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Rodolfo Gracioli

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“O último Censo do IBGE, referente a 2022 e divulgado em junho de 2025,
revelou que os dois maiores grupos de estrangeiros residentes no Brasil
mudaram de posição. Uma dessas comunidades diminuiu relativamente em
número, enquanto a outra cresceu de forma expressiva nas últimas duas
décadas, passando a liderar o ranking.” (Fonte: Cultura Uol).

Com base no texto, qual nacionalidade ultrapassou Portugal e se tornou o


principal grupo estrangeiro no Brasil?

A) Haitianos
B) Venezuelanos
C) Bolivianos
D) Colombianos
E) Argentinos
“Não espere o futuro mudar tua vida, porque o futuro é a consequência do
presente”

(Racionais MC’s)
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CURSO COMPLETO DE
ATUALIDADES
AULA 26
Prof. Rodolfo Gracioli
IBGE: DINÂMICA
POPULACIONAL EM PAUTA

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Atualidades
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O Brasil atingiu a menor taxa de fecundidade já registrada: 1,6 filho por
mulher, segundo dados do Censo Demográfico de 2022 divulgados nesta
sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número está abaixo do nível de reposição populacional, que é de 2,1


filhos por mulher — o mínimo necessário para manter estável o tamanho
da população ao longo das gerações.

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O que é reposição populacional?

A taxa de reposição populacional indica o número médio de filhos que


cada mulher precisa ter para que uma geração seja substituída pela
seguinte, mantendo o tamanho da população estável ao longo do tempo.

O patamar considerado ideal por organizações internacionais é de 2,1


filhos por mulher — índice que compensa nascimentos, mortes e casos em
que a mulher não tem filhos.

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A taxa brasileira é mais baixa que de países como a Nigéria (4,6), França
(1,8) e Estados Unidos (1,7), mas está acima da de países como Argentina
(1,5), Chile (1,3) e Itália (1,2).

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De acordo com os dados do Censo 2022:

• Fecundidade histórica: menor taxa já registrada, com 1,6 filho por


mulher;
• Reposição populacional: índice abaixo do necessário para manter o
tamanho da população (2,1);
• Regiões: Sudeste tem a menor taxa (1,41), e Norte, a maior (1,89);
• Grupos sociais: indígenas têm média de 2,8 filhos; brancas, 1,4;
• Escolaridade: mulheres com ensino superior têm menos filhos (1,2);
• Religião: evangélicas têm mais filhos (1,7), espíritas têm menos (1,0);
• Idade da maternidade: idade média subiu para 28,1 anos;
• Mulheres sem filhos: 16% entre 50 e 59 anos não tiveram filhos,
segundo o levantamento.

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Fecundidade no Brasil atinge menor nível da história

A taxa de fecundidade representa o número médio de filhos por mulher


em idade reprodutiva. Em 1960, o índice no Brasil era de 6,3. Nos anos
1980, caiu para 4,4; em 2000, foi para 2,4; e, agora, chegou a 1,6.

A queda vem ocorrendo desde os anos 1970, começando pela região


Sudeste e depois se espalhando para todo o país.

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A menor taxa regional em 2022 foi registrada no Sudeste (1,41), seguida
pelo Sul (1,50), Centro-Oeste (1,64), Nordeste (1,60) e Norte (1,89) —
região que, historicamente, apresentava os maiores índices.

Os dados do Censo também mostram diferenças na fecundidade entre


grupos sociais. Mulheres indígenas lideram em número de filhos (média
de 2,8), seguidas por pardas (1,7), pretas (1,6), brancas (1,4) e amarelas
(1,2).

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A fecundidade também diminui conforme aumenta o nível de escolaridade:
mulheres com ensino superior completo têm, em média, 1,2 filho,
enquanto aquelas com menor escolaridade têm média de até 2.

Entre os grupos religiosos, as maiores taxas de fecundidade foram


registradas entre as evangélicas (1,7 filhos), seguidas por católicas (1,5),
sem religião (1,4), adeptas de religiões de matriz africana (1,2) e espíritas
(1).

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Mais mulheres têm filhos após os 30 anos

A pesquisa aponta que as mulheres brasileiras estão tendo filhos cada vez
mais tarde.

A idade média das brasileiras ao ter filhos chegou a 28,1 anos em 2022, um
aumento em relação aos 26,3 anos registrados em 2000 e aos 26,8 anos em
2010.

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Em 2010, o grupo etário com maior taxa de fecundidade era o de 20 a
24 anos, responsável por 26,5% do total de nascimentos. Já em 2022,
esse pico passou para o grupo de 25 a 29 anos, que concentrou 24,4%
das taxas de fecundidade. Houve aumento da taxa de fecundidade entre
todas as faixas etárias acima de 30 anos, e diminuição entre aquelas com
menos de 24 anos.

O Distrito Federal teve a maior média de idade para a fecundidade (29,3


anos). O Pará, a menor (26,8 anos).

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Mais mulheres sem filhos

A proporção de mulheres que chegaram ao fim da vida reprodutiva sem


ter filhos também aumentou ao longo das últimas décadas, segundo o
IBGE.

Em 2000, 10% das mulheres entre 50 e 59 anos não tinham tido filhos
nascidos vivos. Esse percentual subiu para 12% em 2010 e chegou a 16%
em 2022.

O levantamento aponta que o aumento está ligado principalmente à


postergação da maternidade e à redução do desejo de ser mãe.

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O número de venezuelanos que vivem no Brasil ultrapassou o de
portugueses e fez da Venezuela a principal origem de estrangeiros no país,
segundo dados Censo de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27).

Em 2010, havia 2.869 venezuelanos no Brasil. Em 2022, o número saltou


para 271.514 – quase 94 vezes mais do que o registrado 12 anos antes. No
mesmo período, o total de portugueses caiu de 137.972 para 104.345, uma
redução de 24%.

É a primeira vez que os portugueses deixam de liderar o ranking de


imigrantes no país.
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De acordo com os dados do Censo 2022:

• Venezuelanos ultrapassam portugueses e passam a liderar o ranking de


estrangeiros que vêm morar no Brasil;

• Aumento da população venezuelana: de 2.869 em 2010 para 271.514


em 2022 — crescimento de 9.363%.

• Queda entre portugueses: total caiu de 137.972 para 104.345 no


mesmo período — redução de 24%.

• Total de estrangeiros que vivem no Brasil: crescimento de 70,3%, de


592.448 para 1.009.340 pessoas.

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Imigrantes estrangeiros: 54% chegaram ao país entre 2013 e 2022;

Origem dos imigrantes: América Latina passou de 27% para 72% do total
entre 2005 e 2022.

Estados com mais destaque: Roraima tem 12,84% da população formada


por estrangeiros, principalmente venezuelanos;

Rio de Janeiro perdeu imigrantes — caiu de 96 mil para 80 mil.

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Aumento expressivo da imigração internacional

O total de estrangeiros e naturalizados no Brasil também cresceu de


forma significativa. Eram 592.448 em 2010, e passaram a ser 1.009.340 em
2022 – uma alta de 70%. É o maior número desde 1980, quando o Censo
registrou 1,1 milhão de imigrantes.

A maioria dos estrangeiros que vivem hoje no país (54%) chegou entre
2013 e 2022.

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Imigrantes do 'Sul Global’

Segundo o IBGE, o Brasil passou a receber mais imigrantes da América


Latina e do Caribe. A participação da região na imigração
internacional saltou de 27%, no período de 2005 a 2010, para 72% entre
2017 e 2022.

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O número de latino-americanos no país subiu de 183.448 para 646.015
entre 2010 e 2022. Além dos venezuelanos, destacam-se bolivianos,
haitianos, paraguaios, argentinos e colombianos.

Já o número de europeus caiu no mesmo período, de 263.393 para


203.284.

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Roraima lidera em proporção; RJ perde imigrantes

Roraima é hoje o estado brasileiro com maior percentual de estrangeiros


na população. Em 2010, os imigrantes representavam 0,6% da população
do estado. Em 2022, esse número saltou para 12,84%.

O avanço tem relação direta com a chegada de venezuelanos pela


fronteira norte do país.

Por outro lado, o Rio de Janeiro foi o único estado que teve queda no
número de imigrantes entre 2010 e 2022: de 96.821 para 80.292.

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O estado de São Paulo continua sendo o principal destino dos estrangeiros
no Brasil. Em 2022, 359.223 imigrantes moravam no estado — o
equivalente a 0,8% da população paulista.

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A Operação Acolhida, resposta humanitária do Governo Federal à crise
migratória venezuelana, atingiu em junho a marca de 150 mil refugiados e
migrantes interiorizados no Brasil. Desde o início da estratégia, em 2018,
mais de 1.100 municípios em todas as regiões do país receberam cidadãos
da Venezuela em busca de oportunidades de trabalho e qualidade de vida.

A interiorização é a etapa final do processo de integração dos venezuelanos


no Brasil. Coordenada pelo Governo Federal com o apoio de mais de 120
parceiros, dentre eles, ministérios, agências da ONU, entidades da
sociedade civil, a Operação Acolhida garante um deslocamento voluntário,
seguro e organizado, com foco na autonomia e na inserção socioeconômica
dos migrantes e refugiados.
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A Operação Acolhida é estruturada em torno de três eixos: ordenamento de
fronteira; acolhimento; e interiorização .

No último eixo, são quatro as modalidades existentes: Institucional, saída de


abrigos em Roraima para abrigos em uma das cidades de destino;
Reunificação Familiar; Reunião Social; e Vaga de Emprego Sinalizada (VES).

Desde seu início, a estratégia possibilitou a realocação segura, gratuita e


voluntária de venezuelanos, contribuindo para sua integração e redução da
vulnerabilidade social.

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Pela primeira vez desde o começo da série histórica, em 1991, o estado
de São Paulo registrou mais saídas do que entradas de moradores vindos
de outros estados, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE
nesta sexta-feira (27).

Os dados indicam uma mudança no mapa migratório brasileiro, com os


principais centros urbanos do Sudeste perdendo protagonismo como
polos de atração, aponta o levantamento

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📉 São Paulo perdeu 89,5 mil habitantes no saldo migratório interno
entre 2017 e 2022.

📉 O Rio de Janeiro também perdeu habitantes no saldo migratório


interno, 165,3 mil pessoas deixaram o estado.

Ambos os casos representam uma reversão inédita no padrão de


redistribuição populacional

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Com isso, São Paulo e Rio de Janeiro encerraram o período com
populações de 44,4 milhões e 16 milhões de pessoas, respectivamente.
Até o Censo anterior, em 2010, os dois estados apresentavam saldos
positivos, sendo São Paulo o principal destino da migração brasileira.

😯 É como se, em média, São Paulo tivesse perdido 49 moradores por


dia para outros estados entre 2017 e 2022 e 91 pessoas por dia tivessem
deixado o Rio no mesmo período.

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Na outra ponta, Santa Catarina se tornou o principal destino de
migrantes no país, com saldo positivo de 354,3 mil novos moradores
vindos de outras unidades da federação.

O estado recebeu 503.580 imigrantes interestaduais e viu saírem 149.230


pessoas, o que resultou em um aumento de 4,66% da população total, a
maior taxa de crescimento por migração no Brasil no período.

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Segundo o Censo 2022, os cinco estados que mais ganharam
moradores no saldo migratório interno entre 2017 e 2022 foram:

• Santa Catarina (+354.350 pessoas);


• Goiás (+186.827);
• Minas Gerais (+106.499);
• Mato Grosso (+103.938) e;
• Paraná (+85.045).

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Na outra ponta, os que mais perderam população para outros estados
foram:

• Rio de Janeiro (-165.360 pessoas),

• Maranhão (-129.228),

• Distrito Federal (-99.593);

• Pará (-94.097) e;

• São Paulo (-89.578).


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📋Para chegar ao saldo, os pesquisadores do Censo perguntaram onde
a pessoa morava em 31 de julho de 2017, cinco anos antes da data de
referência (2022). A partir dessa resposta, o IBGE calculou os fluxos
migratórios por estado. As estimativas têm base na amostra do Censo,
aplicada a 10,6% dos domicílios do país — cerca de 7,8 milhões de
entrevistas —, e os resultados são preliminares.

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De acordo com os dados do Censo 2022:

• São Paulo teve saldo negativo de 89,5 mil moradores entre 2017 e
2022;
• Rio de Janeiro perdeu 165,3 mil habitantes para outros estados;
• Santa Catarina foi o estado com maior ganho: +354,3 mil pessoas;
• Goiás, Minas e Mato Grosso também lideram crescimento por
migração;
• Paraíba foi o único estado do Nordeste com saldo positivo;
• DF passou a perder população, principalmente para Goiás;
• Jovens de 25 a 34 anos concentram a maioria dos fluxos migratórios.

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São Paulo, que historicamente concentrou a chegada de migrantes do
Nordeste, Sul e Centro-Oeste, apresenta saldo negativo pela primeira vez.
Foram 825.958 saídas contra 736.380 entradas, o que resulta no saldo
negativo de 89.578 moradores. O novo padrão indica um esgotamento
relativo do potencial de atração do estado.

⏳ No Censo de 2010, São Paulo se manteve como principal destino da


migração interna brasileira à época, com um ganho de 255.796
moradores.

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No Rio de Janeiro, o cenário é ainda mais acentuado: o estado teve
332.574 saídas e apenas 167.214 entradas, o que totaliza uma perda de
165,3 mil habitantes. A perda é de 1,03% da população, que era de 16,05
milhões de habitantes em 2022.

A reversão acentuada também marca uma mudança significativa na


dinâmica migratória fluminense.

O novo padrão indica que, mesmo mantendo certa capacidade de atração,


o estado passou a registrar uma evasão populacional expressiva, com
destaque para fluxos de saída rumo a São Paulo (21,4%), Minas Gerais
(17,7%) e Espírito Santo (7,3%), segundo o IBGE.
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Migração de retorno

O saldo migratório negativo de São Paulo foi puxado principalmente pela


saída de pessoas que já haviam migrado para o estado em décadas
anteriores. Segundo o IBGE, a maior parte dos moradores de SP nascidos
fora do estado vem da Bahia (21,4%), Minas Gerais (18,8%) e Paraná
(11,9%).

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Já entre os emigrantes — pessoas que moravam em São Paulo em 2017 e
passaram a viver em outro estado até 2022 —, os principais destinos
foram Minas Gerais (19,1%), Bahia (15,4%) e Paraná (12,8%), o que indica
um movimento de retorno à terra natal ou migração para estados
vizinhos, aponta o IBGE.

No caso do Rio de Janeiro, o saldo migratório negativo é puxado por


saídas em direção principalmente a São Paulo (21,4%), Minas Gerais (
17,7%) e Espírito Santo (7,3%).

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“Descer para SC”

Santa Catarina recebeu 503.580 pessoas de outros estados entre 2017 e


2022 e viu 149.230 moradores deixarem o território, resultando em um
saldo positivo de 354.350 pessoas — o maior do Brasil em números
absolutos e também em proporção.

Segundo o IBGE, os principais estados de origem dos novos moradores


de Santa Catarina são Rio Grande do Sul (26,8%), Paraná (19,1%) e São
Paulo (12,4%), mas o fluxo migratório também passou a incluir regiões
mais distantes, como o Pará (8,9%), que já aparece como a quarta maior
origem
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Por outro lado, entre os emigrantes — pessoas que saíram de Santa
Catarina entre 2017 e 2022 —, os destinos mais frequentes foram Paraná
(37,4%), Rio Grande do Sul (24,9%) e São Paulo (13,4%), o que reforça a
dinâmica de circulação regional no Sul do país.

⏳ Em 2010, Santa Catarina era o 3º maior destino de migrantes no país


em 2010.

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Centro-Oeste em alta

Depois de Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás também se destacaram


como estados que mais ganharam população que perderam.

Mato Grosso teve saldo positivo de 103.938 pessoas, com uma taxa de
migração de 2,84% — a segunda maior do Brasil, atrás apenas de Santa
Catarina.

Os principais estados de origem dos novos moradores de Mato Grosso


foram Maranhão (17,7%), Pará (11,2%) e Goiás (10,4%), além de
contribuições significativas de São Paulo.

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“Essa tendência pode ser explicada por fatores estruturais como a
expansão agrícola, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento dos
polos urbanos da região”, explicam os pesquisadores.

Goiás ganhou 186.827 pessoas, o terceiro maior do Brasil, o que


representou um crescimento de 2,65% na população total do estado.

Segundo o IBGE, 28,2% dos novos moradores de Goiás vieram do Distrito


Federal, reforçando o vínculo territorial entre o DF e o entorno goiano.
Outros estados que mais enviaram moradores para Goiás foram o
Maranhão (12,3%) e o Pará (9,5%), o que revela também o alcance da
migração nordestina e nortista para a região.
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Nordeste ainda perde população — com exceção da Paraíba

O Nordeste como um todo manteve a tendência histórica de perdas


populacionais para outras regiões, com destaque para a Bahia (-41.549),
Pernambuco (-41.486) e Maranhão (-129.228).

📈 A exceção foi a Paraíba, que registrou saldo positivo de 30.952 pessoas


— o único estado nordestino com mais entradas do que saídas entre 2017
e 2022.

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Jovens são maioria entre os migrantes

A migração interna é, sobretudo, um movimento jovem — 1 em cada 5


migrantes tinha entre 25 e 29 anos. De acordo com o Censo 2022, mais de
3,5 milhões de pessoas com idades entre 25 e 29 anos mudaram de cidade
nos cinco anos anteriores à coleta — o equivalente a 22,8% do total de
migrantes do período, segundo o IBGE.

Também se destacam os grupos de 20 a 24 anos e 30 a 34 anos — que


representam cerca de 18,5% a 17,5%, respectivamente, da migração — o
que reforça que a mobilidade pode estar diretamente associada ao ciclo de
entrada na vida adulta, com busca por trabalho, estudo, moradia e
formação de família.
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“A migração é amplamente reconhecida como um fenômeno demográfico
fortemente seletivo por idade, manifestando padrões distintos de
mobilidade entre os diversos grupos etários”, afirmam os pesquisadores.

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Mais destaques do Censo em imigração

📍 Minas Gerais ultrapassa São Paulo em saldo migratório. Com saldo de


106,5 mil pessoas, Minas ultrapassou São Paulo e passou a figurar entre os
estados que mais atraem do que perdem moradores de outras regiões. O
movimento foi puxado por quem saiu justamente de SP e do Rio: 19,1% dos
emigrantes paulistas e 17,7% dos fluminenses escolheram Minas como novo
destino — reforçando o interior mineiro como novo polo de atração no
Sudeste.

📍 Espírito Santo ganha força no mapa migratório. Apesar de estar fora do


top 5 em números absolutos, o estado se destacou como nova alternativa
para migrantes que saem de grandes centros, como Rio de Janeiro e Minas
Gerais, e teve ganho populacional de 27,8 mil pessoas entre 2017 e 2022.
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📍 Distrito Federal também inverte padrão e passa a perder população. O
DF teve a maior queda de perda de população do país - 3,53%. A maior
parte dos emigrantes foi para Goiás (48,5%), revelando a expansão da
urbanização no entorno. Quase 1 em cada 2 moradores que saíram do DF
foi morar em Goiás.

📍 Pará perde mais população. Antes um dos estados que mais recebia
migrantes — especialmente vindos do Nordeste —, o Pará perdeu 94 mil
moradores para outras regiões do país.

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O Rio de Janeiro foi o único estado do país a registrar queda no número
de moradores estrangeiros nos últimos 12 anos, segundo dados
divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
nesta sexta-feira (27).

De acordo com a nova publicação do Censo Demográfico, o total de


residentes nascidos em outros países caiu de 96.821 pessoas em 2010
para 80.292 em 2022, uma redução de 16.529 pessoas, o equivalente a
—17% no período.

Os dados evidenciam o contraste entre a realidade do Rio de Janeiro e a


tendência nacional de crescimento acelerado da população estrangeira.
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Enquanto o Rio apresentava essa redução, o Brasil como um todo viu sua
população de estrangeiros e naturalizados saltar 70,3% - de 592.448 para
1.009.341 pessoas -, revertendo uma trajetória de declínio observada
desde 1960.

Os números fazem parte da publicação "Fecundidade e Migração", que


integra o Censo Demográfico 2022.

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A pesquisa investigou o lugar de nascimento de todos os moradores do
país, permitindo identificar o número de estrangeiros residentes em cada
unidade da federação.

A metodologia considera como estrangeiros aqueles nascidos fora do


Brasil, independentemente da nacionalidade atual.

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O fenômeno migratório no Rio de Janeiro não se limita à redução de
estrangeiros. O estado registrou o maior saldo migratório negativo do país
em 2022, com perda líquida de 165.360 habitantes para outras unidades da
federação.

Isso significa que, para cada 100 pessoas que chegaram ao estado, 203 o
deixaram - uma taxa líquida de migração de -1,03%.

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Os principais destinos dos fluminenses que deixaram o estado foram:

• São Paulo (21,4%)


• Minas Gerais (17,7%)
• Espírito Santo (7,3%)

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Apesar da saída expressiva, o Rio ainda atrai um número relevante de
brasileiros vindos de outros estados, especialmente de Minas Gerais (21%),
Paraíba (14%) e Ceará (9,4%). Ao todo, 1.960.207 moradores do estado em
2022 não eram naturais do Rio de Janeiro.

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Novos padrões de deslocamento

A Região Sudeste como um todo passou por significativas mudanças em


seus fluxos migratórios.

São Paulo, tradicional polo de atração do país, registrou pela primeira


vez saldo migratório negativo, embora continue recebendo grandes
contingentes da Bahia, Minas Gerais e Paraná.

O Rio de Janeiro, por sua vez, reforçou sua tendência de perda


populacional líquida para Minas Gerais e São Paulo.

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Em escala nacional, o Censo 2022 revelou que 36,9% dos brasileiros (cerca
de 79 milhões) residiam em município diferente daquele em que nasceram.
Esse dado ilustra a intensa mobilidade interna que caracteriza o país.

A redução de estrangeiros morando no Rio de Janeiro contrasta com o


cenário nacional. No Brasil, o número de gringos residentes passou de 592
mil em 2010 para mais de 1 milhão em 2022.

Essa mudança foi impulsionada principalmente pela chegada de imigrantes


da América Latina, como venezuelanos, haitianos, bolivianos e
colombianos.

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Na Região Sudeste, por exemplo, São Paulo viu sua população estrangeira
crescer de 226 mil para 318 mil no mesmo período. Minas Gerais e
Espírito Santo também registraram aumentos, ainda que em menor escala.

Já estados como Roraima, Amazonas e Santa Catarina apresentaram os


maiores crescimentos proporcionais, com destaque para o impacto da
crise migratória da Venezuela.

A composição da população estrangeira no Brasil passou por uma


transformação radical no período analisado pelo IBGE:

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Venezuelanos saltaram de 2.869 (2010) para 271.514 (2022);

Portugueses caíram de 137.972 para 104.345, tornando-se o segundo


maior grupo;

Latino-americanos como um todo passaram de 183.448 para 646.015;

Europeus diminuíram de 263.393 para 203.284.

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RJ tem a menor taxa de fecundidade

O IBGE também revelou que o RJ tem hoje a menor taxa de fecundidade


do Brasil. O número médio de filhos por mulher caiu para 1,35, abaixo da
média nacional, que é de 1,55.

Além disso, o percentual de mulheres entre 50 e 59 anos que chegaram ao


fim do período reprodutivo sem filhos cresceu de 14,5% em 2010 para 21%
em 2022 — um aumento de 45% em 12 anos.

A idade média em que as mulheres têm filhos também subiu no estado:


passou de 27,1 anos para 28,5 anos no período analisado.

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Segundo o IBGE, o RJ é um dos estados mais urbanizados e com maior
nível de escolaridade da população, fatores que estão diretamente ligados
à queda da fecundidade.

Pesquisadores destacam ainda que o estado foi um dos primeiros do país a


registrar essa tendência, o que reforça seu papel como "precursor" da
mudança demográfica.

Combinado à perda de população para outros estados — o maior saldo


migratório negativo do país —, o cenário já sinaliza uma possível redução
no total de habitantes do estado a partir da próxima década.

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Pelo menos 18,5% dos brasileiros entre os 15 e os 29 anos de idade não
estudavam nem trabalhavam em 2024, conforme dados divulgados nesta
sexta-feira, 13, na nova edição da Pesquisa Nacional por Amostras de
Domicílio Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE). No total, esse grupo, chamado de “nem-nem”, reúne
8,9 milhões de jovens. A proporção é a menor desde 2019, quando a
taxa foi de 22,4%, mas ainda é considerada muito alta.

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O problema é ainda pior entre as mulheres. Na faixa etária dos 15 aos 29
anos, praticamente uma em cada quatro delas (24,7%) não estuda nem
trabalha, quase o dobro da porcentagem registrada entre os homens
(12,5%). A diferença pode ser explicada porque, no caso delas, muitas
deixam de estudar para se ocupar do trabalho doméstico não remunerado
ou ainda por causa de gravidez.

A desigualdade surge com ainda mais profundidade no recorte por raça. A


proporção de pessoas pretas ou pardas que não estavam ocupadas nem
estudavam (21,1%) no ano passado é bem superior ao das pessoas brancas
na mesma condição (14,4%).

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De acordo com os novos números, os brasileiros na faixa etária dos 15
aos 29 anos são 48 milhões. Desse total, além dos 18,5% que não
estudavam nem trabalhavam, 16,4% estudavam e trabalhavam e, a
maioria, 39,4%, trabalhavam e não estudavam.

Além da queda no número de “nem-nem”, os números revelam também


um aumento de 2,6 pontos porcentuais entre os que apenas trabalhavam
frente aos índices de 2019. Na análise dos pesquisadores, as diferenças
ocorrem por conta da maior demanda do mercado de trabalho.

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A necessidade de trabalhar (48%) foi o principal motivo apontado por
homens e mulheres para abandonar a escola. O abandono escolar ainda é
um dos principais gargalos da educação no País. Na tentativa de frear o
problema, o governo federal lançou no ano passado o programa Pé-de-
Meia, que prevê auxílios financeiros aos jovens que seguem nas salas de
aula durante o ensino médio.

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“Os motivos para o pessoal do ensino médio em diante abandonar a
escola é a necessidade de trabalhar, que ainda é um problema muito
grande”, afirmou a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE,
Adriana Beringuy. “Precisamos de ferramentas políticas de retenção na
escola para que se aprimorem e, no futuro, possam entrar no mercado de
trabalho já formadas, com maior capacidade de desenvolver suas
potencialidades.” Esta Pnad ainda não consegue captar os efeitos do Pé-
de-Meia.

Em 2024, pessoas com 15 anos ou mais de idade que frequentavam a


escola representavam 77,5% do total – uma queda em relação ao índice de
2016, que era de 83%. No ensino superior e na especialização, mestrado
ou doutorado, no entanto, as porcentagens aumentaram, respectivamente,
de 14,6% para 16,8% e de 2,8% para 5,5%.
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“Os dados mostram que cada vez mais as pessoas estão indo para a
escola e permanecendo por mais tempo”, afirmou Adriana. “Naturalmente
muitos identificam caminho de evolução profissional através do estudo e,
com isso, a demanda pelo ensino superior aumenta.”

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A taxa de desemprego brasileira desacelerou e atingiu 6,2% no trimestre
encerrado em maio. Nos três meses anteriores, a taxa era de 6,8%. Os
dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad)
Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado também representa uma queda de 1 ponto percentual (p.p.)


em comparação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando a taxa era
de 7,1%.
Ao todo, 6,8 milhões de pessoas estavam sem emprego no país. Esse
número representa uma queda de 8,6% em comparação ao trimestre
anterior, quando 7,5 milhões de pessoas estavam desocupadas. Em
relação aos mesmos três meses de 2024 (7,8 milhões), a queda foi de
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12,3%.
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Segundo o analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, o resultado
da Pnad indica que o mercado de trabalho está no melhor patamar dos
últimos dez anos.

"Esse número de 6,8 milhões de pessoas desocupadas é algo próximo


ao que tínhamos no final de 2014, inicio de 2015. Então [desde então], o
mercado não esteve tão bem como está agora", afirma.

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Já o contingente de pessoas com carteira assinada no setor privado
atingiu um novo recorde no trimestre encerrado em maio, com um total
de 39,8 milhões de pessoas. O número, segundo o IBGE, representa uma
alta de 0,5% em comparação ao trimestre anterior e um avanço de 3,7%
em relação ao observado no mesmo período do ano anterior.

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Segundo Kratochwill, os principais motivadores para a redução da taxa de
desemprego foram o aumento do contingente de ocupados e as taxas de
subutilização mais baixas.

"Assim, semelhante às divulgações anteriores, o mercado de trabalho se


mostra aquecido, levando à redução da mão-de-obra mais qualificada
disponível e ao aumento de vagas formais”, explica .

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A quantidade de pessoas ocupadas no trimestre encerrado em maio foi
de 103,9 milhões de pessoas, um avanço de 1,2% na comparação com os
três meses anteriores e alta de 2,5% na relação anual. Já o nível de
ocupação, que responde pelo percentual de pessoas ocupadas em idade
de trabalhar, atingiu 58,5% — alta de 0,6 p.p. ante o trimestre anterior.

Ainda segundo o instituto, outro destaque ficou com a queda robusta


vista no número de desalentados (2,89 milhões) — aqueles que gostariam
de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego —, que registrou uma
queda de 10,6% em relação aos três meses encerrados em abril e recuo
de 13,1% na comparação de base anual. Esse é o menor número de
desalentados desde 2016.
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"Essa queda pode ser explicada pela melhoria consistente das condições
do mercado de trabalho. O aumento da ocupação gera mais
oportunidades, percebidas pelas pessoas que estavam desmotivadas”, diz
Kratochwill em nota oficial.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho — que é a força de


trabalho "desperdiçada" do país, ou seja, poderiam estar trabalhando, mas
não estão — ficou em 14,9%. Nesse caso, o resultado representa uma
queda de 0,8 p.p. na comparação trimestral e de 1,9 p.p. na relação anual.

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Veja os destaques da pesquisa

• Taxa de desocupação: 6,2%


• População desocupada: 6,8 milhões de pessoas
• População ocupada: 103,9 milhões
• População fora da força de trabalho: 66,7 milhões
• População desalentada: 2,89 milhões
• Empregados com carteira assinada: 39,8 milhões
• Empregados sem carteira assinada: 13,7 milhões
• Trabalhadores por conta própria: 26,2 milhões
• Trabalhadores informais: 39,3 milhões

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Taxa de informalidade cai para 37,8%

Ainda segundo o IBGE, a taxa de informalidade — que é a proporção


de trabalhadores informais na população ocupada — foi de 37,8%, o
que corresponde a 39,3 milhões de trabalhadores informais. O resultado
do índice representa uma queda tanto em relação ao trimestre móvel
anterior (38,1%) quanto em comparação aos mesmos três meses do ano
passado (38,6%).

O instituto indica que a queda na informalidade é consequência da


estabilidade no número de trabalhadores sem carteira assinada (13,7
milhões) e da alta no número de trabalhadores por conta própria com
CNPJ (+3,7%).
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O IBGE ainda mostrou que dentre os dez agrupamentos de atividade
investigados pela Pnad, apenas o segmento de Administração pública,
defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais
registrou crescimento na ocupação no trimestre encerrado em maio e os
três meses anteriores.

“Esse grupamento possui uma característica peculiar neste trimestre, pois


é quando ocorre o início do ano letivo. Consequentemente, é preciso uma
estrutura de suporte, com a contratação de professores, ajudantes,
cuidadores, cozinheiros e recepcionistas”, afirma o analista responsável
pela pesquisa.

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Massa de rendimento dos trabalhadores bateu recorde

O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhadores


chegou a R$ 3.457 no trimestre encerrado em maio de 2025 — resultado
estável em relação aos três meses anteriores e 3,1% maior na comparação
anual.

Já a massa de rendimento real habitual, que representa a soma das


remunerações de todos os trabalhadores, atingiu R$ 354,6 bilhões, um
novo recorde da série histórica do IBGE. Nesse caso, a alta foi de 1,8% no
trimestre e de 5,8 ante o mesmo período do ano passado.

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Maior volume de contribuintes na previdência social

O IBGE também indicou que o número de pessoas contribuintes para o


instituto de previdência na população de 14 anos ou mais de idade,
ocupadas na semana de referência, foi de 68,3 milhões de pessoas — o
maior da série histórica.

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lança mapa-múndi
que apresenta o Brasil no centro do mundo e que traz uma nova
perspectiva, em que o Sul aparece no topo da imagem. Nas versões
português e inglês.

O lançamento é feito em ano que o Brasil tem ativa participação nos


debates e perspectivas do Sul Global e do cenário mundial, em especial
por presidir o Brics e o Mercosul. E recebe a COP 30.

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A divulgação do novo mapa-múndi foi feito na última quarta-feira (7/5),
mesmo dia em que o IBGE anunciou a preparação do Triplo Fórum
Internacional da Governança do Sul Global – Novos indicadores e temas
estratégicos para o desenvolvimento e a sustentabilidade na Era Digital. O
encontro, em organização conjunta com o Governo do Estado do Ceará,
além de vários parceiros, vai ser realizado de 11 a 13 de junho, em
Fortaleza.

O novo mapa também traz destacados os países que compõe o Brics, o


Mercosul, os países de língua portuguesa e do bioma amazônico, também
a cidade do Rio de Janeiro, como capital dos Brics, a cidade de Belém,
como capital da COP 30 e o Ceará como sede do Triplo Fórum. Em abril
do ano passado, o IBGE lançou um mapa-múndi que traz o Brasil no centro
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do planeta. Desta vez, foi além.
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Por que não um mapa-múndi invertido?

A maior parte do mundo está acostumada a ver a América do Norte no


Norte e a América do Sul no Sul, mas essa representação não é a única
possível e nem a única que foi registrada durante a história.

Na verdade, não existe uma razão técnica para colocar os pontos cardeais
nas direções convencionais e, portanto, a representação tradicional é tão
correta quanto a representação invertida.

A convenção cartográfica do Norte para cima e do Leste para a direita foi


estabelecida pelo astrônomo Ptolomeu e foi amplamente adotada por
outros cartógrafos como Mercator e Waldseemüller. Mas existem mapas
que têm outra orientação e onde o Norte não está no topo. É o caso, por
exemplo, dos mapas medievais ou de alguns mapas feitos por outras
culturas.
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Nos mapas modernos, há questões relacionadas a reinvindicações políticas
nesses mapas invertidos, geralmente realizada por países localizados no
Hemisfério Sul. Segundo Nicole De Armendi, a orientação dos mapas
“afirma posições de poder, traça certas redes globais e estabelece relações
hierárquicas entre as nações e os continentes”.

Um exemplo famoso é a obra do artista uruguaio Joaquín Torres-García,


que em 1943 fez o que se conhece como “o mapa invertido”. A obra
tornou-se um símbolo para os latino-americanos em seus esforços para se
tornarem reconhecidos na visão geral do mundo.

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O mapa-múndi invertido é lançado no momento em que o Brasil tem a
presidência do Brics e do Mercosul, além da atenção na agenda dos
Países de Língua Portuguesa e da realização da COP 30 no País.

Neste contexto, o IBGE divulga essa nova versão de mapa-múndi em


conjunto com as ações do órgão em 2025, como líder dos institutos de
pesquisa dos referidos blocos geopolíticos. Isso inclui a agenda de
eventos nacionais e internacionais e lançamento de pesquisas e
indicadores, entre outras atividades de disseminação de informações.

Esse lançamento integra uma série de ações estratégicas para a reflexão e


o debate sobre a importância do Sul Global, em meio à crescente
importância do Brasil no cenário internacional e às mudanças geopolíticas
mundiais.
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Sete meses depois do G20, o Rio recebe a Cúpula do Brics no domingo (6)
e na segunda (7), no mesmo no Museu de Arte Moderna (MAM), no Aterro
do Flamengo.

Trata-se do encontro mais importante do bloco em 2025, reunindo chefes


de Estado, chanceleres e assessores de alto nível dos países-membros, o
que provoca uma série de medidas de segurança e logística.

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O que é Brics?

O Brics é um grupo formado por 11 países membros e outros parceiros


que funciona como foro de articulação político-diplomática do Sul Global
e de cooperação em várias áreas.

Entre os objetivos estão fortalecer a cooperação econômica, política e


social entre seus membros e promover um aumento da influência dos
países do Sul Global na governança internacional.

"O grupo busca melhorar a legitimidade, a equidade na participação e a


eficiência das instituições globais, como a ONU, o FMI, o Banco Mundial
e a OMC. Além disso, visa impulsionar o desenvolvimento
socioeconômico sustentável e promover a inclusão social", diz texto no
site do Brics.
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A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por
unanimidade, que é possível retificar o registro civil para fazer constar o
gênero neutro. Para o colegiado, apesar de não existir legislação
específica sobre o tema, não há razão jurídica para a distinção entre
pessoas transgênero binárias – que já possuem o direito à alteração do
registro civil, de masculino para feminino ou vice-versa – das não binárias,
devendo prevalecer no registro a identidade autopercebida pelo
indivíduo.

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Ainda segundo o colegiado, o direito à autodeterminação de gênero e à
identidade sexual está intimamente relacionado ao livre desenvolvimento
da personalidade e ao direito do ser humano de fazer as escolhas que dão
sentido à sua vida. Por outro lado, os ministros esclareceram que a decisão
não elimina o registro de gênero da certidão de nascimento, mas apenas
assegura à pessoa o reconhecimento formal de sua identidade.

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"Todos que têm gênero não binário e querem decidir sobre sua
identidade de gênero devem receber respeito e dignidade, para que não
sejam estigmatizados e fiquem à margem da lei", declarou a relatora do
recurso, ministra Nancy Andrighi, acrescentando que tais pessoas têm o
direito de se autodeterminar.

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Instâncias ordinárias negaram a retificação do registro civil

No caso analisado, a pessoa que ajuizou a ação de retificação de registro


civil diz ter enfrentado dificuldades emocionais e psicológicas, tendo feito
cirurgias e tratamento hormonal para mudar de sexo. Apesar de já ter
alterado o nome e o gênero no registro, percebeu que, na verdade, não
se identificava como homem nem como mulher – ou seja, era não binária.

Antes de recorrer ao STJ, ela teve o pedido negado pelas instâncias


ordinárias. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) afirmou, entre outras
questões, que o ordenamento jurídico prevê apenas a existência dos
gêneros feminino e masculino, e que a eventual adoção do gênero neutro
exigiria antes um amplo debate e o estabelecimento de uma
regulamentação a respeito.
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Jurisprudência já admite que pessoas trans mudem prenome e gênero

Nancy Andrighi ressaltou que toda pessoa tem assegurada a autonomia


para a determinação de uma personalidade livre, sem interferência do
Estado ou de particulares. Dessa forma, prosseguiu, a autodeterminação de
gênero e a identidade sexual – direitos amparados por cláusula geral de
proteção à personalidade prevista no artigo 12 do Código Civil – estão
diretamente ligadas às escolhas pessoais que dão sentido à vida.

Segundo a relatora, a evolução da jurisprudência e as alterações legislativas


permitiram até aqui que pessoas transgênero pedissem extrajudicialmente
a mudança de prenome e gênero, de acordo com sua autoidentificação. No
entanto, ela explicou que essas alterações levaram em conta a lógica
binária de gênero masculino/feminino, a qual representa a normatividade
padrão esperada pela sociedade.
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"Seria incongruente admitir-se posicionamento diverso para a hipótese de
transgeneridade binária e não binária, uma vez que em ambas as
experiências há dissonância com o gênero que foi atribuído ao nascimento,
devendo prevalecer a identidade autopercebida, como reflexo da
autonomia privada e expressão máxima da dignidade humana", refletiu a
ministra.

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Falta de regra específica não pode deixar o tema sem solução

Com base nos artigos 4º da Lei de Introdução às Normas do Direito


Brasileiro e 140 do Código de Processo Civil, Nancy Andrighi lembrou que
a lacuna sobre o tema na legislação não pode deixá-lo sem solução nem ser
confundida com ausência do próprio direito.

A relatora comentou que já existem experiências estrangeiras na área do


direito que reconhecem a existência de um terceiro gênero, não binário.
Como exemplos, citou a Alemanha, a Austrália, a França, a Holanda e a
Índia.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (26), por 8
votos a 3, que o artigo 19 do Marco Civil da Internet — o que trata de
responsabilidade das redes sociais — é parcialmente inconstitucional.

Isso significa que as redes sociais deverão ser responsabilizadas por


postagens irregulares de seus usuários.

O STF também definiu a tese para a aplicação desse entendimento.

Ou seja, o tribunal estabeleceu como se dará essa responsabilização das


redes.

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Uma das principais mudanças daqui para frente é que as redes deverão
levar em conta a notificação extrajudicial sobre um conteúdo irregular.

Se, após essa notificação, a rede não retirar a postagem e a Justiça


considerar, mais adiante, que a postagem era irregular, a rede será
punida.

Plataformas estão sujeitas à responsabilização civil caso não removam


conteúdo após notificação extrajudicial feita pela vítima ou seu
advogado, decidiu o STF.

Em casos de crimes contra a honra — por exemplo, difamação — as


plataformas estão sujeitas à responsabilização civil caso não removam
conteúdo após notificação extrajudicial feita pela vítima ou seu
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advogado.
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Remoção 'proativa’

O entendimento da Corte também prevê que, em casos de discurso de


ódio, racismo, pedofilia, incitação à violência ou a golpe de Estado, as
plataformas devem agir de forma proativa para remover o conteúdo,
mesmo sem notificação prévia.

A decisão altera a lógica de funcionamento das redes no Brasil e deve


levar as empresas de tecnologia a rever protocolos de denúncia e
moderação de conteúdo, além de ampliar sua responsabilidade sobre o
que circula em suas plataformas.

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Base jurídica

A tese vencedora considera que o artigo 19 do MCI não oferece proteção


suficiente aos direitos fundamentais – especialmente à honra, dignidade e
imagem das pessoas – e, por isso, é parcialmente inconstitucional.

Enquanto não houver nova legislação, o STF definiu que o artigo 19 deve
ser interpretado da seguinte forma:

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A decisão não se aplica a regras da legislação eleitoral, preservando atos
normativos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Provedores podem ser responsabilizados civilmente nos termos do artigo


21 do Marco Civil por danos gerados por conteúdo de terceiros, inclusive
quando se tratar de contas inautênticas;

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Quais são os deveres das redes quanto à circulação em massa de
conteúdos crimes graves?

Há responsabilidade das redes sociais quando elas não bloqueiam


imediatamente conteúdos que configurem crimes graves. São eles:

▶️ atos antidemocráticos - crimes como golpe de Estado, abolição


violenta do Estado Democrático de Direito, interrupção do processo
eleitoral, violência política, sabotagem;

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▶️ terrorismo, inclusive seus atos preparatórios;

▶️ crimes de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a


automutilação;

▶️ incitação à discriminação em razão de raça, cor, etnia, religião,


procedência nacional, sexualidade ou identidade de gênero (condutas
homofóbicas e transfóbicas);

▶️ crimes contra a mulher, inclusive conteúdos que propagam ódio ou


aversão às mulheres;

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▶️ crimes sexuais contra pessoas vulneráveis, divulgação e
armazenamento de pornografia infantil e crimes graves contra crianças e
adolescentes;

▶️ tráfico de pessoas.

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Nesse ponto, a possibilidade de que as "big techs" respondam vai surgir
quando ficar configurada a chamada "falha sistêmica". Ela ocorre quando
o provedor deixa de tomar as medidas de prevenção ou remoção das
postagens. Na prática, é quando fica evidenciado que não foi cumprido o
dever de atuar de forma responsável, transparente e cautelosa.

Ainda neste ponto, o fato de existir um conteúdo ilícito isolado não é


suficiente, por si só, para aplicação da responsabilidade. Mas, nesta
situação, uma notificação privada já permite que a postagem seja
derrubada. O autor pode pedir na Justiça para que o post seja
restabelecido, demonstrando que não há ilicitude.

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Para quais serviços o regime de responsabilização do artigo 19 ainda é
aplicável?

O artigo 19 do Marco Civil da internet - que exige decisão judicial para a


remoção de conteúdos considerados ilícitos, ainda vale para as seguintes
plataformas:

▶️ provedor de email;
▶️ aplicativos para reuniões fechadas de vídeo ou voz;
▶️ serviços de mensagens instantâneas;

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