0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações5 páginas

Cadernão - Exercícios

Enviado por

Hudsonpatriick
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
19 visualizações5 páginas

Cadernão - Exercícios

Enviado por

Hudsonpatriick
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CADERNÃO - EXERCÍCIOS

1) TEXTO I

BACON, F. Três estudos para um autorretrato. Óleo sobre tela, 37,5 x 31,8 cm (cada), 1974. Disponível em:
www.metmuseum.org. Acesso em: 30 maio 2016.

TEXTO II

Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com
pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo, mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.

DURAS, M. O amante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

Na imagem e no texto do romance de Marguerite Duras, os dois autorretratos apontam para o modo de
representação da subjetividade moderna. Na pintura e na literatura modernas, o rosto humano deforma-se, destrói-
se ou fragmenta-se em razão:

a) Da adesão à estética do grotesco, herdada do romantismo europeu, que trouxe novas possibilidades de
representação.

b) Das catástrofes que assolaram o século XX e da descoberta de uma realidade psíquica pela psicanálise.

c) Da opção em demonstrarem oposição aos limites estéticos da revolução permanente trazida pela arte
moderna.

d) Do posicionamento do artista do século XX contra a negação do passado, que se torna prática dominante na
sociedade burguesa.

e) Da intenção de garantir uma forma de criar obras de arte independentes da matéria presente em sua
história pessoal.

2) Câncer 21/06 a 21/07

O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua autoestima e no seu modo de agir. O corpo indicará onde
você falha – se anda engolindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O que ficou guardado virá à tona, pois este novo
ciclo exige uma “desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já que precisará de energia para se recompor. Há
preocupação com a família, e a comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se: palavra preciosa é palavra dita na
hora certa. Isso ajuda também na vida amorosa, que será testada. Melhor conter as expectativas e ter calma,
avaliando as próprias carências de modo maduro. Sentirá vontade de olhar além das questões materiais – sua
confiança virá da intimidade com os assuntos da alma.

Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009.


O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu contexto de uso, sua função específica, seu objetivo
comunicativo e seu formato mais comum relacionam-se com os conhecimentos construídos socioculturalmente. A
análise dos elementos constitutivos desse texto demonstra que sua função é:

a) vender um produto anunciado.

b) informar sobre astronomia.

c) ensinar os cuidados com a saúde.

d) expor a opinião de leitores em um jornal.

e) aconselhar sobre amor, família, saúde, trabalho.

3) O jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de
espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo,
acompanhado de um sentimento de tensão e de alegria e de uma consciência de ser diferente da “vida quotidiana”.

HUIZINGA, J. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 2004.

Segundo o texto, o jogo comporta a possibilidade de fruição. Do ponto de vista das práticas corporais, essa fruição se
estabelece por meio do(a)

a) fixação de táticas, que define a padronização para maior alcance popular.

b) competitividade, que impulsiona o interesse pelo sucesso.

c) refinamento técnico, que gera resultados satisfatórios.

d) caráter lúdico, que permite experiências inusitadas.

e) uso tecnológico, que amplia as opções de lazer.

4)

O efeito de sentido da charge é provocado pela combinação de informações visuais e recursos linguísticos. No
contexto da ilustração, a frase proferida recorre à

a) polissemia, ou seja, aos múltiplos sentidos da expressão “rede social” para transmitir a ideia que pretende
veicular.
b) ironia para conferir um novo significado ao termo “outra coisa”.
c) homonímia para opor, a partir do advérbio de lugar, o espaço da população pobre e o espaço da população
rica.
d) personificação para opor o mundo real pobre ao mundo virtual rico.
e) antonímia para comparar a rede mundial de computadores com a rede caseira de descanso da família.

5)

LAERTE. Disponível em: http://blog.educacional.com.br. Acesso em: 8 set. 2011.

Que estratégia argumentativa leva o personagem do terceiro quadrinho a persuadir sua interlocutora?

a) Prova concreta, ao expor o produto ao consumidor.


b) Consenso, ao sugerir que todo vendedor tem técnica.
c) Raciocínio lógico, ao relacionar uma fruta com um produto eletrônico.
d) Comparação, ao enfatizar que os produtos apresentados anteriormente são inferiores.
e) Indução, ao elaborar o discurso de acordo com os anseios do consumidor.

6) Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por traição,
interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem tramas.
Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua
competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores da revista tem
obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos?
Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja
qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser
assinado com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem
interessar ao leitor médio.

Disponível em: http://revistaepoca.globo.com. Acesso em: 26 fev. 2012 (adaptado).

O texto foi publicado em uma revista de grande circulação na seção de carta do leitor. Nele, um dos leitores
manifesta-se acerca de uma reportagem publicada na edição anterior. Ao fazer sua argumentação, o autor do texto

a) faz uma síntese do que foi abordado na reportagem.


b) discute problemas conjugais que conduzem à separação.
c) aborda a importância dos advogados em processos de separação.
d) oferece dicas para orientar as pessoas em processos de separação.
e) rebate o enfoque dado ao tema pela reportagem, lançando novas ideias.

7) “A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais
velhos, os que habitam numa região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra
classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade linguística serve para marcar a inclusão num desses
grupos, dá uma identidade para os seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a
falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala
dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma
língua é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber português não é só aprender regras que só existem numa língua
artificial usada pela escola. As variações não são fáceis ou bonitas, erradas ou certas, deselegantes ou elegantes, são
simplesmente diferentes. Como as línguas são variáveis, elas mudam.”

(FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico”.

Sobre o texto de José Luiz Fiorin, é incorreto afirmar:

a) As variações linguísticas são próprias da língua e estão alicerçadas nas diversas intenções comunicacionais.

b) A variedade linguística é um importante elemento de inclusão, além de instrumento de afirmação da identidade


de alguns grupos sociais.

c) O aprendizado da língua portuguesa não deve estar restrito ao ensino das regras.

d) As variedades linguísticas trazem prejuízos à norma-padrão da língua, por isso devem ser evitadas.

8) S.O.S Português

Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita? Pode-se refletir sobre esse aspecto da
língua com base em duas perspectivas. Na primeira delas, fala e escrita são dicotômicas, o que restringe o ensino da
língua ao código. Daí vem o entendimento de que a escrita é mais complexa que a fala, e seu ensino restringe-se ao
conhecimento das regras gramaticais, sem a preocupação com situações de uso. Outra abordagem permite encarar
as diferenças como um produto distinto de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. A questão é que nem
sempre nos damos conta disso.

S.O.S Português. Nova Escola. São Paulo: Abril, Ano XXV, nº- 231, abr. 2010 (fragmento adaptado).

O assunto tratado no fragmento é relativo à língua portuguesa e foi publicado em uma revista destinada a
professores. Entre as características próprias desse tipo de texto, identificam-se marcas linguísticas próprias do uso

a) regional, pela presença do léxico de determinada região do Brasil.

b) literário, pela conformidade com as normas da gramática.

c) técnico, por meio de expressões próprias de textos científicos.

d) coloquial, por meio do registro de informalidade.

e) oral, por meio do uso de expressões típicas da oralidade.

9) Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da língua como um fato.
Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma de língua em suas atividades escritas? Não deve mais
corrigir? Não!

Há outra dimensão a ser considerada: de fato, no mundo real da escrita, não existe apenas um português
correto, que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo dos manuais de instrução; o
dos juízes do Supremo não é o mesmo dos cordelistas; o dos editoriais dos jornais não é o mesmo dos dos
cadernos de cultura dos mesmos jornais. Ou do de seus colunistas.

(POSSENTI, S. Gramática na cabeça. Língua Portuguesa, ano 5, n. 67, maio 2011 – adaptado).

Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. Assim sendo, o domínio da língua
portuguesa implica, entre outras coisas, saber

a) descartar as marcas de informalidade do texto.

b) reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla.


c) moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico.

d) adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto.

e) desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.

10) Há o hipotrélico. O termo é novo, de impensada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as
pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer:
antipodático, sengraçante imprizido; ou talvez, vicedito: indivíduo pedante, importuno agudo, falta de respeito para
com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o
hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência.

(ROSA, G. Tutameia: terceiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001) (fragmento).

Nesse trecho de uma obra de Guimarães Rosa, depreende-se a predominância de uma das funções da

a) metalinguística, pois o trecho tem como propósito essencial usar a língua portuguesa par explicar a própria língua,
por isso a utilização de vários sinônimos e definições.

b) referencial, pois o trecho tem como principal objetivo discorrer sobre um fato que não diz respeito ao escritor ou
ao leitor, por isso o predomínio da terceira pessoa.

c) fática, pois o trecho apresenta clara tentativa de estabelecimento de conexão com o leitor, por isso o emprego
dos termos “sabe-se lá” e “tome-se hipotrélico”.

d) poética, pois o trecho trata da criação de palavras novas, necessária para textos em prosa, por isso o emprego de
“hipotrélico”.

e) expressiva, pois o trecho tem como meta mostrar a subjetividade do autor, por isso o uso do advérbio de dúvida
“talvez”.

11) Lusofonia: rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.

Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada no café, em frente da chávena de café, enquanto alisa os
cabelos com a mão. Mas não posso escrever este poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra rapariga
não quer dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café, a menina
do café, para que a reputação da pobre rapariga que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não fique
estragada para sempre quando este poema atravessar o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei de escrever sobre a moça do café, para evitar o tom demasiado continental
da rapariga, que é uma palavra que já me está a pôr com dores de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu
queria era escrever um poema sobre a rapariga do café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a escrever
um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque só servem café ao balcão.

JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.

O texto traz em relevo as funções metalinguística e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se pela

a) discussão da dificuldade de se fazer arte inovadora no mundo contemporâneo.

b) defesa do movimento artístico da pós-modernidade, típico do século XX.

c) abordagem de temas do cotidiano, em que a arte se volta para assuntos rotineiros.

d) tematização do fazer artístico, pela discussão do ato de construção da própria obra.

e) valorização do efeito de estranhamento causado no público, o que faz a obra ser reconhecida.

Você também pode gostar