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(Ebook) Endometriose

A endometriose é uma condição inflamatória comum em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 200 milhões globalmente, e ocorre quando o tecido endometrial cresce fora do útero. Os sintomas incluem dor intensa, sangramentos irregulares e dificuldades para engravidar, e o diagnóstico pode levar anos. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar e pode incluir cirurgia, medicamentos e mudanças no estilo de vida.

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Ana
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(Ebook) Endometriose

A endometriose é uma condição inflamatória comum em mulheres em idade reprodutiva, afetando cerca de 200 milhões globalmente, e ocorre quando o tecido endometrial cresce fora do útero. Os sintomas incluem dor intensa, sangramentos irregulares e dificuldades para engravidar, e o diagnóstico pode levar anos. O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar e pode incluir cirurgia, medicamentos e mudanças no estilo de vida.

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ÍNDICE

O que é endometriose?...............................................................................................03
Sintomas mais comuns...............................................................................................05
Tipos de endometriose................................................................................................06
O que pode favorecer o surgimento da doença?...................................08
Quais exames devem ser feitos para o diagnóstico..............................09
Cuidados para evitar a doença...............................................................................10
Tratamentos para a endometriose.......................................................................11
Um pouco da minha história com a endometriose...............................16
O QUE É ENDOMETRIOSE?

Útero Afetado
Útero Saudável
pela endometriose

É uma afecção (quando o funcionamento normal do organismo sofre alguma modificação)


inflamatória muito comum em mulheres em idade reprodutiva (13 a 45 anos),
afetando cerca de 200 milhões de mulheres no mundo. Infelizmente, grande
parte da população feminina desconhece a doença, e as poucas que conhecem
não têm nenhuma informação correta sobre ela.

O endométrio é a mucosa que reveste a parede interna do útero e é onde o


óvulo fica implantado quando fecundado. Sempre gosto de explicar que ele é
como se fosse a caminha interna do útero. Quando não ocorre fecundação, ele
descama e a maior parte dele é eliminado com a menstruação, e o restante
volta a crescer, com o processo sempre se repetindo com o ciclo menstrual.
Assim, a cada ciclo, uma nova caminha interna do útero é formada.
O QUE É ENDOMETRIOSE?

A afecção acontece quando o endométrio aparece em outros locais, como


trompas, intestinos, ovários e bexiga, por exemplo, e continua crescendo onde
surgiu. Geralmente, o diagnóstico surge cerca de 7 anos após o aparecimento
dos primeiros sintomas, podendo ter também efeitos psicológicos e sociais.

Quando a mulher tem filho por parto cesárea, isso tende acontecer com mais
frequência até 5 anos após o parto. Quando realizamos um nascimento por
esse método, nós cortamos o útero, e ao dar os pontos a chance do endométrio
se implantar do lado de fora é bem grande. Eu me arriscaria a dizer que hoje
90% do público feminino tem endometriose não diagnosticada ou não investi-
gada da maneira correta.
SINTOMAS MAIS COMUNS
Existem sintomas que indicam que você pode ter endometriose, mas muitos
deles podem ser confundidos com outras coisas também. A cólica menstrual,
por exemplo, pode ser facilmente interpretada como a dor “normal” desse perí-
odo, mas ela nunca deve ser encarada dessa maneira, por isso, independente
do que pareça ser, ao apresentar qualquer desses sintomas, verifique com o
seu médico.

Lembre-se que o NORMAL é não ter dor! Se você tem, deve ir atrás e descobrir a causa
dela. Pare de se adaptar a algo que não faz parte da sua vida, não se acostume e
comece a achar normal o que não é normal.

Preste atenção em
sintomas como:

Dor pré-menstrual e durante a menstruação

Dor durante relações sexuais, principalmente em posturas mais profundas,

como a posição de quatro ou de lado

Sangramentos menstruais intensos ou irregulares, com saída de coágulos

Cólicas menstruais muito intensas e até mesmo incapacitantes

Dores pélvicas e na região intestinal

Fadigas crônicas (cansaço extremo, causado até pela queda da ferritina, que é

consumida em doenças ginecológicas)

Alterações urinárias e/ou intestinais durante a menstruação

Intestino solto em período menstrual

Dor no ombro e na região clavicular, que pode ser irradiada para o braço

Pontadas no ânus

Dificuldade para engravidar

Se você assinalou mais de 5 sintomas, há 99% de chance de você ter endometriose.


TIPOS DE ENDOMETRIOSE
Existem diferentes tipos da doença, que ocorrem por conta do local onde o
tecido ficou. Esses tipos são:

INTESTINAL: Quando o endométrio cresce dentro ou na super-


fície dos intestinos, podendo fazer parte da endometriose reto-
vaginal, que atinge o reto e a vagina.

SUPERFICIAL: Quando o tecido se desenvolve no peritônio, a


membrana que cobre a parede abdominal e as vísceras, e que
é a estrutura pélvica acometida com mais frequência, podendo
não aparecer em exames de imagem, apesar de dolorosa.
NO OVÁRIO: É a forma menos dolorosa da doença e acontece quando o
tecido vai para os ovários, que são outros órgãos acometidos frequentemente,
podendo causar cistos com tamanhos variados que contém um líquido de cor
escura, com um tom marrom, chamado ENDOMETRIOMA. A preocupação aqui
é grande por serem os órgãos produtores de óvulos que, por causa do avanço
da doença, diminuem a reserva ovariana, prejudicando bastante a fertilidade da
paciente. É importante citar que esse tipo de endometriose pode ser um mar-
cador de que a doença está em estágio avançado ou profundo.

DE PAREDE: Essa é uma forma rara da doença, que acontece


quando o endométrio se infiltra na parede abdominal, causando
mudanças na cor da pele e sendo possível até mesmo sentir com o
toque.

PULMONAR: Outra forma muito rara, que traz como sintoma


tosses com secreção serosanguinolenta no período menstrual.

NA BEXIGA: Em 10 a 15% dos casos, a bexiga pode ser o local


acometido, sendo uma forma também mais rara da doença, e
o comprometimento dos ureteres é ainda menos comum,
ocorrendo em apenas 1 a 3% dos casos.

Nos casos em que a endometriose se infiltra no próprio útero, bem na sua camada muscular, ao invés
de acometer outros órgãos, ela é chamada de ADENOMIOSE.
TIPOS DE ENDOMETRIOSE

Há também a ENDOMETRIOSE PROFUNDA, que é o tipo mais severo da


doença. Na teoria, ela é reconhecida como sendo desse tipo quando o endomé-
trio se infiltra nos órgãos em mais de 5 milímetros. Na prática, é sempre que a
doença tem uma forma mais endurecida, fazendo com que tecidos mais endu-
recidos sejam formados, como se fossem uma cicatriz.

Nesse tipo, os ligamentos útero-sacro


são as estruturas genitais acometidas
com maior frequência, seguidos do
reto-sigmóide, da bexiga e do
apêndice. Além desses, em
aproximadamente 30% dos casos,
pode-se encontrar o comprometi-
mento dos intestinos pela doença.
O QUE PODE FAVORECER
O SURGIMENTO DA
DOENÇA?
Ainda não é conhecida a causa da
endometriose, mas muitas teorias já foram propostas.

Em 1921, o médico ginecologista, John A. Sampson,


propôs a teoria que foi mais aceita por muito tempo, que
dizia que parte do endométrio retornava ao abdômen
através da menstruação e ficava em diferentes lugares,
dando início a inflamação causada pela doença.

Hoje em dia, essa teoria já não é mais tão aceita pela


comunidade científica. A causa mais provável considera-
da atualmente é a de origem embriológica, que diz que
a menina já nasce com os focos de endometriose e que,
com o passar do tempo, a produção hormonal que
acontece após a primeira menstruação fará com que
eles se desenvolvam. Dessa maneira, é possível explicar o
fato da doença surgir em localizações distantes da pelve
feminina, como o diafragma, o pericárdio e até o
pulmão.

Sabemos também que existem fatores que podem


contribuir para o seu surgimento. A exposição aos agen-
tes tóxicos da poluição ambiental, como metais pesados,
xenobióticos e poluentes orgânicos persistentes, que
acabam sendo um grande fator de risco para as mulhe-
res
que possuem predisposição à doença, além das condi-
ções da vida moderna,
que causam um ciclo menstrual repetitivo e retrógrado,
favorecendo ainda mais o avanço da doença.

Um estilo de vida que inclui uma alimentação fraca e


inadequada também é
responsável por prejudicar a saúde feminina. Outras
causas que pioram e acentuam o quadro da doença são:

- Drogas medicamentosas
- Álcool
- Tabaco
- Drogas ilícitas
- Alimentação com glúten e lactose
- Sedentarismo

Disruptores endócrinos, como pesticidas, fungicidas,


dioxinas, bisfenol A, entre outros, conseguem mimetizar,
modular ou até mesmo bloquear a resposta endócrina,
por conta da interação com receptores hormonais.
QUAIS EXAMES DEVEM SER FEITOS
PARA O DIAGNÓSTICO?
Existem alguns exames que são utilizados como os principais meios de
diagnosticar a endometriose:

Avaliação do histórico familiar, para verificar casos de mulheres próximas


na família que sofriam com dores de cólicas e dificuldade de engravidar.

Avaliação do histórico da própria paciente, para verificar se sempre teve


problemas com cólicas muito fortes, dores durante as relações sexuais e
também dificuldade para engravidar.

Exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125 (usado para acom-


panhar o paciente, ele sozinho não é suficiente para realizar o diagnóstico)

• Ultrassom com preparo intestinal e mapeamento

• Ressonância magnética de diafragma

• Ressonância magnética pélvica

• Perfil endócrino e metabólico

• Pesquisa de metais pesados

• Exame ginecológico clínico

• Enema de bário duplo

• Pesquisa de parasitas

• Biópsia
CUIDADOS PARA EVITAR A DOENÇA
Por ser uma doença que ainda não tem a sua causa conhecida, também não
existe uma maneira específica de preveni-la, mas sabemos que hábitos saudá-
veis ajudam bastante a manter a saúde sempre nas melhores condições, o que
por si só já faz uma grande diferença na prevenção de qualquer doença. Tenha o
hábito de:

Conhecer o seu corpo e entender os sinais que ele te manda!

ALIMENTAÇÃO RICA EM NUTRIENTES


Comer bem e de forma saudável, incluindo alimentos orgânicos
e naturais, evitando sempre os industrializados, e substituindo
os que são necessários é o caminho para mais qualidade de vida

EVITAR O ESTRESSE
Ele é o fator que pode contribuir com diversas alterações
hormonais, por isso, busque formas de evitar o estresse
ao máximo e também de se desestressar.

PRATICAR EXERCÍCIOS FÍSICOS


Os exercícios possuem uma série de benefícios para o
corpo, ajudando a ter mais saúde e bem-estar, além de
ajudar a prevenir vários outros problemas também.

HISTÓRICO FAMILIAR
Uma das possíveis causas da endometriose é o fator genético,
portanto, saber se existe algum caso da doença na família ajuda a
descobrir se você tem grandes chances de ter também.

REALIZAR EXAMES REGULARMENTE


Dessa maneira você tem sempre o conhecimento de como está seu organismo e
sua saúde, fazendo com que seu médico sempre possa te ajudar a manter tudo no
melhor estado possível, além de facilitar na identificação de algum possível proble-
ma no seu início.

NÃO SE DEIXE ENGANAR: A pílula não trata endometriose, apenas controla a situação. Ela
inibe sua menstruação fazendo com que a endometriose não aumente. Mas, se for colocar na
balança, os efeitos maléficos dela são muito maiores que os benéficos diante de um quadro de
endometriose.
TRATAMENTOS PARA
ENDOMETRIOSE
TRATAMENTOS PARA ENDOMETRIOSE
O tratamento depende de vários fatores, pois cada caso é um caso e deve
ser olhado com cuidado para compreender os detalhes e, assim, poder deci-
dir pela melhor opção.

Deve ser feito por uma equipe composta por um médico, um nutricionista e
um educador físico, para que seja possível alcançar um resultado satisfató-
rio, até mesmo nas metas mais difíceis.

A terapêutica funcional inclui:

VDLP (cirurgia para retirada completa de


todos os focos de endometriose)
Gestrinona em forma de óvulo ou creme
vaginal
Progesterona bioidêntica
Modulação de estresse
Sono reparador
Atividade física
Nutracêuticos
Meditação

Um plano de dieta básica para pacientes com endometriose também é necessário.


TRATAMENTOS PARA ENDOMETRIOSE

SUPLEMENTAÇÃO BÁSICA
Vitamina B12 100 mcg/dia
Vitamina C 300 - 500 mg/dia
Riboflavina 10 mg - 1 dose ao dia
Ácido folínico 1 mg - 1 dose ao dia
Metilfolato 100 mcg - 1 dose ao dia
Vitamina D 5.000 UI - 1 por dia no mínimo
Ômega 3 1000 mg - 2 cápsulas antes do almoço

Pacientes com endometriose devem manter os níveis de vitamina D no valor de 70-80,


pensando em otimizar a saúde.

Magnésio quelado 200mg Sono reparador:


Magnésio treonato 200mg Melatonina 3mg
Tomar 1 cp antes de dormir Tomar 1 cp antes de dormir

Sempre apagar tudo no quarto e não deixar celular carregando na cabeceira da cama.
LO
EL

M
ENDOMETRIOSE LEVE:
Miodesin 250mg
EXCIPIENTE QSP 1 dose ao dia
Curcumina biodisponível (Cureit) 250mg

ENDOMETRIOSE MODERADA E GRAVE:


FÓRMULA COM POLIFENÓIS PARA TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE

Resveratrol 30mg
Tomar 1 dose ao dia
Pinus Pinaster 100 mg
Ácido alfa lipóico 200mg
(podendo chegar a 500mg dependendo do nível de inflamação)
Tomar 1 cápsula ao dia

Esses suplementos devem ser indicados por seu médico para um melhor
resultado. O uso de hormônios para bloquear o foco de endometriose, DIU e
implantes, somente após consulta com ginecologista e sua real indicação.
Indicação de cirurgia depende do nível da endometriose e da qualidade de
vida do paciente.

INICIAR SEMPRE COM UMA DIETA QUE DIMINUA A SÍNDROME METABÓLICA, COMO JEJUM
INTERMITENTE POR NO MÍNIMO 15 DIAS.

LEMBRE-SE QUE QUANTO MENOS INFLAMADA VOCÊ ESTIVER, MENOR A CHANCE DE TER DOR.
JEJUM INTERMITENTE
EXEMPLO DE COMO FAZER O JEJUM: Suco de limão sem açúcar, água, e
Pare de se alimentar às 19h30min e chá são liberados, mas tem que ser
retorne por volta de 12h30-13 horas. sem açúcar. O ideal é evitar café por
Assim, serão 16 horas de jejum. ser inflamatório a nível intestinal, mas
se for consumir, faça sem açúcar.

9H30MIN - MANHÃ
Beber 2-3 litros de água por dia. Incluir chás variados nos intervalos das
refeições, sendo 1 litro e meio por dia até 12h.

Opções: Alecrim + Cavalinha / Hibisco + Abacateiro / Erva-doce + Dente-de-leão / Hibisco +


Chá branco. Pode acrescentar também gengibre, canela ou limão.

ALMOÇO 12H30MIN - 13H (ESCOLHER UMA OPÇÃO PARA QUEBRAR O JEJUM)


3 castanhas, coco ou abacate (50g)
Salada variada e à vontade (pelo menos 4 variedades de vegetais crus e/ou
cozidos) temperada com 1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem e à
vontade com curry e páprica doce. Colocar 1 fatia de abacate (ou 10 casta-
nhas de caju ou 30g de coco seco)sempre que possível no almoço.
+
80g de arroz integral OU batata baroa OU batata doce OU inhame OU aipim
+
1 bife/filé médio de alcatra, peixe ou frango 120g

LANCHE DA TARDE
Água de coco natural batida com abacaxi e hortelã + 15 castanhas variadas +
1 maçã
OU
1 avocado com cacau a gosto e leite de coco batido
OU
1 banana com granola
OU
1 ovo mexido com 1 colher de hummus

JANTAR 19h -19h30min


Opção 1: 4 colheres (sopa) de legumes (brócolis, couve-flor, berinjela) no
vapor, com 1 colher (sopa) de lascas de amêndoa + 2 ovos fritos com molho
de tomate e ervilhas.
Opção 2: Omelete de 2 ovos inteiros, com tomate, cebola, alho poró. Pode
colocar uma colher de pasta de grão de bico.
Opção 3: Espaguete de abobrinha com molho de tomate e queijo sem
lactose.

Opções de caldo:
250ml de crème (2 vezes na semana)
Sopa de abóbora com frango ralado e cúrcuma
Creme de brócolis com couve-flor e queijo canastra ralado
Creme de tomate com manjericão e carne moída
Mandioca com carne desfiada e cebolinha
UM POUCO DA
MINHA HISTÓRIA
COM A DOENÇA
Aqui, irei dividir com vocês um
pouco da minha história e da minha
experiência com a doença.

EN
DO
ME
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EP
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NAT
ALY
MEL
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NATALY MELLO
SE NATALY MELLO
ETRIO END
DOM OM
ETRIO
S
EN

Para quem ainda não me conhece, sou ginecologista especialista em doenças


ginecológicas, o que pode até parecer uma ironia, né? Mas às vezes penso que,
para poder ajudar inúmeras mulheres e alertá-las sobre a doença, eu precisava
passar por ela e experienciar todos os passos, para não só saber, mas também
compreender as dores e os medos das minhas pacientes.

Aos 32 anos, meu fluxo menstrual começou a aumentar muito, e passei a ter
dores de média intensidade no período menstrual. Logo eu, a LOUCA dos
exames, corri para fazer todos os necessários e então, descobri um mioma
intramural, que é um dos que mais sangra. Como não sou muito adepta da
medicina cartesiana, pensei comigo: vou tentar de tudo para ver se consigo
diminuir esse mioma. Assim, comecei uma luta atrás de estudos e tratamen-
tos naturais. Essa luta constante durou 4 anos, nos quais utilizei tinturas, plan-
tas e óleos essenciais, além de mudar 100% meu estilo de vida e começar a pra-
ticar yoga 5 vezes na semana. Até aprendi a ficar menos estressada (SIM, EU
ERA FORA DA CASA DE ESTRESSE), que é justamente um dos motivos que me
fez abandonar a vida de obstetra, pois ela me privava de sono e isso acabava
completamente com o meu dia.

Por causa do mioma eu sofria


uma perda muito grande de
sangue, o que fazia com que
minha ferritina estivesse
sempre baixa, causando fadiga
crônica intensa e queda de
cabelo. Eu vivia me arrastando,
e isso já fazia parte do meu dia
a dia, da minha vida. Não con-
ETRIOSE PO
seguia me conformar com os NDOM RN
E
livros de ginecologia que
diziam que mioma não tem LO
causa, pois é LÓGICO QUE TEM, EL
M
afinal, não faz sentido ele sim- LY
A

plesmente aparecer e começar


AT
N

a crescer, sem ter uma causa.


R
PO

Deveriam mudar essa descri-


SE

ção nos livros por “NÃO SABE-


IO

MOS A CAUSA”, aí sim estaria


TR

E
certo. M
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LO MELL
ENDOM ALY
ETRIOSE POR NAT
TAL
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E
IOS
ETR
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NDO
E
O
SE NATALY MELL

Por isso, comecei a estudar medicina


Ayurvédica, uma das medicinas mais
antigas que existem. Ela não encara
uma pessoa ter mioma como algo
normal, mas como um resultado da
exposição a produtos químicos estro-
gênicos na cadeia alimentar. Além do
fato de que a mulher sempre engole
muitos sentimentos indesejáveis e
armazena todos no único órgão
capaz de gerar vida, o que o torna um
depósito de sentimentos e emoções.
Sendo assim, de nada valia uma cirur-
gia, pois se a causa da doença está
em mim, mesmo operando ela volta-
ria. Infelizmente, isso é o que mais
acontece, as pacientes operam e a
doença volta depois. Quando come-
cei a entender que tudo fazia sentido,
pensei: o que estou disposta a fazer?
Vou me dedicar à cura dessa doença
ou viver fazendo cirurgias?

Decidi me curar ternte


Decidi me curar internamente, mesmo sabendo que isso não resolveria o pro-
blema do mioma que eu já tinha, pois a cada menstruação, mais miomas cres-
ciam, e como eles se alimentam de sangue, quanto mais eu sangrava, mais
alimento eles tinham, era desesperador. Até que ficou do tamanho de uma
laranja no meu útero, fazendo com que eu tivesse uma barriga de uma gestan-
NA te de 4 meses. Meu útero já estava gigante e eu não tinha como escapar de
TA
LY uma cirurgia. Então, me preparei com alimentos anti-inflamatórios, muito
M
yoga
EL e treinos, sono reparador, fiz reposição dos nutrientes em deficiência no
LO
meu corpo e otimizei tudo! Literalmente tudo que pudesse melhorar minha
saúde e me trouxesse benefícios, como vitaminas, minerais e hormônios, eu
deixei no valor de excelência, ou seja, próximo do máximo! E tudo que poderia
causar os efeitos contrários eu busquei reduzir, deixando os níveis beirando o
mínimo. Assim, otimizei minha saúde e fui para cirurgia de retirada de mioma
via VDLP (videolaparoscopia). Quando meus médicos iniciaram o procedimen-
to, veio aquele SUSTO!
Não era o mioma o problema, que apesar de grande, foi retirado com sucesso.
Os mais de 12 focos de endometriose é que eram o verdadeiro problema. Com
isso, o que era para ser uma cirurgia de 2 horas se transformou em 12. Tinha en-
dometriose no fundo de saco, no útero, nos ovários e na trompa, o que me fez
perder a trompa esquerda. Foi uma surpresa, eu diria, e das ruins para todos.

Eu tinha todos os exames, todas as ressonâncias, ultrassom com preparo intes-


tinal, marcador tumoral 125 normal, e ela estava ali, fazendo a festa em mim.
Você provavelmente está se perguntando se, nessa situação, eu não tinha sin-
tomas, certo?! Talvez sim, mas não soube identificar ou reconhecer nenhum
por confundir com os sintomas do mioma, e quanto mais eu sangrava mais eu
alimentava a endometriose também, não só o mioma.

Após acordar e receber essa notícia, decidi ir atrás de todos os estudos de en-
dometriose e mioma, e entendi que eu precisava passar por isso como espe-
cialista na área para poder ajudar o maior número de mulheres possível.

Eu, Nataly Mello, hoje com 38 anos, nunca engravidei, talvez não só por opção,
mas também por não saber que tinha essa doença silenciosa. O que tenho
para dizer a você, que está lendo meu relato, é que: NÃO TEMOS OLHOS PARA
DENTRO! AS DOENÇAS SÃO SILENCIOSAS E MESMO COM TODOS OS EXAMES
DANDO NEGATIVO, SAIBA QUE A CLÍNICA É SOBERANA! SE VOCÊ SENTE VOCÊ TEM!

Por io, jais cece a se adaptar


ao que não é norm.
A ligação entre o humor, a mente e as Após 3 anos de cirurgia e com a doença
emoções é importante no tratamento super controlada, até hoje faço exames
de todas as doenças, portanto, é im- de 3 em 3 meses e tento me escutar
portante cuidar da sua mente e dos sempre. Isso significa que estou isenta
seus pensamentos. A endometriose é de ter ela de novo?
uma doença ingrata que judia das mu-
lheres. Não percam a fé NUNCA e
aprendam a escutar seu corpo. Eu ga-
ranto para vocês, o corpo fala com a NÃO! MAS VOU SABER
gente, e nós precisamos escutá-lo e
respeitá-lo. Nunca permita que falem RECONHECER E AGIR
que isso é coisa da sua cabeça ou que
isso não tem cura. A cura vive em você.
SE ELA VOLTAR.
Não permita que aconteça uma con-
gestão em sua energia vital.

Atualmente, atendo inúmeras mulheres com endometriose, de todos os tipos


e idades. Posso dizer, com 80% de certeza, que o público que tem é o mesmo!
As dores emocionais são as mesmas, a decepção de parte paterna sempre está
presente, e o afogamento no trabalho para provar algo para quem ela não faz
ideia sempre está presente! São decididas, são focadas e workaholics. Todo pú-
blico segue o mesmo padrão e é nele que eu tento entrar e tratar a paciente.

Traar a para sempre.


Traar a co um todo.
Busque por quidade de vida,
Viver bem e sem dor.
Cuide de você!
dra.natalymello

drwaldirinaciojr

[email protected]

dranatalymello.com.br

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