Qual a probabilidade de sair um número
P (A 𝖴 B) = P (A) + P (B) - P (A∩B) ímpar e o número 5?
O “e” que aparece na pergunta é que determina a
A fórmula pode ser traduzida como a probabilida- utilização da fórmula da interseção, pois queremos “a
de da união de dois eventos é igual a soma das pro- probabilidade de sair um número ímpar e o número
babilidades de ocorrência de cada um dos eventos, 5”. Perceba que a ocorrência de um dos eventos não
subtraída da probabilidade da ocorrência dos dois interfere na ocorrência do outro. Temos, então, dois
eventos simultaneamente. eventos independentes. 113

.
Evento A: sair um número ímpar = {1, 3, 5}; sorteadas seis bolas. À medida que uma bola é retira- da, ela
Evento B: sair o número 5 = {5}; não volta para dentro do globo. O jogador pode apostar de 6 a
Espaço Amostral: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}. 15 números distintos por volante e rece- berá o prêmio se
Logo, acertar os seis números sorteados. Também são premiados
os acertadores de 5 números
P(A) = 3 = 1 ou de 4 números.
6 2 A partir dessas informações, julgue o item que se segue.
1 A probabilidade de a primeira bola sorteada ser um
P(B) = número múltiplo de 8 é de 10%.
6
1 1 1 ( ) CERTO ( ) ERRADO
P (A ∩ B) = P (A) · P (B) = · =
2 6 12
Múltiplos de 8: {0, 8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, 72...}
Agora vamos treinar o que aprendemos na teo- Números da Mega Sena: 1 a 60.
ria com exercícios comentados de diversas bancas. Os múltiplos de 8 na Mega Sena são: 8, 16, 24, 32, 40,
Vamos lá! 48, 56, ou seja, 7 números.
7
1. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Em um grupo de 10 Logo = 11%. Resposta: Errado.
60
pessoas, 4 são adultos e 6 são crianças. Ao se sele-
cionarem, aleatoriamente, 3 pessoas desse grupo, a 4. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Em um jogo de azar, dois
probabilidade de que no máximo duas dessas pes- soas jogadores lançam uma moeda honesta, alternada- mente, até
sejam crianças é igual a que um deles obtenha o resultado cara. O jogador que
detiver esse resultado será o vencedor.
a) 1/6. A probabilidade de o segundo jogador vencer o jogo logo
b) 2/6. em seu primeiro arremesso é igual a
c) 3/6.
d) 4/6. 2
a)
e) 5/6. 3 .
1
Basta calcular a probabilidade de vir 3 crianças (o b)
2
.
1
que a gente não quer). Depois subtrair de 1, para c) .
obter os casos favoráveis. 2
6 5 4 d) 1 .
Probabilidade
5 de sortear 3 crianças: · · = 8
1 1 = . Resposta: Letra E. 10 9 8 3 .
1– e)
6 6 6 4
2. (VUNESP – 2017) Um centro de meteorologia infor- mou Precisamos calcular a probabilidade do primeiro joga-
ao CIPM que é de 60% a probabilidade de chuva no dia dor tirar coroa e o segundo jogador obter cara. Pro-
programado para ocorrer a operação. Mediante essa 21
babilidade de
1 o primeiro
1 tirar
1 coroa:
1 e o segundo
informação, o oficial no comando afirmou que as tirar cara: . Logo, · =
probabilidades de que a operação seja realizada nessedia são . Resposta: Letra C.
2 2 2 4
de 20%, caso a chuva ocorra, e de 85%, se não
houver chuva. Nessas condições, a probabilidade de que a 5. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Cinco mulheres e quatro
operação ocorra no dia programado é de homens trabalham em um escritório. De forma aleató- ria,
uma dessas pessoas será escolhida para trabalhar no plantão
a) 59%. de atendimento ao público no sábado. Em seguida, outra
b) 46%. pessoa será escolhida, também aleato- riamente, para o
c) 41%. plantão no domingo.
d) 34%. Considerando que as duas pessoas para os plantões serão
e) 28%. selecionadas sucessivamente, de forma aleató- ria e sem
reposição, julgue o próximo item.
Se a probabilidade de chover é de 60%, então, a A probabilidade de os dois plantonistas serem homens é igual
probabilidade de não chover é de 40%. Para que a 4
ou superior a .
operação ocorra no dia programado, temos duas 9
situações: ( ) CERTO ( ) ERRADO
chove (60%) e ocorre a operação (20%) = 60% · 20%
= 12% Sábado: Há 4 homens possíveis, em 9 pessoas no
não chove (40%) e ocorre a operação (85%) = 40% · 4
total =
85% = 34%
9
Somando as probabilidades desses dois cenários, Domingo: Há 3 homens possíveis, de 8 pessoas no
temos: 12% + 34% = 46%. Resposta: Letra B. 3
total (uma já foi escolhida no sábado) =
8
3. (CEBRASPE-CESPE – 2019) A sorte de ganhar ou per- Como queremos que seja escolhido um homem no
der, num jogo de azar, não depende da habilidade do sábado e um homem no domingo, multiplicamos as
jogador, mas exclusivamente das probabilidades dos 4 3 12 4
probabilidades: · = = .
resultados. Um dos jogos mais populares no Brasil é a 9 8 742 24
Mega Sena, que funciona da seguinte forma: de 60 bolas, A questão é err ada, pois não é igual ou maior
24
numeradas de 1 a 60, dentro de um globo, são que 4 . Resposta: Errado.
114 9

.
Basta efetuar uma regra de três simples. Para
MATEMÁTICA FINANCEIRA obtermos a taxa de juros bimestral, por exemplo, que
é proporcional à taxa de 12% ao ano:
JUROS SIMPLES E COMPOSTOS
12% ao ano ---------------------1 ano
Juros Simples Taxa bimestral ----------------- 2 meses

A premissa que é a base da matemática financeira Podemos substituir 1 ano por 12 meses, para dei-
é a seguinte: as pessoas e as instituições do mercado xar os valores da coluna da direita na mesma unidade
preferem adiantar os seus recebimentos e retardar os temporal, temos:
seus pagamentos. Do ponto de vista estritamente racio-
nal, é melhor pagar o mais tarde possível caso não haja 12% ao ano -------------------- 12 meses
incidência de juros (ou caso esses juros sejam inferio- Taxa bimestral ----------------- 2 meses
res ao que você pode ganhar aplicando o dinheiro).
“Juros” é o termo utilizado para designar o “preço Efetuando a multiplicação cruzada, temos:
do dinheiro no tempo”. Quando você pega certa quan-
tia emprestada no banco, o banco te cobrará uma 12% · 2 = Taxa bimestral · 12 Taxa
remuneração em cima do valor que ele te emprestou, bimestral = 2% ao bimestre
pelo fato de deixar você ficar na posse desse dinhei-
ro por um certo tempo. Esta remuneração é expressa Duas taxas de juros são equivalentes quando são
pela taxa de juros. capazes de levar o mesmo capital inicial C ao montan-
Nos juros simples a incidência recorre sempre sobre te final M, após o mesmo intervalo de tempo.
o valor original. Veja um exemplo para melhor entender. Uma outra informação muito importante e que
Exemplo 1: você deve memorizar é que o cálculo de taxas equi-
Digamos que você emprestou 1000,00 reais, em um valentes quando estamos no regime de juros simples
regime de juros simples de 5% ao mês, para um amigo pode ser entendido assim: 1% ao mês equivale a 6%
e que o mesmo ficou de quitar o empréstimo após 5 ao semestre ou 12% ao ano, e levarão o mesmo capital
meses. Então temos o seguinte: inicial C ao mesmo montante M após o mesmo perío-
do de tempo.
CAPITAL
EMPRESTAD VALOR
O (1.000,00) REAJUSTADO Importante!
1° mês = 1.000,00 1000,00 + (5% de 1.000,00) = 1050,00
No regime de juros simples, taxas de juros propor-
2° mês = 1.050,00 1050,00 + (5% de 1.000,00) = 1100,00 cionais são também taxas de juros equivalentes.
3° mês = 1.100,00 1100,00 + (5% de 1.000,00) = 1150,00
4° mês = 1.150,00 1150,00 + (5% de 1.000,00) = 1200,00 Juros Compostos
5° mês = 1.200,00 1200,00 + (5% de 1.000,00) = 1250,00
Imagine que você pegou um empréstimo de R$
Ao final do 5° mês você terá recebido 250,00 reais 10.000,00 no banco, cujo pagamento deve ser realiza-
de juros. do após 4 meses, à taxa de juros de 10% ao mês. Ficou
Fórmulas utilizadas em juros simples combinado que o cálculo de juros de cada mês será
feito sobre o total da dívida no mês anterior, e não
somente sobre o valor inicialmente emprestado. Nes-
J=C·i·t te caso, estamos diante da cobrança de juros compos-
M=C+J tos. Podemos montar a seguinte tabela:

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
M = C · (1 + i ·J) MÊS DO EMPRÉSTIMO 10.000,00
Onde, 1º MÊS 11.000,00
J = juros
2º MÊS 12.100,00
C = capital
i = taxa em percentual (%) 3º MÊS 13.310,00
t = tempo 4º MÊS 14.641,00
M = montante
Logo, ao final de 4 meses você deverá devolver ao
TAXAS PROPORCIONAIS E EQUIVALENTES banco R$ 14.641,00 que é a soma da dívida inicial (R$
QUANTITATIVO

10.000,00) e de juros de R$ 4.641,00.


Para aplicar corretamente uma taxa de juros, é Fórmula utilizada em juros compostos
importante saber a unidade de tempo sobre a qual
a taxa de juros é definida. Isto é, não adianta saber
apenas que a taxa de juros é de “5%”. É preciso saber M = C · (1 + i)t
se essa taxa é mensal, bimestral, anual etc. Dizemos
que duas taxas de juros são proporcionais quando Poderíamos ter utilizado a fórmula no nosso exem-
guardam a mesma proporção em relação ao prazo. plo. Veja:
Por exemplo, 12% ao ano é proporcional a 6% ao se- 115
mestre, e também é proporcional a 1% ao mês. M = 10.000 · (1 + 10%)4

.
M = 10.000 · (1 + 0,10)4 log1,2 = t · log 1,01
M = 10.000 · (1,10) 4 log1, 2
t=
log1, 01
M = 10.000 · 1,4641
Logo, questão errada.
M = 14.641,00 reais
Agora vamos treinar o que aprendemos na teo-
Podemos fazer a comparação entre juros simples e
ria com exercícios comentados de diversas bancas.
compostos. Observe a tabela a seguir: Vamos lá!

JUROS SIMPLES JUROS 1. (FEPESE – 2018) Uma TV é anunciada pelo preço de R$


COMPOSTOS 1.908,00 para pagamento em 12 parcelas de 159,00. A
Mais onerosos se t < 1 Mais onerosos se t > 1 mesma TV custa R$ 1.410,00 para paga- mento à vista.
Portanto o juro simples mensal incluído na opção parcelada
Mesmo valor se t = 1 Mesmo valor se t = 1 é:
Juros capitalizados no final Juros capitalizados perio-
do prazo dicamente (“juros sobre a) Menor que 2%.
juros”) b) Maior que 2% e menor que 2,5%.
c) Maior que 2,5% e menor que 2,75%.
Crescimento linear (reta) Crescimento exponencial d) Maior que 2,75% e menor que 3%.
Valores similares para Valores similares para e) Maior que 3%.
prazos e taxas curtos prazos e taxas curtos
1.908 – 1.410 = 498 (juros durante 12 meses)
 Juros compostos — cálculo do prazo: J=C·i·t
498 = 1410 · 12 · i / 100
Nas questões em que é preciso calcular o prazo 49.800 = 16.920i
você deverá utilizar logaritmos, visto que o tempo “t” i = 49.800/16.920
está no expoente da fórmula de juros compostos. A i = 2,94%. Resposta: Letra D.
propriedade mais importante a ser lembrada é que,
sendo dois números A e B, então: 2. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Uma pessoa atrasou em 15
dias o pagamento de uma dívida de R$ 20.000, cuja taxa de
juros de mora é de 21% ao mês no regime de juros simples.
log AB = B · log A Acerca dessa situação hipotética, e considerando o mês
comercial de 30 dias, julgue o item subsequente. No regime
Significa que o logaritmo de A elevado ao expoente de juros simples, a taxa de 21% ao mês é equivalente à taxa
B é igual a multiplicação de B pelo logaritmo de A. de 252% ao ano.
Uma outra propriedade bastante útil dos logarit-
mos é a seguinte: ( ) CERTO ( ) ERRADO

No regime simples, sabemos que taxas propor-


log b BA l = 𝑙𝑜𝑔𝐴 − 𝑙𝑜𝑔B
cionais são também equivalentes. Como temos 12
meses no ano, a taxa anual proporcional a 21%am
Isto é, o logaritmo de uma divisão entre A e B é é, simplesmente:
21% · 12 = 252% ao ano
igual à subtração dos logaritmos de cada número.
Esta taxa de 252% ao ano é proporcional e também
Também é importante ter em mente que “logA”
é equivalente a 21% ao mês. Portanto, o item está
significa “logaritmo do número A na base 10”.
certo. Resposta: Certo.
Observe um exemplo:
No regime de juros compostos com capitalização 3. (FUNDATEC – 2020) Qual foi a taxa mensal de uma
mensal à taxa de juros de 1% ao mês, a quantidade de aplicação, sob regime de juros simples, de um capital de R$
meses que o capital de R$ 100.000 deverá ficar investido 3.000,00, durante 4 bimestres, para gerar juros de R$
para produzir o montante de R$ 120.000 é expressa por: 240,00?

log2,1 a) 8%.
b) 5%.
log1, 01 c) 3%.
d) 2%.
Temos a taxa j = 1%am, capital C = 100.000 e mon- e) 1%.
tante M = 120.000. Na fórmula de juros compostos:
J = 240
M = C · (1+j)t 120.000 C = 3.000
i=?
= 100.000 · (1+1%)t t = 4 bimestres, ou seja, 4 · 2 = 8 meses.
12 = 10 · (1,01)t Substituindo:
J=C·i·t
1,2 = (1,01)t 240 = 3.000 · i · 8
240 = 24.000 · i
Podemos aplicar o logaritmo dos dois lados:

116 log1,2 = log (1,01)t

.
i = 240 / 24.000 M = C · (1+j)t
i = 0,01 ou 1%. Resposta: Letra E. M = 150.000 · (1+0,03)3
M = 150.000 · (1,03)3
4. (VUNESP – 2020) Um capital de R$ 1.200,00, aplicado M = 150.000 · 1,092727
no regime de juros simples, rendeu R$ 65,00 de juros. M = 15 · 10927,27
Sabendo-se que a taxa de juros contratada foi de 2,5% ao M = 163.909,05 reais. Resposta: Letra A.
ano, é correto afirmar que o período da aplicação foi de
7. (FCC – 2017) O montante de um empréstimo de 4
a) 20 meses. anos da quantia de R$ 20.000,00, do qual se cobram
b) 22 meses. juros compostos de 10% ao ano, será igual a
c) 24 meses.
d) 26 meses. a) R$ 26.000,00.
e) 30 meses. b) R$ 28.645,00.
c) R$ 29.282,00.
J = c. i. t/100 d) R$ 30.168,00.
65 = 1.200 · 2,5 · t/100 e) R$ 28.086,00.
65 = 30t
t = 65/30 · 12 Temos um prazo de t = 4 anos, capital inicial C =
t = 26 meses. Resposta: Letra D. 20.000 reais, juros compostos de j = 10% ao ano. O
montante final é:
5. (IBADE – 2019) Juliana investiu R$ 5.000,00, a juros M = C · (1+j)t
simples, em uma aplicação que rende 3% ao mês, durante 8 M = 20.000 · (1+0,10)4
meses. Passados 8 meses, Juliana retirou todo o dinheiro e M = 20.000 · 1,14
investiu somente metade em uma outra aplicação, a juros M = 20.000 · 1,4641
simples, a uma taxa de 5% ao mês por mais 4 meses. O total M = 2 · 14.641
de juros arrecadado porJuliana após os 12 meses foi: M = 29.282 reais. Resposta: Letra C.

a) R$ 1.200,00. 8. (FGV – 2018) Certa empresa financeira do mundo real


b) R$ 1440,00. cobra juros compostos de 10% ao mês para os empréstimos
c) R$ 620,00. pessoais. Gustavo obteve nessa empre- sa um empréstimo de
d) R$ 1820,00. 6.000 reais para pagamento, incluindo os juros, três meses
e) R$ 240,00. depois.
O valor que Gustavo deverá pagar na data do venci- mento
J=C·i·t é:
J= 5.000 · 0,03 · 8
J= 150 · 8 a) 6.600 reais.
J = 1.200 de lucro b) 7.200 reais.
Montante do aplicado com lucro M= C + J c) 7.800 reais.
M = 5.000 + 1.200 d) 7.986 reais.
M = 6.200 montante inicial e lucro e) 8.016 reais.
Nova aplicação de metade que lucrou 6.200 / 2 = 3.100
J=C·i·t Aqui foram dados C = 6.000 reais, i = 10% a m e t = 3
J = 3.100 · 0,05 · 4 meses. Aplicando a fórmula, temos:
J = 155 · 4 M = C · (1 + j)t
J = 620 lucro da nova aplicação M = 6.000 · (1,1)³
Somatório dos lucros: M = 6.000 · 1,331
M = 1.200 + 620 = 1.820 dos lucros. Resposta: Letra D. M = 7.986 reais. Resposta: Letra D.

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
6. (FCC – 2017) A Cia. Escocesa, não tendo recursos para 9. (CEBRASPE-CESPE – 2018) Um indivíduo investiu a
pagar um empréstimo de R$ 150.000,00 na data do quantia de R$ 1.000 em determinada aplicação, com taxa
vencimento, fez um acordo com a instituição finan- ceira nominal anual de juros de 40%, pelo período de 6 meses,
credora para pagá-la 90 dias após a data do vencimento. com capitalização trimestral. Nesse caso, ao final do
Sabendo que a taxa de juros compostos cobrada pela período de capitalização, o montante será de
instituição financeira foi 3% ao mês, o valor pago pela
empresa, desprezando-se os centa- vos, foi, em reais, a) R$ 1.200.
b) R$ 1.210.
a) 163.909,00. c) R$ 1.331.
b) 163.500,00. d) R$ 1.400.
e) R$ 1.100.
QUANTITATIVO

c) 154.500,00.
d) 159.135,00.
e) 159.000,00. Temos a taxa de 40% a. a. com capitalização trimes-
tral, o que resulta em uma taxa efetiva de 40%/4 =
Temos uma dívida de C = 150.000 reais a ser paga 10% ao trimestre. Em t = 6 meses, ou melhor, t = 2
após t = 3 meses no regime de juros compostos, com trimestres, o montante será:
a taxa de j = 3% ao mês. O montante a ser pago é M = C · (1+j)t
dado por: M = 1.000 · (1+0,10)2
M = 1.000 · 1,21
M = 1.210 reais. Resposta: Letra B.
117

.
10. (CEBRASPE-CESPE – 2017) Julgue o item seguinte,  ii = inflação
relativo à matemática financeira.
Considere que dois capitais, cada um de R$ 10.000, Exemplo prático: Após 12 (doze) meses, um inves-
tenham sido aplicados, à taxa de juros de 44% ao mês — tidor teve 25% de rendimento. Sabendo que, nesse
30 dias —, por um período de 15 dias, sendo um a juros
período, a inflação foi de 7%, calcule a taxa real do
simples e outro a juros compostos. Nessa situação, o
montante auferido com a capitalização no regime de juros investimento.
compostos será superior ao montan- te auferido com a
capitalização no regime de juros simples. (1 + 0,25) = (1 + ir) x (1 + 0,07)
(1 + ir) = 1,25/1,07
( ) CERTO ( ) ERRADO ir = 1,17 – 1
ir = 0,17
Veja que a taxa de juros é mensal, e o prazo da apli- ir = 17%
cação foi de t = 0,5 mês (quinze dias).
Quando o prazo é fracionário (inferior a 1 unidade Perceba que a taxa real reflete, com maior preci-
temporal), juros simples rendem mais que juros com- são, o ganho real de um investimento, por considerar
postos. Logo, o montante auferido com a capitalização a perda com a desvalorização causada pela inflação
no regime de juros compostos será inferior ao mon- do período.
tante auferido no regime simples. Resposta: Errado.
Equivalentes
CAPITALIZAÇÃO E DESCONTOS
Taxas Equivalentes são as taxas de juros com uni-
Capitalização e descontos são conceitos da mate-
dades de tempo diferentes que, aplicadas sob o regi-
mática financeira que envolvem a aplicação de
taxas de juros sobre um valor presente ou futuro, me de juros compostos por um mesmo período e a um
respectivamente. mesmo capital, produzem o mesmo montante e, por
A capitalização é o processo de calcular o valor consequência, o mesmo juro.
futuro de um capital, considerando uma taxa de juros Exemplo prático: Qual seria a Taxa composta
e um período de tempo. bimestral Equivalente a 6% ao mês? A Taxa mensal de
Já o desconto é o processo inverso, ou seja, de cal- 6% capitalizada por 2 meses (1 bimestre) será igual a
cular o valor presente de um título, considerando uma que Taxa Equivalente bimestral?
taxa de juros e um prazo de vencimento.
(1 + imensal)2 = (1 + ibimestral)
TAXAS DE JUROS (1 + 0,06)2 = (1 + ibimestral)
1,062 = 1 + ibimestral
Nominal ou Aparente
1,1236 = 1 + ibimestral
As Taxas Aparentes, também chamadas de taxas ibimestral = 1,1236 − 1  ibimestral = 0,1236 ou 12,36%
nominais, são aquelas divulgadas pelo mercado. Ima-
gine uma propaganda sobre uma aplicação financei- Logo, 6% ao mês é equivalente a 12,36% ao
ra a respeito de um CDB com prazo de aplicação de bimestre.
2 (dois) anos e rendimento de 10% ao bimestre, capi- Diferentemente do que ocorre no Regime de Capi-
talizados mensalmente. Esse período corresponde à talização Simples, em Juros Compostos, as Taxas Equi-
taxa aparente ou nominal. Note que se trata de uma valentes não são proporcionais.
taxa de juros em que a unidade de tempo da taxa (ao
bimestre) não é coincidente com a unidade de tempo Proporcionais
do período de capitalização (mensal).
Taxas Proporcionais são taxas de juros que apre-
Dica sentam unidades diferentes de tempo que, quando
aplicadas sobre o mesmo capital, produzirão igual
Nas fórmulas matemáticas de Juros Compostos, não se
montante em regime de juros simples.
pode utilizar a Taxa Nominal ou Aparente.
Exemplo prático: uma taxa bimestral de 6% terá
Real ou Efetiva sua Taxa de Juros mensal igual a:
Pode-se realizar esse cálculo por meio de uma
A Taxa Real representa a remuneração do capital regra de três simples. Vejamos:
em unidades de poder aquisitivo, ou seja, ela repre-
senta as taxas que despontam após ser efetuado o des- 2 meses -------- 6%
conto da inflação. 1 mês ----------- x%
Para calcular a taxa real, usamos a fórmula: 2x = 6
x = 6/2 = 3% ao mês.
(1 + ia) = (1 + ir) + (1 + ii)
A taxa de juros, em regime de capitalização sim-
Onde, ples, comporta-se de maneira linear em relação ao
tempo. Sendo assim, para calcular a taxa proporcio-
118  ia = taxa aparente
nal, basta fazer uma simples regra de três.
 ir = taxa real
Perceba que, nesse regime, a Taxa Equivalente é
igual à Taxa Proporcional.

.
PLANOS OU SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO DE Tabela Price e SAC
EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS: CÁLCULO
FINANCEIRO — CUSTO REAL EFETIVO DE Ao financiar o sonho da casa própria, deve-se esco-
OPERAÇÕES DE FINANCIAMENTO, lher um sistema de pagamento. Para isso, existem as
EMPRÉSTIMO EINVESTIMENTO seguintes opções: tabela Price ou SAC. Aqui, discutire-
mos um pouco a respeito de tais sistemas, para enten-
Sistema de Amortização Constante (SAC) dermos o que de fato eles são, se há alguma diferença,
vantagem e/ou desvantagem entre eles e se um deles
Neste sistema de financiamento, as amortizações é mais barato/acessível que o outro.
são iguais. Elas são calculadas assim: Esses sistemas, basicamente, são formas de amor-
tização e financiamento a longo prazo acertadas ao
𝑨 = 𝑬/𝒏 banco ou à construtora durante o financiamento da
compra de um imóvel: a Tabela Price (Sistema Fran-
Onde: cês de Amortização) e o SAC (Sistema de Amortização
A é o valor da cota de amortização Constante). Ambos, segundo José Mansini, planejador
E é o valor do financiamento (empréstimo) financeiro pela Planejar, “São dois cálculos distintos
que determinam de que forma o comprador do imó-
n é o número de prestações do financiamento
vel irá pagar [amortizar] o empréstimo que ele fez
para este fim. Nestes dois sistemas, será definido o
Devemos conhecer algumas características do
valor da parcela mensal a ser paga”.
SAC. As Amortizações são constantes, os Juros do SAC
são decrescentes e as Prestações no SAC também são Diferenças entre Tabela Price e SAC
decrescentes. Algo que podemos destacar, ainda, é
que os Juros no último período do SAC são iguais ao Há diferenças entre esses dois sistemas de amor-
módulo da razão da PA de decréscimo dos Juros. tização, mas a diferença que mais se destaca diz res-
peito à forma e à rapidez de amortização (diminuição
Sistema Francês de Amortização (SF) gradativa da dívida).
Tal distinção afeta desde o valor das parcelas até
Neste Sistema de Amortização, as Prestações são a quantidade total de juros. No Sistema SAC, tem-se,
constantes e iguais em todos os períodos. Atente-se a inicialmente, prestações com valores mais altos e que
ficam menores no final, pois (como dito anteriormente)
quatro observações que devem ser feitas:
há amortização mensal do valor financiado. Ou seja, da
primeira parcela, até a última, o valor vai caindo, por-
 a forma de cálculo dos juros será a mesma inde-
que há uma diminuição progressiva dos juros.
pendentemente do Sistema de Amortização. Será Na tabela Price, no entanto, as parcelas come-
sempre igual à Taxa de Juros vezes o Saldo Deve- çam mais baixas, mas são estáticas, o que significa
dor inicial do Período; que não sofrem alteração durante todo o período de
 o Saldo Devedor final do período também não financiamento.
muda de cálculo. Será sempre o Saldo Devedor ini-
cial do período menos a Amortização; Vantagens Oferecidas pela Tabela Price e pelo SAC
 no SF, a Prestação é constante;
A escolha é sempre do comprador. Ou seja, cabe a
 diferentemente do SAC, em que as amortizações
ele optar pela forma de pagamento que mais se adequa
eram constantes, no SF, as Amortizações variam e
a sua realidade financeira. A escolha, notadamente,
não há uma fórmula de cálculo direto para elas.
deve levar em consideração o fator de correção —
Devemos primeiro calcular a Prestação, depois, os Taxa Referencial (TR) ou Índice de Preços ao Consu-
Juros, e a Amortização será a diferença entre esses midor Amplo (IPCA) — que julgar mais econômico no
fatores. momento da assinatura do contrato do financiamento.
Contudo, é válido ressaltar que, quando se neces-
No SF, primeiramente, devemos calcular a Presta- sita de financiamento, optar por um prazo mais curto,

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
ção de acordo com a seguinte fórmula: se possível, é sempre o melhor a se fazer. Isso porque,
em financiamentos imobiliários, paga-se juros sobre
- (1 + i)-n (1 + i) n - 1 o saldo devedor. Logo, quanto mais amortização hou-
E=P· ;1 E ou E = P · < F ver, menos gastos com juros terá o comprador.
i i $ (1 + i) n
Pensando nisso, o Sistema de Amortização Cons-
tante (SAC) pode ser mais vantajoso que a tabela Pri-
Posteriormente, calculamos os Juros do período. ce, porque representa uma economia de cerca de 10%,
Os Juros são calculados pela multiplicação da Taxa de em média. A tabela Price possui como vantagem sua
parcela inicial, que, normalmente, é bem menor. No
Juros vezes o Saldo Devedor inicial do período. Veja:
QUANTITATIVO

entanto, pelo SAC, apesar de as parcelas serem maio-


J = i · SD res no começo, há uma amortização maior da dívida,
i inicial i o que leva a uma economia significativa no final.
Para melhor ilustrar esse comparativo entre as
E, por fim, encontramos a Amortização do período. vantagens oferecidas por cada um dos Sistemas (SAC
e Price), veja o quadro a seguir, representando um
P = Ai + Ji → Ai = P – Ji financiamento de R$ 200 mil parcelado em 20 anos,
com juros de 7% ao ano e correção pela TR. Perceba
que a prestação do SAC começa R$ 439 mais cara,
mas o valor total pago no final é quase R$ 30 mil mais
baixo. 119

.
SAC PRICE

Parcela inicial R$ 1.964,16 R$ 1.524,89

Parcela final R$ 838,05 R$ 1.524,89

Total pago R$ 336.264,90 R$ 365.973,34

OUTRA FORMA DE CORREÇÃO POSSÍVEL DAS PRESTAÇÕES DE UM FINANCIAMENTO

A Caixa Econômica Federal divulgou em agosto de 2019 uma nova linha de crédito para aquisição de casa pró-
pria, que possui juros entre 2,95% e 4,95% ao ano, mais a inflação do país, medida pelo IPCA. Disponível somente
para contratos novos, esse novo modelo pode ser usado para financiar até 80% do valor de imóveis novos e usa-
dos, com prazo de até 360 meses.
Importante: a prestação terá seu valor corrigido mensalmente, o que é, geralmente, feito pelo sistema SAC.
O valor da parcela, por sua vez, pode ou não diminuir com o decorrer do tempo, pois depende da trajetória da
inflação, ao passo que, na tabela Price, a correção feita por meio do IPCA descaracteriza totalmente o conceito de
parcelas fixas.
A título de exemplo, leve em consideração o mesmo valor utilizado na situação que vimos anteriormente, de
R$ 200 mil, financiados em 20 anos, diferenciando apenas a taxa, que passa a ser de 4,95%, e uma estimativa de
IPCA de 4%. Aqui, cabe salientar que se trata apenas de uma situação hipotética/simulada, já que não é certa a
previsão da trajetória da inflação por um período tão longo.

SAC PRICE

Parcela inicial R$ 1.645,56 R$ 1.306,69

Parcela final R$ 1.833,30 R$ 2.853,77

Total pago R$ 433.014,03 R$ 475.426,66

Simulação de Financiamento

Para fazer simulações de financiamentos com tabela Price e/ou com o SAC, basta acessar sites de bancos, como
Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander, e fazer as simulações.

Dica
O Sistema Price é um caso específico do Sistema Francês de Amortização. Para fins de prova, em resoluções numéricas,
você irá adotá-las como expressões sinônimas. A única diferença reside na Taxa de Juros do Emprés- timo, ou seja: na Tabela
Price, a Taxa de Juros fornecida é a Nominal. Então, para resolver, você precisa inicial- mente converter a Taxa Nominal em
Taxa Efetiva. Já o Sistema Francês fornece a Taxa Efetiva diretamente.

TAXAS DE RETORNO

Dentre os diversos critérios usados para analisar se dada alternativa de investimento é economicamente viá-
vel ou não, utiliza-se o método do VPL (Valor Presente Líquido).
Basicamente, por meio desse método, realiza-se o cálculo do valor atual dos fluxos de caixa líquidos estipula-
dos para o projeto, que será visto como economicamente viável se o VPL for positivo.
Para o calcular o VPL, iremos fazer o seguinte:
Transportar todas as entradas e saídas de capital para a data “zero” (ou data focal), t = 0, e verificar o valor
resultante. Observação: todas as parcelas são submetidas à mesma taxa de juros, chamada de Taxa Mínima de
Atratividade (TMA). Ou seja, no VPL a taxa de desconto é igual à TMA.
Taxa Mínima de Atratividade significa a rentabilidade mínima que interessa ao investidor. Ou seja, é o
mínimo que se espera de retorno financeiro para determinado investimento. Se o investidor está disposto a
ganhar no mínimo 10% em determinado investimento, então sua TMA é de 10%.
Com que critério ele pode decidir isso? Esses fatores costumam ser subjetivos e podem levar em consideração
os riscos, a liquidez ou o que o investidor deixará de ganhar (custo de oportunidades). Por exemplo, um dinheiro
“parado” na poupança rende 10%? Caso sim, pode não ser interessante para o investidor investir em algo mais
arriscado para ganhar o mesmo que ganharia com o dinheiro “parado” na poupança. Logo, sua TMA é de 10%. É
o mínimo que ele está disposto a ganhar.

Importante!
A TMA também pode ser chamada de custo de capital ou custo de oportunidade.

120

.
Antes de vermos o cálculo, saiba que o VPL pode d) recebido doses de Placebo tem probabilidade 250% maior
ter três possíveis resultados: de não prevenir os sintomas da doença do que a que tenha
recebido doses do Medicamento.
 VPL > 0: neste caso, o investimento é atrativo e) recebido doses do Medicamento tem três vezes mais chance
(viável); de prevenir os sintomas da doença do que a que tenha
recebido doses de Placebo.
 VPL = 0: o investimento não traz nem lucro nem
prejuízo (neutro);
3. (CESGRANRIO — 2023) Após uma festa de casamen- to,
 VPL < 0: o investimento não é atrativo (inviável). a anfitriã percebeu que foram esquecidos quatro telefones
celulares. Na manhã seguinte, enviou uma mensagem para
Existe uma taxa que torna o VPL nulo: a Taxa o grupo de convidados pelo WhatsA- pp sobre o
Interna de Retorno (TIR), que estudaremos mais à esquecimento, e apenas quatro pessoas não responderam,
frente. fazendo com que ela presumisse, corretamente, que estas
No cálculo do VPL, somam-se todos os fluxos de quatro pessoas seriam os proprietários dos telefones. Para
entrada e saída do projeto, que devem ser trazidos devolvê-los, a anfi- triã preparou quatro envelopes, cada
para data zero. um contendo um dos endereços desses quatro proprietários.
Ato contínuo, colocou aleatoriamente cada celular em um
envelope e os despachou para uma entrega expressa.

A probabilidade de que apenas um desses quatro con- vidados


HORA DE PRATICAR! tenha recebido o seu próprio celular é de
1. (CESGRANRIO — 2021) Os alunos de certa escola a) 3/4
formaram um grupo de ajuda humanitária e resolve- ram b) 2/3
arrecadar fundos para comprar alimentos não perecíveis. c) 1/2
Decidiram, então, fazer uma rifa e vende- ram 200 tíquetes, d) 3/8
numerados de 1 a 200. Uma funcio- nária da escola resolveu
e) 1/3
ajudar e comprou 5 tíquetes. Seus números eram 75, 76, 77,
78 e 79. No dia do sor- teio da rifa, antes de revelarem o 4. (CESGRANRIO — 2023) Para melhorar a educação
ganhador do prêmio, anunciaram que o número do tíquete financeira de seus clientes quanto ao uso do crédito, um
sorteado era par. Considerando essa informação, a banco contratou uma empresa de análise de ris- co, que
funcionária con- cluiu acertadamente que a probabilidade classifica os clientes quanto à propensão de usar o cheque
de ela ser a ganhadora do prêmio era de especial, em dois tipos: A e B, sendo o tipo A propenso a
usar o cheque especial, e o tipo B, a não usar o cheque
a) 1,0% especial. Para uma determinada agência, um estudo da
b) 2,0% empresa mostrou que a proba- bilidade de um cliente tipo A
c) 3,0% usar o cheque especial, em um intervalo de um ano, é de
d) 4,0% 80%. Já para o tipo B, a probabilidade de usar é de 10%, no
e) 5,0% mesmo inter- valo de tempo. Considere que, nessa agência,
30% dosclientes são considerados do tipo A.
2. (CESGRANRIO — 2018) Define-se como chance a razão
entre a probabilidade de sucesso, p, e a pro- babilidade de Nesse contexto, se um cliente entrou no cheque especial, a
fracasso de um evento, 1 – p. Um experimento duplamente probabilidade de que seja do tipo A, é de,
cego foi conduzido para avaliar a eficácia de um novo aproximadamente,
medicamento na pre- venção do sintoma de uma doença.
Uma amostra de 280 voluntários foi alocada ao acaso a a) 65%
cada um dos Tratamentos: placebo e medicamento. Ao final b) 70%
de um mês, as condições dos voluntários foram observadas e c) 77%

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
resumidas no quadro abaixo: d) 82%
e) 85%

5. (CESGRANRIO — 2023) A equação da paridade dos


NÃO juros, a descoberto, estabelece que:
PREVENI TOTA
PREVENI
U L Taxa de juros interna – taxa de juros externa = expec- tativas
U
Placebo 35 105 140 de depreciação da moeda nacional em relação ao Dólar
americano + risco-país
Medicamento 14 126 140 Admita-se que a deterioração de indicadores
macroeconômicos fundamentais no Brasil, como o déficit
QUANTITATIVO

Com base no quadro49acima, pode-se


Total 231concluir que uma
280
pessoa que tenha fiscal e o déficit em transações correntes do balanço de
pagamentos, provoque o aumento do risco-país e a fuga de
capitais estrangeiros do Brasil.
a) sido submetida ao medicamento tem chances de não
prevenir os sintomas da doença de 10%.
Se a equação de paridade dos juros for aplicada ao caso
b) sido submetida ao medicamento tem probabilidadede não
brasileiro, supondo-se que todos os demais indicadores
prevenir os sintomas da doença de 1/3.
c) recebido doses de Placebo tem chance de prevenir os econômicos permaneçam constantes, para que os influxos de
sintomas da doença de 75%. capitais estrangeiros no Brasil voltem a se estabilizar, será
necessário

121

.
a) aumentar o risco-país. O valor mais próximo do aumento percentual das des- pesas
b) aumentar a taxa de juros externa. totais em 2013, na comparação com 2012, é igual a
c) aumentar a taxa de juros interna.
d) reduzir a taxa de juros interna. a) 8,9%
e) depreciar o Real brasileiro em relação ao Dólar b) 9,1%
americano. c) 9,3%
d) 9,5%
6. (CESGRANRIO — 2023) Uma empresa estava patroci- e) 9,7%
nando um evento musical e resolveu presentear alguns de seus
melhores clientes com ingressos para o even- to. Para cada 9. (CESGRANRIO — 2023) Duas agências bancárias
um dos 30 clientes solteiros, foi enviado um envelope com receberam, cada uma, 1200 panfletos informativos sobre os
apenas um ingresso, e, para cada um dos 40 clientes fundos de investimento que oferecem. Há três tipos de
casados, foi enviado um envelope com dois ingressos. Antes panfletos: um sobre os fundos conser- vadores, outro sobre
de serem enviados por cor- reio, o conjunto de envelopes fundos moderados, e o restante sobre fundos agressivos. A
com dois ingressos foi pesado, dando uma massa total de agência 1 recebeu seus 1200 panfletos em partes
5720g, ao passo que a pesagem do conjunto de envelopes proporcionais a 2, 3 e 5, referentes aos tipos sobre fundos
com apenasum ingresso indicou uma massa total de 3090g.
conservadores, moderados e agressivos, respectivamente.
Analo- gamente, a agência 2 recebeu os seus panfletos
Sabendo-se que os cônjuges dos clientes não eram clientes em partes proporcionais a 1, 4 e 7. Quantos panfletos sobre
da empresa e que os envelopes, assim como os ingressos,
fundos agressivos a agência 2 recebeu a mais do que a
eram idênticos, qual é a massa, em gramas, de cada
agência 1?
ingresso?
a) 100
a) 30
b) 140
b) 33
c) 200
c) 40
d) 240
d) 56
e) 600
e) 63
10. (CESGRANRIO — 2018) Em uma lanchonete, foram
7. (CESGRANRIO — 2022) Sejam x1, x2 e x3 números reais.
produzidos 120 litros de refresco de laranja, adicionan- do-se
30 litros de água a 90 litros de suco de laranja. Em um
A média aritmética desses três números é maior que zero
se, e apenas se, restaurante, foi produzida uma quantidade menor de
refresco de laranja, segundo a mesma pro- porção usada na
lanchonete, gastando- se apenas 15litros de suco de laranja.
a) x2 > 0
b) x1 + x2 + x3 > 0
Quantos litros de refresco de laranja foram produzi- dos no
c) x1 > 0 ; x2 > 0 ; x3 > 0
total por ambos os estabelecimentos?
d) x1 . x2 . x3 > 0
e) xi < 0 para, no máximo, um valor de i entre 1, 2 e 3
a) 140
8. (CESGRANRIO — 2018) A Tabela abaixo apresenta o b) 150
relatório sintetizado, com a discriminação das des- pesas de c) 165
uma empresa nos anos de 2012 e 2013. Considere que a d) 180
última linha e) 210
Despesas pordanatureza
Tabela expressa 2013
o total das despesas,
2012 em
cada ano.
Despesas com pessoal (346.154) (314.742) 11. (CESGRANRIO — 2023) Considere que, em média, dois
Depreciação e funcionários de um banco atendam 80 clientes em um
(69.592) (63.000) período de 5 horas. O banco deseja montar uma equipe de
amortização
funcionários para atender 500 clientes em, no máxi- mo, 8
Serviços de fretes, horas. Diante da média de atendimentos conside- rada e da
(267.996) (240.825)
aluguéis intenção do banco, qual é o número mínimo de funcionários
a serem utilizados na equipe?
Materiais aplicados no
engarrafamento e (21.245) (23.473)
requalificação a) 5
b) 7
Publicidade e c) 8
(13.675) (10.112)
propaganda d) 10
e) 20
Outros (76.986) (78.318)
(795.648) (730.470) 12. (CESGRANRIO — 2023) Um carro partiu de um ponto A
até um ponto B andando com uma velocidade constan- te de
Disponível em: <[Link] 80 km/h. Posteriormente o carro refez o mesmo percurso,
connect/db53a880443c0a4d8711ef8691413afc/orcamento_ mas agora com velocidade constante igual a 100 km/h, e
investimento. pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=ROOTWORKSPA gastou 30 minutos a menos do que na pri- meira vez. Quanto
CE-db53a880443c0a4d8711ef8691413afc-kpHXXCY>. Acesso em: 8 tempo o carro levou para ir do ponto A ao ponto B, na
abr. 2018. Adaptado
122 primeira vez?

.
a) 3h 1
b) 2h30min d) -2
c) 2h 3
d) 1h50min e) 2
e) 1h30min
17. (CESGRANRIO — 2023) Três novas agências de um
13. (CESGRANRIO — 2023) Agora, são H horas e M minu- banco estão sendo criadas, e alguns poucos mate- riais
tos. Considerando-se apenas as 24 horas do dia de hoje, 3/7 ainda precisam ser comprados.
do tempo que já se passou correspondem exatamente ao
tempo que falta para a meia-noite. A Tabela a seguir mostra esses materiais e suas res-
pectivas quantidades, pedidas por cada uma dessas
Dessa forma, H + M é igual a agências. Sabe-se que todos os armários são idênti- cos e
têm o mesmo preço, o mesmo ocorrendo com as mesas e
com as cadeiras.
a) 19
b) 24
c) 37 Custo
Armário Mesa Cadeira
d) 64 total (R$)
e) 96 Agência X 4 7 10 7500
Agência Y 1 2 3 2080
14. (CESGRANRIO — 2023) Um fabricante sabe que o custo
de produção de 1.000 pares de chinelos é de R$ 8.800,00 e Agência Z 2 2 2 ?
que o custo para a produção de 400 pares é de R$ 4.900,00.
Considere que o custo de pro- dução C(x) de x pares de O custo total da compra do material para a Agência Z, em
chinelos é dado pela função definida por C(x) = ax + b, em R$, é de
que b indica o custo fixo.
a) 2.200,00
Sendo assim, o custo de produção de 2.000 pares de b) 2.380,00
chinelos, em reais, é igual a c) 2.460,00
d) 2.520,00
a) 24.500,00 e) 2.740,00
b) 17.600,00
c) 15.300,00 18. (CESGRANRIO — 2021) Uma pessoa está planejando
d) 13.600,00 comprar uma geladeira no valor de R$1.300,00, no futuro.
e) 12.400,00
Sabendo-se que ela pretende gastar exatamente esse valor e
15. (CESGRANRIO — 2023) J convenceu o diretor de um curso que dispõe de um capital de R$1.000,00, que será aplicado
preparatório a abrir uma turma especialmente para o concurso no dia de hoje a uma taxa de juros simples de 1,5% ao mês,
em que ele pretende se inscrever, e compro- meteu-se a trazer qual será o prazo dessa apli- cação, em meses, para que ela
mais alunos para formar essa turma. consiga comprar a geladeira à vista, o mais rápido possível?

O diretor do curso estabeleceu a seguinte condição: a) 2


— Uma sala com 70 lugares, ou seja, com capacida- de b) 16
para até 70 estudantes, será disponibilizada para a turma, c) 20
desde que cada estudante, incluindo você, J, pague d) 50
mensalmente R$ 660,00, mais R$ 30,00 por cada lugar e) 200
vago.
Considerando-se a condição estabelecida pelo diretor, para 19. (CESGRANRIO — 2018) Uma empresa faz uma apli-

MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO LÓGICO E
que o curso tenha arrecadação mensal máxima com essa cação no valor de R$ 1.000.000,00, em um fundo que
turma, ela deverá ter exatamente x estudantes. remunera a uma taxa de 1% ao mês, no regime de juros
compostos. Após dois anos, a empresa resgatou o dinheiro,
Dividindo-se x por 5, obtém-se resto igual a pagando exatamente duas taxas, ambas apli- cadas sobre os
juros da operação, sendo elas: 15% de imposto de renda e
a) 0 10% de taxa de performance. Con- sidere para os cálculos
b) 1 que 1, 01 = 1, 27. 24

c) 2
d) 3 O valor mais próximo da rentabilidade líquida (já des-
e) 4 contadas as taxas) da operação, em reais, é igual a
QUANTITATIVO

16. (CESGRANRIO — 2023) O quadrado de um número real a) 60.000,00


2 2
x é representado por x , e é definido por x = x.x. b) 67.500,00
2
c) 202.500,00
A condição x ≤ x é FALSA quando x é igual a d) 245.000,00
e) 270.000,00
a) 0
1 20. (CESGRANRIO — 2023) Para fugir dos riscos da pan-
b) demia, uma família comprou um terreno na serra, por meio
2
c) 1 de um financiamento realizado em 120 parcelas
123

.
mensais, no sistema SAC (Sistema de Amortização
Constante), a uma taxa de juro de 0,8% ao mês, sendo a
primeira prestação paga um mês após a assinatura do
contrato. Do valor do terreno, a família optou por financiar
240 mil reais. Assim, considerando-se ape- nas as
premissas fornecidas, o saldo devedor da família,
imediatamente após as 12 primeiras presta- ções pagas,
será, em reais, de, aproximadamente,

a) 215.000,00
b) 216.000,00
c) 228.000,00
d) 238.000,00
e) 239.000,00

 GABARITO

1 B
2 E
3 E
4 C
5 C
6 C
7 B
8 A

9 A
10 A
11 C
12 B
13 D
14 C
15 B
16 B
17 D
18 C
19 C
20 B

ANOTAÇÕES

124

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