Terraplenagem ou movimento de terras, pode ser entendida como o conjunto
de operações necessárias para remover a terra dos locais em que se encontra em
excesso para aqueles em que há falta, tendo em vista um determinado projeto a
ser implantado.
Terraplenagem Manual: Até o aparecimento dos equipamentos
mecanizados e mesmo depois, a movimentação das terras (escavação e/ou
terraplenagem) era feita pelo homem, utilizando ferramentas tradicionais: pá e
picareta para o corte, carroças ou vagonetas com tração animal para o
transporte.
Terraplenagem Mecanizada: Entretanto, o aparecimento dos
equipamentos mecanizados surgidos em conseqüência do desenvolvimento
tecnológico, tornava competitivo o preço do movimento de terras. Apesar do
elevado custo de aquisição dessas máquinas e da mão-de-obra cada vez mais
cara, a terraplenagem mecânica se desenvolveu de forma bem viável em razão
de sua alta produtividade. A mecanização surgiu em conseqüência de: a)
Escassez e encarecimento da mão-de-obra causada, sobretudo, pela
industrialização. b) Alta eficiência mecânica dos equipamentos, traduzindo-se
em grande produtividade, a qual conduzia a preços mais baixos, se comparados
com os obtidos manualmente, especialmente em razão da redução de mão-de-
obra.
Características da Terraplenagem Mecanizada: Assim, a
mecanização caracteriza-se por: a) Requerer grandes investimentos em
equipamentos de alto custo; b) Exigir serviços racionalmente planejados e
executados, o que só pode ser conseguido através de empresas de alto padrão de
eficiência; c) Reduzir substancialmente a mão-de-obra empregada, mas, por
outro lado, provocando a especialização profissional e, conseqüentemente,
melhor remuneração; d) Permitir a movimentação de grandes volumes de terras
em prazos curtos, graças à eficiência de operação e, sobretudo, pela grande
velocidade no transporte, o que leva a preços unitários extremamente baixos,
apesar do custo elevado do equipamento.
Operações Básicas de Terraplenagem (Ciclo de Operação):
a) Escavação; b) Carga do material escavado; c) Transporte; d) Descarga e
espalhamento.
ESTUDO DOS MATERIAIS DE SUPERFÍCIE
2.1- Conceitos: A superfície terrestre é constituída de vários elementos.
Mas, de uma maneira geral, para fins de terraplenagem, é constituída de:
rochas e solos.
Segundo a ABNT: a) Rochas: materiais constituintes essenciais da crosta
terrestre provenientes da solidificação do magma ou de lavas vulcânicas ou da
consolidação de depósitos sedimentares, tendo ou não sofrido transformações
metamórficas. Esses materiais apresentam elevada resistência, somente
modificável por contatos com o ar ou a água em casos muito especiais. b)
Solos: materiais constituintes especiais da crosta terrestre provenientes da
decomposição in situ das rochas pelos diversos agentes geológicos, ou pela
sedimentação não consolidada dos grãos elementares constituintes das rochas,
com adição eventual de partículas fibrosas de material carbonoso e matéria
orgânica coloidal.
Terminologia Segundo as Dimensões
Rochas a) Bloco de Rocha - pedaço isolado de rocha com diâmetro médio
superior a 1 m; b) Matacão - pedaço de rocha com diâmetro médio superior a
25 cm e inferior a 1m; c) Pedra - pedaço de rocha com diâmetro médio
compreendido entre 7,6 cm e 25 cm. OBS.: Rocha Alterada é a que
apresenta, pelo exame macroscópico ou microscópico, indícios de alteração de
um ou vários de seus elementos mineralógicos constituintes, tendo geralmente
diminuídas as características originais de resistência.
Solos a) Pedregulho - solos cuja propriedades dominantes são devidas à
sua parte constituída pelos grãos minerais de diâmetros superiores a 4,8 mm e
inferiores a 76 mm; b) Areia - solos cujas propriedades dominantes são
devidas à sua parte constituída pelos minerais de diâmetro máximos superiores a
0,05 mm e inferiores a 4,8 mm; c) Silte - solo que apresenta apenas a coesão
para formar, quando seco, torrões facilmente desagregáveis pela pressão dos
dedos; suas propriedades dominantes são devidas à parte geralmente constituída
pelos grãos de diâmetros máximos superiores a 0,005 mm e inferiores a 0,05
mm; d) Argila - solo que apresenta características marcantes de plasticidade;
quando suficientemente úmido molda-se facilmente em diferentes formas;
quando seco apresenta coesão bastante para constituir torrões dificilmente
desagradáveis por pressão dos dedos; suas propriedades dominantes são devidas
à parte constituída pelos grãos de diâmetros máximos inferiores a 0,005 mm; e)
Solos Misturados - os solos em que não se verifiquem nitidamente as
predominância de propriedades anteriormente referidas serão designados pelo
nome do tipo de solo, cujas propriedades sejam mais acentuadas, seguido de
adjetivos correspondentes aos que o completam. Por exemplo: argila arenosa,
argila silto-arenosa, silto-argiloso, micáceo com areia fina. f) Solos com
Matéria Orgânica - caso um dos tipos acima apresente teor apreciável de
matéria orgânica será anotada sua presença. Exemplo: argila arenosa com
matéria orgânica; g) Turfas - solos com grandes porcentagens de partículas
fibrosas de material carbonoso ao lado de matéria orgânica do estado coloidal;
h) Alteração de Rocha - é o solo proveniente da desagregação das rochas in
situ pelos diversos agentes geológicos. Será descrito pela respectiva textura,
plasticidade e consistência ou compacidade, sendo indicados ainda o grau de
alteração e, se possível, a rocha de origem; i) Solos Superficiais - a zona
abaixo da superfície do terreno natural, igualmente constituída de mistura de
areias, argilas e matéria orgânica, exposta à ação dos fatores climáticos e de
agentes de origem vegetal e animal será designada simplesmente como solo
superficial.
2.3 – Desmonte Sob o ponto de vista da terraplanagem, os fatores que
influenciam no desmonte são: a) Rochas o Grau de Compacidade
(Estado de alteração, provocado por diversos agentes materiais, reduzindo as
suas características originais de resistência mecânica).
b) Solos o Teor de umidade o Tamanho e forma das partículas o Vazios do
solo
2.4 - Classificação dos solos segundo a capacidade de
escavação Após a mecanização, a classificação passou a se basear no
equipamento capaz de realizar economicamente o desmonte. 1a Categoria:
os solos que podem ser escavados com auxílio de equipamentos comuns: trator
de lâmina, “motoscraper”, pás-carregadeiras. 2a Categoria: são os
materiais removidos com os equipamentos já citados, mas que pela sua maior
consistência exigem um desmonte prévio feito com escarificador ou emprego
descontínuo de explosivos de baixa potência. 3a Categoria: materiais de
elevada resistência mecânica que só podem ser tratados com emprego exclusivo
de explosivos de alta potência.
SERVIÇOS DE TERRAPLENAGEM
3.1 – Serviços Preliminares:- Tomar Conhecimento da Concorrência -
Estar Tecnicamente / Financeiramente apto a compra do edital – Efetuar visita
técnica ao local - Estudo do Projet - Pessoal com experiência - Planta Topográfica
- Projeto do Greide - Cálculo de Áreas - Cubação dos Volumes - Estudo das
Especificações Técnicas - Organização das Cadernetas - Inspecionar os Trechos –
Preços.
Providências ao Iniciar uma Obra
- Aluguel ou compra de equipamento mecânico - Transporte de equipamento
para o local de serviço - Determinação dos caminhos (estradas) de serviço -
Terraplenagem e drenagem da área destinada ao acampamento (alojamento,
refeitório, oficinas e etc.) - Obtenção de fornecimento de energia e água das
concessionárias (ligações provisórias) – Recrutamento do pessoal técnico,
administrativo e operário (sempre que possível utilizar mão de obra da cidade
mais próxima da obra).
3.3 - Canteiro de Obras - Instalação provisória de uma obra fixa – O
canteiro, sempre que possível, deverá estar situado: a) próximo a uma cidade b)
próximo a estradas existentes c) proximidade com instalações de água e energia
elétrica d) próxima ao local da obra e) fora do local que possa ser atingida pela
obra (evitando mudanças no canteiro).
Máquinas Motrizes: São máquinas que produzem sua própria energia
para a execução do trabalho como, tratores de rodas ou de esteira,
compressores, etc. Quando convenientemente equipadas podem realizar os
serviços quaisquer.
Máquinas Operatrizes ou Rebocadas: São máquinas que acionadas
pelas máquinas motrizes realizam diretamente o trabalho. Ex.: scraper,
escarificadores, compactadores.
4.2 – Potência Potência Necessária: É aquela que se precisa para se
executar um certo trabalho, seja puxando ou empurrando uma carga. Potência
Disponível: É aquela que a máquina pode fornecer para executar um trabalho
(máxima potência da máquina). Potência Usável: É a potência que podemos
utilizar em cada máquina, limitada pelas condições locais (superfície do terreno).
Unidades de tração: Esteiras: De modo geral, as esteiras exercem pressões
sobre o terreno portante da ordem de 0,5 a 0,8 kg/cm2 aproximadamente, igual
à pressão exercida por um homem em pé, sobre o [Link]ático: Os
equipamentos de rodas, ao contrário, transmitem ao terreno pressões de contato
da ordem de 3 a 6 kg/cm2.
Características das unidades tratoras:
a) Esforço Trator: É a força que o trator possui na barra de tração (no caso
de esteiras) ou nas rodas motrizes (no caso de tratores de rodas) para executar as
funções de rebocar ou de empurrar outros equipamentos ou implementos.
b) Velocidade: É a velocidade de deslocamento da máquina, que depende,
sobretudo do dispositivo de montagem (esteiras ou rodas).
c) Aderência: É a maior ou menor capacidade do trator de deslocar-se sobre
os diversos terrenos ou superfícies revestidas, sem haver o “patinamento” ou
deslizamento da esteira (ou dos pneus) sobre o solo (ou revestimento) que o
suporta.
d) Flutuação: É a característica que permite ao trator deslocar-se sobre
terrenos de baixa capacidade de suporte, sem haver o afundamento excessivo da
esteira, ou dos pneus, na superfície que o sustenta.
e) Balanceamento: É a qualidade que deve possuir o trator, proveniente
de uma boa distribuição de massas e de um centro de gravidade a pequena
altura do chão, dando-lhe boas condições de equilíbrio, sob as mais variadas
condições de trabalho (terrenos inclinados).
a) Trator de Esteira é ideal para: o Esforços tratores elevados o Rampas de
grande declividade o Terrenos de baixa capacidade de suporte. Não possuem
grandes velocidades de operação (tabela 4.1), com isto resulta em baixa
produtividade.
b) Trator de Rodas é ideal para: o Topografia favorável o Condições de bom
suporte o Boas condições de aderência. As máquinas de pneu são insuperáveis,
tendo velocidade elevada, significando maior produção.
Tipos de Lâminas a) Lâmina fixa ou reta: Faz apenas movimentos
verticais. b) Angledozer: realiza movimentos verticais e angulações na
horizontal. c) Tilt-Dozer: realiza movimentos verticais e angulações na vertical.
d) Placas para Pusher: utilizada para que uma unidade tratora possa auxiliar a
outra (empurrar) obtendo um ganho de potência, sem danificar a lâmina.
Lâminas Especiais: a) Universal - “U” o Para grandes cargas o Para
grandes distâncias o Utilizada para solos de baixa resistência ao corte o Evita
perdas laterais o Tilt-Dozer
b) Reta - “S” o Para materiais resistentes o Pode-se adaptá-la com placa para
“pusher” para rebocar motoscrapers
c) Angulável - “A” o Utilizada 90º com eixo da unidade tratora o Utilizada 25º
para cada lado na vertical o Escavação de meia encosta o Valetas o Reaterro
d) Amortecedora - “C” o Tratores de grande porte o Apoio ao motoscrapers o
Largura reduzida
[Link] - Outros Implementos
a) Escarificador ou “Ripper”: Utilizado para terraplenagem em material de 2a
categoria, remoção
de camadas de asfalto e outros. São acoplados na traseira de unidades tratoras e
munidos depistões hidráulicos de duplo sentido com bomba de alta pressão.
Scraper Rebocado O scraper rebocado consiste numa caçamba montada
sobre dois eixos com pneumáticos para acionamento da lâmina, normalmente
tracionado por trator de esteira ou rodas.
Scraper Automotriz ou Motoscraper O scraper automotriz ou
motoscraper consta de um scraper de único eixo que se apoia sobre um
rebocador de um ou dois eixos, através de um dispositivo chamado pescoço. A
razão dessa montagem reside no ganho de aderência que as rodas motrizes
(dianteiras) do trator passam a ter, em conseqüência do aumento do peso que
incide sobre as mesmas (Peso Aderente).
O Pusher-Pull é o aproveitamento dos motores dos motoscrapers que vão se
acoplar e se ajudarem mutuamente na operação de corte/carga. Enquanto a
máquina da frente corta/carrega é auxiliada pela outra que fornece o esforço
trator adicional necessário e posteriormente traciona o outro para o seu
carregamento.
a) Motoscrapers com 2 motores: esse equipamento possui o eixo traseiro
também provido de força motriz. São denominados de “Twins”, ou seja,
motores geminados que funcionam em conjunto através de um só
[Link]: o maior potência o maior aderência o trabalho em
rampas mais acentuadas o maior volume transportado
b) Motoscraper com elevador: Na parte dianteira da caçamba coloca-se um
elevador inclinado, com palhetas, acionado por motor elétrico ou por sistema
hidráulico independente. Esta montagem elimina o pusher ou o pusher-pull,
pois diminui bastante o atrito do solo com a parte interna da caçamba. Nesse
caso só se utiliza 2 motores quando da necessidade de vencer grandes rampas.
Unidades Escavo-Carregadeira (carregadeiras e
escavadeiras)
São as unidades que “escavam” e “carregam” o material para um outro
equipamento, que o transporta até o local da descarga, de modo que o ciclo
completo da terraplenagem, compreendendo as quatro operações básicas, é
executado por duas máquinas distintas.
Carregadeiras Chamadas também de pás-carregadeiras podem ser
montadas sobre esteiras ou rodas (mais utilizada) com pneus. Normalmente a
caçamba é instalada na parte dianteira e a mesma varia de posição da escavação
até a de descarga (não é “fixa” como as lâminas).
Escavadeiras Também chamadas de pás-mecânicas, são
equipamentos que trabalham basicamente parados. Podem ser montados sobre
esteiras, rodas e até mesmo trilhos.
- Características das Escavadeiras: _ Normalmente montadas sobre esteiras _
Giro de 360º _ Esteiras Lisas, sem garras e de maior largura (menor tensão no
solo) _ Boa flutuação _ Baixo Balanceamento _ Deslocamento: Velocidade média
= 1,5 km/h (utilizada para pequenas distâncias) _ Para deslocamentos em
distâncias maiores utilizam-se carretas especiais para o
transporte do equipamento
Principais tipo de lanças utilizadas:
a) Pá Frontal ou “SHOVEL”: ângulo de inclinação da lança de 35º a 65º. A
caçamba é provida de dentes para facilitar o corte.
b) Caçamba de Arrasto ou “DRAG-LINE”: a lança “Drag-Line” ou draga de
arrasto permite variação do ângulo entre 25º e 40º. Destinada a escavar abaixo
do terreno em que a máquina se apoia. Utilizado para escavar materiais pouco
compactados ou moles, mesmo que possuam alto teores de umidade. É o
equipamento convencional que possui o maior raio de alcance.
c) Caçamba de Mandíbulas ou “CLAM-SHELL”: a lança é constituída de duas
partes móveis, comandadas por cabos que podem abrir ou fechar a caçamba com
mandíbulas, possuindo superfícies de corte ou dentes. É apropriado para a
abertura de valas de pequenas dimensões, sobretudo quando há obstáculos com
escoramentos, tubulações subterrâneas, etc.
d) Retroescavadeira ou “BACK-HOE”: semelhante a “Shovel”, diferindo
apenas em relação ao posicionamento da caçamba. A escavação se faz no sentido
de cima para baixo. O movimento da máquina é em marcha a ré. Escava solos
mais compactados e mais resistente.
São unidades de transportes os:
_ Caminhão Basculante Comum-São Unidades transportadoras básicas em
serviços de terraplenagem, dotadas de caçamba que bascula para a parte traseira
do veículo, descarregando sua carga. _ Vagões- São unidades de grande porte,
com grande capacidade volumétrica, geralmente rebocados por unidades
tratoras de pneus, semelhantes aos utilizados nos “motoscrapers”. _ Dumpers-
São caminhões com comandos hidráulicos duplos que podem descarregar nas
laterais do próprio veículo (nos dois sentidos). _ Caminhões Fora de Estrada (off-
roads) - Equipamento utilizado para serviços pesados. Necessita estrada especial
devido a sua baixa flutuação. Possuem caçambas com capacidade acima de 10
m3 , podendo atingir 100 toneladas de carga útil com motores até 1000 HP
(cavalo vapor).
A compactação do solo se dá através da ação de uma força ou combinações de
quatro forças que atuam simultâneas:
a) Pressão Estática: na compactação estática, as cargas, em unidades de
peso aplicadas por rolos, produzem forças de resistência ao corte por
deslizamento, fazendo com que as partículas se cruzem entre si. A compactação
acontece quando as forças aplicadas rompem o estado natural de ligação das
partículas e as modificam para uma posição mais estável dentro do material. Os
chamados rolos compactadores lisos operam segundo este princípio e seu
desempenho é influenciado por quatro fatores: carga do eixo, largura e diâmetro
do rolo e velocidade de operação. b) Impacto: força de compactação muito
maior que uma carga estática equivalente. Isto acontece porque o peso em
queda transforma a sua velocidade em energia quando do impacto, gerando uma
onda de pressão para dentro do solo.
c) Vibração: é a mais complexa força de compactação. As máquinas
vibratórias produzem uma rápida seqüência de ondas de pressão que se
espalham em todas as direções, eliminando com eficiência os vazios entre as
partículas a compactar. Quando se aplica pressão, as partículas tendem a se
reorientar e se adensar (menor porosidade).
Os compactadores vibratórios baseiam-se em 3 princípios: • Força centrífuga •
Amplitude • Freqüência. d) Manipulação: é a segunda força de
compactação, reordenando e adensando as partículas por amassamento. Ela
se aplica, principalmente, na superfície das camadas de material solto. O
adensamento no sentido longitudinal e transversal é essencial quando se
compactam solos muito estratificados, como nos solos argilosos. É também o
processo preferido na compactação da camada final de asfalto. A manipulação
ajuda a fechar as mais finas rachaduras por onde penetra a umidade e provoca
rápida deterioração do asfalto. Os rolos pé-de-carneiro e os de pneus são
projetados especificamente para esta operação.
Rolo Vibratório: Se baseiam no princípio de redistribuição de partículas
para diminuir a porosidade do solo e aumentar a densidade. Eles são de dois
tipos: rolo liso e rolo com pés. Os rolos vibratórios lisos geram três forças de
compactação: pressão, impacto e vibração. Os rolos com pés geram ainda a
força de manipulação. É de se supor que a compactação é uniforme sobre toda a
camada solta durante a compactação vibratória.
Rolo Pneumático: São usados em operações de pequeno a médio porte,
principalmente em materiais de base granulares, trabalhados com lâmina. Pneus
não se recomendam para operações de alta produção em projetos de aterro com
grossas camadas d material solto.
Rolos Combinados: São equipamentos com eixos compostos de tipos
diferentes de rolos ou dispositivos. Como exemplo pode-se citar máquinas
tratoras com eixo dianteiro de rolo liso e eixo traseiro pneumático.
Rolos Especiais Pode-se necessitar de rolos para várias funções diferentes que
não somente a compactação pura e simples, como por exemplo, a compactação e
espalhamento de detritos em aterros sanitários. Dessa forma utiliza-se um
dispositivo especial para aterros sanitários dotado de lâmina reta e rolos
compactadores com pés.
Fatores que Influenciam na Resistência ao Rolamento: _
Condições do Solo _ Fricção Interna _ Flexibilidade dos Pneus _ Penetração na
superfície do Solo _ Peso nas Rodas _ Pressão dos Pneus _ Desenho na Banda de
Rodagem dos Pneus
Resistência de Rampa É a força de gravidade que deve ser superada ao
subir uma ladeira. Ela age contra o peso total de qualquer veículo de esteiras ou
de rodas. Quando uma rampa é ascendente ou adversa, o resultado é um
requisito maior de potência. A resistência de rampa é neste caso, uma força
contrária. No caso de rampa descendente ou favorável, o efeito é uma força
auxiliar assistência de [Link]: resistência de rampa propriamente
dita _ DESCENDENTE - assistência de rampa ou “ajuda”.
Potência Disponível: É a potência que a máquina pode oferecer ao
executar um trabalho.
Alguns fatores que a determinam são a própria Potência da Máquina (constante)
e a Velocidade (variável). Logo: Potência = Força de Tração (Kg) x Velocidade
(Km/h)
Potência Utilizável (Usável): É a máxima potência que se pode usar de
acordo com o local ou ambiente em que se trabalha. Os principais fatores que a
determinam são a Aderência e a Altitude. a) Aderência:É a capacidade que tem
as esteiras ou rodas de aderirem ao solo, influindo diretamente na força tratora
da máquina. Quanto menor a aderência ao solo menor a força tratora. A
aderência é função do peso distribuído sobre as rodas ou esteiras e das
condições do solo, sendo o peso o fator mais importante.
b) Altitude:A cada 100,00 metros de desnível, acima de 1000 m de altitude,
perde-se 1% de potência da máquina devido à diminuição do oxigênio contido no
ar, que altera o funcionamento dos motores a combustão.
Tempo de Ciclo: É o tempo gasto pela máquina para executar uma
operação completa. Pode ser: Fixo: É o tempo gasto em carregamento e
descarga, incluindo qualquer manobra que possa ser necessária
(constante).Variável: É o tempo de percurso, ou o tempo nas fases de
transporte e retorno do ciclo. Este tempo varia com a distância e com as
condições da estrada de transporte ou serviço.
Etapas no Cálculo do Dimensionamento dos Serviços de
Terraplanagem
1ª – Capacidade da Máquina: O primeiro passo será determinar a capacidade
da máquina. Isto será expresso como a definição da “carga” por ciclo.
2ª – Tempo de Ciclo: O segundo passo será calcular o tempo de ciclo da
máquina. Todos os tempos de ciclo tem quatro etapas, carregamento, transporte,
descarga e retorno. Determinando-se o tempo de ciclo, pode-se calcular o
número de ciclos por hora para cada máquina.
3ª – Produção Horária: Calcula-se a produção horária multiplicando o
número de ciclos por hora X carga por ciclo. Isso dá a produção horária
com 100% de eficiência. Em seguida, multiplica-se esse valor pelo fator de
eficiência de trabalho (FE) baseado em utilização de tempo e características
específicas.
4ª – Fatores de Correção: Devem-se considerar quaisquer fatores de
correção, que podem ser
baseados na competência do operador, métodos de produção, condições do
tempo (clima), tráfego nas estradas de serviço, imprevistos, etc.