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Gametogenese

O documento aborda a gametogênese, detalhando a espermatogênese e a ovulogênese, além do processo de fecundação e desenvolvimento inicial do embrião. Também discute métodos contraceptivos, tecnologia de reprodução assistida e causas de infertilidade. A primeira semana de desenvolvimento embrionário é descrita, destacando a formação do zigoto, clivagem e implantação do blastocisto no útero.

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Gametogenese

O documento aborda a gametogênese, detalhando a espermatogênese e a ovulogênese, além do processo de fecundação e desenvolvimento inicial do embrião. Também discute métodos contraceptivos, tecnologia de reprodução assistida e causas de infertilidade. A primeira semana de desenvolvimento embrionário é descrita, destacando a formação do zigoto, clivagem e implantação do blastocisto no útero.

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Gametogênese

Definição: Processo de formação dos gametas (células sexuais).

Espermatogênese: Formação dos espermatozoides nos homens, iniciada na puberdade e


continuando até a velhice. O processo ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos e envolve
várias etapas: espermatogônia, espermatócito primário e secundário, espermátide e
espermatozoide.

Ovulogênese: Formação dos óvulos nas mulheres. Inicia-se antes do nascimento, durante a 2ª
semana embrionária, e se completa a partir da puberdade. Envolve as etapas: ovogônia,
ovócito primário, ovócito secundário e óvulo.

Diferenças no Ciclo: A espermatogênese é contínua, enquanto a ovulogênese é cíclica,


dependendo do ciclo menstrual.

2. Fecundação

Definição: Processo de fusão do espermatozoide com o ovócito, ocorrendo geralmente na


ampola da tuba uterina.

Etapas da Fecundação:

Superação de Barreiras: O espermatozoide supera duas barreiras principais: a coroa radiada e


a zona pelúcida, cada uma desempenhando um papel essencial para garantir a especificidade
da fecundação.

Capacitação e Reação Acrossômica: Preparações do espermatozoide para penetrar no ovócito,


incluindo a remoção de proteínas da membrana plasmática e a liberação de enzimas.

Prevenção da Poliespermia: Inclui o bloqueio rápido (mudança de potencial elétrico da


membrana do ovócito) e o bloqueio lento (modificação da zona pelúcida para impedir a
entrada de outros espermatozoides).

Consequências da Fecundação:

Termino da segunda divisão meiótica do ovócito.

Restauração da quantidade diploide de cromossomos.

Determinação do sexo do novo indivíduo.

3. Desenvolvimento Inicial do Embrião

Clivagem do Zigoto: Processo de divisão celular que começa 30 horas após a fertilização,
resultando em blastômeros.

Formação do Blastocisto:

Dia 1 a 5: Do zigoto até o estágio de blastocisto. Inclui a formação da mórula (12-16 células) e
do blastocisto (com a cavidade blastocística chamada blastocele).

Implantação: O embrião é implantado no endométrio ao redor do dia 6, com modificações no


trofoblasto e embrioblasto, como o surgimento do disco embrionário bilaminar.

Células-Tronco:
Embrionárias Totipotentes: Até a fase de mórula, capazes de formar todos os tipos celulares.

Embrionárias Pluripotentes: A partir do blastocisto, capazes de formar os três folhetos


embrionários.

Adultas Multipotentes: Encontradas em vários tecidos, com capacidade de gerar células


específicas.

4. Métodos Contraceptivos

Métodos de Barreira: Preservativos masculino e feminino, diafragma, DIU de cobre, entre


outros.

Métodos Cirúrgicos: Vasectomia e laqueadura.

Métodos Hormonais: Pílulas anticoncepcionais, adesivos, injeções, DIU hormonal, entre


outros.

Contraceptivos de Emergência: Pílula do dia seguinte.

5. Tecnologia de Reprodução Assistida (TRA)

Técnicas de Reprodução Assistida: Incluem a fertilização in vitro, injeção intracitoplasmática de


espermatozoide, transferência de embriões, e criopreservação de embriões.

Gestações Múltiplas: Podem ocorrer naturalmente ou através de TRA, envolvendo gêmeos


dizigóticos (fraternos) ou monozigóticos (idênticos).

6. Infertilidade

Masculina: Problemas incluem número e motilidade insuficiente de espermatozoides.

Feminina: Problemas incluem oclusão das tubas uterinas, muco cervical hostil, imunidade aos
espermatozoides e ausência de ovulação.

1. Gametogênese
Espermatogênese: Processo de formação dos espermatozoides, que ocorre nos túbulos
seminíferos dos testículos.

Células envolvidas:

Espermatogônia: Células germinativas primordiais que se dividem por mitose para formar
espermatócitos primários.

Espermatócito Primário: Célula que passa pela primeira divisão meiótica para formar dois
espermatócitos secundários.

Espermatócito Secundário: Célula que passa pela segunda divisão meiótica, resultando em
espermátides.

Espermátides: Células haploides que sofrem diferenciação para se transformar em


espermatozoides.

Espermatozoides: Células sexuais masculinas maduras compostas por:


Cabeça: Contém o núcleo haploide e o acrossoma, que possui enzimas necessárias para
penetrar o ovócito.

Cauda (Flagelo): Divide-se em peça intermediária (rica em mitocôndrias para produção de


ATP), peça principal e peça terminal.

Hormônios envolvidos:

Testosterona: Hormônio produzido pelas células de Leydig nos testículos, essencial para o
desenvolvimento e maturação dos espermatozoides.

Hormônio folículo-estimulante (FSH): Estimula as células de Sertoli e facilita a


espermatogênese.

Hormônio luteinizante (LH): Estimula a produção de testosterona pelas células de Leydig.

Ovulogênese (Ovogênese): Formação e maturação dos óvulos nos ovários.

Células envolvidas:

Ovogônia (Oogônia): Células germinativas primordiais que se multiplicam por mitose no


período fetal.

Ovócito Primário: Célula diploide que inicia a primeira divisão meiótica, mas é interrompida na
prófase I até a puberdade.

Ovócito Secundário: Célula haploide que completa a primeira divisão meiótica e é liberada
durante a ovulação; a segunda divisão meiótica ocorre apenas se a fertilização ocorrer.

Óvulo: O ovócito secundário maduro pronto para ser fertilizado.

Estruturas do folículo ovariano:

Teca Folicular: Camada externa de células ao redor do folículo, que produz andrógenos.

Camada Granulosa: Conjunto de células que circundam o ovócito, convertendo andrógenos em


estrógenos.

Zona Pelúcida: Camada de glicoproteínas que circunda o ovócito, essencial para a fertilização.

Corona Radiata: Camada de células foliculares que permanecem aderidas ao ovócito após a
ovulação.

2. Fecundação
Capacitação: Processo de maturação final do espermatozoide, que ocorre no trato reprodutivo
feminino, envolvendo a remoção de proteínas da membrana plasmática.

Reação Acrossômica: Liberação de enzimas do acrossoma para penetrar a zona pelúcida do


ovócito.

Barreiras à Fecundação:

Coroa Radiada: Camadas de células foliculares ao redor do ovócito.

Zona Pelúcida: Barreira glicoproteica ao redor do ovócito que impede a poliespermia


(fertilização por mais de um espermatozoide).
Reação Cortical: Alteração no ovócito que ocorre após a fusão com o espermatozoide,
impedindo a entrada de outros espermatozoides.

Blocos de Poliespermia:

Bloqueio Rápido: Mudança imediata no potencial de membrana do ovócito após a entrada do


primeiro espermatozoide.

Bloqueio Lento: Modificação estrutural da zona pelúcida para evitar a ligação de mais
espermatozoides.

3. Desenvolvimento Inicial do Embrião

Zigoto: Célula única formada pela fusão do núcleo do espermatozoide com o núcleo do
ovócito.

Clivagem do Zigoto: Divisão mitótica do zigoto, formando blastômeros (células iniciais do


embrião).

Mórula: Estágio de 16-32 células, semelhante a uma amora, que ocorre após a clivagem do
zigoto.

Blastocisto: Estágio em que o embrião forma uma cavidade interna (blastocele) e se diferencia
em embrioblasto (formará o embrião) e trofoblasto (formará a placenta e membranas
extraembrionárias).

Implantação:

Trofoblasto: Diferencia-se em duas camadas:

Citotrofoblasto: Células mononucleares que proliferam e dão origem ao sinciciotrofoblasto.

Sinciciotrofoblasto: Camada multinucleada invasiva que penetra o endométrio materno para a


implantação.

4. Sistema Reprodutor Masculino e Feminino

Masculino:

Testículos: Glândulas produtoras de espermatozoides e testosterona.

Epidídimo: Armazena e amadurece espermatozoides.

Ducto Deferente: Canal que transporta espermatozoides do epidídimo até a uretra.

Glândulas Sexuais Acessórias: Incluem vesículas seminais (produzem frutose para energia),
próstata (secreta líquido seminal), e glândulas bulbouretrais (produzem muco lubrificante).

Feminino:

Ovários: Glândulas que produzem óvulos, estrógeno e progesterona.

Tubas Uterinas (Trompas de Falópio): Canais que transportam os ovócitos dos ovários para o
útero.

Útero: Órgão muscular onde ocorre a implantação e o desenvolvimento do embrião.

Perimétrio: Camada externa.


Miométrio: Camada média de músculo liso.

Endométrio: Camada interna, rica em vasos sanguíneos, onde ocorre a implantação.

Vagina: Canal de passagem para o fluxo menstrual e parto.

5. Métodos Contraceptivos e Infertilidade

Contraceptivos de Barreira: Preservativos, diafragmas, DIU.

Contraceptivos Hormonais: Pílulas, adesivos, injeções, implantes, DIU hormonal.

Infertilidade Masculina e Feminina:

Masculina: Problemas na produção ou qualidade do esperma.

Feminina: Oclusão tubária, problemas na ovulação, ou condições uterinas hostis.

Desenvolvimento do Embrião na Primeira Semana


A primeira semana de desenvolvimento embrionário é um período crucial que começa
imediatamente após a fertilização do óvulo pelo espermatozoide e culmina na formação de um
blastocisto pronto para a implantação no útero. Aqui está um detalhamento do que ocorre
durante essa primeira semana:

Dia 1: Fecundação e Formação do Zigoto

Local da Fecundação: Normalmente ocorre na ampola da tuba uterina.

Formação do Zigoto: Após a entrada do espermatozoide no ovócito, ocorre a fusão dos pró-
núcleos masculino e feminino, formando o zigoto, que é uma célula única com 46
cromossomos (diploide). Essa fusão é chamada de cariogamia.

Primeira Divisão Mitótica: O zigoto inicia sua primeira divisão mitótica cerca de 24 a 30 horas
após a fertilização, dividindo-se em duas células chamadas blastômeros.

Dias 2-3: Clivagem do Zigoto

Clivagem: Processo de divisões celulares rápidas e sucessivas sem crescimento celular


significativo, resultando em um aumento no número de blastômeros. O zigoto ainda está
envolto pela zona pelúcida, uma camada protetora de glicoproteínas que impede a adesão
prematura do embrião às paredes das tubas uterinas.

Estágio de 4 a 8 células: No segundo dia, o embrião atinge o estágio de 4 células e depois de 8


células, ainda dentro da zona pelúcida.

Estágio de Mórula: Ao final do terceiro dia, o embrião atinge o estágio de 12 a 16 células,


formando uma estrutura esférica chamada mórula (semelhante a uma amora)

Dias 4-5: Formação do Blastocisto

Compaction: As células da mórula passam por um processo de compactação, onde se aderem


mais firmemente umas às outras, formando uma massa celular interna e uma camada externa.

Desenvolvimento do Blastocisto:
Cavidade Blastocística (Blastocele): Uma cavidade cheia de líquido começa a se formar no
interior da mórula, resultando na formação do blastocisto.

Diferenciação Celular:

Embrioblasto: A massa celular interna que dará origem ao embrião propriamente dito.

Trofoblasto: A camada externa de células que formará parte da placenta e outras estruturas
extraembrionárias.

A zona pelúcida começa a se degenerar, preparando o embrião para a implantação.

Dia 6: Início da Implantação

Implantação no Útero: O blastocisto chega à cavidade uterina e se prepara para a implantação


na parede do útero (endométrio).

Funções do Trofoblasto:

Diferenciação em duas camadas:

Citotrofoblasto: Células mononucleares que formam a base da estrutura do trofoblasto.

Sinciciotrofoblasto: Camada multinucleada invasiva que se desenvolve a partir do


citotrofoblasto, com capacidade de invadir o endométrio uterino, começando a secreção de
enzimas para penetrar na camada uterina.

Nutrição do Embrião: Durante o processo de implantação, o embrião é nutrido pelas secreções


das glândulas uterinas, enquanto as células do estroma (tecido conjuntivo) em torno do local
de implantação se tornam carregadas de glicogênio e lipídios, iniciando a reação decidual.

Dia 7: Continuação da Implantação

Progressão da Implantação: A implantação superficial do blastocisto no endométrio se


intensifica e se completa na segunda semana.

Modificações no Embrioblasto:

Formação do disco embrionário bilaminar:

Epiblasto: Camada superior que dará origem ao embrião propriamente dito.

Hipoblasto: Camada inferior que contribuirá para a formação das membranas


extraembrionárias.

Resumo do Desenvolvimento na Primeira Semana

A primeira semana de desenvolvimento embrionário é caracterizada pela rápida divisão celular


do zigoto em um blastocisto, seguido pela implantação inicial no endométrio uterino. Durante
este período, o embrião ainda é uma estrutura relativamente simples, composta de células que
irão se diferenciar e se organizar em estruturas mais complexas nas semanas subsequentes.

A gametogênese é o processo de formação e desenvolvimento dos gametas (células sexuais),


que são essenciais para a reprodução humana. Ela ocorre nos órgãos reprodutivos: os
testículos nos homens e os ovários nas mulheres. Existem dois tipos principais de
gametogênese:
Espermatogênese (formação dos espermatozoides nos homens).

Ovulogênese ou Ovogênese (formação dos óvulos nas mulheres).

Espermatogênese

A espermatogênese é o processo pelo qual os espermatozoides (células sexuais masculinas)


são produzidos nos testículos. Este processo é contínuo a partir da puberdade até a velhice e
ocorre nos túbulos seminíferos dos testículos.

Etapas da Espermatogênese:

Células Germinativas Primordiais (CGPs): Células precursoras que migram para os testículos
durante o desenvolvimento embrionário.

Espermatogônia:

São células-tronco localizadas na base dos túbulos seminíferos. Elas se dividem por mitose para
formar duas células: uma espermatogônia que permanecerá na reserva de células-tronco e
outra que se diferenciará para seguir o processo de espermatogênese.

Espermatócito Primário:

A espermatogônia que segue a diferenciação se transforma em um espermatócito primário.


Esta célula é diploide (46 cromossomos) e entra na primeira divisão meiótica.

Durante a meiose I, o espermatócito primário se divide em dois espermatócitos secundários


haploides (23 cromossomos cada).

Espermatócito Secundário:

Os espermatócitos secundários entram na segunda divisão meiótica para formar


espermátides, que também são haploides.

Espermátides:

São células imaturas e haploides que resultam da segunda divisão meiótica. Elas ainda não têm
a forma característica do espermatozoide e precisam passar por um processo de diferenciação
chamado espermiogênese.

Espermiogênese:

É a fase de maturação final onde as espermátides se transformam em espermatozoides


maduros. Este processo inclui:

Condensação do núcleo.

Formação do acrossoma (estrutura que contém enzimas essenciais para a penetração do


óvulo).

Desenvolvimento do flagelo (cauda) para mobilidade.

Remodelação citoplasmática para eliminar o excesso de citoplasma e formação de uma célula


mais aerodinâmica.

Espermatozoides:
Após a espermiogênese, os espermatozoides são liberados no lúmen dos túbulos seminíferos e
transportados ao epidídimo, onde completam sua maturação e são armazenados até a
ejaculação.

Controle Hormonal da Espermatogênese:

Hormônio Luteinizante (LH): Estimula as células de Leydig nos testículos a produzirem


testosterona.

Hormônio Folículo-Estimulante (FSH): Estimula as células de Sertoli, que nutrem e sustentam


as células germinativas durante a espermatogênese.

Testosterona: Hormônio principal que regula a espermatogênese e o desenvolvimento das


características sexuais masculinas.

Ovulogênese (Ovogênese)

A ovulogênese é o processo de formação dos óvulos (células sexuais femininas) nos ovários.
Este processo começa ainda na fase embrionária feminina e continua até a menopausa.
Diferentemente da espermatogênese, que é contínua, a ovulogênese ocorre de forma cíclica e
envolve várias etapas de parada e retomada ao longo da vida de uma mulher.

Etapas da Ovulogênese:

Células Germinativas Primordiais (CGPs):

Durante o desenvolvimento embrionário, as CGPs migram para os ovários, onde se diferenciam


em ovogônias.

Ovogônias:

As ovogônias são células germinativas que se multiplicam por mitose durante o


desenvolvimento fetal, resultando em milhões de células. A maioria das ovogônias degenera
antes do nascimento, e aquelas que permanecem se diferenciam em ovócitos primários.

Ovócito Primário:

O ovócito primário entra na primeira divisão meiótica durante o desenvolvimento fetal, mas a
meiose é interrompida na fase de prófase I. Esses ovócitos primários ficam em repouso até a
puberdade.

Durante o ciclo menstrual, em resposta ao FSH, um ovócito primário recomeça a meiose I e se


divide em um ovócito secundário haploide e um primeiro corpúsculo polar (que geralmente
degenera).

Ovócito Secundário:

O ovócito secundário entra na meiose II e para na metáfase II. Ele é liberado do ovário durante
a ovulação.

A meiose II só é completada se o ovócito for fertilizado por um espermatozoide. Nesse caso, o


ovócito secundário se divide em um óvulo maduro e um segundo corpúsculo polar.

Óvulo:
O óvulo é a célula feminina madura pronta para ser fertilizada. Se não ocorrer a fertilização, o
ovócito secundário degenera e é eliminado durante a menstruação.

Controle Hormonal da Ovulogênese:

Hormônio Folículo-Estimulante (FSH): Estimula o crescimento e desenvolvimento dos folículos


ovarianos, que contêm os ovócitos.

Hormônio Luteinizante (LH): Induz a ovulação e promove a formação do corpo lúteo, que
secreta progesterona.

Estrogênio e Progesterona: Regula o ciclo menstrual e prepara o endométrio uterino para a


possível implantação de um embrião.

Comparação Entre Espermatogênese e Ovulogênese:

Localização:

Espermatogênese ocorre nos testículos.

Ovulogênese ocorre nos ovários.

Início do Processo:

Espermatogênese começa na puberdade e continua até a velhice.

Ovulogênese começa no feto feminino, com pausas e retomadas durante a vida até a
menopausa.

Número de Gametas Produzidos:

Espermatogênese: Produz milhões de espermatozoides continuamente.

Ovulogênese: Produz um óvulo por ciclo menstrual (aproximadamente 400-500 durante a vida
reprodutiva).

A gametogênese é, portanto, um processo fundamental para a reprodução humana,


garantindo a produção de gametas masculinos e femininos que podem se combinar durante a
fecundação para dar origem a um novo indivíduo.

A fecundação (ou fertilização) é o processo pelo qual um espermatozoide masculino se une a


um ovócito feminino para formar um zigoto, que é a célula inicial de um novo organismo. Este
processo é fundamental para a reprodução sexuada e resulta na combinação do material
genético dos dois gametas (espermatozoide e óvulo), restabelecendo o número diploide de
cromossomos (46 em humanos).

Etapas da Fecundação:

A fecundação pode ser dividida em várias etapas principais, cada uma com processos e
mecanismos específicos que garantem o sucesso da fertilização.

Transporte dos Gametas:

Transporte do Espermatozoide:
Os espermatozoides são liberados na vagina durante a ejaculação. Eles nadam através do muco
cervical e entram no útero, migrando para as trompas de Falópio (tubas uterinas) onde
geralmente ocorre a fecundação.

A viagem do espermatozoide pode durar entre 30 minutos e 6 dias, dependendo de fatores


como motilidade, ambiente uterino e quimiotaxia (movimento orientado por sinais químicos
liberados pelo ovócito e células foliculares).

Transporte do Ovócito:

Após a ovulação, o ovócito secundário é liberado do ovário e capturado pelas fímbrias da tuba
uterina.

O ovócito é transportado pela tuba uterina em direção ao útero através de movimentos ciliares
e contrações musculares das paredes tubárias.

Capacitação do Espermatozoide:

Capacitação: É o processo de maturação final do espermatozoide que ocorre no trato


reprodutivo feminino. Envolve:

Remoção de proteínas e colesterol da membrana plasmática do espermatozoide.

Mudanças nas glicoproteínas da membrana, aumentando sua fluidez e preparando o


espermatozoide para a reação acrossômica.

A capacitação geralmente leva cerca de 7 horas e ocorre no útero ou nas tubas uterinas.

Reação Acrossômica:

Reação Acrossômica: Ocorre quando o espermatozoide entra em contato com a zona pelúcida
do ovócito.

A membrana do acrossoma (estrutura na cabeça do espermatozoide) funde-se com a


membrana plasmática do espermatozoide, liberando enzimas hidrolíticas como hialuronidase,
acrosina e neuraminidase.

Essas enzimas ajudam a digerir a coroa radiada (camada externa de células foliculares) e a
zona pelúcida (barreira glicoproteica ao redor do ovócito), permitindo que o espermatozoide
penetre no ovócito.

Penetração na Zona Pelúcida:

Zona Pelúcida: É uma camada espessa de glicoproteínas (ZP1, ZP2, ZP3) que envolve o ovócito
e desempenha várias funções:

Proteção do Ovócito: Age como barreira contra espermatozoides de outras espécies.

Prevenção da Poliespermia: Após a entrada do primeiro espermatozoide, a zona pelúcida sofre


modificações estruturais que impedem a entrada de outros espermatozoides.

A ligação do espermatozoide à zona pelúcida é mediada por receptores específicos (como ZP3),
que desencadeiam a reação acrossômica.

Fusão das Membranas do Espermatozoide e Ovócito:


Fusão das Membranas: Após a penetração na zona pelúcida, a membrana plasmática do
espermatozoide se funde com a membrana plasmática do ovócito.

A fusão é facilitada por proteínas na membrana do espermatozoide (como a proteína fertilina)


que interagem com receptores específicos no ovócito.

Após a fusão, o conteúdo do espermatozoide (núcleo e outras organelas) é incorporado ao


ovócito.

Bloqueios à Poliespermia:

Para garantir que apenas um espermatozoide fertilize o ovócito, ocorrem dois mecanismos de
bloqueio:

Bloqueio Rápido: Ocorre imediatamente após a fusão dos gametas. Há uma alteração no
potencial elétrico da membrana do ovócito, tornando-a momentaneamente positiva (+20 mV),
o que impede a fusão de outros espermatozoides.

Bloqueio Lento (Reação Cortical): Inicia alguns segundos após a fusão. Envolve a liberação de
grânulos corticais (contendo enzimas proteolíticas) que se fundem com a membrana
plasmática do ovócito e modificam a estrutura da zona pelúcida, tornando-a impermeável a
outros espermatozoides.

Ativação do Ovócito e Completação da Meiose:

Ativação do Ovócito: A entrada do espermatozoide desencadeia uma série de eventos que


ativam o ovócito.

O ovócito secundário, que estava parado na metáfase II da meiose, completa a segunda divisão
meiótica, liberando o segundo corpúsculo polar e formando o pró-núcleo feminino.

Formação dos Pró-Núcleos e Fusão (Cariogamia):

Pró-núcleo Masculino e Feminino:

O núcleo do espermatozoide se descondensa e aumenta de tamanho, formando o pró-núcleo


masculino.

Os dois pró-núcleos (masculino e feminino) migram em direção um ao outro dentro do


citoplasma do ovócito, enquanto replicam seu DNA.

Fusão dos Pró-Núcleos (Cariogamia):

Quando os pró-núcleos se encontram, suas membranas se rompem, permitindo a fusão de


seus cromossomos e a formação de um núcleo diploide.

A fusão dos pró-núcleos marca a formação do zigoto, que agora possui 46 cromossomos (23 do
pai e 23 da mãe).

Início da Clivagem e Desenvolvimento do Zigoto:

Primeira Divisão Celular: Após a formação do zigoto, ele começa a se dividir por mitose, dando
início ao processo de clivagem que resultará na formação de um embrião multicelular.

Importância da Fecundação:
Restauração da Ploidia Diploide: A fusão dos gametas restabelece o número diploide de
cromossomos, essencial para a formação de um novo indivíduo.

Variabilidade Genética: A combinação de material genético dos dois gametas proporciona


variação genética, que é fundamental para a diversidade e evolução da espécie.

Determinação do Sexo: O espermatozoide determina o sexo do embrião; se carregar um


cromossomo X, o sexo será feminino (XX), e se carregar um cromossomo Y, o sexo será
masculino (XY).

Ativação Metabólica do Ovócito: A fecundação ativa o metabolismo do ovócito, iniciando o


processo de desenvolvimento embrionário.

Primeira e Segunda Semana do Desenvolvimento Embrionário:

O desenvolvimento do embrião durante as primeiras duas semanas é crucial, pois envolve a


transição do zigoto unicelular para um blastocisto multicelular implantado no endométrio
uterino. Vamos detalhar cada etapa com os nomes médicos apropriados.

Primeira Semana: Desde a Fertilização até a Formação do Blastocisto

Dia 1: Fertilização e Formação do Zigoto

Fertilização: O espermatozoide fertiliza o ovócito secundário, geralmente na ampola da tuba


uterina.

Zigoto: Célula diploide formada pela fusão dos pró-núcleos masculino e feminino.

Pró-núcleos: O pró-núcleo masculino (do espermatozoide) e o pró-núcleo feminino (do


ovócito) se fundem para formar o núcleo do zigoto, estabelecendo o número diploide de
cromossomos (46).

Cariogamia: Processo de fusão dos pró-núcleos masculino e feminino, resultando no zigoto.

Dias 2-3: Clivagem do Zigoto

Clivagem: Série de divisões mitóticas rápidas do zigoto, sem crescimento celular significativo,
resultando em células chamadas blastômeros.

Estágio de 2 células: Aproximadamente 30 horas após a fertilização, o zigoto se divide em dois


blastômeros.

Estágio de 4 células: Aproximadamente 40 horas após a fertilização, ocorre a segunda divisão


mitótica.

Estágio de 8 células: Aproximadamente 3 dias após a fertilização, o embrião atinge o estágio de


8 células.

Dias 4-5: Formação da Mórula

Mórula: Estágio do embrião de 12 a 16 células, semelhante a uma amora, que ocorre 3 a 4 dias
após a fertilização. A mórula ainda está envolta pela zona pelúcida (uma camada glicoproteica
protetora).
Compactação: Processo pelo qual as células da mórula se aderem mais firmemente,
aumentando a adesão intercelular e iniciando a diferenciação entre as células da massa interna
e as células da camada externa.

Dias 5-6: Formação do Blastocisto

Blastocisto: Estrutura que se forma quando o embrião entra na cavidade uterina, por volta do
5º dia. O blastocisto é caracterizado por:

Blastocele: Cavidade cheia de líquido que se forma no interior da mórula devido ao influxo de
fluidos.

Embrioblasto (Massa Celular Interna): Grupo de células internas que dará origem ao embrião
propriamente dito.

Trofoblasto (Camada Celular Externa): Células externas que formarão a placenta e as


membranas extraembrionárias.

Dia 6: Início da Implantação

Perda da Zona Pelúcida: A zona pelúcida que envolvia o embrião se degenera, permitindo que
o blastocisto se anexe ao endométrio.

Adesão Inicial: O polo embrionário (onde está localizado o embrioblasto) entra em contato
com o endométrio uterino, iniciando o processo de implantação.

Dia 7: Implantação Continua

Diferenciação do Trofoblasto:

Citotrofoblasto: Células mononucleares que se proliferam e formam a camada interna do


trofoblasto.

Sinciciotrofoblasto: Camada multinucleada externa que se forma a partir do citotrofoblasto e


começa a invadir o endométrio uterino, secretando enzimas para penetrar na mucosa uterina.

2. Segunda Semana: Formação do Disco Embrionário Bilaminar e Progresso da Implantação

Dias 8-9: Desenvolvimento do Disco Embrionário Bilaminar

Disco Embrionário Bilaminar: O embrioblasto se diferencia em duas camadas:

Epiblasto: Camada de células cilíndricas colunar que formará o embrião propriamente dito. O
epiblasto também dá origem à cavidade amniótica.

Hipoblasto: Camada de células cúbicas que se formam abaixo do epiblasto, contribuindo para a
formação do saco vitelino primário.

Cavidade Amniótica: Pequena cavidade que se forma no interior do epiblasto, preenchida com
fluido amniótico, protegendo o embrião em desenvolvimento.

Membrana de Heuser (Endoderma Extraembrionário): Estrutura que se forma pela expansão


do hipoblasto ao redor do citotrofoblasto, criando o saco vitelino primário.

Dias 10-12: Progressão da Implantação e Formação das Cavidades


Implantação Completa: O sinciciotrofoblasto continua a invadir o endométrio, e o blastocisto
se torna completamente embutido na parede uterina.

Lacunas Trocoblásticas: Formam-se no sinciciotrofoblasto, que se enche com o sangue


materno à medida que invade os vasos sanguíneos uterinos. Essas lacunas começam a se
interconectar, formando uma rede primitiva de circulação materna-placentária.

Cavidade Coriônica (Extraembrionária): Espaço entre o citotrofoblasto e o saco vitelino que se


desenvolve em torno do embrião e das cavidades extraembrionárias.

Dias 13-14: Desenvolvimento do Saco Vitelino Secundário e Formação do Mesoderma


Extraembrionário

Saco Vitelino Secundário (Definitivo): O saco vitelino primário começa a se degenerar, e o


hipoblasto forma um novo saco vitelino, que servirá como fonte de nutrição para o embrião
nas semanas iniciais.

Mesoderma Extraembrionário: Tecido que se desenvolve entre o citotrofoblasto e o saco


vitelino, formando o pedículo de fixação (futuro cordão umbilical) e contribuindo para a
formação da cavidade coriônica.

Fim da Segunda Semana:

Conclusão da Implantação: O blastocisto está totalmente embutido no endométrio.

Início da Circulação Materno-Fetal Primitiva: As lacunas trofoblásticas se conectam aos vasos


maternos, permitindo a troca inicial de nutrientes e resíduos.

Resumo:

Primeira Semana: Fecundação, clivagem, formação da mórula e do blastocisto, e início da


implantação.

Segunda Semana: Formação do disco embrionário bilaminar, cavidade amniótica, saco vitelino,
e início da circulação materno-fetal primitiva.

Segunda Semana do Desenvolvimento Embrionário:


A segunda semana do desenvolvimento embrionário é conhecida como a "semana dos dois",
pois é caracterizada pela formação de estruturas bilaminares e o estabelecimento inicial da
nutrição e suporte ao embrião. Durante esta semana, o blastocisto, que começou a se
implantar no endométrio uterino ao final da primeira semana, completa a implantação e forma
duas camadas principais do embrião e várias cavidades essenciais.

Principais Eventos da Segunda Semana:

Dia 8: Formação do Disco Embrionário Bilaminar e Início da Implantação Completa

Disco Embrionário Bilaminar: O embrioblasto (massa celular interna) se diferencia em duas


camadas:

Epiblasto: Camada de células colunares altas, que dará origem ao embrião propriamente dito.
As células do epiblasto também começam a formar a cavidade amniótica.

Hipoblasto: Camada de células cúbicas que se posiciona abaixo do epiblasto. Esta camada
contribuirá para a formação de parte das membranas extraembrionárias, como o saco vitelino.
Cavidade Amniótica: Pequena cavidade que começa a se formar no epiblasto. As células do
epiblasto que revestem essa cavidade são chamadas de amnioblastos e formam a membrana
amniótica que circunda a cavidade amniótica.

Trofoblasto: Diferencia-se em duas camadas:

Citotrofoblasto: Camada interna de células mononucleares que continuam a proliferar.

Sinciciotrofoblasto: Camada externa multinucleada que se expande e invade o endométrio


uterino, produzindo enzimas para degradar o tecido uterino e permitindo a penetração do
blastocisto.

Dia 9: Expansão da Implantação e Formação do Saco Vitelino Primário

Implantação Continua: O sinciciotrofoblasto se aprofunda ainda mais no endométrio uterino.


Pequenas cavidades começam a aparecer dentro do sinciciotrofoblasto, chamadas de lacunas
trofoblásticas.

Membrana de Heuser (ou Endoderma Extraembrionário): Formada por células derivadas do


hipoblasto que revestem a superfície interna do citotrofoblasto, criando a cavidade do saco
vitelino primário.

Dias 10-11: Formação das Lacunas e do Mesoderma Extraembrionário

Rede Lacunar: As lacunas trofoblásticas se conectam para formar uma rede lacunar. Essas
lacunas se preenchem com sangue materno quando o sinciciotrofoblasto erode os capilares
maternos (sinusoides), iniciando uma circulação uteroplacentária primitiva.

Mesoderma Extraembrionário: Tecido mesodérmico que surge entre o citotrofoblasto e as


camadas do saco vitelino e da cavidade amniótica. Este mesoderma se diferencia em duas
camadas:

Mesoderma Somático Extraembrionário: Revestimento do citotrofoblasto e da membrana


amniótica.

Mesoderma Esplâncnico Extraembrionário: Revestimento da superfície externa do saco


vitelino.

Cavidade Coriônica (ou Extraembrionária): Espaço que começa a se formar dentro do


mesoderma extraembrionário, entre as camadas somática e esplâncnica, circundando o
embrião em desenvolvimento.

Dias 12-13: Formação do Saco Vitelino Definitivo e Progresso da Implantação

Saco Vitelino Secundário (Definitivo): O saco vitelino primário começa a degenerar, e uma
nova cavidade, o saco vitelino secundário ou definitivo, se forma a partir do hipoblasto.

Implantação Completa: O blastocisto fica completamente embutido no endométrio uterino. O


ponto de penetração no endométrio é coberto por uma "tampão de fibrina", que
posteriormente é substituído por tecido endometrial regenerado.

Dias 13-14: Desenvolvimento do Pedículo de Fixação e da Cavidade Coriônica

Pedículo de Fixação: Formação de um "pedículo" de mesoderma extraembrionário que


conecta o embrião em desenvolvimento (disco embrionário bilaminar) à camada externa do
citotrofoblasto. Este pedículo será o precursor do cordão umbilical.
Cavidade Coriônica: O crescimento da cavidade coriônica continua, expandindo-se ao redor do
saco vitelino e da cavidade amniótica. O embrião é agora suspenso na cavidade coriônica,
ligado pela estrutura do pedículo de fixação.

Fim da Segunda Semana:

Estabelecimento da Circulação Uteroplacentária Primitiva: As lacunas trofoblásticas se


conectam aos capilares maternos, permitindo a troca inicial de nutrientes e resíduos entre o
sangue materno e o sinciciotrofoblasto.

Disco Embrionário Bilaminar e Cavidades Estabelecidas: O embrião está agora em um estado


bilaminar, com a cavidade amniótica e o saco vitelino secundário estabelecidos, prontos para a
formação das estruturas trilaminares na terceira semana.

Resumo da Segunda Semana:

A segunda semana do desenvolvimento embrionário é caracterizada por:

A formação do disco embrionário bilaminar (epiblasto e hipoblasto).

A formação de duas cavidades: cavidade amniótica e saco vitelino secundário.

A expansão da implantação do blastocisto no endométrio uterino.

O início da circulação uteroplacentária primitiva com a formação da rede lacunar.

O desenvolvimento de estruturas extraembrionárias que fornecerão suporte e nutrição ao


embrião em desenvolvimento.

Mitose e Meiose: Processos de Divisão Celular

A mitose e a meiose são dois processos fundamentais de divisão celular que garantem o
crescimento, desenvolvimento e reprodução dos organismos. Ambos envolvem a divisão do
núcleo da célula e a segregação dos cromossomos, mas têm finalidades, fases e resultados
distintos.

Mitose: Divisão Celular Somática

A mitose é o processo de divisão celular que resulta na formação de duas células-filhas


geneticamente idênticas à célula-mãe original. Esse processo ocorre em células somáticas
(todas as células do corpo, exceto as células sexuais) e é essencial para o crescimento,
desenvolvimento, reparação de tecidos e substituição celular.

Fases da Mitose:

Prófase:

Os cromossomos duplicados se condensam e se tornam visíveis ao microscópio como


estruturas individuais.

Cada cromossomo é composto por duas cromátides-irmãs unidas pelo centrômero.

A membrana nuclear começa a se desintegrar e o fuso mitótico (formado por microtúbulos) se


organiza a partir dos centríolos nas células animais.
Prometáfase:

A membrana nuclear se rompe completamente.

Os cromossomos se conectam aos microtúbulos do fuso mitótico através de estruturas


chamadas cinetocoros, localizadas no centrômero de cada cromossomo.

Metáfase:

Os cromossomos se alinham no plano equatorial da célula, conhecido como placa metafásica.

As fibras do fuso mitótico se ligam aos cinetocoros de cada cromossomo.

Anáfase:

As cromátides-irmãs se separam no centrômero e são puxadas para os polos opostos da célula


pelo encurtamento das fibras do fuso.

Cada polo da célula recebe um conjunto completo de cromátides que agora são consideradas
cromossomos individuais.

Telófase:

A membrana nuclear começa a se reorganizar ao redor de cada conjunto de cromossomos nos


polos opostos.

Os cromossomos começam a descondensar, voltando à sua forma de filamento de cromatina.

O fuso mitótico se desintegra.

Citocinese:

Processo que geralmente ocorre simultaneamente à telófase, no qual o citoplasma se divide,


formando duas células-filhas idênticas.

Em células animais, forma-se um anel contrátil de actina e miosina que divide a célula.

Em células vegetais, forma-se uma placa celular no centro da célula que se expande para fora,
criando uma nova parede celular.

Resultado da Mitose:

Duas células-filhas diploides (2n) geneticamente idênticas à célula-mãe, cada uma contendo o
mesmo número de cromossomos da célula original.

Meiose: Divisão Celular Reprodutiva

A meiose é o processo de divisão celular que reduz pela metade o número de cromossomos,
formando células haploides (n). Esse processo ocorre apenas nas células germinativas para
formar os gametas (espermatozoides e óvulos) e é essencial para a reprodução sexuada.

Fases da Meiose:

A meiose ocorre em duas divisões celulares sequenciais: Meiose I e Meiose II.

Meiose I: Divisão Reducional


Prófase I:

É a fase mais longa e complexa da meiose, composta por cinco subfases: leptóteno, zigóteno,
paquíteno, diplóteno e diacinese.

Os cromossomos homólogos (um par de cromossomos herdados da mãe e do pai) se


aproximam em um processo chamado sinapse, formando um complexo de quatro cromátides
conhecido como tétrade.

Ocorre crossing-over (permuta genética) entre cromátides não irmãs dos cromossomos
homólogos, promovendo variabilidade genética.

Metáfase I:

As tétrades (pares de cromossomos homólogos) se alinham na placa metafásica.

As fibras do fuso se ligam aos cinetocoros de cada cromossomo homólogo.

Anáfase I:

Os cromossomos homólogos se separam e são puxados para os polos opostos da célula.

Diferente da mitose, as cromátides-irmãs permanecem unidas.

Telófase I e Citocinese:

A membrana nuclear se reorganiza ao redor de cada conjunto de cromossomos homólogos


separados.

A célula se divide em duas células haploides (n) por meio de citocinese.

Meiose II: Divisão Equacional

A meiose II é semelhante à mitose, mas ocorre nas duas células haploides resultantes da
meiose I.

Prófase II:

Os cromossomos se condensam novamente e a membrana nuclear se desintegra.

Forma-se um novo fuso mitótico.

Metáfase II:

Os cromossomos se alinham na placa metafásica.

As fibras do fuso se ligam aos cinetocoros das cromátides-irmãs.

Anáfase II:

As cromátides-irmãs se separam e são puxadas para os polos opostos da célula.

Cada cromátide agora é considerada um cromossomo individual.

Telófase II e Citocinese:

As membranas nucleares se reorganizam ao redor dos cromossomos nos polos opostos.

A citocinese ocorre, resultando na formação de quatro células haploides (n).


Resultado da Meiose:

Quatro células-filhas haploides (n), cada uma geneticamente distinta devido ao crossing-over e
à segregação independente dos cromossomos homólogos.

Diferenças Fundamentais Entre Mitose e Meiose:

Característica Mitose Meiose

Crescimento, reparação de Produção de gametas para a


Função
tecidos, regeneração reprodução sexuada

Número de Divisões Uma Duas

Número de Células
Duas Quatro
Filhas

Células Resultantes Diploides (2n) Haploides (n)

Variabilidade Alta (devido ao crossing-over e à


Não há (exceto por mutações)
Genética segregação independente)

Somáticas (todas as células do


Tipos de Células Gametas (espermatozoides e óvulos)
corpo, exceto gametas)

Ocorrência de
Não Sim, durante a prófase I
Crossing-Over

Resumo:

• Mitose: Gera duas células geneticamente idênticas à célula-mãe, essenciais para a


manutenção, crescimento e reparação dos tecidos.

• Meiose: Gera quatro células haploides geneticamente diversas, essenciais para a


reprodução sexuada e a variabilidade genética da espécie.

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