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Índice

Introdução ..................................................................................................................................................... 2

Objectivo ....................................................................................................................................................... 3

Objectivo Geral ............................................................................................................................................. 3

Objectivos Específicos .................................................................................................................................. 3

Colecta de Amostras ..................................................................................................................................... 4

Ensaio de Humidade Natural ........................................................................................................................ 4

Análise Granulométrica ................................................................................................................................ 7

Sedimentação (Método de Bouyoucos ou Pipeta) ........................................................................................ 9

Limites de Atterberg ..................................................................................................................................... 9

Limite de Liquidez (LL) ............................................................................................................................. 10

Limite de Plasticidade (LP) ........................................................................................................................ 10

Determinação da Massa Específica dos Grãos (Densidade dos Sólidos).................................................... 11

Ensaio CBR................................................................................................................................................. 12

Conclusão.................................................................................................................................................... 13

Referência Bibliográfica ............................................................................................................................. 14

1
Introdução
Este relatório tem como objectivo apresentar os principais ensaios geotécnicos realizados para a
caracterização física e mecânica dos solos, etapa fundamental em projectos de engenharia civil.
Inicia-se com a colecta de amostras deformadas e indeformadas em campo, que garante a
representatividade do solo nas análises laboratoriais. Em seguida, é realizado o ensaio de
humidade natural, que determina o teor de água presente no solo em seu estado original.

A análise granulometria é conduzida por meio de peneiramento para solos granulares e


sedimentação (método de Bouyoucos ou pipeta) para solos finos, permitindo a classificação do
solo com base na distribuição de partículas. Também são determinados os Limites de Atterberg
Limite de Liquidez (LL), Limite de Plasticidade (LP) e o Índice de Plasticidade (IP) — que
ajudam a definir o comportamento do solo em diferentes estados de humidade.

Além disso, o relatório apresenta a determinação da massa específica dos grãos, parâmetro
importante para cálculos de porosidade e compacidade. Por fim, é realizado o ensaio CBR
(California Bearing Ratio), utilizado para avaliar a capacidade de suporte do solo, sendo
essencial no dimensionamento de pavimentos e fundações. Esses ensaios, conduzidos conforme
as normas técnicas vigentes, fornecem dados cruciais para a análise e tomada de decisões em
obras de infra-estrutura.

2
Objectivo

Objectivo Geral
 Analisar e interpretar os principais ensaios geotécnicos aplicados na caracterização dos
solos, visando fornecer subsídios técnicos para projectos de engenharia civil, com base
em amostras colectadas em campo.

Objectivos Específicos
 Realizar a colecta de amostras deformadas e indeformadas em campo, assegurando a
representatividade e preservação das características naturais do solo para os ensaios
laboratoriais.

 Determinar o teor de humidade natural das amostras, identificando a quantidade de água


presente no solo no momento da colecta.

 Caracterizar o solo quanto à sua composição e plasticidade, por meio da análise


granulometria (peneiramento e sedimentação) e da determinação dos Limites de
Atterberg (LL, LP e IP).

 Avaliar a densidade dos sólidos e a capacidade de suporte do solo, por meio da


determinação da massa específica dos grãos e do ensaio CBR, com vistas ao seu
comportamento sob cargas aplicadas.

3
Colecta de Amostras
A colecta de amostras é a etapa inicial da investigação geotécnica. Tem por objectivo obter
amostras representativas do solo para ensaios laboratoriais, podendo ser indeformadas (com
preservação da estrutura) ou deformadas (sem preservação).

Materiais Necessários

Cilindros metálicos (anéis de amostragem)

Trado manual ou motorizado

Colher de pedreiro

Sacos plásticos ou recipientes rígidos

Martelo de cravação

Etiquetas para identificação

Procedimento

Amostras indeformadas: colectadas com anéis de amostragem cravados directamente no solo


com martelo. Após a extracção, as extremidades são seladas e o cilindro é identificado.

Amostras deformadas: retiradas com auxílio de colher de pedreiro ou trado e armazenadas em


sacos plásticos devidamente identificados.

Ensaio de Humidade Natural


Esse ensaio determina a percentagem de água presente no solo em seu estado natural,
fundamental para o controle de qualidade de obras geotécnicas.

4
Materiais Necessários

Estufa (105–110 °C)

Balança de precisão

Recipientes metálicos

5
Espátula

Procedimento

Pesar o recipiente vazio.

Colocar a amostra húmida e pesar.

Secar em estufa por 24 horas.

Pesar novamente o conjunto seco.

Calcular a humidade:

Número da Peso da Cápsula Peso da Peso da Humidade (%)


Cápsula Cápsula+Solo Cápsula+Solo
húmido seco

A1 12,5 27,3 23,0 40,95%

A2 11,8 24,9 21,2 39,36%

A3 12,0 26,0 22,5 33,33%

A4 11,6 25,2 20,8 47,83%

A5 12,3 27,0 22,7 41,35%

A6 11,7 24,8 20,5 48,86%

6
Análise Granulométrica
Esse ensaio determina a distribuição das partículas do solo por tamanho. Divide-se em
peneiramento (solos arenosos) e sedimentação (solos argilosos).

Peneiramento (Solos Granulares)

Materiais Necessários

Conjunto de peneiras (série normalizada)

Balança de precisão

Pincel

Estufa

Agitador mecânico ou manual

7
Procedimento

Secar a amostra.

Pesar cerca de 500g de solo seco.

Colocar nas peneiras em ordem decrescente de abertura.

Agitar por 10 a 15 minutos.

Pesar o material retido em cada peneira.

Calcular a percentagem retida e acumulada:

Peneira (mm) Massa retirada %Retirada=(Retirada÷500)*100 %Acumulada (Soma


das % retiradas até
essa peneira)

4.8 50 (50÷500)*100=10,0% 10,0%

2.0 80 (80÷500)*100=16,0% 10,0%+16,0%=26,0%

1.0 120 (120÷500)*100=24,0% 26,0%+24,0%=50,0%

0.5 90 (90÷500)*100=18,0% 50,0%+18,0%=68,0%

0.25 60 (60÷500)*100=12,0% 68,0%+12,0%=80,0%

0.075 50 (50÷500)*100=10,0% 80,0%+10,0%=90,0%

% passante na peneira 0,075 mm: 100%-90%=10%

8
Sedimentação (Método de Bouyoucos ou Pipeta)
Materiais Necessários

Cilindros de sedimentação (1 litro)

Agitador ou mexedor mecânico

Cronómetro

Termómetro

Pipeta (caso do método por pipetagem)

Solução dispersante (hexametafosfato de sódio)

Procedimento (Bouyoucos ou Pipeta)

Pesar a amostra fina (< 0,075 mm).

Dispersar com solução e agitar por 15 minutos.

Transferir para o cilindro e completar com água.

Realizar leituras do densímetro (Bouyoucos) ou colectar alíquotas com a pipeta em tempos


específicos.

Calcular a percentagem de areia, silte e argila com base nas velocidades de sedimentação.

Limites de Atterberg
Os Limites de Atterberg classificam o comportamento plástico dos solos finos. Incluem:

Limite de Liquidez (LL): transição do estado plástico para líquido.

Limite de Plasticidade (LP): transição do estado plástico para semi-sólido.

9
Índice de Plasticidade (IP = LL - LP): medida da plasticidade do solo.

Limite de Liquidez (LL)


Materiais Necessários

Aparelho de Casagrande

Espátula

Recipientes

Balança de precisão

Procedimento

Colocar o solo no aparelho de Casagrande.

Abrir o sulco com o cinzel padrão.

Contar o número de golpes para fechar 13 mm do sulco.

Repetir para diferentes teores de humidade.

Construir a curva e determinar o LL por interpolação.

Limite de Plasticidade (LP)


Materiais Necessários

Placa de vidro

Espátula

Balança

10
Recipientes metálicos

Procedimento

Moldar fios de solo até 3 mm de diâmetro.

Quando se romperem nesse diâmetro, colectar a amostra.

Secar e calcular a humidade.

Repetir três vezes e tirar a média.

Cálculo do Índice de Plasticidade (IP)

IP = LL - LP

Determinação da Massa Específica dos Grãos (Densidade dos Sólidos)


Determina a densidade dos grãos do solo, essencial para cálculos de porosidade e grau de
saturação.

Materiais Necessários

Picnômetro ou frasco de Chapman

Balança de precisão

Água destilada

Estufa

Procedimento (Picnômetro)

Pesar o picnômetro vazio.

Adicionar solo seco e pesar.


11
Completar com água e pesar.

Calcular a densidade dos sólidos () com base na diferença de massas e volume deslocado.

Ensaio CBR
O ensaio CBR (California Bearing Ratio) determina a capacidade de suporte de solos para
projetos de pavimentação.

Materiais Necessários

Molde CBR

Pistão de penetração

Máquina de carga com anel dinamométrico

Solo compactado

Medidor de deslocamento (penetrômetro)

Procedimento

Compactar o solo em três camadas no molde.

Saturar o corpo de prova (se exigido).

Aplicar o pistão à velocidade constante.

Registar cargas a 2,5 mm e 5,0 mm de penetração.

Calcular o índice CBR.

12
Conclusão
A realização dos ensaios geotécnicos abordados neste relatório permitiu uma caracterização
detalhada das propriedades físicas e mecânicas das amostras de solo colectadas em campo. A
etapa inicial de colecta de amostras, tanto indeformadas quanto deformadas, foi essencial para
garantir a representatividade do material nos ensaios laboratoriais, possibilitando análises mais
precisas do comportamento do solo.

O ensaio de humidade natural forneceu informações fundamentais sobre o teor de água presente
no solo no momento da colecta, o que influencia directamente a compacidade e a resistência do
material. Em seguida, a análise granulométrica, por peneiramento e sedimentação, permitiu a
identificação da distribuição das partículas, possibilitando classificar os solos quanto ao seu
tamanho e comportamento granulométrico.

A avaliação dos Limites de Atterberg (LL, LP e IP) contribuiu para entender a plasticidade dos
solos finos, sendo um parâmetro essencial na previsão do comportamento volumétrico do solo
sob variação de humidade. Já a determinação da massa específica dos grãos forneceu a densidade
dos sólidos presentes, um dado importante para cálculos de porosidade e grau de saturação.

Por fim, o ensaio CBR (California Bearing Ratio) foi realizado com o objectivo de determinar a
capacidade de suporte do solo, parâmetro crucial para projectos de fundações rasas,
pavimentação e dimensionamento de estruturas de infra-estrutura.

Com base nos resultados obtidos, conclui-se que os ensaios aplicados foram fundamentais para a
adequada classificação e caracterização geotécnica dos solos analisados, fornecendo subsídios
técnicos valiosos para tomadas de decisão em projetos de engenharia civil.

13
Referência Bibliográfica
PINTO, C. de S. Curso Básico de Mecânica dos Solos. 6. ed. Rio de Janeiro: Oficina de Textos,
2006.

ABNT. NBR 6457:2016 – Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e ensaios
de caracterização. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2016.

ABNT. NBR 7180:2016 – Determinação do limite de liquidez. Rio de Janeiro: Associação


Brasileira de Normas Técnicas, 2016.

ABNT. NBR 7181:2016 – Análise granulométrica. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de


Normas Técnicas, 2016.

ABNT. NBR 6459:2016 – Determinação do limite de plasticidade. Rio de Janeiro: Associação


Brasileira de Normas Técnicas, 2016.

ABNT. NBR 6508:2021 – Determinação da massa específica dos grãos do solo. Rio de Janeiro:
Associação Brasileira de Normas Técnicas, 2021.

DNER-ME 049/94. Determinação do Índice de Suporte Califórnia (CBR). Departamento


Nacional de Estradas de Rodagem. Rio de Janeiro, 1994.

14

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