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Anatomia Nasal

Para estudantes de medicina
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Aula de otorrino Larissa e Millena

Anatomia nasal - interna e externa


Essa aula é o pilar de todas as outras aulas.

Quando pensamos em nariz, pensamos em


estrutura nasal, começando pela narina, que é
a primeira “coisa" que vemos. Quando uma
pessoa entra no ambiente, a primeira parte
dela que entra é o nariz.

Quando falamos de nariz externo, não tem


muito mistério. Temos as cartilagens alares
superiores e inferiores, as paredes laterais,
ossos nasais, apó se frontal da maxila.

Tirando os ossos nasais e a apó se frontal da


maxila, o resto é tudo cartilagem. Se houver uma
lesão a nível de cartilagem, não é um problema,
porque essa parte, é realmente só cartilagem e
pele.

Vai ser um problema mesmo quando mexer na


estrutura óssea.

**as apó ses:


As apó ses são prolongamentos ósseos (prolongamentos ósseos), mas o termo não se aplica
às cartilagens.

📌 Principais apó ses relacionadas ao nariz:

• Apó se frontal da maxila: prolongamento da maxila que sobe ao lado do nariz, formando
parte da parede lateral nasal e da margem da abertura piriforme.

• Apó se nasal do osso frontal: desce do osso frontal para articular-se com o osso nasal
e com a apó se frontal da maxila.

• Apó ses do osso nasal (menores): contribuem para a raiz do nariz.

👉 Ou seja: no nariz externo falamos mais em cartilagens (alares, laterais, septal, acessórias).
Mas na base óssea do nariz, que serve de suporte para essas cartilagens, encontramos as
apó ses dos ossos frontal e maxilar.

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Quando entramos na
estrutura nasal, acabamos
vendo mais estruturas, mas
não precisamos nos
preocupar com todos os
nomes, até porque a
maioria nós conhecemos.

•Língua
•Palato duro
•Palato mole
•Pirâmide nasal
•Fossa nasal - abrangendo
m e a t o s u p e r i o r, m e a t o
médio, meato inferior;
concha inferior/corneto,
concha média, concha
inferior.

Agora, além da anatomia, entender


essas estruturas nos ajuda a
entender sobre as doenças que as
acometem.

“Ah, eu tenho muita sinusite” -


algumas pessoas que relatam isso,
acreditam que o problema seja nos
seios da face, mas não
necessariamente. Pode ser nos
cornetos, por exemplo.

- Há desvio de septo
- Há estrutura hipertro ada
São muitos problemas possíveis.

“Só é feliz que respira pelo nariz"

📝 Dissecando o nariz

Tiramos a mucosa nasal:


• Vemos cartilagem quadrangular;

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• Lâmina perpendicular do osso etmoide; também encontrada como placa, ela ca literalmente
perpendicular ao etmoide
• Vômer

Observação: olhando a imagem, vemos que o vômer parece uma continuidade da lâmina
perpendicular, mas são estruturas diferentes que se articulam.

• Crista Galli, na lâmina cribriforme do etmoide

Inclusive, é pela lâmina cribriforme - pelos seus furinhos - que saem os nervos olfatórios.

Ao analisarmos a imagem, percebemos que a estrutura nasal, principalmente a parte superior,


tem uma intima relação com a base do crânio - isso é importante porque em uma lesão de
estrutura nasal, não podemos descartar lesão em base de crânio.

➫ Quando estamos gripados, por exemplo, os nossos cornetos nasais cam edemaciados e não
conseguimos respirar pelo nariz, com isso, não jogamos as partículas odoríferas no nervo
olfatório e por isso, não conseguimos sentir cheiro.

• Conchas nasais - geralmente são 3; concha inferior, concha média, concha superior; há ainda a
concha suprema que na verdade é um achado radiológico;

☢ São estruturas do nariz: concha superior, concha média, concha inferior e concha suprema
(às vezes vem assim na prova hehe).

• Óstio faríngeo da tuba auditiva - vai ligar o nariz ao


ouvido; veremos muito em otite

Uma criança que tem otite de repetição, devemos


pensar em problemas nasais, mais nasais do que
auditivos - muitas vezes, o problema encontra-se no
Tórus/tuba auditiva.

A tuba auditiva equaliza a pressão entre a orelha


média e a nasofaringe.

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Agora, tirando os cornetos, vamos seguir vendo outras estruturas.

A lágrima produzida no nosso olho, por exemplo, desagua no meato inferior - o olho produz
lágrima o tempo todo. Essa lágrima vai ser drenada para o meato inferior, e vamos engoli-lá.

No meato médio, temos o conteúdo de todos os óstios dos seios - isso é importante, por
exemplo, pro paciente que faz sinusite de repetição e toma antibiótico sempre.
Esse paciente, quando solicitamos uma TC, vemos que ele tem uma hipertro a de corneto
médio, que obstrui o óstio de desaguar tudo o que deveria - esse paciente merece ir para cirurgia
para que possamos tratar de maneira e ciente.

🩸 Vascularização do nariz

Os vasos arteriais mais calibrosos do nariz estão mais posteriores. Na pirâmide nasal, vemos as
terminações desses vasos.

☢ O mais importante - plexo de Kiesselbach, é uma área


de anastomose de 4 a 5 artérias que irrigam o septo na
parte anteroinferior; é uma área comumente relacionada
com a epistaxe crônica.

Se pegarmos uma criança pequena e iluminarmos a


ponta do nariz, conseguimos ver o plexo.

Qualquer mínima compressão, comprimimos o plexo de


Kiesselbach.

🚨 Paciente chega na emergência com epistaxe - senta o paciente, coloque gelo e comprima a
região do plexo de Kiesselbach.

* alguns médicos aplicam adrenalina, o problema é que o efeito passa, então, podemos fazer
mas seguramos um pouco o paciente pra ver se vai parar.

😬 Seios da face

➫ Seios paranasais - extensões cheias de ar da parte da cavidade nasal para os ossos frontal,
estmoidal, esfenoidal e maxilar.

1. Seio frontal - visível em radiogra a a partir dos 4 anos - TEM sim seio da face, mas visto, a
partir dos 4 anos; inclusive, crianças podem sim ter sinusite, embora seja menos comum -
atrás do seio frontal já tá a fossa anterior craniana.
2. Seios maxilares - nos primeiros anos de vida, o assoalho dos seios maxilares estão um pouco
acima do assoalho do nariz, aos 8 anos já estarão no mesmo nível e depois dos 12 anos, o
assoalho maxilar estará 4 mm abaixo.

O que isso quer dizer?


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Quando camos mais velhos, os seios maxilares passam a ter uma íntima relação com a raiz
dentária.

Observação: espessamento mucoso não é sinusite.

O espessamento se deve a alergia/rinite etc. não necessariamente é uma infecção, então não tem
porque sair en ando antibiótico por aí. Um anti-in amatório, um corticoide vai ajudar, mas o
antibiótico, na maioria das vezes, não vai ser necessário.

🦷 Alguns implantes dentários podem cursar com sinusite odontogênica - o pino acaba sendo
colocado pra dentro do seio. Pode acontecer, não necessariamente é uma questão técnica do
pro ssional.

O problema disso é que pode cursar ainda com osteomielite, então, vamos ter que mandar o
paciente de volta pro dentista, pra tirar o pino, refazer o assoalho do seio maxilar.

3. Seios etmoidais - formados a partir do 5º mês de vida intra-uterino; é um grupo - células


etmoidais anteriores, médias e posteriores. Contato direto com a parte ocular, inclusive, há
sinusite nesses seios que podem atrapalhar o movimento do olho ou podem mudar a forma do
globo, pode se fazer exoftalmia.

4. Seio Esfenoidal - o processo de formação termina


por volta dos 16 anos - íntima relação com as fossas
anteriores, globo ocular. Em uma sinusite aqui, o
paciente relata dor em parte occipital.

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A tomogra a de face pode nos trazer muitas


informações e o que nos ajuda é a noção
anatômica.
Quais estruturas importantes cam ao lado da
estrutura que estamos vendo?

É pensando assim que conseguimos analisar.

É importante nos localizarmos e a uma dica é


começar pelos seios mais visíveis.

🩻 Radiogra a

Tenham bom senso em pedir radiogra a em seio da face.


Em uma emergência com 92746643 PAFs, você não vai
pedir radiogra a de seio de face, né.

Mas conseguimos ver estruturas importantes pela


radiogra a e se o paciente estiver com os seios
preenchidos, conseguimos ver um nível de
preenchimento.

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Conseguimos também ver espessamento. Inclusive, dá para diferenciarmos o espessamento do


líquido livre. O espessamento dá “calombo”, o líquido, pela gravidade, ca na parte de baixo.

⚠ Tecnicamente não precisa pedir radiogra a.

Observação: adenoide não é carne no nariz. Temos preferência por operar depois dos 3 anos,
antes disso é raro, precisaria ser uma obstrução bem severa.

Em todas as patologias que estudaremos, precisaremos entender a função do nariz.


Podemos fazer um endoscopia nasal - naso brolaringoscopia

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