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“Africanos no Brasil: História, Cultura e Racismo”

Disciplina: Eletiva de Humanas

Ano: 8º ano

1. Introdução: quem são os africanos no Brasil

Quando falamos “africanos no Brasil”, nos referimos não só às


pessoas que vieram diretamente da África, mas também aos seus
descendentes — os afrodescendentes.

Essas pessoas tiveram sua vida marcada pela escravidão, pela


colonização, mas também pela resistência, cultura e contribuições
importantes para a formação do Brasil.

2. História: chegada e escravidão

A escravidão africana no Brasil começou já nos primeiros séculos de


colonização, quando os europeus passaram a trazer africanos para
trabalhar nas plantações, minas e embarcações.

Muitos africanos morreram durante a travessia do Atlântico, por


doenças ou maus-tratos.

Os que chegavam viviam em locais chamados de senzalas, eram


tratados como propriedade, não tinham direitos, e eram submetidos a
trabalho forçado.

3. Abolição da escravidão e as consequências

A escravidão foi oficialmente abolida no Brasil em 13 de maio de


1888, com a Lei Áurea.
Porém, embora a lei tenha acabado com a escravidão, não houve um
plano efetivo para proteger ou ajudar os ex-escravos: muitos ficaram
sem terra, sem moradia, sem trabalho digno.

4. Racismo: como surgiu, como se manifesta

Origem

O racismo no Brasil tem raízes na escravidão: ideias de que negros


seriam “inferiores” foram usadas para justificar a escravidão.

Também vieram teorias importadas da Europa que defendiam


hierarquias raciais.

Racismo estrutural

Mesmo após a abolição, muitas práticas sociais, culturais e


institucionais se mantiveram discriminatórias. Isso significa que o
racismo funciona não só como atos isolados, mas como parte das
estruturas da sociedade: trabalho, escola, sistema judiciário, acesso à
saúde, moradia etc.

O mito da “democracia racial” no Brasil é uma crença de que no


Brasil não há racismo porque “todos são miscigenados”. Porém,
estatísticas e relatos mostram que essa ideia esconde desigualdades
reais.

5. Exemplos de desigualdades

Diferenças no acesso à educação, trabalho formal, salários mais


baixos, menor representatividade em cargos de liderança e poder
para pessoas negras.

Violência e discriminação policial desproporcional a pessoas negras.

Obstáculos para ascensão social e política, bem como para


reconhecimento cultural.

6. Resistência e contribuições

Quilombos: comunidades formadas por africanos escravizados fugidos


que buscavam liberdade. Foram espaços de organização, cultura e
resistência.

Leis e políticas de afirmação: ex: Lei 10.639/2003, que obrigou


escolas a ensinar sobre história e cultura afro-brasileira.

Movimento negro: pessoas e coletivos que lutam pelos direitos civis,


igualdade, combate ao racismo, valorização da cultura negra.
7. Situação atual e desafios

Racismo persiste de maneira explícita e velada: tanto em insultos


diretos quanto em desigualdade de oportunidades.

É necessário criar políticas públicas eficazes, reforçar a educação


sobre o tema, promover representatividade e garantir igualdade de
condições.

8. Conclusão

A história dos africanos no Brasil é uma história de sofrimento e


opressão, mas também de resistência, cultura e luta.

Entender essa história ajuda a explicitar o racismo que ainda existe —


para poder combatê-lo.

Cada pessoa pode colaborar: desenvolver respeito, empatia, aprender


das diferenças, questionar preconceitos e apoiar justiça social.

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