Direito Fiscal I
09 /09/ 2024 – Prática
Livros
Constituição
Lei geral tributária (LGT)
Código de procedimento e tributário (CPPT)
Código do IRS
Código do IVA
Código do IRC
No almedina nome do livro - Código tributário
12 / 09 /2024 -Teórica
Direito financeiro público
1. Direito das despesas
2. Direito Administrativo
3. Direito das receitas
Direito do património- empresas públicas
Direito do direito público
Direito das receitas (rege a obtenção dos recursos do estado)
Direito tributário
Direito fiscal
Sistema fiscal- 105º / 104º CRP
Artigo 5º LGT
Artigo 6º LGT
(de um a 1/6 os tópicos)
1. Imposto – Conceito objetivo
DEFINIÇÃO: Prestação pecuniada ou sinalagma (O imposto não
sinalagma mas sim unilateral) unilateral definitiva coativa
(obrigada a pagar impostos).
Sujeito passivo (contribuinte) cumpre com o imposto.
- Conceito subjetivo
- Conceito teológico ou finalística- o importo é a optação de receitas.
Cumpre os objetivos sociais cometidos ao estado
Fazer cumprir
Ex: Saúde
2. Tributos – Artº 3 LGT (É uma Categoria)
Art º 4 LGT
Estaduais (IRS / IVA)
- Impostos – capacidade contributiva (força económica)
4º LGT
(Cada sujeito passivo deve pagar impostos de acordo com a sua
riqueza)
3. -Taxas- princípio proporcionalidade
4º Nº 2 LGT- Taxas económicas
Taxa – pagar algo concreto (ou bilateral).
Imposto unilateral
Taxa rege o princípio não podem ser pedidos montantes, tem de
haver uma proporcionalidade
- Serve para levantar o impedimento (dentro da taxa)
Tarifas- (são taxas)
Revestem a proporcionalidade obedecer ao princípio ao custo do
mercado.
4. - Contribuições especiais (pagar ao estado, o que ser
favorecido).
(aumento dos valores dos seus bens).
5. – Contribuições financeiras – determinado nas empresas
privadas
Ex: BANCO.
6. -Receitas fiscais- descontos para a segurança social .
//
Outra receita – a emissão da moeda
Se o próprio estado não tem dinheiro começa a imprimir a
moeda.
Direito fiscal- direito público
Direito da propriedade privada- o estado exige parte desse direito
e um abelação ou limitação á propriedade privada.
Carga Fiscal ronda os 43%
Receitas para fiscal- Descontos para a segurança social por conta
da reforma que vai receber.
Fraude Fiscal- Se não declarar o que vendo ao estado
Ex: vendo uma casa e não comunico que estou a vender
a casa.
Diferença entre imposto e
multa?
- Ambas são prestações
Imposto- não é ilícito.
Multa- punição coativo
Cometi uma ilegalidade um
ilícito.
O imposto é um recurso económico suportado por um sujeito
passivo no âmbito de uma relação jurídica obrigacional a favor
do sujeito ativo.
A lei pode fazer uma isenção (taxas progressivas) vai
aumentando quando aumenta rendimento.
IMI- imposto local
Dupla tributação- ter de pagar 2 impostos IRS e outra
tributação
Receção de rendimento.
-Salário
- IRS
-IMI
17/09/2024- Prática
Funcionamento do estado e á sua intervenção(receitas).
O estado vai cobrar receitas para uma determinada despesa.
Como funciona:
1. Necessidade (DESEJO)
(isto é todos nós temos necessidades algumas delas são
comuns (ex.: dormir, comer)
Disponibilidade económica (significa que se tivermos
rendimentos podemos adquirir todos os bens que quisermos)
Princípio da liberdade
- Necessidade de satisfação ativa significa que nos vamos á
procura do bem e temos de ir á procura do bem.
Necessidades individuais- isto é eu tenho aquela necessidade.
- Bens privados – adquiro este bem normalmente através do
preço.
Meio termo: Direitos económicos sociais: so ião aparecer se
toda agente tiver o mesmo problema.
Bens semipúblicos onde a coletividade tem de intervir.
Os bens públicos e semipúblicos são necessidades coletivas.
Outro tipo de necessidades:
- Necessidades de satisfação passiva - não preciso de ir á
procura
Ex: proteção de território (nos queremos ser soberanos e não
queremos invasões).
Não conseguimos garantir individualmente.
Alguém terá de fazer por mim.
Necessidades coletivas- a maioria dos bens nos conseguimos resolver
maioritariamente. DLG
(bens públicos)
ESTADO A OFERECER.
Em resumo:
Base do direito tributário- vai para garantir as receitas a necessidade
coletiva para fazer despesas porque precisa de satisfazer a
necessidade coletiva
Receitas despesas necessidades coletivas (dentro dos
bens públicos e dos semipúblicos).
Qual é a receitas:
-Imposto:
O estado vai buscar o dinheiro.
-Taxas / Preço: só é aplicável nos bens semipúblicos.
Dependendo do bem á um pagamento daquele bem
Comparação do preço
Obrigatório por lei.
Valor simbólico a intenção é que todos ou quase todos tenham aquele
bem.
Preço: princípio da liberdade contratual (podemos aceitar ou não).
Valor de mercado no âmbito da oferta e da procura.
- Contribuição especial:
Liberdades e garantias artº17 da CRP
3 teorias:
-Estão acima dos direitos sociais.
- Na prática esta na CRP: os direitos da liberdade e garantias são
prioritários.
Tem o mínimo de existência- tem de ser oferecidos obrigatoriamente
no determinado mínimo.
É o que a CRP diz também.
- A nível jurídico- que é dogmática unitária.
Viola a CRP.
Defende dependendo da situação o estado terá de optar por quem é
o mais relevante.
Liberdade económica- é um direito de liberdade e garantia.
19/09/2024-Teórica
Prestaçã Pecuniári Definitiv unilater coativ Não
o a a al a sancionatóri
a
Imposto
Taxa x x
Multa x
Contribuiçã
o especial
Contribuiçã +/-
o financeira
Receita +/- +/-
parafiscal
Taxa- servem para um a redução para a proibição jurídica.
Multa- não é um tributo,
É uma prestação, é pecuniária, é definitiva, é unilateral, é coativa
(sou forcado a pagar a multa), não é não sancionatória
Contribuição especial- quando existem de externalidade
económicas
Podem ser positivas ou negativas.
É unilateral eu não recebo nada em concreto em troca.
É coativa- É obrigado a pagar esta contribuição especial
É não sancionatória pois não cometeu nenhuma infração
Imposto e contribuição especial são a mesma coisa
A contribuição financeira
É uma prestação resulta de uma obrigação. É pecuniária pois
pagam através de dinheiro, é definitiva pois quando esta pago
está pago, é uma fluidez conceitual, é coativa e é não
sancionaria.
Receita parafiscal- Tem haver para a segurança social.
Descontos para segurança social- para ter direito á reforma,
saúde gratuita.
E prestação, é pecuniária, é uma fluidez conceitual, também é
uma fluidez conceitual pois não sabemos se é unilateral tem
uma bilateralidade, é coativa pois somos obrigados. É não
sancionatória não cometi uma infração
As fases do imposto (a vida do imposto)
Tem 3 fases
1. Lançamento
objetivo – facto gerador (é uma realidade económica, que
dá origem ou faz nascer a relação jurídico tributária).
Ex: O pedro não recebe rendimentos, não compra nada, não
tem nenhuma propriedade
É obrigado a pagar imposto?
R: Não, so paga imposto quem tem força económica
(rendimentos, património, a capacidade para fazer despesa).
Se não receber dinheiro e nada parecido, não está sujeito ao
imposto
Qual é o facto gerador para cada imposto?
Cada imposto qual é a realidade económica, consumo,
económica, rendimento.
Jurídico tributária nasce a obrigação de imposto (pagamento de
IRS)
Um dos factos do IRS- é a receção salário.
Incidência- é aquilo da realidade económica, sobre a qual o
imposto se vai reportar e esta incidência pode ser objetiva ou
subjetiva.
É a realidade económica que faz nascer aquele imposto.
Código do IRS- diz que o IRS incide sobre salários, sobre dos
rendimentos dos profissionais liberais, etc.
Código do IMI- o IMI basear-se sobre a propriedade e imoveis
O lançamento do imposto diz que numa ótica objetiva, qual é o
facto gerador (qual é a realidade económica), mas também
numa perspetiva quem são os sujeitos passivos sendo as
próprias normas jurídico tributarias diz quais são os sujeitos
passivos de quem vão incidir.
Subjetivo – sujeito passivos
O lançamento do imposto diz que numa ótica objetiva, qual é
o facto gerador (qual é a realidade económica), mas também
numa perspetiva quem são os sujeitos passivos sendo as
próprias normas jurídico tributarias diz quais são os sujeitos
passivos de quem vão incidir.
2. Liquidação – “duantum” do imposto (é o apuramento do
montante do imposto, vamos saber que o contribuinte tem de
pagar)
59º CPP
3. Cobrança
Coerciva
Voluntária
//
*Conceito de valor tributário- basear-se no aumento do imposto.
Vai incidir a taxa moradores ou seja
Ex: Pedro recebeu 10 000 de salário.
Que sobre este montante corresponde a uma taxa de IRS de
10% valor tributário o qual o montante vai incidir a taxa.
Comprar uma TV por 100
100 euros - Montante
Taxa- 23%
Quanto tem de pagar- 23 de IVA
24/09/2024-Prática
Dois grandes tipos- satisfação ativa /satisfação passiva
O Estado oferece em necessidade coletiva.
O Estado fornece a possibilidade de todos adquirirem o bem
(educação, saúde)
Se decidimos que o estado oferece mais satisfação ativa, mais
tributos/ impostos pagamos.
O Estado necessita de receita:
Receitas patrimoniais (retirar receitas ao património que
tem)
Receitas de desenvolver as necessidades coletivas
Receitas crédito publico (o Estado pede dinheiro aos
credores, ou credores como aos bancos, continua sempre
a pagar mesmo quando não necessita)
Receitas tributárias (mais importante) - porque é um
tributo
Dentro das receitas tributárias temos 3 muito
importantes:
1.- TAXA (pagamento simbólico do pagamento social).
EXEMPLO: PAGAMENTO DE PROPINAS
Para administração publica controlar o que estamos a
fazer.
2.- CONTRIBUICAO ESPECIAL
3. -IMPOSTO (receita prioritária)
Prestação patrimonial com tendência pecuniária
(normalmente é paga em dinheiro mas pode ser pelo
património) definitiva (o estado não devolve o imposto
so devolve o incenso) unilateral (o estado não é
obrigado dar-nos uma contrapartida individual, pagamos
na coletividade) e coativa (somos obrigados a pagar, a
lei obriga) e sem carater de sanção (não é uma
punição/ infração), O Estado pode receber o imposto
e outra entidade publicas, O estado, as regiões
autónomas e as autarquias locais (beneficiam do
imposto).
Noutra doutrina: quem recebe o imposto é atribuição
tributária só o Estado.
tendo em vista a realização das necessidades
coletivas.
O imposto é uma contribuição.
26/09/2024- Teórica
FASES DO IMPOSTO – “ a vida do imposto”
1. Incidência
Objetiva (realidades económicas)
IRS / As empresas recebem lucros
Subjetiva (ativa- Estado e passiva- o contribuinte).
2. Lançamento
3. Liquidação
A forma como se atura um montante de imposto em regra
processa através da taxa do imposto (é uma percentagem ex.:
o café pagamos uma taxa onde a taxa normal do Iva é 23%)
Exemplo: rendimento 100.00 é a montante do salário
Chama-se Base tributária ou valor tributária
NOTA: Para efeitos do IRS-
Rendimento coletiva
Para efeitos IRC- Lucro tributária
4. Cobrança
Quando não se efetua o caso legal
Tipologias de Impostos
Imposto diretos Vs. Impostos indiretos
Critérios
Critério financeiro
Se a pessoa tiver uma imediata manifestação de capacidade
tributava estamos perante um imposto direto
Se estivermos de uma mediata manifestação de capacidade
tributava estamos perante o imposto indireto
Exemplo: existe património
É uma moradia em obras
As finanças sabem que tem uma moradia em obras e tem que ir
registar ás obras (chamado matriz predial) significa que tem
matrimonio, rendimento e consumo – onde refere impostos
existe uma manifestação imediata
Outro exemplo:
Compra-se um carro este carro
Custa 100,00 mas não se tem noção, mas AT não sabe o que
tem a pessoa então vai tributar atrás do IVA e demonstra que
tem capacidade mediata tributava
Então estamos perante os impostos indiretos
Capacidade contributiva é a capacidade que tem para pagar imposto.
Outro exemplo: uma viagem
Não demonstra os rendimentos que tem, mas está a dizer que tem
dinheiro para fazer uma viagem.
IVA/IMT- é um imposto indireto
IRC/EMI- é um Imposto direto
Critério lançamento AP(Mayer)
Baseia-se no MAYER- todos os impostos implicam no lançamento
administrativo (administração fiscal) seriam impostos direto.
Todos aqueles que o lançamento não sejam administrativos são
impostos indiretos.
Critério Rol nominativo
Se um imposto prever um conjunto (listagem).
Por Casalta Nabais:
Se o imposto estiver incluído no preço é um imposto indireto.
Não estiver incluído no preço estamos perante um imposto
direto.
Critério eco stricto sensu (produto nacional bruto ou
Produto interno Bruto- imposto consumo=rendimento
normal bruto)
Se o imposto estiver contido no preço de bens aos serviços
estaremos perante um imposto indireto
Critério relação jurídica de base do imposto
- Ato insolado
São aqueles que se esgotam no momento da sua realização
refere que estes factos isolados distinguem se da relação
estável.
Imposto direto – preço
- Relação estável
É Regular
Exemplo: Pedro recebe salário
Significa que a base tributaria vai-se concretizando.
Imposto indireto- Lucro
//
Repercussão do imposto- é ao repercutir ao imposto ao consumir,
importar o imposto ao consumidor, vai transferir o imposto ao
consumir.
Se o imposto estiver incluído no preço estaremos perante um imposto
indireto.
Exemplo: se for a única a vender algo, aumentamos.
Repercussão fiscal- sempre que o imposto seja imputado ao
contribuinte à obrigatoriamente, por lei, estamos perante o imposto
indireto sempre que obrigatoriamente o imposto seja imputado ao
contribuinte.
Na perspetiva do professor Pedro:
Refere que temos de ver a base tributaria, for o preço então
estaremos perante um imposto indireto.
Refere que estamos na base tributaria, não é o preço, estamos
perante um imposto direto.
Obrigatoriedade legal repercutia – para efeitos do imposto dos valores
acrescentados.
A relação jurídica tributaria é feita por:
sujeito ativo
Sujeito passivo
Obrigação (pagamento do imposto)
Como se estingue
Desaparece com o pagamento do imposto fica desonerado (não está
obrigado)
Pode extinguir voluntariamente
Ou obrigados
Na perspetiva para Casalta nabais tem quatro formas
A incidência
Lançamento
liquidação
cobrança
Subsunção normativa- pagamos na realidade e vemos se
funciona na norma
01/10/2024-Prática
Estado patrimonial e fiscal
Estado o que é?
Estado- é um povo inserido num determinado território, onde exerce a
sua soberania e que nele institui um poder político
Características
Complexidade
Institucionalizado
Autonomia
Originalidade
Coercibilidade
Fins:
Segurança (interna e externa)
Justiça (comutativa e distributiva) - há uma igualdade de
negociação / distributiva- há uma preocupação em colocar os
bens para aqueles que não os conseguem adquirir.
Bem-estar (económico e social)
Concepções dos Estados
Estado absoluto Estado liberal estado socialista
Mercantilismo Mão Invisível Socialização
Baseia-se no
princípio da
socialização
Welfare-state Estado neo-Liberal
Intervenção estatal pontual +
Intervenção estatal intervenção privada
Estado patrimonial, empresarial e fiscal
Patrimonial Empresarial Fiscal
Exploração de
patrimónios Atividade Impostos
empresarial
Estado patrimonial
receitas provenientes da propriedade
Estado detém o património
Nacionalização da economia interna
Não existe o princípio da liberdade e da disponibilidade
económica
Modelos comunistas
Estado empresarial
Receitas provenientes da atividade empresarial
Assenta na existência de mercados
Empresas públicas tem mais probabilidade de criar riqueza
Monopólios fiscais (quando o Estado é o único fornecedor ou
serviço, uma intervenção do Estado)
Estados socialistas
Estado Fiscal
Impostos
Estado de liberdade económica
Artigo101º a 107º CRP
Estado de direito
Modelos capitalistas
Princípio da liberdade e da disponibilidade económica –
disponibilidade económica- significa que nos temos inteira
liberdade de usufruir dos bens, porque existe os bens.
Temos a liberdade de escolha, os bens que queremos.
Para o Professor. Doutor Casalta Nabais
“uma sociedade assente no prévio reconhecimento de direitos,
liberdade e garantias dos indivíduos “
Comunismo
A propriedade pertence á comunidade
Organização centralizada-controlado pelo Estado
Visa a igualdade, eliminando as classes sociais
Estado desapareceria apos o estabelecimento do comunismo
Socialismo
A propriedade pode ser estatal ou coletiva
Organização estatal + mecanismos de mercado
Visa a igualdade social, sem eliminar as classes sociais
Regulação da economia e a proteção social dos cidadãos
Capitalismo
A propriedade é predominante privada ´
Mercado livre- lei da oferta e da procura
Baseado no sucesso do mercado
Regulação da economia e proteção da liberdade individual
Paralelismo entre o estado português
O estado democrático como uma semi-república
Três papeis fundamentais
Presidente
primeiro-ministro
Conselho de ministro
Modelo económico
Portugal tem uma economia de mercado
EUA VS PORTUGAL
SEPARACAO DE PODERES
EUA
Presidente- chefe de Estado e de Governo
Sistema “Check and balances”
Portugal
Presidente da república- chefe de estado
Primeiro-ministro-chefe de governo
Executivo =legislativo
Federalismo vs. estado unitário
EUA
50 estados com autonomia significativa
O poder está descentralizado
Portugal
Estado unitário
Poder concentrado no governo central
Sistema jurídico
Eua
“Common law “
Tribunais tem um papel ativo na criação de regras jurídicas
Portugal
“Civil law “
O direito é codificado em leis- o tribunal tem um papel
interpretativo
O reconhecimento dos direitos sociais
EUA
O estado não intervém
Os indivíduos tem acesso a estes direitos a sua capacidade para
os adquirir
Portugal
Assume como direitos fundamentais
Estado assume um papel ativo na garantia da igualdade de
acesso aos direitos fundamentais
Sistema tributário
EUA
Federal incime Tax
Corporate income tax
Sales tax
Property tax
Portugal
IRS- imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
IRC- imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas
IVA
IMI
Características principais do estado fiscal -tem como base os
impostos, preço e liberdades e garantias porque o estado fiscal dás-
nos liberdades e garantias.
Porque podemos escolher os bens queremos e as empresas oferecem
os bens que entenderem.
Contudo nos temos de pagar os impostos, e o Estado complementa
com os bens e serviços (oferece os estais bens).
03/10/2024-Teórica
Axiologia jurídica- cada ramo do direito tem um conjunto de
vetores axiolicos aos quais podemos dar o nome de princípios
jurídicos (nortenham todo o ramo do direito, significa quando nos
estamos a atuar no ramo do direito fiscal temos de ter atenção estas
regras, estes valores para efeitos de interpretação das normas
jurídicas mas também da própria aplicação.
O primeiro desses princípios é o
Princípio da segurança- art.º 2 CRP – Estado de direito
Tem de facto um peso muito importante no direito fiscal, assenta
noutro valor no princípio legal superior que é o princípio de estado da
vida, significa está consagrado no artº2 CRP nos diz que o estado
português é um estado assente na lei positivada ou seja lei escrita e
devidamente adotada constitucionais
Para feitos no direito fiscal, o princípio da segurança jurídica assenta
em dois pressupostos:
1. Proibição normas retroativas -pode não adotar as normas fiscais
mas perceber as normas fiscais.
2. Livre revogabilidade normas fiscais
Art103º CRP
12ºLGT
SUB princípio da segurança jurídica
Princípio da confiança jurídica dos contributos
A ATA não pode revogar qualquer ato administrativo, exceto se
existirem dados/ elementos supervenientes “Gesetzeskonstanz”
A administração tributaria não pode revogar ou revogar atos
administrativos sem que tenham ocorrido factos ou circunstâncias
supervenientes, isto decorre da doutrina.
Significa que se administração tributaria apurou um imposto e não
pode alterar atos administrativos, estes factos supervenientes.
Retroatividade
estar a influir sobre um facto tributário
-Sentido próprio
Facto tributo produziu todos os feitos no domínio lei antiga.
Inconstitucional
Retroatividade em sentido próprio abarca casos em que o facto
tributo que lei nova pretende regular já todos os seus efeitos ao
abrigo da lei antiga
Acórdão nº 128/2009
- Inautêntica
1. Normas liquidação
2. Normas pagamento – tem haver com a determinação do
imposto, como ele é calculado.
Podemos estar a falar de retroatividade improprio ou inautêntica
- Retrospetividades
Facto tributivo não ocorre totalmente ao abrigo norma antiga
A retrospetividade exclui do seu âmbito aplicativo as situações de
retroatividade
TC-
Acórdão nº 128/09
Acórdão nº 85/2010
Acórdão 399/2010
Leis de interpretação autênticas- esta norma vem interpretar leis
passadas, clarificar o âmbito, Art 9 alínea 2.
O princípio da proporcionalidade
A doutrina refere que em regra está a ser tributaria.
Significa que é o próprio órgão que garantiu a norma desde a sua
vigência.
É o próprio órgão que adotou que vem agora dizer de ser interpretada
de um ou outro sentido (ponto de vista do professor Pedro).
Se a interpretação for de um sentido de que veja a prejudicar um
sujeito passivo causado um aumento do imposto então está a ser
ferido o princípio da segurança da lei.
//
Impostos periódicos- que se trata de impostos de formação sucessiva.
Exemplo: IRS.
08/10/2024-Prática
Princípios tributários
Princípio da legalidade
Votação das leis de impostos do parlamento
Garantir a segurança dos contribuintes
Exigência formal de reserva legal
Exigência material de tipicidade das leis dos impostos
Limitação da discricionariedade da administração
Artigo n165 alínea- I, E 103 nº2/3 da CRP
Contexto histórico
O sistema fiscal começou com características bilaterais
Passagem do movimento constitucional liberal para o da
representatividade parlamentar
“No taxation without representation”
Nascimento do princípio da legalidade fiscal
Âmbito do princípio da legalidade
Legitimação do imposto
Representação pelo parlamento das minorias
Artigos nº103 da CRP (elementos o essenciais da relação
jurídica do imposto)
1. Incidência
2. Taxa
3. Garantia dos contribuintes
O dever de fundamentação é uma garantia de contribuintes-estar
tudo bem justificado
Revisão da matéria coletável- podemos reclamar.
4. Benefícios (temporal- saber quando temos de pagar o
imposto)
Benefícios fiscais negativos /positivos
O princípio da igualdade tributaria
Não traduz apenas igualdade perante a lei
Igualdade material na lei
Criar igualdade de oportunidades
Generalidade tributaria
Todos os cidadãos têm o dever de pagar imposto e ninguém
pode ser excluído desse dever
Tributação no moderno estado social
Justo pagamento de imposto
Representam o contributo para a manutenção dos serviços
Cada cidadão pague consoante a sua capacidade tributaria
Capacidade contributiva
Igualdade horizontal
Igualdade vertical
Implica a isenção das pessoas que não tem possibilidade de
pagar impostos
Pode ser sempre invocado como critério de controlo judicial
Princípio da imparcialidade
Tratar os particulares e outros administrados com igualdade e
isenção abstendo-se de os favorecer ou prejudicar
Artigo 55 LGT
Princípio da progressividade
Exige consagração de diferentes classes de contribuintes e a
adoção de diversos escalões de rendimento e de taxas
progressivas
Tem o objetivo de aproximar os contribuintes em termos de
riqueza sacrificada pelo imposto
Princípio de segurança jurídica
Livre revogabilidade das leis fiscais
Proibição das normas retroativas
Retroatividade (permite que determinadas leis afetem atos
que foram produzidos antes da sua entrada em vigência)
Retroatividade em sentido próprio – nenhum contribuinte é
obrigado a pagar imposto em sentido próprio
Irretroatividade- não é permitido atos anteriores às vigências
das leis sejam afetadas as mesmas
Retrospetividade- o facto tributário não incide na lei em que
começou, é afetado poe uma nova, lei.
Retroatividade inautêntica- afeta um facto tributário que ainda
não ocorreu.
Princípio da proporcionalidade
É um dos fundamentos do direito publico que permite que as ações
do Estado sejam equilibradas, protegendo os direitos fundamentais
dos cidadãos.
Adequação- a medida adotada é adequada com vista á realização de
um fim
Necessidade- a medida deve ser necessária.
Proporcionalidade em sentido estrito- diz que a medida deve ser
quantitativamente necessária.
Este princípio é um limitador do poder do estado, garantido que as
medidas sejam aplicadas de forma justa.
10/10/2024-Teórica
Princípio da igualdade - decorre essencialmente do art.13 CRP -
aplica-se a todos os ramos de direito
- Formal (perante a lei) - art.13, n°1 - corresponde ao princípio da
igualdade formal - todos os cidadãos são iguais perante a lei - quando
a administração tributária estiverem a emitir decisões devem tratar
todos os cidadãos da mesma forma
- Material (na lei) - é um vetor axiológico que tem particular
relevância na elaboração da norma fiscal - significa que não posso
lançar impostos que digam respeito a uma parte da sociedade em
razão da raça, sexo, etc...
- Vertente uniforme- esta ligada com um subprincípio
Princípio da capacidade contributiva
Vertical – os cidadãos com maior riqueza devem ficar sujeitos a um
maior ónus tributário, sujeitos passivos com menos riqueza devem
ficar sujeitos a um menor ónus tributário (ou menor carga fiscal).
Horizontal- Diz que nos que todos os cidadãos ou o mesmo nível de
riqueza devem ficar sujeito ao menos Ónus tributante (carga fiscal).
Tem de haver uma correlação ou uma forca económica.
Forca económica (é capacidade económica)
Artigo 4 nº1.- quer dizer que nos determinamos a capacidade
tributo«iva de cada cidadao com base das seguintes:
Rendimento
Utilizacao deste rendimento (atos de consumo)
Patrimonio ( se tiver mais imoveis, maior capacidade tributiva tem)
Princípio Estado Social de Direito*- baseia- se de uma
decorrência do período do tempo pós-segunda guerra mundial, onde
o estado começou a mudar.
Não podemos lançar impostos sem quadroamento
*Princípio do Estado Social:
1. - Teoria do benefício
(O professor pedro não segue esta teoria)
Nós pagamos impostos para obter benéficos do estado.
2. Teoria da equivalência – tem uma subdivisão.
Teoria do sacrifício geral
Para satisfazer as necessidades financeiras.
Teoria do Sacrifício proporcional (taxas proporcionais)
Aquela que justifica a existência das taxas e proporções
Pagamos o preço mais o Iva isso é a taxa de base tributável
Taxas proporcionais- á medida que o rendimento vai aumentando e a
taxa vai aumentar
A taxa é única é sempre de 10%
10% x 100=10
10% x 1.000=100
10% x 10.000= 1.000
10% x 100.000= 10.000
Teoria do Sacrifício marginal (taxas progressivas)
Esta associado as taxas progressivas – são taxas que elas próprias
vão aumentando á medida que vai aumentar a base tributaria (os
rendimentos)
Estamos perante várias taxas.
Estamos perante escalões de tributação.
5% x 100=5
10% x 1000= 100
20% x 10.000=2.000
50% x 100.000= 50.000
Aumenta o dobro.
É a teoria do sacrifico marginal justifica que os mínimos de
subsistência os sujeitos passivos que não tenham capacidade
contributiva não devem pagar impostos.
Não pagam IRS.
A teoria do sacrifico marginal - assenta no princípio da utilidade
marginal do dinheiro a progressividade.
Diz-nos que há medida que a riqueza vai aumentando nos
vamos cada vez mais dando menos valor á última unidade
unitária que possuímos.
Taxas regressivas – vão diminuindo á medida que vão aumentando
os rendimentos vai aumentando á base tributaria
50% x 100=50
20% x 100= 200
105 x 10.000= 1.000
5% x 100.00= 5.000
Fere o princípio da capacidade contributiva pois estamos a pedir mais
á pessoa no exemplo 1 estamos a pedir metade do que a pessoa
recebe.
Deduções à coleta- determinados custos.
A coleta baseia-se ao imposto (IVA).
Exemplo: as despesas da faculdade, a farmácia, etc.
100 x 10%= 100 (são deduções à coleta os 100).
Vertente generalista- todos temos de pagar impostos é um dever
social, todos os cidadãos devem contribuir com uma parte da riqueza.
15/10/2024-Prática
Enquadramento constitucional e legal do Direito Fiscal e
Tributário
O direito fiscal e tributário em Portugal regula a relação entre o
Estado e os Contribuintes, principalmente no que diz respeito à
cobrança de impostos e à forma como estes recursos são
geridos para financiar as funções públicas
O sistema tributário português é composto por impostos
direitos e indiretos
A administração tributária é o órgão responsável pela
fiscalização e cobrança de tributos, garantindo o cumprimento
das obrigações
fiscais e a execução de políticas de justiça fiscal
A legislação fiscal está em constante evolução adequando-se às
necessidades económicas e sociais do país, bem como aos
compromissos internacionais, especialmente no contexto da
união europeia
Artigos da CRP que regulam o direito fiscal e tributário
Art 103º- sistema fiscal
Art 104º- impostos-princípio da igualdade
Art 105º- orçamento de Estado
Art 106º- elaboração do orçamento de Estado
Art 107º- fiscalização
Art 227º- poderes das regiões autónomas
Art 228º-autonomia legislativa
Art 254º-participação nas recitas
Criação das receitas públicas
o A realização das despesas pressupõe que o Estado tem recursos
que o financiam, ou seja que tem receitas
o A criação de receitas públicas é fundamental para o
financiamento das atividades do Estado e para a prestação de
serviços públicos essenciais, como a saúde, educação,
segurança e justiça.
o No contexto do direito fiscal e tributário português, os principais
mecanismos de criação de receitas são os impostos, as taxas e
as contribuições financeiras
Os impostos são o
principal mecanismo de
criação de receitas
públicas em Portugal
Impostos
O que é um imposto?
o Conceito objetivo: pecuniário, unilateral, definitiva e coativa
o Conceito subjetivo: refere-se às relações jurídicas que envolvem
os entes passivos e ativos da obrigação tributária
o Conceito teleológico: a finalidade, os impostos servem para
cumprir com os objetivos sociais atribuídos ao Estado
Quem cria os impostos?
o O governo representado pelo ministério das finanças elabora
propostas de leis fiscais
o A assembleia discute e vota e aprova as leis fiscais
o E por fim são promulgadas pelo Presidente da Républica
Tipos de impostos no sistema fiscal português
Para que servem os impostos?
o As receitas do Estado geradas através dos impostos permitem
financiar investimentos e despesas públicas que têm por
objetivo satisfazer as necessidades dos cidadãos
o As receitas do Estado podem ser aplicadas em áreas como:
saúde, educação, cultura e desporto, apoios sociais e segurança
Tipos de impostos
o Dividem-se em dois tipos:
o Impostos Diretos – são aqueles que incidem diretamente sobre
o património dos contribuintes
o Impostos indiretos- são aqueles que incidem sobre o consumo
de bens e serviços, sendo pagos indiretamente pelo
consumidor.
Tipos de imposto
Impostos sobre o rendimento
IRC- Imposto sobre rendimento de pessoas coletivas, é o imposto que
incide sobre a tributação dos lucros das pessoas coletivas
IRS- Imposto sobre rendimento das pessoas singulares, é calculada a
diferença entre o património inicial e final de um determinado período
em geral é um ano civil, considera um conjunto de deduções de
encargos de tipo pessoal e familiar
IVA- Imposto sobre o valor acrescentado- é o imposto que se aplica
ao valor dos produtos vendidos e dos serviços que são prestados,
sendo pago pelo consumidor, o vendedor recebe esse valor e
posteriormente entrega-o à autoridade tributária
IUC- Imposto único de circulação- imposto pago anualmente
obrigatório a todos os veículos matriculados ou que tenham sido
registados
IS- Imposto selo- é aplicado a atos que não estejam sujeitos a IVA
ISV- Imposto que incide sobre os veículos obrigados a ter matrícula
Impostos sobre o património
IS-Imposto selo- imposto que é aplicado às doações
IMT- Imposto municipal sobre as transmissões onerosas de
imóveis- incide sobre o valor da compra dos imóveis a receita
dos mesmos reverte para a autarquia local
IMI- Imposto municipal sobre os imóveis- pago anualmente e
incide sobre o valor do património dos prédios rústicos e
urbanos, onde a receita reverte para as autarquias
Garantias dos contribuintes
Definição de contribuintes
o Os contribuintes são pessoas, sejam indivíduos singulares ou
coletivos que estão legalmente obrigados a pagar impostos ao
Estado
3 artigos da CRP onde estão salvaguardadas as garantias dos
contribuintes
Art 165º
Art 268º
Art 269º
Garantia dos contribuintes
o Os contribuintes em Portugal estão protegidos por um conjunto
de garantias legais, que visam assegurar o respeito pelos seus
direitos no âmbito do sistema fiscal
o Princípio da legalidade tributária
o Direito à igualdade
o Direito à reclamação e impugnação
o Direito à não retroatividade das leis fiscais
Estrutura das leis fiscais
o As leis fiscais em Portugal são bastante complexas e abrangem
uma variedade de impostos, tais como:
o IRS-imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
o Os rendimentos tributáveis das pessoas singulares estão
divididos em várias categorias:
• Categoria A
• Categoria B
• Categoria E
• Categoria F
• Categoria G
• Categoria H
o IRC-imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas
o IVA-imposto sobre o valor acrescentado
Impostos sobre o património:
o IMI- Imposto municipal sobre imóveis
o IMT- Imposto municipal sobre as transmissões onerosas de
imóveis
Leis que regulam o Direito Geral Tributário
Lei geral tributária e o Código de procedimento e de processo
tributário
Principais características da LGT
o Universalidade
o Generalidade
o Abstração
Código de procedimento e de processo tributário
o O código de procedimento e de processo tributário (CPPT) é um
conjunto de normas que regulam o procedimento e o processo
tributário
• Procedimento tributário
• Processo tributário
• CPPT é um conjunto de normas que reagem ao procedimento e
o processo tributário em Portugal. Ele estabelece as regras de
aplicação, interpretação e execução das leis fiscais, abrange
aspetos como:
• Procedimento de tributação
• Processo de reclamação e impugnação
• Execução fiscal
Lei Geral Tributária:
o A LGT, por outro lado, é uma lei que estabelece os princípios
gerais do sistema tributário português. Ela define os conceitos
básicos de tributação e estabelece os direitos e obrigações dos
contribuintes, abrange aspetos como:
o Princípios gerais de tributação
o Direitos e obrigações dos contribuintes
o Regras para interpretação e aplicação das leis fiscais
Poder tributário nas regiões autónomas e autarquias
Poder tributário nas regiões autónomas
o No âmbito do direito fiscal português, o poder tributário das
Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira é um reflexo da
autonomia política, administrativa e financeira conferida a estas
regiões pela Constituição da República Portuguesa. Esta
autonomia permite-lhes adaptar certos aspetos do sistema
fiscal nacional às suas especificidades regionais, sem contudo
desvirtuar a unidade do sistema fiscal do Estado.
o As regiões autónomas dispõem de poder tributário próprio nos
termos do art 227º nº1 al(i)
Poder tributário nas autarquias
o Já quanto às Autarquias Locais, a Constituição rege que as
mesmas "podem" dispor de poderes tributários, nos casos e nos
termos previstos na lei (artigo 238.°, n.º 4)3’.
o Ou seja, significativamente e de modo menos generoso do que
quanto às Regiões Autónomas, a reserva de lei constitucional
frustra que as Autarquias Locais possam ser criadas impostos
ou sequer definidos os seus elementos essenciais.
Diferenças entre o poder tributário nas regiões autónomas e
nas autarquias
o A principal diferença entre o poder tributário das Regiões
Autónomas e das Autarquias Locais reside no grau de
autonomia que cada uma detém.
o As Regiões Autónomas têm um poder tributário mais amplo,
enquanto as autarquias locais estão limitadas à aplicação de
impostos já previstos na legislação nacional.
17/10/2024-Teórica
1. Substituição tributaria
De acordo a substituição tributaria ocorre por intermedio do
mecanismo da retenção da fonte em que o substituto sendo
considerado como sujeito passivo da relação jurídica
tributaria dos termos do nº3 do artigo 8 da lei geral tributaria
retém determinadas percentagens do rendimento ao ferir
pelo devedor originário para as entregar ao estado por conta
do imposto devido a final.
Artº8 nº3
O substituto é a empresa- está a entregar dinheiro, e o
substituído é o trabalhador
Portanto eu estou a trabalhar no Burger recebo 900 euro o Burger vai
adquirir 90 euros e vai dar ao estado e é um adiantamento que so ira
apurar em 2025.
Relação jurídico tributaria
Sujeito ativo
Sujeito passivo
Núcleo central- o dever do pagamento do imposto
Sujeito passivo originário do IRS- é o trabalhador
Substituto- Empresa (conjunto de bens do ativo para o exercício de
uma atividade económica).
Sociedade comercial- é o substituto
Artigo 8º- diz que o substituto faz parte da relação jurídica tributaria é
considerado o sujeito passivo
Retenção da fonte- nos ao longo do ano vamos recebendo
mensalmente salários,
Exemplo:
Este é o ano 2024 mas so em 2025 so vamos entregar a
declaração de IRS e so vamos apurar o montante do imposto
que devemos ao estado, contudo mesmo antes de sabemos o
imposto em cada mês que recebemos em cada salário, a
empresa vai recebendo.
Janeiro Fevereiro Março
1000 salário
Taxa de retenção da fonte varia em função do salário, em
função de o número de filhos que temos e qualquer deficiência
que temos.
A empresa vai reter 100 euros (10%) e entrega ao estado, e o
planeador vai receber 900.
100 X14=1400
(o sujeito passivo, o salário de 1000 e recebeu mais o subsídio
de ferias e de Natal).
A segurança social que teve recebeu 1400 euros que deu ao
estado
A pessoa deu a declaração do IRS.
Já deu ao estado 1400 e so tem de pagar 600.
O montante do imposto devido a final é quase sempre inferior
ao montante da fonte.
Reembolsos de IRS- o montante de imposto que ele pagou a
mais.
Responsabilidade em caso de substituição tributaria –
artigo 28º
Em caso de substituição tributaria, a entidade obrigada à
retenção é responsável pelas importâncias retidas e não
entregues nos cofres do Estado, ficando o substituído
desonerado de qualquer responsabilidade no seu pagamento,
sem prejuízo do dispositivo nos números seguintes.
Quando a retenção tiver a natureza de pagamento por conta do
imposto devido a final, cabe ao substituído a responsabilidade
originária pelo imposto não retido e ao substituto a
responsabilidade subsidiaria ficando este ainda sujeito a juros
compensatórios devidos desde o termo do prazo de entrega até
ao termo do prazo para apresentação da declaração pelo
responsável originário ou até à data da entrega do imposto
retido,
se anterior.
No restantes caso, o substituído é apenas subsidiariamente
responsável pelo pagamento.
2. Repercussão fiscal
Ónus económico do imposto
O imposto sobre o valor acrescentado volve o IVA.
IVA- quando vamos comprar seja o que for,
Exemplo: 100 x 23% iva =123 (paga-se o valor mais o IVA).
Somos nos que temos de pagar o Ónus do IVA.
3. Solidariedade passiva
Ocorre quando os pressupostos de incidência objetiva e de
incidência subjetiva reportados ao mesmo facto tributário, se
mostram preenchidos por mais de que uma entidade.
(Temos novamente a relação jurídica tributaria.)
Exemplo:
Pedro e Madalena tem uma casa
Ambos são o sujeito passivo.
4. Responsabilidade subsidiaria
Artigo 23º
A responsabilidade subsidiaria efetiva-se por reversão do processo de
execução fiscal.
Quais requisitos:
Eu Pedro sou caloteiro não pagou o IRC, o primeiro pressuposto.
Foi instaurado um processo de fiscal- segundo pressuposto.
O Devedor originário não tem património – terceiro pressuposto.
Se isto acontecer pode reverter o processo fiscal, para passar a correr
em nome terceiro que é chamado a responder pela divida.
No caso dos gerentes administradores:
Ocuparem o cargo de gerência durante que ocorreu o facto tributário
ou do respetivo pagamento
22/10/2024-Prática
Dia 29/10/2024- apresentação de grupo
Fases do imposto
4 fases
Classificação dos impostos
Impostos diretos e indiretos
Corresponde aquela que esta no orçamento de estado, diversos
são os critérios que foram apresentados ao longo do tempo, uns
de natureza económica e financeira, e outros natureza jurídica
ou administrativa.
Imposto Indireto- não dá para perceber logo a riqueza.
Imposto direto- dá para perceber a riqueza que a pessoa tem
Ambos o imposto tem capacidade contributiva.
Critérios de natureza económica
Critério financeiro
Critério Económico ou da contabilidade
Critério da Repercussão económico – é a analise da distribuição
do imposto.
Critérios de natureza jurídica administrativa
Critério de lançamento
Critério de rol dominante
Critério do tipo de relação jurídica
Qual os adotados pelo nosso ordenamento jurídico-fiscal
1. Na classificação orçamental das receitas fiscais
2. Artigo 736, nº1 CC
3. Artigo 254º, Nº1, CRP
4. Artigos 112, 113, TFUE
5. Artigo 6 Nº1 E 2 LGT
Impostos periódicos e de obrigação única
Os impostos periódicos consistem em tributos no qual a sua
obrigação tributaria ocorre numa periodicidade regular,
geralmente de forma anual
As duas características fundamentais dos impostos periódicos
são a estabilidade e a continuidade
Alguns dos exemplos periódicos são o IRS, IRC e IMI
Os impostos de obrigação única consistem em tributos que
incidem sobre factos tributários onde não é necessária a
continuação do seu pagamento de forma regular, ou seja,
factos de caracter instantâneo e isolado
Alguns exemplos de imposto de obrigação única são IMT e o
IVA.
Impostos reais e pessoas
Impostos reais- são impostos que incidem sobre matéria coletiva
objetivamente determinada, atuando no individuo sem ter
necessariamente em consideração a situação económica do
mesmo, a situação pessoal e também familiar. Temos como
exemplos de impostos reais o IMI e o IMT.
Impostos pessoais- consistem em tributos que tem em conta a
situação pessoal do contribuinte, diferenciando-se assim
fundamentalmente dos impostos reais por essa mesma razão. É
então nos impostos pessoais levada em grande consideração
ambos a situação económica e social do contribuinte. Temos como
exemplos de impostos pessoais o IRS.
Imposto proporcional e imposto progressivo
Imposto de quota fixa
O valor a pagar mesmo é tal como o nome indica fixo. Desta
forma,
Imposto de quota variável
O seu valor varia dependentemente da matéria coletável e essa
variação pode ocorrer de forma diferente, como imposto de quota
variável de taca fixa e de taxa variável
Imposto proporcionais (taxa fixa)
Estes impostos que apesar de serem de quotas variável, a taxa
(percentagem) que lhes é aplicada sobre a base tributável e igual
para todos
Impostos progressivos (taxa variável)
A taxa tributada aumenta tendo em conta a renda do individuo. Desta
forma quanto maior for a renda ou o valor tributável, maior será a
percentagem maior.
IRS
Impostos progressivos
Este imposto a taxa aplicada diminui conforme a base tributaria vai
aumentando. Desta forma quem tem mais rendimento ou consumo
paga proporcionalmente mais
Desta forma este são menos comuns vistos que claramente
contrariam o princípio da capacidade contributiva e da igualdade
fiscal
Impostos estaduais e não estaduais
Impostos Estaduais-são sujeitos ativo o Estado
Impostos Não estaduais- são aqueles cujo sujeito ativo é uma pessoa
coletiva de direito publico distinta do Estado. Nomeadamente regiões
autónomas, municípios ou mesmo, institutos públicos
Artigos 18, nº2 da LGT
IMPOSTOS GERAL E IMPOSTO ESPECIAL
Imposto geral- é definido como aquele tributo onde a previsão
normativa abrange todas as situações do mesmo tipo
Os impostos gerais são estão aplicados a situações homogéneas
Imposto especial-
Imposto principal e acessórios
Imposto Principal- gozam da autonomia, quer no plano normativo
quer no plano das relações tributarias concretas
Imposto Acessórios – são aqueles que acrescem aos impostos
principais, de cujo existência previa dependem em concreto
Exemplo: derrama do IRC
Imposto sobre o rendimento, património e consumo
imposto sobre o rendimento- trata sobre o rendimento líquido
imposto sobre o consumo- incidem sobre o consumo geral de certos
bens e serviços
imposto sobre o património- é um imposto que se pode aplicar a atos,
contratos, documentos.
Imposto fiscal e extrafiscal
Imposto fiscal- o Estado cobra com objetivo de cobrar / receber
receitas
24/10/2024-Teórica
Princípio da legalidade artigo 103º
sustenta-se num vetor axiológico ([Link] mais forte - p. "no taxation
without representation" - não tributação sem representação) -
necessidade de ser o povo a auto-tributar-se.
Tem 2 vetores/ perspetivas:
Formal - todos somos iguais perante a lei - significa que 2
sujeitos passivos devem estar sujeitos à mesma carga fiscal
Material - todo o elemento do imposto deve estar contido na
lei
Princípio da tipicidade – como um subprincípio na sua vertente
material
Incidência/ taxa/ benefícios.
Tem haver com a doutrina germânica chama de tatbestand-
artº48
Baseia-se apesar de a lei discriminar, pode a lei não obstante
pode recorrer a conceitos indeterminados.
O tipo fiscal- Soares Martinez pais no que se refere ao tipo fiscal
tem de ser exclusivo tem de conter todos os requisitos de
incidência, mencionar expressamente a taxa, so os
pressupostos jurídicos na norma é que tem nominada
Do uso ao abuso fiscal.
Em vez da lei se referir em transmissão- sempre que uma
determinada entidade transferir licenças essas licenças ficam
sujeitas a imposto de selo.
Tem 4 pressupostos:
1. Competências (art.165, n°1, al. i) l
2. Reserva da lei material – se a reserva da lei material se os
impostos elementos essenciais (lançamento, etc.)
Incidência artigo 103 CRP
Objetiva
subjetiva
Procedimentais de âmbito administrativo / processual (nos tribunais).
Definição dos crimes fiscais regime gerais da infração tributarias.
Liquidação / cobrança- também tem de ser aprovados pela
assembleia da república.
Obrigações acessorias- são declarações
Taxa
Benefícios fiscais – tem de ser determinados por lei, tem de ser
aprovados pela assembleia da república.
3. Direito da resistência
Não sou obrigado a pagar impostos que não tenham sidos
criados na constituição
Que tenham natureza retroativa.
Ex: a República da Madeira lança um imposto
As pessoas da madeira podem ter resistência pois esse imposto
não requisite nos tempos da lei.
A lei fiscal tem alguns processos
Conceitos indeterminados (
// clausulas gerais (falam de clausula geral anti abuso, o ordenamento
jurídico nacional tem uma norma que pretende abarcar tudo
artificialidade, esta a celebrar um negócio que vai alcançar o mesmo
objetivo previsto da lei, conseguir transmitir as licenças, através de
um artificio).
29/10/2024-Prática
Apresentação do trabalho de grupo
As fases do imposto
31/10/2024-Teórica
Princípios de interpretação IVA
Devemos obedecer a critérios, próprios quando estamos a interpretar
as normas?
Exemplo:
Existe uma norma do código do IVA
Os princípios são diferentes daqueles que existem do ordenamento
jurídico (os princípios do IRC, IRS, IMI, temos uma norma)
Iva é um imposto de matriz comunitária (significa que diretiva, pelo
tribunal de justiça da união europeia, pedido de reenvio judicial)
conjunto de princípios de jurisprudência.
Lei geral tributaria- artigo 11º.
Princípio da interpretação declarativa-significa que nos devemos
observar o texto da lei, e não podemos analisar quaisquer outros
vetores axiológicos (vetores axiológicos são por exemplo o objetivo
social ou objetivo económico da norma o que chamamos teleologia,
ou seja o objetivo, para efeitos fiscal o objetivo social e o objetivo
económico.)
Para efeitos do direito fiscal, o professor Soares Martinez desenvolveu
este princípio e defendia que o tipo fiscal- (são o conjunto de
pressupostos jurídicos Ex: um trabalhador de sujeito de salários fica
sujeito do IRC, os pressupostos é a incidência objetiva -salários).
Outro exemplo: esta norma dizia que uma pessoa singular, do âmbito
regulado pelo trabalho está sujeito ao IRS.
Soares Martinez – princípio da tipicidade enumerativa e exclusivista
(significa que o tipo fiscal tem que estar feito, e tem que ser
interpretado em modo exclusivo e enumerativos), so aquilo que esta
contido no tipo fiscal é que ode estar sujeito a tipo fiscal.
Ana Paula dourado e Saldanha Sanches- defendem a adoção em
Portugal de um conceito que vem de uma doutrina germânica
TACTISPÉCIES significa por um lado o tipo fiscal(a norma)devem por
um lado utilizar conceitos próprios autónomos,e não recorrer ao facto
e espécies (recorre a um instituto de contrato civil, devemos utilizar
conceitos do direito fiscal, conceitos mais amplos, ou conceitos
económicos ou fiscais), o tipo fiscal pode utilizar conceitos
indeterminados(são conceitos que vao ter de ser desenvolvidos pela
administração tributaria e tribunais),
Clausulas gerais- no artigo 38º nº2. (Norma que visa abranger uma
multiplicidade de funções.)
Revisão novamente desde o início:
Primeira coisa a saber diferença entre o Iva e os restos dos
impostos (artigo 11º)
Nº2/3/4- refere as especificidades
Formal-deve ser aplicada pela assembleia
Material- deve ser
SOARES MARTINEZ- A norma deve ser exclusivista e
enumerativa
Os pressupostos jurídicos (incidência objetiva e subjetiva tem
de estar tudo discriminado).
Tem de trazer o tatbestand- tem que resolver a doutrina do
princípio da tipicidade.
Na utilização de conceitos autónomos, indeterminados e nas
clausulas gerais
IVA
IVA-tem princípios próprios, não constam de uma norma jurídica mas
de uma jurisprudência de tribunais
Existe um pedido de reenvio judicial para esclarecimentos
dessas dúvidas, para o pedido de reenvio prejudicial
- Principio de interpretação do IVA -
Acórdão Bulthuis-C- 453/93- Literal
Existe uma isenção de despesa social
O tribunal diz no princípio da literalidade se fala dos
organismos(plural) e se for uma pessoa singular não poderá
usufruir da isenção
Acórdão Gregg-C-216/97- Literal
Existem duas pessoas que tem um lar
A norma diz que pessoas coletivas terceira idade, o que fizeram
uma partnership
O tribunal diz não
Canterbury Hockey Club- C- 253/07- Princípio do efeito útil
Acontece que os clubes desportivos estão isentos.
Se o efeito útil fica prejudicado também tem de se isentar.
Princípio dos efeitos – SÓ foi invocado neste acórdão
OS ACORDAOS MAIS IMPORTANTES- SÃO OS PRINCIPIOS
DE INTERPRETAÇÃO (2/2)
Fischer-C- 283/95-princípio da neutralidade
Jogos ilícitos
Tudo que é igual deve ser tributada de formas iguais
Rank Group – C- 260/10- Criterio atual
Critério concorrencial
O tribunal de justiça deu-nos para haver neutralidade aquela
realidade económica deve estar em concorrência no mesmo
segmento do mercado e o consumidor deve obter os mesmos
benefícios.
Critério da paridade- significa deve obter os mesmos benefícios
económicos de ambas partes
Exemplo: pão com chouriço.
05/11/2024-Prática
Relação jurídica fiscal
Personalidade Tributária
• Artigo 15° da LGT, consiste na suscetibilidade de ser sujeito de
relações jurídicas tributarias.
• Tem personalidade tributária quem tem personalidade jurídica
porém, existem casos em que o legislador atribui personalidade
tributária a entes que não a possuem.
• Relevância do agregado familiar
Casos especiais: artigo 2°, n°2, CIRC - herança jacente e
transparência fiscal
Capacidade Tributária
Artigo 16° LGT, consiste na possibilidade de uma pessoa praticar
por si e sem depender de outrem, atos que produzam efeitos
jurídicos substanciais ou formais na relação jurídico tributária.
• Falta de capacidade tributaria
• Incapazes, artigo 16°, n°3, LGT
• Representação para sanar a falta de capacidade tributária
• Representação voluntária por mandato, artigo 16°, n°1,LGT
Caso especial: gestão de negócios, artigo 17°, LGT
Complexidade da Relação Jurídica Fiscal
• A complexidade é observada a partir de: o Titulares ativos o
Sujeitos passivos
• Envolve diferentes obrigações: o Principais (pagamento do
tributo)
• Acessórias documentação, declarações, etc.)
Natureza das Relações Jurídicas
• Relação Administrativa
• Relação Obrigacional
• Relação paritaria
Titulares dos Poderes Tributários
• Tipos de titulares: o Poder Tributário Stricto Senso o Capacidade
Tributária Ativa o Receita Fiscal
Obrigações Principais e Acessórias
• Obrigação Principal: pagamento da dívida tributária (artigo 31° da
LGT).
•Obrigações Acessórias: São instrumentais e visam apurar o
montante do imposto.
Incluem:
•Apresentação de declarações
•Exibição de documentos fiscais
• Informações relevantes
Classificação das Obrigações Acessórias
Obrigações de Preparação e Segurança:
•Visam assegurar a correta execução da obrigação principal.
Deveres de Conduta:
•Garantem o desenvolvimento regular da relação tributária.
•Baseados no princípio da boa-fé.
IRS
• Declarações de início, alteração e cessação de atividade: Sujeitos
passivos de IRS e IRC devem informar o início, qualquer alteração (em
15 dias) e o fim da atividade (em 30 dias para IRS e 90 dias para IRC)
ao serviço de finanças.
• Declaração periódica: Entregue anualmente - até 31 de maio para
IRS e até o final de maio
para IRC.
• Declaração de substituição: Enviada no prazo de 30 dias após
alterações nos rendimentos declarados em IRS e em até um ano para
IRC.
• Declaração anual de informação contabilística e fiscal: Transmitida
eletronicamente até 15 de julho, parte da Informação Empresarial
Simplificada (IES).
Obrigações contabilísticas e de escrituração
• Contabilidade organizada: Obrigatória para empresas e profissionais
que não optem pelo regime simplificado de IRS.
Sujeitos de IRC também devem cumprir, com exceção dos isentos.
• Processo de documentação fiscal: Deve ser criado anualmente até
ao prazo da declaração anual.
• Conta bancária empresarial: Necessária para movimento de
pagamentos e recebimentos.
empresariais.
• Escrituração simplificada: Para contribuintes de IRS com
rendimentos da categoria B e para entidades não empresariais em
IRC, envolvendo registos específicos como livros de compras, vendas
e serviços.
Outras obrigações acessórias
• Arquivo de documentos e comunicação de retenções:
Arquivo de documentos, comunicação de retenções e cooperação
com a administração fiscal.
• Fatura e recibo: Emitir fatura ou recibo em cada operação comercial,
conforme exigido.
IVA
• Contabilidade organizada: Obrigatória para empresas e profissionais
que não optem pelo regime simplificado de IRS.
• Declarações periódicas: Mensais ou trimestrais, conforme o volume
de negócios.
• Mapas recapitulativos: Anualmente, com detalhes das transações
internas superiores a €25.000.
Características da obrigação fiscal:
• A obrigação fiscal destaca-se pela sua natureza legal e pública,
sendo exequível e executiva, com carácter semi-executório, e
autotitulada pelo Fisco, que emite os próprios títulos de dívida.
SUJEITOS
Sujeito Ativo
Artigo 18° - Sujeitos
1. O sujeito active da relacao tributária é a entidade de direito público
titular do Direito de exigir o cumprimento das obrigações tributárias,
quer diretivamente quer através de representante.
O titular da receita tributária pode ser:
• Estado (Autoridade Tributária e Aduaneira (AT))
• Regiões Autónomas
• Autarquias Locais
• Qualquer entidade pública de base não territorial
Sujeito Passivo
Artigo 18° - Sujeitos
3. O sujeito passivo é a pessoa singular ou colectiva, o património ou
a organização de facto ou de Direito que, nos termos da lei, está
vinculado ao cumprimento da prestacao tributária, seja como
contribuinte directo, substitute ou responsável.
Categorias de sujeitos passivos:
• Contribuintes
• Substituto Tributário
• Responsável Tributário
Domicílio Fiscal
• Regra para determinação do domicílio fiscal: o Pessoas Singulares:
residência habitual.
• Pessoas Coletivas: conforme legislação específica (arts. 199, n° 1 da
LGT; 16° do CIRS; 2°, n° 3 do CIRC).
• Domicílio Fiscal: Local onde os sujeitos passivos são considerados
residentes para efeitos fiscais.
• Artigo 19° da LGT:
• Contribuintes residentes no estrangeiro ou ausentes por mais de
seis meses no território nacional devem nomear um representante
fiscal em Portugal.
Exceção: Contribuintes da União Europeia ou do Espaço Económico
Europeu podem optar por não designar um representante, conforme
decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (Processo C
267/09).
Importância: A designação de um representante garante o exercício
de direitos como reclamação e recurso junto à administração fiscal.
Residentes Não Habituais
• Criado pelo Código Fiscal do Investimento.
• Aplicável a estrangeiros ou nacionais que não residiram em Portugal
nos últimos cinco anos.
• Objetivo: Atração de investimento estrangeiro e concessão de um
regime fiscal especial a esses indivíduos.
Solidariedade Tributária
• Várias pessoas podem ser responsabilizadas pelo pagamento
integral da dívida.
• Gravar
E Apresentar no Teams
Ativar Edição
• Situações específicas:
• Responsabilidade Solidária por Vários Devedores (Artigo 21°, n.º 1
da LGT)
• Responsabilidade Solidária nas Sociedades de Responsabilidade
Limitada (Art. 21°, n.º 2 da LGT)
• Responsabilidade Solidária dos Liquidatários de Sociedade (Art. 26"
da LGT)
• Responsabilidade Solidária dos Gestores de Bens de Não Residente
(Art. 27° da LGT)
• Dívidas Aduaneira (Art. 213° do Código Aduaneiro Comunitário)
• Responsabilidade Solidária nas Sociedades de Grupo (Art. 118° do
CIRC)
• Responsabilidade Solidária por Impostos sobre Sucessões (Art. 42°
do Código do IS)
• Responsabilidade Solidária por Fraude Fiscal no IVA (Art. 79" do
CIVA)
• Imposto Especial sobre o Consumo (Art. 4", n.° 3 do CIEC)
• Tributação Conjunta em IRS (Art. 102° al.c), n.º 1 do CIRS)
Responsabilidade Tributária
•A responsabilidade tributária decorre do dever de pagar impostos e
outras obrigações fiscais.
•A responsabilidade tributária é, geralmente, subsidiária em relação
ao devedor originário.
• Responsabilidade Subsidiária (Art. 22" e 23° da LGT; Art. 159° e
160° do
CPPT)
• Distinção entre Responsabilidade Solidária e Subsidiária
• Responsabilidade Solidária do Substituto Tributário
(Art. 103° do CIRS)
Responsabilidade Civil por Multas e Coimas Fiscais
•A responsabilidade civil dos administradores, gerentes e outros
responsáveis em entidades coletivas e sociedades pode ocorrer
devido a sanções fiscais (multas e coimas).
•A responsabilidade pode ser subsidiária ou solidária, dependendo da
participação do administrador na infração fiscal.
• Responsabilidade Subsidiária (Art. 8° do RGIT)
• Responsabilidade Solidária (Art. 8° do RGIT)
• Execução Fiscal das Dívidas por Coimas
• Jurisprudência e Pequenas Empresas
07/11/2024-Teórica
Lei geral tributária
Código de procedimento e de processo tributário
Relação jurídica tributaria-consiste numa relação de natureza
obrigacional que se cristaliza com ocorrência do facto gerador,
por intermédio da qual o sujeito ativo detém um crédito de
imposto sobre o sujeito passivo, o qual se encontra, ainda,
constrangido ao cumprimento de obrigações de índole
acessória que permitem a determinação do “quantum “de
imposto.
Exemplo: recebe o salário- facto gerador
Pessoa singular-recebe o salário.
Esta definição tem obrigações acessória- são obrigações de
âmbito declarativo, âmbito de imposto, são de âmbito
declarativo (doutrina).
Objeto da relação jurídico-tributário
Art30 LGT- o objeto da relação jurídico-tributaria, referem as
obrigações declarativas (contribuintes), entrega de declarações.
IVA- imposto de valor acrescentado (o sujeito passivo tem o
direito a deduzir o imposto, suportar a montante)
sujeito passivo de IVA- vende café com café e vai receber iva
dos clientes
Exemplo:
É um abatanado 0,63+iva
Sujeito passivo teve de ir comprar café e a cantina teve de
pagar iva
A delta pode deduzir o Iva da cantina
Chama-se Direito à dedução
Nº2- significa que o estado não pode perdoar dividas fiscais.
Salvo se for o princípio de igualdade, e o princípio da legalidade
Art 18-diz-nos o sujeito ativo. (aquele que tem o direito a
reclamar o imposto), depois o nº3 o património também pode
ser sujeito passivo do imposto
Sujeito ativo- art18 nº1 e 2
Sujeito passivo- art º3
Não é sujeito passivo:
- Quem suporte o imposto p0or repercussão legal (sem prejuízo
do direito de reclamação, recurso, impugnação ou pedido de
pronuncia arbitral)
- Deve prestar informações sobre assuntos tributários de
terceiros, exibir documentos assim como peritos, em
procedimentos administrativo e as pessoas que permitem o
acesso de imoveis ou locais de trabalho.
Repercussão legal-existe quando o sujeito passivo, transmite o
ónus tributário para o sujeito. (não esta sujeito na lei, é uma
opção)
Exemplo: tem de pagar 10 mil euros de IRC
Latas de refrigerante – 1.50.
Aumenta o preço das latas de refrigerante
Para o Imposto que suporta, seja pago pelo cliente
Reprecucao fiscal do IVA- é obrigado por lei a repercutir imposto
do consumidor.
Tem de liquidar IVA
1 euros x 13% (IVA)= 1,13.
Constituição da relação jurídica-tributária
- A relação jurídica-tributaria constitui-se com o facto tributário.
- O objetivo da relação jurídica- tributária o não pode ser
alterado por vontade das partes.
- A administração tributaria não pode conceder moratórias no
pagamento das obrigações tributarias.
- A qualificação de negócio jurídico alterada pelas partes,
mesmo em documento autêntico, não vincula a administração
tributária.
Indisponibilidade do crédito tributário
- Obrigação principal do sujeito passivo- efetuar o pagamento
da dívida tributaria.
- Obrigações acessorias do sujeito passivo-as que visam
possibilitar o apuramento da obrigação do imposto (e.g.
apresentação de declarações, exibição de documentos
fiscalmente relevantes)
Destrinça entre pagamentos por conta e retenções na
fonte (sempre que se fala destes 2, estamos do âmbito
dos impostos periódicos)
Artigos 33 e 34 LGT
- PAGAMENTO POR CONTA: entregas pecuniárias antecipadas
que sejam efetuadas pelos sujeitos passivos no período de
formação do facto tributário.
exemplo:
Durante o ano, a empresa esta sujeita a IRC 2024, é pago em
2025
-RETENÇÃO NA FONTE: entregas pecuniárias efetuadas por
dedução nos rendimentos pagos ou postos à disposição do
titular pelo substituto tributário.
- Art20 LGT a substituição tributaria verifica se quando, por
imposição da lei, a prestação tributária seja exigida de pessoa
do contribuinte, sendo efetuada através do mecanismo da
retenção da fonte.
Exemplo:
Para que possa haver retenção da fonte tem de pagar
rendimento
Empresa- Pedro limitada
João- funcionário
Salários – são rendimentos
Taxa da retenção da fonte- 1000
Tem de pagar- 100 euros ao estado por conta do Imposto.
Outro exemplo
Uma empresa, paga dividentes aos seus sócios.
Entrega partes deste dividentes ao estado.
Retenção da fonte
1º a empresa está a pagar algo a terceiro.
Personalidade tributária VS. Capacidade Tributária
- Personalidade tributária adquira-se com o nascimento artº 15
LGT
- Capacidade tributária-salvo disposição tem capacidade
tributaria quem delivre personalidade tributária art16 LGT.
Gestão de negócios
- Art 17 LGT
- Obrigatoriedade de ratificação – Deve constar de documentos
escrito art 454 CC
- Apenas atos que não sejam de natureza puramente pessoal
- Enquanto não existe ratificação, o gestor de negócios assume
os direitos e deveres de sujeitos passivos
- Cumprimento de obrigações acessorias ou de pagamentos
(presume a ratificação apos o termo do prazo legal para o seu
cumprimento)
Solidariedade passiva
- Art 21 da LGT
- Quando os pressupostos do facto tributário se verifiquem em
relação a mais de uma pessoa- todos são solidariamente
responsáveis pelo cumprimento da divida tributaria
- Liquidação de sociedades de responsabilidade limitadas- sócios
são solidariamente responsáveis, com aquelas, e entre si, pelos
impostos em dívida.
Responsabilidade tributária
- Abrange a divida tributaria, os juros e demais encargos legais;
- Para alem dos sujeitos passivos originários pode abranger
(solidária ou subsidiariamente) outras pessoas;
- A responsabilidade do cônjuge é a decorrer a lei civil.
Responsabilidade em caso de substituição tributária
Domicílio fiscal
-Art 19 LGT
-Para as pessoas singular- o local da residência habitual
- Para as pessoas coletivas – o local da sede ou direção efetiva
ou, na falta destas, do seu estabelecimento estável de Portugal
Caixa postal eletrónica
- art 19 nº10 e art 151 da lei 64 B
- Sujeitos passivos do IRC
- Sujeitas passivas do Iva enquadrados no regime normal
-Obrigados a possuir caixa postal e comunicá-los a AT
-Vide arts 35/36 CPPT
12/11/2024-Prática
Fases do procedimento administrativo
4 fases
Noção- o procedimento administrativo baseia se a sucessão de atos
que leva à criação do ato administrativo
Artigo 1 CPA.
Objetivos- objetivos principais artigos 266 e 267 CPA
Racionalização dos meios a utilizar pelos serviços.
Assegurar a participação dos cidadãos nas tomadas de decisão
artigos 267 nº5 e artigo 12 CPA
Salvaguarda dos interesses legítimos dos particulares.
Princípios
-Caracter escrito artigo 54 CPA
- Princípio do inquisitório artigo 58 CPA
Recolhe todas as provas das negligencias para a administração
publica.
Pode ser qualquer altura se a administração o que quiser.
So não pode fazer depois da audiência dos interessados, e a
partir da audiência prévia.
- Princípio da adequação procedimental artigo 56 CPA
-Princípio da cooperação e boa-fé procedimental artigo
60 CPA
- Princípio da tomada de decisão artigo 13 CPA
-Princípio da gratuitidade artigo 15 CPA
Fases do início do procedimento
- Fase que principia o procedimento administrativo, tal procedimento
pode principiar por impulso da entidade administrativa com para
praticar o ato final, ou por iniciativa privada artigo 53CPA
- Por impulso da entidade administrativa artigos 1,2,3 do CPA,
notificação da parte do órgão.
- Por iniciativa privada artigo 102 nº1 do CPA
Fase de instrução
- Prova documental
Fase da audiência dos interessados
-Princípios da colaboração administração com os particulares.
Fases de decisão
- Etapa final de um procedimento administrativo
- Pode ocorrer através da prática.
- Extinção do procedimento também pode ocorrer por:
Desistência ou renuncia dos interessados artigos 131 CPA
Deserção dos interessados artigos 132 CPA
Impossibilidade ou inutilidade superveniente artigo 95 CPA
Falta de pagamento de taxas Artigo 133 CPA
Deferimento tácito artigo 130 CPA
Fase de preparação da decisão
Fase complementar
- Depois que o ato administrativo já produziu os seus efeitos jurídicos.
- O seu objetivo é realizar a formalidade.
Fase integrativa de eficácia (francisco ferreira de almeida)
- Ocorre antes de o ato administrativo produzir os seus efeitos
completos, embora o ato já exista no âmbito jurídico