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Ficha 1.4

O tórax dos insetos é dividido em três segmentos e contém apêndices como patas e asas, que variam em forma e função. As patas são compostas por vários segmentos e adaptadas para diferentes modos de vida, enquanto as asas, geralmente quatro, são membranosas e se desenvolvem apenas em adultos. O abdômen, a região posterior, é dividido em segmentos e possui apêndices como falsas patas, cercos e ovipositores, que desempenham funções específicas na locomoção e reprodução.

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Ficha 1.4

O tórax dos insetos é dividido em três segmentos e contém apêndices como patas e asas, que variam em forma e função. As patas são compostas por vários segmentos e adaptadas para diferentes modos de vida, enquanto as asas, geralmente quatro, são membranosas e se desenvolvem apenas em adultos. O abdômen, a região posterior, é dividido em segmentos e possui apêndices como falsas patas, cercos e ovipositores, que desempenham funções específicas na locomoção e reprodução.

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1.2.3.

Tórax

O tórax é a região média do corpo. Está dividido em três segmentos: protórax, o segmento
anterior, situado atrás da cabeça, mesotórax, o segmento médio e metatórax, o segmento
posterior (veja nas figuras 1 e 20). Cada segmento é composto de pelo menos quatro escleritos,
um dorsal (chamado noto), um ventral (chamado sterno) e dois laterais (chamados pleuras).

Tórax e os seus apêndices: Patas; protórax; mesotórax; metatórax;

Fonte: Olmi (2006) Faculdade de Agricultura-Cuamba

Portanto, de acordo com a fase e o tipo de insecto, é na região do metatorax e mesotorax onde
articulam-se as asas.

[Link]. Patas dos Insectos

Os insectos apresentam três pares de patas, que se encontram articuladas entre as pleuras e
sternos. Cada pata é constituída segmentos seguintes: Coxa (que se articula ao tórax), trocanter
(geralmente um segmento pequeno), fémur, tíbia e tarso. As patas podem não existir
completamente (como em muitas larvas) ou podem estar mais ou menos atrofiadas.

O tarso é segmentado (o número dos segmentos é variável). O último segmento tarsal, chamado
pretarso, tem geralmente duas garras. Entre as garras por vezes há uma estrutura em forma de
almofada, chamada arólio. Por vezes estas estruturas são duas e são chamadas pulvilos.

As garras servem para o insecto se agarrar as superfícies ásperas. O arólio e os pulvilos servem
para aderir às superfícies lisas (como os vidros das janelas). São órgãos que podem aderir às
superfícies lisas quando a pressão sanguínea aumenta e o líquido vital (chamado hemolinfa)
preenche o arólio e os pulvilos.

Por vezes entre as normais duas garras há uma estrutura mais longa em forma de terceira garra,
chamada empódio. O empódio serve para o insecto se agarrar à superfícies ásperas.

O comprimento e a forma das patas e dos seus segmentos são muito variáveis. Nas patas
adaptadas ao salto geralmente os fêmures posteriores são muito dilatados, porque contêm
músculos possantes (por exemplo nos Gafanhotos). Nas patas adaptadas para escavar geralmente
as tíbias anteriores têm as margens externas dentadas para escavar melhor.

Nas patas raptórias, que servem para capturar outros insectos, as margens internas das tíbias e
fêmures anteriores são espinhosas e servem para capturar entre as tíbias e fêmures as presas (por
exemplo nos Louva-a-Deus). Nas patas natatórias (que servem para nadar) os segmentos são
geralmente longos e muito pelosos para aumentar a superfície que bate na água.
1
[Link]. Asas dos Insectos

As asas dos insectos são, geralmente, quatro (dois pares) e se encontram somente nos adultos.
Elas são lâminas chatas e membranosas. Dado que são envaginações da parede do corpo do
mesotórax e do metatórax, as asas têm uma parede externa igual à parede externa do corpo do
insecto, quer dizer que é constituída pela membrana basal, epiderme e cutícula.

O tegumento superior das asas é sobreposto ao inferior sem espaço intermédio. Entre os dois
tegumentos sobrepostos penetram mais ou menos numerosos vasos chamados nervuras. Cada
nervura é um tubo que contem o líquido vital do insecto (chamado hemolinfa), um pequeno tubo
chamado traqueia (que faz parte do sistema respiratório e serve para permitir as trocas gasosas
nas asas) e um nervo.

As asas podem ser todas completamente membranosas e transparentes (nos Thysanoptera,


Isoptera, Hymenoptera).

Nos Coleoptera as asas anteriores são muito esclerosadas e não servem para voar; são chamadas
élitros. As asas posteriores (que servem para voar) são membranosas e estão escondidas sob os
élitros quando o insecto não voa.

Nos Orthoptera (gafanhotos) as asas anteriores são completa e levemente esclerosadas (mas
menos endurecidas que nos élitros dos Coleoptera) e servem para voar. Elas são chamadas
tegminas. As asas posteriores são membranosas.

Nos Diptera as asas anteriores (que servem para voar) são membranosas; ao contrário as asas
posteriores são reduzidas formando órgãos de equilíbrio durante o voo chamados halteres. Nas
Borboletas (Lepidoptera) geralmente as asas anteriores e posteriores (que servem todas para
voar) estão cobertas de escamas.

Nos Percevejos (Hemiptera) as asas posteriores são completamente membranosas e servem para
voar; as asas anteriores (que servem igualmente para voar) estão divididas em duas regiões: a
região basal (que é levemente esclerosada) e a região distal (que é membranosa).

Nos machos dos Grilos e das Esperanças (Orthoptera Ensifera) as asas anteriores (que são
tegminas) têm uma área basal membranosa, chamada área estridulatória, que serve para cantar.
Os Grilos e as Esperanças produzem sons esfregando uma sobre a outra as áreas estridulatórias
das duas asas anteriores (porque estas possuem quinas aguçadas e elevações estriadas, que
esfregam uma sobre a outra). Durante o canto as asas anteriores levantam-se e movimentam-se
num vai-e-vem, produzindo os sons.

2
1.2.4. Abdómen

O abdómen é a região posterior do corpo. Está dividido geralmente em 11 segmentos. Somente


os Protura e os Collembola têm um número de segmentos abdominais diferente (6 nos
Collembola; 12 nos adultos dos Protura). Caro estudante, os nomes das ordens e famílias que
estão sendo usados para dar exemplos serão do seu maior domínio, principalmente na parte que
diz respeito à sistemática dos insectos.

Cada segmento abdominal exteriormente consiste em dois esclerites, um dorsal (chamado


tergíto) e um ventral (chamado esternito). Não existem esclerites laterais, que são visíveis nos
segmentos do tórax (as pleuras). O abdómen possue apêndices. Os apêndices mais comuns são os
seguintes:

1) Falsas patas

São apêndices do abdómen das larvas de Lepidoptera (borboletas e mariposas) e Hymenoptera


(vespas).

Segundo Olmi (2006), as larvas de Lepidoptera as falsas patas são geralmente 10 (5 pares) e
estão situadas nos esternitos do 3°, 4°, 5°, 6° e 10° segmento abdominal. Somente nas larvas de
Lepidoptera das famílias Geometridae e Noctuidae Plusiinae o número de falsas patas è menor
(2 a 4 pares).

Nas larvas de Hymenoptera Symphyta o número de falsas patas é variável (6-8 pares). Elas
começam sempre a partir do 2° segmento abdominal. As falsas patas servem para facilitar a
locomoção e para a larva se agarrar às plantas (porque as falsas patas geralmente têm um número
de ganchos na sua extremidade).

2) Cercos

São apêndices do 11° segmento abdominal. Ocorrem nos Dermaptera, Orthoptera e Odonata.
Servem para captar os alimentos e introduzí-los na boca. Servem também como órgãos de defesa
e de ataque.

Macho de Orthoptera Ensifera com dois cercos à extremidade do abdómen

3) Ovipositor

É um apêndice do 8° e 9° segmento abdominal das fêmeas adultas de alguns grupos de insectos.


Por exemplo, o ovipositor ocorre nos Orthoptera Ensifera, Hemiptera, Hymenoptera e em alguns
Thysanoptera.

O ovipositor serve para perfurar o solo ou os tecidos das plantas ou de animais para introduzir os
ovos. É constituído por três pares de apêndices, chamados valvas. Pode ser mais ou menos longo,
3
de tamanho e forma diferente. Os três pares de valvas estão juntos formando um tubo dentro do
qual desce o ovo. Este é o ovipositor típico.

Nas vespas e nas abelhas o ovipositor está modificado num ferrão e serve para picar tecidos
animais como órgão de defesa e de ataque.

Em algumas fêmeas não há um ovipositor típico, mas há um ovipositor de substitução, que é


simplesmente a região terminal do abdómen adaptada que forma um tubo constituído pelos
segmentos abdominais, que na região distal do abdómen são muito subtis. O ovipositor de
substitução ocorre por exemplo nas fêmeas das Moscas da fruta (Diptera Tephritidae) e dos
Coleoptera.

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