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Renda Fixa

Renda Fixa estudo

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M ÓD U LO 0 3

3. INSTRUMENTOS DE RENDA VARIÁVEL,


RENDA FIXA E DERIVATIVOS (15 A 25%)

COMENTÁRIO PAI ED!


Este módulo foi atualizado para incluir os novos temas sobre Finanças Des-
centralizadas e Criptoativos, abordando as principais inovações do merca-
do. Para mais detalhes sobre o Criptoativos, consulte as páginas finais deste
módulo.

3.1 INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA

FORMAÇÃO DE TAXAS DE JUROS NO BRASIL

RENDA FIXA: DEFINIÇÃO


Renda fixa é uma obrigação cujo rendimento (taxa de juros) é determinado no momento da compra
do título. Esse rendimento pode ter sua remuneração prefixada ou pós-fixada.

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CEA

PRINCIPAIS CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS


DE INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA

FORMAS DE REMUNERAÇÃO
Os investimentos em renda fixa podem ter rentabilidades pagas de duas maneiras:
• Prefixada: um título é prefixado quando o valor dos rendimentos é conhecido no início da ope-
ração.
• Pós-fixada: um título é pós-fixado quando o valor dos juros somente é conhecido no momento
do resgate.
Os investimentos que possuem remuneração pós-fixada podem ter sua rentabilidade atrelada a
diversas taxas de juros, índices de preço ou correções monetárias. As principais são CDI, Selic, TR,
TBF, IPCA e IGP-M.

AMORTIZAÇÃO E PAGAMENTO DE JUROS


Os juros de um título podem ser amortizados com pagamento periódico de juros (COM CUPOM)
ou sem pagamento periódico de juros (ZERO CUPOM).
• Exemplo de título COM cupom: investir 1.000 por cinco anos e receber, durante esse período,
cupons de juros anuais de 10%. Dessa maneira, o investidor irá receber, após cada ano, 100,00
(10% sobre o principal) e, no vencimento do título, 1.100,00 (1.000 de principal e 100 referente
aos juros do último período), totalizando 1.500,00.

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MÓDULO 03

• Exemplo de título ZERO cupom: investir 1.000 e, após 5 anos, resgatar o título, recebendo de
volta o principal + juros de 10% ao ano acumulado (do período). Nesse caso, o valor total de
resgate será de 1.610,51 (1.000 de principal + 610,51 de juros).

Preço Unitário
I. PU: preço unitário do título, ou seja, o preço de negociação calculado em uma determinada
data.
II. O cálculo do PU é o valor presente dos fluxos futuros de pagamento do título.
III. O valor do PU de um título prefixado é INVERSAMENTE proporcional a taxa de juros, ou seja,
quanto maior a taxa de juros, menor será o PU do título.
IV. Quanto maior o PU de um título, menor será a sua rentabilidade (seu retorno).

TÍTULO NEGOCIADO COM ÁGIO OU DESÁGIO


Não precisa ser um expert em investimento para saber que o conceito de ágio está relacionado
com ganho e o de deságio com perda.
É fácil de compreender ágio e desvio quando investimos em ativos como imóvel, ações...

Exemplos:
a) Comprar um imóvel por 350 mil reais e revender depois por 400 mil reais, gerou um ágio de
R$ 50 mil.
b) Comprar uma ação por 40,00 cada e vender depois por 38,00 cada, gerou um deságio de 2,00
por ação.

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CEA

Quando se fala em investimento com títulos, esse conceito nem sempre é de fácil entendimento.
Veja o exemplo abaixo:
1. Imagine que você invista nesse título do Tesouro Direto.

Como vimos anteriormente, trata-se de uma LTN que o PU é de 739,47.

Essa LTN foi emitida com base na taxa Selic do mercado, nesse caso, próxima a 12,64% ao ano.
2. Vamos supor que um dia depois, em uma reunião extraordinária, o Copom resolva elevar a
taxa Selic, drasticamente, dobrando, com objetivo de controlar inflação (claro que é um exem-
plo meramente didático). Essa elevação irá causar uma alteração nas novas LTN’s emitidas pelo
tesouro, com a taxa de juros próxima do dobro da emitida no dia anterior.

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MÓDULO 03

Note que com a redução da taxa de juros para algo em torno de 24% ao ano, os novos títulos emi-
tidos ficam mais baratos, gerando um PU, nesse exemplo, de 639,47 o que representa R$ 100,00
mais barato do que o PU do título anterior.
3. Diante desse cenário, você como investidor, decida vender seu título, deverá vender pelo preço
de mercado, ou seja, nesse caso por 639,47.

Analisando o cenário:

#MITO: Investir em títulos públicos prefixados o investidor não irá perder dinheiro.
#VERDADE: Investir em títulos públicos prefixados e não resgatar antes do vencimento, o investidor
não irá perder dinheiro, exceto em casos de default (calote) do governo.

Resumo:

PRINCIPAIS INSTRUMENTOS
TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS
A dívida pública federal interna e externa é composta, em sua maior parte, por títulos mobiliários
que diferem entre si conforme o contexto e a finalidade da emissão. Os TPF são títulos de renda
fixa, uma obrigação cujo rendimento (taxa de juros) é determinado no momento da compra do títu-
lo. Esse rendimento pode ter sua remuneração prefixada ou pós-fixada. Para os títulos pós-fixados,
por exemplo, há diferentes indexadores, que variam conforme o tipo. Existem também aqueles que
não possuem indexadores, os chamados títulos prefixados.

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CEA

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aperfeiçoou o Programa Tesouro Direto para deixá-lo mais atra-
ente, simples e acessível aos investidores. Dentre as mudanças, estão a recompra diária. Com a re-
compra diária, os investidores poderão vender seus títulos ao Tesouro Nacional todos os dias, amplian-
do a liquidez e a flexibilidade da aplicação. Anteriormente, a recompra só ocorria às quartas-feiras.
Uma das mudanças está na nomenclatura dos títulos públicos, que antes eram definidos por suas
siglas, mas passaram a ser mais simples. Confira a tabela abaixo.

TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS


Nome Anterior Nome Atual Rentabilidade
Títulos sem Deságio sobre o valor
LTN Tesouro Prefixado
CUPOM, ou seja, nominal (prefixado)
com pagamento
LFT Tesouro Selic Selic (pós-fixado)
de juros somente
no vencimento NTN – B (Principal) Tesouro IPCA Juros + IPCA
Tesouro IPCA
NTN-B Juros + IPCA
Títulos com com juros semestrais
CUPOM Tesouro Prefixado Deságio sobre o valor
NTN-F
com juros semestrais nominal (prefixado)

ATENÇÃO!
Apesar de as nomenclaturas no programa Tesouro Direto terem sofrido alterações, para a prova,
a Anbima continua cobrando as siglas antigas (LTN, LFT, NTN).

TÍTULO RENDA+ – NTN-B1


Características Principais:
• Tipo de Título: Pós-fixado com rentabilidade composta por uma taxa anual fixada na compra e
a variação do IPCA.l
• Pagamento do Principal: Diferente de outros títulos, o principal é pago em 240 parcelas men-
sais iniciando na "data de conversão" até o vencimento.
• Correção Monetária: Corrigido pela inflação (IPCA) e pela taxa de juros pactuada na compra.

Funcionamento:
• Escrituração: Título escritural, nominativo e negociável.
• Valor Nominal Integral (VNI): Valor base de R$ 1.000,00 (em 15/07/2000), atualizado pelo
IPCA.
• Rendimento Adicional à Inflação: O preço de compra pode ser inferior ao VNI, proporcionando
um rendimento além da inflação.

Planejamento de Aposentadoria:
• O Tesouro RendA+ é ideal para planejar a aposentadoria, oferecendo renda extra mensal por
20 anos após a aposentadoria.

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MÓDULO 03

• Investimento: Possível iniciar com valores de aproximadamente R$ 30 por mês.


• Simulador: Disponível no site do Tesouro Direto para identificar o título mais apropriado e cal-
cular aportes mensais necessários.

Investimento e Retorno:
• Aportes Mensais: Não obrigatórios, mas recomendados para melhor planejamento.
• Renda Futura: O valor do aporte mensal varia com as flutuações das taxas de juros do mercado.
• Aporte Inicial e Extraordinário: Possibilidade de aportes iniciais maiores ou extraordinários
para reduzir o valor das prestações mensais futuras.

Exemplos Práticos:
1. Tesouro RendA+ 2045: Investimento de R$ 200,00 mensais por 22 anos para garantir uma ren-
da de R$ 1.000,00 mensais por 20 anos.
2. Tesouro RendA+ 2060: Investimento de R$ 55,00 mensais para garantir uma renda equivalente
a R$ 1.000,00 de hoje, por 20 anos.

Garantia de Rentabilidade Real:


• Proteção contra Inflação: O valor do investimento é constantemente atualizado pela inflação e
pela taxa real contratada.
• Composição dos Pagamentos: Inclui o principal investido, os juros reais e a atualização mone-
tária pela inflação.

TESOURO EDUCA+: PLANEJAMENTO FINANCEIRO PARA EDUCAÇÃO


• Objetivo: Facilitar o planejamento da educação, especialmente universitária, dos filhos.
• Funcionamento: Investimento que gera renda mensal por 5 anos, ideal para cobrir custos edu-
cacionais.

Características do Investimento:
• Investimento Inicial: A partir de R$ 30 por mês.
• Simulação de Investimento: Disponível no site do Tesouro Direto.
• Periodicidade dos Aportes: Flexível, sem obrigação de aportes mensais.
• Títulos Disponíveis: 16 opções, variando na data de início dos pagamentos.

Como Funciona o Tesouro Educa+:


1. Período de Acumulação: Investimentos ao longo de um período, sem pagamentos de parcelas.
2. Início dos Pagamentos: Após um período predefinido, inicia-se a distribuição de renda mensal
por 5 anos.
3. Fluxo de Renda: Diferente do Tesouro IPCA+, que paga em parcela única, o Educa+ garante ren-
da mensal.

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CEA

Vantagens do Tesouro Educa+:


• Planejamento de Longo Prazo: Permite iniciar investimentos desde o nascimento do filho.
• Renda Mensal para Educação: Proporciona segurança financeira durante os anos universitá-
rios.
• Flexibilidade de Investimento: Opções para aportes iniciais maiores e aportes adicionais.

Exemplos Práticos:
• Tesouro Educa+ 2041 para Criança de 6 meses: Investimento mensal de R$ 81 para garantir
R$ 500 mensais por 5 anos, começando em 2041.
• Tesouro Educa+ 2034 para Criança de 7 anos: Investimento mensal de R$ 164 para obter a
mesma renda mensal.

Benefícios Fiscais e Regras:


• Isenção da Taxa de Custódia: Para investidores que mantêm os títulos até o vencimento.
• Período de Carência: 60 dias para resgates após cada compra.
• Imposto de Renda: Alíquota regressiva sobre a parcela de rendimento.

Investindo no Tesouro Educa+:


• Cadastro Simplificado: Início rápido de investimento através do Tesouro Direto.
• Investimento via PIX: Facilidade e rapidez no processo de investimento.

Cálculo do PU de um título prefixado – Zero Cupom


O Preço Unitário é o resultado da multiplicação da cotação vezes o Valor de Face. Assim, o preço
unitário do título é:

Na maioria dos títulos públicos federais, o Valor de Face (Valor Nominal) é igual a R$ 1.000,00.
Cotação: é o valor presente do fluxo do título, descontado pela taxa de juros informada ou pelo prê-
mio de deságio. Para títulos sem cupom (zero cupom) como LTN e LFT, basta trazer a valor presente
o valor do vencimento.

Qual o PU de um Tesouro Prefixado (LTN) (010120) que tem seu Valor de Face igual a R$ 1.000,00,
que foi resgatado antecipadamente, em 31/03/18, a 440 dias úteis do vencimento e com 5,00% de
taxa de juros ao ano?

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MÓDULO 03

NA HP 12C

PRESSIONAR OBJETIVO VISOR

F REG Limpa memória do registrador. 0,00

1000 FV Introduz o valor de face, vencimento do título. 1.000,00

440 Enter
Introduz o prazo da liquidação do título
252 Divide até o seu vencimento (em dias úteis) dividido 1,7460
por 252 (um ano, dias úteis).
Teclar “N”
5 I Introduz a taxa. 5,00
PV Solicita o valor do montante. – 918,34
Não se esqueça de que o resultado obtido não é negativo! O sinal serve apenas para diferenciar dado
de entrada (aplicação) de dado de saída (resgate).
Obs.: caso tenha obtido como resultado 918,13, você deve ativar o modo de convenção exponencial em
sua calculadora, com as teclas STO seguida de EEX.
Feito isso, refaça o cálculo.

COMO CALCULAR O CURRENT YIELD


O Current Yield nada mais é do que o rendimento anual de um investimento (juros ou dividendos)
dividido pelo preço atual do título.
Vejamos um exemplo de como realizar o cálculo, com a utilização da HP-12C.
Exemplo: qual o current yield de um título com vencimento em três anos, cupom anual de 5% (com
pagamento anual) e que está sendo negociado a R$ 931,90, é de:
1. Identifique o valor do CUPOM: basta aplicar a taxa de cupom (5% aa) sobre o valor de face do
título (R$ 1.000,00), nesse caso iremos encontrar R$ 50,00 de cupom anual. O valor de face
do título sempre de R$ 1.000,00. Cuidado, pois a taxa de cupom deverá SEMPRE coincidir com
a periodicidade de pagamento, ou seja, taxa de cupom ao ano, obriga que os pagamentos de
cupom sejam anuais. Caso isso não aconteça, deverá fazer um ajuste da taxa, antes de calcular
o valor do cupom.
2. Dividir o valor do CUPOM pelo PU do Título: agora o mais fácil, divida o valor pago de cupom,
pelo PU e ai então, tem-se o current yield.

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CEA

COMO CALCULAR O YIELD TO MATURITY


Yield to maturity (YTM) ou rendimento até o vencimento é a taxa de retorno que os investidores
possuem ao comprar e manter um título até o seu vencimento. Nesse caso, é suposto que o emi-
tente cumpra com todos os pagamentos programados de juros e principal.
Vejamos um exemplo de como calcular o YTM de um título.
Exemplo: qual o YTM de um título com vencimento em seis anos, cupom anual de 5% (com paga-
mento anual) e que está sendo negociado a R$ 931,90, é de:
1. Primeiro vamos desenhar o fluxo financeiro, para entender melhor o título. Cuidado porque no
vencimento do título, investidor irá resgatar tanto o valor principal (1.000) quanto o valor de
um cupom (50,00).

2. Existem duas maneiras de calcular na HP 12C. Vamos fazer as duas. A primeira é através das
funções de FV, PF e PMT. Nesse caso, o alerta é para cuidar que setas em mesmo sentido devem
ter mesmo sinal.

NA HP – 12 C: Utilizando PV. FV e PMT

PRESSIONAR OBJETIVO VISOR

F REG Limpa memória do registrador. 0,00


931.90 PV Introduz o valor do PU do título. 931,90
6 N Seta o tempo para 6 períodos (6 anos). 6
CHS Introduzimos os fluxos anuais (cupons) de 5% sobre o
50 – 50,00
PMT valor de face, nesse caso 50,00. Cuide o sinal.
Nesse caso, como estamos utilizando 6 no N e 50,00 no
CHS
1.000 PMT, logo a HP está entendendo que no ultimo período – 1.000,00
FV
teremos um FV de 1000 e um PMT de 50, somando = 1.050
Teclar “i” Pronto, temos a nossa YTM. 6,4% aa

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MÓDULO 03

3. Agora vamos calcular através da utilização das teclas de Fluxo de Caixa.

NA HP – 12 C : Utilizando Cash Flow

PRESSIONAR OBJETIVO VISOR

F REG Limpa memória do registrador. 0,00

931.90 G CF0 Introduz o valor de CF no período Zero. 931,90

CHS G Introduz o valor da primeira parcela de cupom.


50 – 50,00
CFJ Importante sinal trocado ao CF0.
G Informamos para HP que serão
5 5
NJ 5 parcelas seguidas de 50,00.
CHS G Informamos o valor do resgate final
1.050 – 1.050,00
CFJ (principal somado cupom).
Teclar “i” Pronto, temos a nossa YTM. 6,40% aa

NEGOCIAÇÃO COM TÍTULOS DE RENDA FIXA


CONCEITOS
Dealer: credenciada em títulos federais, é uma instituição financeira especializada na negociação
desses títulos. A lista dos “dealers” está publicada no site do BC.
Dealers PRIMÁRIOS: até 12 instituições direcionadas para as colocações primárias de títulos públi-
cos federais.
Dealers ESPECIALISTAS: até 10 instituições direcionadas para a negociação no mercado secundário
de títulos públicos federais.
Operações compromissadas: são operações de empréstimo de recursos (reservas bancárias) com
garantia em títulos. Nessas operações, existe um compromisso de recompra com vencimento em
data futura, anterior ou igual à do vencimento do título-objeto.

MERCADO PRIMÁRIO
As colocações primárias serão feitas por intermédio de ofertas públicas pela STN (ou Banco Cen-
tral), que divulgará, com antecedência mínima de um dia útil, os editais (portarias/comunicados)
contendo as condições específicas de cada leilão, com acesso direto exclusivo para as instituições
financeiras integrantes do Selic e o respectivo crédito à conta do Tesouro Nacional. Antes de cada
leilão, o Banco Central poderá divulgar a intenção do volume a ser colocado junto ao mercado,
reservando-se a parcela restante, quando houver.

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CEA

Tipos de ofertas públicas no mercado primário de Títulos Públicos Federais


• Participantes: bancos, corretoras e distribuidoras;
• Fundos: não podem participar;
• Frequência: uma vez por semana (às terças-feiras, em geral).

MERCADO SECUNDÁRIO
• Títulos: os títulos constantes da carteira do Banco Central (ou das instituições participantes)
são oferecidos para venda (ou compra);
• Oferta: a oferta ocorre por meio de leilão informal (go-around);
• Participantes: somente dealers credenciados.

ÍNDICE DE MERCADO Anbima


IMA (Índice de Mercado Anbima): o IMA representa uma família de índices de renda fixa, compos-
to pelos títulos públicos que são precificados pela associação.

IDkA (Índice de Duração Constante Anbima): o IDkA representa uma série de índices de renda fixa
que reflete o comportamento de ativos sintéticos com prazos fixos oriundos das curvas de juros de
títulos públicos prefixados e indexados ao IPCA.
IHFA (Índice de Hedge Fundos Anbima): índice representativo da indústria de hedge funds, integra-
do por uma carteira teórica de fundos da classe de multimercados representativos do segmento.
IDA (Índice de Debêntures Anbima): o IDA é um conjunto de índices composto pelas debêntures,
que são precificadas pela associação.

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MÓDULO 03

TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO – TREASURIES


O QUE SÃO: obrigações de dívida negociáveis do governo norte-americano que são emitidas com
vários prazos. Podemos dividir os treasuries em três grupos, de acordo com o prazo: Treasury Bills
(até um ano), Treasury Notes (de um a dez anos) e Treasury Bonds (dez anos ou prazo mais lon-
go). Os treasuries são considerados dentre os investimentos mais seguros do mundo e são constan-
temente utilizados como referência para outros investimentos.

Treasury Bill
Obrigações de dívida do governo americano de curto prazo, em torno de um ano ou menos, e
emitidas com desconto sobre o seu valor de face (não paga cupom, ou seja é do tipo zero cupom).
A compra e venda de treasury bills é o principal instrumento que o FED, banco central norte-ame-
ricano, usa para regular a oferta de moeda da economia. Muitos empréstimos de juros variáveis e
hipotecas têm as suas taxas de juros em linha com essas obrigações.

Treasury Bond
Obrigações de dívida de longo prazo do governo norte-americano (pelo menos dez anos). São emi-
tidas pelo sistema de leilão em datas determinadas e normalmente efetuam pagamento de cupom
semestral, com preço de emissão próximo ao par (100). O prazo mais comum é o de dez anos.

Treasury Bond de 30 anos


Obrigações de dívida de longo prazo (30 anos), emitidas pelo governo norte-americano. Também
conhecido no mercado internacional como “Long Bond”.

Treasury Note
Obrigações de dívida do governo norte-americano com prazo entre um e dez anos, que são emiti-
das pelo sistema de leilão em datas determinadas, normalmente com pagamento de cupom semes-
tral e preço de emissão próximo ao par (100). Os prazos mais comuns são dois e cinco anos.

Treasury Inflation Protected Securities (TIPS)


Dívida do governo norte-americano protegida da inflação. O valor do título é ajustado pelas varia-
ções do Consumer Price Index (CPI) e os juros são semestrais (título com cupom).

TÍTULOS DA DÍVIDA EXTERNA DO BRASIL


EUROBÔNUS (EUROBONDS)
Títulos de renda fixa que são emitidos no Euromercado, com prazo mínimo de um ano, podendo
também ser denominados em diversas moedas, como dólar, euro etc. Instrumento inicialmente
utilizado por emissores de perfil de crédito privilegiado (governos, entidades supranacionais, gran-
des empresas e bancos) com o objetivo de obter custos de captação inferiores a seus respectivos
mercados domésticos.

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CEA

GLOBAL BONUS (GLOBAL BOND)


São títulos do tesouro brasileiro que o governo emite fora do país, ou seja, o governo lança os glo-
bal bonds, os investidores compram e os resgatam em um período predeterminado (4, 9, 30 ou 40
anos, por exemplo).

TÍTULOS PRIVADOS BANCÁRIOS


1. Certificado de Depósito Bancário – CDB.
2. Recibo de Depósito Bancário – RDB.
3. Letras Financeiras – LF.
4. Depósito a Prazo com Garantia Especial – DPGE.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB)


O CDB é um título privado de renda fixa para a captação de recursos de investidores pessoas físi-
cas ou jurídicas por parte dos bancos. O CDB pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de
investimento e bancos múltiplos, com pelo menos uma dessas carteiras descritas, e Sociedades de
Crédito, Financiamento e Investimento – Financeiras.
Rentabilidade:
• Prefixada
• Pós-Fixada
Liquidez: o CDB pode ser negociado no mercado secundário. O CDB também pode ser resgatado
antes do prazo final caso o banco emissor concorde em resgatá-lo. No caso de resgate anterior ao
prazo final, devem ser respeitados os prazos mínimos. Os CDBs não podem ser indexados à va-
riação cambial. Quando o investidor deseja obter um rendimento atrelado à variação cambial, é
necessário fazer um contrato de swap paralelo ao CDB, conhecido também como “CDB swapado”.

IMPORTANTE!
Possuem cobertura do FGC até o limite vigente, atualmente de R$ 250.000,00.

#DICA DO ED

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MÓDULO 03

RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (RDB)


Com prazo de vencimento predefinido, o RDB conta com rentabilidade fixada no ato de sua emissão,
pré ou pós-fixada. Assim, no final do prazo contratado, o investidor recebe o valor aplicado (principal)
acrescido da remuneração prevista. O RDB pode ser emitido por bancos comerciais, múltiplos, de
desenvolvimento e de investimento, além das sociedades de crédito, financiamento e investimento.
Por ser um título nominativo e intransferível, não é admitida negociação em mercado secundário,
mas pode ser resgatado junto à instituição emissora antes do prazo contratado, desde que decorrido
o prazo mínimo de aplicação. Antes do prazo mínimo, não são auferidos rendimentos. Assim como
os CDBs, os RDBs estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até o limite vigente.

LETRAS FINANCEIRAS (LF)


QUEM PODE EMITIR
• Bancos comerciais, de investimento e múltiplo;
• Sociedades de crédito, financiamento e investimento;
• Cooperativas de crédito;
• Caixas econômicas;
• Companhias hipotecárias;
• Sociedades de crédito imobiliário;
• BNDES.
A LF terá prazo mínimo de 24 meses para o vencimento, vedado o resgate, total ou parcial, an-
tes do vencimento pactuado. A LF não pode ser emitida com valor nominal unitário inferior a
R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais).

IMPORTANTE!
A LF NÃO está coberta pelo FGC!

#DICA DO ED

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CEA

DEPÓSITO A PRAZO COM GARANTIA ESPECIAL (DPGE)


O DPGE é um título de renda fixa representativo de depósito a prazo, criado para auxiliar insti-
tuições financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, de investimento, além de
sociedades de crédito, financiamento e investimentos e caixas econômicas – de pequeno e médio
porte a captar recursos. Assim, confere ao seu detentor um direito de crédito contra o emissor. Os
DPGEs podem remunerar a taxas pré ou pós-fixadas. O prazo de resgate é determinado no momen-
to da contratação, mas não pode ser inferior a seis meses nem superior a 36. Uma característica
importante é que não se pode resgatar antecipadamente nem parcialmente um DPGE.

#DICA DO ED

LETRA DE CÂMBIO (LC)


A palavra “câmbio” refere-se à possibilidade de “trocar” a nota e não ao comércio internacional. A
letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é criada por meio de um ato cha-
mado de saque. É muito importante destacar que a Letra de Câmbio não possui NADA em comum
com o câmbio, moeda estrangeira.
CONCEITO: é uma ordem dada por escrito a uma pessoa para que se pague a um beneficiário ou à
sua ordem determinada uma quantia em dinheiro.
REMUNERAÇÃO
• Prefixada
• Pós-fixada
As letras de câmbios são emitidas exclusivamente por sociedades de crédito, financiamento e in-
vestimento (financeiras) e também estão cobertas pelo FGC.

TÍTULOS CORPORATIVOS
1. Debêntures.
2. Debêntures incentivadas.
3. Notas promissórias.

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MÓDULO 03

DEBÊNTURES
O objetivo da emissão de uma debênture é a captação de recursos de médio e longo prazo para
sociedades anônimas (S.A.) não financeiras de capital aberto. As sociedades de arrendamento
mercantil e as companhias hipotecárias estão também autorizadas a emitir debêntures.
Classe das debêntures:

As debêntures podem:

Como regra geral, o valor total das emissões de debêntures de uma empresa não poderá ultrapas-
sar o seu capital social.
Resgate antecipado: as debêntures podem ter, na escritura de emissão, cláusula de resgate anteci-
pado, que dá ao emissor (a empresa que está captando recursos) o direito de resgatar antecipada-
mente, parcial ou totalmente, as debêntures em circulação.

AGENTE FIDUCIÁRIO
A função do agente fiduciário é proteger o interesse dos debenturistas, exercendo uma fiscaliza-
ção permanente e atenta e verificando se as condições estabelecidas na escritura da debênture es-
tão sendo cumpridas. Entende-se por relação fiduciária a confiança e lealdade estabelecida entre
a instituição participante (administradora, gestora, custodiante etc.) e os cotistas.

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CEA

A emissão pública de debêntures exige a nomeação de um agente fiduciário. Esse agente deve ser
ou uma pessoa natural capacitada, ou uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central
para o exercício dessa função e que tenha como objeto social a administração ou a custódia de bens
de terceiros (ex.: corretora de valores). O agente fiduciário não tem a função de avalista ou garanti-
dor da emissão.
O agente fiduciário poderá usar de qualquer ação para proteger direitos ou defender interesses
dos debenturistas, sendo-lhe especialmente facultado, no caso de inadimplemento da emitente:
• Executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento, integral ou
proporcional dos debenturistas;
• Requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;
• Representar os debenturistas em processos de falência, concordata, intervenção ou liquidação
extrajudicial da emitente, salvo deliberação em contrário da assembleia dos debenturistas;
• Tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os seus créditos.

GARANTIA DAS DEBÊNTURES


A debênture poderá, conforme dispuser a escritura de emissão, ter garantia real, garantia flutuan-
te, garantia sem preferência (quirografária) ou ter garantia subordinada aos demais credores da
empresa. A ordem hierárquica das garantias segue abaixo.
1. GARANTIA REAL: fornecida pela emissora, pressupõe a obrigação de não alienar ou onerar o
bem registrado em garantia. Tem preferência sobre outros credores, desde que averbada no
registro. É uma garantia forte.
2. GARANTIA FLUTUANTE: assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da companhia, mas
não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Ela marca lugar na fila dos credo-
res e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas e dos impostos. É uma
garantia fraca e sua execução privilegiada é de difícil realização, pois, caso a emissora esteja em
situação financeira delicada, dificilmente haverá um ativo não comprometido pela companhia.
3. GARANTIA QUIROGRAFÁRIA: também chamada de “sem preferência”, não oferece privilégio
algum sobre o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais cre-
dores quirografários (sem preferência) em caso de falência da companhia.
4. GARANTIA SUBORDINADA: na hipótese de liquidação da companhia, oferece preferência de
pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.

#DICA DO ED
Para decorar a ordem de prioridade das debêntures, memorize REFLUQUISU (sim, eu sei que está
escrito errado, mas funciona para a prova! :D). Veja só:
1. REal
2. FLUtuante
3. QUIrografária
4. SUbordinada

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MÓDULO 03

CROSS DEFAULT
O termo inglês cross default expressa que, se uma dívida do emissor vencer e ele ficar inadimplen-
te, as debêntures também estarão vencidas automaticamente. O contrário também é verdadeiro,
ou seja, se ele não pagar a debênture ou os juros, as outras dívidas podem ser declaradas vencidas
automaticamente. É como se fosse um “bloco único” de obrigações inter-relacionadas.

ESCRITURA
É o documento legal que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida. Especifica
direitos dos possuidores, deveres dos emitentes, todas as condições da emissão, os pagamentos
dos juros, prêmio e principal, além de conter várias cláusulas padronizadas restritivas referentes às
garantias (se a debênture for garantida).

DEBÊNTURES INCENTIVADAS
A emissão do título destina-se ao financiamento de projetos voltados para a implantação, amplia-
ção, manutenção, recuperação ou modernização, entre outros, do setor de logística e transporte, o
qual está inserido o segmento portuário.
As principais diferenças de uma debênture incentivada para uma debênture comum são:
1. Prazo médio ponderado mínimo de 4 anos;
2. Isenção de imposto de renda para pessoa física;
3. Menor alíquota de imposto de renda para investidor pessoa jurídica (15%).

#DICA DO ED
Veja, na figura a seguir, por que as empresas optam em emitir debêntures como alternativa a em-
préstimos bancários.

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CEA

NOTAS PROMISSÓRIAS
Quem pode emitir: sociedades anônimas não financeiras.
São vedadas as ofertas públicas de notas promissórias por instituições financeiras, sociedades cor-
retoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades de arrendamento mercantil.
Dessa forma, as notas promissórias dessas instituições não são valores mobiliários.
A venda de nota promissória comercial necessita obrigatoriamente de uma instituição financeira
atuando como agente colocador, podendo ser uma distribuidora ou corretora. Pode ser resgatada
antecipadamente (o que implica na extinção do título) caso o titular (investidor) da NP concorde.
A nota promissória comercial não possui garantia real, por isso, é um instrumento para empresas
com bom conceito de crédito.
Prazo
• Não há um prazo mínimo;
• O prazo máximo da NP é 360 dias, independentemente do tipo de S.A.
Índice de preços: como o prazo máximo de uma NP é de 360 dias, e a remuneração de ativos por
índice de preços exige prazo mínimo de um ano, uma NP não pode ser remunerada por índice de
preços. Ou seja, uma NP emitida com prazo de 1 ano teria um pouco mais de 360 dias, pois teria
365 ou 366 dias.

DEBÊNTURES X NOTAS PROMISSÓRIAS (COMMERCIAL PAPERS)

DEBÊNTURES NOTAS PROMISSÓRIAS


Captação de recursos para Captação de recursos para
OBJETIVO
financiamento de CAPITAL FIXO financiamento de CAPITAL DE GIRO
PRAZO MÉDIO E LONGO PRAZO CURTO PRAZO
QUEM PODE
SAs SAs
EMITIR
QUEM NÃO
Instituições financeiras Instituições financeiras
PODE EMITIR
PRAZO MÍNIMO
Não há Não há
PARA RESGATE
PRAZO MÁXIMO
Não há 360 dias
PARA RESGATE
FGC Não está coberto Não está coberto

TÍTULOS DO SEGMENTO IMOBILIÁRIO E AGRÍCOLA


1. Letra de Crédito Imobiliário – LCI.
2. Letra de Crédito do Agronegócio – LCA.
3. Certificado de Recebíveis Imobiliários – CRI.
4. Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA.

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MÓDULO 03

5. Cédula de Produtor Rural – CPR.


6. Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio – CDCA.
7. Cédula de Crédito Imobiliário – CCI.

LETRAS DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (LCI)


Título emitido por bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira de crédito imobiliário, Caixa
Econômica Federal, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo,
companhias hipotecárias, cooperativas de crédito e demais espécies de instituições que venham a
ser expressamente autorizadas pelo Banco Central. Obrigatoriamente, é registrado na B3. Emitido
sob a forma nominativa, pode ser transferível mediante endosso em preto. É lastreado por créditos
imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de coisa imóvel, conferindo aos
seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária
nelas estipuladas.
A LCI poderá ser garantida por um ou mais créditos imobiliários, mas a soma do principal das LCI
emitidas não poderá exceder o valor total dos créditos imobiliários em poder da instituição emiten-
te.
Prazos: o prazo de vencimento destes papéis é limitado pelo prazo das obrigações imobiliárias que
serviram de base para o seu lançamento.
Garantias: aplicações em LCI contam com garantia real e também com a cobertura do Fundo Ga-
rantidor de Crédito (FGC), até o limite vigente que, atualmente, é de R$ 250.000,00.

IMPORTANTE!
Pessoas físicas que investem em Letras de Crédito Imobiliário (LCI) possuem isenção de Imposto
de Renda (IR).

#DICA DO ED

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CEA

LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO (LCA)


São títulos de crédito representativos de promessa de pagamento em dinheiro, de execução extra-
judicial, emitidos com base em lastro de recebíveis originados de negócios realizados com produto-
res rurais e cooperativas. Estão relacionados com a produção, comercialização, beneficiamento ou
industrialização de produtos ou insumos agropecuários, ou de máquinas e implementos utilizados
na atividade agropecuária.
Título de crédito representativo de uma promessa de pagamento em dinheiro, este título só pode
ser emitido por bancos, sociedades de crédito, financiamento e investimento e também por co-
operativas de crédito (instituição financeira pública ou privada). Os recebíveis vinculados ao LCA
deverão ser registrados em sistemas de registro e liquidação financeira de ativos e custodiados em
instituição autorizada.
Garantias: as LCAs estão cobertas pelo FGC, limitadas a R$ 250.000,00.
O prazo mínimo de vencimento da LCA é de:
I – doze meses, quando atualizada por índice de preços;
II – nove meses, quando não atualizada por índice de preços.

CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS (CRI)


São títulos de renda fixa de longo prazo emitidos exclusivamente por uma companhia securitiza-
dora, com lastro em um empreendimento imobiliário que paga juros ao investidor. Os lastros mais
comuns de um CRI são os créditos decorrentes de contratos de compra e venda com alienação fi-
duciária do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
A oferta pública de distribuição de CRI só pode ser iniciada após a concessão de registro e estando
o registro de companhia aberta da companhia securitizadora atualizado junto à CVM (Comissão de
Valores Mobiliários). Os CRIs representam uma ótima opção de investimento para pessoas físicas,
bancos, fundações e fundos de investimento.

IMPORTANTE!
Somente CRI com valor nominal mínimo de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pode ser objeto
de distribuição pública.

Algumas das vantagens de se investir em CRIs:


• Investimento de longo prazo com rentabilidade acima dos títulos públicos;
• Possuem garantia real, porém não estão cobertos pelo FGC;
• Isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas;
• Substitui os investimentos imobiliários, reduzindo os custos administrativos de vacância e re-
formas.

IMPORTANTE!
Investimentos em CRI não estão cobertos pelo FGC.

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MÓDULO 03

CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO (CRA)


Podem emitir CRA as companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio, ou seja,
instituições não financeiras constituídas sob a forma de sociedade por ações com a finalidade de
aquisição e securitização desses direitos e de emissão e colocação de Certificados de Recebíveis do
Agronegócio no mercado financeiro e de capitais.
O CRA deverá conter, no mínimo, os requisitos exigidos na legislação aplicável ao título. Pode ser
distribuído publicamente e negociado na bolsa, bem como em mercados de balcão organizados,
autorizados a funcionar pela Comissão de Valores Mobiliários.
Garantias: o CRA não está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC.
Tributação: os rendimentos são isentos de IR, quando o CRA for emitido em favor de pessoa física.

CÉDULA DE PRODUTO RURAL (CPR)


Título no qual o emitente, produtor rural (pessoa física ou jurídica) ou cooperativa de produção,
vende antecipadamente certa quantidade de mercadoria, recebendo o valor negociado (ou insu-
mos) no ato da venda e comprometendo-se a entregá-la na qualidade e no local acordado em uma
data futura. O emitente deve procurar uma instituição (banco ou seguradora) que dê garantia à
CPR, pois aumenta o universo de compradores interessados em adquiri-la. Essa instituição, após
análise do cadastro e das garantias que o emitente oferecer, acrescenta seu aval ou agrega um se-
guro.
Ficam dispensados o registro e o depósito de Cédula de Produto Rural cujo valor referencial de
emissão seja inferior a:
I. R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), emitida no período de 1º de janeiro de 2021 a 30 de
junho de 2021;
II. R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais), emitida no período de 1º de julho de 2021 a 30
de junho de 2022; e
III. R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), emitida no período de 1º de julho de 2022 a 31 de dezem-
bro de 2022.
Garantias: dentre os tipos de garantia real admitidos para a CPR, o penhor rural tem sido apontado
como o mais utilizado. São destacados, dentre os fatores responsáveis pela pouca utilização da hi-
poteca e da alienação fiduciária, respectivamente, a maior dificuldade de execução da garantia e a
falta de prática na utilização do instrumento pelos emissores.
Em posse da CPR avalizada ou segurada, o emitente pode negociá-la no mercado. A CPR pode ser
negociada por intermédio do mercado de balcão ou por meio do leilão eletrônico do Banco do Bra-
sil, em bolsas de mercadorias.

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CEA

#DICA DO ED

CERTIFICADO DE DIREITOS CREDITÓRIOS DO AGRONEGÓCIO (CDCA)


Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio é um título de crédito nominativo, de livre ne-
gociação, representativo de promessa de pagamento em dinheiro e constitui título executivo extra-
judicial. O CDCA é emitido vinculado a direitos creditórios originários de negócios realizados por
agentes da cadeia produtiva do agronegócio.
As principais vantagens para o investidor são
I. a obtenção de recursos para atender às necessidades de fluxo de caixa, com taxa de juros fixa
ou flutuante, utilizando o CDCA como título de crédito, emitido em taxa de juros fixa ou flutu-
ante;
II. a ausência de comprovação do direcionamento dos recursos e
III. alíquota zero de IOF.
Podem emitir CDCA as cooperativas de produtores rurais e de outras pessoas jurídicas que exer-
çam a atividade de comercialização, beneficiamento ou industrialização de produtos e insumos
agropecuários ou de máquinas e implementos utilizados na produção agropecuária. Os lastros do
título devem ser registrados em entidades autorizadas pelo Banco Central, como o RTA, por exem-
plo.
• Isenção do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.
• Isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.

CÉDULA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (CCI)


A Cédula de Crédito Imobiliário (CCI) representa um crédito que é originado a partir da existência
de direitos de crédito imobiliário com pagamento parcelado. Quem emite a cédula é o credor, com
o objetivo de simplificar a cessão do crédito. A CCI transforma um contrato particular em um título
passível de transação. Uma de suas vantagens é a possibilidade de emissão e negociação, indepen-
dentemente da autorização do devedor.

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MÓDULO 03

Esses títulos são bastante utilizados como lastro na emissão de Certificados de Recebíveis Imobili-
ários (CRIs), por oferecer mais segurança e transparência para quem investe em CRI. A CCI poderá
ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, sob a forma escritural ou cartular.
• Isenção do IOF – Imposto sobre Operações Financeiras.
• Isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas.

RESUMO DOS PRINCIPAIS TÍTULOS DO SEGMENTO IMOBILIÁRIO E AGRÍCOLA

LCI LCA CRI CRA CPR


Lastro Imobiliário Agronegócio Imobiliário Agronegócio Agronegócio
Isenção IR
SIM SIM SIM SIM SIM
(somente PF)
Cobertura
SIM SIM NÃO NÃO NÃO
FGC
Em geral,
Instituições Instituições Companhias Companhias
Emitentes produtores
financeiras financeiras securitizadoras securitizadoras
rurais
Fiscalização BACEN CVM BACEN

CADERNETA DE POUPANÇA
Possui total liquidez, porém com perda de rentabilidade. Remunera sobre o menor saldo do perío-
do.
Rentabilidade: em maio de 2012, a caderneta de poupança teve uma alteração na rentabilidade
paga aos investidores. Com o objetivo de evitar a migração de recursos investidos em títulos públi-
cos para poupança (efeito observado com queda da taxa de juros), o governo limitou o ganho das
cadernetas de poupança a 70% da taxa de juros, ficando da seguinte forma:

Datas de depósito: aplicações realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês terão como data de ani-
versário o dia 1º do mês subsequente.

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CEA

Podem captar por meio de poupança somente as instituições financeiras que fazem parte do Siste-
ma Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE):
1. Caixa Econômica Federal – CEF;
2. Sociedade de Crédito Imobiliário – SCI;
3. Associações de Poupança e Empréstimos – APE;
4. Bancos Múltiplos com carteira de SCI;
5. Cooperativas de Crédito.
Obs.: as companhias hipotecárias não podem captar por meio de poupança.
Garantias: aplicações em cadernetas de poupança estão cobertas pelo Fundo Garantidor de Cré-
dito (FGC) até o limite vigente que, atualmente, é de R$ 250.000,00. Poupanças da CEF são 100%
cobertas pelo governo federal.
De maneira geral, as cadernetas de poupança não permitem a cobrança de tarifas, porém algumas
operações realizadas em uma conta poupança PODEM gerar cobrança de tarifa, tais como a reali-
zação de mais de 2 saques mensais, fornecimento de cartão magnético adicional, entre outras. A
manutenção da conta é SEMPRE ISENTA.

LETRAS IMOBILIÁRIAS GARANTIDAS – LIG


A LIG é um título lastreado por créditos imobiliários que pode ser emitido por bancos, caixas eco-
nômicas, sociedades de crédito, financiamento ou investimento, companhias hipotecárias e asso-
ciações de poupança e empréstimo com vencimento de médio e longo prazo.
Este título, além de isento de imposto de renda para investidores pessoa física, seja locais ou
estrangeiros, traz novidades em relação aos demais instrumentos de captação do mercado. A LIG
carrega uma possível rentabilidade atrelada à variação cambial e é o único título de captação ban-
cária não antecipado automaticamente no caso de quebra da instituição emissora.

IMPORTANTE!
LIG não possui garantia do FGC.

REPURCHASE AGREEMENT (REPO)


Chamamos de acordo de recompra (Repurchase Agreement) ou simplesmente Repo, um instru-
mento para negociação de títulos do governo, onde o vendedor se compromete a recomprar os
títulos vendidos após certo prazo.
Em um acordo de recompra, o vendedor negocia seus títulos, capta recursos no mercado, sendo que
algum tempo depois precisa recomprar os títulos em questão, semelhantemente a um empréstimo
Exemplo:
Pai Ed vai ao Banco Certificação e compra títulos públicos. Ele fecha um acordo de recompra com o
banco. Pelo acordo, Pai Ed vai comprar 1.000 títulos por R$ 100 cada um, totalizando R$ 100.000;
e o Banco Certificação vai comprar os 1.000 títulos de volta por R$ 101 no dia seguinte, totalizando
R$ 101.000.

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MÓDULO 03

Na prática, é como se Pai Ed tivesse feito um empréstimo de R$ 100.000 mil ao Banco Certificação e
recebido o pagamento, junto com R$ 1.000 de juros.
Por esse motivo, é correto afirmar que é o comprador quem recebe a taxa de juros da operação.

RESUMO DOS TÍTULOS DE RENDA FIXA

TÍTULO QUEM EMITE PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS OBSERVAÇÃO


Principal título americano.
Treasury Bill Tesouro Americano Desconto sobre valor de face. Zero cupom
Curto prazo.
Título de longo prazo Pagam cupom
Treasury Bond Tesouro Americano
(mínimo de 10 anos). semestralmente
Treasury Note Tesouro Americano Prazo de 1 a 10 anos. Pagam cupom
Taxa prefixada mais a variação do CPI
TIPS Tesouro Americano 5 a 30 anos
(Consumer Price Index)
NTN Tesouro Nacional Rentabilidades: B-IPCA, C-IGPM. Títulos pagam cupom
LTN E LFT Tesouro Nacional LFT: SELIC. LTN: prefixado. Zero cupom
Principal meio de Conhecido como
CDB Bancos
captação dos bancos. depósito a prazo
Lastreada em créditos a receber de
Pessoa Física ou
CCB uma instituição financeira integrante
Pessoa Jurídica
do SFN ou domiciliada no exterior.
Em geral, adquire créditos imobiliários
Companhias com garantia de alienação fiduciária.
CRI securitizadoras de É necessário registro na CVM. Oferta
crédito imobiliário mínima de R$ 300 mil. Não está
coberto pelo FGC.
Quem pode Pode ter garantia hipotecária
Pessoa Física
LCI emprestar Crédito ou alienação fiduciária. está ISENTA
Imobiliário Prazo mínimo de 60 dias.
da cobrança
Principais garantias são dadas
Produtor Rural
por seguradoras ou penhor rural.
de Imposto
CPR (PF, PJ ou
Cooperativas)
Podem ser negociadas em de Renda
Mercado de Balcão e Bolsa.
Bancos ou
Lastro em empréstimos destinados a
LCA Cooperativas
produtores rurais e cooperativas.
de Crédito
Financiamento de capital fixo. Necessária
S.A. aberta não
Debêntures Possuem garantias. Classificação de autorização da CVM.
financeira
rating. Título de médio e longo prazo. Não contam FGC.

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